Categoria: Solidariedade

Dia de Luto na Blogosfera

O Boticário Make B Rio 60s
Evento de apresentação da linha Make B Rio 60’s, Junho de 2014. Um dos momentos em que tive o prazer de conviver com a Susana, imediatamente à minha direita na fotografia.

Este é um post que gostava de não saber escrever.

Gostava de não ter de lidar com assuntos feios, mas eles existem. Temos de viver com eles e o nosso crescimento pessoal passa, de certa forma, por lidar com adversidades. É muito duro, mas a vida é assim.

Hoje é o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro.

Irónico, não é? Hoje foi o dia em que uma amiga dos blogs perdeu a luta contra este filho da mãe. A Susana era jovem, tinha uma aura linda, era sorridente, era uma pessoa com quem dava gosto conversar.

Desde saber que estava doente até ao triste desfecho, passou pouquíssimo tempo. Mas ela lutou, lutou muito.

A Susana não era uma das pessoas com quem mais me cruzava ou conversava, mas a blogosfera liga-nos. Uma das maiores bênçãos de ter um blog é a quantidade de amigos e pessoas boas que entram nas nossas vidas que, de outra forma, não conheceríamos.

Nunca soube muito bem o que dizer ou fazer perante a doença, mas tenho muita fé e rezei por ela.

Fiquei tão contente quando soube que, aparentemente, estava melhor! Nunca me meti no assunto, pois tive algum receio de ser invasiva. Por outro lado, agora que nada mais há a fazer, sinto-me um pouco hipócrita por, finalmente, expressar-me.

Que mais poderia ter feito? Não ser a única a reflectir sobre este assunto e, para já, uma das conclusões a que consegui chegar é que está na altura de, neste mundo dos blogs, sermos mais amigos, mais próximos e olharmos mais uns pelos outros.

Que estejamos unidos não só pela dor mas também pelas coisas boas.

Quanto à querida Susana, espero que estejas agora num sítio melhor, desprovido de dor e sofrimento. Deixaste uma boa marca por onde passaste. Foi bom ter-te connosco neste mundo. Até um dia!

Laço – Dama de Copas

dama de copas lingerie bra fitting sutiã laço cancro da mama

No início do mês, chegou à Dama de Copas a campanha “Descubra o soutien certo e apoie a Laço!”, em parceria com a Laço, que estará no ar até ao final do ano.

O objectivo é informar as mulheres sobre a importância da escolha do soutien certo ao mesmo tempo que é feita uma sensibilização para aspectos relacionados com o cancro da mama.

dama de copas lingerie bra fitting sutiã laço cancro da mama ana rita clara

A embaixadora da campanha é Ana Rita Clara, que surge em spots publicitários vestindo peças da colecção Fashion Targets Breast Cancer, que este ano se foca no tema Nude & Black, e é constituída por 22 peças não só de lingerie mas também por peças de loungewear e merchandising. 20% Das vendas revertem a favor da Laço.

Pessoalmente, fiquei encantada com o corpete desta colecção, super delicado e muito rico em detalhes, e cujo preço me surpreendeu por não ser tão elevado como esperava.

Nem tudo o que parece é – A “Marianinha”

Todos sabemos de histórias sobre a miséria alheia.

Todos temos um vizinho ou conhecido cuja história é conhecida e infeliz: ou é maltratado, ou esforça-se mas não tem retorno, por vezes é doente, entre outras possibilidades.

Não serve de nada termos pena porque não é assim que nos tornamos úteis, mas ainda assim permanecemos como espectadores porque temos receio de ser mal interpretados.

Em tempos de Internet, parece que também já temos bairros na blogosfera e por vezes surgem situações semelhantes às da vida real.

Falo da minha experiência enquanto blogger e enquanto leitora, existem alguns blogues que contam histórias menos felizes e eu sigo alguns atentamente e procuro a melhor maneira de ajudar.

Desde 2008, dentro desta categoria da miséria alheia, sigo (dentro do possível e virtualmente) uma rapariga que tem neste momento 31 anos.

Não vou referir nomes nem ligações, mas falo de uma pessoa que gera alguma controvérsia por ter uma escrita muito rudimentar e por conseguir ser bastante rude com as pessoas quando escreve.

Não sou ninguém para fazer suposições, mas ainda assim tenho cá para mim que ela só pode ter um atraso no desenvolvimento cognitivo. Qualquer pessoa percebe isso, e é este o principal facto que me fez ler sempre tudo o que ela partilha no seu blog.

