A Teresa é uma Boti Baby

Eu sei, não me batam! Ultimamente mal postei e, quando posto, é só Teresinha, só Teresinha… Já pareço um baby blog e vocês já não aguentam tanto mel. Peço-vos alguma compreensão porque ela é, literalmente, a menina dos meus olhos e o motivo que me tem mantido afastada do resto do mundo. Prometo que não vamos falar só da Teresa, mas também tenho de a incluir por estas bandas!

Tão pequenina e já tão vaidosa…

Mesmo antes de a Teresa nascer, eu já tinha tomado uma série de decisões no que toca aos seus cuidados de higiene e beleza. Sim, beleza, que é de pequenino que se torce o pepino e as verdadeiras princesas já nascem coquetes. Eu já sabia que produtos escolheria, de que marcas e quando os utilizar, porque quero o melhor para a minha filha.

baby boti

Não sou maluquinha, calma! Pensei nos básicos, que hei-de partilhar convosco. Há de tudo, para todos os gostos e carteiras (que nem sempre o produto melhor é o mais caro).

Até disse, cá para mim, que água de colónia não seria algo a entrar em circulação logo à nascença e, portanto, nem sequer coloquei nenhuma no toucador da miss. Aliás, não poderia ser uma colónia qualquer: a primeira teria de ser Baby Boti, que vocês sabem que eu adoro (se não se lembram, dêem uma espreitadela aqui e aqui).

Para um recém-nascido, por muito tentador que possa ser enchê-lo de cheirinhos e perfuminhos bons, o melhor é mesmo evitar ao máximo as fragrâncias. Assim sendo, quando aferisse que era relativamente seguro utilizar colónia na pele/roupa da pequenina, logo trataria de a trazer para casa. Tolice a minha, porque quando a Teresa nasceu, O Boticário tratou logo de a apadrinhar.

Quando é que os vossos bebés começaram a utilizar água de colónia?

Só com quatro meses é que a Teresa começou e decidi liberar a utilização de alguns produtos de higiene mais cheirosos (sempre com cautela), mas já que teve o privilégio de receber como primeiro presente de princesa bonita e vaidosa um conjunto Baby Boti, com colónia, gel de banho, hidratante e protector solar, e apesar de me conter, não resisti a utilizar o protector solar logo nos primeiros tempos de vida.

O cheirinho a bebé é o mesmo e devo dizer quefoi de preciosa ajuda logo no primeiro mês da pequena – como os dias eram bons, fizemos questão de a levar a passear quase sempre, ao fim da tarde e com as devidas precauções.

Resumindo e concluindo: posso afirmar que a minha filha chegou a este mundo em beleza e não poderia andar mais bem cheirosa. Miminhos destes são mais um motivo para dizer que O Boticário é mesmo aquela marca do coração.

Muito obrigada, desta mamã que só quer dar ainda mais beijinhos à sua filhota bem cheirosa!

Quem não tem quando pode, não vai poder quando quiser.

família

Dei por mim a escrever, rescrever e riscar este texto muitas vezes. Porque é pessoal e porque é delicado. Apesar de não ter nada de mal e de ser algo em que penso muitas vezes, todos os dias, várias vezes, é a minha opinião sobre um assunto importante e que me é muito querido porque tem tudo a ver com a fase em que me encontro na vida: a parentalidade/maternidade.

A verdade é que cheguei à conclusão que, não sendo nenhum crime (muito pelo contrário!), partilhar o que tenho a dizer até pode ser útil e ajudar quem esteja a passar pelo que me aconteceu, de certa forma. Afinal, é para isto que serve um blog, não é? É isto que faço sempre: partilho conteúdos com os quais me identifico de uma forma ou de outra. Senti que era bom partilhar um bocadinho desta questão que é tão pessoal.

O melhor que aconteceu na minha vida foi o nascimento da minha filha Teresa. Tenho a certeza que a maior parte de vós que me lê neste momento e tem descendência irá concordar que ter filhos é a melhor coisa do mundo. Compreendo, porém, que haja quem pense de forma diferente e respeito muito as decisões dos outros. Só assim é que posso pedir que compreendam e respeitem as minhas.

Acredito que tenham uma ideia, no geral, da minha história, mas cá vai uma partilha que pode ajudar a compreender o rumo inesperado (mas bom) que a minha vida tomou. Porque há fofocas e mimimis. Porque é desconfortável enfrentar juízos alheios quando não os pedimos. Porque devemos partir do pressuposto que uma pessoa adulta assume a responsabilidade dos seus actos e sabe o que é melhor para si e para os seus.

