Categoria: Pessoal

Querido, mudei o tapete!

tapete noc noc

O cartão de visita da nossa casa é o tapete da entrada.

Curiosidades da minha vida, sobre o meu lar: fizemos a escritura na sexta-feira 13 de Maio. Duplamente abençoado, ou quê? Em precisamente dois meses, tivemos de fazer tudo e em velocidade relâmpago. Ora, começámos as obras e limpezas a 14 de Maio, a 14 de Junho mudámo-nos definitivamente e a 14 de Julho nasceu a Teresa. Pode parecer giro, mas não teve piada nenhuma a instabilidade e a correria por que passei no fim da gravidez. O mais importante é que tudo correu bem e o essencial ficou concretizado atempadamente. Adiante!

Como devem calcular, neste período, não nos metemos com rococós e todos os aspectos de aprimorar a decoração ficaram em segundo plano. Os detalhes ficaram em stand by (nem vale a pena falar em obras de remodelação para coisas que estão boas mas não são lá muito bonitas), fomos relaxando e houve detalhes simples que nos faziam imensa confusão ao início mas que acabaram por ficar esquecidos no meio de tudo o resto.

Por exemplo, o tapete de entrada.

A sério, não queiram ver a coisa horrorosa que tínhamos à porta quando viemos para cá e que se deixou andar por ali. Queríamos muito substituí-lo, mas procurávamos algo especial (tínhamos uma ideia específica, até) e o malfadado objecto não estava assim em tão más condições que necessitasse de substituição imediata.

rascunho noc noc
Eis o belíssimo rascunho que enviei à Noc Noc.

Entretanto, conheci a Noc Noc – Tapetes com Pinta, mostrei ao Luís e começámos a namorá-los. Gostámos muito da fofura de todos os tapetes e ainda mais do facto de serem portugueses e personalizados manualmente. Ainda assim, queríamos algo tão específico que não imaginávamos que fosse exequível – Cuidado com os donos!, queríamos nós no nosso tapete e a alusão à nossa família de humanos rabugentos, da qual também faz parte a Mati, que é a nossa gata endiabrada. Assim, avisam-se logo os potenciais chatarrões que possam tocar à campainha.

Como perguntar não custa nada, fiz um rascunho para enviar à marca, a expor o que me pairava na cabeça para ver o que era possível fazer. Mal se entendia que o meu boneco era um gato, mas mesmo assim a Maria e a Matilde foram umas fofinhas – não gozaram com o meu desenho e foram cozinhar a ideia. Não imaginam como fiquei feliz quando vi o projecto que me enviaram de volta, de tão lindo que ficou! Nem eu tinha imaginado que sairia algo tão espectacular.

noc noc
O projecto que a Noc Noc fez com base no meu rascunho – merecem um prémio por aturar a chaladice de gente tonta como eu!

E ficou determinado o fim do tapete velho e feio, que foi despachado para dar lugar ao Noc Noc mais lindo de todos!

A ter em conta: o tapete fica mesmo à medida da ombreira da minha porta (duvido que existam portas mais estreitas), por isso não tenham medo que seja grande de mais; tem um revestimento anti-derrapante por baixo; a estampagem está muito bem feita e não fica esbatida com a utilização.

Dentro do que já existe ou caso tenham uma ideia genial, não perdem nada em contactar a Noc Noc para terem aquele tapete txanã à porta da vossa casa e que vai deixar todos os vossos convidados/visitantes a cobiçá-lo.

Nós ficámos encantados com o nosso tapete, que tem mesmo muita pinta ♥

Guida na Cozinha

doces
Feito por mim: pudim prestígio, biscoitos de manteiga e ovos moles.

Habituei-me, de pequenina, a comer bem.

Sou muito niquenta (já fui mais, mas neste post velhinho dá para se recordarem) e creio que se deve ao facto de a minha mãe cozinhar muito, muito bem. Atrevo-me a dizer que quando as pessoas, habitualmente, não gostam de determinado prato, é porque ainda não o provaram cozinhado como deve ser. Pela senhora minha mãe. Outra casa onde estou habituada a comer muito bem é a da minha sogra.

