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O meu P9 Lite

huawei p9 lite gold

Troquei o meu smartphone da idade da pedra, deitem foguetes!

Querem ver-me em modo Tio Patinhas? Sugiram-me que devo trocar determinado equipamento que funciona, ainda que possa estar desactualizado, que mando-vos dar uma curva. Foi assim que, durante quase 4 anos, fui portadora de um Huawei Ascend G300. Nos últimos tempos, o pobrezinho já só fazia de hotspot e era se estivesse ligado à corrente. Sou mesmo fofinha e optimista com os meus equipamentos electrónicos (o meu portátil faz 10 anos este ano, há aí alguém com um mais velhinho?).

Foi mesmo no fim da linha do pobre e velho smartphone que aceitei que estava na hora de lhe dar a merecida reforma e escolher um novo. É claro que nem nestas alturas perco a minha aura de sovina, pelo que estava decidido que não poderia ser um modelo excessivamente caro (não pago marcas peneirentas cuja oferta surge sob outros nomes a menos de metade do preço) e teria de ser resistente e eficiente para, idealmente, durar o mesmo que o antecessor (vá, não gozem comigo!).

Reunido o meu conjunto de pré-requisitos, mantive a marca, subi a fasquia.

huawei p9 lite gold

Optei pelo Huawei P9 Lite.

 De caminho, o feedback foi tão bom que o marido também já foi comprar um para ele. É um telefone que me deixa fazer mais até do que já fazia no tablet (que continua a ser mais útil para as leituras e séries). É muito prático, tendo um tamanho bastante equilibrado: é grande o suficiente para ser confortável de utilizar, mas não é assim tão grande que seja difícil de manusear nas minhas mini mãos.

Falemos das características:

  • Potencial dual sim, dando para aproveitar o compartimento do cartão de memória para o 2º sim.
  • Dimensões – 146.8 x 72.6 x 7.5 mm
  • Dimensão do ecrã – 5.2”
  • Resolução – 1920px x 1080px
  • Peso – 147g (com a bateria, que é amovível)
  • Cores – Black, white, gold, rose gold
  • Processador – HiSilicon Kirin 650 Quad Core 2.0 GHz Cortex-A53 + Quad Core 1.7 GHz Cortex-A53
  • SO – Android 6.0 Marshmallow (EMUI 4.1)
  • Memória – 16GB internos, expansíveis com cartão micro SD até 128GB
  • RAM – 3 GB
  • Câmara – traseira 13 MP/ frontal 8MP
  • Tem sensor de impressões digitais
  • Preço – Neste momento, ronda os 300€, estando frequentemente mais barato em promoções (este fim-de-semana, está a cerca de 270€ na Fnac – podem confirmar se clicarem nas miniaturas abaixo)

Tudo corre na perfeição, sem que o equipamento entre em sobreaquecimento ou as apps congelem. A câmara traseira é melhor até que a máquina digital compacta que já possuía e que agora quase caiu em desuso. Até já filma em HD (1080p).

Não deve muito aos telemóveis das gamas de topo e dificilmente encontram a mesma qualidade a preços mais baixos no mercado. Chega mais do que perfeitamente para o uso que lhe dou e estou confiante de que irá resistir, no mínimo, o mesmo tempo que o antecessor velhinho e barato.

A bateria, mesmo com utilização frequente (dados, GPS e afins), dura bem um dia. Com uso mais moderado, excede os dois. Só lamento o facto de não ter giroscópio, que trocaria sem pestanejar pelo sensor de impressões digitais (que não utilizo). Mesmo assim, vivo bem com este facto e não era por aqui que iria escolher outro modelo.

capas huawei p9 lite case cover
Até comprei várias capinhas bonitas.

Story short, estou mesmo muito contente com a minha escolha!

A Minha Wishlist de Natal

Pensei muuuitas vezes antes de publicar este post, porque a verdade é que:

  1. Não há nada que me faça falta.
  2. Há um bebé a caminho e, já que olho para o meu umbigo, deveria ter uma visão mais profunda do que se avizinha.

Depois, lembrei-me que também sou filha de Deus e que as épocas festivas servem para sonhar e meditar em caprichos. Não tem mal nenhum, faz bem e felizmente o Pai Natal ainda não cobra para ler cartas!

