Categoria: Saúde

Gravidez 101 – A mala de maternidade

Não convém que falte nada quando o bebé nascer!

Considero, porém, que há muito stress desnecessariamente em torno da arrumação da mala de maternidade. Por isso, vamos por partes:

  • Não sejam como eu (que só deixei tudo pronto 1 ou 2 dias antes de a Teresa nascer), assegurem-se que está tudo pronto ali por volta das 30 semanas. Nunca se sabe o que pode acontecer a partir daí!
  • Não se esqueçam que está previsto passarem cerca de 48h no internamento após o parto. Não vão passar férias no hospital. Uma mochila para vocês e o saco do bebé está mais do que bem.

Cada hospital terá a sua a lista para nos ajudar a organizar tudo, mas há sempre adaptações e experiências de amigas e familiares que nos ajudam a decidir o que levar. Não se incomodem com a possibilidade de esquecerem algo importante, que entre família/amigos e o próprio hospital, haverá alguma solução para remediar. Se vos der conforto, eu e a Teresa só vimos as nossas coisas depois das 12h do dia seguinte ao seu nascimento. Por quê? Porque a miss nasceu fora de horas e o hospital (foi o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures) só permitiu que o Luís nos levasse as malas durante o horário de visitas. Não foi lá muito agradável, mas o hospital providenciou tudo aquilo de que poderíamos necessitar durante as primeiras horas. E o que é que levámos, afinal?

Mala da mãe

O hospital fornece toalhas, pelo que não levei nenhuma comigo. Levei uma malinha de fim-de-semana (mas serve qualquer mochila ou saco de ginásio) apetrechada com:

  • 3 camisas de dormir – só usei 1, mas mais vale jogar pelo seguro. Se soubesse o que sei hoje, teria dado preferência a pijamas (com calças, mesmo) folgados. Façam como se sentirem mais confortáveis, mas levem 2 ou 3 mudas. Ah, e esqueçam aquela treta que as lojas nos querem impingir de camisas brancas. Evitem o branco, a sério!
  • Roupão – fino, hoje em dia os serviços hospitalares têm quase todos ar condicionado. Não precisei do meu.
  • 3 sutiãs de dormir – ou tops, qualquer coisa que vos dê conforto nestes primeiros dias.
  • Muitas cuecas de algodão – devo ter levado umas 10, usei cerca de metade. Mas mais vale jogar pelo seguro.
  • Pensos higiénicos super absorventes, nocturnos, com alas, o mais seguro que encontrarem… Mas finos e com acabamento de algodãozinho – Se servir de referência, aqui optei pelos Renova First Silk Sensation Noite. Não pesco nada de pensos higiénicos, optei por estes um pouco às cegas (porque atendiam às características que procurava e eram os mais baratos na altura) e não me arrependi. Combinados com as cuecas de algodão, são mesmo o mais confortável de se usar no pós-parto (na minha opinião).
  • Chinelos de banho e chinelos de quarto – sim, 2 pares diferentes, não vão querer passear pelo quarto/serviço de pés molhados depois do banho (não sejam idiotas como eu).
  • Bolsa de higiene – com escova e pasta de dentes, desodorizante, miniaturas dos vossos hidratantes habituais, gel de banho e champô (sim, vão querer lavar a cabeça). Levem também uns artigos básicos de maquilhagem (bb cream, blush e máscara), juro que vão sentir-se mais compostas com uma tintinha na cara. Mesmo que permaneçam de pijama. Levem também elásticos/ganchos para o cabelo. Não levem secadores, é perda de tempo, não vão pegar neles.
  • Snacks – Eu não o fiz, mas a família tratou de me trazer um fornecimento de frutas, docinhos e petiscos. Ninguém vos vai fazer passar fome no hospital, vocês é que vão ter a iniciativa de não tocar na comida quando olharem para o aspecto dela.
  • Entretenimento – Não vão ter grande tempo ou vontade de pegar neles, mas levem a máquina fotográfica, o MP3, o tablet, o telemóvel, um livro, um caderno, os carregadores… Bom: eu dei muito uso à máquina fotográfica e escrevi qualquer coisa. Mas fui mais carregada do que devia!

Podem, também, levar uma muda de roupa para a alta, mas eu optei por pedir ao Luís que a trouxesse mais tarde, depois de perceber como tinha ficado o meu corpo no pós-parto.

