Todos sabemos de histórias sobre a miséria alheia.

Todos temos um vizinho ou conhecido cuja história é conhecida e infeliz: ou é maltratado, ou esforça-se mas não tem retorno, por vezes é doente, entre outras possibilidades.

Não serve de nada termos pena porque não é assim que nos tornamos úteis, mas ainda assim permanecemos como espectadores porque temos receio de ser mal interpretados.

Em tempos de Internet, parece que também já temos bairros na blogosfera e por vezes surgem situações semelhantes às da vida real.

Falo da minha experiência enquanto blogger e enquanto leitora, existem alguns blogues que contam histórias menos felizes e eu sigo alguns atentamente e procuro a melhor maneira de ajudar.

Desde 2008, dentro desta categoria da miséria alheia, sigo (dentro do possível e virtualmente) uma rapariga que tem neste momento 31 anos.

Não vou referir nomes nem ligações, mas falo de uma pessoa que gera alguma controvérsia por ter uma escrita muito rudimentar e por conseguir ser bastante rude com as pessoas quando escreve.

Não sou ninguém para fazer suposições, mas ainda assim tenho cá para mim que ela só pode ter um atraso no desenvolvimento cognitivo. Qualquer pessoa percebe isso, e é este o principal facto que me fez ler sempre tudo o que ela partilha no seu blog.

Não devo ser a única, porque pelo que me apercebo ela tem sempre comentários e emails de pessoas que querem apoiá-la.

Pessoas e marcas.

Deixem-me explicar, resumidamente, o que vi nesta moça que me fez sentir uma certa empatia e pena. É verdade, não consegui passar à fase da ajuda mas andei bem lá perto.

Já vão perceber. Como referi, ela tem uma escrita muito rudimentar. Dá muitos, mesmo muitos erros ortográficos. E é esta a primeira coisa que absorvemos no blogue dela.

  • Trata-se de uma pessoa de 31 anos, residente num bairro de Lisboa, desempregada e que apregoa ter uma deficiência no pé (motivo pelo qual ninguém lhe dá emprego).
  • Refere ter um irmão desempregado e pais reformados e doentes. Não tem dinheiro para o passe dos transportes e recorre aos computadores da biblioteca para publicar artigos no blogue.
  • Diz que anda rota porque não tem como comprar roupa nova. Diz que sempre usou roupa velha que lhe dão e que não consegue andar apresentável.
  • Diz que não tem sequer possibilidade de comprar leite com chocolate para beber ao pequeno-almoço.
  • Ainda assim, assume que não tem problemas em lidar com as dificuldades e que respeita muito o esforço dos pais para esticar o orçamento.

Eu não teria qualquer problema em ajudá-la. Não tenho assim tanto para dar, mas em vez de encaminhar a roupa que já não uso e que está em bom estado para instituições de solidariedade, poderia entregá-la a esta pessoa.

Ela diz que veste tamanhos pequenos e, acima de tudo, temos de ser uns para os outros. Se um dia eu precisar, também vou gostar de ter quem me ajude.

Quem fala em roupa fala no resto.

Podia cortar nos cafés e dar-lhe o leite com chocolate de que tanto gosta, podia pôr de parte alguns dos produtos que apenas abri mas não uso, podia ajudá-la a melhorar a escrita, podia passear e conversar com ela.

Não obstante, em quase quatro anos que leio o que ela escreve, fiquei sempre muito reticente em contactá-la directamente para lhe dar a mão.

Tanto quanto me lembro, o primeiro episódio que me fez ficar de pé atrás já foi há coisa de dois anos, quando ela divulgou o nome e endereço de um instrutor de natação que, aos olhos dela, teve segundas intenções e lhe deu para trás.

Depois, não tardou muito até que, volta e meia, se lembrasse de insultar alguém no blog. Inclusivamente pessoas que a tinham ajudado. Falo de pessoas anónimas, de bloggers muito conhecidas, de marcas.

Ela chegou a desejar a morte de muita gente, e coisas dessas não se dizem nem a brincar. Recentemente, quando eu (e calculo que as restantes pessoas que a lêem) pensei que ela tinha aprendido a pensar no que diz antes de escrever, resolveu insultar todos os profissionais do maior centro hospitalar do país.

Juntamente com os insultos, normalmente vêm os pedidos. Esta pessoa faz sempre um grande choradinho.

