Massa com Atum

Não desatem já a mandar tomates e ovos podres! Eu sei, para alguns de vós a ideia que sugiro no título pode parecer impraticável. Não vão saber se é impraticável se não a praticarem, e é muito imprudente falarmos daquilo que não conhecemos!
Deixo um pré-aviso para os vegetarianos/vegans (sim, eu sei que vocês me lêem, vocês adoram-me!): não fujam, podem perfeitamente substituir o atum por seitan que o petisco vai continuar a ser óptimo! A receita que aqui vou dar serve para 2 ou 3 pessoas.

Ingredientes:

– 1 lata de atum (ou o equivalente em seitan)
– 1 lata grande de cogumelos
– 1 pacote pequeno de natas
– Esparguete ou Fetuccine para 2 ou 3 pessoas
– Molho Inglês
Ketchup
– Orégãos
– Cebola
– Alho
– Azeite
– Sal (pouquinho, porque o atum e os cogumelos já são salgaditos!)

***

Ora bem, postas todas estas coisas na bancada da cozinha (eu sou pragmática, ponho tudo na bancada e arrumo à medida que vou utilizando), põe-se a água da massa ao lume e numa caçarola ou frigideira faz-se o refogado com o alho, a cebola e o azeite. Quando estes alourarem, colocamos o atum (ou o seitan!) e os cogumelos na caçarola. A massa é fácil de aviar e todos vocês sabem como funciona o processo, esqueçamo-la então! Quando os cogumelos e o atum tiverem um aspecto decente, e por decente entenda-se comestível, pode-se juntar as natas, os orégãos, o molho inglês e o ketchup (é favor ter cuidado com os três últimos! Estas coisas são colocadas ao gosto do freguês, mas não convém abusar porque senão a paparoca fica intragável!). Deixa-se apurar, escorre-se a massa e junta-se o conteúdo dos dois recipientes (da panela e da frigideira!). Mistura-se tudo muito bem e… Está pronto!

Espero que esta ideia sirva para alterar as ementas rotineiras que muitos de nós temos em casa, se bem que não convém abusar deste tipo de refeições dada a quantidade de “porcarias” como o ketchup e as natas que levam!

 

Bom apetite

Actualização a 16.Junho.2009 – Cá está a foto do petisco! Não tem o melhor aspecto, não é arrumadinho nem bonito nem colorido mas é muito saboroso. Desta vez não levou molho inglês nem ketchup.
TRANSLATION
Tuna Fish Pasta

Actually, don’t start throwing tomatoes and rotten eggs at me! I know the title sounds odd for some of you, but you won’t find out if it really is or if it’s just you not being open minded enough to give new things a try.

So, you can still do this if you’re vegetarian/vegan: just try using quorn or seitan, or whatever, instead of tuna fish. This recipe will still be great! This would give a meal for 2 or 3 people.

Ingredients:

– 1 can of tuna fish
– 1 big can of mushrooms
– 1 small cream carton
– Spaghetti or fetuccine for 2 or 3 people
– English sauce
– Ketchup
– Oregons
– Onion
– Garlic
– Olive oil
– Salt (not too much, the tuna and the mushrooms are already salty!)

***

Now, let’s put all this stuff on the kitchen table (I prefer things this way, it’s easier, when I’m done I store everything again). At this point you should have figured out I’m portuguese and I have to struggle a lot with myself and Google to get the translation of some words or concepts. Don’t expect to read good english here, though I try my best to write “readable” texts. Boil some water for the pasta and use a frying pan to saute the garlic and the onion. Then, cook the tuna fish and the mushrooms and add the cream, oregons, english sauce and ketchup (don’t get too excited doing this or you’ll get a disgusting dish). Mix everything it’s done!

I hope this idea allows you to find new tastes and get some variations in your food routines. This is a quick meal, so don’t this too much and too often. Ketchup and cream would make you look like a baloon.

Desabafo

Quem não ouviu Doors durante a infância foi uma criança muito infeliz…

É verdade. Para os mais velhos, pode parecer impossível. Para os mais novos (como eu), continua a parecer impossível! Pensava eu, na minha humilde insignificância, que The Doors era só uma das bandas mais famosas de sempre. Para mim, eles são míticos, icónicos, grandiosos! Para os demais… Começo a acreditar que são uns extraterrestres.
Há uns dias, descobri um rapaz (que eu julgava ser minimamente culto) que nunca tinha ouvido falar no Jim Morrison e que nunca tinha ouvido nada desta grande banda. Naquele momento, o mundo desabou à minha frente: como é possível existir alguém na nossa sociedade que não conhece a Light My Fire, por exemplo? E a conversa não ficou por ali, porque (obviamente) divulguei tal heresia a alguns dos meus amigos. Qual não é o meu espanto quando alguns deles perguntam “mas, afinal, quem são os Doors?”.