Mala de bebé

Mais uma vez, não incluí toalhas (nem produtos de banho) porque o hospital disponibilizava e, na verdade, a Teresa só tomou uma banhoca lá antes de vir para casa. Eis o que é necessário:

  • 1ª muda de roupa – esta deve ir convosco para o bloco. Convém ser algo prático e sem grandes rococós, tal como as restantes mudas.
  • 5 mudas de roupa – compostas (à semelhança da primeira muda) por body, roupa exterior (blusa + calas/cueiro/babygrow), meias/collants e, dependendo da estação do ano, casaquinho/camisola e gorro. Na verdade, só usei duas. Mas mais vale jogar pelo seguro!
  • Estojo de higiene – Não é nada de mais, mas vale a pena levar um pente ou escova (escusado será dizer que a nossa carequinha não precisou), corta-unhas/tesoura (esqueçam a ideia da lima, não funciona com unhas fininhas e minúsculas) e creme para a muda da fralda.
  • Fraldas e toalhitas – não é grave se não levarem, mas levem. Sabe muito bem ter opção de escolha para os nossos bebés. Façam uma média de 8 fraldas por dia (podem precisar de menos, ou de mais, mas é uma boa média).
  • Chucha – Ah e tal que não se deve dar a chucha nas primeiras horas de vida porque compromete não sei o quê, então venham de lá os senhores enfermeiros tentar acalmar o bebé cada vez que ele chorar quando muitas das vezes seria algo muito simples de resolver com uma chucha. A sério, levem.

Creio que não me esqueci de nada, mas gostava que partilhassem também as vossas ideias! Já referi que a Teresa nasceu no Hospital Beatriz Ângelo mas vou deixar para outro post o relato da nossa experiência por lá. Como sei que pode fazer a diferença para algumas leitoras, deixo já aqui o spoiler: não podíamos ter sido melhor tratadas, tudo decorreu impecavelmente e as instalações são luxuosas!

Gravidez 101 – Burocracias

A gravidez é sinónimo de incursões à Segurança Social (SS)

E não só! Entre outras maroscas, todas sabemos que há uma série de questões e estatutos a tratar durante o período da gravidez (e após o parto) e nunca ninguém nos explica muito bem tudo o que é preciso fazer. Portanto, decidi fazer um resumo do que me lembrei de ter tratado.

Não me perguntem sobre como, quando e onde é preciso informar as entidades empregadoras, porque para além ser trabalhadora independente, há um ano atrás estava a terminar a minha licenciatura. Alguns dos itens que menciono a seguir podem ser afectados pelo valor dos rendimentos do vosso agregado familiar, pelo que o melhor é sempre consultarem as fontes oficiais.

pré natal

O ponto de interesse aqui é tomar conhecimento de informações que, de outra forma, estariam dispersas (falo por mim, que se não fossem as amigas e alguns fóruns, se me fiasse pela SS nem saberia como me mexer). Ora, se contribuímos e cumprimos com os nossos deveres de contribuintes, também temos direitos e era bonito que estivessem clarificados em locais bem visíveis e de facílimo acesso. Aconselho, também, a que façam marcações online e que se dirijam às repartições da SS pessoalmente, que online já se sabe que nada funciona. É um mistério!

A reter:

