Categoria: Poupança

La Depilación Natural – Fujam!

la depilación natural depilacion depilação epilação lixa

Ora, se isto de ter um blog é bom para falar de coisas boas, também tem de servir para as coisas menos boas. E vocês sabem que eu vos conto tudo.

Este post é uma espécie de aviso, que eu não quero a gente cá do burgo a gastar dinheiro no que não deve. O tempo é de crise e não se pode deitar dinheiro ao lixo.

No meu passeio pela Expocosmética, deparei-me com um stand chamado “La Depilación Natural”.

Aproximei-me para espreitar o que era, e em menos de nada tinha uma senhora a passar-me uma lixa no braço. Pois claro que não achei muita piada, e manifestei-me.

Mantive-me calma, nunca se sabe o que pode acontecer, quis ouvir o que a senhora tinha para dizer.

Para mim, aquilo era nada mais, nada menos que uma daquelas lixas depilatórias do antigamente (era uma geringonça parecida com a da imagem), mas mais fina.

Andei eu a descolorar os braços para nada! Agora estes pêlos vão nascer terríveis, como se os tivesse cortado com uma lâmina, disse eu. A senhora respondeu-me que não, que a dita lixa arrancava os pêlos pela raiz.

Já que ali estava, quis saber mais da cantiga deles.

  • Então, vendiam umas lixas que dariam para dois anos de utilizações por 20€.
  • Tinham de ser compradas ali no stand.
  • As recargas poderiam ser adquiridas na Internet, mas o “aplicador” com as primeiras lixas tinha de ser comprado na hora.
  • Perguntei se tinham contactos, disseram-me que não.
  • Insistiram muito que aquela era uma oportunidade única e que deveria comprar aquele aparelho milagroso.

A conversa não me agradou, calculo que muita gente tenha caído na conversa porque as promessas eram boas. Uma lixa indolor que arranca os pêlos pela raiz? Maravilhoso!

Bem dito, bem certo. Quem ficou com uma peladela no braço fui eu. E os pêlos começaram a despontar no dia seguinte, tal como tinha previsto.

Isto tudo para quê? Isso mesmo que vocês já sabem: se virem algo do género numa destas feiras, fujam porque não é coisa boa.

Compras Ebay – Bijutaria

Cada vez mais, estou fã das compras pelo Ebay.

Os motivos são muitos e válidos:

  • Encontramos coisas que são inexistentes nas lojas físicas por cá
  • Encontramos verdadeiras pechinchas sem procurar muito
  • Poupamos o tempo e a paciência necessários para ir às compras em sítios caóticos
  • Poupamos muito dinheiro nas compras
  • A probabilidade de encontrar alguém com peças iguais ainda é relativamente reduzida

Ultimamente, tem-me feito imensa confusão encontrar certas lojas online portuguesas a vender artigos iguais, com a mesma proveniência, a preços muito mais elevados.

Sim, falo de preços que cobrem o gasto original, eventuais taxas alfandegárias, IVA e ainda uma grande margem de lucro. Cada um sabe do que compra, eu prefiro manter-me atenta e à caça no meu Ebay do coração.

Eis os últimos artigos que chegaram cá a casa:

compras ebay comprar brincos

Brincos.

Muitos brincos! Sou a maníaca dos brincos, aqui me confesso. Os preços oscilaram entre os $0.99 e os $1.47 (ou seja, nenhum par custou mais de 1.10€).

Bem diferente dos 10€ que já vi pedirem em lojas portuguesas de bijutaria muito bem afamadas…

ebay anel anéis compras flor

Um anel.

Sim, desta feita só chegou um anel enorme (ainda!) e custou $1.28. Também, com a quantidade deles que mostrei neste post queriam o quê?

compras ebay bugigangas bijutaria colares bijuteria wishlist

Fios, fios, fios.

Tenho uma grande carência de fios bonitos e diferentes, pelo que decidi investir. Uns mais compridos que outros. O das andorinhas e flores lembra-me vagamente o tal colar que gostei da colecção da Lanidor.

