Ei, não me batam porque não é caso para tal. Não ando baldas, ando mesmo sem recursos porque ainda não foi desta que consegui recuperar o meu computador (está quase!) e fora de Lisboa também não tenho grande acesso à Internet. Não imaginam como tenho andado, numa pilha de nervos, por não conseguir cumprir com os meus deveres convosco.

Adiante, que fartos de desculpas já vocês devem estar, havia uma TAG que já devia ter terminado há mais de um mês. Devia, se pelo caminho não tivessem começado a surgir todos os obstáculos possíveis e imaginários para que conseguisse postar.

Sem mais demoras, cá ficam as Perguntas e Respostas Sobre Amor que ainda não tinha publicado:

Já partiste o coração a alguém?

Creio que sim. Não falo de dar tampas a ramelosos mal intencionados, falo de coisas sérias.

És muito melosa/ciumenta?

Olha que questão complicada. Há pessoas de quem não tenho ciúmes, nunca. Os namorados são sempre muito inocentes (provavelmente, às vezes também sou) e nunca vêem maldade em nada. São amigos de toda a gente, mesmo que só se lembrem deles quando o rei faz anos, e deixam que ajam como se nada de errado se tivesse passado. Isso sim, deixa-me com os nervos em franja e com vontade de partir a loiça toda. Não se pode dizer que são ciúmes. Se calhar são ciúmes. Quanto a melosices, poupem-me a demonstrações excessivas de carinhos e afectos em público, ursinhos, coraçõezinhos, e outras foleiricezinhas. Sou muito emotiva, choro com muita facilidade, gosto muito de mimo. No entanto, acredito que há contextos para tudo e não gosto de relações que pingam açúcar e chocolate.

Alguma vez destruíste um relacionamento?

Decidi responder a esta questão só para poder dizer que não acredito nessa história dos “afinal havia outra”. Como complemento à questão anterior, sinto-me obrigada a reforçar que se não há confiança num casal, não vai dar certo. Um relacionamento só é “destruído” se um ou ambos os elementos do casal assim o decidirem. Não, nunca destruí nenhum relacionamento, mas por vezes há teorias fantásticas do género “tem namorad@, mas pode deixar de ter”. Mas a vontade nunca parte só de um lado!

Qual é a tua opinião sobre pessoas que se suicidam com o coração partido?

Eu acho que não há nada neste mundo que justifique pormos um ponto final à nossa vida. Acho que o suicídio é um acto de extremo egoísmo e estupidez. Cada caso é um caso, compreendo o desespero de algumas das pessoas que têm ideias de morte mas não acredito que o suicídio seja uma boa solução. Não há ninguém que mereça a nossa vida desta forma triste. Nestas alturas, acho que é muito importante procurar ajuda. É um cliché, mas é verdade: o tempo tem o condão de fazer passar muitas coisas. Também há pessoas que referem que tentaram ou pretendem morrer só numa tentativa de chamar a atenção e, quanto a estas, sei que sou péssima pessoa: fico sempre com vontade de rir com as histórias delas. Como é que se pode ajudar alguém que se recusa a ser ajudado porque sabe, à partida, que não terá o que pretende?

Alguma vez te esqueceste de uma data importante?

No dia em que eu me esquecer de uma data importante, internem-me porque devo estar gravemente doente. Em condições normais, lembro-me sempre de tudo.

Qual é a tua definição de traição?

Traição é quando alguém faz o que quer que seja que o seu par não consente. Isto significa que, para mim, a traição não passa necessariamente pela existência de algo com outra pessoa. Mentir é uma traição seja no que for, por exemplo. Por outro lado, se um casal decide que não há qualquer problema nas relações extraconjugais, creio que neste caso também não se pode falar de traição. Cada casal deve decidir o que é melhor para si e impor (ou não) os limites que julgam necessários para que ambos se sintam bem.

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