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A Minha Banqueta – DIY

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A maior parte da minha mobília é antiga.

Tem décadas em cima, é velha e na perspectiva de algumas pessoas é feia.

Estou-me pouco nas tintas para opiniões alheias, que eu cá vejo muito potencial em supostos monos mal amados que se mantêm (nem sempre) íntegros e tenho o maior gosto em estimá-los e dar-lhes o carinho que tanto merecem.

Aos poucos, devagar, o que outrora foi enfadonho pode vir a ter mais pinta que as modernices que se vendem hoje em dia. Sabem daquelas pessoas que andam sempre atentas quando passam perto de um caixote do lixo? Sou eu. Sem vergonha.

Lixo de uns, luxo de outros.

É um lema que me diz muito e que tem mostrado resultados muito bons. Há uns tempos, num lugar de (des)arrumação pouco digno para relíquias, saltou-me à vista a banqueta com rodinhas, que ali havia sido esquecida à mercê de intempéries e bicharada clandestina.

Exclamei o meu interesse pela peça. Fui autorizada a ficar com ela. Não sei quem é que teve a triste ideia de negligenciá-la, mas trouxe-a comigo para ter o amor que merecia. Agora, mora cá em casa.

Dei-lhe uma boa limpeza. Tratei o assento com graxa castanha e spray cockpit, tratei as rodas e pintei o pé com tinta acobreada.

Assim, sim!

Não dá gosto ver esta peça especial com a cara lavada e de volta à vida?

Por favor, antes de se desfazerem de mobiliário antigo de qualquer espécie, vejam bem se não há mesmo mais nada a fazer. Nem que seja doar a quem quer/necessita.

Tudo se transforma. Do velho, faz-se novo.

Medidas de Austeridade – Meio Ano de Abstinência

Batons Vintage Lipstick abstinência desafio sem compras
Imagem de fonte desconhecida

Ora bem, cá estou eu armada em Troika da cosmética.

Ou há força de vontade e espírito de sacrifício (qual sacrifício?) ou então não há carteira que resista.

Vícios são vícios e cá para mim não há vícios bons.

Há vícios piores que outros, mas gastar mais do que o necessário em compras não é bom. Pode saber bem momentaneamente, mas tira o encanto àquilo que temos.

Mas já viste que podia ser pior se estivesses a comprar algo mau para a saúde?

Senhores, até podiam ser couves. Antes ter coisas a mais do que a menos, mas ter o que quer que seja a estragar-se por falta de consumo não é bom nem aqui nem na China.

Determinada e empenhada em cumprir com o que prometi ontem à noite, decidi criar aqui umas quantas orientações (que até podem ajudar quem está a pensar em seguir o meu exemplo e deixar as compras de lado por uns tempos).

Para já, são elas:

Batons Vintage Lipstick abstinência desafio sem compras

A caixa dos URGENTES

  • É mais ou menos uma espécie de projecto hit the pan.

  • À excepção das sombras, blushes e batons, não poderei usar outros cosméticos a não ser os que colocar dentro da caixa até estes terminarem.
  • Hidratantes, bases, pós, correctores, máscaras, tudo conta.
  • Por exemplo, não poderei utilizar nenhum hidratante para além daquele que colocar na caixa até o terminar.

Batons Vintage Lipstick abstinência desafio sem comprasA lista dos sucessores

Tal e qual como os burros, com talas nos olhos. Olhos que não vêem, coração que não sente.

  • Já sei, à partida, duma série de produtos que vão acabar e que não têm substituição dentro desta casa.
  • Assim sendo, vou fazer uma listagem desses produtos e dos que vou comprar para os substituir.
  • Por exemplo, partilho já que sei com certeza que a espuma de cabelo ou o desodorizante irão terminar.
  • Para que não dê asneira na hora em que chegar ao supermercado e corra o risco de trazer algo novo de que não gosto e empregar mal o meu dinheiro, decido que serão os mesmos do costume: espuma para caracóis da Pantene e desodorizante Dove (qualquer um serve).
  • Como sei que são produtos que vão mesmo acabar antes do fim do desafio, vou andar atenta a promoções e saldos para poder poupar ao máximo nestes produtos que precisarei mesmo de adquirir.

