Alerta Sandálias

sandálias pom pom

Frufrus, berloques e penduricalhos? É aqui! Gosto muito de complicar o que podia ser simples e no que toca à moda, não é excepção. Lembra coisas que podiam ser da nossa infância? Ah, melhor ainda!

De há uns dois anos para cá, têm aparecido pompons um pouco por todo o lado. Agora que penso nisto, creio que comecei por vê-los mesmo em sandálias. Acredito que seja fácil replicar a ideia para fazer um DIY low cost, e assim até o trabalho final seria único original. Mas nem todas temos tempo ou jeito para isso, pelo que acredito que dá jeito saber onde é que dá para encontrar estas sandálias bonitas. As da imagem são todas da marca Gioseppo e os preços não são assim nada do outro mundo. Sei que a Natura também tem algo semelhante no catálogo desta estação, mas ainda não as vi nas lojas (e agradeço que me dêem o alterta se as virem!).

Eu cá não sou de intrigas, mas desde que me deu na telha aquela vontade de ter as benditas sapatilhas que estão esgotadas em todo o lado, agora quando quero algo específico tomo logo nota de todos os sítios que disponibilizam modelitos dentro do género. E olhem que não acontece com muita coisa!

Ó mãe, arranja-te!

dia da mae

Passo mais tempo que o desejável em casa. Tenho o privilégio de ficar com a Teresa a tempo inteiro até ao seu primeiro aniversário e à entrada para a creche. Adoro poder estar (quase) sempre com ela, mas é algo que implica muitos sacrifícios e que, por vezes, me leva ao desespero.

Uma das coisas que mais me aborrece actualmente é a falta de estímulos diários e novidades. É sempre muito do mesmo, tentar completar tarefas básicas que nunca ficam concluídas de uma só vez, ver os mesmos sítios a cinco minutos de casa, falar (ou ouvir) as mesmas duas ou três pessoas e, quando dou por ela, passou o dia e continua tudo na mesma. A motivação para cuidar de mim não tem sido muita.

Sempre fui bastante vaidosa e, quando era mais nova, adorava ser fotografada. Continuo a ter muito gosto pela escolha de vestuário bonito e não posso dizer que ando por aí toda deslavada, mas é notória a diferença nas minhas rotinas. Por um lado, estou muito mais à vontade com a minha imagem. Por outro, não há paciência nem motivação para caprichar como antes. Para quê? Pois, para quem, para mim, sempre, deveria eu concluir, porque se não estiver no meu melhor não consigo dar o meu melhor por mais ninguém! Para mim, o meu melhor depende de muitas coisas mas também depende da imagem e da minha própria avaliação do meu aspecto.

Ultimamente, não estou a gostar de mim na maior parte dos dias. Não gosto, sequer, da maior parte das fotos em que apareço. Cresci habituada a ver mães que não estavam no seu melhor, umas mais que outras. Porque o mundo não lhes deu o seu melhor. Porque as pessoas próximas não lhes deram o seu melhor. Porque nós, os filhos, não lhes demos o nosso melhor. Porque elas deram o seu melhor e, mesmo assim, tinham o peso do mundo às costas. E as mães, mesmo assim, arranjam maneira de mostrar aos filhos o seu melhor. As mães são um dos nossos modelos de aprendizagem, inspiram-nos e dão-nos força ao longo das nossas vidas. Eu fico encantada quando a Teresa, ainda tão pequenina, fica toda empolgada quando me vê a arranjar-me e sorri quando termino.

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Todas temos as nossas vulnerabilidades e a vida é feita de altos e baixos. E isto da maternidade, das famílias e das pessoas tem muito que se lhe diga porque somos seres sociais, criamos e temos relações e elas geram sempre um feedback. Ligamos menos do que devemos aos detalhes, mas são eles mesmos que podem fazer a diferença. Ninguém é assim tão forte que passe bem sem mimos. A diferença começa por sermos nós a dar o exemplo e fazer o que está ao nosso alcance, por insignificante que possa parecer.

Na sexta-feira passada, antes do Dia da Mãe, a Rowenta fez uma surpresa que me comoveu bastante. Éramos um grupo de mulheres, bloggers, mães, a quem esta experiência foi mantida secreta até estarmos no local onde tudo aconteceria. Mimaram-nos muito: provaram-nos que mesmo com um rol interminável de diferenças entre nós, somos todas lindas. E mulheres que estão lindas, que são lindas, que se sentem lindas, são mulheres mais felizes e com outra força para encarar o mundo.

