Categoria: Pessoal

Abençoado 13 de Maio

pastorinhos fátima

Eu e a religião não somos lá muito amigas, mas gosto de estar de bem com as divindades todas. Se são bênçãos, eu quero. Se é respeito, eu tenho. Sou agnóstica, a minha família é católica e, só pela graça, tenho as minhas simpatias com alguns símbolos relevantes. E posso não ser religiosa mas tenho muita fé.

Bem sabem, tenho o meu carinho pelo Santo António. O número 13 é uma coisa cá nossa e, desde o ano passado, o 13 de Maio passou a ser uma data especial. Pastorinhos, Nossas Senhoras e Papas de lado, o 13 de Maio para nós foi, na verdade, o habemus casa.

Foi há um ano atrás. 13 de Maio, sexta-feira. Sexta-feira 13. Ligam a estas coisas? Bom, andávamos há meses a lutar pela nossa casinha linda que é mais do que alguma vez poderíamos ter imaginado. Eu estava grávida, bem grávida. As burocracias eram muitas e o tempo era pouco. Houve mais pessoas interessadas. Não tínhamos assim tantas hipóteses. Estávamos a ficar assustados, desesperados. Contrariamente ao que seria de prever, a casa é nossa.

Foi neste dia, há um ano atrás, que tudo ficou formalizado. A casa é nossa! Ainda está longe de ficar perfeita, à nossa maneira, mas é nossa, tem as nossas coisas, arrumadas ao nosso jeito, conforme as nossas regras. Tem o nosso cheiro. É o nosso lar.

O que se seguiu foi engraçado. Começámos as obras e limpezas no dia 14 de Maio. Mudámo-nos a 14 de Junho. A Teresa nasceu a 14 de Julho. Se fosse de propósito, não teria acontecido assim! Mas estas são histórias que ficam para outro dia. 2016 foi um ano do caraças!

Ó mãe, arranja-te!

dia da mae

Passo mais tempo que o desejável em casa. Tenho o privilégio de ficar com a Teresa a tempo inteiro até ao seu primeiro aniversário e à entrada para a creche. Adoro poder estar (quase) sempre com ela, mas é algo que implica muitos sacrifícios e que, por vezes, me leva ao desespero.

Uma das coisas que mais me aborrece actualmente é a falta de estímulos diários e novidades. É sempre muito do mesmo, tentar completar tarefas básicas que nunca ficam concluídas de uma só vez, ver os mesmos sítios a cinco minutos de casa, falar (ou ouvir) as mesmas duas ou três pessoas e, quando dou por ela, passou o dia e continua tudo na mesma. A motivação para cuidar de mim não tem sido muita.

Sempre fui bastante vaidosa e, quando era mais nova, adorava ser fotografada. Continuo a ter muito gosto pela escolha de vestuário bonito e não posso dizer que ando por aí toda deslavada, mas é notória a diferença nas minhas rotinas. Por um lado, estou muito mais à vontade com a minha imagem. Por outro, não há paciência nem motivação para caprichar como antes. Para quê? Pois, para quem, para mim, sempre, deveria eu concluir, porque se não estiver no meu melhor não consigo dar o meu melhor por mais ninguém! Para mim, o meu melhor depende de muitas coisas mas também depende da imagem e da minha própria avaliação do meu aspecto.

Ultimamente, não estou a gostar de mim na maior parte dos dias. Não gosto, sequer, da maior parte das fotos em que apareço. Cresci habituada a ver mães que não estavam no seu melhor, umas mais que outras. Porque o mundo não lhes deu o seu melhor. Porque as pessoas próximas não lhes deram o seu melhor. Porque nós, os filhos, não lhes demos o nosso melhor. Porque elas deram o seu melhor e, mesmo assim, tinham o peso do mundo às costas. E as mães, mesmo assim, arranjam maneira de mostrar aos filhos o seu melhor. As mães são um dos nossos modelos de aprendizagem, inspiram-nos e dão-nos força ao longo das nossas vidas. Eu fico encantada quando a Teresa, ainda tão pequenina, fica toda empolgada quando me vê a arranjar-me e sorri quando termino.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Todas temos as nossas vulnerabilidades e a vida é feita de altos e baixos. E isto da maternidade, das famílias e das pessoas tem muito que se lhe diga porque somos seres sociais, criamos e temos relações e elas geram sempre um feedback. Ligamos menos do que devemos aos detalhes, mas são eles mesmos que podem fazer a diferença. Ninguém é assim tão forte que passe bem sem mimos. A diferença começa por sermos nós a dar o exemplo e fazer o que está ao nosso alcance, por insignificante que possa parecer.