  • Durante a gravidez, a mulher tem isenção das taxas moderadoras do SNS. É só tratar no centro de saúde.
  • No âmbito do acompanhamento da saúde materna, as grávidas seguidas no SNS também têm direito a 3 cheques-dentista para a realização de alguns procedimentos, sendo o primeiro atribuído pelo médico de família e os restantes (caso sejam necessários) por um dentista aderente (podem consultar a lista aqui). Não há desculpas para dizerem que a gravidez estraga os dentes!
  • A partir da 13ª semana de gestação, podem pedir a atribuição do Abono Pré-Natal à SS, para ajudar com as despesas inerentes à preparação da chegada do bebé. Para tal, têm de pedir ao médico de família a respectiva credencial que comprova o tempo de gestação. Esta prestação familiar terá, em princípio, o mesmo valor que o abono de família nos primeiros 12 meses de vida do bebé e irá depender do escalão em que se encontrarem.
  • Pelo caminho: ponderem e decidam onde vão ficar os vossos bebés quando vocês tiverem que ir trabalhar. É numa creche? Numa ama? Aos 3/4 meses de gestação, convém ter uma ideia e ir contactando sítios. Eventualmente, façam já a pré-inscrição.
  • Depois de o bebé nascer, também devem requerer o Abono de Família. É pegar na certidão de nascimento e ir à SS.
  • Quanto à licença de maternidade, têm de comunicar à entidade empregadora o nascimento do bebé e quanto tempo de licença irão gozar. Aconselho a leitura deste artigo e que ponderem muito bem antes de tomar uma decisão, sendo que podem comunicar alterações à SS no decorrer do vosso período de licença. O que têm de fazer assim que possível após o nascimento do bebé é ir à SS e submeter o vosso pedido de subsídio de maternidade em conjunto com o pai (se for caso disso), se tiverem mais de 6 meses de descontos seguidos ou interpolados. Fica o alerta de que demoram séculos a pagar as licenças, pelo que se puderem poupar a contar com 2 ou 3 meses de despesas, façam-no.
    • No caso de não terem e os rendimentos do vosso agregado familiar serem baixos, podem sempre tentar recorrer ao Subsídio Social Parental.
  • Não têm de ir a correr tratar do Cartão de Cidadão do bebé (alguns hospitais já dispõem do serviço Nascer Cidadão), mas eu aconselhar-vos-ia a fazê-lo cedo. Assim, têm logo os dados todos num só local e escusam de andar com a Certidão de Nascimento, folhinha com os dados de utente do SNS, NISS e afins atrás.

Que mais vos posso dizer? Se virem que há demoras estranhas por parte da Segurança Social, insistam e façam por se manterem informadas. Não são raras as histórias de pessoas induzidas em erro ou de pedidos que se perdem no limbo e nunca chegam a dar entrada no sistema informático. Não deixem arrastar o que pode ser tratado cedo.

É muito mau, mas é verdade: nós, enquanto contribuintes, temos de cumprir prazos e bem vimos os nossos ganhos sofrerem talhadas enormes em impostos; o Estado, por sua vez, concede-nos “direitos” (no caso da licença de maternidade, não é direito nenhum porque até descontámos para ela) e demora a cumprir com a sua parte.

Por isso, e por pessimista que possa parecer, é mesmo assim: tenham em conta que podem não ver os vossos salários durante 2 ou 3 meses após o nascimento do bebé (embora vos seja pago mais tarde na íntegra); é triste e ridículo ter que estar a contar com fundos extra numa época tão especial, especialmente para quem não tem família/amigos dispostos a ajudar.

Mães de serviço, esqueci-me de algum detalhe? Espero ter ajudado alguém neste processo de papeladas típico da gravidez.

Vichy Beauty Talks

beauty talks

Uma grande conversa sobre beleza

Cortesia da Vichy, aconteceu na semana passada na 39A Concept Store a 1ª edição das Beauty Talks. Foi um evento que contou com a presença de vários speakers de diversas áreas e que foi moderado pela lindíssima apresentadora Luísa Barbosa.

Cada vez mais, há a consciencialização de que a beleza é um processo muito mais complexo do que apenas utilizar cosméticos; é um processo holístico e subjectivo que engloba factores como a alimentação, a saúde e a informação. Esta última é a chave do empowerment, e uma mulher informada e confiante tem consigo a bagagem necessária para ser feliz e bem sucedida no que quiser.

beauty talks
Luísa Barbosa e Helena Magalhães durante o seu pitch de 5 minutos.

Em blocos de 5 minutos, cada orador deu o seu contributo para várias componentes do que é a beleza. Desta feita, o painel foi composto pela Sara Rodi (escritora), Luís Filipe Borges (apresentador de televisão) e Sara Santos, Ana Ni Ribeiro, Helena Magalhães, Inês Ribeiro, Catarina Lopes (diretora do Magic Spa dos hotéis Pestana) e Inês Santos Lima (da Google Portugal).

Vai uma e-zine gratuita sobre beleza?

Durante o evento, foi também apresentada a Vichy Mag, para quem ainda não a conhecia: semanalmente, a marca disponibiliza uma revista online com conteúdos sobre beleza e bem-estar. Nesta plataforma, vai ser possível ler não só sobre a beleza que se relaciona com o aspecto mas também sobre alimentação saudável, estratégias para lidar com o stress e outros conteúdos variados escritos por especialistas de diversas áreas.