Porque não temos de ser todos carreiristas nem viver sob o domínio de trabalhos e dinheiros, na angústia de pensar que o futuro nos trará as condições que queremos dar aos nossos filhos. Porque é muito feio ouvir os “oh, tão nova?” que as pessoas que não conheço de lado nenhum e que, face à minha intervenção, respondem que não me dariam mais que 16 anos. Mesmo que só tivesse 16 anos, ou que tivesse 50 anos, cada um sabe o que é melhor para si e para os seus e se, ainda por cima, os estranhos não estão sequer na disposição se está tudo bem ou como podem ajudar, mais vale não dar nenhum palpite.

Acima de tudo, se há sempre histórias más e desfechos maus, quero passar um testemunho de que também se constroem finais felizes mesmo quando, no início da jornada, o futuro parece negro e complicado. Acima de tudo, devemos fazer o que nos parece melhor para ficarmos de consciência tranquila e manter a nossa integridade. Nossa. O que os outros dizem não deve ser o nosso foco e não podem ser eles a decidir o que fazer da nossa vida.

A minha gravidez não foi planeada. É irónico, no mínimo. Como é que, em pleno século XXI, com métodos contraceptivos (quase) infalíveis, uma estudante de enfermagem no fim da licenciatura se mete numa embrulhada destas? Não foi por desinformação. Não foi por descuido.

Apercebi-me muito cedo. Senti-me diferente e quis logo saber o que estava a acontecer no meu corpo. Confirmou-se: pelas contas, estaria grávida de 5 semanas. Apesar de estar num relacionamento recente, decidimos que queríamos muito um futuro em comum e com filhos. A Teresa não foi planeada mas foi muito desejada por nós, desde sempre.

família

Inicialmente, houve muita pressão e muitas decisões difíceis para tomar. É nestas alturas que conhecemos devidamente a nossa família e os nossos amigos. Acreditem: virão forças de onde não imaginavam, mas também vão descobrir que muitas pessoas que, até aqui, pareciam próximas irão desaparecer. Deixem-nas ir, porque não precisam delas. Foquem-se em vós, repito. É nestas alturas que é mais importante olharmos para nós e não dispersar.

Se há clichés pessimistas (e se passam/passaram por algo semelhante, têm conhecimento de muitos destes), deixem-me destacar um cliché muito positivo e optimista: as condições criam-se. Isto aplica-se a qualquer decisão que tomem e é mesmo verdade. Podem crer que quando queremos muito algo, é meio caminho andado para que o objectivo seja cumprido. E nós estávamos decididos a ser bem sucedidos na missão de trazer a Teresa ao mundo.

Não foi nada fácil, mas pegámos no que a vida nos deu e lutámos pelo que é nosso. Imaginem: um casal jovem sem poupanças e a ter de construir tudo do zero numa questão de meses. Se conseguíamos dar conta de tudo sozinhos, os dois? Não sei. Tivemos muita ajuda, é um facto. Tivemos muita sorte e considero que foi uma bênção ter quem se preocupasse connosco e pudesse dar a mão. Mas também temos muito mérito pela nossa determinação, empenho e trabalho. Faço aqui um aparte para as mães solteiras deste mundo: vocês valem por mil mulheres numa só! Sozinha, então, eu não conseguiria dar conta do recado.

Um ano depois do início desta aventura, ainda há arestas para limar (quem não as tem em início de vida de adulto?), mas posso dizer-vos que cumprimos os nossos objectivos. Conseguimos! Temos a nossa família linda, temos a nossa casa, temos as nossas coisas, estamos organizados, somos autónomos e felizes. Temos muito mais do que muita gente que se massacra a matutar no tal futuro melhor e propício à família. Eu não me imagino mais feliz do que sou agora!

Tenho cá para mim que a Natureza se encarrega de equilibrar tudo à sua maneira. A taxa de natalidade estava a descer a pique nos últimos anos e, de repente, há bebés em todo o lado. Sem dúvida, ter um filho é uma decisão muito importante e de muita responsabilidade. Não condeno quem não os quer ter e dá prioridade a outras decisões, mas nesta questão da maternidade eu considero que não sou eu quem deve decidir sobre outra vida que não a minha. Felizmente, não fiquei sozinha.

