Categoria: Saúde

Conspiração Católica?

Tal como muito boa gente por aí, eu também tenho uma terrinha.

E venho cá passar todas as santas festividades porque é tudo mais bonito do que em Lisboa e porque temos de cuidar das nossas coisas por cá.

Em Mação, entre procissões e outras tradições, no Domingo de Páscoa é hábito o padre ou os diáconos ou outro representante da Igreja visitar as pessoas casa a casa e trazer a cruz com Jesus Cristo para darmos uma beijoca no ventre do dito cujo.

Quem me conhece, nem precisa de imaginar a minha cara de nojo cada vez que penso ou falo neste assunto.

É claro que é muito bonito fazerem a visita pascal e trazerem o Senhor com eles e abençoarem as casas e essa lengalenga toda que vocês já conhecem. Mas imaginem a quantidade de doenças e micróbios que passam de boca em boca!

Principalmente hoje em dia, que há tudo e mais alguma coisa maléfica a pairar no ar e ninguém conhece ninguém, e que temos todos os meios de prevenir doenças e que costumamos implicar por males bem menores. É claro que temos também a opção de tocar no Senhor na cruz, que é o que eu faço apesar de não ser católica.

Mas as pessoas fazem-nos caretas feias! Lembro-me que quando a minha avó ainda era viva, há muito tempo, fui repreendida por não dar um beijinho ao Jesus:

– Então não dás um beijinho ao Senhor?
– Não, está porco!

E o padre disse:

– Não está sujo, menina! A gente limpa com um paninho!

Limpam com um paninho? O caraças é que limpam!

Usam o mesmo lencinho minúsculo, sem desinfectante, durante todas as visitas, e limpam sempre com o mesmo sítio. Devo dizer que isto me faz imensa confusão porque é muito pouco higiénico e pode ser uma maneira de andar por aí a cultivar doenças pelo mundo fora!

E é nestas alturas que pergunto onde é que andam as autoridades competentes, a ASAE, o Ministério da Saúde, sei lá! Em vez de andarem a proibir a venda de muita coisa boa e que não faz mal a ninguém, não deviam intervir em casos destes?

Ou será que é feio porque se trata da Igreja?

Coisas que os Aliens Raptaram #1 – Creme Chinês

Alguém me sabe dizer o que é que aconteceu às latinhas minúsculas de creme do chinês, de bordas vermelhas e alguns desenhos, tanto quanto me posso lembrar, que a minha avó comprava nas lojas dos 300 ou nos chineses, meio amarelado e de cheiro intenso, que se metia na ponta do nariz quando estávamos a ficar constipados? Ficávamos logo nos trincos! Nunca mais vi coisa do género à venda. Os aliens devem ter confiscado tal engenho, porque não encontro nada disso nem nos chineses nem no Google. Alguém me elucida sobre tal assunto?

Agradeço que partilhem informações úteis sobre o tal creme milagroso!

Eu Cá Não Sou de Intrigas, Mas…

Nós bem que temos os nossos receios na mudança do gás cá de casa para gás natural e queremos aguentar ao máximo sem mudar por todos os motivos e mais alguns.

Numa tarde destas, diverti-me a fazer coisinhas lindas em massa FIMO em casa de amigos. Para quem não sabe, esta massinha é tipo plasticina, moldamos o que queremos e dá para fazer coisas bem bonitas, com a vantagem de, depois de ir ao forno durante algum tempo, enrijecer e tornar-se bastante resistente. O que não esperávamos era que nos saíssem os planos furados. Eu, que estou farta de fazer fornadas de tudo e mais alguma coisa de massa FIMO e de ser bem sucedida, fiquei pasmada quando olhei para o  maldito forno e vi tudo queimado e derretido. Desliguei-o e abri a porta e nem queiram imaginar o pivete que se espalhou no ar, ainda por cima aquela nhanha é tóxica! Tirei o tabuleiro para fora, coloquei-o debaixo de água e quando consegui agarrar nos bonecos… Estavam esponjosos! Fiquei sem perceber porquê, seria do gás natural? Não tinha muita lógica, mas ok.

Mais tarde, quando foram fazer bolos de laranja e os meteram a cozer no forno, na temperatura mínima… Aconteceu o mesmo! Muito antes do previsto, os bolos tinham queimado!