Justificando muito rapidamente as minhas escolhas, já que na imagem têm tudo direitinho, é tudo muito simples:

  • Sim, o meu telemóvel precisa de um upgrade, experimentei o Huawei Mate S conforme vos contei aqui e aqui e fiquei apaixonada. Ainda por cima, na semana passada chegou a Portugal a versão Pink. Há como não querer? Não! Pai Natal, era meeesmo isto.
  • A musa Dita Von Teese lançou o seu livro de beleza Your Beauty Mark: The Ultimate Guide to Eccentric Glamour. Quero porque quero. Já agora, consta que anda por aí um batom da MAC de edição especial da mesma senhora, também podia vir morar comigo.
  • Já bati nesta questão e volto a dar-lhe destaque: ando a namorar esta placa alisadora da Philips há quinhentos anos. Ando. Porque é tudo de bom. É grande, segura e eficaz.
  • É óbviooo que não preciso de mais paletas de sombras. Mas gosto muito delas, são um presente que aprecio e faço olhinhos a estas três da imagem. Optaria pela Chocolate Bar Semi Sweet da Too Faced, é linda e cheirosa e sempre fazia companhia à mana, mas a Cocoa Blend da Zoeva é tão lindinha e acessível e a Nude Dude da The Balm faz pendant com as minhas meninas.
  • Botas de cano alto, acima do joelho. Por que é que é tão difícil encontrar o modelo perfeito? As da imagem são da Aldo, mas não me deixam totalmente satisfeita. É que as que tenho sofreram um pequeno acidente, mas apesar de terem arranjo, não sei quanto tempo de vida terão pela frente. As que vejo nas lojas actualmente são caríssimas e medíocres. Por que é que teimam em encher tudo de fivelas, buracos e utilizar tecidos reles (tipo neoprene, hello!) na parte traseira? É o medo.
  • Gosto de colorir livrinhos engraçados, gosto do Sherlock e… Quem é que resiste a um livro de colorir do Sherlock Holmes?

Não encarem os meus caprichos como esquisitice, até porque sou uma pessoa fácil de agradar e entreter com bugigangas. Se estão mesmo interessad@s nos meus desejos e querem mais pistas sobre o que poderiam oferecer à minha pessoa (ninguém oferece presentes a gente crescida, mas just in case…), aproveitem para me encher de collants e cuecas da avó, daquelas de algodãozinho que se fazem difíceis de encontrar hoje em dia (a sério!), túnicas e vestidos folgados.

Também não me vou ofender se decidirem encher-me o sapatinho de quinquilharias e bibelotes para a casa, hã? Como disse, sou muito fácil de contentar e sou pior que os miúdos: gosto mesmo é do mistério de desembrulhar os presentes.

E vocês, o que querem neste Natal?

Tudo Sobre o Huawei Mate S

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Há algumas semanas, contei-vos que tive a oportunidade de testar uma das últimas novidades da Huawei, o smartphone Mate S, e fiquei apaixonada. O mercado está repleto de opções, e quem procura modelos de topo, deve ter atenção a uma série de detalhes. Neste post, irei partilhar convosco a minha experiência de utilização e as especificações do telemóvel. Quando comparado com modelos concorrentes, creio que se pode dizer que dificilmente há como ultrapassar a relação qualidade/preço do Mate S e que, apesar de ser um modelo algo dispendioso, é muito melhor do que outros na mesma linha de preços e até mais caros. Têm dúvidas? Depois do que vos vou dizer, estejam à vontade para comparar as opções óbvias no Google.

Não irei dedicar muitas palavras a descrever como é bonito, porque já o tinha feito assim que o recebi. Caso queiram rever as minhas primeiras impressões, podem fazê-lo neste post. Apesar de ser maior do que estou habituada, consegui adaptar-me a ele na perfeição. O peso também é bastante aceitável. Para quem habitualmente utilizava um Huawei Ascend G300 e um Y530, posso dizer-vos que a mudança foi drástica. Já eram telemóveis que precisavam de um upgrade, é certo, e tendo em conta que eram de linhas mais acessíveis, imaginem a diferença. É um sonho utilizar um smartphone que não congela nem trava uma única vez e que corre mil e uma aplicações ao mesmo tempo, sem aquecer nem um bocadinho!

Como se não bastasse a rapidez e fluidez, existem vários bónus. Com o telemóvel bloqueado, se desenharmos determinadas letras (M para Music, W para Meteorologia, C para a Câmara, …), iremos abrir directamente as respectivas aplicações. Há, também, a tecnologia Fingerprint 2.0, que serve para tarefas como desbloquear o telemóvel, utilizar determinadas aplicações mais rapidamente ou realizar certos comandos como desligar o alarme despertador. Num registo semelhante, também tem Knuckle Control 2.0, que serve para fazer capturas e outras acções com os nós dos dedos.