Na sexta-feira passada, antes do Dia da Mãe, a Rowenta fez uma surpresa que me comoveu bastante. Éramos um grupo de mulheres, bloggers, mães, a quem esta experiência foi mantida secreta até estarmos no local onde tudo aconteceria. Mimaram-nos muito: provaram-nos que mesmo com um rol interminável de diferenças entre nós, somos todas lindas. E mulheres que estão lindas, que são lindas, que se sentem lindas, são mulheres mais felizes e com outra força para encarar o mundo.

O resultado, que adorei, está à vista e foi fruto de um trabalho em equipa muito bom. Não se esqueçam, que eu vou tentar lembrar-me também: façam por sentir-se bonitas e arranjadas! Vão ver que é meio caminho andado para os dias correrem melhor.

rowenta

Styling: Diogo Raposo Pires | Produção fotográfica: Flying Studios | Maquilhagem: Marta Chaves | Hairstyle: Make Up Happen | Catering: Dieta dos 3 F’s

Gravidez 101 – A mala de maternidade

Não convém que falte nada quando o bebé nascer!

Considero, porém, que há muito stress desnecessariamente em torno da arrumação da mala de maternidade. Por isso, vamos por partes:

  • Não sejam como eu (que só deixei tudo pronto 1 ou 2 dias antes de a Teresa nascer), assegurem-se que está tudo pronto ali por volta das 30 semanas. Nunca se sabe o que pode acontecer a partir daí!
  • Não se esqueçam que está previsto passarem cerca de 48h no internamento após o parto. Não vão passar férias no hospital. Uma mochila para vocês e o saco do bebé está mais do que bem.

Cada hospital terá a sua a lista para nos ajudar a organizar tudo, mas há sempre adaptações e experiências de amigas e familiares que nos ajudam a decidir o que levar. Não se incomodem com a possibilidade de esquecerem algo importante, que entre família/amigos e o próprio hospital, haverá alguma solução para remediar. Se vos der conforto, eu e a Teresa só vimos as nossas coisas depois das 12h do dia seguinte ao seu nascimento. Por quê? Porque a miss nasceu fora de horas e o hospital (foi o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures) só permitiu que o Luís nos levasse as malas durante o horário de visitas. Não foi lá muito agradável, mas o hospital providenciou tudo aquilo de que poderíamos necessitar durante as primeiras horas. E o que é que levámos, afinal?

Mala da mãe

O hospital fornece toalhas, pelo que não levei nenhuma comigo. Levei uma malinha de fim-de-semana (mas serve qualquer mochila ou saco de ginásio) apetrechada com:

  • 3 camisas de dormir – só usei 1, mas mais vale jogar pelo seguro. Se soubesse o que sei hoje, teria dado preferência a pijamas (com calças, mesmo) folgados. Façam como se sentirem mais confortáveis, mas levem 2 ou 3 mudas. Ah, e esqueçam aquela treta que as lojas nos querem impingir de camisas brancas. Evitem o branco, a sério!
  • Roupão – fino, hoje em dia os serviços hospitalares têm quase todos ar condicionado. Não precisei do meu.
  • 3 sutiãs de dormir – ou tops, qualquer coisa que vos dê conforto nestes primeiros dias.
  • Muitas cuecas de algodão – devo ter levado umas 10, usei cerca de metade. Mas mais vale jogar pelo seguro.
  • Pensos higiénicos super absorventes, nocturnos, com alas, o mais seguro que encontrarem… Mas finos e com acabamento de algodãozinho – Se servir de referência, aqui optei pelos Renova First Silk Sensation Noite. Não pesco nada de pensos higiénicos, optei por estes um pouco às cegas (porque atendiam às características que procurava e eram os mais baratos na altura) e não me arrependi. Combinados com as cuecas de algodão, são mesmo o mais confortável de se usar no pós-parto (na minha opinião).
  • Chinelos de banho e chinelos de quarto – sim, 2 pares diferentes, não vão querer passear pelo quarto/serviço de pés molhados depois do banho (não sejam idiotas como eu).
  • Bolsa de higiene – com escova e pasta de dentes, desodorizante, miniaturas dos vossos hidratantes habituais, gel de banho e champô (sim, vão querer lavar a cabeça). Levem também uns artigos básicos de maquilhagem (bb cream, blush e máscara), juro que vão sentir-se mais compostas com uma tintinha na cara. Mesmo que permaneçam de pijama. Levem também elásticos/ganchos para o cabelo. Não levem secadores, é perda de tempo, não vão pegar neles.
  • Snacks – Eu não o fiz, mas a família tratou de me trazer um fornecimento de frutas, docinhos e petiscos. Ninguém vos vai fazer passar fome no hospital, vocês é que vão ter a iniciativa de não tocar na comida quando olharem para o aspecto dela.
  • Entretenimento – Não vão ter grande tempo ou vontade de pegar neles, mas levem a máquina fotográfica, o MP3, o tablet, o telemóvel, um livro, um caderno, os carregadores… Bom: eu dei muito uso à máquina fotográfica e escrevi qualquer coisa. Mas fui mais carregada do que devia!

Podem, também, levar uma muda de roupa para a alta, mas eu optei por pedir ao Luís que a trouxesse mais tarde, depois de perceber como tinha ficado o meu corpo no pós-parto.

Mala de bebé

Mais uma vez, não incluí toalhas (nem produtos de banho) porque o hospital disponibilizava e, na verdade, a Teresa só tomou uma banhoca lá antes de vir para casa. Eis o que é necessário:

  • 1ª muda de roupa – esta deve ir convosco para o bloco. Convém ser algo prático e sem grandes rococós, tal como as restantes mudas.
  • 5 mudas de roupa – compostas (à semelhança da primeira muda) por body, roupa exterior (blusa + calas/cueiro/babygrow), meias/collants e, dependendo da estação do ano, casaquinho/camisola e gorro. Na verdade, só usei duas. Mas mais vale jogar pelo seguro!
  • Estojo de higiene – Não é nada de mais, mas vale a pena levar um pente ou escova (escusado será dizer que a nossa carequinha não precisou), corta-unhas/tesoura (esqueçam a ideia da lima, não funciona com unhas fininhas e minúsculas) e creme para a muda da fralda.
  • Fraldas e toalhitas – não é grave se não levarem, mas levem. Sabe muito bem ter opção de escolha para os nossos bebés. Façam uma média de 8 fraldas por dia (podem precisar de menos, ou de mais, mas é uma boa média).
  • Chucha – Ah e tal que não se deve dar a chucha nas primeiras horas de vida porque compromete não sei o quê, então venham de lá os senhores enfermeiros tentar acalmar o bebé cada vez que ele chorar quando muitas das vezes seria algo muito simples de resolver com uma chucha. A sério, levem.

Creio que não me esqueci de nada, mas gostava que partilhassem também as vossas ideias! Já referi que a Teresa nasceu no Hospital Beatriz Ângelo mas vou deixar para outro post o relato da nossa experiência por lá. Como sei que pode fazer a diferença para algumas leitoras, deixo já aqui o spoiler: não podíamos ter sido melhor tratadas, tudo decorreu impecavelmente e as instalações são luxuosas!

Querido, mudei o tapete!

tapete noc noc

O cartão de visita da nossa casa é o tapete da entrada.

Curiosidades da minha vida, sobre o meu lar: fizemos a escritura na sexta-feira 13 de Maio. Duplamente abençoado, ou quê? Em precisamente dois meses, tivemos de fazer tudo e em velocidade relâmpago. Ora, começámos as obras e limpezas a 14 de Maio, a 14 de Junho mudámo-nos definitivamente e a 14 de Julho nasceu a Teresa. Pode parecer giro, mas não teve piada nenhuma a instabilidade e a correria por que passei no fim da gravidez. O mais importante é que tudo correu bem e o essencial ficou concretizado atempadamente. Adiante!