Achei o do elefante a coisa mais linda deste mundo, e foi o mais caro do conjunto. Custou $2.20.

No fim das contas, gastei $23.20, o que dá cerca de 17,57€.

Imaginem quanto teria gasto por bijutarias semelhantes em lojas físicas, ou mesmo por peças iguais nas ditas lojas de que falei!…

Resumindo: estou super contente com as minhas compras.

Já sei que muitas de vós se queixam de não encontrar nada destas coisas bonitas quando pesquisam no Ebay. Não é complicado, chegam lá pelos termos mais básicos que possam imaginar.

No entanto, caso tenham gostado de alguma peça e queiram o link directo, perguntem nos comentários que terei todo o gosto em partilhar!

Quando o caro sai barato

compras maquilhagemSou sovina e pechincheira e não escondo isso de ninguém.

Procuro sempre os produtos com melhor relação qualidade/preço quando vou às compras e normalmente modero-me e penso muito antes de comprar o que quer que seja.

Acreditem que não me contento facilmente e que sou capaz de virar Lisboa e o resto do mundo de pernas para o ar e ainda assim voltar para casa de mãos a abanar se não encontrar o que procuro.

Normalmente, não admito que existam alternativas se procuro um produto específico. É aquele produto, daquele modelo, daquela cor, daquela marca, com aquele preço.

Este não é um post sobre a nossa economia, que dessa falarei mais tarde.

O que é nacional é bom, mas eu só vou ser amiga do país quando o país for meu amigo.

A beleza é uma das temáticas que mais peso tem neste blogue, por isso proporciona-se entrar no domínio dos cosméticos.

É claro que muitas vezes há diferenças óbvias entre ele, mas por que havemos nós de gastar muito num produto se existir outro muito semelhante a preços mais apelativos? Aliás, bem sabem que este é o propósito da rubrica Impossível x Acessível.

maquilhagem low costHá produtos caros que compensam imenso pela qualidade e que não têm irmãos mais em conta.

Compensam, mas como é que chegamos a esta conclusão? Eu falo por mim. Se não encontrar um produto que sirva os meus interesses a 100%, vou continuar a minha procura e consequentemente gastar mais.

Aí, o barato torna-se caro.

Vejamos, por exemplo, os pós faciais. Como podem conferir por aqui, nem tenho assim tantos mas estão todos praticamente sem uso. É que, (in)felizmente, encontrei a perfeição num pó que custa cerca de 30€/10g.

Se é caro? Bom, os que tenho na gaveta todos juntos passam nitidamente esse preço e estão encostados. Já o pó que considero a nata da nata é utilizado todos os dias e está aqui para durar. Hei-de falar dele e das características que o tornam, para mim, quase sagrado.

Sendo assim, parece-me claro que é um bom investimento a fazer.

Dividam sempre o preço do produto que têm em vista pelo número de vezes que estimam utilizá-lo e aí descobrem se ele é realmente caro ou se vai ser proveitoso a longo prazo.

Mas, atenção, façam tudo calmamente! Se possível, obtenham amostras, pesquisem opiniões e experimentem vocês mesm@s. Usem, abusem, comparem.

Se virmos bem, as perfumarias costumam ter mostruários com testers justamente para nós podermos experimentar tudo, não é verdade? Pensem bem se o produto realmente vos faz falta ou se é só uma tendência.

Tenham em conta que, de qualquer forma, o produto pode ser muito bom para algumas pessoas mas como tod@s somos diferentes, em nós pode não resultar assim tão bem.

Por isso, de nada serve ler e ouvir se não tivermos acesso aos testes.

Por vezes, até podemos ter a intenção de usar exaustivamente um produto mas afinal verificamos que não é tudo aquilo que pensávamos e acabamos por deixá-lo de lado.

