Categoria: Saúde

Bebés 101: Escolher Fraldas

Escolher as melhores fraldas (e restantes produtos associados à muda) para os nossos bebés é um grande desafio.

Lembro-me que, quando estava grávida e pensava nas compras que tinha de fazer para a Teresa, as fraldas eram um dos produtos que maiores dúvidas levantava.

Queremos aproveitar as promoções, mas por outro lado nunca sabemos quais são as melhores, nem se os bebés farão alergia ou quais os tamanhos a trazer.

Se vão ser mães pela primeira vez ou acabaram de dar à luz e ainda andam aos apalpões, deixem-me ajudar-vos com este post. Começo por vos dar um conselho de amiga (a sério, podem dizer-vos o contrário, mas isto é o que tenho verificado):

Não façam stocks de fraldas antes de os bebés nascerem.

A sério. Em primeiro lugar, não se deixem iludir pelas histórias de promoções e feiras de bebés. Salvo raríssimas excepções, não compensam. Vão ter os mesmos ou melhores descontos ao longo do resto do ano.

Depois, já viram se investem tudo numa determinada marca e vai na volta o bebé é alérgico ou nem sequer gostam da marca? Não vale a pena fazer fretes.

O que sugiro é que tenham 1 ou 2 pacotes de tamanho 1 a jeito para quando a criança nascer.

Tenho quase a certeza que, numa aflição, o hospital (se for esta a vossa opção) onde nasce o bebé também vos fornece algumas fraldas. Referi o tamanho 1 porque é o que faz mais sentido na maior parte dos casos:

  • Abrange um leque de pesos que apanha a maior parte dos recém-nascidos;
  • Há marcas que já disponibilizam o tamanho 0 (para bebés abaixo dos 3kg), como as Dodot Sensitive – se necessitarem, dá perfeitamente para comprar já depois de o bebé nascer e assim não ficam com fraldas empatadas para os Nenucos;
  • Mesmo que tenham um bebé grande, acreditem que é provável darem conta de um pacote de fraldas T1 num instante. Os recém-nascidos tendem a ser muito cagõezinhos!

Stocks de fraldas só se fazem quando já conseguimos prever mais ou menos o crescimento dos nossos bebés. É o meu conselho de amiga!

Quanto a marcas, segue abaixo a minha crítica.

Comecemos por desmistificar o descartável vs pano.

Até podem ter óptimas intenções para com o ambiente, mas quando começarem a ver as fraldas de pano/reutilizáveis todas feias e a ter de as lavar à velocidade da luz, vão desistir dessa ideia.

Felizmente, hoje em dia o mercado oferece-nos opções de fraldas descartáveis para todos os gostos, ideologias e bolsos.

Há que salientar que só posso falar das que conheço, pelo que fico à espera de ouvir outras opiniões nos comentários. Felizmente, a Teresa nunca fez alergia a coisíssima nenhuma e espero que assim se mantenha.

  • Bambino – eram as do hospital. Já as conhecia de outras andanças. São razoáveis. Não transbordam mas são muito “plásticas”.
  • Chicco Dry Fit Advanced – Foram as que comprei em primeiro lugar e foram as melhores. Estão frequentemente com 50% de desconto.
    • São fofas, respiráveis, ajustam-se bem e não transbordam. Recomendo muito!
  • Continente – No que diz respeito às marcas brancas, são as que mais gostamos (e as que mais compramos).
    • Não devem muito às da Chicco. Só não me parecem tão fofas e, consequentemente, um pouco menos absorventes.
    • É frequente terem packs mensais a cerca de 11€. Querem melhor?
  • Lidl – Não são más, mas não se ajustam tão bem ao corpo do bebé. São muito “rígidas”.
    • Se os cocós forem muito líquidos, estas fraldas transbordam especialmente pelas costas, já que o rebordo não tem elasticidade.
  • Libero – Fujam! A sério. Ouvi dizer muito bem delas, nem sei bem como.
    • Transbordam, trespassam, são um horror.
    • E o pior é que a humidade também se mantém à superfície. Resultado: muitos rabinhos assados.
  • Dodot Sensitive – Não percebo, também, o alarido feito em torno desta linha. As fraldas são boas. Mas poderiam ser melhores!
    • Parecem-me muito “plastificadas” no interior. Têm uma espécie de rede.
      • E retêm muita humidade nessa camada, o que resulta numa espécie de caldinho a refogar e acaba por originar o mesmo que as Libero.