Não devo ser a única, porque pelo que me apercebo ela tem sempre comentários e emails de pessoas que querem apoiá-la.

Pessoas e marcas.

Deixem-me explicar, resumidamente, o que vi nesta moça que me fez sentir uma certa empatia e pena. É verdade, não consegui passar à fase da ajuda mas andei bem lá perto.

Já vão perceber. Como referi, ela tem uma escrita muito rudimentar. Dá muitos, mesmo muitos erros ortográficos. E é esta a primeira coisa que absorvemos no blogue dela.

  • Trata-se de uma pessoa de 31 anos, residente num bairro de Lisboa, desempregada e que apregoa ter uma deficiência no pé (motivo pelo qual ninguém lhe dá emprego).
  • Refere ter um irmão desempregado e pais reformados e doentes. Não tem dinheiro para o passe dos transportes e recorre aos computadores da biblioteca para publicar artigos no blogue.
  • Diz que anda rota porque não tem como comprar roupa nova. Diz que sempre usou roupa velha que lhe dão e que não consegue andar apresentável.
  • Diz que não tem sequer possibilidade de comprar leite com chocolate para beber ao pequeno-almoço.
  • Ainda assim, assume que não tem problemas em lidar com as dificuldades e que respeita muito o esforço dos pais para esticar o orçamento.

Eu não teria qualquer problema em ajudá-la. Não tenho assim tanto para dar, mas em vez de encaminhar a roupa que já não uso e que está em bom estado para instituições de solidariedade, poderia entregá-la a esta pessoa.

Ela diz que veste tamanhos pequenos e, acima de tudo, temos de ser uns para os outros. Se um dia eu precisar, também vou gostar de ter quem me ajude.

Quem fala em roupa fala no resto.

Podia cortar nos cafés e dar-lhe o leite com chocolate de que tanto gosta, podia pôr de parte alguns dos produtos que apenas abri mas não uso, podia ajudá-la a melhorar a escrita, podia passear e conversar com ela.

Não obstante, em quase quatro anos que leio o que ela escreve, fiquei sempre muito reticente em contactá-la directamente para lhe dar a mão.

Tanto quanto me lembro, o primeiro episódio que me fez ficar de pé atrás já foi há coisa de dois anos, quando ela divulgou o nome e endereço de um instrutor de natação que, aos olhos dela, teve segundas intenções e lhe deu para trás.

Depois, não tardou muito até que, volta e meia, se lembrasse de insultar alguém no blog. Inclusivamente pessoas que a tinham ajudado. Falo de pessoas anónimas, de bloggers muito conhecidas, de marcas.

Ela chegou a desejar a morte de muita gente, e coisas dessas não se dizem nem a brincar. Recentemente, quando eu (e calculo que as restantes pessoas que a lêem) pensei que ela tinha aprendido a pensar no que diz antes de escrever, resolveu insultar todos os profissionais do maior centro hospitalar do país.

Juntamente com os insultos, normalmente vêm os pedidos. Esta pessoa faz sempre um grande choradinho.

Roupas, cremes, maquilhagem, jóias, médicos. Não se contenta com pouco! Pede sempre contactos/contacta marcas de luxo.

Refere que as marcas são umas más, que só ajudam quem lhes faz publicidade e não as pobrezinhas anónimas como ela.

No dito artigo das ofensas aos profissionais do hospital, fez questão de perguntar por contactos de um médico particular que a atendesse de borla.

Para uma pessoa que passa por tantas dificuldades, como refere insistentemente, parece-me exigência a mais.

Mesmo com tudo isto, eu, parva, pensei seriamente em ajudá-la.

Como tinha de me deslocar a um centro comercial para tratar de assuntos meus e fazer compras e como leio no blog dela que mora lá perto, pensei seriamente em enviar-lhe um email a perguntar por algumas coisas de que necessitasse para ver o que é que eu podia oferecer. Ainda bem que, por qualquer motivo, não o fiz.

Quis o destino que a encontrasse nessa mesma ida ao centro comercial, sem qualquer contacto.

Eu penso que ela me reconheceu, ficou muito tempo a olhar para mim, mas não me falou. Eu também não lhe disse nada e limitei-me ao meu papel de espectadora incrédula.

Felizmente para ela, que não está numa situação tão negra como a que pinta. Infelizmente para ela, porque perdeu toda a credibilidade. Pelo menos para mim!

