Etiqueta: Redes Sociais

5 Blogs que me dão prejuízo

Ou 5 blogs de beleza que adoro e nos quais confio.

Também seria um bom título para este post, não anulando o facto de a primeira afirmação ser a maior das verdades. Antes de escrever, também leio (e é bem mais fácil!) e gera-se sempre uma vontade do consumismo à conta destas cinco que nem queiram saber.

Queiram, queiram mesmo: porque se há blogs que devem ler se gostam das lides da beleza e gostam de ter conhecimento de potenciais investimentos neste domínio, esta é a lista que têm de conhecer.

the skin gameThe Skin Game – A Ana estudou Farmácia, trabalha com dermocosmética e é uma fofa simpática que tem uma escrita super amigável e explica um montão de coisas sobre beleza e saúde de forma a que o mais nabo dos nabos fica a compreender tudo. Para além disso, tem das melhores reviews de produtos de dermocosmética. Quando precisamos de algo e não sabemos muito bem o que escolher, ela tem sempre a recomendação ideal. Em suma: dá-me vontade de trazer a farmácia inteira para casa.

make downMake Down – A Sara também é farmacêutica e pró da dermocosmética. Padrões? Ahhh! Também há muitas explicações, reviews das boas, vídeos de favoritos e produtos acabados aos montes, e uma espécie de consultório de dúvidas online.

let's talk about beautyLet’s Talk About Beauty – A Saúde é a minha área e está visto que são das pessoas que gosto mais. A Ana Rita é das pessoas que conheço há mais tempo, do mundo dos blogs. É das pessoas de quem mais gosto, é médica e ainda por cima tem um blog destes que me fazem querer torrar dinheiro: em cremes, em maquilhagem, em gadgets, em tudo. As reviews são muito completas, as fotos são óptimas, é tudo bonito e agora imaginem quando estamos as duas juntas e nos metemos a trocar cromos de compras online.

coquette à portuguesa

Coquette à Portuguesa – Mais um guia de como fazer voar dinheiro! A Jael mostra, de uma forma simples, um monte de coisas giras e boas e deixa-nos a suspirar numa tentativa vã de controlar o impulso de compra. As descrições são sintéticas, as fotos são lindas, os produtos parecem ser escolhidos cautelosamente para serem todos muito apetecíveis. O estilo é simples mas on point. É pegar em tudo e colocar na wishlist!

raquel mendesRaquel Mendes – Agora, com nome próprio. Antigamente, era a Luxurious Skin. Mais uma vez, o que é que eu posso fazer quando me põem à frente fotos lindas com reviews super honestas, realizadas de forma super acessível e descontraída? Pior, melhor, também tem vídeos super giros de ver!

O melhor desta lista que partilhei convosco, para o caso de não conhecerem estes blogs (duvido!), é que todas as autoras são pessoas super familiares, com ar de pessoa normal que poderia fazer parte do nosso grupo de amigas.

Para quem passa a vida a perguntar-me sobre este ou aquele produto que não sabem muito bem como escolher para vós: a sério, dêem uma espreitadela neste que é o meu top 5.

 

Sem Assunto – Meia Dúzia de Dicas que Geram Ideias

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É sexta-feira à noite, não há vontade de sair e a lontrice doméstica deu para actualizar o blog.

Mas há um problema: sobre o que escrever?

Sim, este é um post para os meus leitores e leitoras que também gostam de escrever e partilhar online.


Estão com falta de inspiração? Eu também.


E assim decidi aproveitar um não-assunto e transformá-lo num assunto. Porque, com jeitinho, tudo o que vos possa passar pela cabeça pode dar um post daqueles.

A sério, é um grande desafio à criatividade e pode parecer estranho debitar umas linhas sobre, hipoteticamente, a maçaneta da porta, mas desde que haja vontade e algum brain storming, tudo é possível.

Quem sabe, a partir daqui, ficam com um montão de ideias de posts. Eu explico!


Peguem no computador, num caderno, post its e numa caneta. Ou lápis.


O que se pretende não é desatar a encher chouriços como se não houvesse amanhã.

