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Já que hoje entrámos numa de Guerlain, siga mais disto. Ah, e eu bem digo que quando a conversa descamba para os vestidos pretos, eu tenho de lá estar. Então, se há um perfume que se encaixa na temática, eu quero! E eu tenho.

Deixem-me explicar uma coisa, que já sei que vocês vão compreender. Gosto muito dos cosméticos da Guerlain, mas quem já experimentou alguma fragrância da marca sabe perfeitamente o quão intensas costumam ser. Atrevo-me a dizer que a maior parte delas, no meu entender, só se adequa a senhoras mais velhas. Conseguia gostar do Shalimar, do Samsara (que tem o mesmo cheiro que o creme Benamôr!) e pouco mais do que isso.

Quando já me tinha conformado que, eventualmente, só depois dos quarenta anos é que poderia utilizar uma fragrância Guerlain, surgiu o La Petite Robe Noire. É um perfume Oriental, é intenso como as restantes fragrâncias da mesma marca, tem doce, tem picante, cheira a Guerlain. Apesar de tudo isto, tem notas de frutos vermelhos e cereja negra, que acredito que são o que faz a diferença e que conferem ao La Petite Robe Noire uma certa sofisticação. Não é qualquer pessoa que gosta deste tipo de fragrâncias, mas o La Petite Robe Noire pode perfeitamente ser utilizado por mulheres mais jovens. Eu adoro-o e é o meu favorito do momento.

Há uns anos atrás, teria ficado cheia de dores de cabeça com uma fragrância deste calibre. Desde os 20 anos, sensivelmente, tenho gostado mais de perfumes quentes e intensos. Não sei como vou ser quando tiver a idade da minha mãe, porque actualmente gosto dos mesmos perfumes que ela. Aliás, ela considera que alguns dos meus perfumes preferidos são enjoativos. Hoje em dia, depois do La Petite Robe Noire, já me imagino a utilizar outras fragrâncias Guerlain (Samsara, leia-se!).

Também gosto de perfumes frescos e menos intensos, mas os perfumes como o La Petite Robe Noire têm outro charme e outro encanto. Sei que há quem tenha curiosidade, a par do medo que acaba por se sobrepor na hora de experimentar ou não uma fragrância deste tipo. Desde que haja a premissa que menos é mais, não vejo motivos para não nos atrevermos a experimentar um novo perfume.

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