Dar Sangue é uma Dávida

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Sou dadora de sangue (e medula) desde os 18 anos.

Não sei se já vos tinha dito, mas foi um dos objectivos a que me propus e cumpri logo assim que foi possível.

Sinto que tenho esta obrigação de ajudar se sou saudável.

Não custa nada e nunca se sabe quando poderemos ser nós a precisar. Num mundo ideal, não seria necessário. A vida, todavia, é feita de imprevistos e, se necessitarmos, iremos gostar de saber que esse recurso existe e está disponível e pronto a usar de imediato.

Todos os dias, há muitas pessoas que necessitam de transfusões sanguíneas por diversos motivos. Enquanto podemos, creio que devemos assegurar que este bem tão precioso e que salva tantas vidas não escasseia.

Agora que cumpro, novamente, os pré-requisitos para dar sangue, fui cumprir a minha missão.

Nos últimos tempos, o facto de ter atravessado uma gravidez e um ano de amamentação, foram impedimento temporário às doações. Para além destes motivos, existem alguns outros que podem conferir aqui em caso de dúvida sobre os critérios a cumprir.

Se têm mais de 18 anos, peso superior a 50kg e são/praticam estilos de vida saudáveis, por que não se inscrevem também como dadores de sangue?

Não custa nada, não dói, não dá fraqueza e as equipas do IPST, responsáveis pela recolha de sangue, são sempre muito agradáveis e estão disponíveis para nos ajudar e facilitar todo o processo.

Para nós é meia horita, para outra pessoa pode ser uma vida.

Comments

  1. Engraçado…há muito tempo (anos) que andava a pensar em dar esse passo. Já não tenho idade para dar medula, mas ainda vou a tempo de dar sangue. Fi-lo ontem pela primeira vez. Não sei porquê, apesar de há muito ter essa intenção, nunca arranjei tempo para o fazer. Foi ontem…aos 48 anos acabadinhos de fazer. Nunca é tarde, não é?

    1. Guida says:

      É mesmo isso, nunca é tarde para se fazer coisas boas 🙂 48, já? Não parece nada! Beijinhos

  2. Fedra says:

    Tenho imensa pena de já não poder doar: fiz sleeve. Ainda não percebi bem porquê mas é o que é.

    1. Guida says:

      Tem a ver com o ferro: a absorção de nutrientes após a cirurgia é feita de forma muito mais lenta e mesmo que os níveis de hemoglobina estejam bons, após a dádiva pode ser muito complicado produzir e repor todos os nutrientes e elementos que foram retirados.

      Não é motivo de pena, cada um faz o que pode, sem pôr a sua saúde em risco 🙂

      Beijinhos

      1. Fedra says:

        Obrigada pelo esclarecimento, Guida. Percebi então que a inibição é para proteção do doador. Eu cheguei a pensar que o nosso sangue se tornasse menos “rico” e já não fosse de grande valia ou assim… E confesso que me desgostava a ideia de que nas minhas veias corria sangue “de segunda”. Agora estou mais contente!

        1. Guida says:

          Ai, fico contente por ter ajudado de alguma forma 🙂 Isso do sangue de segunda não existe! Quem pode e quer dar, fixe. Quem não pode, fixe na mesma, há muitos contributos úteis que podemos dar para tornar este mundo num sítio melhor. Beijinhos

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