Gosto desta perspectiva de interesse genuíno e proximidade entre marcas e consumidores e aplaudo este projecto. Espero que, futuramente, continuem a ser promovidas as Beauty Talks e que se transformem em algo rotineiro, já que a temática da beleza tem sempre coisas interessantes para debater.

beauty talks

Gravidez 101 – o que vestir?

roupa grávida
Com direito a duas barrigas na fila de baixo, à esquerda – a Patrícia e eu.

Pensavam que eu me esquecia dos assuntos da gravidez só porque a Teresa já está cá fora? Naninão! Se aprendi algo, tenho que partilhar. Por isso, não esperem que eu me cale porque vou querer ajudar quem se cruzar com estes posts em estado de graça.

Sabemos que, nalgum ponto da gravidez, a nossa roupa vai deixar de servir.

Pelo menos, boa parte dela. Apesar de, alegadamente, constar que a barriga de grávida só se nota muito mais tarde, aqui foi necessário começar a repensar o guarda-roupa logo às 7 semanas de gestação. Ainda o primeiro trimestre ia pela metade!

A verdade é que foi precisamente nesta altura que ganhei a maior parte do peso da gravidez. No final da viagem, foram cerca de 11kg a mais. Foi algo expressivo, especialmente se tiverem em conta que meço 1.58m! Assim sendo, sinto-me mais do que no direito de expor a minha opinião quanto ao vestuário a comprar na gravidez. Pode haver quem tenha outras opiniões (partilhem nos comentários, que é útil para todas!), esta é a minha.

A boa notícia é que não necessitam de comprar muita roupa.

Na secção de pré-mamã, digo. O resto depende um bocadinho do estilo de cada pessoa, mas eu diria que não vale mesmo a pena comprar muita roupa. Siga a missa, fiquem com os meus conselhos:

  • Na secção de grávida, comprem 1 ou 2 pares de calças do vosso tamanho, eventualmente leggings (eu não o fiz e arrependi-me). É mais do que suficiente e sempre se vão sentir mais confortáveis com uma peça que aconchega a barriga.
  • Em alternativa, se se sentirem confortáveis (foi o meu caso e só descobri lá para as 20 semanas), esta é a altura ideal para vestirem calças descaídas, daquelas que normalmente ficam horríveis e marcam pneus inexistentes. Calças descaídas! Eventualmente, no tamanho acima do que era habitual. O mesmo se aplica a calções, no caso de apanharem boa parte do Verão. Tudo descaído e folgadão abaixo da barriga.
  • Invistam em sutiãs, porque vão haver grandes mudanças. Dica para quem não tem umas mamas gigantes: experimentem sutiãs sem armação, pode ajudar a amenizar o problema da sensibilidade. Nesta fase, não se ponham a comprar sutiãs de amamentação. Esperem pelo bebé e pela subida do leite, aí é que vão descobrir o tamanho mais adequado. Nesses primeiros dias, o mais provável até é abominarem toda e qualquer roupa que possa estar em contacto com o peito. Quem vos avisa…
  • Cuecas de algodão em quantidades industriais. E aqui, decidam porque não há meio termo. Ou escolhem umas de gola muito alta que acompanhem a barriga de grávida, ou então umas descaídas. Conforto acima de tudo! Falando em cuecas, munam-se de pensos diários tipo algodãozinho e mudem-nos com frequência. Vão ter litradas de corrimento e não vão querer sentir-se desconfortáveis nem potencializar uma infecção!
  • Se vão atravessar o Inverno, não invistam em peças muito quentes porque vão passar o tempo todo cheias de calor. Optem por várias camadas de roupa mais fina e fresca. De nada!
  • No demais, utilizem a roupa normal, que estão muito bem. Só é preciso optar por peças mais folgadas ou com maior elasticidade, mas tenho a certeza que têm por aí muitas túnicas e vestidos que servem perfeitamente.

Por hoje, é isto. Se perderam o post sobre o calçado ou se já se esqueceram, podem vê-lo aqui. Se o assunto é meias/collants, também já partilhei aqui aqueles que foram a minha salvação em tempos de muito inchaço nas pernas!

Bebés 101: Escolher Fraldas

Escolher as melhores fraldas (e restantes produtos associados à muda) para os nossos bebés é um grande desafio.

Lembro-me que, quando estava grávida e pensava nas compras que tinha de fazer para a Teresa, as fraldas eram um dos produtos que maiores dúvidas levantava. Queremos aproveitar as promoções, mas por outro lado nunca sabemos quais são as melhores, nem se os bebés farão alergia ou quais os tamanhos a trazer.

