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Gravidez 101 – A mala de maternidade

Não convém que falte nada quando o bebé nascer!

Considero, porém, que há muito stress desnecessariamente em torno da arrumação da mala de maternidade. Por isso, vamos por partes:

  • Não sejam como eu (que só deixei tudo pronto 1 ou 2 dias antes de a Teresa nascer), assegurem-se que está tudo pronto ali por volta das 30 semanas. Nunca se sabe o que pode acontecer a partir daí!
  • Não se esqueçam que está previsto passarem cerca de 48h no internamento após o parto. Não vão passar férias no hospital. Uma mochila para vocês e o saco do bebé está mais do que bem.

Cada hospital terá a sua a lista para nos ajudar a organizar tudo, mas há sempre adaptações e experiências de amigas e familiares que nos ajudam a decidir o que levar. Não se incomodem com a possibilidade de esquecerem algo importante, que entre família/amigos e o próprio hospital, haverá alguma solução para remediar. Se vos der conforto, eu e a Teresa só vimos as nossas coisas depois das 12h do dia seguinte ao seu nascimento. Por quê? Porque a miss nasceu fora de horas e o hospital (foi o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures) só permitiu que o Luís nos levasse as malas durante o horário de visitas. Não foi lá muito agradável, mas o hospital providenciou tudo aquilo de que poderíamos necessitar durante as primeiras horas. E o que é que levámos, afinal?

Mala da mãe

O hospital fornece toalhas, pelo que não levei nenhuma comigo. Levei uma malinha de fim-de-semana (mas serve qualquer mochila ou saco de ginásio) apetrechada com:

  • 3 camisas de dormir – só usei 1, mas mais vale jogar pelo seguro. Se soubesse o que sei hoje, teria dado preferência a pijamas (com calças, mesmo) folgados. Façam como se sentirem mais confortáveis, mas levem 2 ou 3 mudas. Ah, e esqueçam aquela treta que as lojas nos querem impingir de camisas brancas. Evitem o branco, a sério!
  • Roupão – fino, hoje em dia os serviços hospitalares têm quase todos ar condicionado. Não precisei do meu.
  • 3 sutiãs de dormir – ou tops, qualquer coisa que vos dê conforto nestes primeiros dias.
  • Muitas cuecas de algodão – devo ter levado umas 10, usei cerca de metade. Mas mais vale jogar pelo seguro.
  • Pensos higiénicos super absorventes, nocturnos, com alas, o mais seguro que encontrarem… Mas finos e com acabamento de algodãozinho – Se servir de referência, aqui optei pelos Renova First Silk Sensation Noite. Não pesco nada de pensos higiénicos, optei por estes um pouco às cegas (porque atendiam às características que procurava e eram os mais baratos na altura) e não me arrependi. Combinados com as cuecas de algodão, são mesmo o mais confortável de se usar no pós-parto (na minha opinião).
  • Chinelos de banho e chinelos de quarto – sim, 2 pares diferentes, não vão querer passear pelo quarto/serviço de pés molhados depois do banho (não sejam idiotas como eu).
  • Bolsa de higiene – com escova e pasta de dentes, desodorizante, miniaturas dos vossos hidratantes habituais, gel de banho e champô (sim, vão querer lavar a cabeça). Levem também uns artigos básicos de maquilhagem (bb cream, blush e máscara), juro que vão sentir-se mais compostas com uma tintinha na cara. Mesmo que permaneçam de pijama. Levem também elásticos/ganchos para o cabelo. Não levem secadores, é perda de tempo, não vão pegar neles.
  • Snacks – Eu não o fiz, mas a família tratou de me trazer um fornecimento de frutas, docinhos e petiscos. Ninguém vos vai fazer passar fome no hospital, vocês é que vão ter a iniciativa de não tocar na comida quando olharem para o aspecto dela.
  • Entretenimento – Não vão ter grande tempo ou vontade de pegar neles, mas levem a máquina fotográfica, o MP3, o tablet, o telemóvel, um livro, um caderno, os carregadores… Bom: eu dei muito uso à máquina fotográfica e escrevi qualquer coisa. Mas fui mais carregada do que devia!

