Categoria: Pessoal

(Quase) 3 Meses Depois

baby girl
A minha Teresa, já com dois meses e meio, a ficar com muito cabelinho.

Ainda não estou operacional.

O que quero dizer é que, olhem, bem, não sei muito bem o que quero dizer. Estou um bocado (grande!) desorganizada nesta nova logística da maternidade. Até era menina para escrever que admiro muito as mães que conseguem fazer 1001 coisas sozinhas, muitas vezes com mais que um filho, mas já descobri (em boa parte, pelos milhentos baby blogs que existem hoje em dia) que é tudo uma grande peta e que não há cá histórias de milagres e mares de rosas: há poses para as fotografias e, quase sempre, empregadas domésticas pelo caminho.

família

Já nasceu a Teresinha!

Não é novidade para vocês, já que fui minando o Instagram e o Facebook com fotografias que acusam a existência da minha pequenina linda. O parto custou um bocadinho, mas correu tudo muito bem, recuperei rápido e tem sido uma alegria. Logo explico tudo, tudo. É que isto de voltar à escrita é muito bonito, mas tenho muito para contar e pouco tempo para escrever. Quem inventou a licença de maternidade deveria ter-lhe chamado licença de adaptação a pequenos seres com muita personalidade e muito dependentes da mamã/mama!

Há meses que digo “é hoje que vou postar”.

Tenho rascunhos e tenho ideias. Quando olho para o relógio, passou mais um dia e eu continuo com muitas tarefas pendentes. Sigam o meu conselho: não combinem mudanças com ter filhos. Guardem estas aventuras para momentos diferentes da vida, ou darão por vós como eu, que já cá tenho a garota e a minha casa ainda parece um estaleiro de obras. Escusado será dizer que a Teresa nasceu em Julho e em Outubro ainda não tem o seu quarto pronto. Sabem que mais? É porque também não lhe faz falta, que ainda dorme comigo e com o papá no nosso quarto.

Resumidamente, muito resumidamente, é isto que vos digo. Os meus dias consistem em cuidar e mimar muito a Teresa, tentar descansar qualquer coisa (acreditem que é muito complicado quando há uma bebé linda mas muito chatinha e que mama exclusivamente e em livre demanda) e fazer algo pela casa. Só agora é que começo a ver tudo mais composto e, ainda assim, escrevo-vos quase às 3 da manhã de um feriado.

Estou de volta!

E espero que vocês não tenham fugido. Muito obrigada pela vossa compreensão.

babywear

Finalmente, a recuperar.

pós parto
Fotografia tirada a 12 de Agosto. Perdoem a qualidade!

Está tudo a voltar ao sítio.

E muito mais rapidamente do que esperava. Passado praticamente um mês, já consigo vestir toda a minha roupa de antes de estar grávida. Apesar de não estar tudo nos conformes e “engomadinho” (nunca tive uma barriga lisinha, lisinha, é verdade), até estou para me atrever a levar biquinis bonitos para uns diazinhos de praia fluvial.

Sabem o que foi pior na gravidez? Isso, fartei-me de me queixar do edema. E sabem o que é ainda pior? Desengane-se quem pensa que vai tudo embora depois do parto, porque ainda andei coisa de duas semanas em modo balão. Não sei se os pés vão voltar ao que eram, porque já voltei ao peso pré-gravidez, o inchaço generalizado já passou mas há sapatos que não voltaram a servir.

O corpo muda e não volta ao que era.

Parece que é mesmo verdade, mas não é necessariamente mau. Vou acreditar que ainda passou pouco tempo e que, naturalmente, ainda há muitos achaques que hão-de resolver-se por si só. No demais, e espero que isto possa ser elucidativo para quem tem medo dos efeitos da gravidez, ainda bem que o corpo não volta ao que era porque acredito piamente que vai ficar melhor.

Visivelmente, e embora hajam partes no meu corpo que ainda estão meio deformadas, estou mais magra e com curvas mais equilibradas. Gosto muito das mudanças de ser mãe!

O quê, saldos?

Saldos

Devo ter emigrado para outra galáxia e agora que estou de regresso à Terra, toda a gente fala de saldos e promoções. Duh! Pois claro que sim, estamos em Julho. Noutras alturas, lá estaria eu à caça de boas pechinchas para complementar o que já tenho e colmatar algumas falhas.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (ou necessidades): não sei se é temporário, mas este ano está (quase) tudo a passar-me ao lado. Especialmente nos últimos dois ou três meses, já que há demasiadas coisas para fazer e tratar a cada dia e o resultado é chegar à hora de dormir completamente estoirada.