Se vão ser mães pela primeira vez ou acabaram de dar à luz e ainda andam aos apalpões, deixem-me ajudar-vos com este post. Começo por vos dar um conselho de amiga (a sério, podem dizer-vos o contrário, mas isto é o que tenho verificado):

Não façam stocks de fraldas antes de os bebés nascerem.

A sério. Em primeiro lugar, não se deixem iludir pelas histórias de promoções e feiras de bebés. Salvo raríssimas excepções, não compensam. Vão ter os mesmos ou melhores descontos ao longo do resto do ano. Depois, já viram se investem tudo numa determinada marca e vai na volta o bebé é alérgico ou nem sequer gostam da marca? Não vale a pena fazer fretes. O que sugiro é que tenham 1 ou 2 pacotes de tamanho 1 a jeito para quando a criança nascer. Tenho quase a certeza que, numa aflição, o hospital (se for esta a vossa opção) onde nasce o bebé também vos fornece algumas fraldas. Referi o tamanho 1 porque é o que faz mais sentido na maior parte dos casos:

  • Abrange um leque de pesos que apanha a maior parte dos recém-nascidos;
  • Há marcas que já disponibilizam o tamanho 0 (para bebés abaixo dos 3kg), como as Dodot Sensitive – se necessitarem, dá perfeitamente para comprar já depois de o bebé nascer e assim não ficam com fraldas empatadas para os Nenucos;
  • Mesmo que tenham um bebé grande, acreditem que é provável darem conta de um pacote de fraldas T1 num instante. Os recém-nascidos tendem a ser muito cagõezinhos!

Stocks de fraldas só se fazem quando já conseguimos prever mais ou menos o crescimento dos nossos bebés. É o meu conselho de amiga!

Quanto a marcas, segue abaixo a minha crítica.

Comecemos por desmistificar o descartável vs pano. Até podem ter óptimas intenções para com o ambiente, mas quando começarem a ver as fraldas de pano/reutilizáveis todas feias e a ter de as lavar à velocidade da luz, vão desistir dessa ideia. Felizmente, hoje em dia o mercado oferece-nos opções de fraldas descartáveis para todos os gostos, ideologias e bolsos. Há que salientar que só posso falar das que conheço, pelo que fico à espera de ouvir outras opiniões nos comentários. Felizmente, a Teresa nunca fez alergia a coisíssima nenhuma e espero que assim se mantenha.

  • Bambino – eram as do hospital. Já as conhecia de outras andanças. São razoáveis. Não transbordam mas são muito “plásticas”.
  • Chicco Dry Fit Advanced – Foram as que comprei em primeiro lugar e foram as melhores. Estão frequentemente com 50% de desconto. São fofas, respiráveis, ajustam-se bem e não transbordam. Recomendo muito!
  • Continente – No que diz respeito às marcas brancas, são as que mais gostamos (e as que mais compramos). Não devem muito às da Chicco. Só não me parecem tão fofas e, consequentemente, um pouco menos absorventes. É frequente terem packs mensais a cerca de 11€. Querem melhor?
  • Lidl – Não são más, mas não se ajustam tão bem ao corpo do bebé. São muito “rígidas”. Se os cocós forem muito líquidos, estas fraldas transbordam especialmente pelas costas, já que o rebordo não tem elasticidade.
  • Libero – Fujam! A sério. Ouvi dizer muito bem delas, nem sei bem como. Transbordam, trespassam, são um horror. E o pior é que a humidade também se mantém à superfície. Resultado: muitos rabinhos assados.
  • Dodot Sensitive – Não percebo, também, o alarido feito em torno desta linha. As fraldas são boas. Mas poderiam ser melhores! Parecem-me muito “plastificadas” no interior. Têm uma espécie de rede. E retêm muita humidade nessa camada, o que resulta numa espécie de caldinho a refogar e acaba por originar o mesmo que as Libero.

Aparte: gostava muito de experimentar as Nunex, mas nunca calhou. São portuguesas e ouvi falar muito bem delas. Confere?

Passando ao capítulo da limpeza, impera o seguinte conceito (especialmente nos primeiros tempos de vida do bebé): façam-na da forma mais simples possível. O ideal é utilizar compressas com água, mas este formato nem sempre é o mais prático.

