maquinarosa

Reza a lenda que não respondo a muitas tags, mas a Fashion Killer desafiou-me a responder a umas quantas questões interessantes e eu não podia deixar de o fazer. Há coisas que, de certeza, já sabiam sobre mim e sobre o blog, mas assim condensa-se tudo. Sintam-se à vontade para responder a esta tag nos vossos blogs!

1. Por que criaste um blog? 

Há que salientar, em primeiro lugar, que este não é o meu primeiro blog. Desde os 12 anos que mantenho blogs, depois de ter lido sobre o Blogger numa revista juvenil e ter achado muita piada ao facto de poder ter uma espécie de diário online. Sempre gostei muito de escrever e de falar, e nunca tive medo de partilhar o que penso com os outros. Sem grandes ambições, pensei que a possibilidade de ter outras pessoas a ler o que eu tinha para oferecer poderia gerar boas discussões e novas aprendizagens. Este blog foi o último que criei e o que dura há mais tempo, e surgiu da vontade de querer partilhar algumas coisas do mundo feminino. Nessa altura, não havia muitos blogs do género e apeteceu-me escrever o que gostaria de ler. Por que não fazê-lo no outro blog que tinha nessa época? Porque não quis misturar esta nova vontade com os textos mais pessoais que já escrevia.

2. Tinhas pensado nalgum nome diferente para o teu blog? Por que é que escolheste o nome actual? 

Antes de criar o blog, tentei pensar milimetricamente em todos os aspectos da sua criação. Durante a fase de brainstorming, surgiu espontaneamente “A Guida É que Sabe”. Pensei que podia ser “O da Joana”, mas já que quase ninguém me conhece (nem eu gosto) pelo primeiro nome, não fazia sentido algum. Por outro lado, o título actual tem duplo sentido. Para além de eu ter as minhas manias de sabichona, a minha mãe também é Guida e… As Guidas é que sabem!

3. Ao início, preferiste um design fácil para o blog? 

Há cinco anos e tal atrás, não estavam ao dispor todos os editores user friendly que existem hoje para modificar o aspecto dos blogs. Contudo, eu gostava de fazer tudo ao meu jeito e lia tudo o que pudesse para o fazer. Nunca gostei dos temas predefinidos do Blogger (onde comecei), e por isso alterava tudo o que podia. Ah, é importante lembrar que os gifs, os players de música e outras aplicações estavam na moda e… Eu aderia a tudo! Ainda hoje não gosto dos temas mais básicos e minimalistas. Na verdade, faz-me certa confusão que a maior parte dos blogs femininos do nosso país (ou pelo menos os “mais conhecidos”) sejam todos iguais, básicos e impessoais: fundo completamente branco e um cabeçalho com letras cor-de-rosa.

4. Preferiste um blog mais pessoal (com assuntos sobre os quais estivesses à vontade)? Se sim, porquê? 

Acho que a resposta a esta questão está à vista! Pessoais, pessoais, eram os conteúdos dos meus outros blogs. Quando A Guida começou a ficar relativamente conhecida, tive de os apagar porque comecei a notar que havia pessoas mal-intencionadas a acompanhar a minha vida perto de mais. Porque eu deixava. Quanto à actualidade, partilho uma pequena porção da minha vida, uma minoria dos meus interesses, mas sempre com o meu cunho pessoal. Se os conteúdos não tivessem significado para mim, não faria sentido produzi-los e partilhá-los com ninguém!

5. Como foi quando escreveste o teu primeiro post? O que sentiste? 

Nunca fiquei muito nervosa ou emocionada com nenhuma das primeiras publicações que fiz em diversas plataformas online. No caso do blog, já sabia como é que as coisas funcionavam, já estava habituada, e quis só apresentar o espaço. Com a certeza, porém, que ninguém iria ler o que eu tinha escrito, pelo menos durante os primeiros tempos. Ainda assim, desde o início, tive a preocupação de escrever algo que eu, enquanto leitora, gostasse de ler.

