Categoria: Saúde

As Carnes e o Cancro

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Biscoitos do Dia dos Namorados da Whipped Bakeshop.

Esta semana, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou um parecer sobre a associação entre o consumo de carnes processadas e o aumento da probabilidade da ocorrência de cancro. A notícia foi analisada e deturpada, sendo transmitida pelos media com muito alarmismo.

Pois bem: é importante saber interpretar a informação a que temos acesso e, de qualquer forma, o que foi dito não transmitiu (quase) nada de novo. Já todos sabíamos que comer carnes processadas em excesso faz mal. Todos os excessos fazem mal. No mesmo saco, foram metidas as carnes vermelhas. Mais uma vez, todos sabemos que comer carnes vermelhas em excesso faz mal. Já toda a gente sabia das potenciais consequências do consumo excessivo destes alimentos e o que surgiu agora foi uma série de conclusões relacionadas com estudos comparativos entre determinados hábitos e substâncias.

Segundo o que está descrito no site da OMS, a questão das carnes processadas e das carnes vermelhas foi uma das prioridades da Agência Internacional de Investigação do Cancro, com base nalguns estudos epidemiológicos que sugeriam que havia um pequeno (pequeno!!!) aumento do risco de alguns cancros que poderia estar associado ao consumo excessivo destes alimentos. As carnes processadas foram classificadas como carcinogénicas para os humanos, à semelhança do tabaco. Contudo, os perigos de consumo não são iguais. O que se considera nesta classificação é a evidência científica que diz que um determinado agente é cancerígeno e não especificamente o grau de risco desse agente.

O Global Burden of Disease Project estima que haja cerca de 34000 mortes a nível global (recordem-se que há uma população total estimada de 7.3 biliões de pessoas em todo o mundo) por cancros cujas causas podem (podem, não há certezas!) estar relacionadas com o consumo excessivo de carnes processadas. No que concerne às carnes vermelhas, é referido que não se determina que sejam uma causa de cancro, embora as dietas ricas em carnes vermelhas possam estar na origem de 50000 mortes por ano. O consumo de tabaco, o consumo de álcool e a poluição atmosférica originam um número bem maior de mortes por cancro anualmente (1000000, 600000 e 200000, respectivamente).

Não é por comerem umas fatias de bacon ou irem ao Mc da vida de vez em quando que vão morrer de cancro. Tal como se aprende na escola e tal como é constantemente apregoado um pouco por todo o lado, já se sabia que há alimentos que devem ser mais valorizados que outros e porquê. Também não é novidade que estes alimentos polémicos contribuem não só para o aumento risco de cancro mas também de doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, entre outras, quando consumidos em excesso. O melhor é mesmo evitar as carnes processadas, mas também se sabe que o consumo esporádico de carnes vermelhas é importante (este detalhe é salientado pela OMS!) porque nos fornece nutrientes que não encontramos com facilidade noutros alimentos.

Mais vale prevenir que remediar. Neste sentido, não é esclarecido pela OMS ou pelo Global Burden of Disease que acompanhamento é que foi feito aos doentes com cancros associados ao consumo excessivo de carnes processadas (e possivelmente de carnes vermelhas). Há que destacar a importância das visitas regulares ao médico e da atenção aos sintomas anormais e que podem ser determinantes perante um cenário de doença. O melhor é mesmo manter uma alimentação e estilos de vida saudáveis, mas sem fundamentalismos. Procurem variar e equilibrar o consumo de alimentos, e sejam felizes!

Contra-notícias

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Elizabeth Taylor,18, numa sala de aula na Hollywood’s University High School, no dia da sua formatura. Foto por Peter Stackpole. Hollywood, 19 de Janeiro de 1950

Um dia destes, saltou-me à vista na timeline do Facebook um cabeçalho de um artigo etiquetado como sendo de “outdoor e alimentação saudável” num conhecido site português. O título era Como a musa da Intimissimi perdeu 12 quilos em dois meses. Bonito! Só por aqui, já dava para adivinhar que vinha dali asneira. E veio.

