Categoria: Vintage

Roupa em Segunda Mão – Não é lixo!

emilie bjork
Foto de Emilie Björk

Há-de chegar uma altura em que nos vamos fartar de tudo o que temos no roupeiro ou a roupa vai deixar de servir.

Quando esse dia chegar, sabem o que fazer?

Tudo, menos deitar a roupa fora. Podemos dar a roupa a amig@s ou familiares que queiram ou precisem, podemos doar a uma instituição, remodelar, organizar trocas ou vender.

A Sara escreveu-me durante as férias:

Preciso da tua ajuda. Tenho uma montanha de roupa para vender (8 sacos de 1 metro).

Já procurei em vários sítios em Lisboa e arredores, mas não encontro estabelecimentos. Ou melhor, encontrei dois mas só aceitam roupa de marca (ex.: Dior, Yves Saint Laurent). Destas marcas mais caras não possuo nenhuma peça. Tenho é muita roupa da Benetton.

A razão da venda é o facto de ter engordado cerca de 20 kg. Vestia 34 ou 36 e agora passei para os 40/42/44.
Sei que não voltarei ao meu peso antigo, pois foi por questões médicas que ele foi alterado – doença crónica, o que tenho (e terei) que tomar TODOS os dias varias doses de cortisona.

Espero estar a responder a tempo de ajudar, e de dar dicas à altura! E de dar algumas dicas às restantes pessoas, visto que o tempo do calor não vai durar assim tanto e daqui a nada estamos a pôr à mão a nossa roupa de Inverno.

  • Não estou a par de todas as lojas de artigos em segunda mão que há em Lisboa nem da maneira como funcionam.
  • Se a Sara quer mesmo vender a roupa toda que tem e já não vai vestir, sugiro então outra coisa: por que não vender no Ebay ou mesmo criar um blogue para esse efeito?
  • Já tenho visto alguns blogues portugueses e muitos brasileiros que são usados para a venda de artigos usados e alguns até se safam bem!
  • Para ter uma ideia, pesquise sobre brechós no Google. Outra boa opção pode ser visitar o Sótão, que segundo sei tem bom funcionamento!
  • Outra maneira de vender o que já não queremos é organizar as típicas vendas de garagem. Convide vizinhos, amigos e conhecidos a espreitar, tenho a certeza de que vai conseguir escoar algumas coisas.
  • Se não tiver um espaço disponível, por que não experimentar vender na Feira da Ladra? Não sei se é preciso pagar o espaço, mas creio que se for ocasionalmente não tem qualquer custo.

De ponderar são também as trocas. Por que é que não organiza uma troca com as amigas?

Numa tarde, juntem-se em casa. Cada uma leva aquilo que já não quer e assim as restantes escolhem o que querem levar. É uma forma de escoar algumas coisas e ganhar outras novas!

  • Se tiver meninas na família que vistam o mesmo número, creio que haviam de ficar bastante felizes se as deixasse escolher roupa para elas. Falo por mim, que adoro quando a minha prima me dá a roupa que já não quer, ou quando encontro roupa que era da minha avó, tias e mãe guardadas!
  • Em último caso, e por que há quem precise de roupa e não tenha como a comprar, por que não doar a roupa a famílias desfavorecidas que conheçamos ou até mesmo a instituições? Infelizmente, é bastante fácil encontrar quem precise.
  • Até nas igrejas costumam aceitar roupa. Pense nisso, até porque o Inverno frio não tarda muito a bater à porta!
  • Creio que neste caso não dá para aplicar esta dica, mas nunca é de mais sugerir: que tal remodelar? Há detalhes que fazem toda a diferença e transformam a nossa roupa velha em roupa linda e nova, que dura mais uns anos até ir para a reforma.
  • Espreitem este post do mini-saia e esta tag do Craftzine para mais inspiração!
  • Quando a roupa está mesmo estragada e não dá para utilizar, também há remédio. Em vez de a mandar fora, por que é que não aproveitam o tecido? Dá para fazer tanta coisa: panos para limpeza, missangas forradas, cuequinhas como as que mostrei nesta selecção, macacos de meia

Façam o que a vossa imaginação ditar.

Não se esqueçam que mandar fora, desperdiçar e poluir são sempre as últimas opções!