Tudo acontece por um motivo. Para mim, ter filhos é uma bênção e, sem dúvida, um grande marco na realização pessoal. Se era agora o momento ideal? Se há coisas que gostava de ter feito e não fiz? Ser mãe não faz com que outros objectivos caiam por terra e, como referi antes, as condições são algo que se cria e as oportunidades são para agarrar quando surgem.

Quem não quer quando pode, não vai poder quando quiser. Pensem em quantas pessoas adiam o sonho da maternidade, pelos mais variados motivos. Pensem nas pessoas (muitas delas até podem estar dentro dos nossos círculos de amigos) que tentam ter filhos e não conseguem. Pesquisem sobre as estatísticas relacionadas com a reprodução e vejam para onde caminhamos com tantas preocupações. Temos filhos cada vez mais tarde e, muitas vezes, já nem os conseguimos fazer como antigamente. Vejam os números relativos às consultas de reprodução assistida em hospitais e clínicas privadas.

Deste lado, optámos por ser muito felizes com a sorte que nos calhou. Como devem calcular, o último ano foi uma (boa) montanha russa e é por causa de tudo o que há de novo que tenho estado ausente. Optámos por mudar um bocadinho os nossos caminhos, as nossas vidas deram uma volta de 180º, mas eu não poderia estar mais realizada. Ser mãe é mesmo, mesmo a melhor coisa do mundo!

Guida guarda-tudo a investir na descendência

caixa bebé
A caixa da Teresa, obra da Kandandus da Avó Filó.

Filho de peixe sabe nadar. Posso dizer, com orgulho, que muitos dos meus brinquedos e colecções estão guardados e em boas condições para que a Teresa possa divertir-se como eu me diverti. Quem diz brinquedos, diz roupas e bugigangas.

Da mesma forma que a Teresa herda o que é meu, eu também herdei coisas da mãe, das avós, das primas e das tias. Se está nas minhas mãos, é garantido que vai ser bem estimado. Se está em bom estado ou tem remédio, gosto de guardar.

Disse algo novo até agora?

Deixem-me acrescentar que adoro que os meus pais tenham guardado muitas recordações da minha infância (há álbuns fotográficos intermináveis, o cordão umbilical, a primeira madeixa de cabelo cortada, o primeiro desenho) e lamento pelas que se perderam. Dá para imaginar que, há coisa de 20 anos, quando nos assaltaram a casa levaram os meus dentes de leite?

Dêem-me o desafio de completar colecções, que eu aceito sem pestanejar. Especialmente se for para a minha Teresocas, e espero que ela dê o devido valor um dia e lhe ganhe o gosto. Havia coisas que queria guardar e que não são compatíveis com os típicos álbuns de bebé, e longe estava eu de imaginar que há caixas destinadas a este fim.

É certo que não cheguei a investigar muito, porque fui surpreendida pela minha vizinha e amiga Filó com a caixa que vos mostro na foto. Não é amorosa? E tem espaço para as coisinhas bonitas que queria guardar da minha menina: no interior, tem 4 caixinhas com bonequinhos em biscuit nas respectivas tampas, para guardar a pulseira da maternidade, o cordão umbilical, a primeira madeixa de cabelo e os dentinhos de leite.

É um projecto a longo prazo daqueles que vai ser delicioso rever daqui a muitos anos.

A caixa exterior é personalizável e adorei a aproximação às características físicas. Será que vai ser mesmo assim? Foi uma surpresa e pêras ♥♥♥

Achei a ideia giríssima e é uma óptima sugestão para aquelas pessoas próximas que vão ter bebés e não sabemos o que oferecer. Aliás, se espreitarem a página Kandandus da Avó Filó, o que não falta são ideias e projectos giríssimos que merecem mesmo uma visita. E eu sou da opinião que os presentes feitos à mão são muito mais bonitos!

8 ou 80

Eu sei que sou uma queixinhas que só sei dizer que está mal, que está tudo mal. Sou mesmo. E já que tenho a fama, ao menos que venha com o proveito e quero ter direito ao usufruto total deste meu estatuto. Falemos dos tamanhos de roupa, aliás, dos tamanhos de calçado para bebés.