Para ajudar à festa, quando mudamos de casa ou vamos ter um bebé (por aqui, incluo-me em ambos os grupos), parece que a nossa cabeça fica automaticamente programada para só olhar para as tralhas do lar ou coisinhas fofas para crianças. Ah, que sou um bocadinho egoísta e não estou preparada para deixar de pensar em compras para mim para pôr as de outra pessoa à frente – se é este o (ou um dos) argumento que vos leva a adiar a maternidade, minhas amigas, deixem-se de tretas.

E querem saber mesmo se tenho, sequer, vontade de olhar para montras de roupa, sendo que pouco posso comprar com este barrigão, desconhecendo o que o futuro próximo me reserva? E os cosméticos? Sinto-me pegajosa com este calor, para além de que descobri (mentira, só não quis ver o que esteve sempre à minha frente!) que os tenho em demasia e não há nada que me faça falta.

E é isto: o que em tempos foi, para mim, um grande turn on, agora está a passar-me completamente ao lado. Saldos? Só se forem nos domínios da decoração, em especial para o quarto da miss.

Estarei a perder grandes oportunidades? Por favor, elucidem-me!

Bebé A Caminho – 37 Semanas

Onde é que tinha ficado na história da minha gravidez?

Gravidez 36 Semanas
Fotografia tirada às 36 semanas + 6 dias.

Já passaram quase 10 semanas desde que fiz o último post deste género. Na verdade, a minha ausência foi predominante aqui pelo blog, mas foi por uma boa causa – finalmente, entrámos no processo de mudança de casa e no meio de obras, restauros, desarrumos e arrumos (mais tarde, falarei melhor deste processo), não tenho tido tempo para escrever. De todo! Nem Internet, mais ou menos. As velocidades são uma treta e por vezes nem sequer consigo dar aquele olá básico nas redes sociais, que ajuda a deixar toda a gente mais descansada. Mais uns dias, mais uns dias e parece-me que tudo volta a entrar nos eixos. Por quanto tempo? Não sei.

Ora, está tudo muito longe de estar pronto e a minha filhota estará aqui connosco a qualquer momento. Dizem que as últimas semanas são as que mais demoram a passar, mas a mim parece-me que o tempo continua a voar.

Tendo em conta todos os sintomas e queixas habituais desta fase, deixem-me que vos diga que tenho vivido uma gravidez santa: nada de enjoos, há várias semanas que não sei o que é a azia, nada de incontinência e durmo na maior, com excepção feita a algumas cãibras (que já eram minhas conhecidas anteriormente) e viagens à casa de banho.

Ecografia 3º Trimestre
Imagem da ecografia do último trimestre, às 32 semanas.

Sabem que mais? Das 33 semanas para agora, até perdi peso e volume. Ainda assim, não consegui escapar ao edema de que vos falei. Agravou-se, e embora tenha algum controlo, os meus pés parecem paiolas.

Com a miss Teresa, também não há muitas novidades.

Não, ainda não nasceu. Assim que acontecer, estejam descansad@s, eu aviso! Continua a mexer-se muito, é uma crescida (na ecografia das 32 semanas, tinha uma estimativa de peso de 2130g), está posicionada nos conformes para nascer e tem umas grandes bochechas, tal mãe, tal pai. CTG? Só para depois das 38 semanas.

O quarto dela não está pronto, nem perto disso. Não estou muito preocupada porque, quando ela nascer, não é lá que dorme. A cómoda está pronta e arrumada, o ovo a jeito e o saco pronto. O dela! O meu ainda está a ser arrumado.

Gravidez 35 Semanas
Fotografia tirada às 35 semanas + 4 dias.

Contrariamente ao que podem pensar pelas fotos, se fiz 3 horinhas de piscina este ano, já foi muito. Gostava de ter tempo para mais, que a água fresca sabe que nem ginjas!

Estou a atravessar um dilema: por um lado, o calor é insuportável e começo a sentir alguns entraves à mobilidade habitual. Por outro, dava mesmo muito jeito que a miúda se mantivesse cá dentro, no seu T0 amniótico, até às 40 semanas.

Pés de Balão

Ora, contei-vos que estava a conseguir controlar bem o edema dos membros inferiores, não foi? Partilhei um montão de dicas preciosas sobre o assunto e até vos falei das meias que tenho utilizado e que se revelam muito eficazes.

