Categoria: Vintage

Quando era pequenina…

sapatos criança

… Lembro-me de ter, durante toda a minha infância, pares e pares de sapatos como os da imagem.

Não que agora seja muito grande, mas o facto é que já não encontro nada disto no tamanho 35. Pela primeira vez, sinto que tenho os pés grandes.

Não sei se os meus sapatos eram da mesma marca, a Aster, mas lembro com muito carinho os recortes na parte superior do sapato.

Tinha-os de várias cores e lembro-me que a dada altura não os queria calçar. Estava farta dos sapatos de boneca. Como me arrependo! Por vezes, quando somos pequenos, não damos valor ao que é bom.

Que saudades tenho deste tipo de sapatos, de outros sapatos com fivelas, das socas baixinhas, dos chupa-cocós, dos casacos e camisolas de lã, dos vestidos floridos com gola que a minha avó costurava para mim, das jardineiras e dos calções com mil e um padrões diferentes…

Tenho saudades de tudo isso.

Lembro-me de fazer fita para vestir algumas dessas coisas, mas hoje tenho de reconhecer que tinha (e tenho, felizmente!) uma mamã com muito bom gosto que se esforçava por me manter bastante apresentável.

Deixemos as piroseiras de infância para outro post.



Amor é…

pink lotion johnson's

… Voltar aos clássicos da beleza.

Hoje foi a vez da Pink Lotion.

Existe a típica versão Johnson’s, foi a que usei. Também há a da Lander. Não há nada melhor para retirar as pinturas de Carnaval da cara (neste caso, as pinturas dos ensaios para o Carnaval!).

Ainda existe à venda nos supermercados e drogarias antigas.

Fica também aqui o cromo relativo à Pink Lotion, da autoria do Nuno Markl.

Monchichis – Coisas que os aliens raptaram

monchichi

Depois de ter visto a Ana na Suécia falar das Barriguitas, lembrei-me de outro brinquedo emblemático do tempo de quem era pequenino pelos anos 80 e 90.

Lembram-se dos Monchichis?

Na verdade, escreve-se Monchhichis. Ainda tenho um ou dois primos destes macaquinhos, adoro-os e não sei como é que conseguem fazer desaparecer a bonecada toda, que era tão engraçada.

Nem sei o que é melhor, fazê-los desaparecer ou dar-lhes nova cara. É que se pensarmos nas Polly Pocket (de que já falei aqui), Barbies e Barriguitas… Mais vale mesmo estarem quietos.

Mattel, o que fizeste tu aos Monchichis?

Agenda 2012 – The B Word

agendas

Com um novo ano a chegar, convém pensar na agenda ideal para que não escape nenhum compromisso importante.

Para mim, escolher a agenda é sempre uma grande odisseia. Ora é porque não tem o tamanho ideal, ora porque não gosto dos bonecos, ora porque não tem bonecos. Ou é cara. Ou tem muitas coisas inúteis. Ou é a agenda do povo.

Não me contento facilmente, por isso desta feita mandei vir esta que me pareceu bastante engraçada e prática.

Tem espaço de sobra, boa organização (vejam bem que na capa até se cria uma divisória para as folhinhas soltas, bilhetes e afins) e imagens bastante bonitas. Ah, é recheada de humor sarcástico.

Se podia deixar-me de floreados? Podia, mas não era a mesma coisa.

Por aí, que me têm a dizer de agendas?

Halls Pretos – Coisas que os aliens raptaram

halls pretosEis que em menos de nada me lembrei de outra coisa que simplesmente evaporou.

E o pior é que só penso em Santa Bárbara quando faz trovoada, o que neste caso significa que só me lembro disto quando estou cheia de tosse e com o nariz mais entupido que as vias de escoamento das ruas.

Alguém me elucida sobre o que aconteceu aos Halls Extra Strong, os da embalagem preta?

É que nunca mais os vi à venda e eram, de longe, o que havia de mais eficaz para tirar esta tosse velhaca e deixar o nariz a funcionar devidamente.

Sim, eram os mais picantes e frescos. Não, não me falem dos azuis nem dos de mel e limão, que são muito bons mas não têm nem metade do efeito dos pretos.

Galak Buttons – Coisas que os aliens raptaram

galak buttonsOk, isto é o fim do mundo e vamos todos morrer.

Numa destas noites, à conversa com a Marta, apercebi-me que já não existem Galak Buttons.