Por aqui, adoramos as Water Wipes (são toalhitas praticamente só com água). Com o passar do tempo, após verificarmos que não havia reacções adversas, começámos a intercalar com as Huggies Pure e com a Johnson’s Baby Gentle Cleansing. Já experimentámos todas as variedades da Dodot, marca branca Continente e Lidl, outras variedades de Huggies e todas elas tendem a deixar o rabinho da Teresa irritado.

Sei que há várias marcas no mercado que disponibilizam linimentos, mas eu diria que é um produto dispensável (de qualquer forma, gosto do da Uriage).

O que fica a faltar nesta conversa? Ah, os cremes da muda da fralda. Aqui tenho uma opinião muito vincada e uma experiência muito positiva com determinados produtos, pelo que me recuso a experimentar outros:

  • Quando a pele está íntegra, com bom aspecto, não aplico sempre creme. Aplico a pasta d’água da Bioderma uma ou duas vezes por dia e chega. Quando vejo que o rabinho está a ficar vermelho, siga deste belo produto em todas as mudas!
  • Quando a coisa é mais séria (muito xixi, cocós mais ácidos), aí recorro à pomada Nutraisdin ZN40 da Isdin. É do melhor que há neste mundo.
  • Uma boa dica caso por cima disto necessitem de um produto tipo talco para ajudar a “secar”: utilizem farinha Maizena. A sério, tal como se fosse pó de talco. Faz-se disto há séculos, está estudado e tem bom resultado.

Penso que não me esqueci de nada do que considero ser importante sobre a temática das fraldas, mas caso tenham dúvidas ou sugestões a fazer é só escrever. Espero ter ajudado alguém com a minha experiência!

Bolachas para toda a família

Do bebé de 6 meses até ao velhote da família. A sério.

Sou mãe de uma menina muito boa de boca. Amamentei em livre demanda e de forma exclusiva até aos 4 meses da Teresa. Depois disso, tive pena da piquena, que tinha os seus ataques quando nos via comer e não lhe dávamos nada. Introduzi, então, sem grandes regras quanto a horários e quantidades, a sopa e a fruta. Foi um sucesso! Comeu muitos vegetais diferentes e só não achou grande piada às nabiças. A esta altura do campeonato já fez a introdução de alguns cereais e da carne.

Estou a transitar das sopinhas e purés (a Teresa ainda mama quando lhe apetece e não me parece que vá mudar em breve) para uma espécie de baby led weaning (BLW). Mais tarde, falarei melhor disto, mas o BLW consiste, por alto, em dar autonomia ao bebé para que coma o que lhe apetecer, com as suas mãos.

bolachas saudáveis
Feito por mim: bolachas de banana, aveia e coco.

Por um lado, a Teresa adora a sopa e nem faria sentido tirá-la da sua dieta dado que até nós devoramos sopa nesta casa. Neste momento, a sopa até me ajuda a quantificar o que a Teresa come. Noutra medida, a bebé adora ter os seus bocadinhos de alimentos no tabuleiro para explorar. Como decidimos que, pelo menos até a Teresa fazer 1 ano, ficarei em casa com ela, temos todo o tempo do mundo para que possa descobrir a comida à vontade.

Não tenho quaisquer intenções que a Teresa coma bolachas maria, ou outras semelhantes carregadas de açúcar. Mas a bela da bolacha sempre ajuda a coçar o dente! Ora, no outro dia a Carla partilhou algo que veio mesmo a calhar: bolachas de banana, aveia e coco compatíveis com toda a família. São tão simples de fazer e foram um sucesso para a filha e para o pai. Duvidam? Precisam de:

  • 3 bananas maduras
  • 150g de flocos de aveia
  • 50g de coco ralado
biscoitos
As minhas bolachas antes de irem ao forno.

Esmaguem a banana com um garfo (ou, se forem impacientes, triturem). Envolvam-na muito bem com os flocos de aveia e com o coco ralado. moldem bolas e achatem (para ficar em forma de bolacha), disponham num tabuleiro forrado com papel vegetal e levem ao forno por coisa de 15 a 20 minutos (quando as bolachas estiverem tostadas por fora, já está).

E agora, contem-me: são ou não são saborosas? O que dizem os vossos miúdos?

Açúcar na Papa

Estou longe de ser a pessoa mais fundamentalista com a alimentação da minha filha. Tal como tudo na vida, o equilíbrio é um bom princípio. Ainda assim, preocupo-me muito com a saúde dela e sei que é importante ter cuidado com o que lhe ponho no prato.