Edema Pés

Imaginem, então, se não tivesse o menor cuidado. A rondar os 8 meses de gestação, posso dizer que ostento umas belíssimas paiolas no lugar dos pés. Diziam vocês, grávidas e mães de serviço, que a coisa só se tolera com chinelos Havaianas? Balelas, não tenho outra forma de vos responder. São do mais desconfortável que se pode calçar nesta fase, por serem tão rasos.

Só estou bem com uns ténis Adidas Zx Flux que comprei há uns meses, mas não posso calçar sempre a mesma coisa e muito menos passar estes dias escaldantes com os pés fechados.

Tinha esperança que os meus pés aumentassem, efectivamente, um tamanho. Aliás, tenho sido salva por modelitos no tamanho acima do habitual que tinha na colecção (com palmilhas ou porque sim, mesmo não calçando), que continuam a ser compridos de mais. Tenho pés maiores, sim, mas só para cima e para os lados! Ao ponto de, adivinhem – algumas das minhas Havaianas nem sequer servirem!

Impera o desespero e o desconforto, e seja o que Deus quiser durante o próximo mês. Já falta pouco, é o que vale.

Meia cá, meia lá.

casa nova

Querem um resumo dos meus últimos dias? Ora, cá vai ele: eu e a Teresinha estamos bem, mas andamos envolvidas em grandes empreendimentos e a alta velocidade. Tento manter-me calma, mas nem sempre é fácil.

Faltam menos de 10 semanas para a madame nascer e só na sexta-feira passada é que iniciámos as limpezas e mudanças para o palácio. Imaginam o caos? Mais tarde, falarei melhor sobre esta odisseia. Não me envolvo em esforços enormes, mas tenho de fazer o máximo dentro daquilo que ainda consigo e é claro que a família tem sido imprescindível e impecável ao longo do processo.

Ando cansada e toda marreca, mas também consigo dormir melhor. E estou confiante e optimista, e sei que tudo estará nos conformes quando for altura de a Teresa nascer. E se eu consigo, fica aqui o meu incentivo para quem está a passar por situações semelhantes (de voltas muito drásticas na vida que nos levam a questionar se somos capazes de dar conta do recado): vocês também conseguem, que com jeitinho e boa vontade tudo se compõe. Força!

E é isto. Basicamente, o que vos queria transmitir é que está tudo bem mas que mal tenho tido tempo para escrever, concluir rascunhos, enfim… Dar conta do recado! Obrigada por estarem desse lado ♥

Será que vai sair à mãe?

Moda Bebé
Eu, na minha primeira visita ao Zoo de Lisboa. Fotografia tirada em 1991.

Há coisas na vida que não podemos escolher ou prever.

Calham-nos na rifa, tal e qual como nas quermesses das festas populares, sem que tenhamos grande voto na matéria. Saiu-nos o bibelote, ora temos que ficar com ele. É assim com a genética, com a que temos e com a que passamos aos nossos descendentes.

Tenho de vos confessar que estou cada vez mais curiosa com a minha Teresinha. O pai é lindo, creio que também não estou nada mal. E o feitio, será que vai puxar ao mau humor de ambos? A quem se vai assemelhar mais?

Eu sei que o que importa é que seja saudável e feliz.

Mas gostava muito que se assemelhasse a mim nalgumas coisas. É uma questão prática! Eu estimo muito o que tenho e guardo muitas relíquias na ânsia de um dia poder passá-las à descendência. E se agora a miúda me sai gigante e não pode vestir e calçar o mesmo que eu? Já viram o transtorno?

Seria tão giro poder partilhar o closet daqui a uns anos como insustentável arranjar espaço para armazenar mais outro tanto de vestuário e acessórios de mulher. Que eu vou ser uma mãe fixe, e bem sei que precisamos de muito espaço para as nossas coisas.

Eu sei que penso muito à frente, mas alguém tem de o fazer. E não levem isto a peito, que bem sei que é uma questão trivial. Mas que me deixa a imaginar muita coisa, deixa! Será que a minha filha vai ser como eu?

O dia em que o meu irmão quis adoptar um mini porco

Mini Porco
Porquinho fofo. Imagem de origem desconhecida.

Reza a história que, há uns dias, o meu irmão chegou a casa com ideias de trazer um mini porco. Que era pequenino, fofinho, de tamanho mini, que era um colega que tinha uma quinta e que lhe dava um se quisesse. A minha mãe não se opôs muito à ideia (aiii, que diz que não fica muito grande!). O meu pai, por sua vez, ditou logo que tal bicho só poderia habitar no panelão.