É dar uma ajudinha a quem gosta de escrever mas não tem uma gaveta de ideias. O que aqui partilho é o que funciona comigo e que fui aprendendo por conta própria e através da observação de outros blogs. Sigam as dicas:

  1. Léxico. Peguem numa palavra ou tema, preferencialmente dentro do que costumam abordar habitualmente. Agora, tentem lembrar-se de outras palavras relacionadas e o que poderiam dizer sobre elas.
  2. Recombinar. Já se perguntaram se disseram tudo o que havia a dizer, ou tudo o que tinham para partilhar sobre um determinado assunto? Existem imensas abordagens e interpretações diferentes para o mesmo foco.
  3. Perguntar. Se têm um blog, têm audiência. O mais provável é terem presença nas redes sociais. Criam interacção (que é óptima para o crescimento do vosso projecto!) e ao mesmo tempo têm a ajuda dos leitores. Mesmo que não queiram perguntar directamente, consultem as estatísticas relativas à vossa audiência e aposto que vão descobrir dados interessantes que vos darão novas ideias.
  4. Tags. Sem exagero! Sabem aquelas “correntes” em que fulano nomeia beltrano para responder a uma série de perguntas de ordens diversas? Há algumas engraçadas e dão pano para mangas.
  5. “Bengalas” online. Não subestimem o poder do Google Trends, e se não conhecem o Gerador de Ideias da Portent (um bocadinho como o que vos disse no ponto 2, mas mais eficiente!) e o Gerador de Assuntos do Hubspot, está mais que na hora de darem uma vista de olhos.
  6. Inspiração espontânea. Aqui a conversa é outra: tragam sempre papel e caneta convosco. Durmam com papel e caneta ao vosso lado. É quando menos esperamos que surgem algumas das nossas melhores ideias, e se não as registamos logo, muitas vezes vamos esquecer-nos. Não pode ser!

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Experimentem fazer como sugeri e depois contem-me se teve ou não resultado. Aqui, há uma pasta cheia de papelinhos e rascunhos com ideias que nunca mais acabam.

Por vezes, o difícil é gerir o tempo e escolher no que pegar.

Boa escrita!

Dia de Luto na Blogosfera

O Boticário Make B Rio 60s
Evento de apresentação da linha Make B Rio 60’s, Junho de 2014. Um dos momentos em que tive o prazer de conviver com a Susana, imediatamente à minha direita na fotografia.

Este é um post que gostava de não saber escrever.

Gostava de não ter de lidar com assuntos feios, mas eles existem. Temos de viver com eles e o nosso crescimento pessoal passa, de certa forma, por lidar com adversidades. É muito duro, mas a vida é assim.

Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro.

Irónico, não é? Hoje foi o dia em que uma amiga dos blogs perdeu a luta contra este filho da mãe. A Susana era jovem, tinha uma aura linda, era sorridente, era uma pessoa com quem dava gosto conversar.

Desde saber que estava doente até ao triste desfecho, passou pouquíssimo tempo. Mas ela lutou, lutou muito.

A Susana não era uma das pessoas com quem mais me cruzava ou conversava, mas a blogosfera liga-nos. Uma das maiores bênçãos de ter um blog é a quantidade de amigos e pessoas boas que entram nas nossas vidas que, de outra forma, não conheceríamos.

Nunca soube muito bem o que dizer ou fazer perante a doença, mas tenho muita fé e rezei por ela.

Fiquei tão contente quando soube que, aparentemente, estava melhor! Nunca me meti no assunto, pois tive algum receio de ser invasiva. Por outro lado, agora que nada mais há a fazer, sinto-me um pouco hipócrita por, finalmente, expressar-me.

Que mais poderia ter feito? Não ser a única a reflectir sobre este assunto e, para já, uma das conclusões a que consegui chegar é que está na altura de, neste mundo dos blogs, sermos mais amigos, mais próximos e olharmos mais uns pelos outros.

Que estejamos unidos não só pela dor mas também pelas coisas boas.

Quanto à querida Susana, espero que estejas agora num sítio melhor, desprovido de dor e sofrimento. Deixaste uma boa marca por onde passaste. Foi bom ter-te connosco neste mundo. Até um dia!

Presente de Aniversário – Agenda para Blogs

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Antes de mais nada, peço desculpa pela ausência em pleno mês de aniversário!

Se estão a ler este post, tenho a certeza que já repararam num dos motivos que levaram a este súbito desaparecimento: lavámos a cara.

Pelo meio, houve umas quantas chatices com o servidor. Gostam do novo look? Quero que me contem tudo. Continuamos com os mesmos cabeçalhos, que carregam aleatoriamente de cada vez que abrem o blog.