Posto isto, como devem calcular, antes de vir morar com o Luís, não estava muito habituada às lides da culinária. Desenrascava-me nas raras vezes em que precisava de cozinhar e lá me aventurava com algumas receitas, que lá iam saindo bem, mas ficava por aí. Pois bem:

Sinto o maior orgulho em dizer-vos que, apesar de não ser nenhuma chef xpto, adoro cozinhar.

E em 7 meses de vivência comum, não houve experiência culinária que saísse mal. Ninguém passou fome. Nenhum jantar ficou esturricado. Pelo contrário! Posso dizer que até inovei numas poucas coisas. O mais giro é perceber que há coisas que funcionam por instinto. Isso e que até consigo confeccionar com sucesso os pratos que mais me agradam e saem tal e qual os das pessoas que melhor os fazem.

comida
Feito por mim: quiche, massa de coisas, perca no forno.

E apurar o menu ao nosso gosto, não estando dependente da opinião de terceiros na nossa cozinha? Esta parte trouxe muitos mais vegetais e alimentos diferentes, no geral, para a minha dieta. E reduziu drasticamente os fritos. Imaginem que até fiz da cloche uma das minhas melhores amigas: os meus pais tinham uma nova, que lhes foi oferecida quando casaram e nunca a utilizaram. Já lhe conheço as manhas todas e os petiscos, e serve perfeitamente para cozinhar para duas ou três pessoas.

Devo dizer que esperava uns quantos fracassos culinários, como bolos crus ou sabores intragáveis. Calha a todos, mas aqui ainda não aconteceu. Sendo sincera, até atino com os melhores temperos e consistências. Há um ano, não previa que fosse lidar tão bem com o facto de ter de gerir a minha cozinha.

E há que dizer, a saber cozinhar bem até me sinto melhor mãe (vá, estou a brincar, mas que mãe que se preze é que não se orienta na cozinha?).

cozinha portuguesa
Feito por mim: bolo prata, caldo verde, bolo de pêra rocha com vinho do Porto.

O Álbum da Teresa

álbum de bebé

Os primeiros tempos da vida de um bebé passam a correr.

Parece um cliché, mas garanto que é verdade. Todos os dias os petizes aprendem coisas novas e, nos primeiros meses, crescem visivelmente da noite para o dia. Acreditem quando vos digo que há coisas importantes que, se não registamos, acabamos por esquecer muito rápido.

Eu faço questão de tirar muitas fotos, gravar vídeos e registar momentos da Teresa. Como um arquivo que não é tratado é uma espécie de arquivo morto, faz todo o sentido manter e organizar um álbum (mais álbuns, mas um como “resumo”) do primeiro ano de vida.

Antes de a cachuchinha nascer, pedi-vos ajuda na escolha do melhor álbum. Bom, até poderia ter sido eu a fazê-lo, mas já tinha assuntos a mais em mãos. Vi álbuns para todos os gostos: artesanais, produzidos em série, incompletos, com floreados a mais, a custarem os dois rins, baratos e feios… Até álbuns com fotografias de outros bebés na decoração eu encontrei. Qual é o sentido? Não é suposto serem os nossos bebés os protagonistas destas recordações?

álbum aiaimatilde

Acabei por optar pelo álbum da Aiaimatilde. Tenho vários artigos desta marca portuguesa, adoro todos e o álbum de bebé ia de encontro a tudo o que procurava: é lindo, tem um formato prático de manusear e compor, dá para registar tudo o que é mais relevante, não é caro (custa 12.50€) e sei que a Teresa vai adorar folheá-lo quando for mais crescida.

Há para menino e para menina, e só me arrependo de não ter pedido para personalizar a capa com o nome da minha pequenina.

Feliz 2017!

mafalda português
Mafalda, Quino

Que este ano que começa agora nos/vos encha as medidas!

São estes os meus votos. Que, em jeito de retrospectiva e assim muito rápido, 2016 foi um ano do caneco. Para o bem e para o mal. Conheci o melhor e o pior deste mundo e gostava que 2017 me trouxesse só do melhor.