Aparte: gostava muito de experimentar as Nunex, mas nunca calhou. São portuguesas e ouvi falar muito bem delas. Confere?

Passando ao capítulo da limpeza, impera o seguinte conceito (especialmente nos primeiros tempos de vida do bebé): façam-na da forma mais simples possível.

O ideal é utilizar compressas com água, mas este formato nem sempre é o mais prático.

Por aqui, adoramos as Water Wipes (são toalhitas praticamente só com água).

Com o passar do tempo, após verificarmos que não havia reacções adversas, começámos a intercalar com as Huggies Pure e com a Johnson’s Baby Gentle Cleansing.

Já experimentámos todas as variedades da Dodot, marca branca Continente e Lidl, outras variedades de Huggies e todas elas tendem a deixar o rabinho da Teresa irritado.

Sei que há várias marcas no mercado que disponibilizam linimentos, mas eu diria que é um produto dispensável (de qualquer forma, gosto do da Uriage).

O que fica a faltar nesta conversa? Ah, os cremes da muda da fralda. Aqui tenho uma opinião muito vincada e uma experiência muito positiva com determinados produtos, pelo que me recuso a experimentar outros:

  • Quando a pele está íntegra, com bom aspecto, não aplico sempre creme.
  • Aplico a pasta d’água da Bioderma uma ou duas vezes por dia e chega. Quando vejo que o rabinho está a ficar vermelho, siga deste belo produto em todas as mudas!
  • Quando a coisa é mais séria (muito xixi, cocós mais ácidos), aí recorro à pomada Nutraisdin ZN40 da Isdin. É do melhor que há neste mundo.
  • Uma boa dica caso por cima disto necessitem de um produto tipo talco para ajudar a “secar”: utilizem farinha Maizena.
    • A sério, tal como se fosse pó de talco. Faz-se disto há séculos, está estudado e tem bom resultado.

Penso que não me esqueci de nada do que considero ser importante sobre a temática das fraldas, mas caso tenham dúvidas ou sugestões a fazer é só escrever. Espero ter ajudado alguém com a minha experiência!

Bolachas para toda a família

Do bebé de 6 meses até ao velhote da família. A sério.

Sou mãe de uma menina muito boa de boca. Amamentei em livre demanda e de forma exclusiva até aos 4 meses da Teresa.

Depois disso, tive pena da piquena, que tinha os seus ataques quando nos via comer e não lhe dávamos nada. Introduzi, então, sem grandes regras quanto a horários e quantidades, a sopa e a fruta.

Foi um sucesso!

Comeu muitos vegetais diferentes e só não achou grande piada às nabiças. A esta altura do campeonato já fez a introdução de alguns cereais e da carne.

Estou a transitar das sopinhas e purés (a Teresa ainda mama quando lhe apetece e não me parece que vá mudar em breve) para uma espécie de baby led weaning (BLW).

Mais tarde, falarei melhor disto, mas o BLW consiste, por alto, em dar autonomia ao bebé para que coma o que lhe apetecer, com as suas mãos.

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Feito por mim: bolachas de banana, aveia e coco.

Por um lado, a Teresa adora a sopa e nem faria sentido tirá-la da sua dieta dado que até nós devoramos sopa nesta casa. Neste momento, a sopa até me ajuda a quantificar o que a Teresa come.

Noutra medida, a bebé adora ter os seus bocadinhos de alimentos no tabuleiro para explorar. Como decidimos que, pelo menos até a Teresa fazer 1 ano, ficarei em casa com ela, temos todo o tempo do mundo para que possa descobrir a comida à vontade.

Não tenho quaisquer intenções que a Teresa coma bolachas maria, ou outras semelhantes carregadas de açúcar.

Mas a bela da bolacha sempre ajuda a coçar o dente!

Ora, no outro dia a Carla partilhou algo que veio mesmo a calhar: bolachas de banana, aveia e coco compatíveis com toda a família. São tão simples de fazer e foram um sucesso para a filha e para o pai. Duvidam? Precisam de:

  • 3 bananas maduras
  • 150g de flocos de aveia
  • 50g de coco ralado
biscoitos
As minhas bolachas antes de irem ao forno.
  • Esmaguem a banana com um garfo (ou, se forem impacientes, triturem).
  • Envolvam-na muito bem com os flocos de aveia e com o coco ralado.
  • Moldem bolas e achatem (para ficar em forma de bolacha), disponham num tabuleiro forrado com papel vegetal.
  • Levem ao forno por coisa de 15 a 20 minutos (quando as bolachas estiverem tostadas por fora, já está).