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Numa tentativa de me organizar e não falhar mais connosco, acabei por produzir algo que sei que vai dar jeito a quem tem blogs. E eu sei que tenho muit@s leitor@s que também têm blogs!

Depois de ler sobre o assunto pela Internet fora, decidi compor uma agenda perpétua à minha medida, com tudo aquilo de que necessito para manter o blog em ordem (espero eu, mas se surgirem actualizações, logo partilho).

Inclui calendários, folhas de estatísticas, planeamento de posts, tudo e mais alguma coisa.

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O melhor é que quando mostrei o documento à Ana Rita, ela disponibilizou-se para alindar a coisa. E puff: sai uma agenda catita para tod@s vós poderem descarregar neste link. Não é um bom presente?

Para o montarem é muito simples, e sugiro que imprimam 4 páginas por folha (que ficam com páginas em tamanho A5), que assim poupa-se papel e há espaço para tudo.

  • Imprimam as páginas de planificação e preenchimento quantas vezes necessitarem.
  • Reorganizem como vos apetecer.

Creio que a forma mais prática de utilizar a agenda é colocá-la num dossier, que assim também não precisam de imprimir logo as folhas todas para um ano e conseguem perceber se se adaptam a este sistema ou não.

Por que não imprimir páginas para um mês e experimentar?

Para vos facilitar a vida, aqui fica um guia das páginas:

  • Página 1 – Folha de Identificação
  • Páginas 2 a 13 – Calendário Perpétuo (cada mês tem um padrão diferente)
  • Página 14 – Estatísticas
  • Páginas 15 e 16 – Tops (Posts mais vistos, palavras chave, backlinks, pesquisas, posts mais comentados)
  • Páginas 17 e 18 – Objectivos do blog (a curto e longo prazo)
  • Página 19 – Registo de Passwords
  • Página 20 – Contactos
  • Página 21 – Anúncios e Patrocínios
  • Página 22 – Lucros e Despesas
  • Página 23 – Organização de posts (sugiro a utilização de postits, de forma mudar os conteúdos de sítio à medida que forem concretizados)
  • Páginas 24 a 30 – Planificação semanal de posts
  • Página 31 – Brainstorming
  • Página 32 – Passatempos
  • Página 33 – Checklist Semanal
  • Página 34 – Notas e Ideias

Se alguma coisa não vos fizer sentido, é só perguntar, que eu explico. Acredito que, para muita gente, haja aqui pelo meio uma série de dicas nas quais nunca pensaram, sequer. Não têm de quê!

No demais, só vos pedimos que sejam fofinh@s e se ainda não seguem A Guida É que Sabe e a Let’s Talk About Beauty, por favor, mostrem o vosso carinho pelos blogs e sigam-nos nas diferentes redes sociais.

Ah, e sintam-se à vontade para comentar e mandar emails com dúvidas ou sugestões. Está claro que este foi um trabalho feito com muito amor e carinho e não é para desatarem a ser copiões ou tirarem lucro com isto, sim?

Esperamos que gostem!

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InstaxParty Lisboa

fujifilm instax party mini bloggers

No passado dia 22 de Novembro, aconteceu no Palácio de Sant’Anna a primeira InstaxParty. Há pessoas que deixam muitas saudades e a equipa Fuji as amigas que se vão conhecendo nestas andanças dos blogs são algumas delas.

Dava para perder esta oportunidade de reencontro com muita diversão à mistura?

É claro que não. Não divergindo muito, estava a fazer-me falta um bocadinho assim, descontraído e diferente do dia-a-dia.

fujifilm instax party mini bloggers

fujifilm instax party mini bloggers

Houve tempo para tudo: para pôr a conversa em dia (sem vergonhas no que toca ao espanhol, que parte da aprendizagem passa por falar e cometer erros), para conhecer novas pessoas, para tirar muitas fotos bonitas (abusando das Instax Mini 8, claro!) e para dançar.

Tivemos o privilégio de assistir a um desfile de roupa de praia da NYOS e de apreciar a música da Teresa Queirós (ex-concorrente do programa televisivo Ídolos).

fujifilm instax party mini bloggers

Em resumo, foi uma noite super bem passada e em óptima companhia. A NiT ajudou a fazer com que tudo corresse na perfeição. Ah, ouviram dizer que a noite não foi este mar de rosas que aqui descrevo?