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O meu irmão, com cabeça de tigre porque… Porque só vos queria mesmo mostrar que não há ruído!

A câmara deixa mexer manualmente numa série de opções e tem modos e filtros para todos os gostos. Tem um processador de imagem à altura das máquinas fotográficas normais. Gostam de selfies e de todos os filtros especiais que certas aplicações conferem? Aqui, está tudo condensado só na câmara. A lente traseira tem 13MP e flash “normal” e âmbar, para que as fotos nocturnas fiquem com um aspecto menos frio. A câmara frontal também tem flash, e uma lente de 8MP. Ambas permitem captar fotografias panorâmicas. Conseguem tirar fotografias quase em qualquer ambiente sem qualquer tipo de ruído.

O som também é especial, já que este smartphone tem 3 microfones em vez de um. A qualidade de som é óptima, e posso dizer-vos que fiz chamadas com muito ruído à volta (obras e vento) sem qualquer perturbação. A nível das colunas, conseguem ouvir até cerca de 3/4 do volume possível (que já é muuuito alto!) sem qualquer ruído. Não aconselho o volume máximo, essencialmente por questões de saúde e segurança.

Quanto à autonomia, mesmo que tenha sempre os dados móveis ligados e utilize apps de alto consumo energético, dura-me, no mínimo, um dia. De contrário, funciona mais de dois dias sem problema nenhum. É impressionante, tendo em conta que estava habituada a baterias que duram menos que um dia sem recarga.

No que toca às especificações, aqui ficam as “entranhas” do Mate S:

  • Altura – 149.8mm
  • Largura – 75.3mm
  • Peso – Cerca de 156g (já com a bateria incluída, que não é amovível)
  • CPU – Hisilicon Kirin 935, Octa core (4*2.2GHz + 4*1.5GHz), 64-bit
  • SO – Android 5.1 + EMUI 3.1
  • ROM: 32GB/64GB/128GB
  • RAM:3.0GB
  • PVP – 699,90€

Resumindo e concluindo: fiquei apaixonada pelo Mate S e vai ser muito difícil regressar aos antepassados, também da família Huawei. O Natal está aí à porta, e eu gostava muito de ter um menino destes no meu sapatinho. Aposto que vocês também!

Eu vidrada no Mate S, na Benetton on Canvas, no Chiado. Acompanhada da Jael e da Ana.
Eu vidrada no Mate S, na Benetton on Canvas, no Chiado. Na companhia da Jael e da Ana.

Huawei Mate S

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Esta semana, recebi para testar durante umas semanas um dos mais recentes lançamentos da Huawei, o smartphone Huawei Mate S. No mês passado, assisti à sua apresentação e fiquei encantada com com as novidades e não iria ficar descansada enquanto não pudesse ver com os meus próprios olhos e mexer com as minhas próprias mãos.

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Irei contar-vos tudo detalhadamente, mas por ora queria partilhar convosco algumas fotos do momento inicial e as minhas primeiras impressões sobre a utilização. A caixa exterior é toda ela feita em cartão e bastante compacta. É simples mas elegante, preta, com as letras e o logótipo da marca a cobre. A caixa interior é semelhante e abre-se como se fosse uma caixa de bombons, daquelas em que levantamos a tampa como se fosse a capa de um livro.

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Lá dentro, encontramos o equipamento, o cabo USB com o respectivo adaptador para a corrente, uns headphones todos catita, uma capa, uma peça para ajudar a abrir o compartimento do cartão SIM (dos pequeninos, atenção!) e micro SD, bem como o manual de instruções.

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O smartphone em si é bastante apelativo, na minha opinião. De momento, estão disponíveis as cores Titanium Grey e Mystic Champagne, sendo que a segunda é a que recebi e que me parece que vai agradar mais ao público feminino. A frente é branca nas extremidades e a traseira é num tom de dourado discreto. O telemóvel é super fino, de margens arredondadas e nas superfícies frontal e traseira também é “arredondado”, o que ajuda na tarefa de o segurar e prevenir algumas quedas. Não é assim tão grande como aparenta e não se enquadra na categoria de phablet. Eu, que sou pequenina, até agora não tive quaisquer dificuldades de utilização devido às medidas do telefone.