O resultado, que adorei, está à vista e foi fruto de um trabalho em equipa muito bom. Não se esqueçam, que eu vou tentar lembrar-me também: façam por sentir-se bonitas e arranjadas! Vão ver que é meio caminho andado para os dias correrem melhor.

rowenta

Styling: Diogo Raposo Pires | Produção fotográfica: Flying Studios | Maquilhagem: Marta Chaves | Hairstyle: Make Up Happen | Catering: Dieta dos 3 F’s

Expocosmética 2017 – O Rescaldo

expocosmetica
Nós no stand da Blogazine. Desculpem a qualidade maravilhosa e contra a luz, foi a fotografia que se arranjou e está mui linda ♥

Se eu podia viver sem ir à maior feira de estética e beleza que acontece no nosso país?

Podia, mas não era a mesma coisa!

Cheguei à conclusão que já ando nestas aventuras de partir num autocarro para abastecer de tintas, cremes e betumes há quase 7 anos. Quem corre por gosto não cansa e por muito desgastantes que estes eventos possam ser, em proveito da vaidade justifica-se a proeza. Foram raríssimas as ocasiões em que falhei a minha visita.

Manter um blog tem-me dado o privilégio de conseguir uma credencial especial nos últimos anos que me poupa as filas intermináveis para entrar e ainda dá direito a algumas novidades para experimentar, o que agradeço à organização do fundo do coração. Tenho que dizer que acima do networking, o que continua a fazer com que abdique de folgas e descanso ao fim de tantos anos são as compras.

Não estarei a exagerar se vos disser que em cada uma destas visitas poupo centenas de Euros. Com o PVP habitual? Não compraria 1/10 dos cosméticos e que, sim, utilizo e volto a comprar uma e outra vez. Não trago só as minhas compras: aproveito e levo a lista de compras das mulheres (e homens, vá) da família. Trago o mínimo possível porque não há costas que aguentem nem tempo para bisbilhotar tudo. Pensem, por exemplo, em tintas para o cabelo e não me venham cá com tretas de que só pinta o cabelo quem quer. Há quem goste do cabelo grisalho, mas não é o meu caso. Para mim, no que diz respeito à minha imagem, é só uma vulnerabilidade, é sinal de velhice e desleixo e não é algo que queira mostrar.

Adiante, blogs. Adoro conhecer quem, como eu, mantém blogs. Adoro a humildade e o esforço da organização da Expocosmética para nos dar uma oportunidade digna e percebo que não consigam controlar tudo o que se passa tanto por parte dos autores convidados como pela que compete aos stands e marcas. Eu iria de qualquer forma, com ou sem convites.

expocosmetica
A Maria, eu e o Luís. Foto pela Ana Isabel.

Este ano, o Luís voltou a ir comigo. Porque quis! Que eu cá não obrigo ninguém a fazer nada, mas agradeço a companhia e a ajuda. Durante a maior parte do tempo, a Maria esteve connosco e lá fizemos os três (os quatro!) o nosso percurso.

Adorei rever caras que já são constantes na Expo como a Embelleze, a Andreia e a Inoeh. Trouxe novidades de todas elas e estou mortinha por mostrar tudo. Sucedeu o mesmo com a Flormar, marca que praticamente desconhecia (apesar de ter um batom deles há anos e uma loja muito perto de mim), com a By Simone G. e a Lupa/Bioseivas, que são novas para mim e deixaram-me em êxtase com os seus produtos capilares bastante promissores.

Passei noutros expositores para fazer compras e ainda dei um saltinho aos que estavam no roteiro enviado a todos os bloggers convidados, estando marcados como pontos de interesse com novidades para nós. Não vou dizer nomes.

Tenho de referir algumas situações que presenciei e que foram desagradáveis.