Pois eu sugiro que ignorem as más línguas, que esta foi a melhor noite dos últimos tempos e viveria feliz com mais momentos destes.

Fuji, queremos mais festa!

P.S. – Meninas das instantâneas, está na hora de digitalizarem tudo e partilharem com a malta, sim?

fujifilm instax party mini bloggers

Ainda Sobre a Transparência

comment

Sim, ainda sobre a transparência.

Encontrei o comentário da imagem acima num post d’A Garota de Ipanema, durante a minha leitura habitual. Tento estar atenta ao que se diz sobre o blog, porque me preocupo muito com a opinião de quem por aqui passa. Gosto de saber o que os meus leitores pensam, e não gosto de enganos.

Assim sendo, e para que fique mesmo tudo claro, preto no branco, sem áreas cinzentas pelo meio, sinto-me na obrigação de me defender (do quê?).

Se já tinham ficado esclarecidos anteriormente e acham que vou escrever mais do mesmo, não se ralem e voltem cá depois, que não precisam (nem eu quero tornar-me aborrecida) de ler este post. Vamos por partes.

Não tem qualquer tipo de vontade de pôr rodapé nenhum no blogue ou coisa.

Hã? Por que é que haveria de “pôr rodapés” nos meus posts?

Quando for pertinente fazê-lo, não se preocupem, que não vai falhar. Entretanto, continuo firme na minha opinião de que tanta publicidade faço ao que compro como ao que recebo, e que o importante aqui é que haja honestidade. Nunca, em tempo algum, irão comprar a minha opinião. Por isso, nunca, em tempo algum, vos irei impingir o que quer que seja que não me agrade.

Publicidade encapotada.

Encapotada, onde?

Continuo a dizer, os meus leitores não são tolos nenhuns. Se forem, e se souberem que são, talvez esteja na altura de reverem alguns conceitos.

Se vais lá, 90% do que é postado foi dado que todo o mundo sabe.

Ainda bem que todo o mundo sabe, que só reforça a minha opinião de que não precisamos de rodapés. Ah, quanto aos 90%, nunca pensei muito nesse assunto, mas posso afirmar com toda a certeza que de tudo o que me dão, possivelmente só uns 10% é que aparecem cá no blog ou noutras redes sociais.

Por n motivos, nenhum deles relacionado com subornos ou algo que se assemelhe. A propósito, já vos ocorreu que há bloggers que têm a felicidade de receber apoio por parte de marcas e empresas das quais já era consumidora e gostava genuinamente? Não são todas, mas eu sou uma delas. A sério.

Ela é contra borlas e aquilo é o emprego dela, palavras da mesma.

Com certeza, e acho que é prestigiante batalhar pelo reconhecimento dos blogs. E, mais uma vez, afirmo que a honestidade tem de estar acima de tudo. Para que conste, sobre esta questão, há muitas formas de ganhar dinheiro com um blog. Não concluam que, se este blog é o meu emprego, falo porque me pagam para falar.

Eu sei que as notícias só nos dão conta de cunhocracias e desvianços nalgumas classes de grande peso na representação do nosso país, e que injustiças e faltas de ética são algo presente em todo o lado, mas aqui não há disso.

Não é por manter esta posição relativamente aos conteúdos do blog que deixo de ser honesta e transparente.

A pessoa que fez este comentário rematou com algo do género “qualquer dia, deixo de ler blogs” e só me resta sugerir-lhe que não o faça. Blogs há muitos e, reforço, nem todos são iguais. Há que separar o trigo do joio e colher só aquilo que nos interessa.

No que me compete, continuarei a fazer o meu melhor e espero que saibam que estou ao vosso dispor para esclarecer quaisquer dúvidas que (ainda) pairem no ar. Enviem-me comentários, mensagens, emails… A sério! Eu não mordo, e acho que é muito importante comunicar.

A história da Guida na blogosfera

blog guida escrever beleza maquilhagem portugal

Reza a lenda que não respondo a muitas tags, mas a Fashion Killer desafiou-me a responder a umas quantas questões interessantes e eu não podia deixar de o fazer.

Há coisas que, de certeza, já sabiam sobre mim e sobre o blog, mas assim condensa-se tudo. Sintam-se à vontade para responder a esta tag nos vossos blogs!

1. Por que criaste um blog?

Há que salientar, em primeiro lugar, que este não é o meu primeiro blog.