E o pior é que tenho muitas, muitas saudades destas pastilhas de chocolate branco.

Não entendi! Lembro-me que durante os meus tempos de Secundário ainda existia, pelo menos em bastão, que é a última recordação que tenho do Galak. Mas os botões é que eram…

Nestlé, o que é que vos passou pela cabeça? Isto é um crime!

É que o Galak não era simples chocolate branco… Era O Chocolate Branco.

Sou só eu ou há por aí mais gente à espera de satisfações pela desaparição do chocolate do golfinho?

Red Shoes

Não sou grande fã da Rita, mas adoro os red shoes.

Na verdade, a Guida adora sapatos, quem não gosta? Ainda por cima, com o Spartoo sempre à mão, torna-se um vício vasculhar tudo em buscar de sapatos lindos, daqueles que depois passeiam nas calçadas dos meus sonhos.

sapatos vermelhos

Na verdade, gostava de ter um par de sapatos de cada cor. Mas como lhes daria uso, depois? Então, considero que o vermelho seja uma cor razoável.

Primeiro porque é uma cor mais ou menos básica. Depois, porque chama a atenção.

Sabiam que no Feiticeiro de Oz os sapatos da Dorothy são vermelhos porque só dessa forma é que conseguiriam ter destaque no filme, por causa das técnicas de filmagem e cor da época?

Por causa da Dorothy, também não consigo pensar em sapatos vermelhos muito sóbrios. Quem não baba pelas purpurinas vermelhas dos sapatos dela?

Bom, adiante, que a conversa é outra, hoje temos uma selecção de sapatos vermelhos com a cara da Guida:

  1. Melissa Talking – Infelizmente, nem sequer estão disponíveis no meu número. Mas são um sonho: Melissas, flocadas e com lacinho. Baba, Guida, baba.
  2. Irregular Choice Scottie – Já vos tinha falado deles. É que o detalhe do cãozinho torna-os tão diferentes, tão especiais, tão Guida… Que estes ainda hão-de ser meus. Tenho dito.
  3. Neosens Rococo Pump – Rococo e não preciso de dizer mais nada. Sei que muitas de vós discordam desta minha pancada e acham que este tipo de sapatos lembra os sapatos dos reis. Nada a fazer…
  4. Irregular Choice I’m From Bury – Charlie e a Fábrica do Chocolate, gritante! É o que estes sapatos me lembram. Filmes docinhos. Já vos disse por que é que ando fã da Irregular Choice?
  5. Miss L’Fire Gabrielle – Olha, os 1. e 3. fizeram fusão e resultaram estes, igualmente amorosos.
  6. Melissa Temptation – Não teria um melhor nome para eles. São mesmo sapatos de diabinha. E quem não tem dias maliciosos?

Ó Victoria!

Ó marias, ó maneis cá do blog. Ó Victoria.

Alguém cá do burgo conhece esta marca de sapatos de nuestros hermanos?

Eu também não conhecia, até hoje ter herdado uns dunks lindos, super coloridos. Fico sempre curiosa com a origem das marcas, o que me levou a procurar os zapatos, zapatillas e restante calzado da Victoria.

Fiquei impressionada, bastante, pela positiva!

É que numa altura em que tanto se fala de marcas de países longínquos (e de cá também, bem conhecemos os nossos Sanjo), que tal dar uma espreitadela ao que se faz no país vizinho desde 1915?

victoria

Para o menino, Victoria indigo.

victoria

Para a menina, Victoria rosa.

victoria

E por que não uns dunks indigo? Gostam, desgostam? Tenho de vos mostrar os meus, super coloridos.

Terça da Máscara #7

Luta na lama. Ou máscara de argila verde! Ou máscara de outra argila qualquer (qualquer, salvo seja!). Eu venho falar da argila verde porque é aquela que eu uso, pois apesar de não ter a pele muito oleosa, a verdade é que volta e meia aparece uma ou outra borbulha e os pontos negros vão aparecendo às resmas se não der conta deles. E, posto isto, conclui-se que a argila verde é adequada a peles normais a oleosas, com tendência acnéica. Se este não é o seu tipo de pele, pesquise sobre argilas branca, rosa e amarela (se fizerem questão, posso falar sobre elas mais tarde!).

