Dou por mim a pensar, muitas vezes, em como gosto de determinada coisa e não me imagino a desgostar dela daqui a algum tempo. Aplica-se aos hobbies, à comida, à música e, para um efeito mais prático, ao vestuário.

Imaginamos que determinada peça vai ser sempre das nossas preferidas e, de repente, puff, lá está ela a um canto, esquecida, até que acaba por ir embora do nosso guarda-roupa para fazer outro alguém feliz. Não vos acontece?

Não creio que seja só uma questão de ciclos. Habitualmente, percebo bem as diferenças entre o que poderei voltar a usar mais tarde (e, nesse caso, guardo. E é por isso que tenho muita, muita roupa!) e o que é efémero no meu roupeiro. Num outro segmento, há aquelas peças que continuam a ter piada passado uns tempos, mas que parece que já não nos enchem as medidas. Estamos crescidas de mais para elas. Quando as vestimos, parece que voltámos ao tempo do liceu, não de uma boa maneira. Sabem do que falo?

Não sei se sou a melhor pessoa para tecer considerações sobre as idades e as roupas, já que assumo orgulhosamente que compro várias coisas na secção infantil. Mas, ainda assim, paira no ar esse dilema.

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