Mantivemos o aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses. Depois disso, apesar de não ter sido muito rígida, fui introduzindo a sopa e a fruta no regime alimentar da Teresa. Poderia (e deveria, talvez) ter mantido a amamentação exclusiva até aos 6 meses, mas angustiava-me ver a pequenina toda interessada em ver-nos comer e ficar triste por não poder comer nada. Parecia que queria saltar da cadeira e fazia (e faz, ainda faz…) caretas quando via talheres ou copos a passar à frente dela.

Sem stress nenhum, decidimos avançar com a introdução dos alimentos e foi um sucesso. Adora tudo o que lhe damos. Como sempre teve uma óptima progressão de peso, ainda não lhe dei a conhecer as papas. Achei que não faria sentido algum introduzir farinhas tão cedo. Porém, com o aproximar dos 6 meses, planeio dar-lhe mais alimentos novos e, finalmente, experimentar as papas. Preferencialmente feitas em casa!

Repito, não sou fundamentalista com a alimentação da Teresa. Sei bem que, fora de casa, pode ser necessário recorrer a um desses malfadados produtos de compra, pré feitos. Não estou assustada com essa parte e eu própria faço questão que ela coma de tudo. O problema para mim é que, segundo a indústria alimentar, o que deveria ser uma excepção transformou-se na regra.

papa bebé
Constituição de uma papa à venda no mercado, para bebés a partir dos 4 meses.

Na consulta dos 4 meses, quando discuti a introdução dos alimentos com a enfermeira que nos acompanha, foi-me dito que poderia apostar em papas de compra adequadas à idade da bebé. Infelizmente, pasmem-se, também se fala assim nas escolas. Ora bolas, poder até posso! Mas quem é que, no seu perfeito juízo e preocupação, sabendo ler um rótulo e interpretar a informação que tem à sua frente vai encharcar um bebé com açúcar e óleos da treta sem que haja um bom motivo (não vejo motivos, mas…)? Eu não!

É mesmo uma questão de desinformação, porque nem o argumento da disponibilidade económica é válido – sai muito mais barato comprar os ingredientes e fazer as papas em casa, como deve ser. Ainda não sei bem para onde me virar, mas o que não falta actualmente (porque é um assunto cada vez mais debatido, felizmente) são manuais e sítios com receitas para bebés.

Fica no ar a questão: como se admite às marcas que, em pleno século XXI e após décadas de lutas neste domínio, continuem a lucrar com a disseminação de informações erróneas e produtos que não fazem, de todo, bem à saúde dos nossos bebés? Eles adoram-nas, sem dúvida, são tão doces! Raríssimas são as marcas no mercado que disponibilizam papas com uma constituição minimamente decente.

E olhem que vos escreve uma pessoa que adora toda a espécie de papas doces…

Bebé A Caminho – 37 Semanas

Onde é que tinha ficado na história da minha gravidez?

Gravidez 36 Semanas
Fotografia tirada às 36 semanas + 6 dias.

Já passaram quase 10 semanas desde que fiz o último post deste género. Na verdade, a minha ausência foi predominante aqui pelo blog, mas foi por uma boa causa – finalmente, entrámos no processo de mudança de casa e no meio de obras, restauros, desarrumos e arrumos (mais tarde, falarei melhor deste processo), não tenho tido tempo para escrever. De todo! Nem Internet, mais ou menos. As velocidades são uma treta e por vezes nem sequer consigo dar aquele olá básico nas redes sociais, que ajuda a deixar toda a gente mais descansada. Mais uns dias, mais uns dias e parece-me que tudo volta a entrar nos eixos. Por quanto tempo? Não sei.

Ora, está tudo muito longe de estar pronto e a minha filhota estará aqui connosco a qualquer momento. Dizem que as últimas semanas são as que mais demoram a passar, mas a mim parece-me que o tempo continua a voar.

Tendo em conta todos os sintomas e queixas habituais desta fase, deixem-me que vos diga que tenho vivido uma gravidez santa: nada de enjoos, há várias semanas que não sei o que é a azia, nada de incontinência e durmo na maior, com excepção feita a algumas cãibras (que já eram minhas conhecidas anteriormente) e viagens à casa de banho.

Ecografia 3º Trimestre
Imagem da ecografia do último trimestre, às 32 semanas.

Sabem que mais? Das 33 semanas para agora, até perdi peso e volume. Ainda assim, não consegui escapar ao edema de que vos falei. Agravou-se, e embora tenha algum controlo, os meus pés parecem paiolas.