Como devem calcular, neste período, não nos metemos com rococós e todos os aspectos de aprimorar a decoração ficaram em segundo plano. Os detalhes ficaram em stand by (nem vale a pena falar em obras de remodelação para coisas que estão boas mas não são lá muito bonitas), fomos relaxando e houve detalhes simples que nos faziam imensa confusão ao início mas que acabaram por ficar esquecidos no meio de tudo o resto.

Por exemplo, o tapete de entrada.

A sério, não queiram ver a coisa horrorosa que tínhamos à porta quando viemos para cá e que se deixou andar por ali. Queríamos muito substituí-lo, mas procurávamos algo especial (tínhamos uma ideia específica, até) e o malfadado objecto não estava assim em tão más condições que necessitasse de substituição imediata.

rascunho noc noc
Eis o belíssimo rascunho que enviei à Noc Noc.

Entretanto, conheci a Noc Noc – Tapetes com Pinta, mostrei ao Luís e começámos a namorá-los. Gostámos muito da fofura de todos os tapetes e ainda mais do facto de serem portugueses e personalizados manualmente. Ainda assim, queríamos algo tão específico que não imaginávamos que fosse exequível – Cuidado com os donos!, queríamos nós no nosso tapete e a alusão à nossa família de humanos rabugentos, da qual também faz parte a Mati, que é a nossa gata endiabrada. Assim, avisam-se logo os potenciais chatarrões que possam tocar à campainha.

Como perguntar não custa nada, fiz um rascunho para enviar à marca, a expor o que me pairava na cabeça para ver o que era possível fazer. Mal se entendia que o meu boneco era um gato, mas mesmo assim a Maria e a Matilde foram umas fofinhas – não gozaram com o meu desenho e foram cozinhar a ideia. Não imaginam como fiquei feliz quando vi o projecto que me enviaram de volta, de tão lindo que ficou! Nem eu tinha imaginado que sairia algo tão espectacular.

noc noc
O projecto que a Noc Noc fez com base no meu rascunho – merecem um prémio por aturar a chaladice de gente tonta como eu!

E ficou determinado o fim do tapete velho e feio, que foi despachado para dar lugar ao Noc Noc mais lindo de todos!

A ter em conta: o tapete fica mesmo à medida da ombreira da minha porta (duvido que existam portas mais estreitas), por isso não tenham medo que seja grande de mais; tem um revestimento anti-derrapante por baixo; a estampagem está muito bem feita e não fica esbatida com a utilização.

Dentro do que já existe ou caso tenham uma ideia genial, não perdem nada em contactar a Noc Noc para terem aquele tapete txanã à porta da vossa casa e que vai deixar todos os vossos convidados/visitantes a cobiçá-lo.

Nós ficámos encantados com o nosso tapete, que tem mesmo muita pinta ♥

Guida na Cozinha

doces
Feito por mim: pudim prestígio, biscoitos de manteiga e ovos moles.

Habituei-me, de pequenina, a comer bem.

Sou muito niquenta (já fui mais, mas neste post velhinho dá para se recordarem) e creio que se deve ao facto de a minha mãe cozinhar muito, muito bem. Atrevo-me a dizer que quando as pessoas, habitualmente, não gostam de determinado prato, é porque ainda não o provaram cozinhado como deve ser. Pela senhora minha mãe. Outra casa onde estou habituada a comer muito bem é a da minha sogra.

Posto isto, como devem calcular, antes de vir morar com o Luís, não estava muito habituada às lides da culinária. Desenrascava-me nas raras vezes em que precisava de cozinhar e lá me aventurava com algumas receitas, que lá iam saindo bem, mas ficava por aí. Pois bem:

Sinto o maior orgulho em dizer-vos que, apesar de não ser nenhuma chef xpto, adoro cozinhar.