Depois de anos a ler que ela tem uma deficiência no pé que lhe limita a mobilidade e a impede de andar normalmente… Vi-a a andar normalmente. Durante meia hora, correu as lojas todas daquele bloco.

Para trás e para a frente, para trás e para a frente. Nunca ninguém diria que ela tem uma deficiência de qualquer espécie no pé. Depois de anos a ler que ela anda com roupa rota, encontrei-a com boa roupa.

Depois de anos a ler que é uma pobre infeliz que nunca fez compras, encontrei-a às compras com a mãe. Com sacos de compras das lojas, sim.

Depois de anos a ler que ela respeita muito os pais e que acata o peso das dificuldades sem se queixar, vi-a a fazer uma birra à mãe porque queria não sei o quê da FNAC.

Costumo falar do blog dela com outras pessoas. Estava acompanhada por uma pessoa que está a par do que ela escreve. Ficámos as duas incrédulas.

Provavelmente, sou eu que sou boa de mais, sou eu que sou ingénua e acredito na honestidade das pessoas mesmo quando se escondem atrás de um ecrã.

Custa-me a acreditar que (ainda) há quem pense que pode ser quem quiser no universo virtual. Custa-me a acreditar que (ainda) há quem se esqueça que os leitores são pessoas e merecem todo o respeito e honestidade.

Daqui por diante, tentarei não me impressionar tão facilmente com histórias como a desta rapariga que escreve num blog.

Não sei quantas mais pessoas há como ela, não quero saber. Sei que fiquei triste e muito desapontada. Como disse, ainda bem que as coisas não são tão negras para ela como as pinta.

Desejo-lhe as maiores felicidades do mundo e só espero que as pessoas que ainda se preocupam com ela não tenham de ver o que eu vi. Ou isso ou que se apercebam que estão a gastar latim em vão.

P.S. – Fica aqui outro registo de uma história de deixar os cabelos em pé com a mesma pessoa, contado pela Garota de Ipanema.

P.P.S. A pessoa referida no post fez o favor de vir comentar e até deixou o link do blog, sintam-se à vontade para dar uma espreitadela.

P.P.P.S. – Hoje é dia 9 de Fevereiro de 2012 e o blog da pessoa em causa foi apagado. Coincidência? Por quê, se era tão coitadinha e pobrezinha? Vamos ver se é uma decisão definitiva ou se é sol de pouca dura.

P.P.P.P.S. – As minhas leitoras são umas queridas e mostram-me sempre novidades em primeira mão. Parece que a pessoa tem um novo blog aqui. Nova casa, as histórias do costume.

Unhate

benetton benettonbenettonbenettonbenettonbenetton

A polémica vai ser mais do que muita, vai haver quem não goste.

Mais uma vez, a Benetton tocou na ferida com a campanha Unhate.

Quando é que o orgulho e os interesses parvos serão deixados de lado? Somos todos feitos do mesmo, todos vamos para o mesmo sítio, por que não tornar este mundo bom e justo para toda a gente?

Como querem que as massas mudem se quem dá a cara não dá o exemplo?

Facebook Kids

facebook criançasOntem descobri que as minhas primas de dez anos têm perfis no Facebook.

Os pais têm conhecimento, é certo, mas mesmo assim não deixa de ser medonho.

Ambas têm fotografias. Uma delas nem sequer deixa adicionar amigos, o que me deixa um nadinha mais aliviada. A outra, tem o mural à mercê de quem passa, pois nem sequer controla a visibilidade do que escreve.

Bem sei que as coisas mudam e que quando eu tinha a idade delas mal havia Internet.

Tive o meu primeiro blog aos doze anos. Nessa altura, ninguém pensava em redes sociais. Havia os chats, o mIRC ainda tinha algum peso e era por lá que se conversava.

Mas numa época em que quase ninguém tinha câmaras digitais e os telemóveis só serviam para telefonar e mandar mensagens, não havia essa preocupação. Até porque o mais provável era utilizar um nickname hoje, outro amanhã e por aí fora.

Sou sincera, criança minha não teria autorização para criar um perfil na Internet tão cedo.

Em primeiro lugar, os miúdos são novos de mais para andarem agarrados a computadores. Nem sequer falando na saúde deles, acho que é desde cedo que se aprendem os valores importantes da vida.

Como é possível esperar que tenham força de vontade e que sejam seres amigáveis se têm a liberdade de alapar em frente ao monitor? Acho que aos dez anos socializar significa algo mais do que passear pelo Facebook.