Desde os 12 anos que mantenho blogs, depois de ter lido sobre o Blogger numa revista juvenil e ter achado muita piada ao facto de poder ter uma espécie de diário online.

Sempre gostei muito de escrever e de falar, e nunca tive medo de partilhar o que penso com os outros. Sem grandes ambições, pensei que a possibilidade de ter outras pessoas a ler o que eu tinha para oferecer poderia gerar boas discussões e novas aprendizagens.

Este blog foi o último que criei e o que dura há mais tempo, e surgiu da vontade de querer partilhar algumas coisas do mundo feminino. Nessa altura, não havia muitos blogs do género e apeteceu-me escrever o que gostaria de ler.

Por que não fazê-lo no outro blog que tinha nessa época? Porque não quis misturar esta nova vontade com os textos mais pessoais que já escrevia.

2. Tinhas pensado nalgum nome diferente para o teu blog? Por que é que escolheste o nome actual?

Antes de criar o blog, tentei pensar milimetricamente em todos os aspectos da sua criação. Durante a fase de brainstorming, surgiu espontaneamente “A Guida É que Sabe”.

Pensei que podia ser “O da Joana”, mas já que quase ninguém me conhece (nem eu gosto) pelo primeiro nome, não fazia sentido algum. Por outro lado, o título actual tem duplo sentido.

Para além de eu ter as minhas manias de sabichona, a minha mãe também é Guida e… As Guidas é que sabem!

3. Ao início, preferiste um design fácil para o blog?

Há cinco anos e tal atrás, não estavam ao dispor todos os editores user friendly que existem hoje para modificar o aspecto dos blogs. Contudo, eu gostava de fazer tudo ao meu jeito e lia tudo o que pudesse para o fazer.

Nunca gostei dos temas predefinidos do Blogger (onde comecei), e por isso alterava tudo o que podia. Ah, é importante lembrar que os gifs, os players de música e outras aplicações estavam na moda e… Eu aderia a tudo!

Ainda hoje não gosto dos temas mais básicos e minimalistas. Na verdade, faz-me certa confusão que a maior parte dos blogs femininos do nosso país (ou pelo menos os “mais conhecidos”) sejam todos iguais, básicos e impessoais: fundo completamente branco e um cabeçalho com letras cor-de-rosa.

4. Preferiste um blog mais pessoal (com assuntos sobre os quais estivesses à vontade)? Se sim, porquê?

Acho que a resposta a esta questão está à vista! Pessoais, pessoais, eram os conteúdos dos meus outros blogs.

Quando A Guida começou a ficar relativamente conhecida, tive de os apagar porque comecei a notar que havia pessoas mal-intencionadas a acompanhar a minha vida perto de mais. Porque eu deixava.

Quanto à actualidade, partilho uma pequena porção da minha vida, uma minoria dos meus interesses, mas sempre com o meu cunho pessoal. Se os conteúdos não tivessem significado para mim, não faria sentido produzi-los e partilhá-los com ninguém!

5. Como foi quando escreveste o teu primeiro post? O que sentiste?

Nunca fiquei muito nervosa ou emocionada com nenhuma das primeiras publicações que fiz em diversas plataformas online.

No caso do blog, já sabia como é que as coisas funcionavam, já estava habituada, e quis só apresentar o espaço. Com a certeza, porém, que ninguém iria ler o que eu tinha escrito, pelo menos durante os primeiros tempos.

Ainda assim, desde o início, tive a preocupação de escrever algo que eu, enquanto leitora, gostasse de ler.

6. Divulgaste logo o teu trabalho nas redes sociais?

Sim, e tratei logo dos contadores de visitas, e fiz questão de comentar muito nos outros blogs. Aliás, já lia e comentava há muito tempo, mas fiz questão de (nos espaços devidos) divulgar o meu projecto mais recente.

A melhor maneira de darmos a conhecer o nosso trabalho é apoiar o trabalho dos outros e participar activamente nas comunidades.

7. Para os posts, no que pensavas e onde encontravas inspiração?

O mundo dos blogs femininos era, para mim, algo muito recente e pouco explorado. Obviamente, o que eu lia serviu de inspiração e ainda hoje acompanho.

Lia o Mini-Saia, que me foi apresentado pela minha professora de Português do Secundário, e adorava. Ainda hoje admiro muito o trabalho da Mónica!

