Deixem-me começar este post com as chamadas de atenção do costume: o que vos vou relatar é a minha experiência com o produto e cada pessoa é diferente, pelo que pode ser que haja quem se dê bem com ele. Há muito que decidi que neste blog as experiências negativas com cosméticos ou outros produtos, lojas e serviços só são partilhadas quando se trata de algo grave/potencialmente grave. Já que posso ter alguma influência, sinto-me na obrigação de expor estes episódios de forma a evitar que mais pessoas passem pelo mesmo.

Tive o meu primeiro contacto com a Davines há quase um ano e existem produtos que gosto e com os quais me dou bem. Inclusivamente, já tenho recomendado alguns produtos a pessoas que conheço, e irei incluí-los num post muito especial que estou a preparar. Até hoje, o que melhor conheço da marca está dentro da linha Alchemist (fica para outras andanças) e da linha Naturaltech. Esta última chamou a minha atenção desde logo porque os produtos que utilizamos na lavagem do cabelo são livres de sulfatos e parabenos. A questão dos parabenos é irrelevante para mim, embora haja quem tenha essa preocupação. Quanto aos sulfatos, se têm cabelo seco e/ou frisado, acreditem que a ausência deles faz uma grande e boa diferença.

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Numa apresentação da marca, tive acesso ao Calming Shampoo da linha Naturaltech e pensei cá para mim que íamos ser bons amigos porque tenho o couro cabeludo super sensível, para além de ter psoríase (durante a maior parte do ano, não tenho crises). Acontece que acabou por ser o típico champô que não traz nada de novo ao nosso arsenal e ficou meio esquecido no meio do resto dos produtos que podemos utilizar no banho.

Numa primeira experiência, adorei a fragrância do champô (tal como adoro qualquer fragrância da linha Naturaltech). Não vou dissertar sobre ela porque, ei, fragrância num champô para pele sensível? Esta questão deixou-me sempre intrigada. As fragrâncias podem fazer parte dos componentes mais irritantes de um produto cosmético. Ainda assim, se eu pudesse usar o champô sem problemas e ficar com o cabelo super bem cheiroso, não haveria problema. Quase todos os champôs que uso têm fragrâncias, de qualquer forma.

Fui usando o Calming Shampoo conforme podia. Passo a explicar, até hoje ainda não encontrei um champô sem sulfatos capaz de limpar convenientemente uma série de produtos (óleos, séruns, lacas, espumas, finalizadores, hidratantes) que costumo aplicar no cabelo no meu dia-a-dia. Assim sendo, o uso do Calming Shampoo ficava reservado para os dias de cabelo ao natural. Eu, que no Verão fico sempre com o couro cabeludo limpinho (cortesia do sol e do mar), vi-me a braços com o que parecia ser uma crise de psoríase. É normal, pensava eu, com a idade e o stress estas coisas têm tendência a agravar. E nunca associei à utilização do champô. Até que voltei à rotina dos milhentos produtos de cabelo. Cada vez que utilizava o Calming Shampoo, lá voltava a ficar com o couro cabeludo super irritado e cheio de feridas. Fiz alergia. Coloquei o champô de lado, mas fiquei muito decepcionada porque esperava muito mais de um produto para pele sensível de uma marca de luxo vendida em salões de cabeleireiro muito conceituados a nível mundial. 

Se eu não uso, há quem possa usar. Não descartei o champô de imediato, porque há quem não tenha os mesmos problemas de flor de estufa que eu. E lá foi utilizado um destes dias por uma pessoa que não costuma ter problemas com champô nenhum. No dia seguinte, eu vi como estava o couro cabeludo dela: em ferida, super avermelhado, tal como me aconteceu a mim.

Assim sendo, meninos e meninas, tenham cuidado com este Calming Shampoo da Davines que de Calming não tem nada…

11 comments on “É calming, só que ao contrário.

  1. ui! que experiência. posso dizer que comigo resulta na perfeiçao (como já falei no blog) e uso-o depois de pintar o cabelo (depois de uma grande agressão quimica no couro cabeludo) e deixa-mo bastante calmo e suave! realmente, cada caso é um caso. x

    • Ai, então de pinturas é que não posso mesmo falar, especialmente no que concerne à máscara! Gostei muito dela, mas foi num contexto muito específico. Ora, lá está, somos todas diferentes e ainda bem que assim é 😛

      Beijinhos

  2. Pelo que ouvi dizer, a psoríase tem tendência a atenuar com o tempo. Quando não tiveres sinais de psoríase, já sabes, estás a ficar velha! 😛
    O meu namorado tem e não pode usar os meus shampos, nem os “ditos” naturais sem sulfatos nem parabenos. :/
    Ele usa um da farmácia que é super caro (talvez 18 euros por uma embalagem que nem é grande)… mas pronto, resulta…

    Por acaso não conheces algum shampô para o mesmo efeito mas mais barato?

    As melhoras e beijinhos **

    • Bem, eu só comecei a ter já quase em adulta e à minha mãe só surgiu depois dos 40. Devemos ser uma excepção à regra 😛 Normalmente, as únicas coisas que posso usar nessas alturas são sabonete de alcatrão (há champôs mas são muito mais caros) e Lactacyd Derma.

      Beijinhos

  3. Que horror! :O

    Eu por acaso dei-me bem com ele, não tenho couro cabeludo sensível mas quando estou com alto nível de stresse fica sensível porque me dá imensa comichão uso-o e fico bastante aliviada =/

    Eu não tenho propriamente feridas na cabeça mas fico com algumas borbulhas também na altura de stresse mas nunca associei aos champôs até porque uso 3 diferentes nunca saberia qual deles era o culpado…

    As melhoras.

    Beijinho

  4. O meu couro cabeludo também é sensível e limpo-o mais profundamente com o l’oreal pure resource na 1ª lavagem e na 2ª o Bioderma Nodé A ou DS.

    E fica impecável, sem irritações, comichões ou vermelhidões.

    Bjinhos

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