Para não me ir embora deste post assim, sem mais dizer, aqui fica uma lista de coisas nas quais vou investir. No final do ano, logo faremos um balanço:

  • Ler 12 livros. Um por mês. Tenho lido muito pouco e… Não pode ser!
  • Tirar a carta de condução. Há quantos anos digo isto? E o jeito que me dava agora, com a Teresinha…
  • Fazer mais exercício físico. Neste momento, estou parada. Seja o ginásio, ou a piscina (de preferência com a Teresa), qualquer coisa é melhor que ser lontra a tempo inteiro.
  • Ir à praia. Uma das coisas em que 2016 falhou foi nisto. Mudanças, obras e bebé. Ter dado uns mergulhos na piscina e no rio já foi uma sorte. Foi o primeiro ano da minha vida em que não pus os pés no mar, e custou muito. Em 2017, quero praia a valer, com a minha Teresocas. Vai ser uma festa!
  • Manter o aleitamento materno. Pelo menos até a Teresa fazer um ano, gostava muito. E agora é que temo alguns obstáculos, com a introdução da alimentação complementar.
  • Ter uma situação profissional estável. Vou ficar com a Teresa(pelo menos) até ao seu aniversário, mas ainda assim…
  • Voltar a doar sangue. Por ora não posso, por causa da amamentação. O peso também pode ser um obstáculo.
  • Comer menos carne. Não consegui implementar, mas gostava que pelo menos 50% das refeições cá de casa fossem vegetarianas ou, na loucura, com peixe.
  • Acabar de arrumar a casa. Entenda-se terminar as obras e decoração (se é que é possível). Estamos bem, temos tudo o que é necessário (e alguns luxos, diria), mas está tudo muito simples e velhão. Ainda! Há muito a melhorar.
  • Viajar. É ambicioso, mas gostava que fôssemos passar uns dias fora dos locais habituais. Conhecer coisas novas. Mostrar o mundo à Teresa.
  • Manter o blog actualizado. Porque é algo de que gosto muito, mesmo, e estamos a aproximar-nos dos 10 anos!
  • Criar um negócio próprio. Ideias há muitas, preciso de as organizar.

Parece que é isto. E vocês, que ambições têm para este ano?

Guida Casada

casamento civil

Como se 2016 não tivesse sido emocionante o suficiente, hoje casei com o Luís, o pai da Teresa, o meu amor.

Não mudou grande coisa. O que fizemos, vendo bem, foi reforçar e formalizar o que temos. Amamo-nos, vivemos juntos e temos uma filha. Só faltavam o papel e o anel.

Já tinha partilhado, algures nestes 8 anos de blog, que não fazia questão de casar. Porém, confesso que sabe bem ter tudo tratadinho por escrito. Saber que é mesmo verdade!

alianças

Foi tudo discreto e decidido em pouco tempo. Não contámos a muitas pessoas. Fomos ao Registo Civil, convidámos os nossos pais e irmãos e, com a nossa Teresinha também presente, oficializámos a nossa situação perante a lei.

Talvez futuramente façamos uma grande festa, mas por ora é isto que importa e foi mais um marco importante na nossa história.

Quem não tem quando pode, não vai poder quando quiser.

família

Dei por mim a escrever, rescrever e riscar este texto muitas vezes. Porque é pessoal e porque é delicado. Apesar de não ter nada de mal e de ser algo em que penso muitas vezes, todos os dias, várias vezes, é a minha opinião sobre um assunto importante e que me é muito querido porque tem tudo a ver com a fase em que me encontro na vida: a parentalidade/maternidade.

A verdade é que cheguei à conclusão que, não sendo nenhum crime (muito pelo contrário!), partilhar o que tenho a dizer até pode ser útil e ajudar quem esteja a passar pelo que me aconteceu, de certa forma. Afinal, é para isto que serve um blog, não é? É isto que faço sempre: partilho conteúdos com os quais me identifico de uma forma ou de outra. Senti que era bom partilhar um bocadinho desta questão que é tão pessoal.

O melhor que aconteceu na minha vida foi o nascimento da minha filha Teresa. Tenho a certeza que a maior parte de vós que me lê neste momento e tem descendência irá concordar que ter filhos é a melhor coisa do mundo. Compreendo, porém, que haja quem pense de forma diferente e respeito muito as decisões dos outros. Só assim é que posso pedir que compreendam e respeitem as minhas.