E em 7 meses de vivência comum, não houve experiência culinária que saísse mal. Ninguém passou fome. Nenhum jantar ficou esturricado. Pelo contrário! Posso dizer que até inovei numas poucas coisas. O mais giro é perceber que há coisas que funcionam por instinto. Isso e que até consigo confeccionar com sucesso os pratos que mais me agradam e saem tal e qual os das pessoas que melhor os fazem.

comida
Feito por mim: quiche, massa de coisas, perca no forno.

E apurar o menu ao nosso gosto, não estando dependente da opinião de terceiros na nossa cozinha? Esta parte trouxe muitos mais vegetais e alimentos diferentes, no geral, para a minha dieta. E reduziu drasticamente os fritos. Imaginem que até fiz da cloche uma das minhas melhores amigas: os meus pais tinham uma nova, que lhes foi oferecida quando casaram e nunca a utilizaram. Já lhe conheço as manhas todas e os petiscos, e serve perfeitamente para cozinhar para duas ou três pessoas.

Devo dizer que esperava uns quantos fracassos culinários, como bolos crus ou sabores intragáveis. Calha a todos, mas aqui ainda não aconteceu. Sendo sincera, até atino com os melhores temperos e consistências. Há um ano, não previa que fosse lidar tão bem com o facto de ter de gerir a minha cozinha.

E há que dizer, a saber cozinhar bem até me sinto melhor mãe (vá, estou a brincar, mas que mãe que se preze é que não se orienta na cozinha?).

cozinha portuguesa
Feito por mim: bolo prata, caldo verde, bolo de pêra rocha com vinho do Porto.

O Álbum da Teresa

álbum de bebé

Os primeiros tempos da vida de um bebé passam a correr.

Parece um cliché, mas garanto que é verdade. Todos os dias os petizes aprendem coisas novas e, nos primeiros meses, crescem visivelmente da noite para o dia. Acreditem quando vos digo que há coisas importantes que, se não registamos, acabamos por esquecer muito rápido.

Eu faço questão de tirar muitas fotos, gravar vídeos e registar momentos da Teresa. Como um arquivo que não é tratado é uma espécie de arquivo morto, faz todo o sentido manter e organizar um álbum (mais álbuns, mas um como “resumo”) do primeiro ano de vida.

Antes de a cachuchinha nascer, pedi-vos ajuda na escolha do melhor álbum. Bom, até poderia ter sido eu a fazê-lo, mas já tinha assuntos a mais em mãos. Vi álbuns para todos os gostos: artesanais, produzidos em série, incompletos, com floreados a mais, a custarem os dois rins, baratos e feios… Até álbuns com fotografias de outros bebés na decoração eu encontrei. Qual é o sentido? Não é suposto serem os nossos bebés os protagonistas destas recordações?

álbum aiaimatilde

Acabei por optar pelo álbum da Aiaimatilde. Tenho vários artigos desta marca portuguesa, adoro todos e o álbum de bebé ia de encontro a tudo o que procurava: é lindo, tem um formato prático de manusear e compor, dá para registar tudo o que é mais relevante, não é caro (custa 12.50€) e sei que a Teresa vai adorar folheá-lo quando for mais crescida.

Há para menino e para menina, e só me arrependo de não ter pedido para personalizar a capa com o nome da minha pequenina.

Feliz 2017!

mafalda português
Mafalda, Quino

Que este ano que começa agora nos/vos encha as medidas!

São estes os meus votos. Que, em jeito de retrospectiva e assim muito rápido, 2016 foi um ano do caneco. Para o bem e para o mal. Conheci o melhor e o pior deste mundo e gostava que 2017 me trouxesse só do melhor.