Cada acção gera uma reacção e não há cooperação possível quando as partes envolvidas não sabem o que estão a fazer. Passo a descrever:

  • No stand de uma das marcas mais importantes de estética do nosso país – à nossa frente, estava uma amálgama de miúdas com blogs. Não consegui ouvir o que as representantes da marca estavam a dizer, mas ouvi as meninas a dizerem entre si que ainda faltava passarem nos sítios x, y e z para irem buscar as suas borlas. Uma dizia “Ai, será que também me dão? Ao pé de vocês ainda sou um bebé!”. Tenho vergonha alheia.
  • No stand do ponto anterior – quando, finalmente, conseguimos alcançar as senhoras da marca, o que nos disseram foi… Bom, não nos disseram nada a não ser que os brindes que tinham para bloggers tinham acabado. Assim, a seco. Fiquei sem perceber o que se passava ali porque não se apresentaram, não apresentaram a marca, não apresentaram novidade alguma. Merecem abordagens como a que referi acima.
  • Num stand de protectores solares – A verdade é que fiquei sem conhecer a gama de produtos que disponibilizam, porque se focaram nuns bronzers das Kardashian. Tenho ali um papel com uma breve descrição sobre alguns produtos que nada me dizem porque não mos mostraram. Ah, e tenho uma bolsa com meia dúzia de amostras em sachet de bronzeadores e protectores solares que nunca conseguirei usar porque, obviamente, como é que é suposto testar protector solar só numa perna ou só num braço? Queremos que falem bem de nós, disse a representante da marca. Okayyy!
  • Mais um stand, desta vez de produtos de spa – Última história, prometo! Mostram-nos um hidratante muito bem cheiroso, facto. Mostram-nos outro hidratante bastante engraçado, sobe o entusiasmo. De seguida, dizem-nos que podemos tirar as fotos que quisermos ao espaço (a sério?) e dão-nos um sachet de anti-rugas, salientando que a amostra não é para a nossa idade. Mais uma vez, queremos que falem bem de nós.

Fazemos assim: por cada motivo de queixa, têm de haver vários daqueles bonitos que gostamos de ver por aqui. Garanto-vos que existem e que vão ver que, contrariamente ao que possam pensar se leram o post até aqui, há coisas boas a destacar desta edição da Expocosmética. Durante este mês, pinky promise: vou deixar aqui tuuudo aquilo de que gostei com todos os detalhes. Porque o que é bom merece ser partilhado!

Gravidez 101 – A mala de maternidade

Não convém que falte nada quando o bebé nascer!

Considero, porém, que há muito stress desnecessariamente em torno da arrumação da mala de maternidade. Por isso, vamos por partes:

  • Não sejam como eu (que só deixei tudo pronto 1 ou 2 dias antes de a Teresa nascer), assegurem-se que está tudo pronto ali por volta das 30 semanas. Nunca se sabe o que pode acontecer a partir daí!
  • Não se esqueçam que está previsto passarem cerca de 48h no internamento após o parto. Não vão passar férias no hospital. Uma mochila para vocês e o saco do bebé está mais do que bem.

Cada hospital terá a sua a lista para nos ajudar a organizar tudo, mas há sempre adaptações e experiências de amigas e familiares que nos ajudam a decidir o que levar. Não se incomodem com a possibilidade de esquecerem algo importante, que entre família/amigos e o próprio hospital, haverá alguma solução para remediar. Se vos der conforto, eu e a Teresa só vimos as nossas coisas depois das 12h do dia seguinte ao seu nascimento. Por quê? Porque a miss nasceu fora de horas e o hospital (foi o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures) só permitiu que o Luís nos levasse as malas durante o horário de visitas. Não foi lá muito agradável, mas o hospital providenciou tudo aquilo de que poderíamos necessitar durante as primeiras horas. E o que é que levámos, afinal?

Mala da mãe

O hospital fornece toalhas, pelo que não levei nenhuma comigo. Levei uma malinha de fim-de-semana (mas serve qualquer mochila ou saco de ginásio) apetrechada com:

  • 3 camisas de dormir – só usei 1, mas mais vale jogar pelo seguro. Se soubesse o que sei hoje, teria dado preferência a pijamas (com calças, mesmo) folgados. Façam como se sentirem mais confortáveis, mas levem 2 ou 3 mudas. Ah, e esqueçam aquela treta que as lojas nos querem impingir de camisas brancas. Evitem o branco, a sério!
  • Roupão – fino, hoje em dia os serviços hospitalares têm quase todos ar condicionado. Não precisei do meu.
  • 3 sutiãs de dormir – ou tops, qualquer coisa que vos dê conforto nestes primeiros dias.
  • Muitas cuecas de algodão – devo ter levado umas 10, usei cerca de metade. Mas mais vale jogar pelo seguro.
  • Pensos higiénicos super absorventes, nocturnos, com alas, o mais seguro que encontrarem… Mas finos e com acabamento de algodãozinho – Se servir de referência, aqui optei pelos Renova First Silk Sensation Noite. Não pesco nada de pensos higiénicos, optei por estes um pouco às cegas (porque atendiam às características que procurava e eram os mais baratos na altura) e não me arrependi. Combinados com as cuecas de algodão, são mesmo o mais confortável de se usar no pós-parto (na minha opinião).
  • Chinelos de banho e chinelos de quarto – sim, 2 pares diferentes, não vão querer passear pelo quarto/serviço de pés molhados depois do banho (não sejam idiotas como eu).
  • Bolsa de higiene – com escova e pasta de dentes, desodorizante, miniaturas dos vossos hidratantes habituais, gel de banho e champô (sim, vão querer lavar a cabeça). Levem também uns artigos básicos de maquilhagem (bb cream, blush e máscara), juro que vão sentir-se mais compostas com uma tintinha na cara. Mesmo que permaneçam de pijama. Levem também elásticos/ganchos para o cabelo. Não levem secadores, é perda de tempo, não vão pegar neles.
  • Snacks – Eu não o fiz, mas a família tratou de me trazer um fornecimento de frutas, docinhos e petiscos. Ninguém vos vai fazer passar fome no hospital, vocês é que vão ter a iniciativa de não tocar na comida quando olharem para o aspecto dela.
  • Entretenimento – Não vão ter grande tempo ou vontade de pegar neles, mas levem a máquina fotográfica, o MP3, o tablet, o telemóvel, um livro, um caderno, os carregadores… Bom: eu dei muito uso à máquina fotográfica e escrevi qualquer coisa. Mas fui mais carregada do que devia!

Podem, também, levar uma muda de roupa para a alta, mas eu optei por pedir ao Luís que a trouxesse mais tarde, depois de perceber como tinha ficado o meu corpo no pós-parto.

Mala de bebé

Mais uma vez, não incluí toalhas (nem produtos de banho) porque o hospital disponibilizava e, na verdade, a Teresa só tomou uma banhoca lá antes de vir para casa. Eis o que é necessário:

  • 1ª muda de roupa – esta deve ir convosco para o bloco. Convém ser algo prático e sem grandes rococós, tal como as restantes mudas.
  • 5 mudas de roupa – compostas (à semelhança da primeira muda) por body, roupa exterior (blusa + calas/cueiro/babygrow), meias/collants e, dependendo da estação do ano, casaquinho/camisola e gorro. Na verdade, só usei duas. Mas mais vale jogar pelo seguro!
  • Estojo de higiene – Não é nada de mais, mas vale a pena levar um pente ou escova (escusado será dizer que a nossa carequinha não precisou), corta-unhas/tesoura (esqueçam a ideia da lima, não funciona com unhas fininhas e minúsculas) e creme para a muda da fralda.
  • Fraldas e toalhitas – não é grave se não levarem, mas levem. Sabe muito bem ter opção de escolha para os nossos bebés. Façam uma média de 8 fraldas por dia (podem precisar de menos, ou de mais, mas é uma boa média).
  • Chucha – Ah e tal que não se deve dar a chucha nas primeiras horas de vida porque compromete não sei o quê, então venham de lá os senhores enfermeiros tentar acalmar o bebé cada vez que ele chorar quando muitas das vezes seria algo muito simples de resolver com uma chucha. A sério, levem.

Creio que não me esqueci de nada, mas gostava que partilhassem também as vossas ideias! Já referi que a Teresa nasceu no Hospital Beatriz Ângelo mas vou deixar para outro post o relato da nossa experiência por lá. Como sei que pode fazer a diferença para algumas leitoras, deixo já aqui o spoiler: não podíamos ter sido melhor tratadas, tudo decorreu impecavelmente e as instalações são luxuosas!

Quanto é que são muitos sapatos?

sapatos barbie
Imagem de origem desconhecida.

A pergunta pode parecer tonta e fútil, mas aposto que não sou a primeira a matutar neste assunto. Começo por dizer que não tenho nenhum closet cheio de sapatos (bem vistas as coisas, até era bem capaz de encher o equivalente à minha despensa adaptada a roupeiro com calçado) nem nada que se pareça.

Quando é que nos passámos da marmita e temos mais do que é aceitável?