6. Divulgaste logo o teu trabalho nas redes sociais? 

Sim, e tratei logo dos contadores de visitas, e fiz questão de comentar muito nos outros blogs. Aliás, já lia e comentava há muito tempo, mas fiz questão de (nos espaços devidos) divulgar o meu projecto mais recente. A melhor maneira de darmos a conhecer o nosso trabalho é apoiar o trabalho dos outros e participar activamente nas comunidades.

7. Para os posts, no que pensavas e onde encontravas inspiração? 

O mundo dos blogs femininos era, para mim, algo muito recente e pouco explorado. Obviamente, o que eu lia serviu de inspiração e ainda hoje acompanho. Lia o Mini-Saia, que me foi apresentado pela minha professora de Português do Secundário, e adorava. Ainda hoje admiro muito o trabalho da Mónica! Então, tinha-a como referência no que diz respeito à qualidade da escrita e ao formato. E colocava a mim mesma a questão: o que é que eu gostava que as revistas femininas publicassem e não publicam? Que truques é que eu conheço e acho que merecem ser partilhados? Ao mesmo tempo, aproveitava para partilhar os meus gostos e tentar encontrar quem gostasse do mesmo que eu. Pode parecer que não é relevante, mas é muito importante especialmente no meio das pessoas mais jovens. Nem sempre temos por perto quem compreenda e aceite os nossos gostos e decisões, e os blog também acabam por ser um escape ao mundo real, se nós quisermos. Ainda hoje, creio que funciono assim.

8. Sentiste imediatamente o apoio por parte dos leitores?

A comunidade de blogs em Portugal era muito mais pequena do que é actualmente, e por isso era muito mais fácil conhecer as pessoas. Mais do que leitores, eram amigos. Mais do que bloggers, eram amigos. Por isso, desde o início, senti-me apoiada por quem lia o que eu escrevia. E havia pessoas a escrever sobre as mais variadas temáticas! Também houve alguns anónimos idiotas (como sempre), mas quanto a eles foi sempre muito simples decidir o que fazer: ignorar.

9. Como começaste a criar parcerias? 

Quando criei este blog, não fazia ideia dessa tal história das parcerias. Essa foi uma questão que só surgiu muito mais tarde, e quase sempre por iniciativa das marcas. A minha primeira parceria foi acidental, e já toda a gente sabe como é que aconteceu: houve uma blogger brasileira (a Meire Linhares) que publicou uma opinião sobre um produto d’O Boticário, e eu comentei a dizer que concordava com ela quando dizia que o produto era óptimo, mas que a embalagem estava muito mal concebida e criava dificuldades de utilização. Meses depois, fui contactada pelo director da marca em Portugal e quiseram ouvir o que eu tinha para dizer e mostrar todas as mudanças que estavam a acontecer. Desde então, nunca mais nos largámos!

10. E agora, como defines o blog? 

Mais do que um hobby, o blog tornou-se no meu emprego e numa das minhas principais prioridades. Só faz sentido porque adoro escrever, adoro escrever sobre os assuntos que aqui publico, e faço questão de ser eu a ter total domínio de tudo o que aqui se passa. Continuo a escrever o que gostaria de ler, sempre com sinceridade e com a esperança de ajudar alguém – e de ter alguma ajuda, porque os leitores também fazem parte da vida dos bloggers e não há melhores sentimentos do que o reconhecimento, o carinho e aconchego que nos dão. O blog, hoje em dia, tornou-se numa espécie de ponto de encontro. Permitiu-me conhecer pessoas fantásticas, todos vocês que lêem o que escrevo, e que são quem confere todo o sentido a este espaço. Obrigada por existirem!

 

4 comments on “A história da Guida na blogosfera

  1. Ainda não sabia de muito do que aqui falaste! Engraçado, a Mónica também foi uma das primeiras bloggers que comecei a seguir – faz-me pensar quantas jovens não terá ela inspirado. E que boa inspiração! E não fazia a mínima ideia que o teu primeiro nome era Joana haha
    Continua o ótimo trabalho Guida! Confesso que o teu blog é dos poucos que comento, muito devido à originalidade. Muito sucesso para o futuro!

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