Por ora é isto e vou tratar de falar da minha experiência detalhadamente em relatórios mensais. Mais logo já vos deixo com a primeira leva de URGENTES e o primeiro esboço da minha lista de sucessores.

Meio Ano de Abstinência

Vintage Shopping Ladies
Window Shopping at Simpsons. Imagem de fonte desconhecida.

Abstinência de compras de cosméticos por meio ano, é isso mesmo.

Depois das compras que fiz na semana passada, apercebi-me que tudo o que tenho cá por casa tem de ser usado. É uma afronta ter tanta coisa e parte estar em risco de se estragar.

Por isso, à semelhança do que já tenho visto acontecer noutros blogs, proponho-me a não comprar cosméticos de qualquer espécie (a menos que algum acabe e não tenha substituto) durante os próximos seis meses.

Ou seja, até ao próximo dia 5 de Dezembro. Vai ser um desafio e pêras, até porque pelo caminho surge a época de saldos do Verão.

A verdade é que não preciso e já nem as compras têm aquele gosto especial de quando não temos um determinado produto e finalmente conseguimos esforçar-nos e poupar ao ponto de o trazer para casa, e de o usar imenso.

Deprime-me ver o estado actual das coisas. Logo eu que era tão poupadinha e regrada!

Vou tentar usar primeiro os produtos que já tenho há mais tempo. Pelo menos uma vez por mês, planeio actualizar-vos com novidades deste desafio:

  • Que produtos usei (e falar um pouco deles caso ainda não o tenha feito);
  • Que produtos acabaram, se os substituí e por que produtos novos;
  • Sim, também planeio mostrar-vos todos os produtos que me oferecerem que é para depois não duvidarem de mim caso surja algo novo sem pré-aviso!
  • Existem alguns que vão ter mesmo de ser repostos a curto/médio prazo (como primer de sombras e pó compacto).

Desejem-me sorte e convido-vos também a alinharem nisto e a acabarem com os cosméticos que têm por aí arrumados e que têm de ser usados!

Parece que é algo de dar connosco em malucas, mas é exactamente o contrário. É para o bem da nossa sanidade mental (e da carteira também)!

Arrumar Maquilhagem

maquilhagem

Muitos emails recebo de quem quer saber como é que arrumo a maquilhagem.

Pensando bem, é legítimo quererem saber visto que dou palpites sobre as coisas regularmente. Apercebi-me também que tinha aqui umas peças giras que nunca vos mostrei. Hoje é o dia!

Acredito que haja quem tenha reparado que, na foto, está tudo em cima da minha cama. Bom, na realidade as coisas não são assim. Só mudei tudo de sítio para ter a vida facilitada na hora de tirar umas fotografias para vos mostrar!

Comecemos então com um grande conselho: às vezes, não vale a pena pensar em grandes toucadores nem sistemas de gavetas quando a solução pode ser bem mais simples e ecológica.

Por que não aproveitar recipientes já existentes?

Já vão entender que por aqui há uma grande ginástica de reciclagem.

arrumar maquilhagem

O espaço 1. é a minha caixa dos batons e glosses. Mesmo com limpezas pelo caminho, a colecção cresceu muito.

O que vocês não sabem é que esta é uma caixa aproveitada, trazia qualquer coisa da Dior e eu não deixei deitarem-na fora.

maquilhagem

Mesmo à frente da caixa dos batons, tenho o espaço 2., que é o tabuleiro das maquilhagens (uma pechincha e giro à brava!) que mais uso no dia-a-dia.

