Categoria: Vintage

Alpargatas

Acabaram de chegar cá a casa dois pares de alpargatas clássicas: um cor de rosa, um azul escuro. Maravilha! 1,99€ cada par na Seaside. Estava difícil encontrar assim a preços amigos.

Provavelmente não lhes vão achar piada nenhuma, mas eu acho-as super mimosas.

TRANSLATION

Espadrilles

I just got two pairs of classic espadrilles: in pink and dark blue. Wonderful! 1,99€ each pair on Seaside. It is hard to find them at friendly prices.

Probably you will not like them, but I love espadrilles.

Loca con el Tigre, Loca, Loca, Loca

Não, este post não tem nada a ver com a Shakira, mas o Tigre é lindo e a Guida é louca por ele. O Bálsamo Tigre! Conhecem?

Ainda no tempo do meu outro blogue, o Ego, andei às aranhas c0m o bálsamo que a minha avó tinha e que fazia bem à constipação, pois não me lembrava de mais pormenores. Simplesmente, queria adquirir um pela piada e pela nostalgia. Não me lembrava do nome do creme com o cheiro a eucalipto com mais qualquer coisa (canela!) e no chinês já não o vendiam. O post até está aqui no blogue, e quem me ajudou a resolver o mistério foi a Ana! Encontrou o dito cujo à venda e até me enviou um boiãozinho de presente. Já lá vão quase três anos e não tenho como agradecer, porque o Bálsamo Tigre é bom de mais e já não consigo viver sem ele. Não consigo, mesmo!

Ó Guida, mas que bálsamo e que tigre são esses?

Resolvido o mistério do creme que os aliens tinham raptado, é claro que tive de me debruçar sobre o assunto e fazer uma pesquisa sobre o produto e todas as suas potencialidades. Ao que parece, o Bálsamo Tigre é mesmo muito velhinho e tem este nome porque, inicialmente, havia mesmo osso de tigre na sua constituição. Hoje em dia, todos os ingredientes são de origem vegetal e a bem dizer existem duas grandes variedades do produto, independente das marcas que o fabricam: o Bálsamo Tigre branco e o Bálsamo Tigre vermelho (o que a Ana me ofereceu).  Ambos contêm os mesmos ingredientes, em percentagens diferentes (base de parafina/vaselina, mentol, cânfora, óleo de cravo-da-índia, óleo de cajuput),  à excepção do óleo de canela chinesa, que apenas faz parte da constituição do bálsamo vermelho. Para que serve cada um dos bálsamos?

O Bálsamo Tigre Vermelho é para ser aplicado no corpo, massajando. Adoro o cheiro dele, cheira a canela. É recomendado para as dores musculares, picadas de mosquito, azia e outras dores de estômago.

Já o Bálsamo Tigre Branco, que cheira a eucalipto (lembra mesmo o Vic!), é aplicado na cabeça. É utilizado em constipações (ó ele aplicado na pontinha do nariz!) e dores de cabeça (massajado nas têmporas).

Custa a crer que um bálsamo destes e que ainda por cima é encontrado em lojas orientais e a baixos preços (compro a 2,5€ normalmente) tenha algum efeito, mas têm mesmo! No que toca às picadas de mosquito, dores musculares, constipações e dores de cabeça, o efeito já foi mais do que comprovado por mim. E é por isso que não o largo mais!

E é por isso que, à semelhança da Shakira, a Guida é loca con el tigre.