Mães que me estão a ler, certo? Estamos sintonizadas? Certo. Marcas e lojas, atentem aqui um bocadinho. Nós, mães, estamos fartas de procurar sapatinhos minúsculos que, de tão minúsculos, nunca estão contemplados nas vossas colecções. Temos filhos e filhas que querem pôr os pés no chão e merecem ter o que calçar abaixo do tamanho 15. Mais, querem saber? Já está na hora de serem uniformes nas poucas opções que disponibilizam. Exemplo: tanto tenho sapatinhos de tamanho 12/13 que são grandes para os pés da Teresa, como sapatos do tamanho acima que não lhe servem. Da mesma marca. How come? 

pés bebé
Pés de Teresinha e suas aventuras.

Outra que me anda atravessada, porque nem todos os miúdos começam a querer andar  (nada contra, queridas “colegas”, que cada bebé leva o seu tempo e está tudo muito bem) lá para os 10 meses: que tal disponibilizarem tamanhos mínimos com sola mais rija? Abaixo do 18, é quase impossível de encontrar e acreditem que pode dar uma ajuda valente aos petizes.

Por hoje, é só isto. E já é muito. Mães que me lêem: se tiveram/têm este problema, como o contornaram/contornam? Onde compram os sapatos para os vossos bebés?

Mixórdia de Brigadeiros

Aviso à navegação: este post é non friendly para quem anda metido em dietas.

Nada melhor que matar saudades com escritos bem docinhos aqui no estaminé! Assim, até Dezembro começa melhor e o meu regresso da licença de maternidade (pois, sim, acabou a minha, mas recomeçou a do Luís e optámos por dedicar toda a nossa atenção à nossa pequenina e a uma série de assuntos pendentes) torna-se menos penoso.

pudim prestigio

Adiante, que o que vocês querem é a sobremesa. O que se passou foi isto: um dia destes, apareceu na minha timeline uma fotografia de uma sobremesa com um aspecto bastante apetitoso. Estava numa página de culinária e tinha a receita. Como tinha disponíveis outros ingredientes e teimei que não iria fazer as coisas à maneira deles, parece-me que não deve ser o tal pudim prestígio de que falavam. É, sim, uma mixórdia de brigadeiros. Devo dizer que é das melhores coisas do mundo! E é simples de fazer. Se eu consigo, vocês também conseguem.

Ingredientes

Para o creme branco:

  • 1 Lata de leite condensado (esta lata é usada como medida)
  • 1 Lata de leite
  • 2 Colheres de sopa de farinha Maizena
  • 200ml de natas
  • 100g de coco ralado

Para o creme de chocolate:

  • 1 Lata de leite condensado (esta lata é usada como medida)
  • 1 Lata de leite
  • 2 Colheres de sopa de farinha Maizena
  • 200ml de natas
  • 1 Colher de sopa de chocolate em pó
  • 100g de chocolate de culinária
  • 50g de Nutella

pudim prestigio

Preparação

Agora vem a parte gira da coisa. É que é simples, simples. Pegam nos ingredientes do creme branco, batem tudo e levam ao fogão em lume brando, sempre a mexer, até começar a engrossar. Reservam. Pegam nos ingredientes do creme de chocolate e fazem a mesmíssima coisa: bater, levar ao lume sempre a mexer e retirar quando engrossar. Há mais simples?

Podem dispor como preferirem. Eu optei por usar taças individuais. Colocam metade da taça com o creme branco e metade com o creme de chocolate. Polvilhem como vos apetecer. Podem usar coco, pepitas de chocolate, amêndoas picadas… Eu escolhi raspas de chocolate de leite.

Devo dizer que ficou divinal e que entrou (desta forma que fiz) para o meu caderninho das receitas que funcionam. Espero que também seja do vosso agrado!

Coisas que os Aliens Raptaram: Pantufos de Carneira

pantufos carneira

Não sei como é que um fenómeno destes aconteceu, que só dei por ela assim em cima do joelho. É como aquela história de Santa Bárbara e as trovoadas. O que é que aconteceu aos bons e velhos pantufos de carneira? Aqueles de pelinho, quentes e confortáveis que duravam eternidades? Corro tudo e, hoje em dia, só encontro imitações baratas. Não me aborrecem os materiais sintéticos, mas as solas parecem sofrer de grande fragilidade e o revestimento é sempre em tecido sintético manhoso.