No meu tempo, saltava-se à corda, andava-se de bicicleta, brincava-se. Também se jogava no Gameboy e na Playstation, mas enjoávamos de tudo isso muito depressa. Hoje em dia, joga-se no Farmville, Cityville e outros villes.

Na minha escolinha, teríamos gosto por ter uma horta num canteiro algures. Já estes miúdos, ficam contentes por ter uma horta virtual. Pergunto-me se sabem que o leite vem da vaca e que os morangos não vêm das árvores.

Depois, há a questão da segurança.

Não me venham dizer que os pais controlam, porque não acredito que algum pai tenha controlo total sobre os seus filhos durante todos os minutos do dia. Não me enganem, todos passámos por lá, todos sabemos o que a casa gasta.

E os azares acontecem, muitas vezes porque damos abébias.

Se há coisas em que acredito que quanto mais cedo lidarmos com elas, melhor, esta não é uma delas. Sabem, vejo muitos adultos que deviam ser proibidos de estar em redes sociais pelas atitudes que têm.

Não se apercebem de que qualquer pessoa pode ver o que escrevem e por vezes dizem as maiores barbaridades. Sim, temos liberdade de expressão. Mas também é verdade que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, e muita gente não se apercebe dos limites.

Se é este o exemplo que as pessoas grandes dão, como esperam que os mais novos tenham bom senso? Nem falo dos falsos perfis de adultos mal intencionados.

Falo de pessoas relativamente influentes, que sabem que há malta miúda a vê-las e que ainda assim jogam muitos palavrões para o ar, a par de afirmações grotescas (como pessoa tal que há tempos afirmava que quando as jovens se vestem de forma “provocatória” merecem o assédio de que sofrem por vezes).

É que, a meu ver, grande parte da nossa formação humana vem dos exemplos que tivemos. Por vezes, não conseguimos distinguir o exemplo bom do exemplo mau.

Chamem-me forreta, mas a isto eu faço “não gosto”.

The Body Shop – Sobre

No passado dia 8 de Outubro, houve uma press release da marca para a qual a Guida foi convidada. Claro está, não poderia deixar de comparecer!

O evento realizou-se na Mãe D’água, o que acabou por ser a primeira de muitas surpresas para mim.

Passando ao que interessa: foi muito bom!

Se mal conhecia a marca, quaisquer dúvidas ou desconfianças ficaram por terra por conhecer os projectos que andam no ar, as pessoas que trabalham pela The Body Shop, os fundamentos.

Aliás, entre conversa amigável com toda a gente e demonstrações dos novos produtos, houve direito a palestras super interessantes sobre o que se está a passar pela marca:

  • Christina Archer, a senior buyer do Comércio Justo da TBS, explicou como se processam os negócios com os vendedores de países subdesenvolvidos, nomeadamente sul americanos, de forma a que ambas as partes saiam beneficiadas.
  • Deu até testemunhos de algumas famílias envolvidas, que mostram viver melhor e em maior segurança desde que se envolveram neste processo.
  • Explicou que cada produto da marca tem pelo menos um ingrediente obtido através do Comércio Justo, e até deu exemplos. Já lá vamos!
  • Já o maquilhador da marca, Karim Sattar, apresentou as propostas para este Inverno – a Colecção Joy of Sparkle!
  • Não vou entrar em grandes detalhes agora, mas fica prometido que amanhã falo deste assunto detalhadamente.
  • No evento, foi tudo posto em prática com uma modelo especial de corrida (da qual também já falo, vamos lá ter calma!) e houve direito a dicas de profissional.
the body shop
  • Também nos falaram da nova fragrância da marca, o Dreams Unlimited! Fiquei apaixonada, pois é um perfume fresco, de grande qualidade, criado por alguns dos melhores e mais famosos perfumistas do mundo.
  • Achei piada ao facto de este perfume ser feito com álcool 100% biológico. Álcool biológico? Que é isso? Pois bem, foi-nos mostrado o processo de obtenção do mesmo e… Rum. Está dito. Cana de açúcar, destilação, rum.
  • Vimos as novidades para o Natal, não menos importantes. Ainda estou aqui a conter-me para não comer tudo à colher! Surpresa para amanhã.
the body shop
  • Assistimos à entrega de um cheque de , se não me falha a memória, 70000€ à APAV para auxiliar no combate ao tráfico sexual de crianças e jovens. Uma causa a apoiar!
  • Ainda houve direito a música ao vivo, com nem mais nem menos do que a menina Sofia Truta, que foi, aliás… A modelo das maquilhagens do Karim Sattar!

