dia da mae

Passo mais tempo que o desejável em casa. Tenho o privilégio de ficar com a Teresa a tempo inteiro até ao seu primeiro aniversário e à entrada para a creche. Adoro poder estar (quase) sempre com ela, mas é algo que implica muitos sacrifícios e que, por vezes, me leva ao desespero.

Uma das coisas que mais me aborrece actualmente é a falta de estímulos diários e novidades. É sempre muito do mesmo, tentar completar tarefas básicas que nunca ficam concluídas de uma só vez, ver os mesmos sítios a cinco minutos de casa, falar (ou ouvir) as mesmas duas ou três pessoas e, quando dou por ela, passou o dia e continua tudo na mesma. A motivação para cuidar de mim não tem sido muita.

Sempre fui bastante vaidosa e, quando era mais nova, adorava ser fotografada. Continuo a ter muito gosto pela escolha de vestuário bonito e não posso dizer que ando por aí toda deslavada, mas é notória a diferença nas minhas rotinas. Por um lado, estou muito mais à vontade com a minha imagem. Por outro, não há paciência nem motivação para caprichar como antes. Para quê? Pois, para quem, para mim, sempre, deveria eu concluir, porque se não estiver no meu melhor não consigo dar o meu melhor por mais ninguém! Para mim, o meu melhor depende de muitas coisas mas também depende da imagem e da minha própria avaliação do meu aspecto.

Ultimamente, não estou a gostar de mim na maior parte dos dias. Não gosto, sequer, da maior parte das fotos em que apareço. Cresci habituada a ver mães que não estavam no seu melhor, umas mais que outras. Porque o mundo não lhes deu o seu melhor. Porque as pessoas próximas não lhes deram o seu melhor. Porque nós, os filhos, não lhes demos o nosso melhor. Porque elas deram o seu melhor e, mesmo assim, tinham o peso do mundo às costas. E as mães, mesmo assim, arranjam maneira de mostrar aos filhos o seu melhor. As mães são um dos nossos modelos de aprendizagem, inspiram-nos e dão-nos força ao longo das nossas vidas. Eu fico encantada quando a Teresa, ainda tão pequenina, fica toda empolgada quando me vê a arranjar-me e sorri quando termino.

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Todas temos as nossas vulnerabilidades e a vida é feita de altos e baixos. E isto da maternidade, das famílias e das pessoas tem muito que se lhe diga porque somos seres sociais, criamos e temos relações e elas geram sempre um feedback. Ligamos menos do que devemos aos detalhes, mas são eles mesmos que podem fazer a diferença. Ninguém é assim tão forte que passe bem sem mimos. A diferença começa por sermos nós a dar o exemplo e fazer o que está ao nosso alcance, por insignificante que possa parecer.

Na sexta-feira passada, antes do Dia da Mãe, a Rowenta fez uma surpresa que me comoveu bastante. Éramos um grupo de mulheres, bloggers, mães, a quem esta experiência foi mantida secreta até estarmos no local onde tudo aconteceria. Mimaram-nos muito: provaram-nos que mesmo com um rol interminável de diferenças entre nós, somos todas lindas. E mulheres que estão lindas, que são lindas, que se sentem lindas, são mulheres mais felizes e com outra força para encarar o mundo.

O resultado, que adorei, está à vista e foi fruto de um trabalho em equipa muito bom. Não se esqueçam, que eu vou tentar lembrar-me também: façam por sentir-se bonitas e arranjadas! Vão ver que é meio caminho andado para os dias correrem melhor.

rowenta

Styling: Diogo Raposo Pires | Produção fotográfica: Flying Studios | Maquilhagem: Marta Chaves | Hairstyle: Make Up Happen | Catering: Dieta dos 3 F’s

2 comments on “Ó mãe, arranja-te!”

  1. Raramente comento publicações em blogues, mas esta tocou-me e a determinada altura até achei que estava a ver-me ao espelho, há uns anitos (alguns, alguns…) atrás. Sou mãe de dois adultos (para mim sempre “bébés”…), bem formados (sou muito “baidosa” deles!), e muito meus amigos/filhos! Mas enquanto foram pequenos (fazem diferença de cerca de 5 anos entre os dois – menina e rapaz!) e com bastantes diferenças de personalidade senti muitas vezes que me desleixava comigo mesma… E o curioso é que isso afecta-me mais hoje em dia e não na altura, talvez porque não tinha tempo para pensar nisso. Quando vejo fotos desses anos “pequeninos” penso para comigo própria que podia ter feito melhor com a minha “aparência”, apesar de achar que não estava propriamente mal… Enfim, remorsos tardios sem razão de ser, porque hoje olho para ela (28 anos) e para ele (22 anos, quase 23) e sei que o trabalho, apesar de nunca estar acabado, está a ser bem feito! Se se sente bem consigo própria, apesar de tudo, se sente que a sua menina é uma bébé feliz, então está também a fazer um bom trabalho! Beijinhos e bom fim de semana!

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