Para já, não vou entrar em mais detalhes, porque quero guardar tudo para outro post mais específico com tudo o que vocês querem saber e que vos vai fazer querer meter o Mate S na lista de presentes para este Natal.

Também tenho um Pou!

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Das coisas boas que vieram com o mundo do Android, uma delas foi a nostalgia de alguns jogos da minha infância. Há dois ou três dias, rendi-me ao Pou (que é gratuito no Android, mas também existe uma versão paga para o iOS), que é uma espécie de Tamagotchi dos tempos modernos. Parece que voltei a ter 5 anos (a propósito, cá fica a deixa para quando os vossos pequenotes querem jogar no smartphone)

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Para quem não sabe o que é um Tamagotchi (porque é demasiado jovem, não era jovem na época e não se apercebeu do fenómeno, ou era jovem mas não teve uma infância feliz com jogatinas destas), trata-se de uma espécie de animal de estimação virtual cujas necessidades básicas (alimentação, higiene, carinho, saúde, …) temos de assegurar com alguma frequência.

O Pou é mais complexo e interactivo, mas igualmente inútil na prática. É mais um joguinho que me agrada nos tempos mortos, e confesso que tanto o nome como o aspecto, que só lembram cocó, são peculiares. Já tratei de mudar a cor ao meu Pou. Se quiserem dar uma espreitadela, o meu nickname é aguidaequesabe. Fico à espera das vossas visitas, e gostava muito que deixassem aqui nos comentários os nicknames dos vossos Pous para que eu também os possa visitar. Ou serei a única com um Pou por estas bandas?

Habemus Android!

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O MacBook deu o berro, vai ao arranjo, e entretanto lá tive de, finalmente, investir num telemóvel novo porque o antigo também já estava meio demente há uns tempos valentes.

Descobri que o Huawei Ascend G300 afinal ainda existia nalguns sítios e tufas, já cá canta. Até agora, estou muito satisfeita com o que ando a descobrir, mas adorava saber que aplicações devo instalar e truques que os principiantes desconhecem. Existe alguma manha que deva saber?

Ah, apesar de não me ter dedicado muito ao assunto, já estou presente em terras Instagramianas com o nome aguidaequesabe.

E se for um Sony Xperia Tipo?

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Subi um bocadinho a fasquia na procura de um telemóvel novo, que o meu está a falecer. Já que tem de ser substituído, prefiro largar os telefones da idade da pedra e adquirir um smartphone. Queria um Huawei Ascend G300, só que o gingarelho esgotou. Pelo mesmo preço, agradou-me imenso o Sony Xperia Tipo. Eu sei que o ecrã é mais pequeno e tem resolução mais baixa (não há problema, porque as minhas mãos também são pequenas), que o processador e a câmara são piores, entre outras desvantagens. Ainda assim, serve perfeitamente para o que quero e já é mais avançado que o Smart Chat que me seduziu inicialmente. E tem um ecrã maior. E, ainda por cima, é dual sim. Alguém tem feedback

Pai Natal, se és solidário, o telemóvel é para mim.

Com a aproximação do Natal, a pequenada anda aos pulos a fazer os seus pedidos ao velhote das barbas brancas. É bom sonhar, e se alguém tem culpa das agruras deste mundo não hão-de ser as crianças e todas elas merecem um presente. O Natal comercial é uma questão cultural relativamente recente e é importante destacar o valor intrínseco do que, na prática, é uma festa da família: o carinho, os afectos e o convívio com aqueles de quem mais gostamos.

Sou contra o endividamento por caprichos de plástico pouco didácticos para os mais pequenos, mas não posso negar que é bom receber presentes. Falo por mim, que fui uma criança relativamente mimada que sempre teve tudo o que quis – com conta, peso e medida. Sabia que receber jogos e brinquedos era algo quase exclusivo do Natal e do aniversário e que tinha de definir prioridades. Muitas vezes, tinha de juntar algumas moedinhas para ajudar a comprar o que queria. Sempre dei valor ao que tenho porque sei quanto custam as coisas. Dou graças a Deus por ainda hoje viver numa situação relativamente confortável, especialmente pelas histórias de miséria que se conhecem de amigos, vizinhos, conhecidos e outras tantas pessoas que surgem nas notícias diariamente. Tento olhar para quem está à minha volta e ajudar como posso, por pouco que seja.

