Imagem de fonte desconhecida
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Quando chegam as meias estações e tenho de fazer mudanças de roupas e sapatos (que aqui não dá para ter tudo a jeito e exposto durante todo o ano!), fico sempre com uma dor de cabeça que nem vos digo, nem vos conto.

Bom, a verdade é que a minha dor de cabeça não se fica pelas meias estações. Creio que posso dizer que todas as semanas, todos os dias, o filme se repete, para que vejam o caos em que vivo. Para não vos massacrar muito com o assunto, vou ficar-me por uma pequena fracção da história. Senão, aposto que iriam sair daqui com uma dor de cabeça como as que tenho.

Considero que não tenho assim tanto calçado quanto isso. Vá, se calhar tenho mais que as pessoas normais. Tenho algumas dezenas de pares. Possivelmente, já passei a centena. Estimo muito os pares que tenho e duram anos, mesmo quando os uso exaustivamente. Quando têm visíveis sinais de desgaste, descarto-os logo ou levo ao sapateiro caso tenham remédio.

Tento manter o tipo de calçado organizado por caixas ou sacos de modo a ter todos os pares de uma mesma família (sapatos de salto, sapatilhas, sandálias, sabrinas, botas, …) organizados, simplificando a tarefa de vislumbrar todas as opções na hora de as escolher. Não é que, mesmo assim, dou por mim invariavelmente com uma guerra de sapatos instalada no chão do meu quarto todos os dias?

E arrumar tudo? Não há espaço. Divido o quarto, não sou só eu e não grande arrumação. Tenho caixas debaixo da cama, mas não chega. Tenho caixas empilhadas ao fundo da cama, mas não chega. É um pesadelo. Não sei o que é pior: arrumar tudo direitinho ou ter de desarrumar tudo para ver o que tenho. É um filme, uma tragédia.

Já está na altura de me pirar do ninho e encontrar o meu próprio lar, com direito a closet e tudo…

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