Categoria: Pessoal

Guess who’s back…

Alunos do International Institute of Margaret Morries Movement a praticar exercício na praia em Kent Coast, Inglaterra. Fotografia por Reg Speller, Agosto de 1935.
Alunos do International Institute of Margaret Morries Movement a praticar exercício na praia em Kent Coast, Inglaterra. Fotografia por Reg Speller, Agosto de 1935.

Back again. Pela milionésima vez. Regressei das férias, e embora ainda não ande de volta de grandes afazeres, sinto-me recarregada e cheia de energia e vontade de abrir as janelas e arejar o nosso estaminé.

Estou mais esturricada que um conguito e, descontente, continuo a aproveitar estes dias de sol e calor que Setembro tem trazido. Afinal, ainda é Verão e eu posso!

O problema agora é não saber muito bem por onde (re)começar a escrever. Que querem que vos diga? Tenho muitos rascunhos e ideias na manga. Aborrece-me, porém, que algumas delas possam vir fora de prazo, já que se referem a uma estação quase caduca e bem sei que muit@s de vós já só querem saber do Outono, das botas e das mangas compridas. Pois aqui vos digo de minha justiça: por mim, poderia ser Verão todo o ano, que eu gosto é suminhos e pele ao fresco.

Estou mesmo, mesmo na recta final do meu curso (que já devia ter terminado há quinhentos anos) e com os nervos em franja. Estou tão fartinha da minha faculdade que nem vos digo, nem vos conto! Já agora, há por aí alguém que tenha entrado no Ensino Superior este ano? Parabéns e boa sorte a tod@s, e que os estudos vos corram pelo melhor!

Têm visto a minha vidinha boa pelo Instagram?

Em coma digital

Bettie Page. Autoria desconhecida
Bettie Page. Autoria desconhecida

Estou, à força, desligada da máquina. Quase! É que Agosto é, por predefinição, o mês das férias. Já sabem que em Agosto não quero nada com Lisboa. Bom, no resto do tempo também não sei se sou assim grande fã da cidade, mas essa é a história que vocês já estão fartinh@s de saber.

Pois bem: tenho um rascunho enorme de coisas para postar mas a Internet, essa bandida que nunca está acessível quando é necessário, não coopera. O sinal é fraco, o cenário só piora quando se fala de rede móvel e dados, e utilizar o WordPress ou consultar o email são filmes dramáticos, daqueles pesadões que nos deixam a chorar baba e ranho. Eu creio que liguei o aviso das férias do Gmail, mas se enviaram alguma coisa e não receberam notificação nem resposta, não estranhem e tenham piedade aqui da je. Limito-me às coisas rápidas do costume como o Facebook (esqueçam as páginas, que é toda uma outra app daquelas que só dá sarilho a quem tem net tão fantástica como a que havia em 2001), o Instagram e pouco mais. Descobri que o Pinterest até funciona bem por estas bandas e tenho andado entretida por lá.

Por isso, se quiserem ver o que se tem passado comigo, encontrem-me nesses sítios todos com o username do costume: aguidaequesabe. Já agora, que estamos com as mãos na massa, alguém me explica no que consiste o Dubsmash? E ninguém tem perguntinhas para me entreter a responder no Snapchat?

Até ao final do mês, é mais ou menos esta a lengalenga. Valham-me os passeios, as pinturas e restauros, os cadernos e eventuais visitas do meu rapaz (ui ui, sim, há novidades, há um namorado lindo e fofo que me dá beijinhos e flores e que até já conhece a minha família e a terrinha do coração!). Logo falaremos melhor.

Bolhas, bolhas, bolhas

Não sei o que se passou ao longo do meu processo de crescimento, que parece que agora é que tenho pés de bebé.

É raro os meus pés sofrerem. Sofrem com os saltos altos demoníacos do costume, mas ficamos por aí. Faço caminhadas infinitas e nada se passa. Ando descalça e nada se passa. Calço chinelos de enfiar os dedos, rosinhas, fofinhos e inofensivos e… Tungas. Toma lá um escaldão na planta dos pés. Ali. Bolhas gigantes e incómodas. Nunca tal me tinha acontecido e os chinelos nem sequer eram novos nem de plástico/borracha, daqueles que uma pessoa sabe a léguas de distância que não são uma boa escolha. Não era o caso destes. Agora, parece que só estou bem com os pés de molho.