E quanto é que é essa coisa do aceitável? Ainda que eu tivesse um sem fim de sapatos, o mais provável seria o mundo inteiro estar-se nas tintas porque é um assunto que só a mim diz respeito e as pessoas, pois claro, empregam o seu escasso tempo noutras discussões.

Adiante, passemos aos factos: tenho pares de sapatos bons cuja última utilização que me recordo foi em tempos remotos para lá do nascimento de Cristo e não ficaria, sequer, surpreendida se me deparasse com modelitos cuja existência se perdeu na minha memória. Estou sozinha?

Apliquem à roupa, acessórios ou ao que quiserem, também, mas lembrei-me disto agora que ando em arrumações e desarrumações típicas da mudança de estação. Dou por mim a concluir que tenho por aqui sapatos bonitos que por algum motivo não saem à rua.

Se estas situações de calçado que não utilizamos existem, não será que estes pares estão a mais?

E se tivermos dezenas de pares cuja posse é justificada com a devida utilização e estão em bom estado/são de boa qualidade, será que estas dezenas equivalem a dizer muitos, de sobra, a ocupar espaço desnecessariamente? Fica lançada a discussão!

E ainda acrescento: se tivessem de escolher 5 pares de sapatos e não pudessem ter mais, quais seriam? Creio que já respondi a isto algures, mas é pertinente reflectir novamente. Um dia destes, partilho as minhas escolhas e gostava que fizessem o mesmo. Se tiverem blogs e postarem sobre isto, por favor, dêem-me os links para poder partilhar!

Francesinhas no Dote

Era o aniversário do Luís e decidimos que iríamos almoçar fora.

Tinha de ser algo especial, algo de que gostasse mesmo muito, mas não nos apetecia ir muito longe. Não é só no meio de Lisboa que existem bons restaurantes e mesmo dentro do leque dos que detêm várias casas com o mesmo nome, a expansão para as nossas bandas tem acontecido e sempre dá para visitar os sítios badalados de que falam todos os nossos amigos sem nos metermos no meio do trânsito.

francesinha
Claro que a minha é sem ovo!

Ficou decidido, após pesquisa no Zomato, que o almoço seria no Dote (Colinas do Cruzeiro, Odivelas). Inicialmente, não tínhamos a certeza se iríamos ao Dote ou ao Marco, mas optámos pelo primeiro tendo em conta a opinião da Telma e do Pedro. Uma das primeiras coisas que descobrimos assim que chegámos foi que a nossa indecisão era desnecessária, já que ambas as casas pertencem à mesma entidade e servem os mesmíssimos pratos. Assim, faz sentido que se situem frente a frente!

Devo dizer que, apesar de não ser perita em francesinhas, tenho um paladar exigente e sei analisar quando o prato é bom ou não. Parti para esta experiência com outras duas ou três para servir de comparação. Bom, não é o mesmo que a francesinha em forno de lenha, tradicional, mesmo no Porto. Mas olhem que não é nada, nada má!

Pedimos ambos a opção mais simples, tradicional, sem inovações, que dá pelo nome de Top. A minha tem a particularidade da ausência de ovo estrelado, já que é algo de que não gosto. Estava deliciosa, com boa batatinha frita caseira e temi não conseguir comer tudo, mas lá fiz o enorme sacrifício de não deixar restos no prato (há sempre espaço para boa comida!). O molho estava presente em abundância e deixaram-nos à vontade para pedir mais, caso desejássemos. E a comilança ficou por aqui? Não!

cheesecake

Quando ouvimos falar em sobremesa, o empregado que nos atendeu teve o desplante de mencionar um cheesecake de frutos vermelhos. Que golpe baixo! Escusado será dizer que eu, que dizia estar para lá de cheia e que não iria conseguir comer mais nada, pedi uma fatia para mim. Já ouviram falar naquele estômago extra para guloseimas? Pois.

Claro que nem só de comida se faz um restaurante, pelo que tenho de destacar também a simpatia extrema e a amabilidade dos funcionários. Deixaram-nos à vontade e foram muito queridos com a Teresa – aliás, nada temam se quiserem levar as vossas crianças, porque as instalações estão preparadas para elas. Os preços são acessíveis e o melhor é que este é um dos parceiros do Zomato Gold (é um serviço que podemos subscrever e que nos concede 2 por 1 em 300 restaurantes de Lisboa).