Eu falo por mim: os resultados desta maravilhosa máscara caseira são mais que visíveis: menos imperfeições, vê-se (e sente-se!) que a pele fica mais macia e as borbulhas e os pontos negros tendem a aparecer com muito menos frequência. Aplica-se a máscara uma ou duas vezes por semana.

Não é novidade para ninguém que eu sou apologista do que é bom, básico e barato. Neste caso, não mudei de lema: a argila verde pode ser encontrada em ervanárias e supermercados ao preço da chuva mijona (não chega aos 2€ por kg). Existem máscaras já preparadas à venda, mas são muito mais caras e nunca as experimentei. No caso desta argila em pó, tem que se ter cuidado: deve ser guardada num local seco e fresco e, depois de cada uso, convém fechar bem o pacote.

Como preparar

  1. Existem milhentas maneiras de preparar a argila: com infusões, com água destilada, por aí fora. Façam vocês a experiência! Eu uso chá verde bem concentrado a ferver – deito uma pinguinha num recipiente pequenino (tipo as tigelinhas dos patés) de vidro.
  2. Vai-se adicionando argila, cautelosamente, e mexendo com uma colher ou vareta de vidro, madeira, ou plástico. Diz-se que quando a argila entra em contacto com metais altera a sua radioactividade, o que não sei se é verdade ou mentira. Por precaução, prefiro ter esta indicação em conta.
  3. Quando a máscara tiver a textura ideal, nem líquida nem em pedra, aplica-se por todo o rosto, à excepção dos lábios e contorno dos olhos, com um pincel bem macio.
  4. Deixar repousar. Nesta altura, convém não falar nem mexer muito o rosto, sob o risco de deixar rachas na máscara e esta não fazer efeito em alguns sítios.
  5. Quando a máscara estiver seca (e por esta altura vai ser como se tivessem a cara engessada!), retirar com água morninha.
  6. Aplique o seu creme hidratante de eleição e seja feliz!

 

Artigo publicado originalmente aqui.

 

TRANSLATION

Mask Tuesday #7

Green clay mask! Or any other clay mask (any other, heh). I am here to talk about green clay because i tis the one I use, because though I do not have extremely oily skin, the truth is that sometimes there is an annoying spot and blackheads keep on appearing everyday if I do not take care of them. So, green clay is good for normal to oily skins, specially if they tend to have acne. If this is not your skin, take a look at white, pink or yellow clays (if you wish, I can talk about them later).

I speak for myself: the results of this wonderful mask are more than visible: less flaws/blemishes, you can see (and feel) that the skin turns to be softer and the spots and blackheads tend to appear less frequently. You can use this mask once or twice a week.

It is not new that I am apologist of what is good, basic and cheap. In this case, I did not change: you can find green clay in nature stores and supermarkets for less than 2€/kg. There are also ready to use green clay masks, but they are so much more expensive and I never tried them. Powder clay needs to be kept in a fresh and dry place and after each use you must make sure you keep the bag well closed.

How to prepare

  1. There are lots of ways to prepare clay: with infusions, distilled water, so on. Try it yourself! I use hot and concentrated green tea – I only need something like a spoon in a small cup.
  2. Add the clay, carefully, and mix with a glass/wood/plastic spoon. It seems that clay can become radioactive if it gets in touch with metals, which I do not know if it is true, but I prefer to play safe.
  3. When the mask has a good texture, nor liquid or too solid, apply it over your face, avoiding lips and eyes, with a soft and clean brush.
  4. Let it settle for something like 20 minutes. You will not want to talk or move your face too much in risk of crackling the mask.
  5. When it has dried out, rinse your face with warm water.
  6. Apply your mosturiser and be happy!

Originally posted here.

Tia das Ameixas

tia maria

Desde pequena que gosto de ameixas.

Apesar de não serem a minha fruta preferida, há alturas em que as devoro. Também há alturas em que me esqueço completamente delas, e é um frete gigante ter de as comer.

De agora para a frente, acho que vou passar a olhar para as ameixas de outra forma.

Tenho comigo uma caixa gigante, estou deliciada a comê-las (com alguma moderação, que isto dá dores de barriga!) e o melhor é que me lembram de boa parte da minha infância, lembram-me de quando a tia Maria nos dava ameixas do quintal dela.

Era a tia das ameixas.

Agora, as ameixas vêm com mais saudade. A tia das ameixas foi embora há dois dias, tinha 90 e muitos anos.

Para além de super nutritiva e saborosa, a ameixa passou a ser nostálgica.