Roupas, cremes, maquilhagem, jóias, médicos. Não se contenta com pouco! Pede sempre contactos/contacta marcas de luxo.

Refere que as marcas são umas más, que só ajudam quem lhes faz publicidade e não as pobrezinhas anónimas como ela.

No dito artigo das ofensas aos profissionais do hospital, fez questão de perguntar por contactos de um médico particular que a atendesse de borla.

Para uma pessoa que passa por tantas dificuldades, como refere insistentemente, parece-me exigência a mais.

Mesmo com tudo isto, eu, parva, pensei seriamente em ajudá-la.

Como tinha de me deslocar a um centro comercial para tratar de assuntos meus e fazer compras e como leio no blog dela que mora lá perto, pensei seriamente em enviar-lhe um email a perguntar por algumas coisas de que necessitasse para ver o que é que eu podia oferecer. Ainda bem que, por qualquer motivo, não o fiz.

Quis o destino que a encontrasse nessa mesma ida ao centro comercial, sem qualquer contacto.

Eu penso que ela me reconheceu, ficou muito tempo a olhar para mim, mas não me falou. Eu também não lhe disse nada e limitei-me ao meu papel de espectadora incrédula.

Felizmente para ela, que não está numa situação tão negra como a que pinta. Infelizmente para ela, porque perdeu toda a credibilidade. Pelo menos para mim!

Depois de anos a ler que ela tem uma deficiência no pé que lhe limita a mobilidade e a impede de andar normalmente… Vi-a a andar normalmente. Durante meia hora, correu as lojas todas daquele bloco.

Para trás e para a frente, para trás e para a frente. Nunca ninguém diria que ela tem uma deficiência de qualquer espécie no pé. Depois de anos a ler que ela anda com roupa rota, encontrei-a com boa roupa.

Depois de anos a ler que é uma pobre infeliz que nunca fez compras, encontrei-a às compras com a mãe. Com sacos de compras das lojas, sim.

Depois de anos a ler que ela respeita muito os pais e que acata o peso das dificuldades sem se queixar, vi-a a fazer uma birra à mãe porque queria não sei o quê da FNAC.

Costumo falar do blog dela com outras pessoas. Estava acompanhada por uma pessoa que está a par do que ela escreve. Ficámos as duas incrédulas.

Provavelmente, sou eu que sou boa de mais, sou eu que sou ingénua e acredito na honestidade das pessoas mesmo quando se escondem atrás de um ecrã.

Custa-me a acreditar que (ainda) há quem pense que pode ser quem quiser no universo virtual. Custa-me a acreditar que (ainda) há quem se esqueça que os leitores são pessoas e merecem todo o respeito e honestidade.

Daqui por diante, tentarei não me impressionar tão facilmente com histórias como a desta rapariga que escreve num blog.

Não sei quantas mais pessoas há como ela, não quero saber. Sei que fiquei triste e muito desapontada. Como disse, ainda bem que as coisas não são tão negras para ela como as pinta.

Desejo-lhe as maiores felicidades do mundo e só espero que as pessoas que ainda se preocupam com ela não tenham de ver o que eu vi. Ou isso ou que se apercebam que estão a gastar latim em vão.

P.S. – Fica aqui outro registo de uma história de deixar os cabelos em pé com a mesma pessoa, contado pela Garota de Ipanema.

P.P.S. A pessoa referida no post fez o favor de vir comentar e até deixou o link do blog, sintam-se à vontade para dar uma espreitadela.

P.P.P.S. – Hoje é dia 9 de Fevereiro de 2012 e o blog da pessoa em causa foi apagado. Coincidência? Por quê, se era tão coitadinha e pobrezinha? Vamos ver se é uma decisão definitiva ou se é sol de pouca dura.

P.P.P.P.S. – As minhas leitoras são umas queridas e mostram-me sempre novidades em primeira mão. Parece que a pessoa tem um novo blog aqui. Nova casa, as histórias do costume.