Só falta dizer que talvez seja aconselhável fazerem reserva, porque consta que o espaço enche muito rapidamente. No nosso caso, apanhámos um momento de calmaria, já que fomos quase fora de horas num dia de semana.

Se gostam de francesinhas, recomendo muito o Dote!

Dote Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

Corta, corta, corta!

Há alguma mulher que não faça mudanças ao cabelo no pós-parto?

Tenho as minhas dúvidas. Não sei se conheço alguma mulher que, depois de ser mãe, tenha mantido o cabelo tal e qual como estava antes do parto. Primeiro, porque nós mudamos. Não só o nosso corpo, mas também a pessoa que somos. Mudamos mesmo! É tudo muito drástico, ninguém nos avisa e o facto é que damos connosco numa maré de coisas novas e nem todas elas são boas. Mal descansamos, as hormonas andam aos pulinhos e é muito fácil acharmos que estamos pavorosas. Exageros ou não, se não estamos satisfeitas (seja com o que for) devemos fazer por mudar.

inoar g hair
Favor ignorar a fitinha da blusa!

Como se não fosse suficiente, ainda nos cai cabelo. Aos montes! E os tratamentos que ficaram por fazer durante a gravidez porque poderiam ser nefastos para o bebé? No meu caso, toda esta história capilar dava um melodrama que não vou elaborar agora, mas prometo que vai dar post. Story short, mesmo com esta vasta juba que me conhecem, também me calhou na rifa aquela coisa de ficar com entradas e tudo.

Adiante, adiante, andava há que séculos a querer uma mudança mais evidente de corte e medidas drásticas exigem tratamentos à altura. Há cinco anos que não o fazia, pelo que foi desta: combinei com a minha Íris que iria cortar o cabelo pelos ombros, e assim foi. Mais curto atrás que à frente, vejam bem a ousadia! Fi-lo sem qualquer arrependimento, mas só porque foi a Íris a fazê-lo e porque repeti o alisamento progressivo que já havia feito há uns tempos (podem espreitar aqui) e adorei. Sei que com ela não há falhas e, por isso, confio. Senão, não havia condições para tolerar um corte destes.

inoar alisamento

Sinto-me verdadeiramente aliviada e muito melhor que antes. É *só* cabelo, mas pode fazer toda a diferença. Sinto-me renovada. Gira, novamente! Agora, sim, sinto-me recuperada de todos os males do pós-parto. Foi uma espécie de milagre que me soube tão bem que quase não consigo explicar esta vaidade toda.

Só me arrependo de não o ter feito mais cedo, pelo que fica aqui uma sugestão de amiga para quem teve bebé e ainda está a recuperar: vão ao cabeleireiro. Façam aquele corte. Experimentem aquela cor, madeixas. Mudem sem medos! Vão ver que ganham energia e ânimo de uma forma que nem imaginavam.

alisamento inoar
Este é o resultado após lavar em casa.

Gravidez 101 – Burocracias

A gravidez é sinónimo de incursões à Segurança Social (SS)

E não só! Entre outras maroscas, todas sabemos que há uma série de questões e estatutos a tratar durante o período da gravidez (e após o parto) e nunca ninguém nos explica muito bem tudo o que é preciso fazer. Portanto, decidi fazer um resumo do que me lembrei de ter tratado.

Não me perguntem sobre como, quando e onde é preciso informar as entidades empregadoras, porque para além ser trabalhadora independente, há um ano atrás estava a terminar a minha licenciatura. Alguns dos itens que menciono a seguir podem ser afectados pelo valor dos rendimentos do vosso agregado familiar, pelo que o melhor é sempre consultarem as fontes oficiais.

pré natal

O ponto de interesse aqui é tomar conhecimento de informações que, de outra forma, estariam dispersas (falo por mim, que se não fossem as amigas e alguns fóruns, se me fiasse pela SS nem saberia como me mexer). Ora, se contribuímos e cumprimos com os nossos deveres de contribuintes, também temos direitos e era bonito que estivessem clarificados em locais bem visíveis e de facílimo acesso. Aconselho, também, a que façam marcações online e que se dirijam às repartições da SS pessoalmente, que online já se sabe que nada funciona. É um mistério!

