Categoria: Segurança

Bebés 101: Escolher Fraldas

Escolher as melhores fraldas (e restantes produtos associados à muda) para os nossos bebés é um grande desafio.

Lembro-me que, quando estava grávida e pensava nas compras que tinha de fazer para a Teresa, as fraldas eram um dos produtos que maiores dúvidas levantava. Queremos aproveitar as promoções, mas por outro lado nunca sabemos quais são as melhores, nem se os bebés farão alergia ou quais os tamanhos a trazer.

Se vão ser mães pela primeira vez ou acabaram de dar à luz e ainda andam aos apalpões, deixem-me ajudar-vos com este post. Começo por vos dar um conselho de amiga (a sério, podem dizer-vos o contrário, mas isto é o que tenho verificado):

Não façam stocks de fraldas antes de os bebés nascerem.

A sério. Em primeiro lugar, não se deixem iludir pelas histórias de promoções e feiras de bebés. Salvo raríssimas excepções, não compensam. Vão ter os mesmos ou melhores descontos ao longo do resto do ano. Depois, já viram se investem tudo numa determinada marca e vai na volta o bebé é alérgico ou nem sequer gostam da marca? Não vale a pena fazer fretes. O que sugiro é que tenham 1 ou 2 pacotes de tamanho 1 a jeito para quando a criança nascer. Tenho quase a certeza que, numa aflição, o hospital (se for esta a vossa opção) onde nasce o bebé também vos fornece algumas fraldas. Referi o tamanho 1 porque é o que faz mais sentido na maior parte dos casos:

  • Abrange um leque de pesos que apanha a maior parte dos recém-nascidos;
  • Há marcas que já disponibilizam o tamanho 0 (para bebés abaixo dos 3kg), como as Dodot Sensitive – se necessitarem, dá perfeitamente para comprar já depois de o bebé nascer e assim não ficam com fraldas empatadas para os Nenucos;
  • Mesmo que tenham um bebé grande, acreditem que é provável darem conta de um pacote de fraldas T1 num instante. Os recém-nascidos tendem a ser muito cagõezinhos!

Stocks de fraldas só se fazem quando já conseguimos prever mais ou menos o crescimento dos nossos bebés. É o meu conselho de amiga!

Quanto a marcas, segue abaixo a minha crítica.

Comecemos por desmistificar o descartável vs pano. Até podem ter óptimas intenções para com o ambiente, mas quando começarem a ver as fraldas de pano/reutilizáveis todas feias e a ter de as lavar à velocidade da luz, vão desistir dessa ideia. Felizmente, hoje em dia o mercado oferece-nos opções de fraldas descartáveis para todos os gostos, ideologias e bolsos. Há que salientar que só posso falar das que conheço, pelo que fico à espera de ouvir outras opiniões nos comentários. Felizmente, a Teresa nunca fez alergia a coisíssima nenhuma e espero que assim se mantenha.

  • Bambino – eram as do hospital. Já as conhecia de outras andanças. São razoáveis. Não transbordam mas são muito “plásticas”.
  • Chicco Dry Fit Advanced – Foram as que comprei em primeiro lugar e foram as melhores. Estão frequentemente com 50% de desconto. São fofas, respiráveis, ajustam-se bem e não transbordam. Recomendo muito!
  • Continente – No que diz respeito às marcas brancas, são as que mais gostamos (e as que mais compramos). Não devem muito às da Chicco. Só não me parecem tão fofas e, consequentemente, um pouco menos absorventes. É frequente terem packs mensais a cerca de 11€. Querem melhor?
  • Lidl – Não são más, mas não se ajustam tão bem ao corpo do bebé. São muito “rígidas”. Se os cocós forem muito líquidos, estas fraldas transbordam especialmente pelas costas, já que o rebordo não tem elasticidade.
  • Libero – Fujam! A sério. Ouvi dizer muito bem delas, nem sei bem como. Transbordam, trespassam, são um horror. E o pior é que a humidade também se mantém à superfície. Resultado: muitos rabinhos assados.
  • Dodot Sensitive – Não percebo, também, o alarido feito em torno desta linha. As fraldas são boas. Mas poderiam ser melhores! Parecem-me muito “plastificadas” no interior. Têm uma espécie de rede. E retêm muita humidade nessa camada, o que resulta numa espécie de caldinho a refogar e acaba por originar o mesmo que as Libero.

Aparte: gostava muito de experimentar as Nunex, mas nunca calhou. São portuguesas e ouvi falar muito bem delas. Confere?