Chá preto para a conjutivite

chá preto

E esta, hã?

Sabiam que o chá preto dá conta das conjuntivites?

Ouvi a dica no outro dia no Hospital dos Animais (dá na SIC Mulher durante a semana às 15h), contada pelo dono de um papagaio, e resolvi investigar. Apesar de tudo, nem no meu velho livro nem na Internet consegui descobrir o que é que o chá tem para fazer passar a conjuntivite. Alguém sabe?

Como me quer parecer que qualquer época do ano é propícia ao aparecimento da conjuntivite, consoante os sítios por onde andamos e tendo em conta que é altamente contagiosa (evitem, por isso, esfregar os olhos com as mãos), e que há muita gente de férias em sítios cheios de pó e pessoas, provavelmente longe de farmácias, este remédio pode ser bastante útil.

É muito simples:

Limpa-se o olho (ou os olhos) com uma compressa ou algodão embebido em chá preto morno, justamente como se fosse soro, algumas vezes por dia até desaparecer a infecção. Não se esqueçam de limpar sempre de fora para o canto interno do olho (do mais limpo para o mais sujo, para não conspurcar ainda mais!).

Guida aos caracóis é Guida feliz

cabelo encaracolado

Ora, cá está a lã já lavadinha e ao natural. Linda, não?

Leve, com volume, muitos caracolinhos e canudos, super fácil de pentear… Aos anos que não sabia o que isto era!

Ah, será que ficam tão contentes quanto eu por ter encontrado uma Funtime Sindy (Cindy, mulher, esta é para te fazer inveja!), de 1974, nas arrumações? Está um bocado despenteada, mas eu ponho-a nos trincos.

No Seguimento das Arrumações…

principezinho

… Cá vêm mais descobertas!

Desta vez foram, entre outras coisas, uma agenda telefónica linda e por estrear do Principezinho (eu tive mesmo que me abarbatar dela!), um colar simples da cor linda que podem ver, um G de prata (não se esqueçam que a minha mamã também se chama Margarida!) e uma série de botões antigos com formas lindas.

Alguém adivinha o que vou fazer aos botões?

O Vintage Cá de Casa

acessórios vintage

Vocês sabem que adoro velharias e que os meus olhos brilham mais do que berlindes quando me oferecem prendas novas velhas. E não perco uma oportunidade de ir alargando a colecção!

A minha sorte é que os meus ancestrais também são arraçados de ferro-velho e guardam tudo: roupas, acessórios, livros, discos, caixas, TUDO!

Andamos em arrumações e hoje a mamã encontrou estas coisas dela e da avó e deu-mas. Fiquei super contente com o camafeu, pois queria um e não tinha. Este é para prender lenços!

A pregadeira de prata foi feita por um amigo e é óptima para prender golas de camisas bonitas. Os brincos das bolinhas são um mimo! Oh, e as pulseiras, pulseiras… Não uso sempre, mas quando uso bem que podem ir até ao cotovelo.

Amei a das bolas pretas (fica-me gigante, tenho que apertar) e as duas de prata grandalhonas lá de cima.

Sabem como fazer uma Guida feliz? Mostrem-lhe mariquices destas em vez de as deitarem fora. Usem-nas, arrasem!

Dicas de Beleza

dicas de beleza Por preguiça ou por outro motivo qualquer, ainda não tinha adquirido o livro da Mónica do mini-saia.

Eu bem que passava na Bertrand, volta e meia, e folheava o livro à hora de almoço. Mas nunca o trouxe.

Só na semana passada é que me apercebi que dava para comprar o livro online, com 10% de desconto (e um gloss da Clinique! Assunto para depois), e que enviavam à cobrança.

Juntando o útil ao agradável, lá encomendei o livro. O aviso de recepção chegou no dia a seguir à encomenda, mas só hoje é que o pude levantar.

Para quem não sabe, o mini-saia começou a ser escrito na Guiné, pois foi a forma que a Mónica Lice encontrou para se manter a par das novidades e ter a sua própria revista de moda num sítio onde não há lojas nem revistas femininas.

Começou como uma brincadeira, mas não tardou até as leitoras começarem a enviar emails a pedir conselhos e dicas de moda e beleza, o que fez com que este blogue português seja um dos mais lidos.