Para não me ir embora deste post assim, sem mais dizer, aqui fica uma lista de coisas nas quais vou investir. No final do ano, logo faremos um balanço:

  • Ler 12 livros. Um por mês. Tenho lido muito pouco e… Não pode ser!
  • Tirar a carta de condução. Há quantos anos digo isto? E o jeito que me dava agora, com a Teresinha…
  • Fazer mais exercício físico. Neste momento, estou parada. Seja o ginásio, ou a piscina (de preferência com a Teresa), qualquer coisa é melhor que ser lontra a tempo inteiro.
  • Ir à praia. Uma das coisas em que 2016 falhou foi nisto. Mudanças, obras e bebé. Ter dado uns mergulhos na piscina e no rio já foi uma sorte. Foi o primeiro ano da minha vida em que não pus os pés no mar, e custou muito. Em 2017, quero praia a valer, com a minha Teresocas. Vai ser uma festa!
  • Manter o aleitamento materno. Pelo menos até a Teresa fazer um ano, gostava muito. E agora é que temo alguns obstáculos, com a introdução da alimentação complementar.
  • Ter uma situação profissional estável. Vou ficar com a Teresa(pelo menos) até ao seu aniversário, mas ainda assim…
  • Voltar a doar sangue. Por ora não posso, por causa da amamentação. O peso também pode ser um obstáculo.
  • Comer menos carne. Não consegui implementar, mas gostava que pelo menos 50% das refeições cá de casa fossem vegetarianas ou, na loucura, com peixe.
  • Acabar de arrumar a casa. Entenda-se terminar as obras e decoração (se é que é possível). Estamos bem, temos tudo o que é necessário (e alguns luxos, diria), mas está tudo muito simples e velhão. Ainda! Há muito a melhorar.
  • Viajar. É ambicioso, mas gostava que fôssemos passar uns dias fora dos locais habituais. Conhecer coisas novas. Mostrar o mundo à Teresa.
  • Manter o blog actualizado. Porque é algo de que gosto muito, mesmo, e estamos a aproximar-nos dos 10 anos!
  • Criar um negócio próprio. Ideias há muitas, preciso de as organizar.

Parece que é isto. E vocês, que ambições têm para este ano?

Guida Casada

casamento civil

Como se 2016 não tivesse sido emocionante o suficiente, hoje casei com o Luís, o pai da Teresa, o meu amor.

Não mudou grande coisa. O que fizemos, vendo bem, foi reforçar e formalizar o que temos. Amamo-nos, vivemos juntos e temos uma filha. Só faltavam o papel e o anel.

Já tinha partilhado, algures nestes 8 anos de blog, que não fazia questão de casar. Porém, confesso que sabe bem ter tudo tratadinho por escrito. Saber que é mesmo verdade!

alianças

Foi tudo discreto e decidido em pouco tempo. Não contámos a muitas pessoas. Fomos ao Registo Civil, convidámos os nossos pais e irmãos e, com a nossa Teresinha também presente, oficializámos a nossa situação perante a lei.

Talvez futuramente façamos uma grande festa, mas por ora é isto que importa e foi mais um marco importante na nossa história.

Quem não tem quando pode, não vai poder quando quiser.

família

Dei por mim a escrever, rescrever e riscar este texto muitas vezes. Porque é pessoal e porque é delicado. Apesar de não ter nada de mal e de ser algo em que penso muitas vezes, todos os dias, várias vezes, é a minha opinião sobre um assunto importante e que me é muito querido porque tem tudo a ver com a fase em que me encontro na vida: a parentalidade/maternidade.

A verdade é que cheguei à conclusão que, não sendo nenhum crime (muito pelo contrário!), partilhar o que tenho a dizer até pode ser útil e ajudar quem esteja a passar pelo que me aconteceu, de certa forma. Afinal, é para isto que serve um blog, não é? É isto que faço sempre: partilho conteúdos com os quais me identifico de uma forma ou de outra. Senti que era bom partilhar um bocadinho desta questão que é tão pessoal.

O melhor que aconteceu na minha vida foi o nascimento da minha filha Teresa. Tenho a certeza que a maior parte de vós que me lê neste momento e tem descendência irá concordar que ter filhos é a melhor coisa do mundo. Compreendo, porém, que haja quem pense de forma diferente e respeito muito as decisões dos outros. Só assim é que posso pedir que compreendam e respeitem as minhas.

Acredito que tenham uma ideia, no geral, da minha história, mas cá vai uma partilha que pode ajudar a compreender o rumo inesperado (mas bom) que a minha vida tomou. Porque há fofocas e mimimis. Porque é desconfortável enfrentar juízos alheios quando não os pedimos. Porque devemos partir do pressuposto que uma pessoa adulta assume a responsabilidade dos seus actos e sabe o que é melhor para si e para os seus.