No fim de uma boa pesquisa, vão concluir que por vezes os produtos mais caros podem sair mais baratos do que aqueles que aparentemente são pechinchas.

Um dia destes partilho convosco as minhas descobertas caras que se revelaram baratas e também o contrário.

Costumam ter em conta estes aspectos quando vão às compras? Quais são os vossos produtos de eleição caros que se revelaram baratos depois de os usarem exaustivamente, com muito amor e carinho?

Pele com Sede?

Apesar de andarmos com mais roupa no tempo frio, muitas vezes damos por nós com a pele mais seca e desidratada do que no Verão.

As temperaturas baixas, a fricção da roupa e mesmo eventuais desleixos quanto à hidratação corporal são os principais culpados desta condição, pelo que uma das formas de contornar este problema pode ser investir em hidratantes mais eficazes e nutritivos.

E quem disse que só na farmácia é que encontramos produtos à altura? Hoje a Guida traz-vos o top dos hidratantes que podem encontrar facilmente e sem grandes danos para a carteira. Foram tidos em conta a facilidade de aplicação, textura e eficácia.

  1. body lotion cienLoção Corporal de Óleo de Abacate e Pantenol Cien Sensitive (500ml), 1,99€ – Sim, em primeiro lugar está um produto do LIDL com embalagem enorme e que custa menos de 2€. Não estou a brincar. Considero mesmo que este é o hidratante com melhor relação qualidade-preço do mercado. Hidrata a valer, tem resultados rápidos e duradouros, tem uma boa fluidez que facilita a aplicação, tem rápida absorção e um cheiro bastante suave e agradável. Não se admirem se não a encontrarem nas prateleiras do supermercado, porque a Guida não é a única a saber das boas propriedades desta loção e… Por vezes, esgota.
  2. pink lotionJohnson’s Baby Lotion Rosa (300ml), 4,89€ – A eterna loção rosa fica em segundo lugar. Já a minha avó a mandava vir do estrangeiro quando ainda não havia cá! Sei que há quem tenha aversão ao cheiro, por aqui adoramos. É fluída, é hidratante, cheira a bebé e nunca desiludiu ninguém. Quem nunca recorreu a esta loção para bebé?
  3. hidratante doveLoção Dove Manteiga de Karité (250ml), 6,39€ – Esta foi a minha experiência mais recente com hidratantes de supermercado e não podia ter ficado mais satisfeita. Tem uma textura diferente das duas primeiras, parece que se transforma num líquido quando a espalhamos na pele. É absorvida rapidamente mas deixa uma boa sensação de hidratação por muito tempo. Provavelmente poderia ter ficado em segundo lugar, se o preço não fosse um pouco acima do razoável e se tivesse uma fragrância mais suave. Há quem seja sensível e há quem não goste do cheiro a baunilha que esta loção tem – que é mais ou menos a minha situação. Mas é inegável a sua capacidade de hidratação sem provocar desconforto com peganhices.

Como podem ver, não é preciso gastar muito nem utilizar produtos com texturas pesadas para ter uma pele impecável todo o ano!

Tiras caseiras para remover pontos negros

pontos negros

Tempo para uma dica rápida e fácil, caseira, daquelas que a minha gente gosta.

Já ando aqui com isto enrolado há algum tempo, mas depois de ver a coisa posta em prática pela Michelle Phan, lá decidi fazer eu também e tirar as minhas próprias conclusões.
Ninguém gosta de ter pontos negros, só de pensar no assunto vemos uma imagem feia, nojentinha, asquerosa dessas coisas malvadas que nos dão cabo do juízo.
Nós investimos em montes de produtos, fazemos saunas, fazemos trinta por uma linha. Até há daquelas tirinhas especiais de corrida que trazem tudo atrás, mas são caras, não é verdade?

Pois bem: existe uma solução equivalente mas muito mais barata – gelatina.