Amigos, o mundo está perdido. Conhecem a Britney e tudo o que está metido na mesma caixa, mas não conhecem The Doors? Jim Morrison, Jimmyzinho, caso estejas a ler este blogue desde o Além… Pelo amor de Deus, faz alguma coisa, não deixes que te “matem” e que te façam dar voltas no caixão!

Façam o favor de ir ver o site da banda!

A todos os que acabaram de descobrir este blog, desejo uma boa noite. Para os que me conhecem, não é preciso fazer grandes dissertações acerca da minha pessoa. Para os restantes: eu sou a Guida e eu é que sei!

É verdade, toda a gente sabe (e se não sabiam, sintam-se muito ignorantes!) que eu tenho 2 blogs, um deles com quatro anos e o outro que é actualizado de ano a ano com as tretas mais parvas que possam imaginar vindas de uma velhinha que não tem mais nada que fazer.

Para aqueles que estão em estado de choque porque pensam que acabaram de colidir com um alien, passo a informar que sou muito nostálgica. Portanto, e como achei que se desadequava escrever sobre as coisas jeitosas do passado que estão bem presentes na minha vida em qualquer um dos outros blogs, decidi criar estezinho em separado. No entanto, não contem só com velharias. Contem antes com coisas úteis, e com coisas inúteis!

Agora que já disse o que tinha a dizer, deixo algumas opções:

1- Feche a janela do browser e nunca mais cá volte;
2- Feche a janela do browser, mentalize-se que vai cá voltar e volte mais tarde;
3- Dê sinais de vida, participe, volte sempre!

Eu acho que não perdia nada em voltar, e olhe que eu é que sei…

Uma Boa Chávena de Chá

Tea Time by Mellie Fee

Falemos de chá. Devo confessar que a minha paixão pelo chá é uma coisa recente, dado que me recusava a bebê-lo quando era pequena. Ao que parece, eu não gostava do chá porque a minha mãe o encharcava de açúcar, e eu não sou grande amante de doces. Descobri as maravilhas do chá quando, há três ou quatro anos, um amigo me deu uma chávena de chá sem açúcar. E adorei! Na verdade, esta é a minha bebida preferida desde então, e não passo um dia sem o beber. Aliás, se estiver em casa sou capaz de beber litros e litros de chá, sem exagero, porque enquanto estiver acordada haverá sempre uma caneca de chá nas minhas mãos! O fundo do copo é sempre difícil de beber, e por isso gosto de ter a caneca sempre cheia!

Tenho ouvido por aí que há pessoas que gostam do chá quando tem açúcar. Meus caros, lamento imenso, o chá com açúcar não é chá! O açúcar irá alterar os benefícios e o sabor do bom chá. No começo, o chá poderá parecer amargo. É uma questão de hábito. À medida que vamos bebendo o chá sem açúcar, aprendemos a achá-lo doce sem que tenha aditivos. Há, também, pessoas que dizem que adoram o chá, mas só bebem os cházinhos das saquetas que há nos supermercados! Pelo amor de Deus, esses chás não têm sabor, eu só os bebo em último caso! Não querendo entrar em jogos de publicidade, gosto de comprar o meu chá nos cafés Portela: compro a quantidade que quero, da variedade que quero, e sei que a qualidade é a melhor! Podem ser mais caros que os chás dos supermercados, mas têm a garantia que estão a beber um bom chá e a aproveitar ao máximo as suas propriedades. Outro aspecto a ter em conta, é a quantidade de chá que tem que ser colocada na água a ferver. O chá deve ser forte: mais vale beber um chá forte do que uma série deles que sabem a água de lavar pratos. É este o motivo pelo qual eu não gosto dos chás em saqueta. Quando colocamos o chá directamente na água, este vai ser muito melhor absorvido pela água. E falando em água, é importante referir que esta tem mesmo que estar a ferver para que possamos ter um bom chá. Os chineses foram espertos nesta matéria! Se repararem, as chávenas deles não têm asa. Tem lógica. Enquanto a chávena nos queimar as mãos, significa que o chá ainda está quente demais para beber.