Espero que seja um mal breve e que não aconteça novamente. Fiquei com um pó aos chinelos que acho que nestes dias de calor extremo começo a andar mesmo com sapatilhas e meias. Pelo menos, essas não me roem os pés! Só me apetece praguejar contra a indústria da chinelada. Nota para mim mesma: chinelos Havaianas. Só Havaianas!

Ó Santo Antoninho,

A ver se é desta que nos entendemos. Tenho cá para mim que estas choraminguices dos últimos dias são por minha causa, não é? Ficas triste cada vez que pensas nesta criaturinha miserável que só faz asneiras e pões-te a chorar, qual São Pedro disfarçado. Pois já te vou dizendo: a culpa é toda tua. Preparas uns arranjinhos mal feitos, e depois é isto!

Eu bem que te acendo velinhas (a ti e a eles!), eu bem que sou uma menina bonita, educada, bem aparentada, desenrascada, agradável e tu só me trazes mafarricos. É assim a nossa vida?  Vê lá bem se fazes melhor o teu trabalhinho, que já caio mais aos 30 que aos 20 e não me está a apetecer ficar para tia. Ouviste?

Olha que eu vou à tua festa mais logo, sou muito tua amiga e mereço mais que isto. Sim? Estamos entendidos?

Argent Makeup para as Newbies

Já foi há algum tempo que chegou o pincel nº 202 da Argent Makeup, e eu ainda não vos tinha falado dele. Como a marca já tem uns aninhos e, entretanto, muitas pessoas novas chegaram aqui ao burgo, melhor do que falar só do pincel, achei que poderia ser interessante dar um lamiré a todos os modelos que já existem e falar um bocadinho sobre a marca com a quem a sonhou e concretizou, a Tânia do La Femme d’Argent. Já sabem que tenho muito jeito para os vídeos (não, não, não!), mas melhor do que escrever é falar e, por isso, resolvemos gravar o vídeo acima.

202girly

Caso queiram dar uma espreitadela no que já foi dito por mim sobre a marca, podem sempre fazê-lo clicando aqui. Com tudo o que já foi dito, não é necessário alongar-me muito mais, já que poderão ver a apresentação do pincel mais recente e até já falo da minha experiência. A questão do tamanho, que é uma espécie de “intermédio” do que é habitual encontrar num pencil brush, para mim é fulcral!

Como complemento, deixo-vos um outro vídeo que gravámos quase em simultâneo para o canal da Tânia, com as nossas respostas à tag Espelho Meu, que anda a circular por muitos blogs e canais.

Problemas Periféricos

Sou uma pessoa bastante extrovertida e comunicativa. Conheço pessoas novas com muita facilidade, adapto-me (quase) a qualquer ambiente e não sou nada preconceituosa com os meios onde nos conhecemos uns aos outros. Do melhor que a Internet me trouxe desde o início, tenho de destacar os amigos.

Um dos problemas deste mundo virtual, que é em simultâneo uma vantagem, é o facto de estarmos escondidos atrás de um teclado e de um ecrã. Eventualmente, ficamos mais à vontade para conversar e dizemos mais facilmente o que nos dá na telha. Contudo, é necessário nunca esquecer que continuamos a ser pessoas, falamos com pessoas e, como tal, não podemos deixar a boa educação de lado. Bem sei que há que não a tenha, logo à partida, e é uma pena que estas pessoas tenham o mesmo direito que as restantes a comunicar, porque o output é completamente desagradável e desnecessário.

Num destes dias, por sugestão de uma amiga, instalei uma app de uma rede social manhosa. Repito, não sou nada preconceituosa com os meios de conhecer pessoas, e apesar do que se diz do Badoo, optei por instalar a tal da app.  Mal sabia ao que ia, mantive aquilo instalado por uns dias (por não conseguir descobrir como desactivava o raio da conta) e fugi. Sim, é assim tão mau, ou pior. Não tinha muita coisa no meu perfil: tinha uma selfie, poucos detalhes sobre a minha pessoa, que estava ali só para conversar e que não metia conversas, tampouco dava trela a mal-educados. Qualquer pessoa pode enviar-nos mensagens por lá. Que dizer da chafarica, no geral? Homens feios e desesperados, sem maneiras nenhumas. Se forem na vida real como são por ali, pois que acredito que não arranjem namorada alguma. 

badoo1 badoo2

Tirei prints a tudo (fotos, perfis e tudo o que encontrei), just in case, mas aí têm uma amostra do que se passou. Alguém consegue explicar-me o que é que passeia na cabeça das pessoas para serem assim? A sério que conseguem dormir bem dirigindo-se assim a quem quer que seja?

coiso

Houve um desgraçado a quem, tendo parecido íntegro inicialmente e mantido uma conversa coerente, decidi dar outro contacto. Sem qualquer tipo de interesses românticos, porém. Dei a mão, puxou o braço, tive que o bloquear noutras redes sociais e perante este chega para lá decidiu partir para os insultos e javardices por todos os meios que conseguiu, incluindo na página do blog. Ah, pelo ícone da foto, conseguem perceber o que faz da vida. Não se sentem seguras por saber que é gente desta que se responsabiliza pela defesa do nosso país?

