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O meu bolo de aniversário

bolo de aniversário

Fiz 27 anos no dia 16 de Fevereiro.

Não fiz um grande alarido porque já começam a ser muitos anos e, tendo em conta o que aconteceu na minha vida ao longo do último ano e picos, decidi que iria querer alguma paz nesta data. Não que fosse de grandes festejos antigamente, mas aproveitava o aniversário para convocar um jantar entre amigos e chegávamos a ser perto de 40 pessoas à mesa. Actualmente, gosto de ter por perto a família mais próxima e mesmo assim já somos muitos.

Não é por ter decidido manter os festejos mais simples que iria abdicar de um bolo à altura, e este ano decidi que seria eu a fazê-lo. Sabia o que queria comer e, salvo algumas excepções, tenho descoberto que se queremos algo bem feito, à nossa maneira, temos de ser nós a fazê-lo.

bolo de aniversário
O meu bolo, acabadinho de fazer. Já com os coraçõezinhos (Vahiné, comprei no supermercado), ainda sem as framboesas e restantes enfeites.

Não me meti a inventar: peguei na receita do bolo que eu e a Catarina fizemos na Academia Vaqueiro em Maio de 2014, que é muito simples, e adaptei-a ao meu gosto. Eis o que vão necessitar:

  • Para o bolo:
    • 30g de chocolate em pó (diluídos num pouquinho de água quente)
    • 6 ovos (claras em castelo + gemas)
    • 250g de açúcar amarelo
    • 125g de margarina derretida
    • 200g de farinha para bolos
    • 70g de farinha Maizena
    • 70g de fermento em pó
    • 50g de açúcar baunilhado
    • 200g de mix de frutos vermelhos
  • Para a cobertura/recheio
    • 200g de cream cheese
    • 4 colheres de sopa de açúcar amarelo
    • 200ml de natas frescas (para bater)
    • 1 limão (raspas + sumo)

E faz-se assim:

Pre-aqueçam o forno a 180ºC. Bater as claras em castelo, juntar o açúcar baunilhado e reservar no frigorífico. Bater as gemas com o açúcar, juntar a margarina. Numa tigela à parte, juntar a farinha, a Maizena e o fermento. Juntar as farinhas à mistura e adicionar as claras. Untar e enfarinhar 3 formas redondas. Dividir a massa em três partes: 1 simples; 1 com mix de frutos vermelhos; 1 com o chocolate dissolvido. Levar ao forno, desenformar e deixar arrefecer totalmente.

Bater o queijo creme e o açúcar. Noutra taça, bater as natas bem firmes, juntar a raspa e o sumo de limão. Envolver tudo e levar ao frigorífico.

Montar o bolo juntando o recheio entre camadas e, no fim, a cobertura. Decorar com framboesas.


Há que dizer que dupliquei o recheio/cobertura, porque sou gulosa por este tipo de ingredientes e quis certificar-me que o bolo não ficava apenas com um gostinho da “molhanga” mas sim bem atestado e a transbordar! Saiu muito bem e os meus convidados (e eu, claro, que a opinião mais importante é sempre a do aniversariante) adoraram.

Estou ou não uma menina muito prendada?

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Guida na Cozinha

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Feito por mim: pudim prestígio, biscoitos de manteiga e ovos moles.

Habituei-me, de pequenina, a comer bem.

Sou muito niquenta (já fui mais, mas neste post velhinho dá para se recordarem) e creio que se deve ao facto de a minha mãe cozinhar muito, muito bem. Atrevo-me a dizer que quando as pessoas, habitualmente, não gostam de determinado prato, é porque ainda não o provaram cozinhado como deve ser. Pela senhora minha mãe. Outra casa onde estou habituada a comer muito bem é a da minha sogra.

Posto isto, como devem calcular, antes de vir morar com o Luís, não estava muito habituada às lides da culinária. Desenrascava-me nas raras vezes em que precisava de cozinhar e lá me aventurava com algumas receitas, que lá iam saindo bem, mas ficava por aí. Pois bem:

Sinto o maior orgulho em dizer-vos que, apesar de não ser nenhuma chef xpto, adoro cozinhar.

E em 7 meses de vivência comum, não houve experiência culinária que saísse mal. Ninguém passou fome. Nenhum jantar ficou esturricado. Pelo contrário! Posso dizer que até inovei numas poucas coisas. O mais giro é perceber que há coisas que funcionam por instinto. Isso e que até consigo confeccionar com sucesso os pratos que mais me agradam e saem tal e qual os das pessoas que melhor os fazem.