Passando ao capítulo da limpeza, impera o seguinte conceito (especialmente nos primeiros tempos de vida do bebé): façam-na da forma mais simples possível. O ideal é utilizar compressas com água, mas este formato nem sempre é o mais prático.

Por aqui, adoramos as Water Wipes (são toalhitas praticamente só com água). Com o passar do tempo, após verificarmos que não havia reacções adversas, começámos a intercalar com as Huggies Pure e com a Johnson’s Baby Gentle Cleansing. Já experimentámos todas as variedades da Dodot, marca branca Continente e Lidl, outras variedades de Huggies e todas elas tendem a deixar o rabinho da Teresa irritado.

Sei que há várias marcas no mercado que disponibilizam linimentos, mas eu diria que é um produto dispensável (de qualquer forma, gosto do da Uriage).

O que fica a faltar nesta conversa? Ah, os cremes da muda da fralda. Aqui tenho uma opinião muito vincada e uma experiência muito positiva com determinados produtos, pelo que me recuso a experimentar outros:

  • Quando a pele está íntegra, com bom aspecto, não aplico sempre creme. Aplico a pasta d’água da Bioderma uma ou duas vezes por dia e chega. Quando vejo que o rabinho está a ficar vermelho, siga deste belo produto em todas as mudas!
  • Quando a coisa é mais séria (muito xixi, cocós mais ácidos), aí recorro à pomada Nutraisdin ZN40 da Isdin. É do melhor que há neste mundo.
  • Uma boa dica caso por cima disto necessitem de um produto tipo talco para ajudar a “secar”: utilizem farinha Maizena. A sério, tal como se fosse pó de talco. Faz-se disto há séculos, está estudado e tem bom resultado.

Penso que não me esqueci de nada do que considero ser importante sobre a temática das fraldas, mas caso tenham dúvidas ou sugestões a fazer é só escrever. Espero ter ajudado alguém com a minha experiência!

Açúcar na Papa

Estou longe de ser a pessoa mais fundamentalista com a alimentação da minha filha. Tal como tudo na vida, o equilíbrio é um bom princípio. Ainda assim, preocupo-me muito com a saúde dela e sei que é importante ter cuidado com o que lhe ponho no prato.

Mantivemos o aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses. Depois disso, apesar de não ter sido muito rígida, fui introduzindo a sopa e a fruta no regime alimentar da Teresa. Poderia (e deveria, talvez) ter mantido a amamentação exclusiva até aos 6 meses, mas angustiava-me ver a pequenina toda interessada em ver-nos comer e ficar triste por não poder comer nada. Parecia que queria saltar da cadeira e fazia (e faz, ainda faz…) caretas quando via talheres ou copos a passar à frente dela.

Sem stress nenhum, decidimos avançar com a introdução dos alimentos e foi um sucesso. Adora tudo o que lhe damos. Como sempre teve uma óptima progressão de peso, ainda não lhe dei a conhecer as papas. Achei que não faria sentido algum introduzir farinhas tão cedo. Porém, com o aproximar dos 6 meses, planeio dar-lhe mais alimentos novos e, finalmente, experimentar as papas. Preferencialmente feitas em casa!

Repito, não sou fundamentalista com a alimentação da Teresa. Sei bem que, fora de casa, pode ser necessário recorrer a um desses malfadados produtos de compra, pré feitos. Não estou assustada com essa parte e eu própria faço questão que ela coma de tudo. O problema para mim é que, segundo a indústria alimentar, o que deveria ser uma excepção transformou-se na regra.

papa bebé
Constituição de uma papa à venda no mercado, para bebés a partir dos 4 meses.

Na consulta dos 4 meses, quando discuti a introdução dos alimentos com a enfermeira que nos acompanha, foi-me dito que poderia apostar em papas de compra adequadas à idade da bebé. Infelizmente, pasmem-se, também se fala assim nas escolas. Ora bolas, poder até posso! Mas quem é que, no seu perfeito juízo e preocupação, sabendo ler um rótulo e interpretar a informação que tem à sua frente vai encharcar um bebé com açúcar e óleos da treta sem que haja um bom motivo (não vejo motivos, mas…)? Eu não!

É mesmo uma questão de desinformação, porque nem o argumento da disponibilidade económica é válido – sai muito mais barato comprar os ingredientes e fazer as papas em casa, como deve ser. Ainda não sei bem para onde me virar, mas o que não falta actualmente (porque é um assunto cada vez mais debatido, felizmente) são manuais e sítios com receitas para bebés.