E por hoje é tudo, mas amanhã venho cá mostrar as novidades todas direitinhas e bonitinhas.

Roupa em Segunda Mão – Não é lixo!

emilie bjork
Foto de Emilie Björk

Há-de chegar uma altura em que nos vamos fartar de tudo o que temos no roupeiro ou a roupa vai deixar de servir.

Quando esse dia chegar, sabem o que fazer?

Tudo, menos deitar a roupa fora. Podemos dar a roupa a amig@s ou familiares que queiram ou precisem, podemos doar a uma instituição, remodelar, organizar trocas ou vender.

A Sara escreveu-me durante as férias:

Preciso da tua ajuda. Tenho uma montanha de roupa para vender (8 sacos de 1 metro).

Já procurei em vários sítios em Lisboa e arredores, mas não encontro estabelecimentos. Ou melhor, encontrei dois mas só aceitam roupa de marca (ex.: Dior, Yves Saint Laurent). Destas marcas mais caras não possuo nenhuma peça. Tenho é muita roupa da Benetton.

A razão da venda é o facto de ter engordado cerca de 20 kg. Vestia 34 ou 36 e agora passei para os 40/42/44.
Sei que não voltarei ao meu peso antigo, pois foi por questões médicas que ele foi alterado – doença crónica, o que tenho (e terei) que tomar TODOS os dias varias doses de cortisona.

Espero estar a responder a tempo de ajudar, e de dar dicas à altura! E de dar algumas dicas às restantes pessoas, visto que o tempo do calor não vai durar assim tanto e daqui a nada estamos a pôr à mão a nossa roupa de Inverno.

  • Não estou a par de todas as lojas de artigos em segunda mão que há em Lisboa nem da maneira como funcionam.
  • Se a Sara quer mesmo vender a roupa toda que tem e já não vai vestir, sugiro então outra coisa: por que não vender no Ebay ou mesmo criar um blogue para esse efeito?
  • Já tenho visto alguns blogues portugueses e muitos brasileiros que são usados para a venda de artigos usados e alguns até se safam bem!
  • Para ter uma ideia, pesquise sobre brechós no Google. Outra boa opção pode ser visitar o Sótão, que segundo sei tem bom funcionamento!
  • Outra maneira de vender o que já não queremos é organizar as típicas vendas de garagem. Convide vizinhos, amigos e conhecidos a espreitar, tenho a certeza de que vai conseguir escoar algumas coisas.
  • Se não tiver um espaço disponível, por que não experimentar vender na Feira da Ladra? Não sei se é preciso pagar o espaço, mas creio que se for ocasionalmente não tem qualquer custo.

De ponderar são também as trocas. Por que é que não organiza uma troca com as amigas?

Numa tarde, juntem-se em casa. Cada uma leva aquilo que já não quer e assim as restantes escolhem o que querem levar. É uma forma de escoar algumas coisas e ganhar outras novas!

  • Se tiver meninas na família que vistam o mesmo número, creio que haviam de ficar bastante felizes se as deixasse escolher roupa para elas. Falo por mim, que adoro quando a minha prima me dá a roupa que já não quer, ou quando encontro roupa que era da minha avó, tias e mãe guardadas!
  • Em último caso, e por que há quem precise de roupa e não tenha como a comprar, por que não doar a roupa a famílias desfavorecidas que conheçamos ou até mesmo a instituições? Infelizmente, é bastante fácil encontrar quem precise.
  • Até nas igrejas costumam aceitar roupa. Pense nisso, até porque o Inverno frio não tarda muito a bater à porta!
  • Creio que neste caso não dá para aplicar esta dica, mas nunca é de mais sugerir: que tal remodelar? Há detalhes que fazem toda a diferença e transformam a nossa roupa velha em roupa linda e nova, que dura mais uns anos até ir para a reforma.
  • Espreitem este post do mini-saia e esta tag do Craftzine para mais inspiração!
  • Quando a roupa está mesmo estragada e não dá para utilizar, também há remédio. Em vez de a mandar fora, por que é que não aproveitam o tecido? Dá para fazer tanta coisa: panos para limpeza, missangas forradas, cuequinhas como as que mostrei nesta selecção, macacos de meia

Façam o que a vossa imaginação ditar.

