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Corpo ideal para a praia

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Thin Stray Toucan – Taymory | White Aop – O’neill | Squaw – Banana Moon | Paisley Red Aop – O’neill

Estamos no pico do Verão, está muito calor e as férias vão sendo passadas um pouco por toda a gente até ao mês que vem. Enquanto houver calor e sol, a praia é um dos destinos de eleição para muita gente. Mesmo quem trabalha, arranja um tempinho para pôr os pés de molho.

Esta época do ano pode ser um pouco aborrecida para quem tem complexos com o seu corpo.

E o pior é que, muitas vezes, até nem os temos mas as marcas que aparecem nos reclames fazem questão de nos criar alguns. Ginásios, suplementos alimentares, marcas de roupa… Quem nunca?

Ainda não consegui compreender como é que em 2017 ainda dá para fazer este tipo de joguinhos com as pessoas e iludi-las com estereótipos que muito se afastam do que é real e saudável. Às vezes, é muito simples pensarmos que algo em nós está mal quando somos bombardeadas com fotografias que nem retratam alguém real, com tanta manipulação que sofreram.

Como assim? Por que é que continuamos a deixar que nos digam que as nossas curvas (ou a falta delas), as nossas gorduras (ou a falta delas), a nossa celulite ou as nossas estrias (destas duas nunca vi ninguém queixar-se por não as ter!) estão mal?

Não creio que seja errado ter inseguranças, querer mudar algo no nosso corpo ou invejar certa parte de outra pessoa. Não é mau querer melhorar o que temos e fazer por isso. O que não é bom é quererem que deixemos de estar à vontade com algo que é nosso, único e precioso. Muito menos impingir-nos a ideia de que, efectivamente, estamos mal para os OUTROS verem.

A nossa beleza é o que os NOSSOS olhos vêem.

Não é bom dizerem-nos que não devemos vestir isto ou aquilo, que não somos boas o suficiente. O que é, afinal, o corpo ideal para o Verão? Será um corpo diferente do que temos no resto do ano? Será que se compra nas lojas, algures num chariot ao lado dos biquinis e fatos de banho?

Operação biquini deveria ser algo tão simples como chegar à gaveta (ou à loja), escolher o que nos dá na real gana, vestir, estarmo-nos pouco nas tintas para o que os outros pensam sobre o assunto e sermos felizes.

Na verdade, não temos nada a mais ou a menos que as outras. Somos todas mulheres, humanas, pessoas.

Se não relaxarmos e fizermos como nos apetece nesta vida, não teremos outra para o fazer. E o tempo que temos neste mundo passa depressa de mais! Portanto, deixemo-nos de tretas e toca a andar para o areal. Ou talvez não, se não vos aprouver. Ou para a piscina. Ou para onde vos apetecer.

Mulheres Reais? Vamos Lá Pôr os Pontos nos Ís

Bolas, é que a treta das mulheres reais estarem na moda já cansa. Mulheres reais? Onde?
Antes que se juntem em massa para me degolarem, passo a explicar.

O que aparece na televisão, revistas, Internet e por aí fora é uma parvoíce: ou é oito ou é oitenta, e isso é algo que me aborrece. Actualmente, tem-se visto em tudo o que é editoriais de moda e desfiles muitas modelos/manequins gordinhas. Parece que o tal tamanho 0 ficou um pouco para trás, e eu acho muito bem que tal tenha acontecido. No entanto, está a ser divulgada uma imagem de mulher real que, a meu ver, continua a ser distorcida. Isto é, será que afinal não há mulheres naturalmente muito magras, será que vestimos todas mais do que tamanho 40? Seja para mais ou para menos. Minhas caras e meus caros, pois quer-me parecer que não. Nem todas somos altas! E se a mulher real é, naturalmente, a Beth Ditto, alto lá! Nesse caso o mundo está num muito mau caminho.

Não quero parecer preconceituosa, mas se a “mulher real” é assim, obesa, está tão mal quanto a anorética. E essa não é a mulher que vejo à minha volta.

À minha volta vejo mulheres lindas, sim. Umas baixas, outras altas. Umas magras, outras mais fortes. Umas saudáveis, outras nem tanto. Umas com curvas, outras mais esguias. E nem sempre isso quer dizer que a mais cheinha tem mais curvas e que a mais magra é um espeto. Há as pretas, as brancas. Com diferentes estilos e diferentes gostos. Todas elas especiais.

Não sei se me fiz entender. É que, para mim, Beleza é variedade e diferença, não uma cambada de ovelhas moldadas para corresponder ao que meia dúzia de parvalhões querem vender.

Querem fazer uma revolução? Escolham modelos distintas que não correspondam a um padrão de moda parvo. Não escolham só as magras, não escolham só as junkies, não escolham só as bonitas, não escolham só as feias, não escolham só as nórdicas, não escolham só as afro-americanas, não escolham só as asiáticas, não escolham só as gordas. Escolham-nas todas, pensem nas mulheres que vêem todos os dias por onde passam e vão ver que o mundo da moda se torna muito mais interessante.