Conclusão: há algo errado com as mudanças do gás, algum tubo mais aberto do que devia, alguma ligação mal feita, sei lá! Fica o aviso: se mudarem para o gás natural, atenção ao fogão/forno!

Luta na Lama

argila verde

Ou máscara de argila verde!

Ou máscara de outra argila qualquer (qualquer, salvo seja!). Eu venho falar da argila verde porque é aquela que eu uso, pois apesar de não ter a pele muito oleosa, a verdade é que volta e meia aparece uma ou outra borbulha e os pontos negros vão aparecendo às resmas se não der conta deles.

Posto isto, conclui-se que a argila verde é adequada a peles normais a oleosas, com tendência acnéica. Se este não é o seu tipo de pele, pesquise sobre argilas branca, rosa e amarela (se fizerem questão, posso falar sobre elas mais tarde!).

Eu falo por mim: os resultados desta maravilhosa máscara caseira são mais que visíveis: menos imperfeições, vê-se (e sente-se!) que a pele fica mais macia e as borbulhas e os pontos negros tendem a aparecer com muito menos frequência. Aplica-se a máscara uma ou duas vezes por semana.

Não é novidade para ninguém que eu sou apologista do que é bom, básico e barato.

Neste caso, não mudei de lema: a argila verde pode ser encontrada em ervanárias e supermercados ao preço da chuva mijona (não chega aos 2€ por kg). Existem máscaras já preparadas à venda, mas são muito mais caras e nunca as experimentei. No caso desta argila em pó, tem que se ter cuidado: deve ser guardada num local seco e fresco e, depois de cada uso, convém fechar bem o pacote.

Como preparar

  • Existem milhentas maneiras de preparar a argila: com infusões, com água destilada, por aí fora. Façam vocês a experiência! Eu uso chá verde bem concentrado a ferver – deito uma pinguinha num recipiente pequenino (tipo as tigelinhas dos patés) de vidro.
  • Vai-se adicionando argila, cautelosamente, e mexendo com uma colher ou vareta de vidro, madeira, ou plástico. Diz-se que quando a argila entra em contacto com metais altera a sua radioactividade, o que não sei se é verdade ou mentira. Por precaução, prefiro ter esta indicação em conta.
  • Quando a máscara tiver a textura ideal, nem líquida nem em pedra, aplica-se por todo o rosto, à excepção dos lábios e contorno dos olhos, com um pincel bem macio.
  • Deixar repousar. Nesta altura, convém não falar nem mexer muito o rosto, sob o risco de deixar rachas na máscara e esta não fazer efeito em alguns sítios.
  • Quando a máscara estiver seca (e por esta altura vai ser como se tivessem a cara engessada!), retirar com água morninha.
  • Aplique o seu creme hidratante de eleição e seja feliz!

Espero ter sido útil!

Dar é uma Dádiva

dar sangue

Há já algum tempo que andava a ponderar ser dadora de medula óssea.

Ainda não se tinha proporcionado tal acção porque, para ser sincera, não estava bem esclarecida sobre o processo e não sabia sequer onde tinha que me dirigir para fazer a inscrição no banco de dadores de medula óssea.

É uma vergonha, bem sei, mas em vez de ir pesquisar sobre o assunto, limitei-me a uma terrível ignorância que quase me levava a pensar que a dádiva de medula óssea era como a dádiva de sangue, em que a colheita é feita na altura em que nos dirigimos aos locais de colheita, e que era bastante arriscada para a minha saúde, pois tinha a ideia de que a extracção da medula era feita a partir de ossinhos frágeis da coluna vertebral.

Na aula de Biologia estamos a aprender coisas sobre mutações e cancros e, ao falarmos na leucemia, calhou em conversa entre a turma e a professora o tipo de tratamentos a que são submetidos os doentes leucémicos e, consequentemente, falámos sobre os transplantes de medula.

Tal como eu, havia várias pessoas com dúvidas sobre este assunto, que foram esclarecidas pela professora Sarita, que até nos disse os hospitais onde nos podemos dirigir para nos tornarmos dadores de medula óssea. Um dos hospitais calhava-me em caminho, porque tinha assuntos para tratar lá. Assim sendo, juntei o útil ao agradável.

Fui ao Centro de Histocompatibilidade do Sul (CEDACE), no Hospital Pulido Valente.