A sério que estes espécimes não concebem nem aceitam que as mulheres não estão interessadas no que quer que seja com eles? Eu pensava que vivia num país desenvolvido e civilizado, onde o respeito é um conceito que toda a gente conhece e pratica. Afinal, parece que estou enganada. Há por aí uns bicharocos que envergonham outros exemplares do mesmo género e a minha única esperança é que nunca se multipliquem! Ninguém merece.

Minhas amigas, aqui vos digo: se pretendem instalar apps para conhecer pessoas, evitem esta, que já sabem o que pode suceder. Os senhores que criaram o site e a app não têm a culpa, mas a verdade é que há muitas vulnerabilidades e falhas de segurança para quem a utiliza, mesmo tendo em conta o propósito inicial da utilização. Eu fiquei com muito nojinho e não recomendo a ninguém. E não se esqueçam que com esta ou qualquer outra rede social é preciso ter muito cuidadinho!

[Já agora, desculpem lá sujar o blog com um assunto medíocre destes que nem deveria existir, não fosse o mau carácter de algumas criaturas de uma espécie diferente da nossa.]

Entendidos em mochilas, onde andam?

Imagem de fonte desconhecida
Imagem de fonte desconhecida

Chega o sol e o calor, aproximam-se as férias, e o drama de fazer malas é uma realidade daquelas que assustam muito. Tento ser organizada e prática quando organizo as bagagens, mas nem sempre consigo. Habitualmente, prefiro mochilas a malas ou trolleys porque posso transportar mais facilmente a carga sem estar dependente de terceiros.

As mochilas têm as suas desvantagens e a principal, no meu entender, é o facto de boa parte delas não ter divisórias práticas e funcionais. Os fechos, muitas vezes, também não ajudam. A qualidade dos materiais também é questionável e só damos valor a esta variável quando já temos as costas todas desfeitas.

Avizinha-se uma época de acampamentos e viagens e começo a ver a minha vida a andar para trás quando percebo que a minha mochila de campismo, velhinha que só ela, está a pedir a reforma. Nunca fui grande fã dela, mas tem muitas histórias para contar. E é gira, em tons de tijolo e amarelo.

Agora, instala-se a questão: onde é que encontro uma mochila como deve ser, gira e funcional? Não precisa de ser gigantesca, até era bom que desse para ser funcional no dia-a-dia. Mas tem de ser compatível com carga para um fim-de-semana em viagem/campismo, incluindo a possibilidade de levar uma esteira e um saco-cama.

Sou fã da North Face, mas não me apet€ce muito ir por aí. Não sei se as opções das lojas mais comuns (Decathlon,  Sport Zone, …) compensam. Gosto das Camelbak mas não sei se dão para o que pretendo. Se alguém puder ajudar, agradecia mesmo muito!

[Ah, também tenho andado a bisbilhotar sacos-cama como deve ser, múmia, mas deixemos essa conversa para outra altura…]

Estou aqui!

Marlene Dietrich em Seven Sinners (1940)
Marlene Dietrich em Seven Sinners (1940)

Haverá namoro pior que aquele onde as palavras falham e as ausências se vão prolongando? Eu não sou pessoa de pedir tempos, e tenho a certeza que a nossa história não acabou, mas sei que não tenho sido uma boa parceira. Encaremos este nosso compromisso virtual, onde escrevo e vocês procuram ter o que ler e o que ver, como uma espécie de poliamor. Modernices.

Nestas coisas dos projectos, dos amores e das famílias, creio que todos concordamos que têm de existir princípios de equidade. A atenção deve ser distribuída de forma justa e conforme as necessidades existentes. Neste momento, a Enfermagem, essa chata, requer de mim muito mais investimento. Eu própria, que tenho passado bocados complicados, chego ao ponto de quase arrancar cabelos e preciso de gostar mais de mim e dedicar mais tempo ao meu sossego.