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Feito por mim: quiche, massa de coisas, perca no forno.

E apurar o menu ao nosso gosto, não estando dependente da opinião de terceiros na nossa cozinha? Esta parte trouxe muitos mais vegetais e alimentos diferentes, no geral, para a minha dieta. E reduziu drasticamente os fritos. Imaginem que até fiz da cloche uma das minhas melhores amigas: os meus pais tinham uma nova, que lhes foi oferecida quando casaram e nunca a utilizaram. Já lhe conheço as manhas todas e os petiscos, e serve perfeitamente para cozinhar para duas ou três pessoas.

Devo dizer que esperava uns quantos fracassos culinários, como bolos crus ou sabores intragáveis. Calha a todos, mas aqui ainda não aconteceu. Sendo sincera, até atino com os melhores temperos e consistências. Há um ano, não previa que fosse lidar tão bem com o facto de ter de gerir a minha cozinha.

E há que dizer, a saber cozinhar bem até me sinto melhor mãe (vá, estou a brincar, mas que mãe que se preze é que não se orienta na cozinha?).

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Feito por mim: bolo prata, caldo verde, bolo de pêra rocha com vinho do Porto.

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A propósito do World Baking Day, que se celebrou no passado dia 18 de Maio, a Vaqueiro promoveu um workshop de bolos e bolinhos na sua Academia de Sabores e eu tive o prazer de estar presente. Quem me convidou foi a Tralhas Grátis, que também levou a sua amiga Joana. Comilona como sou, adoro estas oportunidades que servem para me ajudar a cozinhar melhor. Já se sabe que as tardes com amigos são as melhores, e esta não foi excepção.

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O chef Pedro Marques orientou todas as pessoas presentes através da criação de grupos para confeccionarem diferentes receitas. Ao nosso encargo, ficou um naked cake com três camadas diferentes (uma com massa de bolos “simples”, outra de chocolate e outra com frutos vermelhos). O chef deu imensas dicas gerais antes de nos dedicarmos ao fabrico das guloseimas e esteve sempre por perto para ajudar e esclarecer quaisquer dúvidas.

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Durante a preparação dos bolos, numa fase em que já todos estavam encaminhados e a cozinhar, tivemos o privilégio de ouvir o fotógrafo Nicolas Lemonnier, da revista Saberes & Sabores, dar explicações sobre como tirar fotografias de alimentos.

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Idealmente, teríamos necessitado de mais algum tempo para que o nosso bolo ficasse perfeito. Não deu tempo de uma das camadas arrefecer totalmente mas, ainda assim, saiu um petisco que nem vos digo, nem vos conto. Estava delicioso!

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No final, o resultado foi uma mesa cheia de bolos e bolinhos muito apetitosos. Desapareceram num ápice! Adorei esta experiência e, por mim, haveria mais momentos destes de amigos e culinária com frequência. Fiquei cheia de motivação para fazer mais doces em casa, embora nem sempre o tempo disponível no dia-a-dia seja favorável para estas aventuras.

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Mais tarde, se desejarem, posso partilhar convosco a receita do nosso bolo. E vocês, costumam cozinhar muitos bolos?

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Bolos de Mel

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Vamos começar bem a semana? Não sei como é convosco, mas cá por casa gostamos de reservar parte do fim-de-semana para preparar doces e salgados para petiscar durante toda a semana. É terapêutico, porque adoramos cozinhar. Para além disso, acabamos por poupar tempo e dinheiro na preparação das merendas que levamos connosco para o trabalho, escola e afins e a comida caseira sabe sempre muito melhor.

Esta semana, calhou fazer bolos de mel. Há algum tempo que não os comíamos e são muito fáceis e rápidos de fazer, com a vantagem de durarem imenso tempo sem se estragarem. São tipo biscoito, rijos. A receita é da mamã mas fui eu que fiz tudo sozinha. Modéstia à parte, acho que ficaram muito bem!

Ingredientes:

  • 2 canecas de açúcar
  • 2 canecas de azeite
  • 6 ovos
  • 4 colheres de sopa de mel
  • 2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
  • 2 colheres de chá de fermento
  • farinha até a massa estar boa para tender

Como fazer:

Misturem tudo num alguidar, com as mãos, até a massa estar boa para tender. Moldem bolinhas pequenas e coloquem-nas em tabuleiros de ir ao forno. Pincelem cada bolinho com ovo, para que fique com aspecto brilhante e apetecível. Levem ao forno até dourar.