Lê-se uma espécie de entrevista a uma rapariga que mede 1.66m e actualmente pesa 50kg, mas já pesou 62kg e considerava-se gorda. Está no seu legítimo direito. Creio que cada pessoa deve fazer por ficar bem consigo própria. Quem não está bem, deve mudar. Mas há cuidados a ter, e a imprensa deveria ter um papel activo neste processo de consciencialização. A ideia que o texto transmite é que, efectivamente, esta rapariga que mede 1.66m era gorda quando pesava 62kg, o que estava longe de ser verdade.

Há noções elementares quando se realiza uma entrevista, e uma delas é a imparcialidade. Isto aprende-se na escola. Era o mínimo que se pedia, já que o texto não tem, de todo, ponta por onde se possa pegar. Nesta entrevista, há julgamentos por todo o lado. Desde a primeira à última questão: “ganhou 12 quilos, sem ter muita noção”, “quando e como é que caiu em si?”, “os seus amigos e pais não a chamavam à atenção?” (adoro a formulação desta última questão, a sério).

As respostas que surgem de seguida são típicas de uma pessoa desinformada e nem deveriam ser transmitidas em modo de incentivo a que outras pessoas sigam o mesmo exemplo. No final da entrevista, lá surge um parênteses a desencorajar outras pessoas de seguirem o mesmo caminho, por parte da entrevistada. Mas no geral, é isto que temos: maus hábitos alimentares, dietas drásticas e nada aconselháveis, muitas falácias. A entrevistadora ainda pergunta à modelo se “tem orgulho e gosta de ser saudável”. Perder 12 quilos em 2 meses (recorrendo a uma alimentação que não se aconselha a ninguém) é ser saudável?

Ser saudável é aceitar-se sem cair em extremos, é comer de forma variada e dar ao nosso organismo toda a nutrição de que necessita (sim, isso inclui a ingestão de hidratos de carbono!), é praticar exercício físico, é conviver, é ser feliz, é não ter de ouvir, sequer, insinuações alheias e muito menos ter de dar satisfações por sermos assim ou assado.

Muito sinceramente, preocupa-me que o maldito artigo tenha potencial para chegar a tanta gente e que, infelizmente, possa causar transtornos a quem não vai, sequer, questionar o que leu. Não sei como esperam que se mudem mentalidades e que se acabe com problemas graves como os distúrbios alimentares e toda uma panóplia de doenças mentais associadas quando nos espetam com pérolas literárias destas no ecrã.

Muito se fala da autoestima e da autoimagem, muito se promove a aceitação da diferença, mas estamos em 2015 e ainda se permite que haja conteúdos perigosos em destaque sem que haja uma chamada de atenção. Por favor, tenham muito cuidado com a informação que vos é oferecida e não se deixem influenciar por tolices!

Alergia ao Sol #2

Eu sei que não tem nada a ver, mas apeteceu-me ser um bocadinho mete-nojo e colocar aqui esta montagem com fotos tiradas pela Ana Rita (http://www.lets-talk-about-beauty.com/).
Eu sei que não tem nada a ver, mas apeteceu-me ser um bocadinho mete-nojo e colocar aqui esta montagem com fotos tiradas pela Ana Rita (http://www.lets-talk-about-beauty.com/).

É uma grande falha não dedicar mais tempo a este assunto importante e que faz parte da minha existência. Afinal, há cada vez mais pessoas a sofrer de alergias solares e é dever de quem tem o dom da palavra alertar e ajudar nestas situações. Antes de escrever este post (esperem, que não vem daqui nenhum testamento… Por enquanto!), fui vasculhar o que já tinha escrito sobre o assunto aqui no blog e concluí que falei dele duas vezes, aqui e aqui.

Vou ter de preparar um post com tudo bem explicadinho. Hoje, quero só partilhar convosco um episódio chato e que poderia ter sido evitado. Nunca apanhei um escaldão. Bronzeio com muita facilidade. Contudo, nunca descurei a aplicação de protector solar. Aos 19 anos, passei a ter ainda mais cuidado, porque comecei a ter alergias com muita facilidade. Utilizo protector solar todos os dias, todo o ano, e quando estou exposta durante muito tempo (caso dos dias de praia e piscina – procurando sempre zonas de sombra nas horas críticas!), procuro reaplicar com alguma frequência. Consegui passar o Verão do ano passado sem transtornos, e este ano ia pelo mesmo caminho.

