Cronograma Capilar

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O último ano foi duro para o meu cabelo.

Por mais cuidado que haja, já se sabe: a gravidez e o bailarico de hormonas que lhe é adjacente tem influência no estado do nosso cabelo.

Pela altura do parto, tinha uma juba de caracóis looonga e invejável. O cabelo ganhou brilho por si próprio, estava forte e lindo. Depois?

Depois, pensei que ia ficar careca e posso dizer-vos que só passados cerca de 8 meses é que a coisa começou a melhorar. Fiquei com entradas e só não foi pior porque, de qualquer forma, tenho cabelo para dar e vender.

O cabelo estava mesmo a necessitar de intervenções, foi por isso que falei com a minha Íris e em Março decidi que estava na altura de dar um corte valente e fazer um alisamento.

Não pesco assim tanto do assunto, mas não fiquei surpreendida quando a Íris me disse que o meu cabelo estava demasiado poroso. O meu cabelo, habitualmente forte e saudável, estava poroso. Sentia-se.

Por que é que não fazes aquilo do cronograma capilar? Olha que ia ser bom!

Sugeriu a Íris. E eu, sem saber muito do assunto, comprometi-me a ir ler e pôr em prática o ritual. Já tinha lido umas coisas aqui e ali, já tinha lido o post d’A Garota de Ipanema há muito tempo.

Até há grupos gigantes no Facebook sobre o assunto, é algo simples e eu nunca tinha dado grande atenção!

O cronograma capilar é uma rotina que pode ser adoptada por qualquer pessoa e que tanto ajuda a manter saudável o cabelo que está bom como a reparar aquele que está muito danificado.

Explicando de forma muito simples e resumida:

  • Existem três fases – hidratação, nutrição e reconstrução;
  • Durante cada uma destas três fases, devolve-se ao cabelo tudo o que ele vai perdendo no dia-a-dia, tanto naturalmente como através de processos químicos (colorações, descolorações, alisamentos, …);
  • Consoante a fase, devem escolher uma máscara diferente (entre outros produtos e rituais, se quiserem) com ingredientes adequados – assim, irão precisar de três máscaras, cada uma com características distintas;
  • O champô e condicionador podem ser sempre os mesmos;
  • Existem esquemas mais adequados a cada tipo de cabelo – encontram-nos muito facilmente, basta procurarem “cronograma capilar” no Google;
  • Devem passar pelo menos 48h entre as diferentes fases/lavagens;
  • É uma rotina para toda a vida.

Como referi, o que necessita de maior atenção são as máscaras que utilizamos, porque teremos de as escolher consoante os ingredientes que as compõem. De grosso modo:

  • Máscaras de hidratação – À partida, terão na sua composição coisas como Pantenol, vitamina A, proteína de trigo, mel.
  • Máscaras de nutrição – Regra geral, são as que contêm óleos. Argão, azeite, óleo de coco, por aí fora.
  • Máscaras de reconstrução – Nestas encontramos queratina.

Para complementar, existem sempre os séruns que podemos utilizar depois, protectores de calor, humidificadores, humectações, ampolas e toda uma série de procedimentos que dariam um manual sobre o assunto.

Não irei aqui falar de todos os esquemas disponíveis nem de produtos, mas poderei explicar futuramente o que tenho feito pelo meu cabelo nos últimos meses e que tem dado os melhores resultados!

Vale a pena lembrar que sou amadora, procurem sempre ajuda profissional em caso de dúvida, sim?

HP DeskJet 3732 – A impressora cá de casa

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Com um novo ano lectivo prestes a começar, é a altura ideal para falar da impressora cá de casa.

Alguns poder-lhe-iam chamar um luxo, mas para mim este é um equipamento essencial no funcionamento de qualquer lar em pleno: todos necessitamos de uma impressora.

Se puder ter um scanner incorporado, um tanto melhor, embora os smartphones e tablets já sejam relativamente satisfatórios nesse sentido.

Uma impressora é quase tão importante como um microondas ou uma torradeira.

Todos vivemos bem sem eles, mas se os pudermos ter nas nossas vidas, o dia-a-dia é mais fácil. Quem é que gosta de estar dependente de papelarias, bibliotecas e afins para imprimir coisas tão simples como facturas ou formulários?