Podem, também, levar uma muda de roupa para a alta, mas eu optei por pedir ao Luís que a trouxesse mais tarde, depois de perceber como tinha ficado o meu corpo no pós-parto.

Mala de bebé

Mais uma vez, não incluí toalhas (nem produtos de banho) porque o hospital disponibilizava e, na verdade, a Teresa só tomou uma banhoca lá antes de vir para casa. Eis o que é necessário:

  • 1ª muda de roupa – esta deve ir convosco para o bloco. Convém ser algo prático e sem grandes rococós, tal como as restantes mudas.
  • 5 mudas de roupa – compostas (à semelhança da primeira muda) por body, roupa exterior (blusa + calas/cueiro/babygrow), meias/collants e, dependendo da estação do ano, casaquinho/camisola e gorro. Na verdade, só usei duas. Mas mais vale jogar pelo seguro!
  • Estojo de higiene – Não é nada de mais, mas vale a pena levar um pente ou escova (escusado será dizer que a nossa carequinha não precisou), corta-unhas/tesoura (esqueçam a ideia da lima, não funciona com unhas fininhas e minúsculas) e creme para a muda da fralda.
  • Fraldas e toalhitas – não é grave se não levarem, mas levem. Sabe muito bem ter opção de escolha para os nossos bebés. Façam uma média de 8 fraldas por dia (podem precisar de menos, ou de mais, mas é uma boa média).
  • Chucha – Ah e tal que não se deve dar a chucha nas primeiras horas de vida porque compromete não sei o quê, então venham de lá os senhores enfermeiros tentar acalmar o bebé cada vez que ele chorar quando muitas das vezes seria algo muito simples de resolver com uma chucha. A sério, levem.

Creio que não me esqueci de nada, mas gostava que partilhassem também as vossas ideias! Já referi que a Teresa nasceu no Hospital Beatriz Ângelo mas vou deixar para outro post o relato da nossa experiência por lá. Como sei que pode fazer a diferença para algumas leitoras, deixo já aqui o spoiler: não podíamos ter sido melhor tratadas, tudo decorreu impecavelmente e as instalações são luxuosas!

Gravidez 101 – Burocracias

A gravidez é sinónimo de incursões à Segurança Social (SS)

E não só! Entre outras maroscas, todas sabemos que há uma série de questões e estatutos a tratar durante o período da gravidez (e após o parto) e nunca ninguém nos explica muito bem tudo o que é preciso fazer. Portanto, decidi fazer um resumo do que me lembrei de ter tratado.

Não me perguntem sobre como, quando e onde é preciso informar as entidades empregadoras, porque para além ser trabalhadora independente, há um ano atrás estava a terminar a minha licenciatura. Alguns dos itens que menciono a seguir podem ser afectados pelo valor dos rendimentos do vosso agregado familiar, pelo que o melhor é sempre consultarem as fontes oficiais.

pré natal

O ponto de interesse aqui é tomar conhecimento de informações que, de outra forma, estariam dispersas (falo por mim, que se não fossem as amigas e alguns fóruns, se me fiasse pela SS nem saberia como me mexer). Ora, se contribuímos e cumprimos com os nossos deveres de contribuintes, também temos direitos e era bonito que estivessem clarificados em locais bem visíveis e de facílimo acesso. Aconselho, também, a que façam marcações online e que se dirijam às repartições da SS pessoalmente, que online já se sabe que nada funciona. É um mistério!