Ia! Ontem, coloquei a uso uma embalagem de protector solar do ano passado que estava guardada em boas condições. Toda a gente lê sobre a validade dos produtos e sobre a perda de propriedades e eficácia que têm, mas nem sempre temos o maior rigor na sua utilização. Cá para mim, pensei que o dito protector solar ainda estava em perfeitas condições, já que o cheiro, cor e textura se mantiveram como seria suposto. Tenho passado os dias desta semana na piscina.

Há coisas que os olhos não vêem, e hoje à tarde comecei a ficar com muita comichão e ardor generalizados. Quando me vi ao espelho, parecia um Ferrero Rocher com pernas! Bem conheço esta ladainha. Cá estou eu, com uma brutal alergia solar, com os anti-histamínicos (não se automediquem, procurem sempre ajuda dos profissionais de saúde!) do costume e a dar por terminada a minha época balnear de 2015. Moral da história: respeitem a validade do protector solar e façam pela vossa saúde.

Óculinho Novo

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Vocês que já me conhecem, sabem que tenho duas características bem vincadas: sou muito vaidosa e padeço de uma espécie de Síndrome de Diógenes. Isto significa que, se puder, tenho muitos exemplares de cada coisa. Just in case e porque gosto de variedade.

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Sou míope, também já partilhei convosco noutras ocasiões. Sou um pouco negligente. Tenho evitado utilizar lentes com muita frequência, mas nem sempre (quase nunca, aliás!) ando de óculos na cara. É sinal que não vejo assim tão mal, mas dou conta dos olhos sem necessidade porque me canso das armações ou não acho que fiquem bem, de todo, com o que visto e sinto e quero transmitir no dia-a-dia.

Felizmente, há cada vez mais opções low cost com qualidade tanto em lojas físicas como em lojas online e assim, de tempos a tempos, dá para ir ampliando a colecção. Sim, é bom ter algo neutro que sirva para tudo, mas quem não namora armações mais extravagantes? Eu até acabo por atirar uns óculos para dentro de cada mala, e assim garanto que estou sempre prevenida para tudo.

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Fui desafiada pela Firmoo a escolher uns óculos novos e encomendei o modelo #F044, o que podem ver nas fotos. Como sabem, não são os meus primeiros óculos desta loja e o que posso dizer é que notei que houve uma ligeira subida de preços, que se justifica com uma melhoria na qualidade das armações e lentes. Não que as armações “antigas” fossem más, mas pelo menos o plástico desta armação parece mais resistente. Este modelo específico nem precisou de ajuste nas hastes, o que é uma raridade nestes modelos gigantes, tendo em conta que sou pequenina.

Se precisarem de renovar os vossos óculos, aproveitem. É frequente haver descontos e tudo na Firmoo, e garanto-vos que fica tudo bem mais em conta do que nas lojas físicas!

Medalha de Bronze nº6 – Piz Buin

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A primeira Medalha de Bronze deste ano não vai só para um produto, ou só para uma linha. A Piz Buin é um dos nomes mais fortes da protecção solar. Há alguns anos que não utilizava produtos da marca. Haja bom senso: se tenho produtos que experimento e dos quais gosto, para quê comprar mais? Quis o destino que, este ano, recebesse alguns desta marca para experimentar e a qualidade não decepciona.

Já levo uns poucos dias de sol em cima e não me arrisco a sair à rua desprotegida. Sou alérgica ao sol, recordam-se? Nunca na vida apanhei um escaldão. Bronzeio com muita facilidade. Desculpas para não usar protector solar? Nunca! Um dos maiores problemas e que desmotiva muita gente quando é hora de ir para a praia ou para a piscina é a textura dos protectores solares. São terríveis, pegajosos, são um sarilho de aplicar e espalhar e ficamos com as mãos numa bodega. Nos últimos anos, têm surgido várias fórmulas em spray, mas poucas são as que resistem aos banhos sem que o produto se dissipe todo.

Os solares em spray da Piz Buin juntam tudo o que há de bom e conveniente no mundo da protecção solar nas suas embalagens: produtos eficazes, de cheiro agradável, fáceis de aplicar, sem serem pegajosos e que duram. O Instant Glow ainda tem o bónus de deixar partículas brilhantes, muito discretas, na nossa pele. Sim, que também têm aparecido alguns protectores solares deste género mas há quem considere que tem muitos brilhantes, com partículas de grandes dimensões.