Acho que é muito mais prático ter alguns produtos organizados assim do que perder horas à procura de qualquer coisa nas gavetas ou caixas. Também tenho uma caneca com os pincéis que não têm estojo.

maquilhagem

Eis que entramos no módulo e o espaço 3. serve para guardar purpurinas e outras coisas brilhantes aplicáveis em maquilhagens mais artísticas, esponjas, curvadores de pestanas, afias e esponjas.

Também existem algumas amostras de desmaquilhantes perdidas.

maquilhagem gavetas

Na gaveta do meio, espaço 4., guardo tudo o que é sombras e pestanas postiças e confesso que começa a faltar espaço.

Aliás, tenho duas paletas enormes (uma de 120 cores e uma outra da Yves Rocher) que costumam ficar escondidas por baixo da caixa dos batons porque não cabem aqui.

organizar maquilhagem

Na gaveta de baixo, espaço 5., ficam os primers e correctores, bem como as bases. Não há muito a dissertar sobre esta gaveta – à excepção do facto de ter bases a mais e caras a menos para as utilizar a todas.

maquilhagem

Saindo do módulo, no topo de tudo, à direita, tenho o espaço 6., que é a caixa (da mesma colecção que o tabuleiro) onde arrumo tudo o que é rímel e lápis delineador.

Como sobra algum espaço de lado, é aqui que guardo também algumas tintas de pinturas faciais.

maquilhagem

No espaço 7., tenho uma garrafa de Perrier Jouët. Estou a brincar! É só mesmo a caixa. É tão cor-de-rosinha, tão fofinha, com gaveta, que não podia ir para o lixo depois de darmos conta da garrafa de luxo.

Então ficou a servir para guardar os pós compactos.

maquilhagem

Finalmente, o espaço 8. é a caixa/gaveta onde guardo os blushes, bronzers e iluminadores. Como podem reparar, é mais uma caixa de cartão. É a caixa onde vinham os sapatos Irregular Choice que vos mostrei aqui.

E é assim que se encontra tudo no meu quarto. Ah, querem detalhes do tabuleiro, da caixa e da caneca, não é?

arrumar maquilhagem

Sim, a caneca onde tenho os pincéis tem a forma de um elefante. Desconheço a proveniência, mas foi um presente oferecido por uma pessoa muito, muito especial para mim.

Sabem que adoro elefantes, não é? Antes que se pudesse partir a uso de gente incauta na cozinha, pareceu-me melhor mantê-la no quarto com uma finalidade bem mais pacífica.

A caixa e o tabuleiro foram achados que fiz numa loja bem mimosa que há aqui perto de mim. Penso que a caixa custou 1,50€ e o tabuleiro 1,75€, e com motivos assim tinha mesmo de os trazer.

Havia mais caixas, tabuleiros maiores e mais pequenos, copos, necessaires (tenho uma!)…

Aliando estes mimos a caixas bonitas que andam perdidas em casa, é possível construir um espaço de arrumação prático e funcional e não se gasta muito dinheiro.

E vocês, como arrumam as vossas maquilhagens? Vou deixar que partilhem links das vossas arrumações nos comentários!

Andam a beber o que não devem?

garrafasRefaço a pergunta: por onde andam vocês a beber?

É certo e sabido que faz bem à saúde ingerir uma quantidade considerável de líquidos durante o dia, e fico feliz por constatar que cada vez mais as pessoas prestam atenção a isso e é cada vez mais comum ver a malta de garrafa de água em punho. Euzinha incluída, mas deixei de o fazer há algum tempo.

E o porquê?

Parece que já os meus avós adivinhavam quando nos impediam de beber água das garrafas de plástico que ficavam guardadas no carro, durante as viagens.

Segundo se sabe hoje, as garrafas PET, que são as vulgares garrafas de plástico, libertam substâncias nocivas para a saúde ao fim de algumas utilizações e principalmente se forem expostas a mudanças de temperatura.