48 comments on “Nem tudo o que parece é – A “Marianinha””

  1. Ó minha Guida, há um provérbio que diz que” quem não chora, não mama” e é bem verdade…. confesso que custa-me a acreditar mto nas pessoas, fruto da experiencia profissional na atribuição de bolsas de estudo ao ensino superior… como analisava, avaliava e entrevistava os alunos e familiares para calcular a bolsa a oferecer que aprendi que não nos podemos acreditar em tudo o que nos dizem… e foi aí que aprendi a observar a pessoa da cabeça aos pés e a tirar notas mentais para poder verificar se o discurso é coerente com os sinais exteriores que apresentam… também já conheci ao contrário… pessoas que não tinham um tostão furado e viviam acima das possibilidades mas aí já foi fruto de uma outra exp. profissional,desta na banca… por isso a ajudar prefiro faze-lo a pessoas que realmente conheça a história por detras das situações…de outra forma dificilmente me iludo com os papeis de coitadinhos… e pena é o pior sentimento a se ter por alguém… beijinhos

    • Bolas, imagino que seja preciso ter muita paciência e cabeça fria! Eu sou ingénua, por vezes. A minha mãe já esteve no Conselho Executivo de uma escola e também havia uma certa revolta com os apoios. Havia, por exemplo, uma situação de uma família que vivia numa vivenda com piscina, todos sempre muito bem vestidos, com direito a muitos luxos, e no fim os miúdos tinham direito aos subsídios mais altos. Algo não está bem. Eu não consigo compreender o que leva as pessoas a serem assim gananciosas. Não compreendo, já que não são boas para elas que sejam para os outros.

      Beijinho

    • Isto não tem muito que ver com o post em questão mas sim com o comentário sobre as bolsas de acção social.
      “aprendi a observar a pessoa da cabeça aos pés e a tirar notas mentais para poder verificar se o discurso é coerente com os sinais exteriores que apresentam”. No sistema de atribuição de bolsas vocês deveriam apenas lidar com os documentos que atestam os rendimentos e as despesas e não nos “sinais exteriores”. Isso é altamente descriminatório e pouco fiável. Uma pessoa pode obviamente ter gosto ao vestir-se mesmo com pouco dinheiro, ou ter ainda, por exemplo, quem lhe ofereça certos bens. Não quero falar da minha situação em específico mas posso dizer que nunca na minha vida fui tão maltratada como pelas pessoas dos serviços de acção social. Ninguém acreditava em mim, simplesmente porque os meus redimentos eram “demasiado baixos”.Eu provei tudo com documentos, incluindo uma doença crónica no meu agregado familiar e, ainda assim, duvidavam da minha palavra. Esse tipo de “análise” que refere é incrivelmente degradante. Enfim…

  2. Já não é a primeira vez que me falam destas “pessoas” que inventam identidades na blogoesfera. Temos de desconfiar de tudo e de todos até termos a certeza de quem são na realidade, coisa que é muito complicado de se fazer na internet.

    • Bolas, mas custa tanto! Ainda por cima quando a própria pessoa se mete a jeito e deixa coisas tão importantes como a sua morada à vista de toda a gente no blogue. Fiquei mesmo escaldada.

      Beijinho

  3. Espero que a senhora de cima não esteja a por em causa a palavra da Guida… e sim, é real.

    Mais frequente do que aquilo que pensamos.

    Eu também sou assim Guida, se calhar mais do que tu.. mas bem, não falemos nisso. Já andamos as duas vacinadas contra este tipo de coisas, né?

    Só te posso dizer que, as pessoas que são mesmo pobres e passam fome, são aquelas que menos reclamam da vida e da sua pobreza.

    Beijinho*

  4. Talvez eu ande a dormir (em mim é normal) mas não faço ideia de quem falas, mas fico muito triste com a história que contas. Desde que engravidei da minha princesa de 2 anos tenho pedido roupa para ela na net e tenho tido sempre ajudas de gente que não conheço e fico sempre muito grata por tudo o que fazem por mim, porque graças a elas foram muito poucas as roupas que precisei de comprar e quem tem filhos pequenos sabe como se pode gastar verdadeiras fortunas. Ao ler este relato que fazes fico a pensar como há gente que usa a net para se fazer de coitadinha e sacar o que pode e não pode aos outros. Essa historia é mt triste espero que essa pessoa seja apanhada por mais pessoas porque me parece que precisa de aprender uma verdadeira lição. Estou chocada com o que contaste e a pensar se haverá pessoas que ficando desacreditadas como tu olham para mim de lado a pensar se serei mais uma interesseira. Estou triste…

    • Pelos vistos, pelo que estou a ler nos comentários já houve mais gente a passar pelo mesmo que eu. Deu-me vontade de filmar tudo na altura e publicar. Juro que deu. Depois caí na realidade e seria muito feio da minha parte fazê-lo. Seria grave, porque eu não sou como ela. E embora tenha ficado muito aborrecida com tudo isto, não lhe desejo mal nenhum.