Leram bem!
  • Num copinho, misturem uma colher de gelatina neutra em pó e outra de leite. Mexam e levem ao microondas por 10 segundos.
  • Depois, é esperar um nadinha, certificarmo-nos de que a mistura não queima e… Aplicar nas zonas afectadas pelos pontos negros!
  • O resto é conversa, basta esperar que fique tudo bem seco para depois arrancar, tal como as tais tirinhas que encontramos no supermercado.
A Guida garante, o resultado é o mesmíssimo mas a experiência sai bem mais em conta.

Publipt

Publipt
Depois de ler um post sobre o assunto e sendo eu uma pessoa que gosta de amealhar nem que seja às mijinhas muito pequeninas de cada vez, decidi dar uma tentativa ao Publipt.

Afinal, o que é o Publipt?

Basicamente, é um site de PTC (paid to click), ou seja, tal como o nome indica… Pagam-nos para clicar em links. Atenção, ninguém nos obriga a clicar em lado nenhum e os links apresentados não são maliciosos!
Clicamos, aguardamos uns segundos e na nossa conta são creditados alguns pontos ou cêntimos. Há várias formas de clicar, e delas destaco os emails que a Publipt envia, os anúncios “Ganhe por Cliques” e os “Ganhe por Navegar”.
Mais tarde, podemos trocar os pontos por dinheiro, ou vice-versa, e temos uma data de serviços interessantes que podemos “comprar”. Ou então, temos a opção de ao chegar aos 30€ (150000 pontos) e receber o dinheiro na nossa conta.
É bom, não é? Pode levar alguns meses, mas com alguns cliques insignificantes por dia (podemos fazer outras coisas enquanto esperamos que passe o tempo!) já estamos a ganhar mais dinheiro do que antes.
Se quiserem ganhar mais, podem sempre convidar os vossos amigos e assim também vão ganhar sobre os lucros deles. Há seis níveis, o que significa que vão ganhar sobre tudo o que os vossos amigos, os amigos dos amigos e por aí fora até estarem feitos os seis patamares ganharem.

Desta forma, convido-vos a inscreverem-se aqui, o meu nick é dollyhaze e por cada inscrição de amigos estou a ganhar uma comissão!

O mesmo acontece convosco ao convidarem amigos, e é importante que não apaguem o nick de quem vos recomendou, pois de contrário o lucro será distribuído pelos utilizadores VIP (membros que pagam a troco de extras) do site.
Espero estar a ser útil para vocês, já alguém recebeu?
Publipt! Clique Aqui!

Andam a beber o que não devem?

garrafasRefaço a pergunta: por onde andam vocês a beber?

É certo e sabido que faz bem à saúde ingerir uma quantidade considerável de líquidos durante o dia, e fico feliz por constatar que cada vez mais as pessoas prestam atenção a isso e é cada vez mais comum ver a malta de garrafa de água em punho. Euzinha incluída, mas deixei de o fazer há algum tempo.

E o porquê?

Parece que já os meus avós adivinhavam quando nos impediam de beber água das garrafas de plástico que ficavam guardadas no carro, durante as viagens.

Segundo se sabe hoje, as garrafas PET, que são as vulgares garrafas de plástico, libertam substâncias nocivas para a saúde ao fim de algumas utilizações e principalmente se forem expostas a mudanças de temperatura.

Eu não quis acreditar e fui vasculhar na Internet. E a conclusão a que cheguei é que a maioria das fontes (e algumas delas bastante fiáveis) fala, realmente, da toxicidade de alguns dos químicos constituintes das garrafas.

Então, o que se pode fazer?

Eu andava sempre com a mesma garrafinha para poupar dinheiro e problemas ambientais, se bem que as garrafas de plástico são recicláveis (ena, até servem para fazer t-shirts…). O melhor é mesmo desfazermo-nos (ou pelo menos arranjar outro fim) das belas das PET e arranjarmos alternativas.

