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Dar Sangue é uma Dávida

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Sou dadora de sangue (e medula) desde os 18 anos.

Não sei se já vos tinha dito, mas foi um dos objectivos a que me propus e cumpri logo assim que foi possível.

Sinto que tenho esta obrigação de ajudar se sou saudável.

Não custa nada e nunca se sabe quando poderemos ser nós a precisar. Num mundo ideal, não seria necessário. A vida, todavia, é feita de imprevistos e, se necessitarmos, iremos gostar de saber que esse recurso existe e está disponível e pronto a usar de imediato.

Todos os dias, há muitas pessoas que necessitam de transfusões sanguíneas por diversos motivos. Enquanto podemos, creio que devemos assegurar que este bem tão precioso e que salva tantas vidas não escasseia.

Agora que cumpro, novamente, os pré-requisitos para dar sangue, fui cumprir a minha missão.

Nos últimos tempos, o facto de ter atravessado uma gravidez e um ano de amamentação, foram impedimento temporário às doações. Para além destes motivos, existem alguns outros que podem conferir aqui em caso de dúvida sobre os critérios a cumprir.

Se têm mais de 18 anos, peso superior a 50kg e são/praticam estilos de vida saudáveis, por que não se inscrevem também como dadores de sangue?

Não custa nada, não dói, não dá fraqueza e as equipas do IPST, responsáveis pela recolha de sangue, são sempre muito agradáveis e estão disponíveis para nos ajudar e facilitar todo o processo.

Para nós é meia horita, para outra pessoa pode ser uma vida.

Dar é uma Dádiva

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Há já algum tempo que andava a ponderar ser dadora de medula óssea.

Ainda não se tinha proporcionado tal acção porque, para ser sincera, não estava bem esclarecida sobre o processo e não sabia sequer onde tinha que me dirigir para fazer a inscrição no banco de dadores de medula óssea.

É uma vergonha, bem sei, mas em vez de ir pesquisar sobre o assunto, limitei-me a uma terrível ignorância que quase me levava a pensar que a dádiva de medula óssea era como a dádiva de sangue, em que a colheita é feita na altura em que nos dirigimos aos locais de colheita, e que era bastante arriscada para a minha saúde, pois tinha a ideia de que a extracção da medula era feita a partir de ossinhos frágeis da coluna vertebral.

Na aula de Biologia estamos a aprender coisas sobre mutações e cancros e, ao falarmos na leucemia, calhou em conversa entre a turma e a professora o tipo de tratamentos a que são submetidos os doentes leucémicos e, consequentemente, falámos sobre os transplantes de medula.

Tal como eu, havia várias pessoas com dúvidas sobre este assunto, que foram esclarecidas pela professora Sarita, que até nos disse os hospitais onde nos podemos dirigir para nos tornarmos dadores de medula óssea. Um dos hospitais calhava-me em caminho, porque tinha assuntos para tratar lá. Assim sendo, juntei o útil ao agradável.

Fui ao Centro de Histocompatibilidade do Sul (CEDACE), no Hospital Pulido Valente.

Se ao chegar ao CEDACE ainda havia espaço para caberem em mim algumas dúvidas e incertezas, rapidamente fiquei à vontade ao ler o panfleto informativo que o segurança do pavilhão me forneceu, seguido de um inquérito simples que tive que preencher com dados relativos à minha saúde.

De seguida, tive que aguardar até que uma senhora que era médica, enfermeira, ou qualquer outra coisa relacionada com as técnicas de saúde e análises me chamasse para recolher uma pequena amostra do meu sangue para analisar e, caso esteja tudo bem, introduzir os meus dados na base de dados de dadores de medula óssea.

Não saí do CEDACE mutilada ou coisa que o valha, pelo contrário! Saí de lá feliz por saber que posso salvar uma vida: se algum doente precisar da minha medula, os médicos entrarão em contacto comigo para que se façam mais análises que servem para comprovar que a minha medula é mesmo compatível com medula do doente.

Passada essa fase, podem recolher as células de que precisam a partir do meu sangue (como quando vamos doar sangue!), e devolvem o meu sangue à corrente sanguínea ou, noutros casos, tenho que ser sujeita a uma pequena intervenção cirúrgica para, com umas agulhas especiais (não se sente nada, o dador é anestesiado), retirar a medula dos ossos da bacia, que irá recuperar nas duas semanas seguintes ao procedimento.

Dêem vocês também este contributo para a sociedade, salvem vidas!