Quando nos mudámos, a busca pela impressora perfeita foi posta em curso. Precisávamos de um equipamento com uma boa relação qualidade/preço, de fácil manutenção, multifunções e que fosse o mais compacto possível.

Não imaginávamos, sequer, que existia algo como o que acabámos por comprar.

Escolhemos uma HP DeskJet 3732.

Quando começámos a descobrir as impressoras HP DeskJet 3700, soubemos que era mesmo isto que fazia falta no nosso escritório. Inicialmente, encontrámo-las nas cores branco e menta e branco e azul. A indecisão era muita.

Entretanto, perto do Natal, descobrimos que também existia a nossa, em branco e vermelho. Perfeita para o esquema de cores que decora a divisão da casa onde a colocaríamos!

Consta que é a impressora multifunções mais pequena do mundo.

  • Tem função wireless (os nossos computadores não são compatíveis, mas também tem um cabo) que nos facilita imenso a vida quando queremos imprimir algo a partir dos telemóveis ou tablets;
  •  Os tinteiros são fáceis de encontrar e baratos – não imprimem assim tantas folhas a menos que o habitual, pelo que compensa mesmo muito.

Li algumas reviews antes de comprar que me deixaram de pé atrás: referiam que se tratava de uma impressora lenta, barulhenta e de qualidade abaixo do expectável, havendo outras melhores na mesma linha de preços.

Não sei quais eram os pontos de comparação, pelo que só posso falar da minha experiência.

Esta impressora é substancialmente mais rápida tanto a imprimir como a digitalizar do que a que utilizava anteriormente, uma multifunções também da HP na mesma linha de preços, com menos de 5 anos.

É, também, muito menos barulhenta e a qualidade de impressão é muito melhor – vê-se nas fotos, que acabo por imprimir com alguma frequência.

Tanto na Worten como na Fnac (e acredito que noutras lojas semelhantes), o preço habitual das impressoras desta linha ronda os 70€. Ainda assim, é frequente encontrá-las com um bom desconto – comprei a minha por 50€.

Se procuram um equipamento compacto, giro, fácil de utilizar e prático para utilização doméstica, as HP DeskJet 3700 são um caso a ponderar!

Trendhim – Moda no Masculino

Adoro ser mulher.

Poderia desenrolar aqui uma série de novelos sobre esta temática, mas para o caso só interessa abordar um dos motivos: a moda.

É uma sorte do caneco ter ao dispor lojas inteiras com artigos para todos os gostos e feitios. Podem contra- argumentar dizendo que isto não é sorte nenhuma e que seria (ou é) muito melhor e mais simples ter pouco por onde escolher, como costuma acontecer aos homens.

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1. Pulseira em pele preta com fecho duplo | 2. Pulseira em paracord preta | 3. Pulseira em pele castanha weave | 4. Pulseira de cordões em pele preta

Tenho cá para mim que muitos deles (tenho um cá em casa) são assim porque não há outra opção. Já viram bem a miséria de oferta que há na secção masculina da maior parte das lojas? De cada vez que o senhor meu marido se lembra que quer algo como pulseiras para homem, um lenço ou um chapéu, é toda uma odisseia.

E quando até há algo vistoso mas que ainda assim custa mais do que realmente vale só porque é “man”? Sabem há quanto tempo aturo e coopero na busca por acessórios perfeitos?

Ouvi falar da Trendhim por estes dias.

Comecei por ler posts em vários blogs e acabei por fazer a minha pesquisa. É uma loja (por cá, online) de acessórios masculinos fundada por jovens empreendedores que têm bom olho para coisa. Basta dizer que são homens e por isso compreendem bem o drama. E vieram para resolver o problema.

Há artigos para os gostos de todos os homens (e suas respectivas donzelas, se bem que acho que aqui não temos direito a meter o nariz). Aqui, o difícil é escolher só uma ou duas peças. Fios, chapéus, suspensórios, cintos…

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1. Colecção de barbear Popeye | 2. Stick de Alúmen Osma | 3. Navalha de barbear castanha em aço inoxidável para lâminas descartáveis

Mesmo que estejamos a falar de homens que não ligam muito a acessórios, tenho a certeza que vão continuar a ter interesse na loja porque vende toda uma série de artigos úteis como navalhas de barbear e produtos de higiene.