Surgiu, então, o livro “Dicas de Beleza”, que não é mais do que uma compilação do que foi sendo sugerido desde 2006, ano de formação do mini-saia.

A meu ver, o livro é um bom guia de consulta.

Não é complexo, tem tudo organizado por capítulos e até tem um índice remissivo. Está escrito numa linguagem acessível a toda a gente, sem grandes floreados e muitos pormenores importantes que fazem a diferença ao pôr em prática os conselhos sugeridos.

Há dicas caseiras e dicas mais velhas do que as avós, tal como eu gosto! Algumas já conhecia, outras nem tanto. Há dicas para quem tem o cabelo rebelde e para quem o tem quieto e morto de mais, para quem o tem pintado e até para quem anda a ficar careca!

Há cortes, truques para fazer o cabelo crescer mais rápido, tutoriais, montes de receitas – que não são de comida! (Mónica, adorei a máscara para os poros dilatados), conselhos adequados a todas as idades, cores e pesos, soluções para peles do contra e ajudas para quem quer manter a pele linda.

Há maquilhagem, dicas para ter o corpo em forma e até um capítulo dedicado à beleza durante a quimioterapia!

Fiquem, pois, sabendo que há dicas que algumas pessoas famosas, como a Marilyn Monroe ou a Cleópatra, praticavam assumidamente!

Há, também, espaço para alertas preciosos quanto a alguns hábitos e tipos de produto – e eu juro que nunca tinha olhado para os rótulos das embalagens de algodão nem me passava pela cabeça que pudessem ter tanta porcaria quando vêm de culturas manhosas que são tratadas com produtos químicos.

É por estas e por outras que fico contente quando vejo blogues ou programas que vejo dão livros.

Fiquei bastante surpreendida com tanta coisa gira no livro e aconselho-vos a darem uma olhada!

Repito, há coisas que já conhecia e praticava (e até já sugeri algumas coisas cá no blogue), mas também encontrei muuuitas coisas novas. Estou mortinha por ir experimentar uma série de dicas da Mónica.

Ah, se encomendarem o livro aqui, têm 10% de desconto e parece que ainda há alguns glosses da Clinique – são atribuídos às 100 primeiras pessoas a encomendar o livro e, como vêem, eu encomendei-o na quarta-feira passada e ainda recebi.

Reutilizar Acessórios de Bonecas

acessórios boneca
Anel Cup of Joe da The Lovely Teaspoon

Estava eu a navegar pelos blogues do costume quando, no WishWishWish, encontro este artigo mega fofo!

É algo que já devia ter sido falado por cá, mas nunca me ocorreu e só há pouco tempo é que descobri onde se encontram acessórios de casas de bonecas.

Como eu sei que há aqui gente que não tem paciência para ler aquilo tudo e muito menos entende de inglês, vou aqui dar umas luzes do que se trata.

Não é a primeira vez que vejo anéis com miniaturas de pires e chávenas, e outras bugigangas com acessórios das bonecas, mas tenho sempre a mesma reacção e pareço uma miúda de cinco anos aos pulos e a balbuciar coisas que ninguém percebe tal é o meu encanto com estes achados!

Para quem costuma passear no Etsy, nem sequer deve ser novidade. Dá para fazer fios, pulseiras, anéis, ganchos e o que mais imaginarmos.

Do que é que precisamos?

  • Acessórios de casas de bonecas: os vossos, das vossas filhas, sobrinhas ou irmãs ou, se preferirem, comprem. O Hospital das Bonecas na Praça da Figueira, em Lisboa, tem coisas lindas e preciosas a preços bastante acessíveis!
  • Cola que sirva para os materiais com que estão a trabalhar. Nos rótulos costuma dizer.
  • Correntes, anéis e esse tipo de metais com que pretendem trabalhar. Ah, não convém esquecer pinças e alicates!

Como Fazemos?

Imaginamos a peça que queremos e escolhemos os materiais de que vamos precisar. Temos que imaginar e examinar tudo, pois há peças que servem para anéis e não servem para brincos, por exemplo, e vice-versa. Depois, é dar asas à imaginação e ligar peças e bases, fazer colagens, inventar.

No caso do anel, fez-se algo bastante simples: usou-se uma chávena e pires dum conjunto de chá das bonecas que foram colados a uma base de anel.