E agora, contem-me: são ou não são saborosas? O que dizem os vossos miúdos?

A minha bola aromatizadora

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Gosto de ter a casa limpa e bem perfumada.

Gosto muito do cheiro a casa, aquele que não se compra em frasquinhos e que é um exclusivo de cada lar. Sabem? Aquele cheirinho acolhedor a conforto que nos diz que chegámos ao nosso abrigo.

Não obstante, por cima deste aroma característico, gosto muito de pôr outros cheiros. Não sou, de todo, fã de aerossóis e ambientadores de ligar à tomada. As velas são uma boa escolha, mas perigosa, especialmente com uma bebé em casa.

Depois de ouvir falar tão bem das bolas aromatizadoras, decidi comprar uma na Conto de Fadas.

Foi uma espécie de presente de Natal de mim para mim.

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Adorei a máquina desde o primeiro momento e posso dizer que não há um dia em que não a ligue. Optei pela bola bege de 400ml (cobre uma área de cerca de 50m²) da Boles d’Olor.

Já era fã dos aromas desta marca, noutros formatos, pelo que lhe fui fiel também com os óleos que comprei para o aromatizador (todos em tamanho pequeno, para experimentar).

Quem já esteve cá em casa desde essa altura, acabou por comprar ou está a meditar na aquisição de uma bola destas. É porque são mesmo boas!

A manutenção é simples: coloca-se água dentro do recipiente, deitam-se umas gotas de óleo com essência, liga-se o botão e já está. Há que ter o cuidado de desligá-la ao fim de 8h (para dar descanso ao motor) e limpar o recipiente de 2 em 2 dias.

Não consome muita energia, rende imenso e é eficaz. Acho que ainda não decidi qual é a minha essência preferida, dentro das que encomendei: adorei as de colónia infantil, mas também gostei muito da Borealis e da Nuvem.

O mais engraçado é que há sempre um sonzinho relaxante de água a correr (quase como se fosse chuva) e um espectáculo de cores que mudam. Até a Teresa adora olhar para a bola!

Açúcar na Papa

Estou longe de ser a pessoa mais fundamentalista com a alimentação da minha filha.

Tal como tudo na vida, o equilíbrio é um bom princípio. Ainda assim, preocupo-me muito com a saúde dela e sei que é importante ter cuidado com o que lhe ponho no prato.

Mantivemos o aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses.

Depois disso, apesar de não ter sido muito rígida, fui introduzindo a sopa e a fruta no regime alimentar da Teresa.

Poderia (e deveria, talvez) ter mantido a amamentação exclusiva até aos 6 meses, mas angustiava-me ver a pequenina toda interessada em ver-nos comer e ficar triste por não poder comer nada.

Parecia que queria saltar da cadeira e fazia (e faz, ainda faz…) caretas quando via talheres ou copos a passar à frente dela.

Sem stress nenhum, decidimos avançar com a introdução dos alimentos e foi um sucesso.

Adora tudo o que lhe damos. Como sempre teve uma óptima progressão de peso, ainda não lhe dei a conhecer as papas. Achei que não faria sentido algum introduzir farinhas tão cedo.

Porém, com o aproximar dos 6 meses, planeio dar-lhe mais alimentos novos e, finalmente, experimentar as papas. Preferencialmente feitas em casa!

Repito, não sou fundamentalista com a alimentação da Teresa. Sei bem que, fora de casa, pode ser necessário recorrer a um desses malfadados produtos de compra, pré feitos. Não estou assustada com essa parte e eu própria faço questão que ela coma de tudo.

O problema para mim é que, segundo a indústria alimentar, o que deveria ser uma excepção transformou-se na regra.

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Constituição de uma papa à venda no mercado, para bebés a partir dos 4 meses.

Na consulta dos 4 meses, quando discuti a introdução dos alimentos com a enfermeira que nos acompanha, foi-me dito que poderia apostar em papas de compra adequadas à idade da bebé. Infelizmente, pasmem-se, também se fala assim nas escolas.