Outro aspecto que gera polémica quando se fala em chá é o leite. Os nossos amigos ingleses gostam muito de misturar o chá com leite, e nós por cá continuamos a desgostar da ideia. A primeira vez que bebi chá com leite foi em casa do meu tio, porque ele percebeu que eu queria chá com leite em vez de leite, e não chá como me tinha proposto! E tive que beber uma chávena de chá de maçã e canela (mariquices!) com leite. E caiu-me tão mal… Mas hoje bebo outros chás com leite, volta e meia. Assim, e para aqueles que quiserem experimentar, creio que tenha mais lógica verter primeiro o chá e só depois o leite, para não corrermos o risco de colocar mais leite do que chá no copo, chávena, caneca, ou seja lá qual for o recipiente escolhido! Eu sou fiel às minhas canecas de 1 litro, que bebo assim que me pára nas mãos.

Por agora, penso que estes humildes conselhos que vos dei chegam para que aprendam a gostar do chá. Se tiverem mais coisas para dizer, digam! Para os interessados, deixo aqui um artigo (em inglês) que o senhor George Orwell escreveu com aquilo que ele julga serem os onze pontos essenciais para fazer um bom chá. Pergunto-me se teria opinado sobre os microondas se tivesse escrito o artigo nos dias de hoje…

Bebam bom chá!

Fazer Bebés

Como é que se faz um bebé?

Os bebés não são mais do que ervilhas especiais que ficam tão grandes, tão grandes dentro da barriga da mamã, que o médico tem que as tirar lá de dentro. As mães não têm grande voto na matéria quando tratamos deste assunto. Quem manda aqui é o pai!

O pai sabe que os catálogos da La Redoute que a mãe recebe não têm só roupa: nos últimos molhinhos de páginas, é possível descobrir um universo de coisas sem utilidade nenhuma ou com funcionalidades a mais. E é por esse motivo que, quando a mãe se distrai, o pai, como sabe onde é que ela deixa o catálogo para ver mais tarde, corre a confiscá-lo. Como não é parvo, sabe que há-de encontrar, algures, uma lata com ervilhas especiais, daquelas que servem para fazer bebés. As latas enganam bem, no caso de terem que ficar na despensa, no meio das outras latas todas. Não se pode perceber que estas ervilhas são diferentes das ervilhas normais que se compram no supermercado para fazer jardineira! E encomenda-se, então, uma lata de ervilhas de fazer bebés. É do conhecimento das pessoas que a La Redoute é francesa e que, portanto, o armazém onde estão as coisas todas do catálogo fica em França, em Paris! E é aqui que a cegonha (que toda a gente nos diz que traz os bebés) toma um papel fundamental no aparecimento dos bebés.

As cegonhas são animais capazes de voar durante dias sem se queixarem, e não consomem muito combustível, o que é importante nos dias de hoje. Senão, arriscávamo-nos a assistir a um défice de nascimentos devido ao preço do barril de crude ou às greves de camionistas! No processo de fazer bebés, a cegonha contribui com o transporte das latas de ervilhas especiais de Paris para todos os outros pontos do mundo.

Quando a encomenda do pai chega à estação dos correios locais, é emitido um aviso que vai parar à sua caixa do correio, a avisar que tem uma encomenda para levantar num prazo de três dias úteis. O pai tem que trabalhar muito para ganhar o dinheirinho que põe a comida na mesa e paga a luz, o gás e as outras coisinhas todas que há lá em casa, e sai sempre muito tarde. Como sabe que tem que ir levantar as ervilhas aos correios, que fecham às seis da tarde, o pai pede ao chefe para sair mais cedo nesse dia. E lá vai ele buscar a lata de ervilhas de fazer bebés, que custa uma pipa de massa!

E as ervilhas vão parar à despensa, à espera que a mãe não consiga chegar a horas de fazer o jantar, um dia, e para o pai meter as mãos na massa. E esse dia não tarda a chegar, quando a mãe tem que fazer relatórios feios até mais tarde e telefona ao pai a pedir para fazer o jantar. O pai não sabe cozinhar, mas vai ao Google e procura a receita da jardineira, e tenta fazer tudo certinho para que a mãe jante e goste do jantar e repita o prato. E são, finalmente, horas de jantar: a mãe chegou a casa com muita, muita fome, e está capaz de comer um cavalo! Este momento é crucial na arte de fazer um bebé. É muito importante que a mãe coma tudo, que coma as ervilhas para que uma delas se implante na sua barriga e cresça. Se a mãe não gostar de ervilhas, o pai tem que ter um poder persuasivo muito grande para a fazer comer. A mãe não tem outro remédio senão comer o que o pai fez para o jantar, porque tem muita fome. É essa a sorte do pai. Come, e o pai insiste para que ela coma mais, e diz que ela está muito magrinha, e ela come, faz caretas de enjoo e tudo, porque não gosta de ervilhas nem dos cozinhados do pai, mas come. Quando acaba de comer, já tem muitas ervilhinhas na sua barriga a competirem para ser um bebé mais tarde!