Este ano, o Verão está a ser muito generoso e esta rubrica promete. O meu Tan & Protect já vai a menos de metade. Não creio que nem ele nem o Instant Glow sobrevivam a Julho. Entre favoritos e novidades, estejam atentas porque muito teremos para conversar sobre protecção solar!

Quais são os protectores solares que têm a uso de momento?

Limpeza de Pele Eficaz

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Terminada a época balnear e, por conseguinte, a exposição excessiva a uma série de factores agressivos para a pele, já se sabe que é de valor apostar numa boa e profunda limpeza de pele. É um ritual que se deve manter todo o ano mas que toma especial importância na rentrée.

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Confiei na Célia Godoy (o gabinete fica pertíssimo da estação de metro de Odivelas) para cuidar devidamente do meu rosto, não através de uma limpeza de pele convencional mas com uma série de tecnologias que desconhecia até então: a extracção foi feita a vácuo e também foi utilizado equipamento de alta frequência. De forma sintética, as vantagens consistem numa maior eficácia na extracção das impurezas através do vácuo, e a alta frequência tem acção bactericida e ajuda a fechar os poros.

O procedimento durou cerca de uma hora e achei-o menos doloroso que uma limpeza de pele convencional. Em primeiro lugar, faz-se uma consulta breve para saber quais são as nossas necessidades, as características da nossa pele e eventuais problemas de saúde que possam interferir no tratamento (por exemplo, a alta frequência não pode ser utilizada por hipertensos ou grávidas). De seguida, higieniza-se a pele do rosto e é feita a exposição a vapores de ozono, para abrir os poros. Garanto-vos que em ambiente de gabinete a exposição aos vapores é muito mais cómoda que os típicos vapores que se fazem em casa.

Eis que chega a parte mais desconfortável, a extracção. Contudo, temi que fosse muito mais dolorosa. São utilizadas pequenas ventosas de diferentes dimensões que fazem o trabalho mais complicado. Posteriormente, há o recurso à extracção manual caso existam impurezas mais profundas. Sofri qualquer coisa, mas o meu nariz e o meu queixo já precisavam de uma intervenção drástica e urgente (e vocês bem sabem que utilizo bandas de remoção de pontos negros com alguma frequência. Se não as usasse, seria bem pior).

A fase do sofrimento termina depressa e quase nos esquecemos dela, porque o tónico e a máscara calmante que são aplicados de seguida aliviam imenso o desconforto. Passa-se à fase da utilização da alta frequência (caso não haja contra-indicações). Pode ser desconfortável para algumas pessoas, porque o equipamento dá pequenos choques na pele. Pessoalmente, não senti qualquer incómodo.

Para terminar, é feita uma massagem facial e aplicado um hidratante e protector solar. Durante umas horas, a pele fica com algumas vermelhidões mas, mesmo assim, visivelmente limpa. Não tirei nenhuma fotografia antes do procedimento, mas podem ver como ficou a região mais crítica do meu rosto nesse mesmo dia.

Fiquei muito impressionada com tanta limpeza. Já não me lembrava do que era ter a pele do rosto tão lisa, sem pontos negros horríveis e nojentinhos. E sabem o que é melhor? É que já passou mais de uma semana e o meu organismo não entrou em revolta. Continuo com a zona T limpinha, limpinha.

Rotina de Verão #2

Tal como prometido e em jeito de conclusão, falta falar um bocadinho dos produtos de rosto e protecção solar que ajudaram a manter a pele em bom estado durante as últimas férias de Verão.

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Na categoria dos produtos de rosto, não quis abrir grandes cerimónias. Quis manter a minha pele, que tem estado bastante oleosa na zona T, hidratada. Acima de tudo. Não é fácil atinar com um conjunto de produtos quando mudamos a nossa rotina do dia-a-dia, de sítio e de água. Negligenciei as limpezas profundas e esfoliações, que preferi deixá-las para o regresso a casa do que agredir a pele desnecessariamente.

1. O Rose Hydrate Miracle Makeover Facial Oil da Superfacialist, que já teve o merecido destaque neste posté um essencial. Antes de lavar a cara “a sério”, utilizei-o sempre para tentar atenuar os efeitos da desidratação. Um mimo!