      Mudando de assunto, bebés. Vê lá se falta alguma coisa que tenho uma cunhada de 2 anos e posso perguntar à sogra o que é que tem por lá que já não é necessário 😀

      Beijinho

  5. Penso que sei de quem falas. Também eu já tive vontade de estender a mão e ajudar, mas houve sempre algo que me impediu de o fazer. Para quem “mendiga” e chora tanto as infelicidades da vida, achei sempre que havia ali alguma falta de humildade. Isso juntamente com os delírios de imaginação e a pouca noção da realidade (o desejo de entrar na faculdade, o desejo de ser fotógrafa) fizeram-me pensar uma de duas coisas: ou estávamos perante um mentiroso ou alguém com algum tipo de problema psicológico. Daí que nunca tenha ajudado. E hoje ao ler o teu texto penso ainda bem que não o fiz. Prefiro dirigir-me a uma instituição do que ajudar quem se esconde atrás de um monitor e conta mentiras. É pena porque este tipo de coisas faz com que as pessoas percam a vontade de ajudar – como distinguir o trigo do joio?

    • É isso, a vontade de ajudar era muita mas havia sempre coisas que não batiam certo. Ainda assim, continuava a preocupar-me porque bem sei que às vezes tenho mau génio. Bem sei que devia relativizar o que uma maluca como ela diz, mas não via ninguém a publicar a sua morada se não estivesse mesmo em desespero! Sou tão tonta.

      Beijinho

  6. Guida, estou estupefacta, porque se passou exactamente o mesmo comigo.

    Encontrei o blog da pessoa de quem falas, de início pensei que fosse uma brincadeira de alguém, que queria ver o impacto que teria na blogosfera. Mas depois de algumas controversias, apercebi-me que era verdade mesmo. De início também quis logo ajudar, mas havia ali muita coisa que não batia certo. Chama-lhe sexto sentido… Decidi ficar a ver o desenvolvimento da rapariga, pois ela já tinha alguma ajuda, então um desenvolvimento seria de se esperar. No entanto, a estagnação era grande. Como tu, concluí que teria um atraso cognitivo. Fui assistindo ao blog dela, com a ideia de, quando eu tivesse alguma estabilidade, a ajudar, levá-la a jantar, ao cinema, enfim, dar-lhe alguma amizade, pois parecia-me uma pessoa que, para as limitações que tem, até faz muito. Mas um dia, nesse Centro Comercial perto de casa dela, encontrei-a a deambular, a ver tudo, a andar bem, a comprar coisas no Continente (refrigerantes, por exemplo). Desde esse dia ainda fiquei mais apreensiva. Mas como te via seguidora dela, isso deu-lhe, para mim, alguma credibilidade. Por isso, chegar hoje aqui e ler isto, é como se sentisse um alívio enorme. Afinal não sou só eu, não vale a pena gastar mais tempo com quem se dissolve em auto-comiseração, há muita gente a precisar de uma força para subir sozinha, mas também há muita gente que só quer ser carregada, como um fardo. Ufa, siga em frente.

    • Logo respondo ao teu email, fiquei mesmo, mesmo triste com isto que se passou. Imagina, nós estamos por perto e mais cedo ou mais tarde apercebemo-nos das coisas. Sabemos que ela tem ajudas até de pessoas que moram longe. Muitas ajudas, de pessoas que a estimam muito. Olha o que era elas verem o mesmo que nós!

      Eu sigo-a há quase quatro anos, na altura ela tinha outro blogue e a pancada do surf.

      Sabes quem é que ela me lembra? O coxo da telenovela da TVI.