Das últimas visitas que fiz à Serra da Estrela, já nem por lá (nem nos arredores) encontrei o que procurava. Aí, para piorar, os malfadados sintéticos saem a preço de ouro. Se justificassem o desaparecimento da carneira à antiga por motivos de poupança, entendia. Mas a saírem assim ao mesmo preço para o consumidor?

Não sei quando é que se deu este fenómeno, mas aposto que são os extraterrestres que andam aí todos embrulhadinhos e encasacados com as carneiras que estavam destinadas aos nossos pantufos.

Se encontrarem por aí os bons pantufos que procuro, por favor, avisem-me!

Tal filha, tal mãe.

pink adidas stan smith rosa

Perdoem-me se pouco escrevo e, quando escrevo, só falo da maternidade. É que isto de ter filhos é um mundo novo (ai, mais clichés!). Sem dar por ela, tudo se transforma num mar de bebés, coisas de bebés e experiências relacionadas com ser mãe.

Sempre quis ter uma menina.

Sempre disse que, quando fosse mãe, gostava de ter uma menina. O sexo não é, de todo, o mais importante quando pensamos nos filhos. Queremos que sejam saudáveis e lindos. O resto vem por acréscimo, mas eu gostava de ter alguém a quem passar todo o meu espólio de brinquedos, roupas e acessórios. Tal e qual como fizeram comigo. Vou deixar para outro dia as trapalhadas que a Teresa já herdou mesmo sem ter noção, ainda.

Ter meninas significa que o universo das roupas e vaidosices é infinito e tem muito mais piada. Vejam bem, estou aqui mortinha para encher a Teresa de laçarotes, mas quis o destino que me calhasse na rifa uma carequinha. Lá chegaremos. Eu já tinha consciência de que as secções infantis das lojas do costume tinham roupas muito giras e que, por vezes, nos servem.

Não é novidade, que já vos tenho dito ocasionalmente, que compro muitas coisas destinadas aos mais pequerruchos. Agora, tenho a desculpa ideal. Será que o matchy matchy é uma coisa pirosa de mais? De vez em quando, parece-me que pode ser muito giro vestirmo-nos a condizer com as pessoas pequeninas. Ou vesti-las como nós!

Tal filha, tal mãe.

Já tenho estudado umas quantas hipóteses destas combinações de que falo. Se há coisa com que me entusiasmo, é com o vestuário da donzela. Eu até posso andar cansada e com roupa desinteressante, mas ela está sempre feita bonequinha. Quando me aperalto, ainda mais bonequinha ela anda. Por isso mesmo, gostava muito que combinássemos no que vestimos.

Quando a Teresa nasceu, a tia Rita ofereceu-lhe uns Adidas Stan Smith brancos com a parte de trás cor de rosa. Estou seriamente a ponderar comprar uns para mim. O Luís diz que também quer uns para ele. Acho que é esta a primeira peça que podemos ter (até o papá alinha!) iguais uma à outra e deixa-me entusiasmada quanto ao que o futuro nos reserva. Afinal, partilhar estes detalhes também faz parte da cumplicidade que existe na relação mãe-filha!

(Quase) 3 Meses Depois

baby girl
A minha Teresa, já com dois meses e meio, a ficar com muito cabelinho.

Ainda não estou operacional.

O que quero dizer é que, olhem, bem, não sei muito bem o que quero dizer. Estou um bocado (grande!) desorganizada nesta nova logística da maternidade. Até era menina para escrever que admiro muito as mães que conseguem fazer 1001 coisas sozinhas, muitas vezes com mais que um filho, mas já descobri (em boa parte, pelos milhentos baby blogs que existem hoje em dia) que é tudo uma grande peta e que não há cá histórias de milagres e mares de rosas: há poses para as fotografias e, quase sempre, empregadas domésticas pelo caminho.

família

Já nasceu a Teresinha!

Não é novidade para vocês, já que fui minando o Instagram e o Facebook com fotografias que acusam a existência da minha pequenina linda. O parto custou um bocadinho, mas correu tudo muito bem, recuperei rápido e tem sido uma alegria. Logo explico tudo, tudo. É que isto de voltar à escrita é muito bonito, mas tenho muito para contar e pouco tempo para escrever. Quem inventou a licença de maternidade deveria ter-lhe chamado licença de adaptação a pequenos seres com muita personalidade e muito dependentes da mamã/mama!

Há meses que digo “é hoje que vou postar”.