Ora bolas, poder até posso!

Mas quem é que, no seu perfeito juízo e preocupação, sabendo ler um rótulo e interpretar a informação que tem à sua frente vai encharcar um bebé com açúcar e óleos da treta sem que haja um bom motivo (não vejo motivos, mas…)? Eu não!

É mesmo uma questão de desinformação, porque nem o argumento da disponibilidade económica é válido – sai muito mais barato comprar os ingredientes e fazer as papas em casa, como deve ser.

Ainda não sei bem para onde me virar, mas o que não falta actualmente (porque é um assunto cada vez mais debatido, felizmente) são manuais e sítios com receitas para bebés.

Fica no ar a questão: como se admite às marcas que, em pleno século XXI e após décadas de lutas neste domínio, continuem a lucrar com a disseminação de informações erróneas e produtos que não fazem, de todo, bem à saúde dos nossos bebés?

Eles adoram-nas, sem dúvida, são tão doces! Raríssimas são as marcas no mercado que disponibilizam papas com uma constituição minimamente decente.

E olhem que vos escreve uma pessoa que adora toda a espécie de papas doces…

Bebé A Caminho – 37 Semanas

Onde é que tinha ficado na história da minha gravidez?

Gravidez 36 Semanas
Fotografia tirada às 36 semanas + 6 dias.

Já passaram quase 10 semanas desde que fiz o último post deste género.

Na verdade, a minha ausência foi predominante aqui pelo blog, mas foi por uma boa causa – finalmente, entrámos no processo de mudança de casa e no meio de obras, restauros, desarrumos e arrumos (mais tarde, falarei melhor deste processo), não tenho tido tempo para escrever. De todo! Nem Internet, mais ou menos.

As velocidades são uma treta e por vezes nem sequer consigo dar aquele olá básico nas redes sociais, que ajuda a deixar toda a gente mais descansada. Mais uns dias, mais uns dias e parece-me que tudo volta a entrar nos eixos. Por quanto tempo? Não sei.

Ora, está tudo muito longe de estar pronto e a minha filhota estará aqui connosco a qualquer momento.

Dizem que as últimas semanas são as que mais demoram a passar, mas a mim parece-me que o tempo continua a voar.

Tendo em conta todos os sintomas e queixas habituais desta fase, deixem-me que vos diga que tenho vivido uma gravidez santa: nada de enjoos, há várias semanas que não sei o que é a azia, nada de incontinência e durmo na maior, com excepção feita a algumas cãibras (que já eram minhas conhecidas anteriormente) e viagens à casa de banho.

Ecografia 3º Trimestre
Imagem da ecografia do último trimestre, às 32 semanas.

Sabem que mais? Das 33 semanas para agora, até perdi peso e volume. Ainda assim, não consegui escapar ao edema de que vos falei. Agravou-se, e embora tenha algum controlo, os meus pés parecem paiolas.

Com a miss Teresa, também não há muitas novidades.

Não, ainda não nasceu. Assim que acontecer, estejam descansad@s, eu aviso! Continua a mexer-se muito, é uma crescida (na ecografia das 32 semanas, tinha uma estimativa de peso de 2130g), está posicionada nos conformes para nascer e tem umas grandes bochechas, tal mãe, tal pai. CTG? Só para depois das 38 semanas.

O quarto dela não está pronto, nem perto disso. Não estou muito preocupada porque, quando ela nascer, não é lá que dorme. A cómoda está pronta e arrumada, o ovo a jeito e o saco pronto. O dela! O meu ainda está a ser arrumado.

Gravidez 35 Semanas
Fotografia tirada às 35 semanas + 4 dias.

Contrariamente ao que podem pensar pelas fotos, se fiz 3 horinhas de piscina este ano, já foi muito. Gostava de ter tempo para mais, que a água fresca sabe que nem ginjas!

Estou a atravessar um dilema: por um lado, o calor é insuportável e começo a sentir alguns entraves à mobilidade habitual. Por outro, dava mesmo muito jeito que a miúda se mantivesse cá dentro, no seu T0 amniótico, até às 40 semanas.

Pés de Balão

Ora, contei-vos que estava a conseguir controlar bem o edema dos membros inferiores, não foi?

Partilhei um montão de dicas preciosas sobre o assunto e até vos falei das meias que tenho utilizado e que se revelam muito eficazes.