Simples e interessante, não?

Feira dos Biquínis, ou dos Tecidos!

biquinis

Ontem fui com a minha mãe à Baixa à procura de seda branca (ou similar) na Feira dos Tecidos.

Apesar de ser mais pequena (diz a mamã) do que a loja de Campo de Ourique, esta loja é enorme e fiquei parva com tanto tecido de tanta espécie e a preços bastante acessíveis no mesmo sítio. Ainda não sei como é que nunca tinha lá entrado! É sabido que em breve hei-de ir lá, com algum dinheiro amealhado, comprar tecidos bonitos para os meus trabalhos.

Uma das coisas que me saltou à vista foi uma parede ocupada só com biquinis, a 2,45€ a peça. Pensei que não ia encontrar nada de jeito, e à primeira vista assim foi. Com mais cuidado e paciência, fiquei contente com o que podem ver na foto. Sim, trouxe todas essas pecinhas e algumas até combinam entre si! Há conjuntos, peças desirmanadas, e mesmo que queiram uma só peça dum conjunto, podem trazer.

Podem alegar que a qualidade não é a melhor, é certo, mas conheço quem tenha biquinis de lá que duram há anos!

Gastei, no total, pouco mais que 20€, o que acaba por ser mais barato que um único biquini. Aliás, façam as contas: quanto custa, normalmente, um biquini da H&M, por exemplo? E quanto tempo dura antes de ir para o lixo? Tenho aqui, pelo menos, duas temporadas de praia, enquanto o tal da H&M estaria pronto para ir para o lixo ao fim de uma semana (verídico!).

Estes vêm juntar-se aos quatro ou cinco biquinis caros que já tenho há não sei quantos anos e ainda estão bons e são lindos.

Acho que vale a pena darem uma olhadinha lá na loja! Mesmo para decoração, há montes de tecidos por lá.

Quis trazer vinil para fazer uns leggings, mas havia em todas as cores menos preto. Pena!

Teste da Agulha

Avó Maria José quando era bebé
Avó Maria José quando era bebé

Antes que leiam o resto do post, fica aqui escrito que esta é uma brincadeira curiosa e que se funcionou por aí, é coincidência! Mas a gente tem interesse nestas coisas…

Creio que a maior parte de vós já deve ter ouvido falar do teste da agulha.

Para quem não ouviu, no que é que consiste?

  • Bem, todos sabemos que estamos a falar de bebés, certo?
  • Ora, o teste da agulha serve para nos dizer quantos bebés vamos ter e o sexo dos mesmos.
  • Para o fazer, mete-se linha numa agulha. Ah, e a pessoa que quer saber do assunto abre a mãozinha e estica-a de palma para o ar.
  • Depois, segura-se na linha, no ar, a uma certa distância da mão aberta. Aí, a agulha há-de fazer movimentos: se girar, é uma menina; se balançar, é um menino; se ficar parada, é porque não há bebés.
  • Assim, repete-se o procedimento quantas vezes for preciso até a agulha parar.

E funciona?

Bem, lembrem-se, é uma brincadeira! Conheço várias pessoas a quem a agulha disse a verdade, mas eu não tenho filhos para dar a minha opinião. Mas que é giro, é!

E vocês? Que pensam? Partilhem!

Ai, o Fim-de-Semana!

macaofeira

Por algum motivo que ainda desconheço, o modem ranhoso do e-escolas não funcionou, o que me manteve looonge da Internet durante o fim-de-semana. Como sabem, vim para a terra e isto de não ter acesso às modernices do costume deixa-me com os nervinhos em franja.

Mas não vale a pena lamentar muito e os senhores da TMN vão ter que me ouvir amanhã ou depois, porque eu até me contentava com o mísero GB a que tinha acesso mensalmente (ok, vá, só preciso da tal Internet fora de casa e por isso duuura anos, excluindo os meses de férias). Isto de não haver serviço é que é uma grande chatice!

Aqui em Lisboa já tenho tudo e mais alguma coisa e já posso trocar umas palavritas convosco. Portanto, vá, vamos ao que há de novo!