Eu não quis acreditar e fui vasculhar na Internet. E a conclusão a que cheguei é que a maioria das fontes (e algumas delas bastante fiáveis) fala, realmente, da toxicidade de alguns dos químicos constituintes das garrafas.

Então, o que se pode fazer?

Eu andava sempre com a mesma garrafinha para poupar dinheiro e problemas ambientais, se bem que as garrafas de plástico são recicláveis (ena, até servem para fazer t-shirts…). O melhor é mesmo desfazermo-nos (ou pelo menos arranjar outro fim) das belas das PET e arranjarmos alternativas.

Hoje em dia, o mercado oferece-nos montes de opções neste sentido e por isso há que saber escolher bem antes de comprar. É verdade que a curto prazo as garrafas de plástico são muito mais baratas, mas passado uns tempos, se fizermos as contas, chegamos à conclusão que já gastámos dinheiro a mais em garrafas destas.

Para além disso, a longo prazo, podemos vir a desenvolver doenças e cancros graças a estas meninas.

É de evitar todo o tipo de garrafas de plástico, sejam elas estas tais PET ou do género das que o pessoal costuma ter quando vai ao ginásio. Não há desculpas, mesmo que seja para guardar água, chá ou seja lá o que for, o melhor é optar por garrafas de vidro.

Já para transportar, a melhor opção são as garrafas de alumínio e da mesma família, tipo Sigg e afins, que são as que acarretam menos riscos para a saúde. Agora até as há bem bonitas, com desenhos e tudo, para ir de encontro aos gostos e preferências de cada um.

São mais caras, é verdade, mas vejam as vantagens: não se estragam facilmente, não têm que as deitar fora ao fim de algumas utilizações e ainda conservam temporariamente a temperatura da bebida que lá meterem dentro. É uma amiga para a vida!

Nas lojas de desporto encontram opções bem acessíveis, sem ligar a marcas nem à bonecada. Creio que comprei a minha garrafa de alumínio de meio litro, azulinha, na Sportzone e custou-me cerca de 3€.

Refaçam as vossas escolhas, cá está algo que é bom para nós e bom para o ambiente.

Roupa em Segunda Mão – Não é lixo!

emilie bjork
Foto de Emilie Björk

Há-de chegar uma altura em que nos vamos fartar de tudo o que temos no roupeiro ou a roupa vai deixar de servir.

Quando esse dia chegar, sabem o que fazer?

Tudo, menos deitar a roupa fora. Podemos dar a roupa a amig@s ou familiares que queiram ou precisem, podemos doar a uma instituição, remodelar, organizar trocas ou vender.

A Sara escreveu-me durante as férias:

Preciso da tua ajuda. Tenho uma montanha de roupa para vender (8 sacos de 1 metro).

Já procurei em vários sítios em Lisboa e arredores, mas não encontro estabelecimentos. Ou melhor, encontrei dois mas só aceitam roupa de marca (ex.: Dior, Yves Saint Laurent). Destas marcas mais caras não possuo nenhuma peça. Tenho é muita roupa da Benetton.

A razão da venda é o facto de ter engordado cerca de 20 kg. Vestia 34 ou 36 e agora passei para os 40/42/44.
Sei que não voltarei ao meu peso antigo, pois foi por questões médicas que ele foi alterado – doença crónica, o que tenho (e terei) que tomar TODOS os dias varias doses de cortisona.

Espero estar a responder a tempo de ajudar, e de dar dicas à altura! E de dar algumas dicas às restantes pessoas, visto que o tempo do calor não vai durar assim tanto e daqui a nada estamos a pôr à mão a nossa roupa de Inverno.