Fica no ar a questão: como se admite às marcas que, em pleno século XXI e após décadas de lutas neste domínio, continuem a lucrar com a disseminação de informações erróneas e produtos que não fazem, de todo, bem à saúde dos nossos bebés? Eles adoram-nas, sem dúvida, são tão doces! Raríssimas são as marcas no mercado que disponibilizam papas com uma constituição minimamente decente.

E olhem que vos escreve uma pessoa que adora toda a espécie de papas doces…

Contra-notícias

liz taylor classroom
Elizabeth Taylor,18, numa sala de aula na Hollywood’s University High School, no dia da sua formatura. Foto por Peter Stackpole. Hollywood, 19 de Janeiro de 1950

Um dia destes, saltou-me à vista na timeline do Facebook um cabeçalho de um artigo etiquetado como sendo de “outdoor e alimentação saudável” num conhecido site português. O título era Como a musa da Intimissimi perdeu 12 quilos em dois meses. Bonito! Só por aqui, já dava para adivinhar que vinha dali asneira. E veio.

Lê-se uma espécie de entrevista a uma rapariga que mede 1.66m e actualmente pesa 50kg, mas já pesou 62kg e considerava-se gorda. Está no seu legítimo direito. Creio que cada pessoa deve fazer por ficar bem consigo própria. Quem não está bem, deve mudar. Mas há cuidados a ter, e a imprensa deveria ter um papel activo neste processo de consciencialização. A ideia que o texto transmite é que, efectivamente, esta rapariga que mede 1.66m era gorda quando pesava 62kg, o que estava longe de ser verdade.

Há noções elementares quando se realiza uma entrevista, e uma delas é a imparcialidade. Isto aprende-se na escola. Era o mínimo que se pedia, já que o texto não tem, de todo, ponta por onde se possa pegar. Nesta entrevista, há julgamentos por todo o lado. Desde a primeira à última questão: “ganhou 12 quilos, sem ter muita noção”, “quando e como é que caiu em si?”, “os seus amigos e pais não a chamavam à atenção?” (adoro a formulação desta última questão, a sério).

As respostas que surgem de seguida são típicas de uma pessoa desinformada e nem deveriam ser transmitidas em modo de incentivo a que outras pessoas sigam o mesmo exemplo. No final da entrevista, lá surge um parênteses a desencorajar outras pessoas de seguirem o mesmo caminho, por parte da entrevistada. Mas no geral, é isto que temos: maus hábitos alimentares, dietas drásticas e nada aconselháveis, muitas falácias. A entrevistadora ainda pergunta à modelo se “tem orgulho e gosta de ser saudável”. Perder 12 quilos em 2 meses (recorrendo a uma alimentação que não se aconselha a ninguém) é ser saudável?

Ser saudável é aceitar-se sem cair em extremos, é comer de forma variada e dar ao nosso organismo toda a nutrição de que necessita (sim, isso inclui a ingestão de hidratos de carbono!), é praticar exercício físico, é conviver, é ser feliz, é não ter de ouvir, sequer, insinuações alheias e muito menos ter de dar satisfações por sermos assim ou assado.

Muito sinceramente, preocupa-me que o maldito artigo tenha potencial para chegar a tanta gente e que, infelizmente, possa causar transtornos a quem não vai, sequer, questionar o que leu. Não sei como esperam que se mudem mentalidades e que se acabe com problemas graves como os distúrbios alimentares e toda uma panóplia de doenças mentais associadas quando nos espetam com pérolas literárias destas no ecrã.

Muito se fala da autoestima e da autoimagem, muito se promove a aceitação da diferença, mas estamos em 2015 e ainda se permite que haja conteúdos perigosos em destaque sem que haja uma chamada de atenção. Por favor, tenham muito cuidado com a informação que vos é oferecida e não se deixem influenciar por tolices!

Alergia ao Sol #2

Eu sei que não tem nada a ver, mas apeteceu-me ser um bocadinho mete-nojo e colocar aqui esta montagem com fotos tiradas pela Ana Rita (http://www.lets-talk-about-beauty.com/).
Eu sei que não tem nada a ver, mas apeteceu-me ser um bocadinho mete-nojo e colocar aqui esta montagem com fotos tiradas pela Ana Rita (http://www.lets-talk-about-beauty.com/).