Será que eu, cá de baixo, do meu mísero metro e cinquenta e pouco, com os meus cinquenta quilos, meia amarelada, nem gorda nem magra, com o aspecto que tenho (seja lá o que for que isso quer dizer) não sou uma mulher real? Será que a mulher que me lê, com todos os seus defeitos e qualidades não é uma mulher real? Só porque nos querem fazer ver uma imagem distorcida do que as coisas são? Não queremos nem o 8 nem o 80, queremos o 8, o 80 e o meio termo.

P.S. – Não, vestir 40 não é sinónimo de obesidade e ninguém disse tal coisa. Antes que venha mais algum anónimozinho parvo, fica o desenho feito.

TRANSLATION

Real women? Let’s talk about it

I’m bummed. That stupid thing of real women being fashion they’re trying to sell us is annoying. Real women? Where?
Before you all try to kill me, I’ll explain.

What we watch on tv, magazines, Internet and so on is stupid: they only show us the extremes, and that bothers me. Nowadays, I noticed, in fashion magazines, that larger models/mannequins are hot. Size 0 isn’t so fashionable, and I really think it’s a good thing. However, I keep thinking they’re trying to show us a distorted picture of what real women are. I mean, aren’t there any naturally thin women? Do we all wear size 12 or something like that? Well, I think we don’t. We might be slimmer or fatter. We aren’t all tall! And if Beth Ditto is “the real woman” we’re going through a really bad way.

I don’t want to look like a closed mind, but if the “real woman” is this way, overweight, it is as unhealthy as someone who has anorexy. And that’s not the woman I see around me.

I can see I’m surrounded by lots of beautiful women, yes. Some of them are short, others are tall. They can be skinny or large. Ones are healthier than the rest. There are curvy and thiner women. It doesn’t mean the fattest ones are curvier or that the slimmest are skinnier. There is black and white. They all have different styles and tastes. They all are special.

I don’t want to be missunderstood. For me, Beauty is difference and variety, not a bunch of sheep formated to look like some stupid bastards want to sell.

Do you want to make a revolution? Pick different models who won’t fit in a silly fashion patter. Don’t pick only who’s thin, not only the junkies, not only beauty queens, not only who’s uggly, not only northern people, not only afro-american, not only asian, not only who’s fat. Pick them all, think about the women you see everywhere you go and you’ll see the world of fashion becoming way more interesting.

Is it that I, from my meter and a few more than a half, weighting fifty kilos, yellowish, in between slim and fat, with my very own aspect (whatever that means) am not a real woman? It it that the woman who’s reading me, with all her defects and qualities isn’t a real woman? Only because someone’s trying to make us see a distorted image of what things are in reality? We don’t want 8 or 80 neither. We want the 8, the 80 and the middle term.

Sobre Modas

Imagem retirada do Fifi Lapin

Posso não ser a pessoa mais bem vestida nem algo próximo disso.

É claro que vou às compras e que sabe bem trazer sacos de roupa nova para casa, mas acima de tudo eu gosto de aproveitar o que já foi da minha mãe, da minha avó e por aí fora.

Na maior parte dos casos, quero lá saber do que a senhora X famosa lá não sei de onde vestiu na festa de ontem ou do que se vai vestir na próxima estação.

Gosto de me sentir confortável com aquilo que visto e isso passa por vestir o que gosto e me apetece mesmo que o resto das pessoas pense que estou horrível.

Posto isto, vamos lá ver: não gosto de sapatos que parecem ligaduras, não gosto de sapatos de cortiça nem de calças de cores bizarras que me deixam o rabo de fora, por exemplo.

Gosto de saias, vestidos e coisas femininas. Gosto de roupa que mostre as curvas que tenho (e das quais me orgulho!), sem que me sinta esmagada.

Não, não sou maria-vai-com-as-outras nem nunca hei-de ser. Detesto ténis e se pudesse andava sempre de saltos altos.

Os senhores que criam as tendências que vão inundar as nossas ruas e mercados, não pensam em toda a gente e sabem que por serem “mestres” e terem um certo poder dentro do mercado da moda, as pessoas vão usar as suas criações mesmo que não lhes fiquem bem e que, bem lá no fundo do coração, detestem os trapos.

Isso faz-me confusão, juro que faz! Por que raio é que temos que ser igual ao resto? Por que é que temos que seguir um certo estilo só porque os outros o fazem e acham bonito? Eu penso que é muito mais importante vestirmos o que gostamos, sem pensar no resto, e que nos fica bem.

Portanto, pensem duas vezes antes de desejarem o que vêem nas revistas e avaliem o que vão vestir.

Não esbanjem em roupa nova, nem ponham de lado a roupa velha que amam mas que ouvem que está fora de moda. Vistam-na, se vos faz sentir bem, alterem-na se assim o entenderem!

Katie Holmes a vestir boyfriend jeans

Para quem quer exemplos práticos: vamos falar das tão-na-moda boyfriend jeans.

Para que conste, eu não sou grande amiga de calças e para encontrar um par que me assente como deve ser é o cabo dos trabalhos.

Agora, estas? É verdade que as nossas meninas andam a crescer, mas também crescem para os lados! Cá em Portugal, não são assim tantas as meninas esguias e altas, a quem ficam bem estas calças.

Por que raio é que acharam que estas calças iam assentar no resto das mulheres?

Não me admiro se vir por aí pessoas com porte semelhante ao meu, ou mesmo sem curvas mas com estrutura forte, com calças destas. Mas não vou deixar de pensar que parecem autênticas sacas de batatas!