Hoje em dia, o mercado oferece-nos montes de opções neste sentido e por isso há que saber escolher bem antes de comprar. É verdade que a curto prazo as garrafas de plástico são muito mais baratas, mas passado uns tempos, se fizermos as contas, chegamos à conclusão que já gastámos dinheiro a mais em garrafas destas.

Para além disso, a longo prazo, podemos vir a desenvolver doenças e cancros graças a estas meninas.

É de evitar todo o tipo de garrafas de plástico, sejam elas estas tais PET ou do género das que o pessoal costuma ter quando vai ao ginásio. Não há desculpas, mesmo que seja para guardar água, chá ou seja lá o que for, o melhor é optar por garrafas de vidro.

Já para transportar, a melhor opção são as garrafas de alumínio e da mesma família, tipo Sigg e afins, que são as que acarretam menos riscos para a saúde. Agora até as há bem bonitas, com desenhos e tudo, para ir de encontro aos gostos e preferências de cada um.

São mais caras, é verdade, mas vejam as vantagens: não se estragam facilmente, não têm que as deitar fora ao fim de algumas utilizações e ainda conservam temporariamente a temperatura da bebida que lá meterem dentro. É uma amiga para a vida!

Nas lojas de desporto encontram opções bem acessíveis, sem ligar a marcas nem à bonecada. Creio que comprei a minha garrafa de alumínio de meio litro, azulinha, na Sportzone e custou-me cerca de 3€.

Refaçam as vossas escolhas, cá está algo que é bom para nós e bom para o ambiente.

Só precisamos do que temos

compras vintage

E o resto é supérfluo.

E não venham com histórias, porque se estão a ler este blogue é porque têm um tecto, comida, roupa, conforto.

Ainda assim, podemos pensar na miséria dos outros, lá nos sítios longínquos, que embora passando graves necessidades ainda conseguem sorrir.

Não é por causa disso, no entanto, que vamos encaixar nas nossas cabecinhas que, oh meu deus, somos uns bichos pecadores sem perdão que consumimos o que podemos e o que não podemos. Consumistas, sim.

Se podemos mudar alguma coisa? Podemos e devemos.

Principalmente, também devemos pensar no próximo, seja ele o nosso vizinho ou o filhote que está para vir e ainda nem foi planeado, o esquimó que está prestes a ficar sem gelo, a senhora que está em risco de morrer à fome ou à sede numa África muito seca ou, falando em algo que paira nas nossas notícias actuais, nos milhões de pessoas que neste momento estão a sofrer no Haiti.

No entanto, também não nos podemos esquecer que se correspondemos a um determinado padrão de luxo e conforto foi porque a nossa sociedade nesse sentido evoluiu e quanto a isso nada há a fazer. Será que vocês que neste momento estão sentados ao computador a fazer trabalhos, a ler emails, a pagar contas, a espreitar os blogues e sites do costume abdicariam dele? Ou da Internet?

Será que quem tem uma máquina de lavar loiça abdicaria dela? Só não faz falta a quem não tem, porque está habituado a desenrascar-se de outra forma qualquer. E quem fala numa máquina de lavar fala noutra coisa qualquer.

Por isso, e porque a coisa está preta, convém ponderar muito bem antes de abrir a carteira.

Que podemos fazer para travar (um pouco) o consumismo?