É uma grande falha não dedicar mais tempo a este assunto importante e que faz parte da minha existência. Afinal, há cada vez mais pessoas a sofrer de alergias solares e é dever de quem tem o dom da palavra alertar e ajudar nestas situações. Antes de escrever este post (esperem, que não vem daqui nenhum testamento… Por enquanto!), fui vasculhar o que já tinha escrito sobre o assunto aqui no blog e concluí que falei dele duas vezes, aqui e aqui.

Vou ter de preparar um post com tudo bem explicadinho. Hoje, quero só partilhar convosco um episódio chato e que poderia ter sido evitado. Nunca apanhei um escaldão. Bronzeio com muita facilidade. Contudo, nunca descurei a aplicação de protector solar. Aos 19 anos, passei a ter ainda mais cuidado, porque comecei a ter alergias com muita facilidade. Utilizo protector solar todos os dias, todo o ano, e quando estou exposta durante muito tempo (caso dos dias de praia e piscina – procurando sempre zonas de sombra nas horas críticas!), procuro reaplicar com alguma frequência. Consegui passar o Verão do ano passado sem transtornos, e este ano ia pelo mesmo caminho.

Ia! Ontem, coloquei a uso uma embalagem de protector solar do ano passado que estava guardada em boas condições. Toda a gente lê sobre a validade dos produtos e sobre a perda de propriedades e eficácia que têm, mas nem sempre temos o maior rigor na sua utilização. Cá para mim, pensei que o dito protector solar ainda estava em perfeitas condições, já que o cheiro, cor e textura se mantiveram como seria suposto. Tenho passado os dias desta semana na piscina.

Há coisas que os olhos não vêem, e hoje à tarde comecei a ficar com muita comichão e ardor generalizados. Quando me vi ao espelho, parecia um Ferrero Rocher com pernas! Bem conheço esta ladainha. Cá estou eu, com uma brutal alergia solar, com os anti-histamínicos (não se automediquem, procurem sempre ajuda dos profissionais de saúde!) do costume e a dar por terminada a minha época balnear de 2015. Moral da história: respeitem a validade do protector solar e façam pela vossa saúde.

Dia de praia em Mação

Cada vez que digo que estou mesmo no centro, meio, mesmo, mesmo no meio do país e vou à praia, costumo ser alvo de montes de perguntas. Praia no interior? Vais fazer uma viagem tão grande para ir ver o mar?

As pessoas esquecem-se que as praias não são só com mar, e nós por cá temos boas praias fluviais.

Hoje foi dia de ir matar saudades da praia fluvial do Carvoeiro. Não quero estar em erro, mas penso que é a única praia fluvial com Bandeira Azul no distrito de Santarém. Acho que facilmente trocava a temporada de praia “normal” por mais uns dias aqui.

Temos tido dias sempre acima dos 30ºC, com muito sol, e mesmo no rio é preciso ter muitos cuidados. A protecção solar não pode ser esquecida e por isso troquei a necessaire da maquilhagem por três amigos a condizer com a época: o Protector Facial Golden Plus FPS 50 e o Protector Labial Golden Plus FPS 30 d’O Boticário (a linha de solares está toda com descontos muito bons!), que são os meus favoritos para as funções que cumprem e já são presença assídua a cada ano que passa; e o protector Aquasol Express Doble Bronzeado  FPS30 da Anne Moller, que estou a experimentar e toda a família está a adorar – já não havia desculpas, agora muito menos, para quem diz que não gosta de protector solar porque demora muito mais tempo para bronzear. Não é o meu caso, que apesar de sofrer com umas valentes alergias se não utilizar protector solar, bronzeio com muita facilidade.

Já várias pessoas me perguntaram sobre o triquini, é da Lanidor (da colecção de há dois anos, se não estou em erro) e ainda o encontram em outlet aqui. Bonito, baratinho e de boa qualidade, considero que foi um bom investimento.

Espero voltar a este paraíso umas quantas vezes antes de ter de ir embora da minha terra.

Mais alguém trocou o mar pelo rio?

No fundo do frasco

Prometi que vos actualizava sobre o meu meio ano de abstinência de compras de cosméticos e está mais do que na hora de o fazer. Passou cerca de um mês e meio desde que comecei o desafio e até agora faço um balanço positivo.

Cheguei à conclusão que não vale a pena termos dó de usar os produtos de que mais gostamos mas que foram descontinuados ou pertencem a edições limitadas. Mais vale usar e abusar do que deixar estragar.

