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Gravidez 101 – o que vestir?

roupa grávida
Com direito a duas barrigas na fila de baixo, à esquerda – a Patrícia e eu.

Pensavam que eu me esquecia dos assuntos da gravidez só porque a Teresa já está cá fora? Naninão! Se aprendi algo, tenho que partilhar. Por isso, não esperem que eu me cale porque vou querer ajudar quem se cruzar com estes posts em estado de graça.

Sabemos que, nalgum ponto da gravidez, a nossa roupa vai deixar de servir.

Pelo menos, boa parte dela. Apesar de, alegadamente, constar que a barriga de grávida só se nota muito mais tarde, aqui foi necessário começar a repensar o guarda-roupa logo às 7 semanas de gestação. Ainda o primeiro trimestre ia pela metade!

A verdade é que foi precisamente nesta altura que ganhei a maior parte do peso da gravidez. No final da viagem, foram cerca de 11kg a mais. Foi algo expressivo, especialmente se tiverem em conta que meço 1.58m! Assim sendo, sinto-me mais do que no direito de expor a minha opinião quanto ao vestuário a comprar na gravidez. Pode haver quem tenha outras opiniões (partilhem nos comentários, que é útil para todas!), esta é a minha.

A boa notícia é que não necessitam de comprar muita roupa.

Na secção de pré-mamã, digo. O resto depende um bocadinho do estilo de cada pessoa, mas eu diria que não vale mesmo a pena comprar muita roupa. Siga a missa, fiquem com os meus conselhos:

  • Na secção de grávida, comprem 1 ou 2 pares de calças do vosso tamanho, eventualmente leggings (eu não o fiz e arrependi-me). É mais do que suficiente e sempre se vão sentir mais confortáveis com uma peça que aconchega a barriga.
  • Em alternativa, se se sentirem confortáveis (foi o meu caso e só descobri lá para as 20 semanas), esta é a altura ideal para vestirem calças descaídas, daquelas que normalmente ficam horríveis e marcam pneus inexistentes. Calças descaídas! Eventualmente, no tamanho acima do que era habitual. O mesmo se aplica a calções, no caso de apanharem boa parte do Verão. Tudo descaído e folgadão abaixo da barriga.
  • Invistam em sutiãs, porque vão haver grandes mudanças. Dica para quem não tem umas mamas gigantes: experimentem sutiãs sem armação, pode ajudar a amenizar o problema da sensibilidade. Nesta fase, não se ponham a comprar sutiãs de amamentação. Esperem pelo bebé e pela subida do leite, aí é que vão descobrir o tamanho mais adequado. Nesses primeiros dias, o mais provável até é abominarem toda e qualquer roupa que possa estar em contacto com o peito. Quem vos avisa…
  • Cuecas de algodão em quantidades industriais. E aqui, decidam porque não há meio termo. Ou escolhem umas de gola muito alta que acompanhem a barriga de grávida, ou então umas descaídas. Conforto acima de tudo! Falando em cuecas, munam-se de pensos diários tipo algodãozinho e mudem-nos com frequência. Vão ter litradas de corrimento e não vão querer sentir-se desconfortáveis nem potencializar uma infecção!
  • Se vão atravessar o Inverno, não invistam em peças muito quentes porque vão passar o tempo todo cheias de calor. Optem por várias camadas de roupa mais fina e fresca. De nada!
  • No demais, utilizem a roupa normal, que estão muito bem. Só é preciso optar por peças mais folgadas ou com maior elasticidade, mas tenho a certeza que têm por aí muitas túnicas e vestidos que servem perfeitamente.

Por hoje, é isto. Se perderam o post sobre o calçado ou se já se esqueceram, podem vê-lo aqui. Se o assunto é meias/collants, também já partilhei aqui aqueles que foram a minha salvação em tempos de muito inchaço nas pernas!

Gravidez 101 – Edema

peixe balão

Falemos sobre coisas sérias e chatas, que na gravidez nem tudo é um mar de rosas. Sem dúvida que é uma fase linda, mas também tem os seus inconvenientes. Bem que se ouve falar deles, mas nunca lhes damos valor até os sentirmos na pele. Hoje é dia de falar sobre o edema, que é o nome correcto daquilo a que vulgarmente chamamos inchaço.