Porque não temos de ser todos carreiristas nem viver sob o domínio de trabalhos e dinheiros, na angústia de pensar que o futuro nos trará as condições que queremos dar aos nossos filhos. Porque é muito feio ouvir os “oh, tão nova?” que as pessoas que não conheço de lado nenhum e que, face à minha intervenção, respondem que não me dariam mais que 16 anos. Mesmo que só tivesse 16 anos, ou que tivesse 50 anos, cada um sabe o que é melhor para si e para os seus e se, ainda por cima, os estranhos não estão sequer na disposição se está tudo bem ou como podem ajudar, mais vale não dar nenhum palpite.

Acima de tudo, se há sempre histórias más e desfechos maus, quero passar um testemunho de que também se constroem finais felizes mesmo quando, no início da jornada, o futuro parece negro e complicado. Acima de tudo, devemos fazer o que nos parece melhor para ficarmos de consciência tranquila e manter a nossa integridade. Nossa. O que os outros dizem não deve ser o nosso foco e não podem ser eles a decidir o que fazer da nossa vida.

A minha gravidez não foi planeada. É irónico, no mínimo. Como é que, em pleno século XXI, com métodos contraceptivos (quase) infalíveis, uma estudante de enfermagem no fim da licenciatura se mete numa embrulhada destas? Não foi por desinformação. Não foi por descuido.

Apercebi-me muito cedo. Senti-me diferente e quis logo saber o que estava a acontecer no meu corpo. Confirmou-se: pelas contas, estaria grávida de 5 semanas. Apesar de estar num relacionamento recente, decidimos que queríamos muito um futuro em comum e com filhos. A Teresa não foi planeada mas foi muito desejada por nós, desde sempre.

família

Inicialmente, houve muita pressão e muitas decisões difíceis para tomar. É nestas alturas que conhecemos devidamente a nossa família e os nossos amigos. Acreditem: virão forças de onde não imaginavam, mas também vão descobrir que muitas pessoas que, até aqui, pareciam próximas irão desaparecer. Deixem-nas ir, porque não precisam delas. Foquem-se em vós, repito. É nestas alturas que é mais importante olharmos para nós e não dispersar.

Se há clichés pessimistas (e se passam/passaram por algo semelhante, têm conhecimento de muitos destes), deixem-me destacar um cliché muito positivo e optimista: as condições criam-se. Isto aplica-se a qualquer decisão que tomem e é mesmo verdade. Podem crer que quando queremos muito algo, é meio caminho andado para que o objectivo seja cumprido. E nós estávamos decididos a ser bem sucedidos na missão de trazer a Teresa ao mundo.

Não foi nada fácil, mas pegámos no que a vida nos deu e lutámos pelo que é nosso. Imaginem: um casal jovem sem poupanças e a ter de construir tudo do zero numa questão de meses. Se conseguíamos dar conta de tudo sozinhos, os dois? Não sei. Tivemos muita ajuda, é um facto. Tivemos muita sorte e considero que foi uma bênção ter quem se preocupasse connosco e pudesse dar a mão. Mas também temos muito mérito pela nossa determinação, empenho e trabalho. Faço aqui um aparte para as mães solteiras deste mundo: vocês valem por mil mulheres numa só! Sozinha, então, eu não conseguiria dar conta do recado.

Um ano depois do início desta aventura, ainda há arestas para limar (quem não as tem em início de vida de adulto?), mas posso dizer-vos que cumprimos os nossos objectivos. Conseguimos! Temos a nossa família linda, temos a nossa casa, temos as nossas coisas, estamos organizados, somos autónomos e felizes. Temos muito mais do que muita gente que se massacra a matutar no tal futuro melhor e propício à família. Eu não me imagino mais feliz do que sou agora!

