Como Sobreviver à Maternidade

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Ser mãe foi o melhor que me aconteceu. Digo-o sem hesitar. Sempre quis ter filhos e, apesar de não ter previsto ser mãe antes dos 30, foi com grande felicidade que assumi o projecto da maternidade. Como tudo o resto na vida, por muito gratificante que seja ter filhos, ninguém nos conta do que se passa nos bastidores.

Ninguém nos diz que por vezes apetece fugir!

Achamos que a geração dos nossos pais é toda cucu sem motivo, até ao dia em que somos nós a encarnar o papel deles! As mães devem concordar comigo: há dias, muitos, em que não há papel mais stressante que o nosso. E é como se diz por aí: não mata, mas mói!

Fui mãe há dois anos e meio e – clichéee! – nunca mais nada foi como era. Expectável? Bom, o que queria dizer é que a minha cabeça ainda está num turbilhão. Às vezes, custa a interiorizar e cumprir um princípio muito básico: temos de cuidar de nós! Acima de tudo. Antes de tudo.

Se não estivermos bem, como vamos conseguir ajudar os que dependem de nós?

Não sou expert na matéria, mães em desespero, mas oiçam o que vos digo: vai ficar tudo bem! Temos de fazer por isso. Há casos em que pode ser necessário pedir ajuda a profissionais de saúde e não devemos ter vergonha de o fazer, mas boa parte do caminho pela mente sã parte de nós. A ter em conta – e façam o que vos digo, já que eu nem sempre o fiz/faço e reconheço aqui um grande erro.

Mantenham as relações sociais

Não se esqueçam de nutrir e conservar as vossas relações de amizade e familiares. Não descurem os encontros com as pessoas que são importantes para vós. Falem! Comuniquem com quem se importa convosco. Não se isolem. Evitem, porém, as presenças tóxicas e os “palpiteiros de bancada”.

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Os primeiros dias da Teresa – pijama todo o dia, sonecas de 5 minutos.

Saiam de casa

Especialmente as mães que trabalham em casa e/ou aquelas que optaram por ficar com os filhos antes da idade do ensino pré-escolar.  Nem que seja por 5 ou 10 minutos, apanhem ar. Façam caminhadas. Passeiem. Sozinhas, acompanhadas, como quiserem. Obriguem-se a tirar o pijama e sair da toca.

Não se esqueçam de vós mesmas

Deleguem tarefas, peçam ajuda ao vosso companheiro, à família, a amigos, contratem uma baby sitter… Qualquer coisa! Antes de qualquer outro papel que possamos ter, somos mulheres. Precisamos de tomar conta de nós e de desfrutar do nosso tempo. Tomar um bom banho, ir ao cabeleireiro, às compras… Seja o que for. Não negligenciem as vossas necessidades e desejos.

Apostem no entretenimento

Leiam, vejam filmes, dediquem-se a algo que vos ocupe a cabeça, mesmo que sejam apps – o que ajudar a desanuviar! Nestas alturas, até vale gastar uns trocos (sempre com moderação!) em créditos de Farmvilles e Candy Crush desta vida, ou até em plataformas de jogos de casino on-line como o netbet.com se vos aprouver. O que importa é que se divirtam por uns momentos e consigam abstrair-se do stress habitual.

Repousem

Ahaha, olha-me esta! Parece uma anedota? Bem sei. Aproveitem qualquer bocadinho, especialmente nos primeiros tempos, para relaxar. Se tiverem quem ajude a tomar conta do bebé, aproveitem. Durmam. A privação de sono é o pior da maternidade. Não se consegue fazer nada com a mente exausta. Assusta-me pensar que dormimos mal e não valorizamos.


Não se esqueçam: a infância dos nossos filhos passa num instante. Devemos querer e fazer por estar no nosso melhor. Viver bem. Criar boas memórias para eles e para nós. Força!


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