Então, tinha-a como referência no que diz respeito à qualidade da escrita e ao formato. E colocava a mim mesma a questão: o que é que eu gostava que as revistas femininas publicassem e não publicam? Que truques é que eu conheço e acho que merecem ser partilhados?

Ao mesmo tempo, aproveitava para partilhar os meus gostos e tentar encontrar quem gostasse do mesmo que eu. Pode parecer que não é relevante, mas é muito importante especialmente no meio das pessoas mais jovens.

Nem sempre temos por perto quem compreenda e aceite os nossos gostos e decisões, e os blog também acabam por ser um escape ao mundo real, se nós quisermos. Ainda hoje, creio que funciono assim.

8. Sentiste imediatamente o apoio por parte dos leitores?

A comunidade de blogs em Portugal era muito mais pequena do que é actualmente, e por isso era muito mais fácil conhecer as pessoas. Mais do que leitores, eram amigos. Mais do que bloggers, eram amigos.

Por isso, desde o início, senti-me apoiada por quem lia o que eu escrevia. E havia pessoas a escrever sobre as mais variadas temáticas! Também houve alguns anónimos idiotas (como sempre), mas quanto a eles foi sempre muito simples decidir o que fazer: ignorar.

9. Como começaste a criar parcerias?

Quando criei este blog, não fazia ideia dessa tal história das parcerias. Essa foi uma questão que só surgiu muito mais tarde, e quase sempre por iniciativa das marcas.

A minha primeira parceria foi acidental, e já toda a gente sabe como é que aconteceu: houve uma blogger brasileira (a Meire Linhares) que publicou uma opinião sobre um produto d’O Boticário, e eu comentei a dizer que concordava com ela quando dizia que o produto era óptimo, mas que a embalagem estava muito mal concebida e criava dificuldades de utilização.

Meses depois, fui contactada pelo director da marca em Portugal e quiseram ouvir o que eu tinha para dizer e mostrar todas as mudanças que estavam a acontecer. Desde então, nunca mais nos largámos!

10. E agora, como defines o blog?

Mais do que um hobby, o blog tornou-se no meu emprego e numa das minhas principais prioridades.

Só faz sentido porque adoro escrever, adoro escrever sobre os assuntos que aqui publico, e faço questão de ser eu a ter total domínio de tudo o que aqui se passa.

Continuo a escrever o que gostaria de ler, sempre com sinceridade e com a esperança de ajudar alguém – e de ter alguma ajuda, porque os leitores também fazem parte da vida dos bloggers e não há melhores sentimentos do que o reconhecimento, o carinho e aconchego que nos dão.

O blog, hoje em dia, tornou-se numa espécie de ponto de encontro. Permitiu-me conhecer pessoas fantásticas, todos vocês que lêem o que escrevo, e que são quem confere todo o sentido a este espaço.

Obrigada por existirem!

Transparência

marilyn monroe transparência publicidade identificada blogs

Apetece-me falar da transparência, mas não tenho muito para dizer.

Sou transparente, e quem não deve, não teme.

Não é da transparência das roupas que me apetece falar neste post, que cada um sabe de si, embora dê para opinar sobre esse assunto um dia destes.

Ultimamente, tenho lido muitas opiniões, tanto de bloggers como de leitores, sobre algo a que chamam “transparência dos conteúdos” relativamente à sua origem.

Fala-se maioritariamente de produtos, das mais diversas ordens, e questiona-se a honestidade dos autores dos blogs quanto à forma de obtenção dos mesmos. Chamam à baila exemplos de outros países, onde inclusivamente já existem leis sobre a publicidade em blogs, e muita gente defende que os posts publicitários devem estar identificados de forma clara.

Não vou dissertar muito sobre esta polémica, até porque desta questão da publicidade e dos lucros com blogs já falei aqui, mas gostava de deixar no ar a minha opinião sobre a clarificação da proveniência dos conteúdos e, quem sabe, gerar um debate.

Tenho a certeza que os meus leitores não são tolos nenhuns.

Se estão a ler este texto, neste blog, se cá voltam recorrentemente, espero que saibam que uma das premissas de tudo o que aqui publico é a honestidade. Não quero, de forma alguma, que as pessoas saiam daqui enganadas.

Se acho que a publicidade deve estar devidamente identificada?

O que é a publicidade? Enquanto leitora, não me interessa minimamente se os blogs que leio publicam opiniões sobre produtos que receberam ou compraram. O que me interessa, é que essas opiniões sejam honestas, isto é, que resultem da experiência pessoal.