  • Não estou a par de todas as lojas de artigos em segunda mão que há em Lisboa nem da maneira como funcionam.
  • Se a Sara quer mesmo vender a roupa toda que tem e já não vai vestir, sugiro então outra coisa: por que não vender no Ebay ou mesmo criar um blogue para esse efeito?
  • Já tenho visto alguns blogues portugueses e muitos brasileiros que são usados para a venda de artigos usados e alguns até se safam bem!
  • Para ter uma ideia, pesquise sobre brechós no Google. Outra boa opção pode ser visitar o Sótão, que segundo sei tem bom funcionamento!
  • Outra maneira de vender o que já não queremos é organizar as típicas vendas de garagem. Convide vizinhos, amigos e conhecidos a espreitar, tenho a certeza de que vai conseguir escoar algumas coisas.
  • Se não tiver um espaço disponível, por que não experimentar vender na Feira da Ladra? Não sei se é preciso pagar o espaço, mas creio que se for ocasionalmente não tem qualquer custo.

De ponderar são também as trocas. Por que é que não organiza uma troca com as amigas?

Numa tarde, juntem-se em casa. Cada uma leva aquilo que já não quer e assim as restantes escolhem o que querem levar. É uma forma de escoar algumas coisas e ganhar outras novas!

  • Se tiver meninas na família que vistam o mesmo número, creio que haviam de ficar bastante felizes se as deixasse escolher roupa para elas. Falo por mim, que adoro quando a minha prima me dá a roupa que já não quer, ou quando encontro roupa que era da minha avó, tias e mãe guardadas!
  • Em último caso, e por que há quem precise de roupa e não tenha como a comprar, por que não doar a roupa a famílias desfavorecidas que conheçamos ou até mesmo a instituições? Infelizmente, é bastante fácil encontrar quem precise.
  • Até nas igrejas costumam aceitar roupa. Pense nisso, até porque o Inverno frio não tarda muito a bater à porta!
  • Creio que neste caso não dá para aplicar esta dica, mas nunca é de mais sugerir: que tal remodelar? Há detalhes que fazem toda a diferença e transformam a nossa roupa velha em roupa linda e nova, que dura mais uns anos até ir para a reforma.
  • Espreitem este post do mini-saia e esta tag do Craftzine para mais inspiração!
  • Quando a roupa está mesmo estragada e não dá para utilizar, também há remédio. Em vez de a mandar fora, por que é que não aproveitam o tecido? Dá para fazer tanta coisa: panos para limpeza, missangas forradas, cuequinhas como as que mostrei nesta selecção, macacos de meia

Façam o que a vossa imaginação ditar.

Não se esqueçam que mandar fora, desperdiçar e poluir são sempre as últimas opções!

Revistas & Recortes

recortesCá estou eu, após uma viagem para a terra e não sei quantos séculos para pôr o portátil e a Internet a funcionar!

É verdade, verdadinha que ontem também não postei, mas foi porque estive em arrumações e a dar a volta a uma pilha enorme de revistas e jornais antes de mandar tudo para o papelão.
E vocês deviam fazer o mesmo!

Antes de mandar tudo para o papelão, pensem nas montanhas de coisas que ainda podem fazer com as vossas revistas:

Aventurem-se e descubram outras maneiras de reciclar antes de reciclar! Não se sentem mal quando compram revistas da treta que ao fim de uma semana ou coisa assim são descartadas?

Reutilizar Acessórios de Bonecas

acessórios boneca
Anel Cup of Joe da The Lovely Teaspoon

Estava eu a navegar pelos blogues do costume quando, no WishWishWish, encontro este artigo mega fofo!

É algo que já devia ter sido falado por cá, mas nunca me ocorreu e só há pouco tempo é que descobri onde se encontram acessórios de casas de bonecas.

Como eu sei que há aqui gente que não tem paciência para ler aquilo tudo e muito menos entende de inglês, vou aqui dar umas luzes do que se trata.

Não é a primeira vez que vejo anéis com miniaturas de pires e chávenas, e outras bugigangas com acessórios das bonecas, mas tenho sempre a mesma reacção e pareço uma miúda de cinco anos aos pulos e a balbuciar coisas que ninguém percebe tal é o meu encanto com estes achados!

Para quem costuma passear no Etsy, nem sequer deve ser novidade. Dá para fazer fios, pulseiras, anéis, ganchos e o que mais imaginarmos.

