Categoria: Vintage

Ó Victoria!

Ó marias, ó maneis cá do blog. Ó Victoria.

Alguém cá do burgo conhece esta marca de sapatos de nuestros hermanos?

Eu também não conhecia, até hoje ter herdado uns dunks lindos, super coloridos. Fico sempre curiosa com a origem das marcas, o que me levou a procurar os zapatos, zapatillas e restante calzado da Victoria.

Fiquei impressionada, bastante, pela positiva!

É que numa altura em que tanto se fala de marcas de países longínquos (e de cá também, bem conhecemos os nossos Sanjo), que tal dar uma espreitadela ao que se faz no país vizinho desde 1915?

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Para o menino, Victoria indigo.

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Para a menina, Victoria rosa.

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E por que não uns dunks indigo? Gostam, desgostam? Tenho de vos mostrar os meus, super coloridos.

Terça da Máscara #7

Luta na lama. Ou máscara de argila verde! Ou máscara de outra argila qualquer (qualquer, salvo seja!). Eu venho falar da argila verde porque é aquela que eu uso, pois apesar de não ter a pele muito oleosa, a verdade é que volta e meia aparece uma ou outra borbulha e os pontos negros vão aparecendo às resmas se não der conta deles. E, posto isto, conclui-se que a argila verde é adequada a peles normais a oleosas, com tendência acnéica. Se este não é o seu tipo de pele, pesquise sobre argilas branca, rosa e amarela (se fizerem questão, posso falar sobre elas mais tarde!).

Eu falo por mim: os resultados desta maravilhosa máscara caseira são mais que visíveis: menos imperfeições, vê-se (e sente-se!) que a pele fica mais macia e as borbulhas e os pontos negros tendem a aparecer com muito menos frequência. Aplica-se a máscara uma ou duas vezes por semana.

Não é novidade para ninguém que eu sou apologista do que é bom, básico e barato. Neste caso, não mudei de lema: a argila verde pode ser encontrada em ervanárias e supermercados ao preço da chuva mijona (não chega aos 2€ por kg). Existem máscaras já preparadas à venda, mas são muito mais caras e nunca as experimentei. No caso desta argila em pó, tem que se ter cuidado: deve ser guardada num local seco e fresco e, depois de cada uso, convém fechar bem o pacote.

Como preparar

  1. Existem milhentas maneiras de preparar a argila: com infusões, com água destilada, por aí fora. Façam vocês a experiência! Eu uso chá verde bem concentrado a ferver – deito uma pinguinha num recipiente pequenino (tipo as tigelinhas dos patés) de vidro.
  2. Vai-se adicionando argila, cautelosamente, e mexendo com uma colher ou vareta de vidro, madeira, ou plástico. Diz-se que quando a argila entra em contacto com metais altera a sua radioactividade, o que não sei se é verdade ou mentira. Por precaução, prefiro ter esta indicação em conta.
  3. Quando a máscara tiver a textura ideal, nem líquida nem em pedra, aplica-se por todo o rosto, à excepção dos lábios e contorno dos olhos, com um pincel bem macio.
  4. Deixar repousar. Nesta altura, convém não falar nem mexer muito o rosto, sob o risco de deixar rachas na máscara e esta não fazer efeito em alguns sítios.
  5. Quando a máscara estiver seca (e por esta altura vai ser como se tivessem a cara engessada!), retirar com água morninha.
  6. Aplique o seu creme hidratante de eleição e seja feliz!

 

Artigo publicado originalmente aqui.

 

TRANSLATION

Mask Tuesday #7

Green clay mask! Or any other clay mask (any other, heh). I am here to talk about green clay because i tis the one I use, because though I do not have extremely oily skin, the truth is that sometimes there is an annoying spot and blackheads keep on appearing everyday if I do not take care of them. So, green clay is good for normal to oily skins, specially if they tend to have acne. If this is not your skin, take a look at white, pink or yellow clays (if you wish, I can talk about them later).

I speak for myself: the results of this wonderful mask are more than visible: less flaws/blemishes, you can see (and feel) that the skin turns to be softer and the spots and blackheads tend to appear less frequently. You can use this mask once or twice a week.