A reter:

  • Durante a gravidez, a mulher tem isenção das taxas moderadoras do SNS. É só tratar no centro de saúde.
  • No âmbito do acompanhamento da saúde materna, as grávidas seguidas no SNS também têm direito a 3 cheques-dentista para a realização de alguns procedimentos, sendo o primeiro atribuído pelo médico de família e os restantes (caso sejam necessários) por um dentista aderente (podem consultar a lista aqui). Não há desculpas para dizerem que a gravidez estraga os dentes!
  • A partir da 13ª semana de gestação, podem pedir a atribuição do Abono Pré-Natal à SS, para ajudar com as despesas inerentes à preparação da chegada do bebé. Para tal, têm de pedir ao médico de família a respectiva credencial que comprova o tempo de gestação. Esta prestação familiar terá, em princípio, o mesmo valor que o abono de família nos primeiros 12 meses de vida do bebé e irá depender do escalão em que se encontrarem.
  • Pelo caminho: ponderem e decidam onde vão ficar os vossos bebés quando vocês tiverem que ir trabalhar. É numa creche? Numa ama? Aos 3/4 meses de gestação, convém ter uma ideia e ir contactando sítios. Eventualmente, façam já a pré-inscrição.
  • Depois de o bebé nascer, também devem requerer o Abono de Família. É pegar na certidão de nascimento e ir à SS.
  • Quanto à licença de maternidade, têm de comunicar à entidade empregadora o nascimento do bebé e quanto tempo de licença irão gozar. Aconselho a leitura deste artigo e que ponderem muito bem antes de tomar uma decisão, sendo que podem comunicar alterações à SS no decorrer do vosso período de licença. O que têm de fazer assim que possível após o nascimento do bebé é ir à SS e submeter o vosso pedido de subsídio de maternidade em conjunto com o pai (se for caso disso), se tiverem mais de 6 meses de descontos seguidos ou interpolados. Fica o alerta de que demoram séculos a pagar as licenças, pelo que se puderem poupar a contar com 2 ou 3 meses de despesas, façam-no.
    • No caso de não terem e os rendimentos do vosso agregado familiar serem baixos, podem sempre tentar recorrer ao Subsídio Social Parental.
  • Não têm de ir a correr tratar do Cartão de Cidadão do bebé (alguns hospitais já dispõem do serviço Nascer Cidadão), mas eu aconselhar-vos-ia a fazê-lo cedo. Assim, têm logo os dados todos num só local e escusam de andar com a Certidão de Nascimento, folhinha com os dados de utente do SNS, NISS e afins atrás.

Que mais vos posso dizer? Se virem que há demoras estranhas por parte da Segurança Social, insistam e façam por se manterem informadas. Não são raras as histórias de pessoas induzidas em erro ou de pedidos que se perdem no limbo e nunca chegam a dar entrada no sistema informático. Não deixem arrastar o que pode ser tratado cedo.

É muito mau, mas é verdade: nós, enquanto contribuintes, temos de cumprir prazos e bem vimos os nossos ganhos sofrerem talhadas enormes em impostos; o Estado, por sua vez, concede-nos “direitos” (no caso da licença de maternidade, não é direito nenhum porque até descontámos para ela) e demora a cumprir com a sua parte.

Por isso, e por pessimista que possa parecer, é mesmo assim: tenham em conta que podem não ver os vossos salários durante 2 ou 3 meses após o nascimento do bebé (embora vos seja pago mais tarde na íntegra); é triste e ridículo ter que estar a contar com fundos extra numa época tão especial, especialmente para quem não tem família/amigos dispostos a ajudar.

Mães de serviço, esqueci-me de algum detalhe? Espero ter ajudado alguém neste processo de papeladas típico da gravidez.

A Teresa é uma Boti Baby

Eu sei, não me batam! Ultimamente mal postei e, quando posto, é só Teresinha, só Teresinha… Já pareço um baby blog e vocês já não aguentam tanto mel. Peço-vos alguma compreensão porque ela é, literalmente, a menina dos meus olhos e o motivo que me tem mantido afastada do resto do mundo. Prometo que não vamos falar só da Teresa, mas também tenho de a incluir por estas bandas!

Tão pequenina e já tão vaidosa…

Mesmo antes de a Teresa nascer, eu já tinha tomado uma série de decisões no que toca aos seus cuidados de higiene e beleza. Sim, beleza, que é de pequenino que se torce o pepino e as verdadeiras princesas já nascem coquetes. Eu já sabia que produtos escolheria, de que marcas e quando os utilizar, porque quero o melhor para a minha filha.

baby boti

Não sou maluquinha, calma! Pensei nos básicos, que hei-de partilhar convosco. Há de tudo, para todos os gostos e carteiras (que nem sempre o produto melhor é o mais caro).