Se ao chegar ao CEDACE ainda havia espaço para caberem em mim algumas dúvidas e incertezas, rapidamente fiquei à vontade ao ler o panfleto informativo que o segurança do pavilhão me forneceu, seguido de um inquérito simples que tive que preencher com dados relativos à minha saúde.

De seguida, tive que aguardar até que uma senhora que era médica, enfermeira, ou qualquer outra coisa relacionada com as técnicas de saúde e análises me chamasse para recolher uma pequena amostra do meu sangue para analisar e, caso esteja tudo bem, introduzir os meus dados na base de dados de dadores de medula óssea.

Não saí do CEDACE mutilada ou coisa que o valha, pelo contrário! Saí de lá feliz por saber que posso salvar uma vida: se algum doente precisar da minha medula, os médicos entrarão em contacto comigo para que se façam mais análises que servem para comprovar que a minha medula é mesmo compatível com medula do doente.

Passada essa fase, podem recolher as células de que precisam a partir do meu sangue (como quando vamos doar sangue!), e devolvem o meu sangue à corrente sanguínea ou, noutros casos, tenho que ser sujeita a uma pequena intervenção cirúrgica para, com umas agulhas especiais (não se sente nada, o dador é anestesiado), retirar a medula dos ossos da bacia, que irá recuperar nas duas semanas seguintes ao procedimento.

Dêem vocês também este contributo para a sociedade, salvem vidas!

Beba Chá!

chá
Tea Love por Magdalena

Sou uma amante assumida de chá.

Confesso que há dias em que até passo os limites do saudável, chegando a beber mais de 3 litros de chá. Não quero fazer de mim um exemplo para vocês, mas a verdade é que beber chá, nem que seja só uma chávena por dia, faz muito bem à saúde! Para além disso, há infusões que fazem milagres à pele das pessoas.

Se me perguntarem por que é que bebo chá, respondo que o bebo porque gosto, porque sim, porque faz bem, porque já não consigo passar sem o cheiro da chávena quente e o sabor a descanso. Bebo chá porque detesto café e porque o tenho de tal forma entranhado que já nem a água sem sabor me cai bem.

Há chás para todos os tipos de problemas e é fácil encontrar os benefícios de cada planta pela Internet, se bem que prefiro os livros que herdei dos meus avós (se alguém precisar de alguma ajudinha, posso tentar!). O meu chá preferido? É o chá verde! Arrepia-me e faz-me sentir nova por dentro.

Atenção (e eu sei que há várias meninas que me lêem interessadas nesta matéria), porque o chá verde tem teína, que equivale à cafeína, para quem (como eu) não gosta de café, ajuda a evitar a retenção de líquidos e traz ainda outros benefícios visto que é um óptimo anti-séptico (e isto é bom para quem tem acne! Beba chá verde ou aplique-o na pele em compressas), melhora a circulação sanguínea, acelera o metabolismo celular e, por ser rico em anti-oxidantes, atrasa o aparecimento das rugas!

E não, não tem que ser amargo! Eu não gosto de chá com açúcar, portanto este não é um problema para mim. Experimentem juntar-lhe um pouquinho de limão e vejam a grande diferença no sabor. Convém referir que esta é uma combinação super, porque segundo estudos que podem encontrar se fizerem uma pequena pesquisa, o limão vai ajudar o organismo a absorver os anti-oxidantes presentes no chá.

Se ainda não estiver doce como querem, podem ainda juntar mel, e esta é uma dica que se aplica a qualquer chá. Pelo amor de Deus, não ponham açúcar no chá, o vosso corpo não merece!

Nestes dias frios, até as pessoas que não bebem regularmente chá não dizem que não a uma chávena! Seja de que forma for, faça um esforço e beba chá, pela sua saúde!

MAS ATENÇÃO! – Se tem problemas de saúde, está a fazer algum tratamento médico ou está grávida e bebe chá, fale com o seu médico e pergunte-lhe que chás pode beber e quais são aqueles que deve evitar!

A Guida Aconselha um Velho Amigo

nivea vintage

Nos últimos dias, aqui por Portugal, instalou-se um fresquinho anormal e aumentaram, em grande número, os problemas de saúde das pessoas. Para as pessoas com gripes e constipações, não posso recomendar mais do que chá de mel e limão (são de evitar o chá preto e o chá verde, por exemplo, pois têm grandes concentrações de teína que só irão ser prejudiciais para o organismo na medida em que aceleram o metabolismo, e o nosso corpo precisa é de descanso!) e repouso debaixo dos cobertores.