It is not new that I am apologist of what is good, basic and cheap. In this case, I did not change: you can find green clay in nature stores and supermarkets for less than 2€/kg. There are also ready to use green clay masks, but they are so much more expensive and I never tried them. Powder clay needs to be kept in a fresh and dry place and after each use you must make sure you keep the bag well closed.

How to prepare

  1. There are lots of ways to prepare clay: with infusions, distilled water, so on. Try it yourself! I use hot and concentrated green tea – I only need something like a spoon in a small cup.
  2. Add the clay, carefully, and mix with a glass/wood/plastic spoon. It seems that clay can become radioactive if it gets in touch with metals, which I do not know if it is true, but I prefer to play safe.
  3. When the mask has a good texture, nor liquid or too solid, apply it over your face, avoiding lips and eyes, with a soft and clean brush.
  4. Let it settle for something like 20 minutes. You will not want to talk or move your face too much in risk of crackling the mask.
  5. When it has dried out, rinse your face with warm water.
  6. Apply your mosturiser and be happy!

Originally posted here.

Tia das Ameixas

tia maria

Desde pequena que gosto de ameixas.

Apesar de não serem a minha fruta preferida, há alturas em que as devoro. Também há alturas em que me esqueço completamente delas, e é um frete gigante ter de as comer.

De agora para a frente, acho que vou passar a olhar para as ameixas de outra forma.

Tenho comigo uma caixa gigante, estou deliciada a comê-las (com alguma moderação, que isto dá dores de barriga!) e o melhor é que me lembram de boa parte da minha infância, lembram-me de quando a tia Maria nos dava ameixas do quintal dela.

Era a tia das ameixas.

Agora, as ameixas vêm com mais saudade. A tia das ameixas foi embora há dois dias, tinha 90 e muitos anos.

Para além de super nutritiva e saborosa, a ameixa passou a ser nostálgica.

Paparotes

amorasQuando era mais novinha, lembro-me que a certa altura do ano, quando fazia calor, havia paparotes.

Tenho a certeza que muit@s de vós passaram pela mesma experiência e, para quem não sabe, os paparotes são uma mistura de amoras esmagadas com açúcar.

Há quem os coma nas folhas ou, para as pessoas mais niquentas (como eu, claro está), vai à colher, da tigela.

Agora é raro encontrar amoras por aí e as do supermercado custam os olhos da cara, tal como qualquer outro fruto silvestre.

Para além disso, nem sequer sabem ao mesmo. As congeladas e os doces de amora não são opção, nem sugiram tal blasfémia.

Fazer o quê? Ficam na memória até à próxima vez…

Carmex

Se havia produto que andava mortinha por experimentar devido às críticas super positivas pelo mundo fora e pela história longa e versatilidade que o produto tem, era o bálsamo labial Carmex.

Sem ligar a formas nem sabores, queria conhecer o bálsamo baratinho que tanta gente gaba. Por não o encontrar à venda nas lojas e por ter outros hidratantes para os meus lábios, acabei por ir adiando a experiência.

Até que tive a notícia de que o Carmex seria vendido nas parafarmácias Well’s e nalgumas farmácias.

carmex

O quê? Carmex em Portugal? Isso mesmo! Claro que tive de ir a correr experimentar.

Tive ao meu dispor o boião, o bastão e a bisnaga (versão que prefiro pela praticidade!), todos no “sabor” original. Isto significa que a diferença reside maioritariamente na textura do bálsamo.

Devo dizer que fiquei satisfeitíssima com todos! Como sabem, sou super esquisita com hidratantes labiais e o Carmex cumpriu com o que promete: hidratação e regeneração.

Tudo isto aliado a uma sensação de frescura que acalma qualquer desconforto associado a lábios secos. Nesta versão original, só não sou grande fã do sabor mas, ei, não se pode ter tudo! Seria perfeito de mais para ser real.

Este bálsamo inventado em 1937 nos Estados Unidos tem feito milagres ao longo de várias gerações e no site da marca é até possível ver os ingredientes que o constituem:

Mentol, cânfora, fenol, lanolina, manteiga de cacau, ácido salicílico, entre outros fazem a combinação perfeita de anti-sépticos, hidratantes, regenerantes e agentes calmantes de dor para que tenhamos lábios perfeitos.

Até as topmodels o usam para ter lábios perfeitos e prolongar a duração do batom colorido!