Até disse, cá para mim, que água de colónia não seria algo a entrar em circulação logo à nascença e, portanto, nem sequer coloquei nenhuma no toucador da miss. Aliás, não poderia ser uma colónia qualquer: a primeira teria de ser Baby Boti, que vocês sabem que eu adoro (se não se lembram, dêem uma espreitadela aqui e aqui).

Para um recém-nascido, por muito tentador que possa ser enchê-lo de cheirinhos e perfuminhos bons, o melhor é mesmo evitar ao máximo as fragrâncias. Assim sendo, quando aferisse que era relativamente seguro utilizar colónia na pele/roupa da pequenina, logo trataria de a trazer para casa. Tolice a minha, porque quando a Teresa nasceu, O Boticário tratou logo de a apadrinhar.

Quando é que os vossos bebés começaram a utilizar água de colónia?

Só com quatro meses é que a Teresa começou e decidi liberar a utilização de alguns produtos de higiene mais cheirosos (sempre com cautela), mas já que teve o privilégio de receber como primeiro presente de princesa bonita e vaidosa um conjunto Baby Boti, com colónia, gel de banho, hidratante e protector solar, e apesar de me conter, não resisti a utilizar o protector solar logo nos primeiros tempos de vida.

O cheirinho a bebé é o mesmo e devo dizer quefoi de preciosa ajuda logo no primeiro mês da pequena – como os dias eram bons, fizemos questão de a levar a passear quase sempre, ao fim da tarde e com as devidas precauções.

Resumindo e concluindo: posso afirmar que a minha filha chegou a este mundo em beleza e não poderia andar mais bem cheirosa. Miminhos destes são mais um motivo para dizer que O Boticário é mesmo aquela marca do coração.

Muito obrigada, desta mamã que só quer dar ainda mais beijinhos à sua filhota bem cheirosa!

Quem não tem quando pode, não vai poder quando quiser.

família

Dei por mim a escrever, rescrever e riscar este texto muitas vezes. Porque é pessoal e porque é delicado. Apesar de não ter nada de mal e de ser algo em que penso muitas vezes, todos os dias, várias vezes, é a minha opinião sobre um assunto importante e que me é muito querido porque tem tudo a ver com a fase em que me encontro na vida: a parentalidade/maternidade.

A verdade é que cheguei à conclusão que, não sendo nenhum crime (muito pelo contrário!), partilhar o que tenho a dizer até pode ser útil e ajudar quem esteja a passar pelo que me aconteceu, de certa forma. Afinal, é para isto que serve um blog, não é? É isto que faço sempre: partilho conteúdos com os quais me identifico de uma forma ou de outra. Senti que era bom partilhar um bocadinho desta questão que é tão pessoal.

O melhor que aconteceu na minha vida foi o nascimento da minha filha Teresa. Tenho a certeza que a maior parte de vós que me lê neste momento e tem descendência irá concordar que ter filhos é a melhor coisa do mundo. Compreendo, porém, que haja quem pense de forma diferente e respeito muito as decisões dos outros. Só assim é que posso pedir que compreendam e respeitem as minhas.

Acredito que tenham uma ideia, no geral, da minha história, mas cá vai uma partilha que pode ajudar a compreender o rumo inesperado (mas bom) que a minha vida tomou. Porque há fofocas e mimimis. Porque é desconfortável enfrentar juízos alheios quando não os pedimos. Porque devemos partir do pressuposto que uma pessoa adulta assume a responsabilidade dos seus actos e sabe o que é melhor para si e para os seus.