Assim sendo, enquanto blogger, parto do mesmo pressuposto. A partir do momento em que menciono o nome de uma marca, seja aqui ou numa conversa informal com amigos, seja o produto dado ou comprado, estou a fazer publicidade. O que eu digo, independentemente da proveniência, não deixa de ser verdade.

Se há lojas e marcas que pagam para que eu escreva algo sobre o que vendem? Há, mas está bem explícito na nossa relação que eu sou livre de dar a minha opinião, seja ela qual for. E foi o que sempre fiz, de forma honesta.

Se há blogs que não o fazem?

Eventualmente, mas bem vos disse que vocês não são tontos, e eu também não sou. Sabem identificar essas situações, não sabem? Se não sabem, aqui têm umas luzes, e tenho a certeza que irão reconhecer algumas situações típicas. Então, o remédio é simples: ignoram-se esses casos isolados e… Blogs para ler há muitos.

Mais, se não estão satisfeitos com o que tem sido feito actualmente no domínio dos blogs, sugiro-vos que criem os vossos à maneira daquilo que gostariam de ler e não encontram.

Para mim, este problema das “transparências” é só mais uma tempestade num copo de água.

Que infeliz, Beatriz!

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Consta que anda por aí alguém, uma tal Beatriz, a fingir que é a minha pessoa.

Esquisito? Muito.

A notícia chegou-me à caixa de mensagens hoje de manhã através de um leitor fofinho. Ou eu teria um Alter ego chamado Beatriz e estava a meter conversa, ou então haveria alguém a usar as minhas fotografias indevidamente numa rede social de encontros.

Eu sei que estou sujeita a estas coisas a partir do momento em que mostro a cara publicamente e a Internet está infestada de fotografias minhas. Ainda assim, não deixa de ser incorrecto e ilegal.

Mas não é a minha consciência que fica pesada porque não sou eu que ando por aí a tomar a identidade dos outros como se fosse minha. E, sinceramente, tenho mais que fazer do que perder tempo com donzelas feias sem discernimento e educação.

Eu sei que sou muito gira, a sério.

E embora tenha conhecimento da existência dos sites de encontros online, nunca necessitei deles. Estou bem servida, obrigada, não precisam de me ajudar a encontrar namorado nenhum.

Quem quer que seja a hotbea87 do Meetic, fica aqui a sugestão de uma boa fotografia de perfil. És pouco macaca, és!…

Macaco
Imagem de origem desconhecida.

A Analogia do Bot

homem de lata feiticeiro de oz bot bladimir homens relações

Se são do tempo em que os chats tinham grande popularidade, nomeadamente os canais do mIRC, certamente terão presente o conceito de bot.

Nalgumas lojas online ainda existem.

Para quem não sabe do que se trata, o bot é aquela personagem que surge num determinado canal quando lá entramos e não há mais nenhum utilizador online, para que não fiquemos a falar sozinhos.

Ficamos a falar para o boneco, literalmente.

Ainda me lembro do bot do Bla, que era o Bladimir. Hoje em dia, já existem personagens mais sofisticadas como a Siri do iPhone.

O que é importante reter é que, basicamente, o bot é a personagem que nos dá conversa quando não há mais ninguém e nunca diz nada com sentido.

Tenho cá para mim que na vida real também há bots.

Vamos supor que a vida é um chat. Imaginem uma pessoa, hipoteticamente, a Maria. A Maria namorava mas, por qualquer motivo, aborreceu-se e passou a estar sozinha. Com certeza, é uma situação temporária.

No entretanto, como o canal está vazio, surge o bot, que vem dar conversa à Maria, mas não diz nada de jeito e assim que surgir outro utilizador, desaparece.

A Maria pode dizer alhos, tentar manter uma conversa decente, apelar ao bom senso, ser humana e coerente. A conversa do bot nunca faz sentido, responde bugalhos e contorna o que a Maria diz conforme lhe convém.

Normalmente, o bot (ou os bots) é aquela pessoa que todos nós conhecemos e que só se lembra de nós, cobarde, quando repara que aparentemente não há mais ninguém.

O que não falta por aí são gatos vadios com a mania que são tigres.

Só não consigo entender se o bot tem falta de coração/amor próprio, de miolos, de ambas as coisas…