Não se esqueçam que mandar fora, desperdiçar e poluir são sempre as últimas opções!

Guiné-Bissau no Atelier Ao Meu Gosto

afric-ana

Já vou lendo o Afric-Ana há algum tempo, pois sou cativada por todas as estórias da vida na Guiné que lá nos são contadas, e também já ia dando uma vista de olhos no Atelier Ao Meu Gosto.

Coisas normais, dirão vocês que também fazem a vossa ronda diária aos blogues.

Ora, o que me leva a escrever este post (que é bem merecido, aliás, pelo Atelier!) é a iniciativa de que tomei conhecimento há uns dias pelo mini-saia.

Para quem tem paciência, leiam o arquivo do Afric-Ana.

Para quem quer ir directo ao assunto, é só ler este post que ficam a perceber o resto. Agora é só ver tudo o que diz respeito ao assunto aqui.

Vamos ajudar a tornar melhor a vida de algumas meninas, que de contrário não teriam acesso ao futuro que merecem.

Era bom poder dar as mesmas oportunidades a tantas outras pessoas, mas já que tal é impossível, ajuda-se da maneira que se pode! Vamos tod@s ver as peças lindas que se têm feito com os panos africanos e contribuir para esta causa.

Vamos lá contribuir para fazer crescer o montante acumulado e dar, quem sabe, um ou dois zeros aos 29€ já arrecadados!

É matar dois coelhos de uma cajadada só: adquirir peças lindas e únicas e ajudar a fomentar vidas melhores lá longe!

Dar é uma Dádiva

dar sangue

Há já algum tempo que andava a ponderar ser dadora de medula óssea.

Ainda não se tinha proporcionado tal acção porque, para ser sincera, não estava bem esclarecida sobre o processo e não sabia sequer onde tinha que me dirigir para fazer a inscrição no banco de dadores de medula óssea.

É uma vergonha, bem sei, mas em vez de ir pesquisar sobre o assunto, limitei-me a uma terrível ignorância que quase me levava a pensar que a dádiva de medula óssea era como a dádiva de sangue, em que a colheita é feita na altura em que nos dirigimos aos locais de colheita, e que era bastante arriscada para a minha saúde, pois tinha a ideia de que a extracção da medula era feita a partir de ossinhos frágeis da coluna vertebral.

Na aula de Biologia estamos a aprender coisas sobre mutações e cancros e, ao falarmos na leucemia, calhou em conversa entre a turma e a professora o tipo de tratamentos a que são submetidos os doentes leucémicos e, consequentemente, falámos sobre os transplantes de medula.

Tal como eu, havia várias pessoas com dúvidas sobre este assunto, que foram esclarecidas pela professora Sarita, que até nos disse os hospitais onde nos podemos dirigir para nos tornarmos dadores de medula óssea. Um dos hospitais calhava-me em caminho, porque tinha assuntos para tratar lá. Assim sendo, juntei o útil ao agradável.

Fui ao Centro de Histocompatibilidade do Sul (CEDACE), no Hospital Pulido Valente.

Se ao chegar ao CEDACE ainda havia espaço para caberem em mim algumas dúvidas e incertezas, rapidamente fiquei à vontade ao ler o panfleto informativo que o segurança do pavilhão me forneceu, seguido de um inquérito simples que tive que preencher com dados relativos à minha saúde.

De seguida, tive que aguardar até que uma senhora que era médica, enfermeira, ou qualquer outra coisa relacionada com as técnicas de saúde e análises me chamasse para recolher uma pequena amostra do meu sangue para analisar e, caso esteja tudo bem, introduzir os meus dados na base de dados de dadores de medula óssea.

Não saí do CEDACE mutilada ou coisa que o valha, pelo contrário! Saí de lá feliz por saber que posso salvar uma vida: se algum doente precisar da minha medula, os médicos entrarão em contacto comigo para que se façam mais análises que servem para comprovar que a minha medula é mesmo compatível com medula do doente.

Passada essa fase, podem recolher as células de que precisam a partir do meu sangue (como quando vamos doar sangue!), e devolvem o meu sangue à corrente sanguínea ou, noutros casos, tenho que ser sujeita a uma pequena intervenção cirúrgica para, com umas agulhas especiais (não se sente nada, o dador é anestesiado), retirar a medula dos ossos da bacia, que irá recuperar nas duas semanas seguintes ao procedimento.

Dêem vocês também este contributo para a sociedade, salvem vidas!