A reter:

  • Durante a gravidez, a mulher tem isenção das taxas moderadoras do SNS. É só tratar no centro de saúde.
  • No âmbito do acompanhamento da saúde materna, as grávidas seguidas no SNS também têm direito a 3 cheques-dentista para a realização de alguns procedimentos, sendo o primeiro atribuído pelo médico de família e os restantes (caso sejam necessários) por um dentista aderente (podem consultar a lista aqui). Não há desculpas para dizerem que a gravidez estraga os dentes!
  • A partir da 13ª semana de gestação, podem pedir a atribuição do Abono Pré-Natal à SS, para ajudar com as despesas inerentes à preparação da chegada do bebé. Para tal, têm de pedir ao médico de família a respectiva credencial que comprova o tempo de gestação. Esta prestação familiar terá, em princípio, o mesmo valor que o abono de família nos primeiros 12 meses de vida do bebé e irá depender do escalão em que se encontrarem.
  • Pelo caminho: ponderem e decidam onde vão ficar os vossos bebés quando vocês tiverem que ir trabalhar. É numa creche? Numa ama? Aos 3/4 meses de gestação, convém ter uma ideia e ir contactando sítios. Eventualmente, façam já a pré-inscrição.
  • Depois de o bebé nascer, também devem requerer o Abono de Família. É pegar na certidão de nascimento e ir à SS.
  • Quanto à licença de maternidade, têm de comunicar à entidade empregadora o nascimento do bebé e quanto tempo de licença irão gozar. Aconselho a leitura deste artigo e que ponderem muito bem antes de tomar uma decisão, sendo que podem comunicar alterações à SS no decorrer do vosso período de licença. O que têm de fazer assim que possível após o nascimento do bebé é ir à SS e submeter o vosso pedido de subsídio de maternidade em conjunto com o pai (se for caso disso), se tiverem mais de 6 meses de descontos seguidos ou interpolados. Fica o alerta de que demoram séculos a pagar as licenças, pelo que se puderem poupar a contar com 2 ou 3 meses de despesas, façam-no.
    • No caso de não terem e os rendimentos do vosso agregado familiar serem baixos, podem sempre tentar recorrer ao Subsídio Social Parental.
  • Não têm de ir a correr tratar do Cartão de Cidadão do bebé (alguns hospitais já dispõem do serviço Nascer Cidadão), mas eu aconselhar-vos-ia a fazê-lo cedo. Assim, têm logo os dados todos num só local e escusam de andar com a Certidão de Nascimento, folhinha com os dados de utente do SNS, NISS e afins atrás.

Que mais vos posso dizer? Se virem que há demoras estranhas por parte da Segurança Social, insistam e façam por se manterem informadas. Não são raras as histórias de pessoas induzidas em erro ou de pedidos que se perdem no limbo e nunca chegam a dar entrada no sistema informático. Não deixem arrastar o que pode ser tratado cedo.

É muito mau, mas é verdade: nós, enquanto contribuintes, temos de cumprir prazos e bem vimos os nossos ganhos sofrerem talhadas enormes em impostos; o Estado, por sua vez, concede-nos “direitos” (no caso da licença de maternidade, não é direito nenhum porque até descontámos para ela) e demora a cumprir com a sua parte.

Por isso, e por pessimista que possa parecer, é mesmo assim: tenham em conta que podem não ver os vossos salários durante 2 ou 3 meses após o nascimento do bebé (embora vos seja pago mais tarde na íntegra); é triste e ridículo ter que estar a contar com fundos extra numa época tão especial, especialmente para quem não tem família/amigos dispostos a ajudar.

Mães de serviço, esqueci-me de algum detalhe? Espero ter ajudado alguém neste processo de papeladas típico da gravidez.

Vichy Beauty Talks

beauty talks

Uma grande conversa sobre beleza

Cortesia da Vichy, aconteceu na semana passada na 39A Concept Store a 1ª edição das Beauty Talks. Foi um evento que contou com a presença de vários speakers de diversas áreas e que foi moderado pela lindíssima apresentadora Luísa Barbosa.

Cada vez mais, há a consciencialização de que a beleza é um processo muito mais complexo do que apenas utilizar cosméticos; é um processo holístico e subjectivo que engloba factores como a alimentação, a saúde e a informação. Esta última é a chave do empowerment, e uma mulher informada e confiante tem consigo a bagagem necessária para ser feliz e bem sucedida no que quiser.

beauty talks
Luísa Barbosa e Helena Magalhães durante o seu pitch de 5 minutos.