Tenho cá para mim que a Natureza se encarrega de equilibrar tudo à sua maneira. A taxa de natalidade estava a descer a pique nos últimos anos e, de repente, há bebés em todo o lado. Sem dúvida, ter um filho é uma decisão muito importante e de muita responsabilidade. Não condeno quem não os quer ter e dá prioridade a outras decisões, mas nesta questão da maternidade eu considero que não sou eu quem deve decidir sobre outra vida que não a minha. Felizmente, não fiquei sozinha.

Tudo acontece por um motivo. Para mim, ter filhos é uma bênção e, sem dúvida, um grande marco na realização pessoal. Se era agora o momento ideal? Se há coisas que gostava de ter feito e não fiz? Ser mãe não faz com que outros objectivos caiam por terra e, como referi antes, as condições são algo que se cria e as oportunidades são para agarrar quando surgem.

Quem não quer quando pode, não vai poder quando quiser. Pensem em quantas pessoas adiam o sonho da maternidade, pelos mais variados motivos. Pensem nas pessoas (muitas delas até podem estar dentro dos nossos círculos de amigos) que tentam ter filhos e não conseguem. Pesquisem sobre as estatísticas relacionadas com a reprodução e vejam para onde caminhamos com tantas preocupações. Temos filhos cada vez mais tarde e, muitas vezes, já nem os conseguimos fazer como antigamente. Vejam os números relativos às consultas de reprodução assistida em hospitais e clínicas privadas.

Deste lado, optámos por ser muito felizes com a sorte que nos calhou. Como devem calcular, o último ano foi uma (boa) montanha russa e é por causa de tudo o que há de novo que tenho estado ausente. Optámos por mudar um bocadinho os nossos caminhos, as nossas vidas deram uma volta de 180º, mas eu não poderia estar mais realizada. Ser mãe é mesmo, mesmo a melhor coisa do mundo!

(Quase) 3 Meses Depois

baby girl
A minha Teresa, já com dois meses e meio, a ficar com muito cabelinho.

Ainda não estou operacional.

O que quero dizer é que, olhem, bem, não sei muito bem o que quero dizer. Estou um bocado (grande!) desorganizada nesta nova logística da maternidade. Até era menina para escrever que admiro muito as mães que conseguem fazer 1001 coisas sozinhas, muitas vezes com mais que um filho, mas já descobri (em boa parte, pelos milhentos baby blogs que existem hoje em dia) que é tudo uma grande peta e que não há cá histórias de milagres e mares de rosas: há poses para as fotografias e, quase sempre, empregadas domésticas pelo caminho.

família

Já nasceu a Teresinha!

Não é novidade para vocês, já que fui minando o Instagram e o Facebook com fotografias que acusam a existência da minha pequenina linda. O parto custou um bocadinho, mas correu tudo muito bem, recuperei rápido e tem sido uma alegria. Logo explico tudo, tudo. É que isto de voltar à escrita é muito bonito, mas tenho muito para contar e pouco tempo para escrever. Quem inventou a licença de maternidade deveria ter-lhe chamado licença de adaptação a pequenos seres com muita personalidade e muito dependentes da mamã/mama!

Há meses que digo “é hoje que vou postar”.

Tenho rascunhos e tenho ideias. Quando olho para o relógio, passou mais um dia e eu continuo com muitas tarefas pendentes. Sigam o meu conselho: não combinem mudanças com ter filhos. Guardem estas aventuras para momentos diferentes da vida, ou darão por vós como eu, que já cá tenho a garota e a minha casa ainda parece um estaleiro de obras. Escusado será dizer que a Teresa nasceu em Julho e em Outubro ainda não tem o seu quarto pronto. Sabem que mais? É porque também não lhe faz falta, que ainda dorme comigo e com o papá no nosso quarto.

Resumidamente, muito resumidamente, é isto que vos digo. Os meus dias consistem em cuidar e mimar muito a Teresa, tentar descansar qualquer coisa (acreditem que é muito complicado quando há uma bebé linda mas muito chatinha e que mama exclusivamente e em livre demanda) e fazer algo pela casa. Só agora é que começo a ver tudo mais composto e, ainda assim, escrevo-vos quase às 3 da manhã de um feriado.

Estou de volta!

E espero que vocês não tenham fugido. Muito obrigada pela vossa compreensão.

babywear