Não acreditam? Pois vejam os exemplos das imagens, com o selo de aprovação do excelentíssimo!

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1. Colar Búfalo Nature | 2. Colar Broca em pele | 3. Colar em pele preta com pendente cilíndrico Caveira | 4. Colar de pescoço ponta de lança dourada em prata 925 | 5. Colar em pele preta com pendente celta dupla face

A minha experiência Skin Fitness – Biotherm

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Hoje é dia de falar de um produto fornecido pela plataforma Youzz, que recebi para testar.

Se também querem ter a oportunidade de participar nestas campanhas, podem inscrever-se no site. Gostava muito que utilizassem o meu código de apadrinhamento: 74pbspobj8.

Código de apadrinhamento: 74pbspobj8

Não deve ser novidade para algumas de vós que esteve no ar uma campanha para testar a emulsão da linha Skin Fitness da Biotherm e eu fui seleccionada.

Antes de avançar, é importante dizer duas coisas:

  • Esta linha é composta por três produtos, mas só tive oportunidade de experimentar a Firming & Recovery Body Emulsion.
  • Não sou, de longe, a pessoa mais fit do mundo.

Consta que Skin Fitness é uma linha destinada à utilização na rotina de higiene e beleza após a prática de exercício físico, com o intuito de ajudar a pele a ganhar firmeza e repor hidratação.

Já toda a gente sabe que não há milagres e que se não mexermos o rabo não há cremes que nos valham.

Mesmo estando a atravessar um período de especial sedentarismo (bom, se correr atrás da Teresa for considerado exercício, aí talvez a coisa mude de figura!), tenho de atribuir mérito à bendita emulsão. Adorei utilizá-la!

  • Vi efeitos imediatos com a utilização do produto.
  • A fórmula é enriquecida com cânfora, sódio e magnésio de aplicação tópica.
  • Facto: é uma gostosura aplicar a emulsão pelo corpo todo!
  • É refrescante e não fica tudo pegajoso.
  • A textura lembra imenso os géis anti-celulíticos. Não é creme, não é oleoso, também não é bem um gel. 
  • A sensação após a aplicação é mesmo de relaxamento, com um ligeiro formigueiro bom.
  • Como o cheiro também conta e acredito que neste caso contribui para o sucesso do produto, há que dizer que tem um cheirinho ligeiramente cítrico e canforado em simultâneo, tão bom!

Resumindo e concluindo, se puderem, experimentem esta emulsão porque vale a pena.

O preço não é tão fofinho: dependendo dos sítios, oscila entre os 25€ e os 31€ – para um hidratante corporal, considero um pouco excessivo.

Corpo ideal para a praia

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Thin Stray Toucan – Taymory | White Aop – O’neill | Squaw – Banana Moon | Paisley Red Aop – O’neill

Estamos no pico do Verão, está muito calor e as férias vão sendo passadas um pouco por toda a gente até ao mês que vem. Enquanto houver calor e sol, a praia é um dos destinos de eleição para muita gente. Mesmo quem trabalha, arranja um tempinho para pôr os pés de molho.

Esta época do ano pode ser um pouco aborrecida para quem tem complexos com o seu corpo.

E o pior é que, muitas vezes, até nem os temos mas as marcas que aparecem nos reclames fazem questão de nos criar alguns. Ginásios, suplementos alimentares, marcas de roupa… Quem nunca?

Ainda não consegui compreender como é que em 2017 ainda dá para fazer este tipo de joguinhos com as pessoas e iludi-las com estereótipos que muito se afastam do que é real e saudável. Às vezes, é muito simples pensarmos que algo em nós está mal quando somos bombardeadas com fotografias que nem retratam alguém real, com tanta manipulação que sofreram.

Como assim? Por que é que continuamos a deixar que nos digam que as nossas curvas (ou a falta delas), as nossas gorduras (ou a falta delas), a nossa celulite ou as nossas estrias (destas duas nunca vi ninguém queixar-se por não as ter!) estão mal?