      Beijinho

  7. “Todos temos um vizinho ou conhecido cuja história é conhecida e infeliz: ou é maltratado, ou esforça-se mas não tem retorno, por vezes é doente, entre outras possibilidades. Não serve de nada termos pena porque não é assim que nos tornamos úteis, mas ainda assim permanecemos como espectadores porque temos receio de ser mal interpretados.”
    Concordo plenamente com o que escreveste aqui, eu tive uma infância e adolescência muito complicada pois não tenho pais e no entanto quando estudava fazia questão que ninguém soubesse disso, isso porque não queria ter boas notas por pena mas sim por esforço, não queria que olhassem para mim como uma coitadinha órfã mas como a pessoa rebelde e forte que sempre tentei ser, e pessoalmente revolta-me quem usa esse sentimento(pena) para alcançar qualquer coisa que seja na vida.

    Quanto a essa blogger, deve ser do pior tipo de pessoa que pode haver, mentir para tentar assambarcar coisas de marcas e dos próprios leitores não se faz…Sinceramente acho que nunca li o blog em questão, mas sendo ela tão mal educada e rude o mais provável era parar de seguir o blog, como tem acontecido com as alguns blogs que me cruze e não gosto.

    bom fim de semana
    beijinhos
    LP

  8. Acho que há uns bons anos a li, mas depois perdi completamente o rasto. E na altura, apesar da pedinchice, tive pena. Gostava de saber o que é que ela diz agora. Não podes partilhar o link? Não me lembro mesmo do nome do blogue, já passou tanto tempo desde que a li pela última vez.

  9. Olá Guida! Não pude deixar de comentar este post porque sei de que pessoa estás a falar e também eu, por pouco, não caía na conversa dela.

    Conheci o blogue dela há uns dois anos quando, a ler o blogue da A Pipoca Mais Doce, vi por lá um comentário dessa criatura. Segui o link e fui parar ao blogue dela e tive a mesma sensação que muita gente: “mas isto é real?! não pode ser…” mas era.

    Na altura fiquei sensibilizada [afinal, era muita desgraça para uma só pessoa suportar] e enviei-lhe um mail a dizer que queria ajudá-la e se poderia ir a casa dela levar as coisas [como a minha mãe é psicóloga, eu queria ir com ela à casa da rapariga para que conversassem um pouco e quem sabe, ajudá-la com terapias ou assim].

    Recebi um mail dela no dia a seguir a dar a morada para enviar a “encomenda” para ela, mas que ela não encontrava com pessoas “da net”. E ainda pediu para eu mandar fotografia das coisas que ia enviar para ela [roupas, malas, produtos de higiene] para ela escolher o que queria. Escolher, leste bem. Epá… quem realmente necessita das coisas não anda a escolher. E aquilo caiu mal. Nem me dei ao trabalho de falar mais nada e esqueci por completo o blogue dela. Agora que falaste nisso fui lá cuscar e aquilo vai de mal a pior. Agora é a mãe que está muito doente e mal anda [mas afinal já pode ir passear pelo Colombo]. Enfim…

    Como há pessoas tristes por esta blogosfera!

    • Nessa mesma altura da Pipoca, ela foi a um jantar de fashion bloggers. Como é que não se pode encontrar com pessoas da net? A resposta dela para ti foi medonha. Ainda para mais, não pode encontrar-se com pessoas da net mas deixa a morada à vista de toda a gente no blogue.

      Essa da mãe é outra que tal, acho que ninguém morre com um prolapso uterino.

      Fiquei mesmo muito aborrecida com o que vi.

      Beijinho e obrigada pelo comentário!

  10. Estou chocada.. Não faço a minima ideia de quem falas mas gostava de saber, se puderes manda me o link do blog por email.

    Quanto ao filmar.. eu não sou tão boazinha como tu, provavelmente teria filmado e acabado com a palhaçada dela, custa-me muito ver pessoas a serem enganadas, se calhar algumas das pessoas que a ajudam tem realmente dificuldades e fazem um esforço extra p lhe darem qualquer coisinha e no fim de contas ela é apenas uma mulher mimada com a mania que o mundo tem de girar a volta do seu umbigo. Aos 31 anos não é nenhuma criança sem consciência do que está a fazer e ou tem um grande atraso cognitivo como tu dizes ou merecia umas boas lamparinas no focinho… (eu sou assim um bocado p o violenta qd me salta a tampa). 😡

  11. Olá,

    Visto ter ajudado uma pessoa numa situação idêntica, mas por intermédio de outra pessoa, será que me podes dizer por e-mail, o blog dessa dita pessoa.

    É que à demasiadas coisas em comum, e neste momento começo a entrar em estado de nervos…não posso acreditar que me deixei enganar desta maneira.

