Hoje vou tirar do baú um post que importei do blog que tive em tempos. É de 2008, está cá no arquivo, e embora hoje em dia encare as datas de outra forma e acabe por tentar fazer algo diferente, a minha opinião mantém-se. É uma resposta que, eventualmente, já vem fora de horas para a pergunta Achas que o dia dos namorados é sobrestimado? da TAG das 28 Perguntas e Respostas Sobre Amor.

flores

Venho expor o meu ponto de vista sobre um assunto que, cada vez mais, está a dar cabo da nossa sociedade. Deve-se, talvez, ao facto de sermos cada vez mais consumistas e de fazermos o que os outros fazem porque se não o fizermos somos más pessoas.
Hoje é o Dia dos Namorados, como todos vós já repararam, e este dia tem sido antecedido por coraçõezinhos e vermelhinhos e rosinhas e presentinhos foleiros espalhados pelas montras de cada loja. Questiono eu, então, se é suposto oferecermos prendas hoje? Só hoje? Ao namorado(a)? Será que é suposto só os lembrarmos hoje? NÃO.

Tornámo-nos de tal forma ceguinhos que já precisamos de datas para nos lembrarmos das pessoas especiais e oferecer-lhes prendas. O Natal é um exemplo, tal como o dia de hoje, e tal como o Dia do Pai, o Dia da Mãe, o Dia da Mulher, o Dia da Criança, o Dia dos Avós, e esse calendário de dias para tudo e mais alguma coisa é interminável.

Não sei o que os meus amigos pensam por eu, na maior parte das vezes, não oferecer prendas nas datas previstas. Porque haveria de o fazer? Se calhar também estranham quando lhes ofereço prendas sem haver um “motivo”. Para mim, oferecer prendas e dar mimos, preocuparmo-nos, é uma coisa que deve ser sempre feita àqueles de quem gostamos, incondicionalmente e sem ser por obrigação! As prendas que ofereço são dadas com muito amor, por vezes até são feitas por mim, e não é porque surge um Natal ou um aniversário que eu vou comprar uma prenda, à pressa, sem significado nenhum! NÃO, eu ofereço quando vejo algo que é a cara da pessoa em questão, independentemente de preços ou tamanhos, serão prendas que terão sempre o seu valor emocional, ou assim o espero!

Conclui-se então que não, não quero saber da suposta importância de dias como este, não quero saber de festejos, assim foi e assim será, e, se ajudar, não ligo sequer ao festejo do meu aniversário.

Post já publicado e importado aqui.

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