Este não é um post sobre os gostos e desgostos por nomes próprios. Podia expressar aqui o meu desamor pelas Cátias, Vanessas e Soraias deste país (com todo o respeito!), ou por tantos outros nomes igualmente maravilhosos.

Feio ou bonito, o nosso nome próprio acaba por ser a nossa etiqueta. Isto é, eu sou a Margarida e não sou um qualquer psiu largado para o ar por alguém que me desconhece. Tampouco sou mesa, ou cadeira. Todos nós temos um nome Próprio, com maiúscula, que nos dá um papel único neste mundo. Defendo que os filhos devem ter pelo menos dois nomes próprios. Continuando comigo como exemplo, dispensava facilmente o primeiro nome. Não quero cá mudanças formais, mas entre a Joana e a Margarida, ou até mesmo a Joana Margarida, prefiro ser só Margarida. Com muito gosto! Parvoíces minhas, às vezes fico a pensar se, um dia que tenha filhos, eles vão gostar dos nomes que eu escolher.

Com tudo isto, ainda não cheguei ao cerne da questão dos nomes que não gosto. Se há coisa feia para mim, por melhores que sejam as intenções, é quando desatam a chamar-me coisas que nada têm a ver com o meu nome. Coisas que nem os meus pais, nem o meu namorado nem ninguém que me conheça minimamente bem chamam porque sabem que, à partida, me fazem saltar a tampa com tanto mel. Quanto às pessoas que, sem qualquer maldade, se dirigem a mim proferindo tais nomes, não consigo deixar de pensar nelas como sendo um pouco hipócritas. Hipócritas na medida em que não pensam no que lhes sai da boca para fora e acabam por fazer figura triste ao usarem termos carinhosos de mais e que não correspondem à realidade daquilo que sentem.

Fofinha, lindinha, querida, doce, princesa, bonequinha e outras coisas que tais. Chamem-lhe complexo de inferioridade, se quiserem. Eu cá não sei explicar o fenómeno, mas estas palavras são tudo menos bem sonantes aos meus ouvidos. Não há necessidade de enfatizarem que sou cuchi cuchi de mais para ser verdade, eu sei que o sou mas não é preciso exagerarem. Vá lá! Voltando quase ao início do post, os nomes próprios têm motivo de existência e em caso de dúvida o melhor é chamar por eles.

Quanto a vós, não sei. Mas gostava muito que partilhassem comigo os nomes que não gostam que vos chamem!

10 comments on “Dos Nomes que Não Gosto

  1. Eu sou uma dessas pessoas! Ahah! Não em diminutivos porque é demais. Mas “querida” é do que mais uso. E “amor” uso-o para alguns amigos e amigas… Só não gosto que me chamem linda. Nem que certa pessoa me chame princesa porque é a maneira como trata a namorada. LOL

  2. Concordo contigo em relação ao fofinha,querida etc..irrita-me profundamente quando me chamem assim.Especialmente quando é pessoa que eu não conheço,ou até conheço mas não até ponto chamarem me assim.Alias ninguem me pode chamar assim.Não gosto.O meu nome é um pouco diferente dos outros,por isso gosto.Sou Kateryna,que é parecido com Catarina,mas detesto quando confundem esses dois nomes,especialmente quando têm a frente meu nome escrito no papelinho,e mesmo assim tentam pronunciar de outra maneira.Muitas vezes chamam me Kat ou Katia(no meu pais Katia e Kateryna é o mesmo nome)isto como se fosse Catia e Catarina o mesmo aqui em Portugal.Acho que com “K” é mais bonito =)

  3. Eu as vezes trato as clientes com quem tenho mais confiança (as mais regulares) por queridas, e digo o sentido, porque tenho clientes que de facto o são mesmo, metem o dinheiro na minha conta adiantadamente e esperam pelas coisas…é graças a elas que tenho dinheiro afinal….por isso sim são queridas para mim.
    Não creio estar fazer figuras tristes com isso… acho que há outras formas de fazer figuras tristes e que são bem mais ofensivas…e outras formas de se ser hipócrita sem ser preciso usar nomes fofinhos…

    • É a tal questão da confiança e da genuinidade dos sentimentos, pois claro 🙂 A mim aborrece-me quando são pessoas que mal conheço e que o dizem só porque sim, como referi.

      Beijoca

  4. Tchiiii que esse post podia ter sido escrito por mim :p Vou confessar.. desses nomes todos que referiste, só gosto do “princesa”, mas está reservado para o meu melhor amigo e para o meu namorado.. de resto, tal como tu, soa-me sempre falso quando me chamam isso.. principalmente quando são pessoas que nem me são próximas.. até me passo! LOL Eu não sou naaada dessas mariquices!
    ***

  5. Incomoda-me essa coisa do querida, fofa, linda e princesa, mas apenas quando é demais e claramente falso. Eu tenho por hábito de chamar algumas das meninas com quem falo mais online de “linda” ou “querida”, não vou dizer que não. Acho que é uma maneira de expressar que tenho carinho por elas, que não consigo transmitir de outra forma. Mas não o faço com qualquer pessoa, por que “fica bem” ou porque é da praxe. Depende da pessoa e da situação.
    De facto há quem abuse do mel, o que mostra de imediato que se trata de hipocrisia. Nisso concordo plenamente contigo.
    Cá por casa, a minha filha é “pipoca” e o marido é “‘mor” e chega!:) Gosto de nomes afectuosos, com peso e medida, pronto.
    O que detesto é que me chamem Tati. Aí sim, vou-me aos arames! lol

  6. eu tenho um nome “difícil”, valentina,portanto todo mundo que me conhece e os que acham que me conhecem, me chamam de tina ou tininha,da-me uma raiva!eu só deixo a minha família me chamar com apelidos,mas tem algumas pessoas que tem a mania de achar que conhecem todo mundo e me chamam de tina ou até vali,aborrece-me tanto.

  7. Bem… essa do princesa comigo tem muito que se lhe diga… quando trabalhava no El Corte Inglés, as colegas mais cínicas e hipócritas tinham a mania de me chamar isso e eu detestava! Mais valia serem sinceras e chamarem-me o que realmente lhes passava pela cabeça e chamavam pelas costas (tipo víbora, cobra venenosa, mal educada, etc. lol) se bem que se o chamassem, já cá não estariam para o contar 😀

  8. ODEIO que me chamem querida soa-me sempre a falso, mas como tenho duas pessoas que adoro e que me chamam isso frequentemente acabei por deixar de ligar e apanhar um bocado o habito da coisa.
    Não chamo querida a ngm frequentemente, mas as vezes quando quero explicar alguma coisa sai-me um “querida, é assim” sem qualquer conotação positiva ou negativa, é uma palavra como as outras, n tou a chamar ninguem de meu “amor” ou a ser falsa com ninguém, sai-me.. LOL

    É uma questão de hábito…

    (quanto aos nomes próprios dava pano para mangas, tenho um primeiro nome que toda a gente gosta (Maria) e sempre optei por usar o segundo (Armanda) porque achava que fazia de mim especial, afinal Maria’s há muitas.. enfim, pancadas)

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