O melhor é que o Carmex tem outras utilidades e pode ser utilizado nos seguintes contextos:

  • Como anti-séptico para cortes pequeninos (sabem aqueles cortes com folhas de papel horriveizinhos?);
  • Queimaduras;
  • Picadas de insecto;
  • Alivia o prurido do pé de atleta;
  • Ajuda a secar e regenerar a pele quando temos borbulhas;
  • Ajuda a amaciar cutículas;
  • É óptimo para as partes do nosso corpo com pele mais seca (joelhos e cotovelos, por exemplo).

Não é testado em animais, não contém glúten e dura para a eternidade mesmo depois de aberto – é da qualidade dos agentes anti-sépticos! Ainda por cima, a versão em bisnaga tem FPS, que se pode querer mais?

Calmex! Nunca vou largar o Carmex.

Bálsamo Tigre

bálsamo tigreEstou louca com o tigre, louca, louca, louca…

Não, este post não tem nada a ver com a Shakira, mas o Tigre é lindo e a Guida é louca por ele.

O Bálsamo Tigre!

Conhecem?

Ainda no tempo do meu outro blogue, o Ego, andei às aranhas com o bálsamo que a minha avó tinha e que fazia bem à constipação, pois não me lembrava de mais pormenores.

Simplesmente, queria adquirir um pela piada e pela nostalgia. Não me lembrava do nome do creme com o cheiro a eucalipto com mais qualquer coisa (canela!) e no chinês já não o vendiam.

Já vos disse por aqui que houve uma amiga que encontrou o dito cujo à venda e até me enviou um boiãozinho de presente.

Já lá vão quase três anos e não tenho como agradecer, porque o Bálsamo Tigre é bom de mais e já não consigo viver sem ele. Não consigo, mesmo!

Ó Guida, mas que bálsamo e que tigre são esses?

Resolvido o mistério do creme que os aliens tinham raptado, é claro que tive de me debruçar sobre o assunto e fazer uma pesquisa sobre o produto e todas as suas potencialidades.

  • Ao que parece, o Bálsamo Tigre é mesmo muito velhinho e tem este nome porque, inicialmente, havia mesmo osso de tigre na sua constituição.
  • Hoje em dia, todos os ingredientes são de origem vegetal e a bem dizer existem duas grandes variedades do produto, independente das marcas que o fabricam: o Bálsamo Tigre branco e o Bálsamo Tigre vermelho.

Ambos contêm os mesmos ingredientes, em percentagens diferentes (base de parafina/vaselina, mentol, cânfora, óleo de cravo-da-índia, óleo de cajuput), à excepção do óleo de canela chinesa, que apenas faz parte da constituição do bálsamo vermelho.

Para que serve cada um dos bálsamos?

Bálsamo Tigre Vermelho

É para ser aplicado no corpo, massajando. Adoro o cheiro dele, cheira a canela. É recomendado para as dores musculares, bálsamo tigrepicadas de mosquito, azia e outras dores de estômago.

Bálsamo Tigre Branco

Cheira a eucalipto (lembra mesmo o Vic!), é aplicado na cabeça. É utilizado em constipações (ó ele aplicado na pontinha do nariz!) e dores de cabeça (massajado nas têmporas).

Custa a crer que um bálsamo destes e que ainda por cima é encontrado em lojas orientais e a baixos preços (compro a 2,5€ normalmente) tenha algum efeito, mas têm mesmo!

No que toca às picadas de mosquito, dores musculares, constipações e dores de cabeça, o efeito já foi mais do que comprovado por mim. E é por isso que não o largo mais!

E é por isso que, à semelhança da Shakira, a Guida é loca con el tigre.