E o tempo passa e há uma ervilha que está a transformar-se num bebé, lentamente, dentro da barriga da mãe. Esta, nos primeiros tempos, pensa que está a ficar gorda e que anda a comer coisas a mais, e que tem que fazer uma dieta. Até que tenta emagrecer, mas não consegue, e descobre assim que está grávida. Algumas mães ficam muito zangadas com os pais quando descobrem que estão grávidas, porque não queriam ter bebés. Outras há que ficam tão contentes que até se esquecem que um dia tiveram que comer jardineira!

E a mãe vai inchando, inchando. A ervilha, ou o bebé, vai crescendo, crescendo, cresce tanto que quase faz a mãe rebentar! Nesta altura, a mãe sente que é altura de chamar o médico. O pai chama o médico, ou leva a mãe para o hospital. Chegou o fim da gravidez. Nesta altura, o médico traz uma tesoura de podar especial e corta a barriga da mãe, para poder sair o bebé. É por este motivo que os bebés são feios. Não é por causa da tesoura de podar, é porque nascem das ervilhas.

É este longo processo compreendido entre a leitura do catálogo da La Redoute até ao corte da barriga da mãe, quando já está muito inchada, que dá origem aos bebés todos do mundo. Afinal, o que parecia ser uma coisa complicada para todos nós, não é mais do que a história simples que acabei de vos contar!

Dias para Tudo e Mais Alguma Coisa[:en]Days for Everything

Venho expor o meu ponto de vista sobre um assunto que, cada vez mais, está a dar cabo da nossa sociedade. Deve-se, talvez, ao facto de sermos cada vez mais consumistas e de fazermos o que os outros fazem porque se não o fizermos somos más pessoas.

Hoje é o Dia dos Namorados, como todos vós já repararam, e este dia tem sido antecedido por coraçõezinhos e vermelhinhos e rosinhas e presentinhos foleiros espalhados pelas montras de cada loja. Questiono eu, então, se é suposto oferecermos prendas hoje? Só hoje? Ao namorado(a)? Será que é suposto só os lembrarmos hoje? NÃO.

Tornámo-nos de tal forma ceguinhos que já precisamos de datas para nos lembrarmos das pessoas especiais e oferecer-lhes prendas. O Natal é um exemplo, tal como o dia de hoje, e tal como o Dia do Pai, o Dia da Mãe, o Dia da Mulher, o Dia da Criança, o Dia dos Avós, e esse calendário de dias para tudo e mais alguma coisa é interminável.

Não sei o que os meus amigos pensam por eu, na maior parte das vezes, não oferecer prendas nas datas previstas. Porque haveria de o fazer? Se calhar também estranham quando lhes ofereço prendas sem haver um “motivo”. Para mim, oferecer prendas e dar mimos, preocuparmo-nos, é uma coisa que deve ser sempre feita àqueles de quem gostamos, incondicionalmente e sem ser por obrigação! As prendas que ofereço são dadas com muito amor, por vezes até são feitas por mim, e não é porque surge um Natal ou um aniversário que eu vou comprar uma prenda, à pressa, sem significado nenhum! NÃO, eu ofereço quando vejo algo que é a cara da pessoa em questão, independentemente de preços ou tamanhos, serão prendas que terão sempre o seu valor emocional, ou assim o espero!

Conclui-se então que não, não quero saber da suposta importância de dias como este, não quero saber de festejos, assim foi e assim será, e, se ajudar, não ligo sequer ao festejo do meu aniversário.

[:en]

I am going to tell you my point of view about a subject which is messing up our society. We are being taken by consumerism and highly influented by what others do. If you do not do what people consider “normal”, they put you appart.

Today it is St Valentine’s day in Portugal, and before this day everything gets full of hearts, roses and lame gifts in every store. So, is it supposed to offer a present today? Only today? To our lovers? Is it supposed for us to remember only today? No.

We became so blind that now we need special dates to remember of the most important people in our lives and offer them a present. Christmas is an example, just like today, and just like Father’s or Mother’s day, Women’s day, Children’s Day, Grandparent’s day, and all that endless calendar with days for everything else.

I do not know what my friends think for, most of the times, not giving them presents on these days. Why should I do it? Maybe they also think it is weird for me to give them presents in any other day, without a reason. For me, showing you love others is somethins you should do always, unconditionally! All the presents I give are given with lots of love, sometimes they are even handmade by me. I will not, ever, buy a meaningless present just because it is Christmas or because it is someone’s birthday. No, I give when I see something I know the other person will love and which mades her remind me.

So, no, I do not want to know about days like this.