Este primeiro mês e meio não foi assim tão difícil de suportar, até porque como vocês devem calcular, vou tendo acesso a coisas novas para experimentar. E ainda tive direito a 11 módulos Fred Farrugia para a minha colecção! No fim das contas, só tive de comprar um Primer Potion da Urban Decay para substituir o que acabou e, sim, é um produto que é mesmo necessário quando temos as pálpebras muito oleosas.

Os produtos que terminei foram:

  • Cranberry Joy Bath & Shower Gel, The Body Shop
  • Shower Cream Monoi, Sephora
  • Espuma Desmaquilhante Hydra Spécific, Yves Rocher
  • Loção de Manteiga de Karité, Dove
  • Desodorante Cremoso sem fragrância Neutralis, O Boticário
  • Desodorizante Roll-on Erva Doce Cuide-se Bem, O Boticário
  • Shampoo Suave Baby Boti, O Boticário
  • Condicionador Suave Baby Boti, O Boticário
  • Smoothing Body Scrub Chocolate, Sephora
  • Natural Glow Facial Towelettes, Yes to Cucumbers
  • Sabonete Líquido Cremoso Cappuccino Coffee Seduction, O Boticário
  • Primer Magix Face Perfector, Avon
  • Base Perfect Face Tecnologia Luminosa, O Boticário
  • Equave 2 Phase Hydro Nutritive Treatment para cabelos desidratados/sensibilizados, Revlon
  • Shockwave líquido modelador de caracóis, Wella
  • Creme Relaxante para mãos e pés Planet Spa Sake e Arroz do Japão, Avon
  • Pó Microfinish HD, Make Up For Ever
  • Máscara Supershock Waterproof, Avon
  • Lip Balm de baunilha
  • Primer Potion, Urban Decay
  • Óleo para Banho e Massagem Nativa Spa Violeta, O Boticário
  • Ultra Dry, Nails4’Us

Não há nada como o original

Ultimamente, tenho-me apercebido que as cópias, falsificações e contrafacções andam por aí em grande peso no mundo da cosmética. Esta é uma realidade que já existe há muito tempo, mas mais do que nunca está em expansão. Acredito que o grande motor de difusão do falsificado seja a Internet, com tanta procura e acesso a novidades e o desejo de ter coisas tão apetitosas como as que as marcas nos fazem entrar pelos olhos, embora já tenha presenciado a venda deste tipo de produtos em feiras.

Muitos de vós já devem saber o que penso sobre o assunto, das lides das redes sociais e de outras andanças, mas cá fica a minha opinião: sou totalmente contra a compra e utilização de cosméticos contrafeitos e falsificados.

Mas isso és tu que tens dinheiro para esbanjar e montes de coisas que te dão!

Calma, vamos com calma, que as coisas não são assim. E vamos pôr os neurónios a funcionar. Em primeiro lugar, a maquilhagem não é propriamente o casaco Acliclas que se compra a 5€, e que apesar de pessoalmente não ter coragem de usar, compreendo que para muita gente não faça diferença. Eu sei que encontro boas peças à medida da minha carteira. Não tenho necessidade de exibir rótulos nem etiquetas, e quando quero algo que ultrapassa o meu orçamento, procuro alternativas sem entrar no domínio das ilegalidades ou então poupo para conseguir comprar o original. No caso dos Acliclas, Hike, Luis Viton, o que possam imaginar, compreendo que haja quem pense que afinal se tratam só de peças de vestuário e acessórios, e que se são giros ninguém se preocupa com a proveniência e querem é que o prejuízo não seja grande.

A maquilhagem, ou qualquer outro cosmético, está em contacto com a nossa pele. Há produtos perigosos, e por isso é importante que saibamos aquilo que estamos a utilizar. Não há nada como os originais. Para quem um produto cosmético esteja à venda no nosso país, tem de passar por testes muito rigorosos e é altamente controlado com vista a diminuir o risco de alergias ou patologias derivadas do mesmo. Mesmo que nos aconteça algo desagradável e/ou grave com a utilização de um cosmético que está devidamente inserido no mercado, há sempre maneira de actuar para resolver o problema ao nível da saúde e podem ter a certeza que o produto em causa, ou pelo menos o seu lote, será retirado para análises e a empresa que o fabrica poderá ter de responder legalmente. Mas o produto falsificado/contrafeito é igual ao original! Não, não é. Nem as embalagens são iguais, quanto mais o conteúdo. Aposto que se enviassem os falsificados baratos para análise, teriam surpresas. Surpresas das más!