Para mim, é inconcebível que haja crianças a sofrer uma série de carências pelas quais ninguém deveria passar. Tento ajudar pessoas próximas e, quando é possível, também gosto de atender a iniciativas de solidariedade que vão surgindo. Neste sentido, tenho andado atenta às cartas do Pai Natal Solidário dos CTT para tentar apadrinhar os desejos de natal de um menino ou menina. Tenho assuntos para tratar nalguma estação, e assim juntava o útil ao agradável e presenteava alguém que de outra forma poderia não ter nenhum mimo quando chegasse a hora de desembrulhar as prendas. Feliz ou infelizmente, não tenho conseguido porque quando vou ao site ou ao Facebook da iniciativa já todas as cartas foram apadrinhadas.

Na noite passada, finalmente encontrei algumas cartas por apadrinhar no site. Fixe!, pensei eu. Finalmente vou poder cumprir com o meu propósito de participar no Pai Natal Solidário. Eis que começo a ler os pedidos e só me surgem no caminho pedidos absurdos: ora são cartas de bebés de meses com pedidos que nitidamente são para miúdos de 5 ou 6 anos, ora são fedelhos de 10 anos (e até menos) a pedincharem telemóveis.

CTT, em que é que ficamos? Solidariedade era oferecerem-me a mim o bendito telemóvel, que o meu avariou. Miúdos de 10 anos a pedirem telemóveis? Para quê? A culpa não é deles, é da educação que têm e das perspectivas consumistas que lhes são incutidas. CTT, quem é que faz a filtragem dos pedidos? Por que é que um telemóvel faria falta a uma criança? Tratando-se de famílias que passam dificuldades (presumo que seja esse o objectivo da iniciativa, possibilitar que não falte um presente a crianças que de outra forma não o receberiam), como é que é a nossa vida? Mesmo que por qualquer motivo eu oferecesse um telemóvel, quem é que o carregava depois se supostamente não há dinheiro?

Tenham dó de mim. A minha vontade foi apadrinhar uma dessas cartas, fazer-me parva e enviar um telemóvel de brincar. Não o fiz porque, relembro, a culpa não é das crianças e de qualquer forma prefiro canalizar o meu esforço para alguém que realmente necessite. E, depois, se o fizesse, o Menino Jesus ainda ficava ofendido comigo.

A sério, Pai Natal, se queres ser solidário, quem precisa do telemóvel sou eu.

Como não tenho nenhum padrinho que me vá oferecer telemóvel nenhum, gostava que me aconselhassem quanto a modelos relativamente baratos com Android. Preferencialmente da Vodafone e com boa autonomia.

Até nunca mais*

Qual é rede, qual é ela que tem um atendimento fofinho, tarifários fofinhos e serviços fofinhos?

Leiam tudo num tom muuuito irónico.

É a rede do até já.

Adeus, TMN, até nunca mais. Obrigada pelos tarifários caros e enganosos, pelo mau atendimento, pelos maus serviços.

É assim que perdem clientes que, por mês, vos pagam mais de 50€ (Internet móvel, telefone fixo, telemóvel com pré-carregamento, telemóvel com pagamento por factura…) por serviços dos quais não conseguem usufruir.

Tudo graças à vossa incompetência.

Até domingo, continua a não haver muita Guida.

Isto porque o plafond de Internet móvel foi atingido, não consigo carregar (diz que o número do cartão não existe!) e os senhores do apoio ao cliente não só não apresentam uma alternativa como ainda são mal educadinhos.

Querem fazer do consumidor parvo.

Então, amores da minha vida (sim, leitor@s, pois claro!), contem-me de vossa justiça: qual o melhor fornecedor de Internet móvel do momento?

Estava a pagar 18,95€/mês por 2GB de tráfego na TMN. Pretendo algo mais amigável, de preferência com bom apoio para quando é necessário.

*Não, nem pensem que vai deixar de haver Guida!

Telemóveis

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Antes de mais, quero agradecer à alminha peregrina que fez o favor de me estragar uma bela e longa manhã de sono com um telefonema às nove e picos da manhã.

Se és o desgraçado do 91 em causa, agradece por não ter atendido e não te ter mandado para sítios muito feios!

Detesto telefones, telemóveis e todos os programas impessoais tipo Skype ou o mais que banalizado messenger que nos permitem falar sem que vejamos a cara das pessoas. Não é assim tão grave quando não conhecemos as pessoas, mas detesto falar com quem conheço e já vi por estes meios.

No entanto, gosto de escrever emails e manter blogues.

