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O último ano foi duro para o meu cabelo.

Por mais cuidado que haja, já se sabe: a gravidez e o bailarico de hormonas que lhe é adjacente tem influência no estado do nosso cabelo.

Pela altura do parto, tinha uma juba de caracóis looonga e invejável. O cabelo ganhou brilho por si próprio, estava forte e lindo. Depois?

Depois, pensei que ia ficar careca e posso dizer-vos que só passados cerca de 8 meses é que a coisa começou a melhorar. Fiquei com entradas e só não foi pior porque, de qualquer forma, tenho cabelo para dar e vender.

O cabelo estava mesmo a necessitar de intervenções, foi por isso que falei com a minha Íris e em Março decidi que estava na altura de dar um corte valente e fazer um alisamento.

Não pesco assim tanto do assunto, mas não fiquei surpreendida quando a Íris me disse que o meu cabelo estava demasiado poroso. O meu cabelo, habitualmente forte e saudável, estava poroso. Sentia-se.

Por que é que não fazes aquilo do cronograma capilar? Olha que ia ser bom!

Sugeriu a Íris. E eu, sem saber muito do assunto, comprometi-me a ir ler e pôr em prática o ritual. Já tinha lido umas coisas aqui e ali, já tinha lido o post d’A Garota de Ipanema há muito tempo.

Até há grupos gigantes no Facebook sobre o assunto, é algo simples e eu nunca tinha dado grande atenção!

O cronograma capilar é uma rotina que pode ser adoptada por qualquer pessoa e que tanto ajuda a manter saudável o cabelo que está bom como a reparar aquele que está muito danificado.

Explicando de forma muito simples e resumida:

  • Existem três fases – hidratação, nutrição e reconstrução;
  • Durante cada uma destas três fases, devolve-se ao cabelo tudo o que ele vai perdendo no dia-a-dia, tanto naturalmente como através de processos químicos (colorações, descolorações, alisamentos, …);
  • Consoante a fase, devem escolher uma máscara diferente (entre outros produtos e rituais, se quiserem) com ingredientes adequados – assim, irão precisar de três máscaras, cada uma com características distintas;
  • O champô e condicionador podem ser sempre os mesmos;
  • Existem esquemas mais adequados a cada tipo de cabelo – encontram-nos muito facilmente, basta procurarem “cronograma capilar” no Google;
  • Devem passar pelo menos 48h entre as diferentes fases/lavagens;
  • É uma rotina para toda a vida.

Como referi, o que necessita de maior atenção são as máscaras que utilizamos, porque teremos de as escolher consoante os ingredientes que as compõem. De grosso modo:

  • Máscaras de hidratação – À partida, terão na sua composição coisas como Pantenol, vitamina A, proteína de trigo, mel.
  • Máscaras de nutrição – Regra geral, são as que contêm óleos. Argão, azeite, óleo de coco, por aí fora.
  • Máscaras de reconstrução – Nestas encontramos queratina.

Para complementar, existem sempre os séruns que podemos utilizar depois, protectores de calor, humidificadores, humectações, ampolas e toda uma série de procedimentos que dariam um manual sobre o assunto.

Não irei aqui falar de todos os esquemas disponíveis nem de produtos, mas poderei explicar futuramente o que tenho feito pelo meu cabelo nos últimos meses e que tem dado os melhores resultados!

Vale a pena lembrar que sou amadora, procurem sempre ajuda profissional em caso de dúvida, sim?