Esta receita dá para muitos bolos (na foto mostro cerca de 1/10 da receita), pelo que é mesmo muito económica.

Vinte e Um #2

Foi um dia normalíssimo, com excepção aberta ao Facebook e ao telemóvel, nada parou. Ah, e ao jantar! Família fofinha à mesa e bolo especial feito pela mamã. Nada de velinhas com números e coisas afins, porque 21 já é um número que começa a pesar. A propósito, já vos disse que não gosto de números ímpares?

Os festejos propriamente ditos foram feitos ontem, com a amigalhada (quase) toda junta num jantar amigável. Até tive o privilégio de ter a companhia da Marta e a Marisa da nossa blogosfera, vejam bem!

Descobri que aos vinte e um já não temos presentes para abrir. Mentira! Recebi o vestido azul da minha vida (depois mostro, depois mostro), escolhido pelo primocas mais artista de todos. Da próxima só exijo que seja uma criação dele (jeitinho para isso teria ele!).

Dizia eu, aos vinte e um já não temos presentes para abrir. Não é preciso pensar muito para descobrir o motivo: é que aos vinte e um espera-se que sejamos grandinhos o suficiente para não necessitar de nada objectificável. Têm toda a razão, neste momento não preciso de nada e já tenho todas as ferramentas para fazer caminho.

Aos vinte um, recebi os melhores presentes de todos: a companhia daqueles de quem gosto e que nem sempre é possível reunir e as palavras mais bonitas.

Bolo de Maçã, Noz e Canela

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A Guida sabe que vocês têm muitas saudades de receitas boas, e ainda por cima ouviram uns zunzuns sobre um bolo no sábado. Não podia ser nada muito complexo, porque o tempo escasseava. Ainda por cima, tinha de ser algo facilmente transportável na mochila, num dia chuvoso. A Guida-mãe sabe sempre o que fazer e tem sempre as receitas ideais. Aliás, leu-me o pensamento: um bolo de maçã, noz e canela era a melhor opção possível. É um dos meus bolos preferidos, toda a gente gosta, é leve, fácil de fazer (compatível com esta Guida, a Guida-filha!) e não precisa de grandes artifícios. Então cá vai:
Ingredientes
  • 2 Maçãs Granny Smith
  • 2 Canecas de farinha
  • 2 Canecas de açúcar
  • 1 Caneca de óleo
  • 5 Ovos
  • 2 Colheres de sobremesa de canela
  • 1 Colher de sobremesa de fermento
  • Nozes a gosto

Como Fazer

  1. Descasque as maçãs e corte-as em fatias suuuper fininhas (para não irem ao fundo na cozedura!).
  2. Num recipiente, misture os ovos, a farinha, o açúcar, o óleo, o fermento e a canela. No final, misture também as maçãs fatiadas e as nozes partidinhas em pedacinhos.
  3. Unte uma forma com margarina e polvilhe com farinha. Deite a massa do bolo na forma e leve ao forno. Vá verificando a cozedura com um palito. Retire o bolo do forno quando já não saírem resíduos agarrados ao palito.
  4. Desenforme e desfrute!
  5. Sugestão: na hora de servir, polvilhe com açúcar em pó e enfeite com uma nozinha de chantilly e uma folhinha de hortelã (esta pessoa chata só se apercebeu que não havia chantilly nem hortelã depois de ter polvilhado a fatia do bolo, não tenham complexos com a foto…).

Este bolo é super amigo de quem não tem grande jeito na cozinha, nem paciência. Mesmo que a foto não seja apelativa, creio que o meu bolo ficou bom! É perguntar às meninas do encontrinho de sábado.

Espero que gostem da receita!

Beijinhos

A Guida sabe que vocês já estavam com saudades de comida fácil e podre de calórica. Por isso, hoje há beijinhos para toda a gente, que é doce e fresco a condizer com o Verão. Alguém me ensina uma receita mais fácil? Martinha, hoje o post é para ti porque bem sei que ficaste a chorar por mais depois do evento VIP d’O Boticário!
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Ingredientes
  • 1 Lata pequena (400ml) de leite condensado
  • 300g de Coco Ralado

Como Fazer

Olha que complicado! Deitem tudo numa saladeira ou algo do género, mexam bem com a colher de pau e depois façam bolinhas com as mãos (previamente untadas com manteiga, que assim é mais fácil!) e disponham-nas num prato, separadas umas das outras. Levem ao frigorífico por uma hora ou duas e aí têm delírio certo para algum tempo e algumas pessoas.

