Ou “O Cabelo da Guida Ressuscitou”, escolham o título que preferirem.

Não vou desenvolver muito sobre o acidente capilar que tive há uma semana atrás, porque para além de vos ter posto a par da situação no Facebook, fiquei com uma grande vergonha e a minha vontade durante esta semana foi andar de capuz, de burka, com um saco na cabeça – sei lá, escondida!.

A verdade é que perdi a cabeça e decidi que queria ser ruiva. Sim, ruiva! Cenourinha, Foxy Roxy, Pipi das Meias Altas, Vickie Viking.

E vão lá fazer uma pessoa teimosa e com a mania que é sabichona entender que não pode mudar drasticamente do dia para a noite. Está bem, abelha.

Se eu estou habituada a tratar do meu cabelo sozinha, se o pinto e nunca correu mal, a mudança de cor tem de dar certo.

Deu asneira, pois claro que deu. Fiquei com raízes cor de laranja e cabelo preto.

Tentei disfarçar, não serviu de muito. A cor que apliquei foi abrindo, mas não foi suficiente.

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Foi esta a caquinha que fiz. Ficou hediondo, eu sei.

E eis que tomei uma decisão. Decidi que estava na hora de deixar de me armar em espertalhona forreta e ir ao cabeleireiro.

A proposta era apelativa: um sistema de madeixas inovador cujo resultado é tão bonito e subtil que parece natural.

Flamboyage, é este o nome da técnica patenteada pela Davines, que é o supra-sumo da beleza natural e conforto de forma eficiente e com respeito pelo ambiente. Fiz a marcação para o Samuel Rocher, ganhei coragem e lá fui.

Primeiras impressões: têm uma expressão não verbal bastante bem controlada.

Eu seria a primeira pessoa a dizer de imediato que o meu cabelo estava horrível, tenebroso, medonho! Pelo contrário, toda a gente respirou fundo. Já vão perceber.

Assim que me sentei na cadeira, surgiram as cabeleireiras Alexandra e Soraya. A Alexandra perguntou-me se necessitava de um corte de cabelo, eu assenti algumas tesouradas.

Isto porque quero ver-me livre da tinta preta de vez e à força toda e as pontas do cabelo são, com certeza, a parte onde se encontra uma maior concentração de tinta.

Ajeitou-se umas navalhadas de cortes antigos, apelou-se ao escadeado (sempre!) equilibrado, mandou-se muito cabelo fora. É esta a parte boa de ter uma juba: por mais que se corte, nunca ficamos carecas.

A Soraya foi a minha colorista. Acho que durante toda a sessão ela não acreditou muito que o meu cabelo fosse ter um bom remédio logo à primeira tentativa.

Fui avisada previamente de que as madeixas só iriam ficar boas no meu desastre capilar se primeiro fizesse uma coloração de forma a diminuir a diferença de cores entre  raiz e o resto do cabelo.

Depois de pensar algum tempo, ok, pode ser. Mas eu quero ficar ruiva!

Lá passámos à pintura com um tom mais escuro que o laranjão oxigenado das raízes. O resultado não foi assim tão animador. Continuou a notar-se alguma diferença de cores.

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Passámos à Flamboyage.

Por esta altura, eu já estava fartinha e ansiosa para chegar ao fim do processo. Também estava desanimada, porque já tinha sido avisada algumas vezes que o meu cabelo não iria ficar com uma boa cor nesta primeira intervenção.

Bolas, devia estar mesmo muito mal antes.

Acho que nem a própria Soraya sabia muito bem que salvação havia para mim e também não quis fazer promessas impossíveis, e senti que ela estava um pouco nervosa em relação a isso, pois tal como qualquer bom profissional, ela é muito perfeccionista.

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Digo-vos desde já que foi uma seca aplicar todas as fitinhas autocolantes (sim, a Flamboyage tem uma espécie de plásticos autocolantes para “agarrar” os cabelos onde vão ser feitas as madeixas), e ainda por cima doeu.

Mas esperem, esperem, pensava eu que esta etapa doía. Quando foi para retirar tudo, eu gritei, chorei e esperneei. Há coisas piores, e lá diz o ditado que por vezes temos de sofrer para ser belas.

Depois, seguiu-se um banho de cor. E fez-se magia. Soube que estava a correr tudo bem quando a Soraya lançou suspiros de alívio e disse “há surpresas das boas!”.

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O resultado foi muito melhor do que podia esperar! Sobrou uma mancha escondida por baixo do cabelo, atrás.

Agora, parece que tenho madeixas pretas sobre o cabelo ruivo. Mas sabem que mais? Já o adoro assim! Nota-se que foi algo feito de propósito e que foi premeditado. E está diferente do convencional.

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O cabelo ficou mais acobreado do que avermelhado, ao contrário do que possa parecer nas fotos.

Ficou lindo, lindo, lindo!

Só tenho a agradecer muito, imenso, infinitamente à Alexandra, à Soraya, à restante equipa presente no Samuel Rocher e à Davines. Vocês não sonham como foram mesmo a minha salvação!

Para terminar, que vos parece? Gostam da Guida ruiva ou preferiam a Guida morena de cabelo preto?

14 comments on “Flamboyage/Correcção de Cor – Davines”

  1. Gostei bastante de como ficou, dá um apontamento moderno e não parece ter sido feito para remediar aquilo que tinhas receio ser um caso perdido 😉

    Nisto de jubas(eu tenho uma também) e com humores próprios é sempre um ver se te avias mas vai-se resolvendo!

    Beijinhos

    • Eu adoro a cor, acho que lá no fundo toda a gente gostava de ter nascido ruiva. O processo não é complicado, mas demoooora e dói. Isso sim. Mas há coisas piores 🙂

      Beijinho

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