Etiqueta: Pó de Arroz

10 do Momento

Comecei por ter um blog de beleza,

Embora considere que grande parte da essência do blog ainda passe por aí mesmo.

Só decidi que me daria à liberdade de escrever sobre o que quisesse e, às tantas, acabo por me esquecer que vocês gostam tanto quanto eu de saber das lides dos betumes e tintas. Verdade ou mentira?

Vai daí, desde Junho de 2015 que não faço um apanhado dos 10 cosméticos que mais tenho gostado ultimamente.

Está na hora de partilhar convosco os meus aliados e desenganem-se se pensam que, com os tempos, se mudam todas as vontades. Só mudam algumas!

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Os meus 10 favoritos actuais. Da esquerda para a direita, de cima para baixo.

Eis o meu top, sem ordem específica.

  • Bio Oil – Comecei a utilizar quando estava grávida e nunca mais o larguei. Até no rosto o utilizo, à laia de sérum.
    • Nunca fui muito rigorosa (sei que há grávidas que têm todo um ritual de aplicação de cremes e mistelas 2 ou 3 vezes por dia, mas eu que sou preguiçosa tinha dias em que nem sequer utilizava nada), mas o facto é que a pele se mantém elástica, hidratada e sem estrias.
  • Quenching Serum SOS, Caudalíe – Não me canso de falar dele, se não se lembram podem espreitar o que já disse aquiaqui, aqui e aqui. Preciso de dizer mais alguma coisa?
  • BB Cream Beyond the Solution, Lioele – Não é novo e já falei dele neste post. Agora, mais que nunca, dou-lhe o devido valor.
    • Muito boa cobertura, hidratante, não fica empoado tipo estuque mas também não me deixa com cara de fritadeira.
    • Agora tenho menos tempo que antes para me arranjar, pelo que gosto de atalhar caminho no que diz respeito à preparação da pele para a maquilhagem.
  • Protector Solar SPF 50 gel-creme para peles oleosas, Youth Lab – Foi a Ana que mo deu a conhecer e nunca mais o larguei. Todos, mas todos os dias, faça chuva ou faça sol, utilizo protector solar. Se já tinha todo um historial de alergias ao sol, a gravidez deu-me a conhecer a realidade das manchas e rugas.
    • Mais vale prevenir do que remediar, e este protector solar é o melhor do mundo para o rosto porque não pesa, não tem aquele cheiro a “sintético” a praia nem fica todo oleoso na cara.
    • Como bónus, tem uma ligeira corzinha. Há dias em que acabo por nem aplicar mais nada no rosto.
  • Poudre de Riz de Java, Bourjois – É uma reedição do famoso produto da Bourjois, em comemoração dos seus 150 anos.
    • É um pó solto translúcido com subtis cintilâncias que nos deixam o rosto com um ar polido e iluminado.
    • Não acumula nem tende a ficar oleoso.
    • A embalagem é prática, contendo uma patilha “doseadora” que não deixa que saia demasiado pó do compartimento.
    • Esta parte é completamente secundária mas também tem de ser referida: tem um cheirinho tão bom!
  • Batom Color Sensational Vivid Matte, Maybelline – Eu sei que não tem uma durabilidade imaculada, que nem sequer fica mate e que só chegaram 4 cores a Portugal.
    • Se procuram um daqueles batons líquidos mate à prova de tudo, esqueçam.
    • Ainda assim, são dos que mais tenho usado, especialmente a cor 50 (Nude Thrill).
    • A aplicação é super confortável, não resseca os lábios, efectivamente confere o conforto de um gloss sem ser pegajoso nem brilhante. E tem um sabor/aroma bastante agradável.
  • Blindagem Capilar, Novex – Já falei dela aqui e nem me vou alongar mais que isto: poupa-se muito tempo na secagem e preservação do penteado. Xô, humidade!
  • Emulsão de Banho, Anjinho – Só para contextualizar, a Anjinho/Angelito/Babyheart (há-de ter outros nomes noutros países) é a marca de produtos de higiene para bebé do Aldi e está muito subvalorizada. É mesmo muito boa e muito barata e volta e meia trago alguns produtos para a Teresa.
    • A emulsão de banho é um deles e também a utilizo. Adoro!
    • Não resseca a pele no banho, é um mimo.
    • Se tiverem um Aldi por perto, não olhem para este produto (nem para o resto da marca) de lado!
  • Gel de Limpeza 2 em 1 Pure Active, Garnier – É para peles oleosas e surpreendeu-me muito porque é delicado.
    • Não arde nem resseca a pele – palminhas por terem compreendido que as peles oleosas podem ser sensíveis e desidratadas e criarem um produto que respeita estas características!
    • É eficaz, é prático e é económico (a embalagem é gigantesca para o que é habitual num gel de limpeza de rosto – tem 200ml).
  • Purelan, Medela – Este é aquele produto do qual possivelmente nunca ouviriam falar se não estivessem grávidas/fossem mães.
    • O Purelan é um creme muito espesso e hidratante de lanolina pura. Tipicamente, utiliza-se nos mamilos quando estão gretados/sensibilizados pela amamentação.
    • Mas também serve para muitas outras coisas! Para peles muito secas e sensíveis (como os lábios), garanto-vos que não há melhor que isto.
    • Há quem gaste muito pouco, ao longo da amamentação. Eu já vou na segunda bisnaga à conta da função multi-usos.