E da The Body Shop, que Contas, Guida? – Parte II

Prometi um cheirinho das novidades da The Body Shop, e então hoje é para isso que cá estou. Pensei em mostrar também as novidades do Natal, e o Dreams Unlimited, mas como ficava tudo muito extenso e uma das melhores coisas – o cheiro – não poderia partilhar convosco, cá vai disto. Os produtos aqui falados fazem parte da edição limitada The Joy of Sparkle, o que significa que se ficarem com a pulga atrás da orelha… Corram às lojas. Já se sabe que o que é bom e chega em quantidade limitada acaba depressa.
Antes da press release, já tinha visto imagens do Sparkler na Internet e fiquei logo intrigada e com imensa vontade de experimentar.  Aquela bombinha alusiva aos tempos antigos é um mimo. Parece que alguém me leu a mente! Isto é luxo em boudoir pink. A melhor maneira de fotografar foi mesmo disparar junto da mão, mas aplicando a uma certa distância, o efeito é lindo e bastante subtil. Para além disso, o pó tem um cheirinho bastante agradável. Não é um produto básico e nem necessário, mas é um acessório que passou à minha lista dos preferidos!
No evento, o maquilhador Karim Sattar deu algumas dicas: no decote ou no resto do corpo, o Sparkler dá um efeito divino. Para prolongar a durabilidade, nada como aplicar estas belas cintilâncias logo após o creme hidratante. E se formos a um evento super especial? Por que não aplicar o produto também no cabelo? É extra glow super bonito!
A dose de brilho não fica pelo Sparkler e, como tal, aparecem na colecção dois tons de purpurinas Star Dust. Estas são as douradas, mas asseguro-vos que não é um dourado qualquer. Há aqui qualquer coisa de alaranjado, e eu gosto.
O mais óbvio seria aplicar as purpurinas no corpo, mas mais uma vez o Karim Sattar deu uma dica: Aplicadas com um pincel de pó/blush no osso da bochecha, estas purpurinas são iluminação instantânea.

Por fim, tenho a mostrar-vos uma paleta de sombras deliciosa. Mais uma vez, leram-me a mente! Há uma outra paleta na colecção, a Midnight, que já tinha visto na Internet. Apesar de não nutrir grande agrado pelos actuais filmes de vampiros e lobisomens e essas histórias que toda a gente conhece, tenho reparado que as cores que me agradam ultimamente são as que têm nomes alusivos a estas sagas. Assim, na minha cabeça, fiquei a matutar na paleta… Twilight! É isso mesmo, é esta mesma da foto. Deus meu, que violeta é aquele? É lindo! Da esquerda para a direita na minha mão, as cores são: Violet Sky, Damson Velvet, Lilac Mist, Pink Champagne e Pearl (um iluminador).

Como podem ver, estas sombras são bem pigmentadas. Para além disso, são super macias pois ao que parece têm na sua constituição óleo de marula (do Namíbia, Comércio Justo!). O maior benefício? Para além de ficarmos mais bonitas, ficamos com pálpebras bem nutridas.

Palavras para quê, quando as cores estão à vista?

Papier Poudré

papier poudré

Um destes dias, dei de caras com algo que me era familiar de algum toucador.

A imagem era-me familiar, a ideia também, mas tudo era vago de mais. Acima de tudo, fiquei boquiaberta por (relativamente) raras serem as referências a esta maravilha por essa blogosfera fora.

Falo do Papier Poudré. Para quem não conhece, o Papier Poudré é uma espécie de pó compacto misturado com folhas de absorção de oleosidade.

É um produto que existe na Inglaterra desde 1903, época em que a maquilhagem se restringia a pouco mais do que o pó-de-arroz, aplicado ao toucador, e era considerado de mau tom retocar (e em muitos casos até mesmo usar) a maquilhagem em público.

Assim, surgiram estes bloquinhos com folhas embebidas em pó, ideais para andarem sempre connosco para qualquer lado e prontos a dar um up na maquilhagem ou mesmo aliviar a oleosidade, discretamente e sem a necessidade de usar um espelho.

papier poudré

Hoje em dia, a imagem dos bloquinhos está um pouco diferente.

Para que possam ter uma noção do tamanho, a área dos blocos é um pouco inferior à de um cartão de crédito.

Tive imenso medo de abrir os livrinhos para testar. Não sabendo se vinha deles uma grande poeirada digna de estaleiro de obras, preferi ter cautela.

Para meu espanto, nem sequer consigo mostrar-vos como fica cada cor na pele: é tudo tão subtil, tão suave, que não há acidente possível. Nem na escolha da cor!

papier poudré

Sim, porque o Papier Poudré está disponível em três cores, que não sei se sempre existiram (da esquerda para a direita):

  • Rose
  • White
  • Rachel

Que cores aconselho, e a quem? Parece-me que não há muito por onde errar, como já referi.

Para as interessadas, o produto está disponível aqui no site deles.

Com certeza, este é um novo item na minha necessaire!

Ganchos à antiga

ganchos

Não subestimem algo só porque aparentemente não encontram funcionalidade ou utilidade possível.

Há uns tempos, adquiri uma série de ganchos como os da imagem simplesmente por piada.

Bem sei, é frequente as senhoras de idade mais avançada usá-los, e muitas vezes até têm o cabelo super comprido!