Acredito que tenham uma ideia, no geral, da minha história, mas cá vai uma partilha que pode ajudar a compreender o rumo inesperado (mas bom) que a minha vida tomou. Porque há fofocas e mimimis. Porque é desconfortável enfrentar juízos alheios quando não os pedimos. Porque devemos partir do pressuposto que uma pessoa adulta assume a responsabilidade dos seus actos e sabe o que é melhor para si e para os seus.

Porque não temos de ser todos carreiristas nem viver sob o domínio de trabalhos e dinheiros, na angústia de pensar que o futuro nos trará as condições que queremos dar aos nossos filhos. Porque é muito feio ouvir os “oh, tão nova?” que as pessoas que não conheço de lado nenhum e que, face à minha intervenção, respondem que não me dariam mais que 16 anos. Mesmo que só tivesse 16 anos, ou que tivesse 50 anos, cada um sabe o que é melhor para si e para os seus e se, ainda por cima, os estranhos não estão sequer na disposição se está tudo bem ou como podem ajudar, mais vale não dar nenhum palpite.

Acima de tudo, se há sempre histórias más e desfechos maus, quero passar um testemunho de que também se constroem finais felizes mesmo quando, no início da jornada, o futuro parece negro e complicado. Acima de tudo, devemos fazer o que nos parece melhor para ficarmos de consciência tranquila e manter a nossa integridade. Nossa. O que os outros dizem não deve ser o nosso foco e não podem ser eles a decidir o que fazer da nossa vida.

A minha gravidez não foi planeada. É irónico, no mínimo. Como é que, em pleno século XXI, com métodos contraceptivos (quase) infalíveis, uma estudante de enfermagem no fim da licenciatura se mete numa embrulhada destas? Não foi por desinformação. Não foi por descuido.

Apercebi-me muito cedo. Senti-me diferente e quis logo saber o que estava a acontecer no meu corpo. Confirmou-se: pelas contas, estaria grávida de 5 semanas. Apesar de estar num relacionamento recente, decidimos que queríamos muito um futuro em comum e com filhos. A Teresa não foi planeada mas foi muito desejada por nós, desde sempre.

família

Inicialmente, houve muita pressão e muitas decisões difíceis para tomar. É nestas alturas que conhecemos devidamente a nossa família e os nossos amigos. Acreditem: virão forças de onde não imaginavam, mas também vão descobrir que muitas pessoas que, até aqui, pareciam próximas irão desaparecer. Deixem-nas ir, porque não precisam delas. Foquem-se em vós, repito. É nestas alturas que é mais importante olharmos para nós e não dispersar.

Se há clichés pessimistas (e se passam/passaram por algo semelhante, têm conhecimento de muitos destes), deixem-me destacar um cliché muito positivo e optimista: as condições criam-se. Isto aplica-se a qualquer decisão que tomem e é mesmo verdade. Podem crer que quando queremos muito algo, é meio caminho andado para que o objectivo seja cumprido. E nós estávamos decididos a ser bem sucedidos na missão de trazer a Teresa ao mundo.

Não foi nada fácil, mas pegámos no que a vida nos deu e lutámos pelo que é nosso. Imaginem: um casal jovem sem poupanças e a ter de construir tudo do zero numa questão de meses. Se conseguíamos dar conta de tudo sozinhos, os dois? Não sei. Tivemos muita ajuda, é um facto. Tivemos muita sorte e considero que foi uma bênção ter quem se preocupasse connosco e pudesse dar a mão. Mas também temos muito mérito pela nossa determinação, empenho e trabalho. Faço aqui um aparte para as mães solteiras deste mundo: vocês valem por mil mulheres numa só! Sozinha, então, eu não conseguiria dar conta do recado.

Um ano depois do início desta aventura, ainda há arestas para limar (quem não as tem em início de vida de adulto?), mas posso dizer-vos que cumprimos os nossos objectivos. Conseguimos! Temos a nossa família linda, temos a nossa casa, temos as nossas coisas, estamos organizados, somos autónomos e felizes. Temos muito mais do que muita gente que se massacra a matutar no tal futuro melhor e propício à família. Eu não me imagino mais feliz do que sou agora!