Edema Pés gravidez inchaço

Imaginem, então, se não tivesse o menor cuidado. A rondar os 8 meses de gestação, posso dizer que ostento umas belíssimas paiolas no lugar dos pés.

Diziam vocês, grávidas e mães de serviço, que a coisa só se tolera com chinelos Havaianas? Balelas, não tenho outra forma de vos responder. São do mais desconfortável que se pode calçar nesta fase, por serem tão rasos.

Só estou bem com uns ténis Adidas Zx Flux que comprei há uns meses, mas não posso calçar sempre a mesma coisa e muito menos passar estes dias escaldantes com os pés fechados.

Tinha esperança que os meus pés aumentassem, efectivamente, um tamanho.

Aliás, tenho sido salva por modelitos no tamanho acima do habitual que tinha na colecção (com palmilhas ou porque sim, mesmo não calçando), que continuam a ser compridos de mais.

Tenho pés maiores, sim, mas só para cima e para os lados! Ao ponto de, adivinhem – algumas das minhas Havaianas nem sequer servirem!

Impera o desespero e o desconforto, e seja o que Deus quiser durante o próximo mês. Já falta pouco, é o que vale.

Bebé A Caminho – 28 Semanas

Gravidez 28 Semanas gestação gestante family baby blog
Fotografia tirada às 28 semanas + 2 dias.

É muito esquisito pensar que, neste momento, faltam menos de 12 semanas para chegar ao fim desta aventura e ter a minha Teresinha cá fora comigo.

Não sei bem se continuo a achar que o tempo passa depressa demais (que passa!), se me parece que Julho nunca mais chega porque o último trimestre de gestação chegou com grande pompa e circunstância.

Tem sido um martírio tentar dormir: não encontro uma posição confortável, estou sempre a destilar e perco a conta às viagens ao quarto de banho. E as litradas de água que bebo por dia?

A isto, juntem os pontapés da madame, que começam a ser muito pouco simpáticos.

Fora esta parte menos boa, tudo corre bem.

Finalmente, o tempo tem dado chances de sair de roupa mais fresca sem parecer doente, praticamente deixei de inchar que nem um balão desde que fiz das meias compressivas as minhas melhores amigas, mantive o peso e sinto-me gira com este barrigão muito redondo.

Gravidez 28 Semanas gestação gestante family baby blog
Fotografia tirada às 28 semanas + 2 dias.

O L. tem sido impecável, como é costume, atura as minhas macacadas todas e está sempre presente para tudo e mais alguma coisa. Podia ter pedido mais ou melhor? Nem pensar!

A nossa Teresa concorda comigo e já reage, e bem, à presença do pai.

Vejam bem, eu que sou uma pessoa extremamente nervosa e ansiosa, até me tenho portado muito bem perante a lentidão do processo de mudanças e com a possibilidade de ter um problema de saúde mais ou menos complexo.

Não sei onde fui buscar tanta calma, mas espero permanecer assim, serena, e que para a semana já esteja tudo resolvido e pelo melhor!

Segreta – Collants 5 Estrelas

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Como o prometido é de vidro, perdão, devido, siga um complemento à questão da prevenção do edema dos membros inferiores.

Tinha-vos falado da utilização de meias compressivas enquanto medida muito eficaz, na minha opinião, e está na hora de falar melhor da minha experiência.

Deixem-me que vos diga que, durante muito tempo, não tratei as minhas pernas como deve ser.

Quem tem profissões ou realiza estágios em que se passa muito tempo de pé, sabe bem como estão as pernas no final do dia.

Pesadas, inchadas, por vezes dolorosas e, em casos mais extremos (acontecia-me muito após turnos de noite!) até é difícil voltar a caber nas calças.

Negligenciei o problema, fiquei com alguns pequenos derrames e ignorei a existência das meias de compressão.

Porquê? Porque eram feias e desconfortáveis. Apertavam de mais, pareciam redes de pesca microscópicas, provocavam calor e passado dois ou três dias seguidos a usá-las começava a ficar com algumas irritações cutâneas.

Creio que me foi aconselhado um produto desadequado para o que pretendia, e o facto é que acabei por nem sequer lhe dar o uso devido.

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Malha das meias e collants Segreta. Nada com ar de “pós-operatório”!

Mais recentemente, comecei a ouvir falar da Segreta, uma marca italiana de meias e collants compressivos.