Por hoje é isto. Sabem aqueles jantares de última hora que aparecem? Levam menos de meia hora a preparar tudo e o tempo que os beijinhos ficam no frigorífico não é mais do que o tempo que vão levar a jantar. Tenho toda a certeza que toda a gente vai ficar satisfeita com a sobremesa, até os menos gulosos.

A Guida Escolhe #5

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1. Mylanqolia’s Make Up Massacre. Se há blogue que me motiva em relação à maquilhagem, é o da Massu. Usa sempre recursos acessíveis a toda a gente (sim, é tudo de marcas super baratas!), mostra que a criatividade não tem limites. Looks para o dia-a-dia, temáticas para festas… Vá, vão espreitar que ficam deliciadas!

2. Compal Goiaba. Vão por mim, costumo detestar suminhos de pacote porque são super doces e essas coisas todas, este é bastante suportável e é delicioso. É goiaba e basta!

3. Pois, Café. Pois, nunca falei dele, devia ter vergonha. Fica por trás da Sé em Alfama, e para além de outras coisas bastante gostosas, faz um bolo de chocolate austríaco que é um miminho! Para além disso, o espaço é super acolhedor, dá vontade de passar lá a tarde toda. A conta? Pois, essa já não é tão bonita, mas é suportável.

4. Urban Decay Primer Potion. Para eu estar a falar de um produto relativamente caro e que nem sequer existe à venda em Portugal, é porque é mesmo bom. Confesso que levei algum tempo a render-me aos seus encantos, mas face à falta de algo prático e eficaz, com boa textura, resolvi dar uma oportunidade à poção de que todas falam – isto porque a carteira, o Ebay e o €uro (milagre!) o permitiram. Sabem que mais? Saiu melhor do que a encomenda. Cena do espaço, loucura num frasquinho! Isto faz render as sombras dos olhos que é uma maravilha, melhor ainda do que o mixing medium caseiro. Se puderem, experimentem.

5. Apocalyptica. Hell yeah! Outro motivo de vergonha, nunca ter falado da minha banda preferida. Por quê hoje? Porque eles vêm cá à Aula Magna no dia 13 de Outubro! E eu vou lá estar, de certezinha. Se não os conhecem, façam o favor de ouvir qualquer coisinha e ver vídeos no Youtube. São aquilo a que se chama uma banda versátil, porque vão do Metal à Clássica com violoncelos, e por vezes até contam com algumas colaborações bastante interessantes. Eles são lindos!

Bolo de Iogurte de Cereja

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Há uns dias atrás, surgiu um desejo estranho de comer bolo de cerejas. Pensei que devia sair daí bom bolo e decidi, então, aldrabar uma receita de bolo de iogurte (podem fazê-lo com outros doces, iogurtes e frutos!). É super fácil para quem não entende muito de cozinha e não gosta de perder tempo a cozinhar.

Tripliquei a receita, aqui ficam as doses normais para um bolinho.

Ingredientes

– 1 iogurte de cereja (nós usámos os do Pomar da Yoplait, que têm duas variedades de cereja)
– 4 ovos
– 3 copos de iogurte de açúcar
– 3 copos de iogurte de farinha
– 2 colheres de chá de fermento
– 1 copo de iogurte de óleo
– Doce de cereja (opcional)

Preparação

1. Coloque o forno a aquecer. Unte uma forma de bolos com margarina e polvilhe com farinha.
2. Bata os ovos com o açúcar. Junte-lhes o iogurte, o doce de cereja (não é obrigatório mas ajuda no sabor!) e o óleo e bata de novo.
3. Junte-lhes a farinha, aos poucos, e o fermento. Vá mexendo com a colher de pau até ter uma mistura uniforme.
4. Deite a mistura na forma e leve ao forno até cheirar a bolo (não é a queimado, é a bolo!) ou até espetar um palito e verificar que não vem massa agarrada.

Não há foto do bolo que fiz ontem, mas vai haver! Ficou muito bom!

P.S. a 25.Maio.2009 – Cá está a foto do bendito do bolo. Deliciem-se!