Do que é que precisamos?

  • Acessórios de casas de bonecas: os vossos, das vossas filhas, sobrinhas ou irmãs ou, se preferirem, comprem. O Hospital das Bonecas na Praça da Figueira, em Lisboa, tem coisas lindas e preciosas a preços bastante acessíveis!
  • Cola que sirva para os materiais com que estão a trabalhar. Nos rótulos costuma dizer.
  • Correntes, anéis e esse tipo de metais com que pretendem trabalhar. Ah, não convém esquecer pinças e alicates!

Como Fazemos?

Imaginamos a peça que queremos e escolhemos os materiais de que vamos precisar. Temos que imaginar e examinar tudo, pois há peças que servem para anéis e não servem para brincos, por exemplo, e vice-versa. Depois, é dar asas à imaginação e ligar peças e bases, fazer colagens, inventar.

No caso do anel, fez-se algo bastante simples: usou-se uma chávena e pires dum conjunto de chá das bonecas que foram colados a uma base de anel.

Simples e interessante, não?

Sobre Modas

Imagem retirada do Fifi Lapin

Posso não ser a pessoa mais bem vestida nem algo próximo disso.

É claro que vou às compras e que sabe bem trazer sacos de roupa nova para casa, mas acima de tudo eu gosto de aproveitar o que já foi da minha mãe, da minha avó e por aí fora.

Na maior parte dos casos, quero lá saber do que a senhora X famosa lá não sei de onde vestiu na festa de ontem ou do que se vai vestir na próxima estação.

Gosto de me sentir confortável com aquilo que visto e isso passa por vestir o que gosto e me apetece mesmo que o resto das pessoas pense que estou horrível.

Posto isto, vamos lá ver: não gosto de sapatos que parecem ligaduras, não gosto de sapatos de cortiça nem de calças de cores bizarras que me deixam o rabo de fora, por exemplo.

Gosto de saias, vestidos e coisas femininas. Gosto de roupa que mostre as curvas que tenho (e das quais me orgulho!), sem que me sinta esmagada.

Não, não sou maria-vai-com-as-outras nem nunca hei-de ser. Detesto ténis e se pudesse andava sempre de saltos altos.

Os senhores que criam as tendências que vão inundar as nossas ruas e mercados, não pensam em toda a gente e sabem que por serem “mestres” e terem um certo poder dentro do mercado da moda, as pessoas vão usar as suas criações mesmo que não lhes fiquem bem e que, bem lá no fundo do coração, detestem os trapos.

Isso faz-me confusão, juro que faz! Por que raio é que temos que ser igual ao resto? Por que é que temos que seguir um certo estilo só porque os outros o fazem e acham bonito? Eu penso que é muito mais importante vestirmos o que gostamos, sem pensar no resto, e que nos fica bem.

Portanto, pensem duas vezes antes de desejarem o que vêem nas revistas e avaliem o que vão vestir.

Não esbanjem em roupa nova, nem ponham de lado a roupa velha que amam mas que ouvem que está fora de moda. Vistam-na, se vos faz sentir bem, alterem-na se assim o entenderem!

Katie Holmes a vestir boyfriend jeans

Para quem quer exemplos práticos: vamos falar das tão-na-moda boyfriend jeans.

Para que conste, eu não sou grande amiga de calças e para encontrar um par que me assente como deve ser é o cabo dos trabalhos.

Agora, estas? É verdade que as nossas meninas andam a crescer, mas também crescem para os lados! Cá em Portugal, não são assim tantas as meninas esguias e altas, a quem ficam bem estas calças.

Por que raio é que acharam que estas calças iam assentar no resto das mulheres?

Não me admiro se vir por aí pessoas com porte semelhante ao meu, ou mesmo sem curvas mas com estrutura forte, com calças destas. Mas não vou deixar de pensar que parecem autênticas sacas de batatas!