Não creio que seja errado ter inseguranças, querer mudar algo no nosso corpo ou invejar certa parte de outra pessoa. Não é mau querer melhorar o que temos e fazer por isso. O que não é bom é quererem que deixemos de estar à vontade com algo que é nosso, único e precioso. Muito menos impingir-nos a ideia de que, efectivamente, estamos mal para os OUTROS verem.

A nossa beleza é o que os NOSSOS olhos vêem.

Não é bom dizerem-nos que não devemos vestir isto ou aquilo, que não somos boas o suficiente. O que é, afinal, o corpo ideal para o Verão? Será um corpo diferente do que temos no resto do ano? Será que se compra nas lojas, algures num chariot ao lado dos biquinis e fatos de banho?

Operação biquini deveria ser algo tão simples como chegar à gaveta (ou à loja), escolher o que nos dá na real gana, vestir, estarmo-nos pouco nas tintas para o que os outros pensam sobre o assunto e sermos felizes.

Na verdade, não temos nada a mais ou a menos que as outras. Somos todas mulheres, humanas, pessoas.

Se não relaxarmos e fizermos como nos apetece nesta vida, não teremos outra para o fazer. E o tempo que temos neste mundo passa depressa de mais! Portanto, deixemo-nos de tretas e toca a andar para o areal. Ou talvez não, se não vos aprouver. Ou para a piscina. Ou para onde vos apetecer.

Chinelos com Pêlo – Sim ou Sopas?

chinelos com pêlo trend tendência 2017 spartoo

Quando pensas que não há mais nada para inventar no que diz respeito à moda, entras numa qualquer loja e engoles o ingénuo pensamento.

Desta feita, apetece-me discutir esta belíssima obra de quem não podia estar com o seu juízo intacto no momento da invenção.

Qual é o sentido por trás dos chinelos com pêlo?

Isto parece-me um modelo de calçado feito a pensar nas mesmas pessoas que usam sandálias com meias.

Não sei por que carga de água haveria alguém de querer calçar chinelos de piscina de livre e espontânea vontade. Depois, pêlo.

Afinal:

  • São calçado de Verão porque são chinelos?
  • Será que entram na categoria de calçado de Inverno porque têm pêlo?

Não entendo nem sei se quero. E o caldinho que se deve formar ali entre borracha e penugens sintéticas?

Sim ou sopas? Para mim, todo um panelão de sopa a ferver em pleno Verão.

Calçado Mãe & Filha

pisamonas

Sempre quis ser mãe de uma menina.

Antes sequer de sonhar com a Teresa, dizia que ter uma menina me permitiria voltar a brincar às bonecas e oferecer-lhe aquilo que gostava de ter para mim mas já não considero adequado ou não existe para o meu tamanho.

Bom, a parte da adequação é subjectiva, confesso: sou aquela mãe que não tem vergonha ne-nhu-ma de andar igual à filha. Não é sempre, mas há dias em que é a coisa mais fofa do mundo! Torna-se ainda mais engraçado porque a minha menina, embora pequenina, é muito vaidosa e percebe muito bem o que se passa à sua volta. Adora quando a deixamos imitar quem somos, o que fazemos ou o que vestimos.

Nem sempre é fácil alimentar esta coisa de mãe e filha, embora eu encontre muitos artigos na secção infantil.

É complicado encontrar, por vezes, moda gira para bebés abaixo dos 12 meses. Ainda por cima, a Teresa é uma bebé mais pequena que a média. No que toca ao calçado, torna-se tudo pior – o mesmo número de calçado nunca corresponde ao mesmo tamanho entre marcas e a maior parte dos sítios ainda nos pede os olhos da cara por algo que só será útil por um par de meses.

É terrível procurar calçado bonito que não pareça pantufos e modelos abaixo do tamanho 20 que se adequem a uma bebé que começa a querer dar os primeiros passos.

pisamonas

Já tinha ouvido falar da Pisamonas e recentemente fiz uma encomenda que me deixou muito satisfeita. Primeiro li e depois constatei que tinham calçado com uma óptima relação qualidade/preço. Apesar do meu receio com as diferenças de tamanho, se houvesse algum problema, o processo de envios, trocas e devoluções é rápido e gratuito.