Não quero que vocês vão embora. Isto não é o nosso fim! Quero que se lembrem que sempre depositei muito de mim neste projecto, e até tenho trabalhado (embora eventualmente não reparem) nos detalhes e floreados do nosso blog. Será pedir de mais que continuem por aqui?

Ah, no meio do turbilhão que tem sido a minha vida, ainda vou apanhando no ar algumas histórias das que vão acontecendo. Ouvi, por estes dias, umas poucas baboseiras ditas por tolinhos que afirmam ter blogs e serem bloggers. Houve quem ficasse ofendido, mas a verdade é que o melhor é nem passar bilhete. Logo lhes passa a febre, tal como acontece com as crianças quando se lhes dá a última novidade do mundo dos brinquedos e já pouco querem saber deles passado três dias. Aos que julgam ser o Sol, basta deixá-los sozinhos no seu universozinho de poeira e cotão rosa-piroso.

Quem gosta de escrever para os outros genuinamente não deve sentir-se diminuído com parvoíces destas. Quem gosta de ler vai sempre saber quem pode visitar. Por mim, com toda a humildade possível, garanto que enquanto houver Internet, terão de me aturar. Nem que, por uns tempos, seja assim em modo relâmpago!

Problemas de Logística

Imagem de fonte desconhecida
Imagem de fonte desconhecida

Quando chegam as meias estações e tenho de fazer mudanças de roupas e sapatos (que aqui não dá para ter tudo a jeito e exposto durante todo o ano!), fico sempre com uma dor de cabeça que nem vos digo, nem vos conto.

Bom, a verdade é que a minha dor de cabeça não se fica pelas meias estações. Creio que posso dizer que todas as semanas, todos os dias, o filme se repete, para que vejam o caos em que vivo. Para não vos massacrar muito com o assunto, vou ficar-me por uma pequena fracção da história. Senão, aposto que iriam sair daqui com uma dor de cabeça como as que tenho.

Considero que não tenho assim tanto calçado quanto isso. Vá, se calhar tenho mais que as pessoas normais. Tenho algumas dezenas de pares. Possivelmente, já passei a centena. Estimo muito os pares que tenho e duram anos, mesmo quando os uso exaustivamente. Quando têm visíveis sinais de desgaste, descarto-os logo ou levo ao sapateiro caso tenham remédio.

Tento manter o tipo de calçado organizado por caixas ou sacos de modo a ter todos os pares de uma mesma família (sapatos de salto, sapatilhas, sandálias, sabrinas, botas, …) organizados, simplificando a tarefa de vislumbrar todas as opções na hora de as escolher. Não é que, mesmo assim, dou por mim invariavelmente com uma guerra de sapatos instalada no chão do meu quarto todos os dias?

E arrumar tudo? Não há espaço. Divido o quarto, não sou só eu e não grande arrumação. Tenho caixas debaixo da cama, mas não chega. Tenho caixas empilhadas ao fundo da cama, mas não chega. É um pesadelo. Não sei o que é pior: arrumar tudo direitinho ou ter de desarrumar tudo para ver o que tenho. É um filme, uma tragédia.

Já está na altura de me pirar do ninho e encontrar o meu próprio lar, com direito a closet e tudo…

Será exagero?

Imagem recolhida do Tumblr. Fonte desconhecida.
Imagem recolhida do Tumblr. Fonte desconhecida.

Sou exagerada e friorenta em proporções quase iguais. Durmo de botija e, se preciso for, em Agosto não esqueço as meias de lã. Ninguém merece ter os pés frios. Contudo, não posso sentir no ar os aromas da Primavera nem ver um raio de sol, que quero logo andar de perna ao léu e pés semi-descalços.

É simples: não gosto da cor de lula do tempo frio e tampouco me sinto confortável de meias que se colam à pele. E os collants terríveis que teimam em esburacar-se num ápice? Não há quem aguente.

Consta que até ao final da semana as temperaturas serão amenas durante o dia. Preocupa-me estagiar num local mais fresco que a restante Lisboa, mas para o tempo que levo a sair de lá e deslocar-me para qualquer outro sítio, acho que já dá para arriscar.

Eu bem sei que ainda regressará o tempo frio, mas nos tempos que correm há que aproveitar as abébias que o São Pedro nos dá, certo? Tenho tantas sandálias e sabrinas bonitas, já para não mencionar as sapatilhas de lona, que pedem tempo assim para poderem sair à rua. Estou farta de botas, que martírio. Serei a única? Será exagero?