Tenho cá para mim que a Natureza se encarrega de equilibrar tudo à sua maneira. A taxa de natalidade estava a descer a pique nos últimos anos e, de repente, há bebés em todo o lado. Sem dúvida, ter um filho é uma decisão muito importante e de muita responsabilidade. Não condeno quem não os quer ter e dá prioridade a outras decisões, mas nesta questão da maternidade eu considero que não sou eu quem deve decidir sobre outra vida que não a minha. Felizmente, não fiquei sozinha.

Tudo acontece por um motivo. Para mim, ter filhos é uma bênção e, sem dúvida, um grande marco na realização pessoal. Se era agora o momento ideal? Se há coisas que gostava de ter feito e não fiz? Ser mãe não faz com que outros objectivos caiam por terra e, como referi antes, as condições são algo que se cria e as oportunidades são para agarrar quando surgem.

Quem não quer quando pode, não vai poder quando quiser. Pensem em quantas pessoas adiam o sonho da maternidade, pelos mais variados motivos. Pensem nas pessoas (muitas delas até podem estar dentro dos nossos círculos de amigos) que tentam ter filhos e não conseguem. Pesquisem sobre as estatísticas relacionadas com a reprodução e vejam para onde caminhamos com tantas preocupações. Temos filhos cada vez mais tarde e, muitas vezes, já nem os conseguimos fazer como antigamente. Vejam os números relativos às consultas de reprodução assistida em hospitais e clínicas privadas.

Deste lado, optámos por ser muito felizes com a sorte que nos calhou. Como devem calcular, o último ano foi uma (boa) montanha russa e é por causa de tudo o que há de novo que tenho estado ausente. Optámos por mudar um bocadinho os nossos caminhos, as nossas vidas deram uma volta de 180º, mas eu não poderia estar mais realizada. Ser mãe é mesmo, mesmo a melhor coisa do mundo!

(Quase) 3 Meses Depois

baby girl
A minha Teresa, já com dois meses e meio, a ficar com muito cabelinho.

Ainda não estou operacional.

O que quero dizer é que, olhem, bem, não sei muito bem o que quero dizer. Estou um bocado (grande!) desorganizada nesta nova logística da maternidade. Até era menina para escrever que admiro muito as mães que conseguem fazer 1001 coisas sozinhas, muitas vezes com mais que um filho, mas já descobri (em boa parte, pelos milhentos baby blogs que existem hoje em dia) que é tudo uma grande peta e que não há cá histórias de milagres e mares de rosas: há poses para as fotografias e, quase sempre, empregadas domésticas pelo caminho.

família

Já nasceu a Teresinha!

Não é novidade para vocês, já que fui minando o Instagram e o Facebook com fotografias que acusam a existência da minha pequenina linda. O parto custou um bocadinho, mas correu tudo muito bem, recuperei rápido e tem sido uma alegria. Logo explico tudo, tudo. É que isto de voltar à escrita é muito bonito, mas tenho muito para contar e pouco tempo para escrever. Quem inventou a licença de maternidade deveria ter-lhe chamado licença de adaptação a pequenos seres com muita personalidade e muito dependentes da mamã/mama!

Há meses que digo “é hoje que vou postar”.

Tenho rascunhos e tenho ideias. Quando olho para o relógio, passou mais um dia e eu continuo com muitas tarefas pendentes. Sigam o meu conselho: não combinem mudanças com ter filhos. Guardem estas aventuras para momentos diferentes da vida, ou darão por vós como eu, que já cá tenho a garota e a minha casa ainda parece um estaleiro de obras. Escusado será dizer que a Teresa nasceu em Julho e em Outubro ainda não tem o seu quarto pronto. Sabem que mais? É porque também não lhe faz falta, que ainda dorme comigo e com o papá no nosso quarto.

Resumidamente, muito resumidamente, é isto que vos digo. Os meus dias consistem em cuidar e mimar muito a Teresa, tentar descansar qualquer coisa (acreditem que é muito complicado quando há uma bebé linda mas muito chatinha e que mama exclusivamente e em livre demanda) e fazer algo pela casa. Só agora é que começo a ver tudo mais composto e, ainda assim, escrevo-vos quase às 3 da manhã de um feriado.