2. Como produto de lavagem, optei pela Foaming Cleansing Fluid da linha Pureness da Shiseido. Gosto muito da linha, no geral, mas optei por levar apenas a espuma. É consistente e limpa a pele na perfeição sem a deixar a repuxar. Isto é, a parte do meu rosto que é oleosa fica limpinha, e a parte seca e desidratada não resseca. Fica tudo bonito e suave!

3. Esqueci-me de levar o tónico do costume e não quis meter-me em aventuras nem investimentos, e decidi optar pelo que não falha: água de rosas. Não agride, não faz mal, é quase dada e é polivalente (que serviu para ser pulverizada nos dias de maior calor e há sempre mil e uma utilidades). Também é um clássico cá do blog.

4. Um dos produtos que maior importância tem nesta rotina, com vista a garantir a hidratação da pele do rosto, foi (é sempre!) o Quenching Sérum SOS da Caudalíe, já apresentado aqui e um dos meus produtos indispensáveis. Não me alongo, que no post já existente está tudo dito.

5. Também da família Caudalíe e porque o contorno dos olhos começa a exigir cuidados específicos, recorri ao Creme de Olhos Polyphenol C15. Tenho de dedicar um post a toda a linha (em conjunto com a minha mãe), mas interessa dizer que consegui manter a região periocular até mais hidratada e com a pele visivelmente mais uniforme do que antes. E sem vestígios de mília!

6. O hidratante escolhido para esta temporada, sem FPS (que utilizo o protector solar separadamente), foi o Cuidado Hidratante Anti-imperfeições da Vichy. Conheço que não goste dele alegando que é pesado e pegajoso. É verdade que não é dos hidratantes mais leves do mercado para as peles oleosas, e que nem sequer é matificante, mas deixa pouco brilho e a situação não se agrava ao longo do dia. E é dos poucos hidratantes para peles oleosas que experimentei até hoje que assegura as necessidades de hidratação da minha pele. Apesar de ter alguns “activos peeling“, ácidos, não irrita a minha pele.

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Pela primeira vez em muitos anos, consegui atravessar a época das férias de praia sem uma grande alergia ao sol. Tive algum receio com o protector solar que escolhi para me acompanhar, por ser uma novidade e por não ser de uma das marcas nas quais confio desde sempre (e bem se sabe que com o sol não se pode brincar e mais vale jogar pelo seguro!), mas correu tudo bem. Creio que o próprio estado do tempo ajudou, que parece que este ano mal tivemos Verão. Tive apenas o cuidado de evitar o óleo protector solar da Clarins do qual fiquei fã por só ter FPS 30 e não saber se seria a melhor opção para mim na praia durante muitos dias seguidos.

1. Do ano passado, transitou o Gel Fotoprotector Cream Dry Touch Color FPS 50+ da ISDIN. Já vos tinha dito que o adorava e até ganhou uma Medalha de Bronze. Ide ler o post para avivar a memória, que está lá tudo dito.

2. Para o corpo, confiei no Leite Sublimador FPS 50 da L’Oréal Paris. Se receios tinha, desvaneceram rapidamente. Bem se sabe que nos últimos anos a indústria da protecção solar evoluiu muito e já é possível encontrar boas opções nos supermercados, mas precisei de ver (e sentir) para crer. Para além da protecção eficaz, o bendito do protector tem brilhinhos que ajudam a dar aquele glow que não temos naturalmente no início da temporada de praia. Ah, é fluido o suficiente para ser fácil de espalhar e não é pegajoso nem deixa a pele branca tipo fantasma. Tem uma ligeira coloração, nada que se note. O cheiro também não é o habitual para um protector solar, é super suave e creio que agrada facilmente à maior parte das mulheres. Sim, que não me parece que os homens queiram parecer os vampiros do Twilight.

3. Por fim, os cabelos não podem ser esquecidos e resolvi estender os cuidados para além dos praticados em casa. Fiquei traumatizada com as asneiras de há dois anos atrás e não quero, por nada deste mundo, estragar o cabelo novamente. Para aplicar várias vezes durante a exposição ao sol, contei com o Óleo Protector Solar Elvive. Cheirinho agradável, super fluido e leve e protecção solar. Não há muito mais para dizer, é prático (vem em formato de pulverizador) e gostei muito de o utilizar.

