doces
Feito por mim: pudim prestígio, biscoitos de manteiga e ovos moles.

Habituei-me, de pequenina, a comer bem.

Sou muito niquenta (já fui mais, mas neste post velhinho dá para se recordarem) e creio que se deve ao facto de a minha mãe cozinhar muito, muito bem. Atrevo-me a dizer que quando as pessoas, habitualmente, não gostam de determinado prato, é porque ainda não o provaram cozinhado como deve ser. Pela senhora minha mãe. Outra casa onde estou habituada a comer muito bem é a da minha sogra.

Posto isto, como devem calcular, antes de vir morar com o Luís, não estava muito habituada às lides da culinária. Desenrascava-me nas raras vezes em que precisava de cozinhar e lá me aventurava com algumas receitas, que lá iam saindo bem, mas ficava por aí. Pois bem:

Sinto o maior orgulho em dizer-vos que, apesar de não ser nenhuma chef xpto, adoro cozinhar.

E em 7 meses de vivência comum, não houve experiência culinária que saísse mal. Ninguém passou fome. Nenhum jantar ficou esturricado. Pelo contrário! Posso dizer que até inovei numas poucas coisas. O mais giro é perceber que há coisas que funcionam por instinto. Isso e que até consigo confeccionar com sucesso os pratos que mais me agradam e saem tal e qual os das pessoas que melhor os fazem.

comida
Feito por mim: quiche, massa de coisas, perca no forno.

E apurar o menu ao nosso gosto, não estando dependente da opinião de terceiros na nossa cozinha? Esta parte trouxe muitos mais vegetais e alimentos diferentes, no geral, para a minha dieta. E reduziu drasticamente os fritos. Imaginem que até fiz da cloche uma das minhas melhores amigas: os meus pais tinham uma nova, que lhes foi oferecida quando casaram e nunca a utilizaram. Já lhe conheço as manhas todas e os petiscos, e serve perfeitamente para cozinhar para duas ou três pessoas.

Devo dizer que esperava uns quantos fracassos culinários, como bolos crus ou sabores intragáveis. Calha a todos, mas aqui ainda não aconteceu. Sendo sincera, até atino com os melhores temperos e consistências. Há um ano, não previa que fosse lidar tão bem com o facto de ter de gerir a minha cozinha.

E há que dizer, a saber cozinhar bem até me sinto melhor mãe (vá, estou a brincar, mas que mãe que se preze é que não se orienta na cozinha?).

cozinha portuguesa
Feito por mim: bolo prata, caldo verde, bolo de pêra rocha com vinho do Porto.

Deixar uma resposta