A diferença reside no facto de gostar de escrever textos ou artigos sobre o que quer que seja, ou “cartas”, sem que estas se transformem numa conversa.

As pessoas que me conhecem sabem que raramente carrego o telemóvel (penso que estou há mais de três meses sem saldo) porque não sinto necessidade de o utilizar e tenho preguiça de passar numa payshop, sabem que em tempo algum vou atender anónimos ou números que não conheço, a menos que me mandem mensagem previamente a identificarem-se.

Sou o tipo de pessoa que já se fartou de publicidade, de contactos por parte das operadoras, que já inventou as desculpas mais esfarrapadas para despachar essa gentinha parva que quer impingir serviços à força toda (até já disse que a senhora Margarida, a minha pessoa, se tinha reformado e emigrado!) e que a partir daqui qualquer tentativa dessas vai resultar em troca de galhardetes.

Também não tenho sempre o telemóvel comigo, e quando tenho o mais provável é não ter som. Por isso, quando olho para ele há sempre chamadas não atendidas e mensagens do século passado.

E a que se deve esta repulsa por tais bichos?

Tal como já referi, não gosto de meios impessoais de falar com as pessoas. Gosto de ver a cara e as expressões das pessoas com quem estou a conversar e já está mais do que provado que isto das redes sociais, chats e programas da mesma família normalmente fomentam confusões.

Quanto aos telefones, isso não muda. Eu até me assusto quando tocam! E detesto escrever mensagens, tanto como detesto telemóveis novos todos xpto com câmaras fotográficas, jogos e mais não sei o quê. Tanto quanto sei, os telefones e telemóveis foram feitos para permitir às pessoas comunicar quando estão longe umas das outras. Para que é que fazem tanta mariquice?

Eu sei que os tempos mudam. Mas eu ainda faço parte de uma geração que se habituou a acampar desde os cinco anos com escuteiros sem uma única chamada dos pais! Era impossível comunicar e eu achava um espectáculo porque tinha acesso a uma liberdade que me faltava em casa. Uns anos mais tarde, os animadores começaram a ter telemóveis e à noite lá ligavam os papás todos preocupados a fazer uma série de recomendações aos filhos. Foi um estrago!

Comecei a ter amigos com telemóvel e nem percebia qual era a necessidade de os ter. Era fixe?

Tive o meu primeiro telemóvel quando passei para o oitavo ano, quando tinha treze anos. Só mo ofereceram porque tinha mudado para uma escola pública num sítio relativamente problemático e os meus avós não podiam cuidar de mim quando não tinha aulas.

Dois anos depois, ofereceram-me um telemóvel novo porque o primeiro estava a dar problemas e diga-se de passagem que o tal Nokia 7260 dos anúncios era lindo! Ainda funciona, cinco anos depois. Apesar disso, tenho outro telemóvel porque mudei de operadora.

Afinal, o que é que trouxeram os telemóveis?

Chatices. Se antes podíamos andar à vontade, hoje temos as pessoas que se preocupam connosco a controlar-nos, literalmente. Se recebemos menos de três chamadas por dia a perguntar como estamos ou o que andamos a fazer, é pouco.

Também nos trouxeram noites mal dormidas quando nos esquecemos de os desligar! Há sempre uma alma penada que se lembra de mandar mensagens, toques ou mesmo telefonar nas horas mais impróprias. E são sempre aquelas pessoas de quem não queremos saber!

É o ex-namorado com mensagens sobre a vida amorosa dele justamente quando estamos bem acompanhados e a fazer coisas interessantes, é aquela colega parva a quem demos o número numa altura em que perdemos a cabeça a perguntar onde é a aula x ou qual é o trabalho de casa da disciplina y, é a operadora com aquelas mensagens maravilha sobre serviços e promoções ou avisos feios de carregamento, e poderia continuar a lista.

No fim disto tudo, os telemóveis nunca funcionam quando precisamos deles.

Quem já esteve em sarilhos sabe como é: ou não há bateria, na volta não há rede, o saldo foge ou o destinatário não atende (se for uma pessoa como eu!). A minha mãe farta-se de me dar nas orelhas mas raramente atende quando preciso dela!

Já estive mais longe de deixar o telemóvel de lado. Graças a todos os obstáculos à comunicação, à invasão da privacidade, aos anónimos, às fuinhas que ligam a horas desengraçadas e às trafulhices das operadoras.
E ninguém vai conseguir mudar a minha opinião quanto a este assunto!