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Dos hábitos que nasceram comigo, consta o sabonete tradicional.

Há muito tempo que não falo desta preferência.

Vou-me rendendo aos géis de banho e sabonetes líquidos, que fazem muita espuma e têm aromas e texturas muito apelativos, mas não há conforto e limpeza como na velhice dos sabonetes em barra.

O Rosalface da Ach Brito, porém, não é o meu favorito para a higiene. É muito bom, sim, mas tem características que o colocam numa categoria especial.

Considero que o Rosalface é delicado de mais para ter morte imediata numa qualquer saboneteira do quarto de banho. Há anos que vários irmãos desta família habitam as caixas e gavetas cá de casa, porque a fragrância rosa-talco é duradoura e cai bem nos têxteis.

Existe um factor determinante no encaminhamento para esta função especial: é um sabonete que não se desfaz em óleos e gorduras ao longo do tempo. Embora não haja grandes detalhes ou desenhos para manter intactos, tenho pena que o Rosalface se desintegre nas lavagens de mãos, o que faz com que só esporadicamente apareça um perto do lavatório.

A Ach Brito fez o favor de nos lembrar que existe, e eu sou totalmente a favor do uso do sabonete tradicional nesta era de modernidade. Foi um transtorno muito grande, há uns anos, querer encontrar relíquias destas e serem raros os sítios que as disponibilizavam.

Só havia uma vantagem: os preços eram substancialmente mais agradáveis do que o que se tem verificado de há um ou dois anos para cá. Ainda assim, os sabonetes continuam a ser mais económicos que os géis de banho, no geral. Na minha opinião, há hábitos antigos que são impagáveis e não se deviam perder.

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