Como sabem, gosto deste tipo de coisas do antigamente e, mesmo que não fosse usar os ganchinhos, tinha de os trazer. Por piada, só por piada.

Nos piores dias, o meu cabelo pode perfeitamente ser comparado a uma juba de leão que até parte dentes de pentes e escovas e é muito frequente partir molinhas e afins.

Por isso, pensei que estes ganchos não fossem prender cabelo nenhum, ou que se partissem logo.

Qual quê! Então, a intenção é torcer o cabelo como se o fossemos apanhar numa bola, sabem? Depois, espeta-se o gancho a prender e… Já está!

Adorei. Adorei! Surpreendentemente, o cabelo fica bem preso o dia todo. Isto é bem melhor do que elásticos (fico sempre com montes de cabelo de fora) ou pauzinhos (impensável, nunca consigo fazer nada com eles!).

Se têm cabelo pelo menos ao comprimento dos ombros, recomendo.

P.S. – Para quem quer saber onde pode encontrar ganchos destes: adquiri os meus numa feira, mas já os vi à venda em muitas drogarias (na Baixa não falha uma!).

Curro – O tal pássaro arco-íris

curro

Pasmem-se! Não só o bicho não tinha rabo de arco-íris como ainda por cima nem era um boneco animado.

Lembram-se da minha procura pelo bicho que, alegadamente, teria um rabo arco-íris? Chama-se Curro e foi a mascote da Expo 92, em Sevilha.

No fundo, no fundo, eu sabia que o passarinho não era fruto da minha imaginação. Eu lembro-me de o ter visto em montes de sítios!

Obrigada, Marta, não imaginas como foi importante esclareceres a dúvida! Sem ti, o Curro teria ficado eternamente com os aliens.

Relíquias

maquilhagem vintage

Tod@s nós sabemos que (quase) tudo nesta vida tem um prazo de validade após o qual não vale mais a pena consumir o que quer que seja.

Isso inclui a maquilhagem, como é lógico e toda a gente sabe.

Cada vez mais, somos avisad@s sobre tudo e mais alguma coisa que nem sonhamos que existe acerca da utilização dos nossos cosméticos, e se antes nem sequer as fórmulas eram pensadas de forma a não prejudicar a nossa saúde, hoje temos ao nosso dispor uma panóplia de coisas adequadas aos gostos e necessidades de cada pessoa:

  • Ele é oil free, ele é mate, ele é hidratante, já temos maquilhagem que para além de disfarçar imperfeições actua na prevenção do aparecimento das mesmas, maquilhagem que se adapta ao nosso tom de pele, mil e um acabamentos diferentes, e por aí fora. Já temos falado disso cá no blog.

Com isto, acabamos por acumular muitos produtos nas nossas gavetas, porque queremos sempre experimentar o que é novo. Quando não é isso, é a mudança de gostos e interesses, ou mesmo o esquecimento.

Depois, quando nos lembramos de determinada relíquia, já ela não pode ser usada porque expirou o seu tempo útil. Por esta hora, estaríamos a encher sacos de tralha para descartar.

Mas, e o sentimento de culpa?

Eu falo por mim! Eu arrecado tudo o que me chega às mãos e sou incapaz de deitar fora o que quer que seja. Com o tempo, há uma série de coisas que ganha um determinado valor, histórico ou sentimental, e não há forma de pôr isso de lado e deitar tudo para o lixo.

Alguma vez me passa pela cabeça deitar fora o batom roxo e os lápis body art Mary Quant que eram da minha mãe? Ou os batons vermelhos Revlon antiquíssimos, com embalagens lindas, que eram da minha avó? Nem os produtos de catálogo sou capaz de mandar fora!

Há-de aparecer alguém a dizer que estou a atentar contra a minha saúde, mas a verdade é que, por graça, ainda uso um ou outro produto esporadicamente. Nenhum me fez mal à pele, por isso não me afasto deles. Honestamente, quem é que respeita os prazos de validade dos produtos?

Se pensarmos que não é época de esbanjar dinheiro, ninguém. Tod@s gostamos de aproveitar ao máximo aquilo que temos em casa. Mesmo que um dia veja que alguma destas coisas já não tem mais uso, guardo para recordação.

Se podia fazer uma grande limpeza e nunca mais ter tralhedo antigo a empatar o (pouco) espaço a que tenho direito? Podia, mas não era a mesma coisa!