E da The Body Shop, que Contas, Guida? – Parte II

Prometi um cheirinho das novidades da The Body Shop, e então hoje é para isso que cá estou. Pensei em mostrar também as novidades do Natal, e o Dreams Unlimited, mas como ficava tudo muito extenso e uma das melhores coisas – o cheiro – não poderia partilhar convosco, cá vai disto. Os produtos aqui falados fazem parte da edição limitada The Joy of Sparkle, o que significa que se ficarem com a pulga atrás da orelha… Corram às lojas. Já se sabe que o que é bom e chega em quantidade limitada acaba depressa.
Antes da press release, já tinha visto imagens do Sparkler na Internet e fiquei logo intrigada e com imensa vontade de experimentar.  Aquela bombinha alusiva aos tempos antigos é um mimo. Parece que alguém me leu a mente! Isto é luxo em boudoir pink. A melhor maneira de fotografar foi mesmo disparar junto da mão, mas aplicando a uma certa distância, o efeito é lindo e bastante subtil. Para além disso, o pó tem um cheirinho bastante agradável. Não é um produto básico e nem necessário, mas é um acessório que passou à minha lista dos preferidos!
No evento, o maquilhador Karim Sattar deu algumas dicas: no decote ou no resto do corpo, o Sparkler dá um efeito divino. Para prolongar a durabilidade, nada como aplicar estas belas cintilâncias logo após o creme hidratante. E se formos a um evento super especial? Por que não aplicar o produto também no cabelo? É extra glow super bonito!
A dose de brilho não fica pelo Sparkler e, como tal, aparecem na colecção dois tons de purpurinas Star Dust. Estas são as douradas, mas asseguro-vos que não é um dourado qualquer. Há aqui qualquer coisa de alaranjado, e eu gosto.
O mais óbvio seria aplicar as purpurinas no corpo, mas mais uma vez o Karim Sattar deu uma dica: Aplicadas com um pincel de pó/blush no osso da bochecha, estas purpurinas são iluminação instantânea.

Por fim, tenho a mostrar-vos uma paleta de sombras deliciosa. Mais uma vez, leram-me a mente! Há uma outra paleta na colecção, a Midnight, que já tinha visto na Internet. Apesar de não nutrir grande agrado pelos actuais filmes de vampiros e lobisomens e essas histórias que toda a gente conhece, tenho reparado que as cores que me agradam ultimamente são as que têm nomes alusivos a estas sagas. Assim, na minha cabeça, fiquei a matutar na paleta… Twilight! É isso mesmo, é esta mesma da foto. Deus meu, que violeta é aquele? É lindo! Da esquerda para a direita na minha mão, as cores são: Violet Sky, Damson Velvet, Lilac Mist, Pink Champagne e Pearl (um iluminador).

Como podem ver, estas sombras são bem pigmentadas. Para além disso, são super macias pois ao que parece têm na sua constituição óleo de marula (do Namíbia, Comércio Justo!). O maior benefício? Para além de ficarmos mais bonitas, ficamos com pálpebras bem nutridas.

Palavras para quê, quando as cores estão à vista?

Papier Poudré

papier poudré

Um destes dias, dei de caras com algo que me era familiar de algum toucador.

A imagem era-me familiar, a ideia também, mas tudo era vago de mais. Acima de tudo, fiquei boquiaberta por (relativamente) raras serem as referências a esta maravilha por essa blogosfera fora.

Falo do Papier Poudré. Para quem não conhece, o Papier Poudré é uma espécie de pó compacto misturado com folhas de absorção de oleosidade.

É um produto que existe na Inglaterra desde 1903, época em que a maquilhagem se restringia a pouco mais do que o pó-de-arroz, aplicado ao toucador, e era considerado de mau tom retocar (e em muitos casos até mesmo usar) a maquilhagem em público.

Assim, surgiram estes bloquinhos com folhas embebidas em pó, ideais para andarem sempre connosco para qualquer lado e prontos a dar um up na maquilhagem ou mesmo aliviar a oleosidade, discretamente e sem a necessidade de usar um espelho.

papier poudré

Hoje em dia, a imagem dos bloquinhos está um pouco diferente.

Para que possam ter uma noção do tamanho, a área dos blocos é um pouco inferior à de um cartão de crédito.

Tive imenso medo de abrir os livrinhos para testar. Não sabendo se vinha deles uma grande poeirada digna de estaleiro de obras, preferi ter cautela.

Para meu espanto, nem sequer consigo mostrar-vos como fica cada cor na pele: é tudo tão subtil, tão suave, que não há acidente possível. Nem na escolha da cor!

papier poudré

Sim, porque o Papier Poudré está disponível em três cores, que não sei se sempre existiram (da esquerda para a direita):

  • Rose
  • White
  • Rachel

Que cores aconselho, e a quem? Parece-me que não há muito por onde errar, como já referi.

Para as interessadas, o produto está disponível aqui no site deles.

Com certeza, este é um novo item na minha necessaire!