Não é um problema exclusivo das grávidas, mas durante a gestação é mais frequente terminarmos o dia com as pernas e os pés mais inchados, desconfortáveis e por vezes dolorosos. Nalgumas situações, o edema é generalizado. Há motivos para que isto aconteça: durante a gravidez, há uma maior produção de fluidos para que o corpo se possa preparar para o bebé que se está a desenvolver. Assim sendo, é mais fácil que estes fluidos se acumulem mais facilmente nos tecidos, em especial nas extremidades. Isto faz, também, com que os factores que já ajudavam a desencadear o edema (calor, esforço físico em demasia ou permanecer muito tempo de pé/sentada, excesso de sal, cafeína) o façam ainda com mais facilidade.

edema

Ser frequente não significa que é bom nem que devemos ignorar, já que se é desconfortável é um problema (o nosso corpo é bom a comunicar!) e, a longo prazo, o edema pode trazer muitas complicações. Nalgumas situações é, aliás, uma consequência de problemas graves (quando é muito repentino ou exacerbado, quando se manifesta apenas numa perna e eventualmente até é doloroso, é aconselhável procurar ajuda médica com alguma urgência!). Já todas ouviram falar das inestéticas, dolorosas e perigosas varizes, certo? Não queremos que aconteçam connosco, portanto mais vale prevenir do que remediar. Eis algumas medidas que podem ajudar a diminuir o edema dos membros inferiores durante a gestação:

  • Hidratação! Não se esqueçam de assegurar que estão a beber água suficiente, cerca de 2l por dia.
  • Massagem dos pés e das pernas. É muito simples e não se metam em aventuras: quando aplicarem o hidratante depois do banho ou, caso prefiram, um gel refrescante, exerçam alguma pressão em direcção ascendente, dos pés para o cimo da perna. Querem melhor? Peçam aos vossos companheiros que vos façam a massagem.
  • Evitem permanecer paradas de pé muito tempo, ou sentadas. Invistam em caminhadas! O movimento ajuda a promover a circulação e evitar a estase de fluidos nos tecidos.
  • Utilizem calçado confortável. Já falei deste assunto aqui. Evitem, também, as roupas demasiado justas/apertadas.
  • Repousem com as pernas ligeiramente elevadas, para facilitar o retorno venoso.
  • Minimizem o consumo de sal e cafeína.
  • Não tomem medicação sem prescrição médica, por inofensiva que pareça.
  • Se possível, utilizem meias de compressão. Contrariamente ao que possam imaginar, hoje em dia há modelos que se confundem com as meias e collants habituais e que em nada se assemelham ao estereótipo das meias à velhota, muito frequentes no pós-operatório e em situações de doença venosa. É o exemplo da Segreta, que tem uma gama bastante ampla de meias compressivas para todos os gostos e até tem a linha Maman para as grávidas, com costuras especiais que não aplicam qualquer desconforto sobre a barriga.

Quanto a este último ponto, garanto-vos, faz uma diferença enorme nas pernas! Irei dedicar-lhe um post. Se é chato perder coisa de 5 minutos a vestir uns collants? É, mas compensa pelo conforto que ganhamos ao longo do dia, e olhem que a diferença no volume é enorme à vista, mesmo de relance.

Portanto, que o post já vai longe: protejam as vossas pernas e a vossa saúde!

Mantenham-se atentas, que logo falo melhor sobre as meias de compressão, que são tão nossas amigas mas toda a gente desconfia delas. Se tiverem alguma dúvida ou sugestão sobre o tema do post, por favor, entrem em contacto.

10 Factos da Gravidez

Pontapés Bebé Gravidez
Imagem de origem desconhecida.

Aquelas coisas incógnitas que só percebemos quando as vivenciamos.

Estando eu a meio do sexto mês de gestação, já passei por alguns altos e baixos neste grande mistério da concepção. Entre as vivências próprias, as leituras e o que se ouve dizer, há aquelas verdades e mentiras que pairam no ar. Como devem calcular (tendo em conta a minha área de formação académica), já sabia muitas informações sobre o fenómeno da gravidez.

Sabem que mais? Afinal, não sabia nada. É mesmo tudo novo. Na minha perspectiva, há 10 factos (alguns podem ser bizarros!) que têm de conhecer sobre a Gravidez:

  1. Não há duas gestações iguais, é a verdade mais verdadinha que podem descobrir. Podem ler o que quiserem, ouvir quem quiserem, que mesmo assim vão existir experiências únicas relatadas por todas as grávidas.
  2. Assim sendo, nem todas as grávidas têm enjoos. Eu não tive, nem tenho. Pelo contrário, tive sempre imensa fome. Só não consigo comer tanto de cada vez.
  3. Os apetites estranhos acontecem mesmo. Esqueçam aqueles cravings da treta que conheciam, possivelmente associados à TPM. Vão mesmo ter apetites surreais, a horas estranhas, por coisas (coisas, não necessariamente alimentos) ainda mais bizarras.
  4. Por falar em apetites, a libido aumenta. As grávidas podem sentir-se cansadas e algo desgastadas, podem haver oscilações de desejo, mas… Quando a chama acende, acende. Não tem mal (a menos que haja alguma condição clínica que o contradiga). Há hormonas aos saltos, estamos mais atraentes (a pele está linda e maravilhosa e ainda por cima estamos mais curvy and sexy com mamonas em crescimento!) e… Olhem, é de aproveitar.
  5. O cabelo cresce mais rápido. E as unhas também. E ficam mais resistentes. Tem sido um festim, este segundo trimestre, com várias pessoas a quererem saber qual é o segredo para o cabelo crescer tanto em tão pouco tempo.
  6. Ah, voltando aos apetites, o paladar muda. Juro! Eu, que já nem era grande fã de doces, agora estou pior porque tudo me parece ainda mais doce. Mil vezes mais doce. E o que já era intragável, tornou-se ainda mais intragável. Como o ananás, que ainda por cima pica a boca toda. Blhec!
  7. Factos GravidezO peso também muda, de forma diferente em cada grávida. E nem sempre é fácil/possível controlar as oscilações. Eu, por exemplo, aumentei logo 5kg ao início e há quase 10 semanas que mantenho o mesmo peso. Não como mais do que antes e tento comer de forma mais saudável. Em caso de dúvida, nada como consultar um nutricionista.
  8. O padrão de eliminação muda completamente e vão emitir gases, muitos gases. Esqueçam o que conheciam das vossas idas à casa de banho antes da gravidez. Podem ficar completamente obstipadas, também podem cair no extremo oposto… Uma coisa é certa: vão ser afrontadas pela miséria dos gases. E vão fazer muito, muito xixi e não vale a pena aguentarem-se e contorcerem-se em longas esperas porque só faz mal.
  9. Falei do peito lá atrás? As mamas crescem muito, ficam doridas e com auréolas e mamilos super escurecidos. Podem ficar sensíveis ao toque, de tal forma que até fazem hematoma. Com um bocadinho de sorte (ou não), algures pelas 20 semanas começarão a ter mamilos pegajosos. Diz que é colostro, é normal e é uma pequena, mínima, microscópica amostra do que se espera que seja a produção de leite quando o bebé nascer.
  10. A depilação torna-se numa odisseia, e vão aparecer pêlos em sítios que não lembram ao diabo. Na barriga, ao redor das auréolas das maminhas, eles podem e vão aparecer só para vos chatear. Não se incomodem muito, que na maior parte dos casos não é nada dramático, é normal e depois passa. O pior é mesmo quererem depilar os sítios do costume (até porque os métodos mais eficazes podem estar contra-indicados) e não verem nada do que estão a fazer, ou nem se conseguirem mexer devidamente.

Factos Gravidez

Por ora, é isto. Acreditem que vos vou manter a par das descobertas à medida que forem acontecendo. Ah, e não se assustem, há coisas muito estranhas na gravidez mas o balanço global é totalmente positivo!

Gravidez 101 – O Calçado

Calçado Gravidez

Toda a gente sabe (mais não seja porque é visível) que a gravidez traz uma série de alterações corporais. O crescimento da barriga e do peito, bem como o alargamento das ancas obrigam a uma adaptação do guarda-roupa (logo vos explico o que tenho apurado com a minha experiência).

Porém, as pernas e os pés também podem requerer cuidados especiais nesta fase e é importante ter cuidado com o calçado. Resumidamente, por três motivos:

  • A postura – com todas as transformações do corpo, o centro de gravidade muda. Para além disso, um tamanho de salto incorrecto pode originar transtornos até ao nível da coluna;
  • O edema – nesta fase, as pernas e os pés tendem a inchar, o que pode fazer com que até o tamanho do calçado aumente;
  • O conforto – para além do que já foi referido anteriormente, podem haver outros factores que provoquem desconforto na gravidez (já me tenho queixado deles cá pelo blog), pelo que se pudermos evitar calçado desconfortável, melhor ainda.

Calçado Gravidez

Então, qual é o calçado mais adequado à gravidez? Bom, não é necessário investir em nada de especial (digo eu!), e cada mulher irá verificar por si própria o que funciona melhor. Contudo, existem algumas dicas que podem ajudar (e algumas podem parecer surpreendentes).

  • Evitem sapatos completamente rasos. Juro! Não imaginam o martírio que pode ser andar todo o dia com sapatilhas ou sabrinas de sola completamente plana. Ficamos com os pés feitos em papa e parece que a dor associada ao inchaço das pernas é maior. Justifica-se, essencialmente, com o facto de haver maior força implementada sobre os calcanhares;
  • Da mesma forma, evitem saltos altos. O ideal é optar por saltos médios, até cerca de 5cm, que sejam estáveis e confortáveis. Neste sentido, posso dizer que até me dou bem com botas altas (entenda-se, com saltos largos/cunhas até aos 10cm) ou sapatos de cunha, e é mesmo o que acaba por ser mais confortável de momento;
  • Contem com um possível aumento do tamanho dos vossos sapatos. Deve-se ao inchaço dos pés e pode ser permanente, pelo que não vale mesmo a pena martirizarem-se com calçado que aperta. Geralmente, acontece lá para o fim do segundo trimestre, ou no último. Por aqui, ainda não se verificou (aleluia!), mas é cedo para deitar foguetes.

Irei dedicar mais posts a aspectos importantes da gravidez, mas não se esqueçam que o repouso e uma hidratação correcta podem ajudar a prevenir ou atenuar muitos desconfortos, e o do calçado é um deles. Leitoras que já são mães ou que também estão nesta viagem, têm mais dicas no que toca ao calçado? Partilhem-nas todas!