Há modelos, cores e materiais para todos os gostos, muitos deles desde os tamanhos mais pequenos de bebé até aos maiores de adulto.

Encomendei justamente o que precisava e procurava, sem extravagâncias:

  • Botas safari, intemporais e úteis em todas as estações do ano, para mim e para a Teresa. Sim, na mesma cor e tudo.
  • Menorquinas em nobuck, castanhas, super básicas e bonitas, ficam bem com tudo, também para mim e para a Teresa. As dela têm uma fivela em velcro para não fugirem do pé (adoro esta adaptação do modelo para os mais pequeninos).
  • Merceditas em branco e rosa brilhante para a Teresa. Não vieram iguais para mim porque não havia, senão…

pisamonas

Fiquei surpreendida porque passadas menos de 48h após a minha encomenda, tinha um estafeta a entregar tudo muito bem empacotado à porta de casa.

Escusado será dizer que a vaidosa mais pequenina quis logo bisbilhotar o conteúdo e ficou toda contente quando percebeu que tinha sapatinhos novos!

Gostei muito de constatar que os modelos que escolhi para a bebé correspondem ao tamanho esperado e não têm diferenças entre si. Todas as peças são de óptima qualidade e algumas delas chegam a ser cerca de 20€ mais baratas relativamente a outros locais onde procurei.

Sem dúvida, a Pisamonas ganha aqui uma família de clientes – graúdos e miúda! Defendo que as crianças não devem ter calçado em excesso, mas quero assegurar que há alternativas para os imprevistos do quotidiano e para as ocasiões especiais e esta loja online é um bom sítio para o fazer.

pisamonas

Sandálias trendy: check!

sandálias 2017

Lembram-se da minha cobiça por umas sandálias com pompons?

Vocês já sabem que eu sou de ideias fixas. Não é deste ano que as vou vendo e engraçando com a cena algo kitsch, naif delas, mas só agora é que começa a ser mais fácil encontrá-las.

Siiim, também poderia ter implementado um DIY, mas tive mais onde me ocupar. Tinha-vos dito que já tinha catrapiscado umas muito giras no catálogo da Natura. Nas lojas, nem rasto delas… Até há coisa de duas semanas. Já a minha mãe andava em cima do assunto. Já a senhora da loja sabia do meu drama, também, e disse que assim que chegassem guardava umas para mim… E guardou.

sandálias natura

Claro que nesta busca houve vítimas, que cada vez que entrava na loja para ver se já tinham chegado as benditas sandálias lá acabava por trazer sempre qualquer modelito. Até outro par de sandálias, igualmente giro e deveras confortável.

Maneiras que foi isto: giras, confortáveis, de boa qualidade e a um preço razoável. Estou feliz com a minha compra e sei que é um modelito que terá o devido uso neste Verão.

Fica a dica para quem ainda não as viu, corram!

sandálias pompons

Comprar menos, gastar melhor.

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Poderia falar de qualquer coisa, mas hoje vou falar de malas e carteiras.

Entre coisas como deve ser e tralha que não sei muito bem se voltarei a utilizar, tenho malas a mais.

Isto não quer dizer que tenho aquilo que me faz falta!

No tempo das nossas avós, uma mala era mais que suficiente para todas as ocasiões.

Talvez a minha avó não fosse o melhor exemplo para este assunto, já que boa parte de todas as minhas bolsas – as que, efectivamente, têm boa qualidade – eram dela.

Hoje em dia, quando há algo de boa qualidade, custa os olhos da cara e pode ser uma odisseia comprar uma boa mala de modelo intemporal. Por outro lado, qualquer sacola de tendência efémera custa mais do que vale, tem mau aspecto e mal resiste a uma temporada.

Com todas as bolsas que comprei e mal cumpriram o seu propósito (acabando a maior parte por ir para o lixo), já devo ter gastado uma fortuna.Talvez esteja na altura de poupar para algo melhor.

Contem-me: que malas de senhora recomendam? Onde compram as vossas?

Preferencialmente, sem marcas, logotipos ou monogramas escarrapachados por todo o lado.