Mas não só de gripes padece o nosso país, porque igualmente aborrecidos são os problemas de pele derivados do frio, do nariz molhado da constipação, da pele que rebenta por causa da febre, de algumas doenças relacionadas com o sistema nervoso/imunitário que se podem manifestar ou agravar nesta altura.

Para a pele excessivamente seca ou com eczemas/descamações, e até para o cieiro, não conheço melhor remédio que o creme Nívea, que me foi recomendado pela dermatologista. Este pode ser substituído pela vaselina, que fica em segundo lugar na minha preferência devido ao cheiro.

O creme Nívea é um produto que está sempre presente cá em casa porque serve para todo o corpo, prevenindo a pele seca, eczemas (sim, somos três pessoas a sofrer desse mal cá em casa. Se houver por aí colegas do mesmo clube e não souberem muito bem como atenuar, para além do creme Nívea, o sabonete de alcatrão pode ajudar, no banho), cieiro, o aparecimento de estrias, entre outros males.

Preciso de dar mais motivos às pessoas que ainda não dão crédito ao velhinho Nívea?

Chamem o 112!

Nurse por Murat Süyür

Ou não. As emergências calham a toda a gente, e algumas delas têm soluções fáceis, como as que que aqui vos mostro.

1. Acabou o amaciador? Faça o favor de esmagar um abacate e aplique no cabelo após enxaguar o cabelo. Em alternativa, pode utilizar maionese. Deixe no cabelo por 15 minutos e enxague.

2. O rímel deu o berro? Aplique um pouco de vaselina nas pestanas, com ajuda dos dedos.

3. Acabou a base? Nada que pó solto ou corrector de imperfeições e creme hidratante não resolvam. Misture um pouco de pó solto ou corrector com um pouco de creme hidratante e aplique na cara.

4. Não há creme de barbear para fazer a depilação? Use amaciador do cabelo. Aliás, é o que faço sempre.

5. Tem cabelos rebeldes e o desfrizante acabou? Creme hidratante ou bálsamo labial resolvem o seu problema. Espalhe um pouco nas mãos, para não correr o risco de ficar com o cabelo como se o tivesse mergulhado no tempero da salada, e aplique um pouco por todo o cabelo. Esta é, também, uma boa forma de definir caracóis, eu aprovo!

6. Não tem batom? Use blush. Sim! Aplique blush em pó ou em creme nos lábios, com o dedo. Para ajudar, pode usar bálsamo labial, que dá uma textura mais suave. Ao que parece, pode também fazer o processo inverso e usar batôn como blush. Só tem que ter em conta que os batôns têm muito mais pigmentos que o blush, e portanto tem que ser usado com cuidado. Use uma quantidade mínima e ajude a esbater com creme hidratante.

7. Não tem sombra? Use pó bronze. Os tons de pó bronze assentam bem em qualquer tonalidade de pele. Aplique com a ajuda de um cotonete.

8. Acabou a laca? Use gel. Espalhe um pouco de gel nas mãos, aplique no cabelo e, para manter o cabelo no lugar, use o secador.

9. Não tem óleo para as cutículas? Use óleo de bebé. Ou azeite.

10. Acabou o corrector? Use os resíduos de base que ficaram depositados nas bordas ou na tampa do frasco ou da bisnaga. Como foram perdendo o hidratante que o resto da base tem, ficam mais concentrados, assemelhando-se ao corrector.

11. Não tem eyeliner? Use sombra. Molhe um pincel fino e use a sombra, da mesma forma que faria com o eyeliner. Esta dica já foi referida aqui.

12. Acabou o creme dos pés? Use vaselina.

Espero que as dicas façam jeito!

A Carlinha é que Sabe, e a Guida Aprova!

Foto por Carlinha

A dica que vos trago hoje funciona mesmo e foi dada pela Carlinha do Retalho de Lua.
Ao invés de usarmos esponjas e géis de banho que, para além de muitas vezes serem um grande desperdício e acabarem por ir parar ao lixo as esponjas ou puffs velhos, muitas vezes feitos de derivados do petróleo, bem como as embalagens gastas de gel de banho, o que nos é proposto é que metamos um sabonete num saquinho de tule. Simples, não é? O efeito vai ser exactamente o mesmo que o dos puffs e, se o tule for grossinho, até dá um bom esfoliante. Perfeito, não é? Para mim, ainda há outra grande vantagem. É que sou alérgica à maior parte dos géis de banho e, por esse motivo, sou forçada a usar sabonete grande parte das vezes. Com esta ideia do saquinho do tule, ainda ganho outras vantagens!