Faça-se aqui uma pausa: eu também sou doidivanas e garanti ao meu irmão que, caso trouxesse o piglet fofo, que eu não o deixaria ficar desalojado. O L. disse logo que um porco é um bom “investimento”, que sempre se aproveita para febras e enchidos. Claro que eu nunca deixaria que tal catástrofe acontecesse, parece-me que até deixaria de comer carne de porco.

Até fiz logo o baptismo do bicho mesmo sem o ter por cá: por que não chamar-lhe Jámon, ou Kevin (ai o trocadilho…)? Chouriço também era uma boa hipótese, e se fosse fêmea sempre haveria a possibilidade de chamar-se Febra ou Bochecha. Por que não Dobradinha?

Não sendo um cão, e sendo um filhote, aposto que até a Nina se derretia com o porquinho e ainda o adoptava. Imaginei-me a levá-lo à veterinária: ela já deve pensar que somos doidos, que já tivemos dois coelhos bravos. Já sugeriu que ficássemos com dois “exóticos” que lá foram parar, uma gaivota e um porco espinho. A Nina, sendo um dos casos mais antigos e bicudos por lá, já faz furor. Imaginem se aparecesse com um mini porco!

No fim da história, houve aquela parte chata em que nos enchemos de bom senso e decidimos que não podia ser e que não iria ser justo para o suíno fofo. Iria precisar de um quintal, que não temos. Iria precisar de muito método na sua alimentação e educação, que não temos. Já estou mesmo a ver no que daria deixar um animal pequenino dormir nas nossas camas para depois lhe dizer, em crescido, que já não pode ser. Iria de precisar de muito espaço dentro de casa, que não temos. E um mini pig é bicho para pesar, no mínimo, 40 ou 50kg em adulto (ronda só o meu peso habitual!).

Talvez um dia, quando for uma velhota do campo reformada, ou quando me sair o Euromilhões e puder, efectivamente, viver numa zona mais rural na periferia de Lisboa se concretize esta ideia…

Bebé A Caminho – 28 Semanas

Gravidez 28 Semanas
Fotografia tirada às 28 semanas + 2 dias.

É muito esquisito pensar que, neste momento, faltam menos de 12 semanas para chegar ao fim desta aventura e ter a minha Teresinha cá fora comigo. Não sei bem se continuo a achar que o tempo passa depressa demais (que passa!), se me parece que Julho nunca mais chega porque o último trimestre de gestação chegou com grande pompa e circunstância.

Tem sido um martírio tentar dormir: não encontro uma posição confortável, estou sempre a destilar e perco a conta às viagens ao quarto de banho. E as litradas de água que bebo por dia? A isto, juntem os pontapés da madame, que começam a ser muito pouco simpáticos.

Fora esta parte menos boa, tudo corre bem. Finalmente, o tempo tem dado chances de sair de roupa mais fresca sem parecer doente, praticamente deixei de inchar que nem um balão desde que fiz das meias compressivas as minhas melhores amigas, mantive o peso e sinto-me gira com este barrigão muito redondo.

Gravidez 28 Semanas
Fotografia tirada às 28 semanas + 2 dias.

O L. tem sido impecável, como é costume, atura as minhas macacadas todas e está sempre presente para tudo e mais alguma coisa. Podia ter pedido mais ou melhor? Nem pensar! A nossa Teresa concorda comigo e já reage, e bem, à presença do pai.

Vejam bem, eu que sou uma pessoa extremamente nervosa e ansiosa, até me tenho portado muito bem perante a lentidão do processo de mudanças e com a possibilidade de ter um problema de saúde mais ou menos complexo. Não sei onde fui buscar tanta calma, mas espero permanecer assim, serena, e que para a semana já esteja tudo resolvido e pelo melhor!

Medos, medos e mais medos.

Uma dica para quem nunca passou pela gravidez mas quer filhos um dia: abstraiam-se de leituras exaustivas sobre o assunto. Evitem os fóruns de mães e grávidas. Não dêem ouvidos às histórias más que vos possam contar.

Mesmo que saibam algumas coisas sobre o processo da gravidez e do parto, ou que decidam consultar algumas fontes teóricas, tentem não matutar muito nas dores, problemas e detalhes desengraçados.

É que, senão, dão por vós a sofrer por antecipação quando na verdade até podem nem passar por 1/100 do que vos é descrito.

Se eu consigo fazer o que acabei de vos dizer, perante um potencial diagnóstico chato? Isso já é outra história…