Espero que esta partilha possa ser útil para alguém e que tenham tão bons resultados com as minhas sugestões, tal como eu também os tive. Posso dizer que não me importava de ter férias e levar tudo na mala novamente?

Rotina de Verão #1

Tal como prometido, partilho convosco a rotina de utilização de cosméticos que funcionou comigo em tempo de férias. Vai ter de ser em duas partes, que tenho muito para dizer. Na primeira parte, vou falar um pouco dos produtos que utilizei para o cabelo e para o corpo. No próximo post, falarei dos produtos de rosto e da protecção solar.

Há que salientar que saí de Lisboa carregada de tralha e que nem tudo o que utilizei se revelou eficaz, houve estratégias que tiveram de ser repensadas muito rapidamente e o conteúdo deste post foi o que, efectivamente, utilizei e que me encheu as medidas.

Não acho descabido publicar esta espécie de review extensa em Setembro. Não só porque o Verão ainda decorre e há muita gente que está ou há-de ir de férias, mas também porque muitos destes produtos podem ser (ou serão mesmo) utilizados durante o resto do ano.

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A rotina dos cabelos foi aquela onde mais arrisquei. Sol, praia e água da rede super calcária são grandes inimigos da saúde capilar. Tenham em conta que o meu cabelo é super espesso, denso, seco e frisado, para além de o pintar com alguma frequência.

1. O champô escolhido para a temporada de praia foi o Ultra Suave Solar com Óleo de Monoi e Neroli, que é uma novidade no mercado e que não me desiludiu. Era o único produto que desconhecia totalmente deste grupo. Foi utilizado e aprovado por toda a família. Limpa o couro cabeludo sem ser agressivo e os cabelos ficam super macios, leves e bem cheirosos, sem ressecar. Não é muito consistente, embora produza muita espuma. É fácil de espalhar e enxaguar.

2. Esqueci-me de levar comigo quaisquer máscaras ou condicionadores e dentro da oferta disponível nos supermercados locais, optei pela máscara Adeus Danos da Fructis. Já sabem que tenho aversão aos champôs da marca, mas as máscaras, séruns e espumas têm sido uma agradável surpresa. Não tinha experimentado esta anteriormente, mas já conhecia outros produtos da mesma linha nos quais confio. É consistente e eficaz, super hidratante mas sem deixar o cabelo pegajoso. Um boião de 400ml custou cerca de 5€, utilizei o produto em todas as lavagens de cabelo, não recorri a condicionadores e ao final de mais de um mês ainda estou longe de ver o fundo da embalagem. É melhor, a milhas, que muitas máscaras de marcas profissionais.

3. Que disse eu de confiar na linha Adeus Danos da Fructis? Em equipa que ganha, não se mexe, e hei-de comprar e recomprar o sérum SOS Repair. É fluido, quase como um óleo, não pesa e a verdade é que deixa as pontas do cabelo bonitas, hidratadas e brilhantes. Com ar de cabelo novo, sabem? Do que há no supermercado, baratinho, este é dos melhores séruns, para mim.

4. Quem tem cabelo espesso, seco e encaracolado sabe que hidratar nunca é de mais, mesmo, mas que é preciso ter cuidado com os produtos que utilizamos depois da lavagem sob pena de o resultado ser uma mixórdia pesada e pegajosa. Privei-me de espumas e outros produtos muito elaborados, mas o leave-in é sempre essencial para uma caracoleta bonita e de aspecto saudável. Apostei no Nativa Spa Frutoterapia Ultra Hidratante Monoi e Argão, após o duche à noite, que é dos melhores produtos do género que já conheci para deixar os caracóis bem definidos mas soltos e leves (já para não falar no cheirinho delicioso). Durante o dia, por causa do sol (e por considerar que não seria de mais reforçar a hidratação), optei sempre por aplicar o Golden Plus Termoactivado, que já era um favorito da época balnear anterior e que mesmo sendo consistente e hidratante não pesa no cabelo depois de seco e ainda protege do sol e de outros agentes nocivos. Ambos os produtos são d’O Boticário.