  • Comecemos pelo mais fácil: poupar nas pequenas coisas. Percebem agora o post anterior?
  • E falando em poupar em pequenas coisas, nunca fica mal reforçar que convém pensar muito, muito bem antes de comprar até um bolinho ou chocolate. Será que precisamos mesmo deles? Não! E saem caro para a carteira e para a saúde.
  • Não olhar para anúncios. A sério! Eles fazem-nos mal, as marcas fazem-nos mal. Para além disso, tod@s nós sabemos por experiência própria como em muitos dos casos a publicidade é enganosa. Não há muitas desculpas para cair em erros, com a Internet toda a gente tem direito a falar e o que não falta por aí são críticas honestas a todos os produtos que possamos imaginar: basta procurar.
  • Criar uma wishlist pode ser uma boa ideia. Eu faço-o, prefiro esperar um certo tempo até adquirir o que quero (por vezes até saem modelos melhores e os preços descem!) mas fazer uma compra inteligente. Para além disso, com uma lista percebemos o que realmente nos faz falta e aquilo que é meramente acessório. Quando vamos às compras há também a vantagem de, desta forma, não nos dispersarmos e trazer apenas o essencial.
  • Devemos dar valor ao que temos. Vamos olhar para tudo o que nos pertence e apreciar.
  • Se já não gostarmos dos nossos haveres, temos duas hipóteses: doamos a quem goste/precise ou reciclamos. Por que não? As coisas até ficam mais bonitas só pelo valor do nosso trabalho.
  • Vamos parar de comprar. Vá, sem dramas! Os bens necessários (compras semanais para a casa, transportes, medicamentos) não contam. Por que não experimentam uma semana sem gastar dinheiro em mais nada? Vão concluir que, se calhar, andavam a gastar mais do que o necessário e que afinal conseguem perfeitamente viver confortavelmente sem algumas das coisas do costume. Experimentem cortar nos jornais, por exemplo.

Este post pode soar a tio-patinhice, mas experimentem uma coisa ou outra e vão ver como tenho razão. Olhem para vós e olhem para quem está à vossa volta.

Nós só gastamos porque temos para gastar!

E quem não tem? Já que temos, devemos gastar com responsabilidade. Temos aqui um grande desafio: será que ao poupar conseguimos realizar aquele objectivo especial? Fazer a nossa viagem de sonho? Ajudar quem precisa? Comprar aquela peça XPTO que nunca comprámos porque não tínhamos dinheiro ou achávamos muito cara?

Menos é mais.

Vamos brincar à poupança

mealheiro

Penso que tod@s vocês sabem que estamos em época de crise e que a situação está a ficar cada vez mais feia e que, sim, é possível reverter este problema mas até que isso aconteça vai levar algum tempo.

Portanto, é preciso conter os gastos e ir poupando onde podemos.

É isto que nos ensinam quando somos pequeninos, que não podemos gastar ao desbarato e não acredito que haja alguém por estas bandas que nunca tenha tido um mealheiro!

É possível poupar se cortarem no tabaco, nos pequenos-almoços e outras refeições pouco saudáveis fora de casa (pode parecer ridículo, mas não custa nada levar um saquinho com a comida quando formos para a escola ou para o trabalho! Há tantas opções diferentes e sai tudo muito mais barato e menos danoso para a saúde, acreditem).

Nas revistas que compramos e deitamos fora passada uma semana (hoje em dia não há desculpas para andarmos desactualizad@s: temos toda a informação que quisermos e mais alguma na Internet), nos transportes (dou-vos como exemplo este mês. Não comprei passe porque durante quase metade do mês estive de férias e, portanto, não compensava gastar quase 30€ no passe, que compro durante os meses em que tenho aulas.

Um bilhete daqui a loures custa 0,80€, o que na minha opinião é um exagero. Assim, tento apanhar o autocarro só de manhã, que é quando tenho pressa para chegar à escola. À vinda, ou se tiver que voltar à escola, venho a pé o máximo de vezes possível e desta forma até faço exercício físico) e desta outra maneira que vos vou sugerir.

De há uns tempos para cá, recriei o hábito de ter um mealheiro. Aliás, dois. Num deles, guardo as moedas pretas que o namorado me dá porque não gosta de as ter na carteira (a lata quase já não fecha! Tenho que começar a trocar as moedinhas de 1, 2 e 5 cêntimos por moedas maiores e notas…). No outro, coloco, no mínimo, 0,20€ por dia. Parece ridículo? 20 cêntimos não chegam para nada, não é? Façamos as contas.

Ao fim de 5 dias a colocar 0,20€ no mealheiro, temos 1€.