As pessoas cá de casa andam cépticas, mas eu creio que vão mudar de ideias rapidamente!

Obrigada, Carlinha!

Uma Boa Chávena de Chá

Tea Time by Mellie Fee

Falemos de chá.

Devo confessar que a minha paixão pelo chá é uma coisa recente, dado que me recusava a bebê-lo quando era pequena. Ao que parece, eu não gostava do chá porque a minha mãe o encharcava de açúcar, e eu não sou grande amante de doces. Descobri as maravilhas do chá quando, há três ou quatro anos, um amigo me deu uma chávena de chá sem açúcar. E adorei! Na verdade, esta é a minha bebida preferida desde então, e não passo um dia sem o beber. Aliás, se estiver em casa sou capaz de beber litros e litros de chá, sem exagero, porque enquanto estiver acordada haverá sempre uma caneca de chá nas minhas mãos! O fundo do copo é sempre difícil de beber, e por isso gosto de ter a caneca sempre cheia!

Tenho ouvido por aí que há pessoas que gostam do chá quando tem açúcar.

Meus caros, lamento imenso, o chá com açúcar não é chá! O açúcar irá alterar os benefícios e o sabor do bom chá. No começo, o chá poderá parecer amargo. É uma questão de hábito. À medida que vamos bebendo o chá sem açúcar, aprendemos a achá-lo doce sem que tenha aditivos. O paladar treina-se. Há, também, pessoas que dizem que adoram o chá, mas só bebem os cházinhos das saquetas que há nos supermercados.

Pelo amor de Deus, esses chás não têm sabor, eu só os bebo em último caso! Não querendo entrar em jogos de publicidade, gosto de comprar o meu chá nos cafés Portela: compro a quantidade que quero, da variedade que quero, e sei que a qualidade é a melhor. Podem ser mais caros que os chás dos supermercados, mas têm a garantia que estão a beber um bom chá e a aproveitar ao máximo as suas propriedades.

Outro aspecto a ter em conta, é a quantidade de chá que tem que ser colocada na água a ferver. O chá deve ser forte: mais vale beber um chá forte do que uma série deles que sabem a água de lavar pratos. É este o motivo pelo qual eu não gosto dos chás em saqueta. Quando colocamos o chá directamente na água, este vai ser muito melhor absorvido pela água. E falando em água, é importante referir que esta tem mesmo que estar a ferver para que possamos ter um bom chá. Os chineses foram espertos nesta matéria! Se repararem, as chávenas deles não têm asa. Tem lógica. Enquanto a chávena nos queimar as mãos, significa que o chá ainda está quente demais para beber.

Algo que gera polémica quando se fala em chá é o leite. Os nossos amigos ingleses gostam muito de misturar o chá com leite, e nós por cá continuamos a desgostar da ideia. A primeira vez que bebi chá com leite foi em casa do meu tio, porque ele percebeu que eu queria chá com leite em vez de leite, e não chá como me tinha proposto! E tive que beber uma chávena de chá de maçã e canela (mariquices!) com leite. E caiu-me tão mal… Mas hoje bebo outros chás com leite, volta e meia. Assim, e para aqueles que quiserem experimentar, creio que tenha mais lógica verter primeiro o chá e só depois o leite, para não corrermos o risco de colocar mais leite do que chá no copo, chávena, caneca, ou seja lá qual for o recipiente escolhido! Eu sou fiel às minhas canecas de meio litro, que bebo assim que me pára nas mãos.

Por agora, penso que estes humildes conselhos que vos dei chegam para que aprendam a gostar do chá. Se tiverem mais coisas para dizer, digam! Para os interessados, deixo aqui um artigo (em inglês) que o senhor George Orwell escreveu com aquilo que ele julga serem os onze pontos essenciais para fazer um bom chá. Pergunto-me se teria opinado sobre os microondas se tivesse escrito o artigo nos dias de hoje…

Bebam bom chá!