Porque não temos de ser todos carreiristas nem viver sob o domínio de trabalhos e dinheiros, na angústia de pensar que o futuro nos trará as condições que queremos dar aos nossos filhos. Porque é muito feio ouvir os “oh, tão nova?” que as pessoas que não conheço de lado nenhum e que, face à minha intervenção, respondem que não me dariam mais que 16 anos. Mesmo que só tivesse 16 anos, ou que tivesse 50 anos, cada um sabe o que é melhor para si e para os seus e se, ainda por cima, os estranhos não estão sequer na disposição se está tudo bem ou como podem ajudar, mais vale não dar nenhum palpite.

Acima de tudo, se há sempre histórias más e desfechos maus, quero passar um testemunho de que também se constroem finais felizes mesmo quando, no início da jornada, o futuro parece negro e complicado. Acima de tudo, devemos fazer o que nos parece melhor para ficarmos de consciência tranquila e manter a nossa integridade. Nossa. O que os outros dizem não deve ser o nosso foco e não podem ser eles a decidir o que fazer da nossa vida.

A minha gravidez não foi planeada. É irónico, no mínimo. Como é que, em pleno século XXI, com métodos contraceptivos (quase) infalíveis, uma estudante de enfermagem no fim da licenciatura se mete numa embrulhada destas? Não foi por desinformação. Não foi por descuido.

Apercebi-me muito cedo. Senti-me diferente e quis logo saber o que estava a acontecer no meu corpo. Confirmou-se: pelas contas, estaria grávida de 5 semanas. Apesar de estar num relacionamento recente, decidimos que queríamos muito um futuro em comum e com filhos. A Teresa não foi planeada mas foi muito desejada por nós, desde sempre.

família

Inicialmente, houve muita pressão e muitas decisões difíceis para tomar. É nestas alturas que conhecemos devidamente a nossa família e os nossos amigos. Acreditem: virão forças de onde não imaginavam, mas também vão descobrir que muitas pessoas que, até aqui, pareciam próximas irão desaparecer. Deixem-nas ir, porque não precisam delas. Foquem-se em vós, repito. É nestas alturas que é mais importante olharmos para nós e não dispersar.

Se há clichés pessimistas (e se passam/passaram por algo semelhante, têm conhecimento de muitos destes), deixem-me destacar um cliché muito positivo e optimista: as condições criam-se. Isto aplica-se a qualquer decisão que tomem e é mesmo verdade. Podem crer que quando queremos muito algo, é meio caminho andado para que o objectivo seja cumprido. E nós estávamos decididos a ser bem sucedidos na missão de trazer a Teresa ao mundo.

Não foi nada fácil, mas pegámos no que a vida nos deu e lutámos pelo que é nosso. Imaginem: um casal jovem sem poupanças e a ter de construir tudo do zero numa questão de meses. Se conseguíamos dar conta de tudo sozinhos, os dois? Não sei. Tivemos muita ajuda, é um facto. Tivemos muita sorte e considero que foi uma bênção ter quem se preocupasse connosco e pudesse dar a mão. Mas também temos muito mérito pela nossa determinação, empenho e trabalho. Faço aqui um aparte para as mães solteiras deste mundo: vocês valem por mil mulheres numa só! Sozinha, então, eu não conseguiria dar conta do recado.

Um ano depois do início desta aventura, ainda há arestas para limar (quem não as tem em início de vida de adulto?), mas posso dizer-vos que cumprimos os nossos objectivos. Conseguimos! Temos a nossa família linda, temos a nossa casa, temos as nossas coisas, estamos organizados, somos autónomos e felizes. Temos muito mais do que muita gente que se massacra a matutar no tal futuro melhor e propício à família. Eu não me imagino mais feliz do que sou agora!

Tenho cá para mim que a Natureza se encarrega de equilibrar tudo à sua maneira. A taxa de natalidade estava a descer a pique nos últimos anos e, de repente, há bebés em todo o lado. Sem dúvida, ter um filho é uma decisão muito importante e de muita responsabilidade. Não condeno quem não os quer ter e dá prioridade a outras decisões, mas nesta questão da maternidade eu considero que não sou eu quem deve decidir sobre outra vida que não a minha. Felizmente, não fiquei sozinha.