    Obrigada

  12. Guida maioritariamente quem mais se chora é quem menos precisa, e quem mais precisa nem perde tempo com chorinhos, arregaça as mangas e faz-se à vida…
    Nunca gostei de pessoas que expõe os seus problemas a pessoas alheias… acho que no fundo essas pessoas esperam “festas na cabeça”…

  13. Sem querer ofender ninguém,penso que é de grande ingenuidade sentirem-se enganadas por uma pessoa que à partida já estava a mostrar que era uma fraude.
    Eu pessoalmente não ajudo ninguém só porque é pobre.Ajudo porque simpatizo com a pessoa,porque acho que tem personalidade,porque sinto carinho por ela de alguma forma.
    Ora se ela já ofendia pessoas e entidades no blog (que inclusivamente a ajudavam),se tinha a lata de exigir produtos e serviços de qualidade…afinal onde está o engano?
    Eu não conheço o mail nem a personagem,mas pelo “pouco” que li já deu para perceber o género de pessoa (já conheci muitas semelhantes).
    Pode nem ter um atraso cognitivo,mas é certamente analfabeta (ou quase) e pouco inteligente.E pode realmente não ser muito abonada (não é por ir comprar refrigerantes ou não estar totalmente rota que não se tem dificuldades na vida).No entanto essas dificuldades serão derivadas à pouca inteligência dela,e como já se comprovou não são MESMO as que ela descreve no blog.
    E provavelmente,ao ler blogs onde as meninas têm sempre dinheiro para roupas,sapatos,maquilhagens e sem-fins novos,sentiu que podia ter encontrado uma mina de ouro para obter coisas para o qual o orçamento dela não chega (não querendo isso dizer que seja pobrezinha).
    A quem se deixou enganar,que sirva de lição,pois foi realmente de grande ingenuidade: quem é que em condições tão graves está a pensar em malas,maquilhagens e etc?Pois…

  14. O caraças, esta coisa da curiosidade (cusquice cof cof cof)é do caraças, podes enviar-me o link por email, só para educar a minha ingenuidade. E não cair nestes continhos do vigário. Thank´s

    Bj

  15. Ola Guida quem pensas que és para me ofender dessa maneira.
    Dizeres para aí que eu não tenho uma dificiência no meu pé e ainda mais dizeres que eu fiz uma birra enquanto estava na fnac com a minha mãe.
    Peço desculpa mas eu não faço birras e sim tenho uma dificiencia no meu pé.
    E por nunca ser tenho um atraso cógnitivo,de cabeça sou uma pessoa saudável podes ter a certeza.
    Eu não sou filhinha da mamã,os meus pais não têm estudos mas deram-me educação e eu nunca disse que andava rota apenas disse que tinha só dois pares de calças e que uns já se estavam a romper,nada mais.
    Mais uma coisa se eu te visse e se te reconhcesse ia falar contigo pois nunca esqueço uma cara é mais tens de ter cuidado com o que dizes pois eu falo o que penso e o que sinto não ando aqui a explorar ninguém apenas pedi ajuda,mas já não peço mais pois as pessoas são envenenadas por outras.
    Mais uma coisa se me viste porque não vieste ter comigo e não me vieste falar,se calhar até nem era eu.
    Devias ter vergonha de afirmar coisas que não são verdade.
    Mais uma coisa para filha de uma pessoa que foi directora executiva de uma escola não tens educação nenhuma pois eu nunca falo da vida dos outros tu e outras pessoas têm prazer nisso.
    Acho que tens de crescer um pouco pois aquilo que se vê,ouve muitas vezes não corresponde á verdade.

    • Sabe, pelos vistos não sou eu que sou mal educada e não ofendi ninguém aqui, visto que nem referi nomes. Serviu-lhe a carapuça, não foi? Tenha juízo e cresça, porque não fui a única pessoa a relatar episódios destes e o que anda a fazer é muito feio. Será que conta estas coisas à senhora da França? Não, pois, não lhe convém. Se teve paciência para ler que a minha mãe trabalhou num Conselho Executivo (e não que foi directora executiva, são duas coisas totalmente diferentes – mas claro, para uma pessoa que tira uma formação de Verão e acha que é um grande curso, já tudo é possível), também leu decerto o que as minhas leitoras contam de si. Somos todas umas mentirosas ofensivas e mal educadas, hã? E por amor de Deus, não me faça ir ao seu arquivo que a enterro já com as suas palavras e contrario já tudo o que disse.