E é o que tenho para dizer por agora. Pode parecer aborrecido, mas é mesmo o que mais tenho utilizado e que mais me tem surpreendido. E nem é necessário dizer que utilizo tudo exaustivamente, pois não?

Pó-de-arroz, pó de perlimpimpim

Imagem retirada do Ecos do Tempo

Recebi da Bia o seguinte email:

Olá Guida! Eu sou a Bia, e depois de ler o teu blog, digo-te desde já que adorei, surgiu-me uma pequena dúvida.

Já me apercebi que nutres um gosto especial por coisas do antigamente e ontem, vasculhando umas gavetas encontrei pó-de-arroz…

Acho que ao longo do tempos este tipo de base foi deixando de ser utilizado. Porquê?

A evolução na área da cosmética tornou-o menos prático, é prejudicial à saude, não faz o que é apregoado (ou seja, esconder imperfeições, tal como acontece com a base)…

Não sei poderás ajudar-me nesta dúvida, mas se o pudesses, agradecia…

Continuação do bom trabalho com o blog e um grande beijinho*

O pó-de-arroz foi, em tempos, sinal de grande sensualidade.

Até o senhor Carlos Paião o apregoou na canção que todos nós conhecemos!

Por que é que deixou de ter o protagonismo de outros tempos, então?

Como sabem, no antigamente as pessoas não tinham ao seu dispor a quantidade de maquilhagem e cosméticos que hoje encontramos. E nem sequer existia base! Portanto, se as pessoas se queriam alindar, lá tinham que recorrer ao pó-de-arroz para esconder a oleosidade e algumas imperfeições, bem como para ficarem mais branquinhas.

É verdade, antigamente o bronze da praia não estava na moda!

A pele clara era muito mais atraente, talvez devido à discriminação racial que já existiu e ao facto de as pessoas mais “torradas” serem aquelas que se dedicavam ao trabalho no campo. Por isso, ser branco que nem a cal era chique, era um luxo e foi sinónimo de riqueza durante muito tempo (sim, que desde os primórdios da história que as pessoas, homens e mulheres, foram arranjando maneira de se maquilharem!).

Inicialmente, o pó-de-arroz era mesmo arroz em pó, esmagado! À partida, não faria nenhum mal (excepções abertas a quem pudesse fazer reacções alérgicas, não sei se acontece). Com o decorrer do tempo e o avanço das tecnologias e o desenvolvimento dos conhecimentos, a industria cosmética foi criando novos produtos.

O pó-de-arroz deixou de ser feito só de arroz, apareceu em várias tonalidades e hoje é pó compacto! Apareceu, também, a base, que fez sucesso. Foram aparecendo milhentas espécies de bases, em montes de tonalidades, o que se tornou muito mais prático para quem se maquilhava e bastante mais eficaz e natural! Salvo algumas situações, o pancake (estilo de maquilhagem das pinups, por exemplo, de cara extremamente empoada e com aspecto opaco) ficou fora de moda.

Assim, ele ainda é usado nos dias de hoje, mas apenas como acabamento após a base para remover o excesso de brilho e ajudar na fixação durante o dia. É preciso ter cuidado com ele para não cairmos em exageros, para além de que no Verão quase não se usa: com o calor todos transpiramos, e ter uma cara lisinha e seca, sem brilho nenhum é bastante artificial!

Com o nome original ou outro nome, com novas fórmulas e aparências, o pó-de-arroz ainda anda entre nós bem vivinho da Silva!