Há ainda a tal questão dos rótulos e etiquetas! Andei a namorar produto x de marca tal, mas não tenho dinheiro para o comprar e por isso quero um igual mas mais barato. Desculpem lá, mas eu sempre ouvi dizer que quem não tem dinheiro não tem vícios. Repito, quando quero muito alguma coisa que ultrapassa o dinheiro que posso pagar por ela, poupo. Ou então procuro alternativas mais baratas dentro do que é seguro e legal. Até já tenho partilhado algumas das minhas descobertas convosco, no Impossível x Acessível. Pensam mesmo que fazem boa figura ao exibir algo que nitidamente não é o produto original? Ou contam com que as amigas desconheçam as diferenças? Eu teria vergonha. Hoje em dia, o que não falta no mercado são opções acessíveis e de qualidade para estarmos sempre bonitas e arranjadas. 

Por vezes, o barato pode sair caro. Não se iludam com uma poupança aparente neste tipo de produtos contrafeitos e falsificados. Nunca se sabe quando o preço pode aumentar exponencialmente porque ficaram com a pele num estado lastimável, ou em casos piores porque apanharam uma intoxicação. Há coisas muito graves que podem acontecer, coisas que por vezes nem o dinheiro pode pagar. E o povo diz que é tanto ladrão o que rouba como o que fica de vigia, por isso, por favor, não queiram colaborar com este negócio da China que na verdade é um crime.

Ora, se isto de ter um blogue é bom para falar de coisas boas, também tem de servir para as coisas menos boas. E vocês sabem que eu vos conto tudo.

Este post é uma espécie de aviso, que eu não quero a gente cá do burgo a gastar dinheiro no que não deve. O tempo é de crise e não se pode deitar dinheiro ao lixo.

No meu passeio pela Expocosmética, deparei-me com um stand chamado “La Depilación Natural”. Aproximei-me para espreitar o que era, e em menos de nada tinha uma senhora a passar-me uma lixa no braço. Pois claro que não achei muita piada, e manifestei-me. Mantive-me calma, nunca se sabe o que pode acontecer, quis ouvir o que a senhora tinha para dizer. Para mim, aquilo era nada mais, nada menos que uma daquelas lixas depilatórias do antigamente (encontrei a imagem do post na Internet, era uma geringonça parecida com essa), mas mais fina.

Andei eu a descolorar os braços para nada! Agora estes pêlos vão nascer terríveis, como se os tivesse cortado com uma lâmina, disse eu. A senhora respondeu-me que não, que a dita lixa arrancava os pêlos pela raiz.

Já que ali estava, quis saber mais da cantiga deles. Então, vendiam umas lixas que dariam para dois anos de utilizações por 20€. Tinham de ser compradas ali no stand. As recargas poderiam ser adquiridas na Internet, mas o “aplicador” com as primeiras lixas tinha de ser comprado na hora. Perguntei se tinham contactos, disseram-me que não. Insistiram muito que aquela era uma oportunidade única e que deveria comprar aquele aparelho milagroso.

A conversa não me agradou, calculo que muita gente tenha caído na conversa porque as promessas eram boas. Uma lixa indolor que arranca os pêlos pela raíz? Maravilhoso!

Bem dito, bem certo. Quem ficou com uma peladela no braço fui eu. E os pêlos começaram a despontar no dia seguinte, tal como tinha previsto.

Isto tudo para quê? Isso mesmo que vocês já sabem: se virem algo do género numa destas feiras, fujam porque não é coisa boa.

Madeixas temporárias com giz/pastel seco

Quando se pensa que não vão surgir mais ideias de jerico estranhas, tufas. Eis que alguém nos surpreende com madeixas no cabelo feitas com giz e pastel seco. Humedece-se uma madeixa de cabelo, aplica-se o giz esfregando, deixa-se secar e fixa-se o produto com um ferro quente. Na lavagem seguinte sai tudo. E é este o procedimento.

Com certeza que a oportunidade de ter cabelo de qualquer cor possível e imaginária é muito apelativa. Contudo, não me parece que esta prática seja boa para o cabelo e é decerto um atentado às vias respiratórias. Pode ser um grande risco. E é, acima de tudo, um grande desperdício de material de pintura.

Sou pessoa para experimentar, eventualmente, mas vocês não o vão fazer, certo?

E fica registada esta prática, para vosso conhecimento.