      Sabe outra coisa que me faz ter a certeza que era a menina? as suas fotografias do Facebook. A atitude das funcionárias da Sephora, que começaram a cochichar quando a menina apareceu lá, ajudaram-me a ter a confirmação. Se houver uma próxima vez, não se aflija que eu filmo mesmo e mostro a toda a gente quem é a Marianinha. Ainda bem que deixou aqui o link do blogue para que toda a gente possa confirmar a espécie de pessoa que é. Depois não me venha acusar disto e daquilo.

      Não me reconheceu mas quase esbarrou com a minha sogra (que por sinal é segurança no centro comercial) a olhar tão fixamente para mim. Pormenores.

      Passe bem e deixe-se de tretas.

  16. Olá 🙂 Apesar de já conhecer o teu blog, esta é a primeira vez que comento..foi através do blog da garota de ipanema que conheci esta história..realmente estou estupefacta..como é possível..gostava de saber que blog é esse..bjs* boa continuação*

  17. Lembro-me perfeitamente de me teres falado neste blog, que eu na altura não conhecia, e de dizeres que gostarias imenso de ajudar a rapariga que o escrevia.

    Como é óbvio, ao chegar a casa, fui ver o dito blog e achei aquilo uma tanga de todo o tamanho, não pelas incessantes lamentações ou por, de alguma forma, todas as desgraças do Mundo acontecerem há rapariga, mas porque a escrita que pretende passar a imagem de pessoa com dificuldades não me convence. Quer dizer, uma coisa é dar erros, mas quem é que modifica a ortografia de uma palavra cada vez que a escreve?

  18. Eu estou absolutamente estupefacta! Fizeste muito bem em divulgar, Guida! Infelizmente parece que esta blogosfera anda recheada de pessoas ingénuas que ainda caem nestas patranhas.
    Quem precisa, não pedincha! Quem tem brio e orgulho no que é, não se lamenta! Há por aí muito boa gente a passar sérias dificuldades, e é vergonhoso que alguém se aproveite da bondade dos outros para proveito próprio.
    Carácter, infelizmente, é uma coisa que falta a muita gente.

    E a senhora em questão teria ganhado muito mais estando sossegada. Acabou de confirmar tudo o que foi dito, com a atitude que tomou.
    Educadamente, disseste o que tinhas a dizer, sem mencionar absolutamente nada sobre quem era ou não era a pessoa em questão, nem foste de forma alguma rude ou mal educada. A senhora é que fez o favor de se dar a conhecer…

    Eu não fazia absolutamente ideia de quem seria até a senhora se identificar. Como disseste, e muito bem, a carapuça serviu. Temos pena!

    É realmente muito triste.

  19. bem, que história!
    por acaso acho que nunca fui parar a esse tal blog e ainda bem, porque andar a iludir as pessoas dessa maneira é uma coisa realmente vergonhosa! a internet é mesmo um mundo, mas um mundo cada vez mais transparecente e, no fim, tudo acaba por se saber…

  20. Sabes que filmar uma pessoa sem sua autorização dá pena de presão pensa nisso.
    Antes de mais não inventes coisas que não são verdades,atreve-te a filmar-me que o teu ip e o das tuas amiguinhas vai direitinho para pj.
    Isto não é uma amiaça é uma confirmação.

    • Sabe que agora quem ia à polícia com este comentário e com a sua morada (visto que está no blogue) era eu? Só para juntar aos probleminhas com o instrutor de natação. Pense nisso.

  21. Guida, e’ a primeira vez que leio o teu blog.
    Conheco o blogue da Mariana (que neste momento ja’ nao existe!!! COINCIDENCIAS?? LOL ).. e desde o inicio sempre achei demasiado estranho, cheguei ate’ a pensar que ela tinha problemas mentais..sei la’. Era tudo demasiado weird.

    Um belo dia decidi testa-la e enviei-lhe uma mensagem dizendo que gostava de ajuda-la , que tinha roupas e maquilhagem e que queria oferecer-lhe.
    De imediato enviou-me a morada e… (rufam os tambores) PERGUNTOU SE ERAM DE MARCA !!!