Não é grande espingarda, pois não? Ao fim de um mês de 30 dias a amealhar 0,20€, temos 6€. Já faz a diferença? Ok, ainda não vos convenci. Ao fim de um ano de 365 dias, amealhámos 73€, o que já tem algum peso, principalmente se forem jovens como eu e dependerem dos vossos pais. Querem mais? Experimentem ir fazendo este jogo com quantias maiores, amealhem todo o dinheiro que não gastaram ao final do dia.

Durante este mês em que não tenho passe, tenho guardado cerca de 1,20€ por dia, que é o que me sobra dos 2€ que a minha mãe me dá para os transportes diariamente. Tendo em conta que recebi esta quantia por 6 dias, já amealhei 7,20€ desde a semana passada só com os trocos dos transportes! Jeitoso, não?

Tentem vocês também ir amealhando e contem-me quanto é que conseguem poupar com aquelas moedas que, aparentemente, não fazem grande festim dentro dos vossos porta-moedas.

Nacos de Soja

strogonoff soja

Comer pode, por vezes, ser difícil.

Se pensarmos na variedade dos alimentos que ingerimos chegamos à conclusão que no meio de milhares ou milhões de espécies, acabamos sempre por comer os mesmos cinco ou seis bichos e outra dúzia de vegetais. O truque está em combinar todos os ingredientes de diferentes formas.

No entanto, porque a vida está difícil ou porque há gente esquisita (como eu, mas reconheço que agora ando menos niquenta) que não gosta de uma série de coisas, parece que temos sempre as mesmas coisas no prato. Assim, torna-se importante a procura de novos sabores. Sem preconceito! Ou pelo menos fingimos que sim.

Costumo navegar em diversos blogues e sites de Culinária, cheios de pratos apetitosos, uns mais do que outros, e com montanhas de coisas novas lá pelo meio.

Eu, fã assumida de tudo o que é bife, consegui engraçar com uma série de pratos vegetarianos, a maior parte dos quais com soja lá pelo meio.

No entanto, só no sábado é que me lembrei de passar na secção dos produtos especiais tipo Celeiro e ganhei coragem para trazer soja em nacos. Por 300g paguei cerca de 1,70€. É justo, 300g dá para imensa coisa e sendo assim é mesmo muito económico, principalmente tendo em conta que tem um prazo de validade bastante alargado: a soja em nacos vem seca em embalagens de plástico, como se fosse massa.

Faltava saber se realmente a soja era boa. Dizem as más línguas que não! Eu não quis acreditar.

E foi hoje que experimentei. Podia ter feito milhentas coisas, mas decidi começar pelo meu prato preferido, decidi ver como ficava a soja com molho de strogonoff.

Segui as instruções da embalagem e deixei a soja de molho em água a ferver por meia hora. Como tive algum medo de não gostar do sabor da soja, preferi juntar logo um caldo Knorr. Diz-se que os temperos e molhos devem até ser adicionados à soja nesta fase em muitos casos, pois são absorvidos de uma forma mais eficaz.

Depois, fiz o strogonoff como de costume. E ficou como podem ver na foto!

Quanto ao sabor… Bem, não sabe a carne. Mas também não sabe mal! Nem sei dizer bem a que sabe, nem sei se sabe a soja. Ficou muito bom. A soja tem uma textura esponjosa, creio que o mais semelhante que consigo encontrar a isto são as moelas, que ainda assim não são tão esponjosas.

Graças a esta mesma textura, tanto o tempero como o molho foram bastante mais absorvidos e foi mais rápido cozinhar desta forma do que com carne.

Fiquei fã! Da próxima, experimento sem o caldo. Ah, e hei-de fazer outros pratos, cozinhando tal e qual como se fosse carne! Para além do frango, do peru, do porco, da vaca, do salmão, do atum e pouco mais do que isto, agora há a soja. É um sabor novo!

Acompanhei com polpa de goiaba, mas esta é assunto para outro post.

Agora, deitem fora os preconceitos e toca a experimentar!