Tudo acontece por um motivo. Para mim, ter filhos é uma bênção e, sem dúvida, um grande marco na realização pessoal. Se era agora o momento ideal? Se há coisas que gostava de ter feito e não fiz? Ser mãe não faz com que outros objectivos caiam por terra e, como referi antes, as condições são algo que se cria e as oportunidades são para agarrar quando surgem.

Quem não quer quando pode, não vai poder quando quiser. Pensem em quantas pessoas adiam o sonho da maternidade, pelos mais variados motivos. Pensem nas pessoas (muitas delas até podem estar dentro dos nossos círculos de amigos) que tentam ter filhos e não conseguem. Pesquisem sobre as estatísticas relacionadas com a reprodução e vejam para onde caminhamos com tantas preocupações. Temos filhos cada vez mais tarde e, muitas vezes, já nem os conseguimos fazer como antigamente. Vejam os números relativos às consultas de reprodução assistida em hospitais e clínicas privadas.

Deste lado, optámos por ser muito felizes com a sorte que nos calhou. Como devem calcular, o último ano foi uma (boa) montanha russa e é por causa de tudo o que há de novo que tenho estado ausente. Optámos por mudar um bocadinho os nossos caminhos, as nossas vidas deram uma volta de 180º, mas eu não poderia estar mais realizada. Ser mãe é mesmo, mesmo a melhor coisa do mundo!

Guida guarda-tudo a investir na descendência

caixa bebé
A caixa da Teresa, obra da Kandandus da Avó Filó.

Filho de peixe sabe nadar. Posso dizer, com orgulho, que muitos dos meus brinquedos e colecções estão guardados e em boas condições para que a Teresa possa divertir-se como eu me diverti. Quem diz brinquedos, diz roupas e bugigangas.

Da mesma forma que a Teresa herda o que é meu, eu também herdei coisas da mãe, das avós, das primas e das tias. Se está nas minhas mãos, é garantido que vai ser bem estimado. Se está em bom estado ou tem remédio, gosto de guardar.

Disse algo novo até agora?

Deixem-me acrescentar que adoro que os meus pais tenham guardado muitas recordações da minha infância (há álbuns fotográficos intermináveis, o cordão umbilical, a primeira madeixa de cabelo cortada, o primeiro desenho) e lamento pelas que se perderam. Dá para imaginar que, há coisa de 20 anos, quando nos assaltaram a casa levaram os meus dentes de leite?

Dêem-me o desafio de completar colecções, que eu aceito sem pestanejar. Especialmente se for para a minha Teresocas, e espero que ela dê o devido valor um dia e lhe ganhe o gosto. Havia coisas que queria guardar e que não são compatíveis com os típicos álbuns de bebé, e longe estava eu de imaginar que há caixas destinadas a este fim.

É certo que não cheguei a investigar muito, porque fui surpreendida pela minha vizinha e amiga Filó com a caixa que vos mostro na foto. Não é amorosa? E tem espaço para as coisinhas bonitas que queria guardar da minha menina: no interior, tem 4 caixinhas com bonequinhos em biscuit nas respectivas tampas, para guardar a pulseira da maternidade, o cordão umbilical, a primeira madeixa de cabelo e os dentinhos de leite.

É um projecto a longo prazo daqueles que vai ser delicioso rever daqui a muitos anos.

A caixa exterior é personalizável e adorei a aproximação às características físicas. Será que vai ser mesmo assim? Foi uma surpresa e pêras ♥♥♥

Achei a ideia giríssima e é uma óptima sugestão para aquelas pessoas próximas que vão ter bebés e não sabemos o que oferecer. Aliás, se espreitarem a página Kandandus da Avó Filó, o que não falta são ideias e projectos giríssimos que merecem mesmo uma visita. E eu sou da opinião que os presentes feitos à mão são muito mais bonitos!

(Quase) 3 Meses Depois

baby girl
A minha Teresa, já com dois meses e meio, a ficar com muito cabelinho.

Ainda não estou operacional.