O dia em que a Teresa nasceu

hospital beatriz ângelo

Parece que foi ontem, mas já lá vai quase um ano. Cada vez que vejo, são tantas as vezes que vejo, vejo sempre para me lembrar sempre. Cada vez que vejo os registos tantos que fui fazendo, esqueço-me que já passou este tempo todo. Passou a correr. Ainda ontem estava a preparar a chegada da minha Teresa.

Tenho de falar do dia antes do dia. Iria ser a primeira consulta de CTG. 13 de Julho de 2016. Já passávamos das 38 semanas. Decorreu sempre tudo de forma pacífica, pelo que não me aborreci com a marcação algo tardia (e adiada…) da consulta quando recebi a carta do Hospital Beatriz Ângelo (HBA). Calhou-nos pela proa uma administrativa horrorosa que se recusou a registar a nossa presença quando chegámos, ainda antes da hora da consulta. Referiu que deveríamos ter chegado pelo menos meia hora antes. Que agora o médico já não a vai ver. Aqui tem a remarcação, para depois da data prevista do parto.

Fiquei furiosa, ansiosa, triste com tamanha insensibilidade e incompetência de um serviço que deveria funcionar em pleno e que tantas horas me havia feito esperar ao longo de todo o processo da gravidez. Apeteceu-me armar o maior escabeche nas urgências de obstetrícia, que estava nervosa e indisposta com este incidente. Optei antes por colocar os nervos na bagagem e regressar a casa.

Acalmámos, jantámos, deitámos. Afinal, haveria de correr tudo bem e a bebé chegaria ao mundo quando tivesse de chegar. Poderia faltar algum tempo. Uma, duas, quiçá três semanas. Adormecemos, com alguma dificuldade. O Luís pouco tinha dormido na noite anterior e preparava-se para, mais uma vez, acordar às cinco horas.

Acordei com um ploc dentro de mim. Não tive tempo de pensar no que era, porque a cama ficou alagada nesse instante. Amor, acorda. A Teresa vai nascer. Rebentou a bolsa. Eram duas e meia da manhã. E agora, o que fazemos? Perguntava ele em alvoroço. Arranjámo-nos calmamente, pegámos nas nossas coisas, ligámos aos nossos pais e em coisa de quinze minutos estávamos a dar entrada nas urgências do hospital. Foi rápido e indolor.

Na triagem, a coisa piorou: começaram as contracções horrorosas. O Luís ficou lá fora. Só quando já estava instalada no bloco (no HBA, há quartos isolados onde permanecemos durante todo o trabalho de parto), com duche tomado e toda uma panóplia de cabos, tubinhos e tubetas, é que o chamaram. As condições são, efectivamente, muito boas e diferentes da maioria dos hospitais públicos. Há cromoterapia, música a gosto, bolas de pilates e toda uma série de recursos para ajudar a melhorar este processo que pode ser muito moroso.

Pensei, na minha inocência, que a coisa iria ser rápida. Cerca das sete da manhã, muitas contracções, nada de dilatação. Precisava de, pelo menos, 4 dedos para poder fazer a epidural. Já gritava por ela! Foi necessário o recurso a fármacos, mas lá avançámos um bocadinho e finalmente tive direito à bendita anestesia. A manhã foi passando, fomos mantendo o contacto telefónico com as pessoas mais importantes, pairava muita ansiedade no ar.

Nada de dilatação, faça assim, faça assado, só não fiz o pino porque estava ligada ao CTG (que neste quarto ainda era cheio de fios), tenho fome, mas não pode comer, só esta gelatina, agora o pai tem que sair para fazermos o toque, pai já pode voltar. E eu já estava exausta. O Luís já estava exausto. Toda a equipa estava, com certeza, exausta e farta de aturar as minhas macacadas – acreditem, todos os profissionais de saúde e auxiliares que encontrei desde a entrada na urgência até à alta foram impecáveis! E a Teresa teimava em não vir conhecer o mundo.