Com a miss Teresa, também não há muitas novidades.

Não, ainda não nasceu. Assim que acontecer, estejam descansad@s, eu aviso! Continua a mexer-se muito, é uma crescida (na ecografia das 32 semanas, tinha uma estimativa de peso de 2130g), está posicionada nos conformes para nascer e tem umas grandes bochechas, tal mãe, tal pai. CTG? Só para depois das 38 semanas.

O quarto dela não está pronto, nem perto disso. Não estou muito preocupada porque, quando ela nascer, não é lá que dorme. A cómoda está pronta e arrumada, o ovo a jeito e o saco pronto. O dela! O meu ainda está a ser arrumado.

Gravidez 35 Semanas
Fotografia tirada às 35 semanas + 4 dias.

Contrariamente ao que podem pensar pelas fotos, se fiz 3 horinhas de piscina este ano, já foi muito. Gostava de ter tempo para mais, que a água fresca sabe que nem ginjas!

Estou a atravessar um dilema: por um lado, o calor é insuportável e começo a sentir alguns entraves à mobilidade habitual. Por outro, dava mesmo muito jeito que a miúda se mantivesse cá dentro, no seu T0 amniótico, até às 40 semanas.

Pés de Balão

Ora, contei-vos que estava a conseguir controlar bem o edema dos membros inferiores, não foi? Partilhei um montão de dicas preciosas sobre o assunto e até vos falei das meias que tenho utilizado e que se revelam muito eficazes.

Edema Pés

Imaginem, então, se não tivesse o menor cuidado. A rondar os 8 meses de gestação, posso dizer que ostento umas belíssimas paiolas no lugar dos pés. Diziam vocês, grávidas e mães de serviço, que a coisa só se tolera com chinelos Havaianas? Balelas, não tenho outra forma de vos responder. São do mais desconfortável que se pode calçar nesta fase, por serem tão rasos.

Só estou bem com uns ténis Adidas Zx Flux que comprei há uns meses, mas não posso calçar sempre a mesma coisa e muito menos passar estes dias escaldantes com os pés fechados.

Tinha esperança que os meus pés aumentassem, efectivamente, um tamanho. Aliás, tenho sido salva por modelitos no tamanho acima do habitual que tinha na colecção (com palmilhas ou porque sim, mesmo não calçando), que continuam a ser compridos de mais. Tenho pés maiores, sim, mas só para cima e para os lados! Ao ponto de, adivinhem – algumas das minhas Havaianas nem sequer servirem!

Impera o desespero e o desconforto, e seja o que Deus quiser durante o próximo mês. Já falta pouco, é o que vale.

Bebé A Caminho – 28 Semanas

Gravidez 28 Semanas
Fotografia tirada às 28 semanas + 2 dias.

É muito esquisito pensar que, neste momento, faltam menos de 12 semanas para chegar ao fim desta aventura e ter a minha Teresinha cá fora comigo. Não sei bem se continuo a achar que o tempo passa depressa demais (que passa!), se me parece que Julho nunca mais chega porque o último trimestre de gestação chegou com grande pompa e circunstância.

Tem sido um martírio tentar dormir: não encontro uma posição confortável, estou sempre a destilar e perco a conta às viagens ao quarto de banho. E as litradas de água que bebo por dia? A isto, juntem os pontapés da madame, que começam a ser muito pouco simpáticos.

Fora esta parte menos boa, tudo corre bem. Finalmente, o tempo tem dado chances de sair de roupa mais fresca sem parecer doente, praticamente deixei de inchar que nem um balão desde que fiz das meias compressivas as minhas melhores amigas, mantive o peso e sinto-me gira com este barrigão muito redondo.

Gravidez 28 Semanas
Fotografia tirada às 28 semanas + 2 dias.

O L. tem sido impecável, como é costume, atura as minhas macacadas todas e está sempre presente para tudo e mais alguma coisa. Podia ter pedido mais ou melhor? Nem pensar! A nossa Teresa concorda comigo e já reage, e bem, à presença do pai.

Vejam bem, eu que sou uma pessoa extremamente nervosa e ansiosa, até me tenho portado muito bem perante a lentidão do processo de mudanças e com a possibilidade de ter um problema de saúde mais ou menos complexo. Não sei onde fui buscar tanta calma, mas espero permanecer assim, serena, e que para a semana já esteja tudo resolvido e pelo melhor!