O que quero dizer é que, olhem, bem, não sei muito bem o que quero dizer. Estou um bocado (grande!) desorganizada nesta nova logística da maternidade. Até era menina para escrever que admiro muito as mães que conseguem fazer 1001 coisas sozinhas, muitas vezes com mais que um filho, mas já descobri (em boa parte, pelos milhentos baby blogs que existem hoje em dia) que é tudo uma grande peta e que não há cá histórias de milagres e mares de rosas: há poses para as fotografias e, quase sempre, empregadas domésticas pelo caminho.

família

Já nasceu a Teresinha!

Não é novidade para vocês, já que fui minando o Instagram e o Facebook com fotografias que acusam a existência da minha pequenina linda. O parto custou um bocadinho, mas correu tudo muito bem, recuperei rápido e tem sido uma alegria. Logo explico tudo, tudo. É que isto de voltar à escrita é muito bonito, mas tenho muito para contar e pouco tempo para escrever. Quem inventou a licença de maternidade deveria ter-lhe chamado licença de adaptação a pequenos seres com muita personalidade e muito dependentes da mamã/mama!

Há meses que digo “é hoje que vou postar”.

Tenho rascunhos e tenho ideias. Quando olho para o relógio, passou mais um dia e eu continuo com muitas tarefas pendentes. Sigam o meu conselho: não combinem mudanças com ter filhos. Guardem estas aventuras para momentos diferentes da vida, ou darão por vós como eu, que já cá tenho a garota e a minha casa ainda parece um estaleiro de obras. Escusado será dizer que a Teresa nasceu em Julho e em Outubro ainda não tem o seu quarto pronto. Sabem que mais? É porque também não lhe faz falta, que ainda dorme comigo e com o papá no nosso quarto.

Resumidamente, muito resumidamente, é isto que vos digo. Os meus dias consistem em cuidar e mimar muito a Teresa, tentar descansar qualquer coisa (acreditem que é muito complicado quando há uma bebé linda mas muito chatinha e que mama exclusivamente e em livre demanda) e fazer algo pela casa. Só agora é que começo a ver tudo mais composto e, ainda assim, escrevo-vos quase às 3 da manhã de um feriado.

Estou de volta!

E espero que vocês não tenham fugido. Muito obrigada pela vossa compreensão.

babywear

O que veste uma mãe?

roupeiro vintage

Nunca tinha pensado muito nas diferenças de guarda roupa que podem (ou não) existir antes e depois da maternidade. Não sei se é um fenómeno que pode ter a ver com idades, com o próprio facto de ser mãe ou com as modificações corporais inerentes à gravidez e pós-parto.

Não posso queixar-me, é certo. Nunca tive, sequer, preconceitos. Passado um mês do nascimento da Teresa, acabei por dar pouco uso aos fatos de banho que levei na bagagem de férias e troquei-os pelos biquinis minúsculos do costume. Com vestígios de barriga a badalar, mas sem um pingo de vergonha. Para quê? Afinal, queria aproveitar o (pouco) sol a que tinha direito.

Voltando ao tópico de discussão, o que é que veste uma mãe?

Dou por mim a pegar nalgumas peças de roupa do meu roupeiro e a ponderar se é adequado vesti-las agora que sou mãe. Por quê? Por que não? Não é um trapo que determina a minha qualidade enquanto progenitora nem compromete a minha autoridade, o que haveria de mudar?

A minha prioridade tem sido o conforto, o que muitas vezes anda de mãos dadas com o estereótipo da jovialidade, que pouco condiz com o conceito de mãe estipulado pela nossa sociedade. Uma das coisas que me aborrece (e reconheço que o que visto, por vezes, pode não ajudar) é quando pessoas que mal conheço formulam juízos em tom depreciativo: “já mãe? Tão novinha?”. Quando lhes digo que idade tenho, meia sem jeito, invariavelmente respondem que pareço muito mais nova, nunca diriam pelo aspecto físico e pela roupa.

Por que haveriam as mães de mudar a maneira de vestir se quem está mal não são elas?

E vocês, mães que me lêem: mudaram a vossa forma de vestir?