Falaram-me de como as meias deles não tinham nada a ver com a típica meia de compressão que associamos ao pós-operatório ou doenças venosas.

Disseram-me que tinham um aspecto de collants normais, havendo modelos e cores (com grande incidência nos tons neutros e creio que nesta matéria quase dava para viver só de meias pretas e transparentes) para todos os gostos e exigências no que toca à prevenção do edema dos membros inferiores.

Até meias para homem a Segreta disponibiliza!

Collants Segreta Meias Compressão edema inchaço compressivas pernas meias descanso gravidez
Detalhe do modelo Maman, feito para proporcionar o maior conforto durante a gravidez.

Quando comecei a sentir as pernas mais inchadas durante a gravidez, soube que estava na hora de descobrir se era verdade o que se apregoava sobre as meias Segreta, tratei de me informar e muni-me de alguns modelos para experimentar.

É possível consultar o catálogo online. Algumas das minhas escolhas servirão para mais tarde (já que se tornam desconfortáveis na barriga), mas as linhas Maman e Stay Up (estas últimas são como as meias ligas normais, até ao meio da coxa) têm sido as minhas melhores amigas.

Eis o que tenho a dizer sobre elas:

  • Sim, é um bocadinho chato vesti-las logo pela manhã porque exigem um pouco mais de tempo e esforço que vestir meias normais. Só assim é que é possível deixar tudo esticadinho, direitinho e no sítio.
  • São muito, mas mesmo muito mais resistente que collants normais, embora tenham um aspecto muito semelhante quando vestidos. Esqueçam as malhas puxadas, que com estas meias não acontecem.
  • Não provocam calor nas pernas, pelo que até podem vesti-las por baixo de calças sem quaisquer problemas.
  • O conforto que proporcionam é impagável! Já não sabia o que era chegar ao fim do dia com as pernas impecáveis, sem parecerem autênticos salpicões, há algum tempo. Da mesma forma, sinto que também tolero melhor os longos períodos de pé, quando acontecem.
  • Dilemas entre modelos: por um lado, adoro o resguardo que as Maman dão à barriga. Fica tudo aninhadinho, sem pressão, e eu gosto. Ainda assim, se passar muito tempo sentada, começo a sentir a pressão da malha contra a pele nas nádegas e eu gosto de me esquecer que estou a usar collants. Então, também sou uma grande fã das Stay Up.

Dentro das diversas linhas disponíveis, existem várias classes de compressão:

  • A 70 (11/14mmHg)
  • A 140 (18/22mmHg)
  • E 280 (23/27mmHg – para quem já tem um problema mais exacerbado instalado).

À excepção de um modelito de outra linha que não as mencionadas acima, as minhas escolhas recaem sempre em modelos de compressão 140. Escolher os tamanhos é fácil a partir do catálogo, já que vem tudo explicadinho.

A lavagem é do mais simples que há, sendo que o mais adequado é lavar à mão.

É preciso ter atenção na hora de vestir: convém que seja logo ao acordar, ou após um bom período com os membros inferiores elevados, para prevenir a retenção de líquidos.

Caso contrário, se já temos as pernas edemaciadas, vestir meias compressivas não só não ajuda como pode agravar o problema.

Por fim, onde é que se pode encontrar Segreta à venda? Em farmácias e estabelecimentos semelhantes, embora também já tenha visto em lojas online.

Se eu tivesse a oportunidade de vos oferecer alguns pares, gostavam?

Whey – O que é e para que serve?

Está na hora de falar um bocadinho sobre alimentação e suplementação.

Porquê? Porque há muitos mitos e porque já estou farta, fartinha de ouvir coisas como “cuidado com essas porcarias que andas a tomar” ou “isso é daquelas drogas que os tipos dos ginásios tomam” cada vez que a whey calha na conversa.


Atenção: não sou nutricionista, não pesco um atum de desporto, pelo que neste artigo verão informação básica e acessível para a pessoa comum.

Não se esqueçam da importância de um regime alimentar diversificado e da prática de estilos de vida saudáveis.


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Infelizmente, apesar de vivermos numa época em que temos toda a informação que quisermos ao nosso alcance, há muitas pessoas que ainda não se dão ao trabalho de pesquisar.

E, meus amigos e minhas amigas, quando desconhecemos algum assunto, o melhor é mesmo aprender.