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A questão dos produtos de duche é um pouco irrelevante e a escolha dos géis e sabonetes foi quase aleatória dentro de tudo o que consigo utilizar sem reacções alérgicas. Interessa a hidratação, e nesse aspecto tive uma super equipa comigo.

1. Ainda no duche, antes de sair, contei com o óleo Nativa Spa Monoi e Argão d’O Boticário. Tem truque, é para aplicar na pele molhada (e há quem passe por água, mesmo assim) porque é muito denso e hidratante. Só por si, já é um grande passo na hidratação corporal e… Confesso, nos dias de preguiça foi suficiente para que não ficasse a parecer um deserto em forma de gente. Não se atrevam a aplicá-lo na pele seca, que não será absorvido e ficam eternamente pegajosas.

2. Para não haver oportunidade de a pele das pernas começar a descamar (habitual por estas bandas), precisei mesmo de um produto que me garantisse toda a hidratação de que a minha pele necessita. Sou alérgica ao sol, como sabem, pelo que nesta época evito produtos com fragrâncias e outros aditivos irritantes que possam ajudar a criar situações desagradáveis. Contei com o Lipikar Lait da La Roche-Posay que é super consistente e hidratante, mas ainda assim fácil e agradável de utilizar. Rende imenso, para compensar o facto de não ser dos hidratantes mais baratos.

3. Apesar de o Lipikar Lait ser mais do que suficiente, eu ainda quero mais consistência nos primeiros dias de praia. Sou muito cautelosa, utilizo protector solar, mas quero mesmo assegurar-me que estou bem hidratada. O Bálsamo Intensivo Pós-solar da Oriflame é daqueles que se assemelha mesmo a uma manteiga, há quem considere um martírio utilizá-lo por ser mesmo muito, muito rico, mas garanto-vos que não há melhor para as áreas do nosso corpo que têm tendência a ficar mais secas e desidratadas. Acabei por utilizá-lo muito, também, nas maçãs do rosto, que sofrem sempre nesta temporada de sol e calor.

4. A loção Sesame Suntan da Lush é um bónus que recebi a tempo de testar nas férias e que adorei. É um capricho. A marca considera que é um protector solar, mas… Tem FPS 10! Big no no, mas como loção corporal naqueles dias em que saía do duche e ainda vinha para a rua com algum sol ao fim da tarde, foi um prazer utilizá-la. É muito fluida mas bastante hidratante e cheira a… Bom, cheira-me a manteiga de amendoim (óleo de sésamo, diz a Lush) e dá vontade de a comer. Sim, tive os meus receios que pudesse haver alguma alergia demoníaca, mas consta que a fragrância era mesmo a natural do óleo de sésamo e, à data, nunca tive problemas com este nem com nenhum dos restantes ingredientes (que podem conferir aqui) que compõem o produto.

Não se esqueçam, a seguir sairá um post com o resto desta rotina maravilhosa que não me deixou ficar mal, mesmo fora da minha zona de conforto.

Medalha de Bronze Nº5 – Clarins Sun Care Oil Spray

clarins

Isto de ser alérgica ao sol tem muito que se lhe diga. Ou, melhor, não querer pôr a vida em jogo tem muito que se lhe diga. Apanhar sol faz bem, com moderação e com os devidos cuidados. Toda a gente sabe da importância da protecção solar e dos riscos inerentes à sua negligência. Um descuido hoje pode significar uma doença grave amanhã, e o melhor é mesmo prevenir.

No léxico do ambiente de praia, existe algo que me agrada à vista: a pele brilhante, radiante, reluzente de óleo. Ok, sem exageros, dispenso ver pessoas que parece que acabaram de sair de uma frigideira, qual fartura acabada de fritar. Sabem o que quero dizer? Aquele brilho bonito que não é pegajoso nem too much. O problema é que, até há pouco tempo, eu sequer conhecia um produto seguro que conferisse este efeito. Por que motivo é que as pessoas continuam a besuntar-se em óleo mineral sem qualquer protecção para ir torrar para a praia?