Em blocos de 5 minutos, cada orador deu o seu contributo para várias componentes do que é a beleza. Desta feita, o painel foi composto pela Sara Rodi (escritora), Luís Filipe Borges (apresentador de televisão) e Sara Santos, Ana Ni Ribeiro, Helena Magalhães, Inês Ribeiro, Catarina Lopes (diretora do Magic Spa dos hotéis Pestana) e Inês Santos Lima (da Google Portugal).

Vai uma e-zine gratuita sobre beleza?

Durante o evento, foi também apresentada a Vichy Mag, para quem ainda não a conhecia: semanalmente, a marca disponibiliza uma revista online com conteúdos sobre beleza e bem-estar. Nesta plataforma, vai ser possível ler não só sobre a beleza que se relaciona com o aspecto mas também sobre alimentação saudável, estratégias para lidar com o stress e outros conteúdos variados escritos por especialistas de diversas áreas.

Gosto desta perspectiva de interesse genuíno e proximidade entre marcas e consumidores e aplaudo este projecto. Espero que, futuramente, continuem a ser promovidas as Beauty Talks e que se transformem em algo rotineiro, já que a temática da beleza tem sempre coisas interessantes para debater.

beauty talks

O meu bolo de aniversário

bolo de aniversário

Fiz 27 anos no dia 16 de Fevereiro.

Não fiz um grande alarido porque já começam a ser muitos anos e, tendo em conta o que aconteceu na minha vida ao longo do último ano e picos, decidi que iria querer alguma paz nesta data. Não que fosse de grandes festejos antigamente, mas aproveitava o aniversário para convocar um jantar entre amigos e chegávamos a ser perto de 40 pessoas à mesa. Actualmente, gosto de ter por perto a família mais próxima e mesmo assim já somos muitos.

Não é por ter decidido manter os festejos mais simples que iria abdicar de um bolo à altura, e este ano decidi que seria eu a fazê-lo. Sabia o que queria comer e, salvo algumas excepções, tenho descoberto que se queremos algo bem feito, à nossa maneira, temos de ser nós a fazê-lo.

bolo de aniversário
O meu bolo, acabadinho de fazer. Já com os coraçõezinhos (Vahiné, comprei no supermercado), ainda sem as framboesas e restantes enfeites.

Não me meti a inventar: peguei na receita do bolo que eu e a Catarina fizemos na Academia Vaqueiro em Maio de 2014, que é muito simples, e adaptei-a ao meu gosto. Eis o que vão necessitar:

  • Para o bolo:
    • 30g de chocolate em pó (diluídos num pouquinho de água quente)
    • 6 ovos (claras em castelo + gemas)
    • 250g de açúcar amarelo
    • 125g de margarina derretida
    • 200g de farinha para bolos
    • 70g de farinha Maizena
    • 70g de fermento em pó
    • 50g de açúcar baunilhado
    • 200g de mix de frutos vermelhos
  • Para a cobertura/recheio
    • 200g de cream cheese
    • 4 colheres de sopa de açúcar amarelo
    • 200ml de natas frescas (para bater)
    • 1 limão (raspas + sumo)

E faz-se assim:

Pre-aqueçam o forno a 180ºC. Bater as claras em castelo, juntar o açúcar baunilhado e reservar no frigorífico. Bater as gemas com o açúcar, juntar a margarina. Numa tigela à parte, juntar a farinha, a Maizena e o fermento. Juntar as farinhas à mistura e adicionar as claras. Untar e enfarinhar 3 formas redondas. Dividir a massa em três partes: 1 simples; 1 com mix de frutos vermelhos; 1 com o chocolate dissolvido. Levar ao forno, desenformar e deixar arrefecer totalmente.

Bater o queijo creme e o açúcar. Noutra taça, bater as natas bem firmes, juntar a raspa e o sumo de limão. Envolver tudo e levar ao frigorífico.

Montar o bolo juntando o recheio entre camadas e, no fim, a cobertura. Decorar com framboesas.


Há que dizer que dupliquei o recheio/cobertura, porque sou gulosa por este tipo de ingredientes e quis certificar-me que o bolo não ficava apenas com um gostinho da “molhanga” mas sim bem atestado e a transbordar! Saiu muito bem e os meus convidados (e eu, claro, que a opinião mais importante é sempre a do aniversariante) adoraram.

Estou ou não uma menina muito prendada?

bolo de aniversário