Não se sintam culpad@s em demasia, que estamos cá para nos ajudarmos uns aos outros e tenho a dizer-vos que mesmo dentro da área da saúde, há muitos profissionais que não sabem o que é a whey.

Na verdade, nem sequer há muitos estudos conclusivos (que eu tenha encontrado) sobre o consumo e os efeitos da whey nalgumas situações específicas (a gravidez é uma delas).

Por mim falo, gosto muito de saber o que estou a ingerir, mas o facto é que há muitas pessoas que utilizam este suplemento e nunca, sequer, se questionaram sobre o que é e para que serve.

A whey é proteína do soro do leite.

O soro do leite é o líquido excedente da transformação do leite em queijos e caseína. Até ganhar a forma de “farinha” que nos é familiar e utilizado como suplemento, é processado:

  • É desidratado
  • Pode ou não ser-lhe conferido algum sabor
  • Pode levar outros aditivos

E é aqui que podem existir reticências. Nem sempre é fácil aferir a qualidade de uma determinada marca ou tipo de whey.

Muitas vezes, sem que o consumidor se aperceba, foram adicionadas farinhas e derivados de ovos e afins, e não é o que se pretende. Desconfiem sempre do que é muito barato.

Porém, quando se trata de um produto de boa qualidade, o seu consumo pode ser benéfico.

Existem vários tipos de whey, conforme podem perceber (se não sabem já!) pelas diferentes embalagens nos diferentes sítios que a comercializam, e que se adequam a diferentes finalidades/necessidades:

  • Há a isolada (que é a que consumo), que é a mais “simples”. É quase toda ela proteína, sem hidratos de carbono ou outros açúcares.
  • Há a hidrolisada, efectivamente mais conhecida/utilizada por desportistas já que passou por um processo que transformou em peptídeos mais pequenos e, consequentemente, absorvidos mais facilmente e de forma mais rápida.
  • Há a concentrada, que é mais calórica e contém uma série de hidratos de carbono, dos quais boa parte se resume a lactose.

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Há que salientar a importância dos alimentos “simples”, essenciais e por si só suficientes para darem estrutura a um bom regime alimentar. Contudo, como noutras coisas, existem “alavancas”, ferramentas que nos podem ajudar a alcançar ou manter um determinado resultado.

É aqui que entram os suplementos como a whey.

Tem calorias, como tudo o que ingerimos. É uma proteína, as proteínas são essenciais na estrutura dos nossos tecidos, são usadas na produção de tecido muscular e reparação de tecidos danificados.

Há situações em que necessitamos de um maior aporte proteico – como a gravidez e a amamentação, para além da prática desportiva.

É desta última que surge a fama da whey enquanto suplemento na manutenção da massa magra, ainda que seja também é um auxiliar importante nalguns regimes alimentares – em especial os que potenciam a perda de peso, embora também possa ajudar muito no processo inverso, quando o objectivo é “engordar”.

O que é que a whey tem de tão fantástico?

Promove a saciedade e ajuda na tal questão da manutenção estrutural dos tecidos do corpo.

Quando aliada à prática de exercício físico, ajuda a perder massa gorda e ganhar massa magra (músculo), ajuda a acelerar o metabolismo, dá energia e ajuda a evitar o cansaço e alguns transtornos associados.

A forma mais comum de a consumir é em batido, mas pode ser utilizada em 1001 receitas diferentes (se tiverem por aí alguma daquelas bem boas que merecem ser partilhadas, façam favor!).

Não consumo whey há muito tempo, confesso: desde ouvir falar (que também desconhecia do que se tratava) a experimentar, passaram tempos valentes e só há pouco mais de meio ano é que a integrei no meu regime alimentar.

Depois de saber que estou grávida, fiz questão de esclarecer que não seria maléfico e adaptei dentro do que já comia.

Por que haveria de excluir uma fonte tão boa de proteína se, ainda por cima, estou numa fase em que preciso tanto dela?

Mas façam o que eu digo, não façam o que eu faço: estou só a tentar desmistificar a whey e quem vos pode ajudar a decidir melhor sobre o seu consumo são os profissionais de saúde que vos acompanham habitualmente, nomeadamente os nutricionistas.

Não se esqueçam que tudo o que é de mais faz mal!

O consumo excessivo de proteínas potencia o risco de formação de cálculos renais e doenças cardiovasculares, entre outros problemas.