Aparentemente, a piquena tinha a cabeça mal posicionada e não havia maneira de se endireitar. E as horas passavam. E as dores voltavam, vinham as repicagens da analgesia, eu melhorava qualquer coisa. Estava cansada. Não avançávamos. Aproximava-se a hora do jantar e nada de Teresa. Atravessámos três turnos, estamos a dizer olá novamente aos enfermeiros da noite anterior. Que raio descansaram eles, a sair depois das 9h e a estar por cá às 15h30′? Não quero esta vida para mim. Espero que jantem por mim.

Começava a ver o meu caso mal parado. Ouvia-os, todos, a falar em código. Não iria conseguir parir sem ajuda. E se agora vamos para cesariana? Eu não quero! Podem falar de ventosas e fórceps sem códigos, eu sei, não me assustam. Decidam, por favor, quero a minha filha! As dores voltavam, havia alguma hesitação no reforço da analgesia porque estava cada vez mais perto do grande momento e teria de sentir qualquer coisa para cooperar.

Fórceps, foi o que foi. Pediram ao pai para sair e o processo de expulsão foi algo que me custou muito, embora tenha a noção de que aconteceu depressa, o momento em si. Não sei por que é que pediram ao pai para sair do quarto. Há homens sensíveis, mas o meu não é um deles, bolas! Logo a seguir (obviamente!) entrou para poder pegar na bebé ao colo e viu tooodo o cenário escangalhado.

Sabe muito melhor que eu dos estragos ocorridos e de todos os pontos que levei – e que me custaram tanto, porque os senti bem de mais a todos! – por dentro e por fora. Não ficou traumatizado. Passei por uma episiotomia (teve que ser e fui informada, tal como em todos os outros momentos) e ainda ocorreu uma laceraçãozita noutro local. Se chegaram a esta parte da leitura, não se assustem! Passadas duas semanas, parecia que nada tinha acontecido.

Sabem que mais? É mesmo verdade quando nos dizem que, por maiores que sejam as dores, esquecemos (quase) tudo imediatamente quando temos os nossos bebés nos braços. Às 21h15′ do dia 14 de Julho de 2016, nasceu a minha Teresa. Foi, é, o melhor desta vida. Não sei como aconteceu, mas apaguei as horas dolorosas anteriores ao momento. E foi uma festa. Senti que toda a equipa estava realmente connosco, feliz connosco, a dar o melhor por nós.

Fomos para o recobro, no mesmo serviço. A Teresa teve maminha. Pouco tempo depois, fomos transferidas para o internamento – no HBA, os quartos do internamento acolhem duas mães e os seus respectivos bebés, que estão sempre ao pé de nós. Cada quarto tem o seu quarto de banho, é mesmo um hospital excepcional no que toda às condições. Não tivemos acesso aos nossos pertences, já que devem ser trazidos dentro do horário de visitas (antes das 20h). Ainda assim, foi-nos providenciado tudo aquilo de que poderíamos necessitar nas primeiras horas.

Posso dizer que nem meia hora depois de estar no internamento, já tinha ido à casa de banho autonomamente. Tomei duche e tudo. Tive dores, sim. Os primeiros dias do pós-parto foram um pouco aborrecidos nesse aspecto, mas nada do outro mundo – fico mais transtornada, por exemplo, quando tenho uma gripe daquelas mesmo feias. Tivemos alta menos de 48h depois e a estadia não poderia ter sido melhor. Ok, se por lá passarem, levem uns acepipes.

Não fiz nenhum plano de parto previamente e não creio que tivesse necessitado. Para mim, o meu parto foi o mais humanizado que poderia ter sido – num hospital, com todos os recursos necessários para assegurar que nada correria mal, com conforto e com muito respeito. Decorreu em óptimas condições, contei com óptimos profissionais de saúde, estivemos sempre a comunicar, coloquei as questões que entendi serem necessárias e obtive sempre resposta. Aturaram coisas que não eram da sua competência, sempre com a maior amabilidade.

Nunca é possível prever um parto, pelo que acredito que as coisas aconteceram como tinha que ser e fomos – eu, a Teresa e o Luís – tratados com a maior dignidade. Melhor, só se tivesse sido mais rápido, mas não poderíamos ter feito mais nada neste sentido. Não poderia ter escolhido melhor o local de nascimento da Teresa e recomendo mesmo muito o HBA. Daqui a uns anos, é lá que quererei ser mãe novamente.