Como já referi, houve por Mação uma Feira Mostra com montes de coisinhas da região e as barraquitas da feira do costume, com bijutarias e essas coisas. Cheguei a Mação na sexta-feira, mas não me apeteceu sair de casa. Assim, só ontem é que fui ver como param as modas.

Derreti-me com os brinquedos do antigamente e com o artesanato! Bem, como se vê, trouxe um rapa (este tem letras! Juro que nunca tinha visto um assim), uma ardósia (tinha uma mas estava partida), umas miniaturas para um quadro que estou a fazer para a cozinha, uma bolsa de retalhos bem bonita (que, por ora, anda na mala com os óculos de sol) e, das bancas normalzecas, trouxe um par de brincos estrelados e uma mão cheia de ganchinhos para o cabelo que há-de ser cortado.

Havia uma feira do livro, e achei este livro maravilha do Saramago por 4€ e tal. Já o tinha lido, mas não o tinha na minha colecção! Aconselho vivamente a quem não o leu, é muito interessante e tem daquelas histórias que só o senhor Zé consegue inventar.

A coisinha da Nívea foi parar à foto mas, na verdade, foi brinde da revista Saber Viver, que os senhores este mês foram a modos que simpáticos! Veio a calhar, pois esqueci-me do meu creme de pentear em Lisboa. Olhem que a magana é boa!

revistas

Sou tentada a entrar na tabacaria cada vez que passo por ela: há sempre uma montra repleta de revistas giras e interessantes, das que não nos fazem crescer e das que nos fazem crescer água na boca. A mãe quis ir a correr comprar a TeleCulinária das tardes, e lá fomos nós. Babei-me tanto a folheá-la que a vou surripiar por uns tempos para experimentar algumas receitas, que depois hei-de mostrar!

Como queria alguma coisa para ler e recortar e não havia Vogues nem coisas do género que nos fazem gastar dinheiro em publicidade e essas tretas e quase não têm nada escrito e já tinha as revistas interessantes do costume, trouxe uma que leio de quando em vez: a Saber Viver. Para além de ser barata, costuma ter bons artigos e desta vez até tinha um brinde catita.

Por fim, trouxeram-me o livro do meu ano, 1990, que não tinha encontrado ainda.

Mas, o que fez a Guida durante o resto do tempo?

No sábado espetaram-me com um almoço-convívio de pessoas que andaram cá no colégio (que já não é colégio há montes de tempo). Era perto duma terra que se chama Castelo mas que não tem castelo nenhum, rodeada de verde, num parque de merendas, com montes de velhotes e zero de pessoas do meu escalão etário. Não foi a maior seca do mundo, mas não esteve muito longe! O sítio era lindo.

O almoço, o que era? Sardinhas, entremeadas, farinheira e salsichas muuuito salgadas. Tudo acompanhado de pão e migas. Tudo coisas que eu adoro (ou não). Mas não passei fome.

Ouvi dizer que havia por ali uma nascente e imaginei logo uma nascente daquelas que “estamos habituados” a ver: no meio do verde, no meio das rochas, tipo riacho. E lá fui em busca de tal preciosidade. Voltei à mesa bastante triste, pois não tinha visto nascente nenhuma e pensei que fosse por ser mesmo muito distraída. Quando ma mostraram, que desilusão! Era uma bica. Sim, uma bica! E estava tudo a encher os garrafões de cinco litros por lá.

Ouvi dizer, também, que lá por cima, nos moinhos, a paisagem era linda. Não hesitei em fazer-me à estrada até perceber que até lá acima eram uns valentes quilómetros e sabe-se lá por que estradas. Acabámos por ir lá todos de carro. E não é que, a 620 metros de altitude, a vista era mesmo linda? Só se respirava verde, só se via verde! Nem a melhor máquina do mundo conseguiria fotografar o que se vê lá! Ao longe, até dava para ver Mação em tamanho microscópico. Não é por acaso que se diz que ali é o verde horizonte!

Será que posso ficar com aquele verde todo só para mim um dia? Se me sair o Euromilhões? Será que posso aproveitar uma das muitas casas de pedrinhas que foram abandonadas e ruíram para fazer a minha? Será que me deixam viver naquele sítio?

Esta e muitas outras perguntas ficam no ar, e são elas que me fazem dizer, com orgulho, e por todas as coisas que descubro de cada vez que lá vou, que Mação é a minha terra!