Para além disso, e se o vosso propósito é perder peso, não se esqueçam: as calorias estão lá na mesma e continuam a ter de equilibrar e variar o que ingerem, para além de que não se deve investir numa dieta hiperproteica por longos períodos de tempo nem desvalorizar a prática de exercício físico.

Gravidez 101 – Edema

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Falemos sobre coisas sérias e chatas, que na gravidez nem tudo é um mar de rosas.

Sem dúvida que é uma fase linda, mas também tem os seus inconvenientes. Bem que se ouve falar deles, mas nunca lhes damos valor até os sentirmos na pele.

Hoje é dia de falar sobre o edema, que é o nome correcto daquilo a que vulgarmente chamamos inchaço.

Não é um problema exclusivo das grávidas, mas durante a gestação é mais frequente terminarmos o dia com as pernas e os pés mais inchados, desconfortáveis e por vezes dolorosos. Nalgumas situações, o edema é generalizado.

Há motivos para que isto aconteça: durante a gravidez, há uma maior produção de fluidos para que o corpo se possa preparar para o bebé que se está a desenvolver.

Assim sendo, é mais fácil que estes fluidos se acumulem mais facilmente nos tecidos, em especial nas extremidades.

Isto faz, também, com que os factores que já ajudavam a desencadear o edema (calor, esforço físico em demasia ou permanecer muito tempo de pé/sentada, excesso de sal, cafeína) o façam ainda com mais facilidade.

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Ser frequente não significa que é bom nem que devemos ignorar, já que se é desconfortável é um problema (o nosso corpo é bom a comunicar!) e, a longo prazo, o edema pode trazer muitas complicações.

Nalgumas situações é, aliás, uma consequência de problemas graves (quando é muito repentino ou exacerbado, quando se manifesta apenas numa perna e eventualmente até é doloroso, é aconselhável procurar ajuda médica com alguma urgência!).

Já todas ouviram falar das inestéticas, dolorosas e perigosas varizes, certo?

Não queremos que aconteçam connosco, portanto mais vale prevenir do que remediar. Eis algumas medidas que podem ajudar a diminuir o edema dos membros inferiores durante a gestação:

  • Hidratação! Não se esqueçam de assegurar que estão a beber água suficiente, cerca de 2l por dia.
  • Massagem dos pés e das pernas. É muito simples e não se metam em aventuras: quando aplicarem o hidratante depois do banho ou, caso prefiram, um gel refrescante, exerçam alguma pressão em direcção ascendente, dos pés para o cimo da perna. Querem melhor? Peçam aos vossos companheiros que vos façam a massagem.
  • Evitem permanecer paradas de pé muito tempo, ou sentadas. Invistam em caminhadas! O movimento ajuda a promover a circulação e evitar a estase de fluidos nos tecidos.
  • Utilizem calçado confortável. Já falei deste assunto aqui. Evitem, também, as roupas demasiado justas/apertadas.
  • Repousem com as pernas ligeiramente elevadas, para facilitar o retorno venoso.
  • Minimizem o consumo de sal e cafeína.
  • Não tomem medicação sem prescrição médica, por inofensiva que pareça.
  • Se possível, utilizem meias de compressão. Contrariamente ao que possam imaginar, hoje em dia há modelos que se confundem com as meias e collants habituais e que em nada se assemelham ao estereótipo das meias à velhota, muito frequentes no pós-operatório e em situações de doença venosa. É o exemplo da Segreta, que tem uma gama bastante ampla de meias compressivas para todos os gostos e até tem a linha Maman para as grávidas, com costuras especiais que não aplicam qualquer desconforto sobre a barriga.

Quanto a este último ponto, garanto-vos, faz uma diferença enorme nas pernas! Irei dedicar-lhe um post. 

Se é chato perder coisa de 5 minutos a vestir uns collants? É, mas compensa pelo conforto que ganhamos ao longo do dia, e olhem que a diferença no volume é enorme à vista, mesmo de relance.

Portanto, que o post já vai longe: protejam as vossas pernas e a vossa saúde!

Mantenham-se atentas, que logo falo melhor sobre as meias de compressão, que são tão nossas amigas mas toda a gente desconfia delas. Se tiverem alguma dúvida ou sugestão sobre o tema do post, por favor, entrem em contacto.