Tenho rascunhos e tenho ideias. Quando olho para o relógio, passou mais um dia e eu continuo com muitas tarefas pendentes. Sigam o meu conselho: não combinem mudanças com ter filhos. Guardem estas aventuras para momentos diferentes da vida, ou darão por vós como eu, que já cá tenho a garota e a minha casa ainda parece um estaleiro de obras. Escusado será dizer que a Teresa nasceu em Julho e em Outubro ainda não tem o seu quarto pronto. Sabem que mais? É porque também não lhe faz falta, que ainda dorme comigo e com o papá no nosso quarto.

Resumidamente, muito resumidamente, é isto que vos digo. Os meus dias consistem em cuidar e mimar muito a Teresa, tentar descansar qualquer coisa (acreditem que é muito complicado quando há uma bebé linda mas muito chatinha e que mama exclusivamente e em livre demanda) e fazer algo pela casa. Só agora é que começo a ver tudo mais composto e, ainda assim, escrevo-vos quase às 3 da manhã de um feriado.

Estou de volta!

E espero que vocês não tenham fugido. Muito obrigada pela vossa compreensão.

babywear

O que veste uma mãe?

roupeiro vintage

Nunca tinha pensado muito nas diferenças de guarda roupa que podem (ou não) existir antes e depois da maternidade. Não sei se é um fenómeno que pode ter a ver com idades, com o próprio facto de ser mãe ou com as modificações corporais inerentes à gravidez e pós-parto.

Não posso queixar-me, é certo. Nunca tive, sequer, preconceitos. Passado um mês do nascimento da Teresa, acabei por dar pouco uso aos fatos de banho que levei na bagagem de férias e troquei-os pelos biquinis minúsculos do costume. Com vestígios de barriga a badalar, mas sem um pingo de vergonha. Para quê? Afinal, queria aproveitar o (pouco) sol a que tinha direito.

Voltando ao tópico de discussão, o que é que veste uma mãe?

Dou por mim a pegar nalgumas peças de roupa do meu roupeiro e a ponderar se é adequado vesti-las agora que sou mãe. Por quê? Por que não? Não é um trapo que determina a minha qualidade enquanto progenitora nem compromete a minha autoridade, o que haveria de mudar?

A minha prioridade tem sido o conforto, o que muitas vezes anda de mãos dadas com o estereótipo da jovialidade, que pouco condiz com o conceito de mãe estipulado pela nossa sociedade. Uma das coisas que me aborrece (e reconheço que o que visto, por vezes, pode não ajudar) é quando pessoas que mal conheço formulam juízos em tom depreciativo: “já mãe? Tão novinha?”. Quando lhes digo que idade tenho, meia sem jeito, invariavelmente respondem que pareço muito mais nova, nunca diriam pelo aspecto físico e pela roupa.

Por que haveriam as mães de mudar a maneira de vestir se quem está mal não são elas?

E vocês, mães que me lêem: mudaram a vossa forma de vestir?

Finalmente, a recuperar.

pós parto
Fotografia tirada a 12 de Agosto. Perdoem a qualidade!

Está tudo a voltar ao sítio.

E muito mais rapidamente do que esperava. Passado praticamente um mês, já consigo vestir toda a minha roupa de antes de estar grávida. Apesar de não estar tudo nos conformes e “engomadinho” (nunca tive uma barriga lisinha, lisinha, é verdade), até estou para me atrever a levar biquinis bonitos para uns diazinhos de praia fluvial.

Sabem o que foi pior na gravidez? Isso, fartei-me de me queixar do edema. E sabem o que é ainda pior? Desengane-se quem pensa que vai tudo embora depois do parto, porque ainda andei coisa de duas semanas em modo balão. Não sei se os pés vão voltar ao que eram, porque já voltei ao peso pré-gravidez, o inchaço generalizado já passou mas há sapatos que não voltaram a servir.

O corpo muda e não volta ao que era.

Parece que é mesmo verdade, mas não é necessariamente mau. Vou acreditar que ainda passou pouco tempo e que, naturalmente, ainda há muitos achaques que hão-de resolver-se por si só. No demais, e espero que isto possa ser elucidativo para quem tem medo dos efeitos da gravidez, ainda bem que o corpo não volta ao que era porque acredito piamente que vai ficar melhor.

Visivelmente, e embora hajam partes no meu corpo que ainda estão meio deformadas, estou mais magra e com curvas mais equilibradas. Gosto muito das mudanças de ser mãe!