Eis que conheci Sun Care Oil Spray da Clarins e, olhem, fiquei fã dele porque é justamente o que eu pretendia e por isso merece uma Medalha de Bronze. É fácil de aplicar, dado que a embalagem é um spray e assim é impossível que ocorram derrames daqueles que tornam não só o produto mas tudo o que se encontre num raio de largos quilómetros intragável de escorregadio. Assim, também é mais fácil de dosear e evitar excessos de produto que levem ao tal aspecto de fartura que mencionei. É muito leve, não é pegajoso e, o mais importante, tem FPS 30. Ainda por cima, dá para utilizar no corpo e no cabelo (sim, não se esqueçam que o cabelo também tem de ser protegido do sol!). Utilizei-o diversas vezes sem qualquer inconveniente a mencionar, e a continuar assim será um favorito por muito tempo e com necessidade de reposição constante.

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Com a aproximação do Verão, todos os anos, o interesse por métodos de perda de peso de forma rápida cresce exponencialmente. As pessoas já deviam saber que não há milagres e que é importante manter um estilo de vida saudável, com um regime alimentar equilibrado e prática de exercício físico regular, durante todo o ano. Ultimamente andam em voga os chamados tratamentos “detox”, que na maior parte das vezes não são saudáveis, sequer, e pouca consistência há para que se tornem fiáveis.

Dentro do que tenho lido, houve algo que despertou a minha curiosidade apesar de em Portugal ainda não ter visto muito sobre o assunto: os chás detox, ou teatox. Se circularem por páginas americanas ou australianas, vão encontrar toneladas de artigos e fotografias com os supostos milagres deste tipo de produto.

Antes de mais, é preciso ter muito cuidado. Não se pode partir do pressuposto que um chá, por ser feito de substâncias naturais (plantas), não é perigoso. Nunca é de mais ler sobre os diferentes elementos de uma infusão, quais as suas propriedades, como interagem uns com os outros e com o nosso corpo. Em caso de dúvida, o melhor é sempre pedir informação junto de quem percebe do assunto.

Pesquisei sobre várias marcas que oferecem este tipo de produto e, pasmem-se, várias são as que incluem laxantes e outras substâncias suspeitas na sua constituição. De todas as que procurei, fiquei curiosa e quis experimentar o Tiny Tea Teatox da Your Tea. Fiz uma encomenda que demorou cerca de duas semanas a chegar a partir da Austrália. Felizmente, não ficou presa na alfândega.

O Tiny Tea Teatox contém chá oolong, sementes de Senna obtusifolia, folha de lótus, bagas de pilriteiro. É dos poucos, senão o único, deste género que não contém componentes laxantes. Resumidamente, promete ajudar a reduzir o típico inchaço abdominal que se manifesta no quotidiano e a promover a perda de peso. Existem programas de 14 e de 28 dias, sendo que o pack que experimentei foi o primeiro. Recomenda-se que sejam ingeridas três chávenas de chá por dia, cerca de meia hora antes das refeições. Não existem objecções à ingestão de outras bebidas ou alimentos e a Your Tea salienta a importância da manutenção de estilos de vida saudáveis.

Fiz o teste há algum tempo e creio que é importante deixar aqui as minhas conclusões. Relembro, mais uma vez, que não há milagres. Estes tratamentos podem ser um complemento de outras medidas já adoptadas e os seus resultados são, na maioria das vezes, temporários. Não notei que motivasse alguma perda de peso, ou se o fez não foi significativo. Confirmo que não teve quaisquer efeitos adversos. Pelo contrário, enquanto tomei o Tiny Tea Teatox senti-me bem, mais leve, menos inchada no geral. Posteriormente, claro, voltou tudo ao normal. Para mim, este tratamento não foi sacrifício nenhum porque adoro chá e não o dispenso diariamente. Achei o sabor agradável, mas posso ser suspeita para alguma de vós porque não sou esquisita com chás e bebo-os sem açúcar.

Creio que a toma deste chá valeu a pena pelo bem-estar que me proporcionou, mas parece-me que há soluções semelhantes, do tempo dos nossos avós, nas lojas de produtos naturais que nos rodeiam a preços muito mais simpáticos. Cada caixa deste tratamento custa, no mínimo, 25€. Não acho que compense a despesa nem sei de onde vem o hype das estrangeiras com este tipo de produto.

Estejam atentas, leiam muito e informem-se antes de investir em promessas de milagres de emagrecimento. Não se esqueçam que nada se ganha sem esforço. Mantenham-se bonitas, defendam a vossa saúde!