    Well done Guida 🙂

  22. Olá Guida!

    Já sigo o teu blog há imenso tempo mas nunca comentei, mas este assunto deixou-me curiosa e decidi espreitar o blog “dela” e o facto de ela escrever aqui ajudou muito. 🙂 🙂

    Reparei hoje que o blog dela já não existe. O que não é de admirar, pois o último comentário que li naquele blog era de alguém que se ofereceu para pagar e fazer a operação à Mariana Pacheco.

    Mas como provavelmente ela nem sequer tinha problema no pé, foi um pretexto para terminar com o blog; até porque pelo que tenho lido havia já imensa gente a desconfiar daquilo que ela escrevia.

    Deixa-me dar-te os parabéns pelo blog. Beijinhos***

  23. Bom dia!
    Para mim é um alívio saber que tudo aquilo era mentira. A “menina” quue vá à vidinha dela, que nós por cá cuidamos da nossa, não é verdade? Há de facto muita gente a precisar de ajuda, mas basta ter olhos e ouvidos atentos, eles estão bem perto de nós.

  24. Olá! Eu seguia o blog porque sempre achei sempre tudo muito escandaloso. Desde ela dizer que tinha partido os óculos com 23!!!! dioptrias e que usava lentes de contacto (nem sei se há tantas dioptrias, muito menos lentes de contacto para tal. Com a agravante que tanto lentes como o líquido para as lentes não é barato!)
    Passo-me com quem se vitimiza, com pedinchiches e afins.
    Descobri o facebook dela e vi uma fotografia que tinha ido a um cabeleireiro daqueles que ainda cobram algum. Descobri também que postava no face via telemóvel!! Haja algum dinheiro!
    Mas tenho pena dela, de ser pobre de espírito, que no fundo, é o que alguém cheio de esperteza saloia é!
    E, como referiste, sofre de um (profundo) desenvolvimento no atraso cognitivo. Sei quem lhe comprou coisas, mas combinou encontrar se com ela para as receber quand for a Lisboa. Ainda estou para saber se vai mesmo receber, tenho as minhas dúvidas.
    Deve alertar-se toda a gente para estes burlões ainda mais eficazes escondidos na net. Mas acaba por ser onde eles proliferam. Há que prestar atenção e não cair e sermos lorpas. Se formos um bocadinho porque somos humanos e temos pena, paciência. Se formos muito…aprendemos de certeza da próxima vez.
    É que deve haver tantos. Até quem escreve bem e não pede nada, por vezes aldraba de uma maneira patológica.
    Claro que nenhum é são e se estivermos atentos até pode ser uma espécie de “quem descobre os blogaldrabões” 🙂

  25. Também seguia o blog da Mariana … e hoje lembrei-me de procurar se ainda sobrava algum rasto … curiosidade de saber o que teria feito da vida. Incrível , está na mesma! Há pessoas que nunca mudam!

    “Mariana Teresa Pacheco
    23/1
    Caros amigos.Estou a escrever-vos para vos pedir ajuda.
    Estou desempregada à já muito tempo e não tenho direito nem ao fundo de desemprego nem a outras ajudas do estado.Vivo com a ajuda do meu pai e da sua pequena reforma quem tem de dar para cinco pessoas e muitas vezes o dinheiro nem chega ao final do mês.
    Os meus irmãos encontram-se na mesma situação que eu e a minha mãe tem uma doença cardiaca e não pode trabalhar.
    Eu preciso muito de ir ao dentista pois tenho três dentes para tirar e dois para arranjar essas dois ficam à frente.
    Também preciso de dois pares de jeans e de duas camisolas para o Inverno o que não tenho,e preciso também de roupa interior coisa que preciso e muito.Como tenho uma dificiência no meu pé preciso de trocar de botas de seis em seis meses,o que não acontece já à dois anos pois não à dinheiro para as comprar.
    Agradeço de coração se me poderem ajudar nem que seja com 1 euro,pois estou muito necessitada de ajuda,estás coisas que peço não são luxo são uma necessidade.
    Peço desculpa por estar a pedir mas não tenho mais a quem recorrer,espero que me possam ajudar.Deixo aqui o meu Nib e o meu IBan para quem está fora de Portuga.
    Espero de coração me possam ajudar.
    Beijinhos para todos.

    NIB: 0007 0000 00101 82478123

    IBAN: PT50 0007 0000 00101824 78123”

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