Estou de volta!

E espero que vocês não tenham fugido. Muito obrigada pela vossa compreensão.

babywear

Finalmente, a recuperar.

pós parto
Fotografia tirada a 12 de Agosto. Perdoem a qualidade!

Está tudo a voltar ao sítio.

E muito mais rapidamente do que esperava. Passado praticamente um mês, já consigo vestir toda a minha roupa de antes de estar grávida. Apesar de não estar tudo nos conformes e “engomadinho” (nunca tive uma barriga lisinha, lisinha, é verdade), até estou para me atrever a levar biquinis bonitos para uns diazinhos de praia fluvial.

Sabem o que foi pior na gravidez? Isso, fartei-me de me queixar do edema. E sabem o que é ainda pior? Desengane-se quem pensa que vai tudo embora depois do parto, porque ainda andei coisa de duas semanas em modo balão. Não sei se os pés vão voltar ao que eram, porque já voltei ao peso pré-gravidez, o inchaço generalizado já passou mas há sapatos que não voltaram a servir.

O corpo muda e não volta ao que era.

Parece que é mesmo verdade, mas não é necessariamente mau. Vou acreditar que ainda passou pouco tempo e que, naturalmente, ainda há muitos achaques que hão-de resolver-se por si só. No demais, e espero que isto possa ser elucidativo para quem tem medo dos efeitos da gravidez, ainda bem que o corpo não volta ao que era porque acredito piamente que vai ficar melhor.

Visivelmente, e embora hajam partes no meu corpo que ainda estão meio deformadas, estou mais magra e com curvas mais equilibradas. Gosto muito das mudanças de ser mãe!

O quê, saldos?

Saldos

Devo ter emigrado para outra galáxia e agora que estou de regresso à Terra, toda a gente fala de saldos e promoções. Duh! Pois claro que sim, estamos em Julho. Noutras alturas, lá estaria eu à caça de boas pechinchas para complementar o que já tenho e colmatar algumas falhas.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades (ou necessidades): não sei se é temporário, mas este ano está (quase) tudo a passar-me ao lado. Especialmente nos últimos dois ou três meses, já que há demasiadas coisas para fazer e tratar a cada dia e o resultado é chegar à hora de dormir completamente estoirada.

Para ajudar à festa, quando mudamos de casa ou vamos ter um bebé (por aqui, incluo-me em ambos os grupos), parece que a nossa cabeça fica automaticamente programada para só olhar para as tralhas do lar ou coisinhas fofas para crianças. Ah, que sou um bocadinho egoísta e não estou preparada para deixar de pensar em compras para mim para pôr as de outra pessoa à frente – se é este o (ou um dos) argumento que vos leva a adiar a maternidade, minhas amigas, deixem-se de tretas.

E querem saber mesmo se tenho, sequer, vontade de olhar para montras de roupa, sendo que pouco posso comprar com este barrigão, desconhecendo o que o futuro próximo me reserva? E os cosméticos? Sinto-me pegajosa com este calor, para além de que descobri (mentira, só não quis ver o que esteve sempre à minha frente!) que os tenho em demasia e não há nada que me faça falta.

E é isto: o que em tempos foi, para mim, um grande turn on, agora está a passar-me completamente ao lado. Saldos? Só se forem nos domínios da decoração, em especial para o quarto da miss.

Estarei a perder grandes oportunidades? Por favor, elucidem-me!

Bebé A Caminho – 37 Semanas

Onde é que tinha ficado na história da minha gravidez?

Gravidez 36 Semanas
Fotografia tirada às 36 semanas + 6 dias.

Já passaram quase 10 semanas desde que fiz o último post deste género. Na verdade, a minha ausência foi predominante aqui pelo blog, mas foi por uma boa causa – finalmente, entrámos no processo de mudança de casa e no meio de obras, restauros, desarrumos e arrumos (mais tarde, falarei melhor deste processo), não tenho tido tempo para escrever. De todo! Nem Internet, mais ou menos. As velocidades são uma treta e por vezes nem sequer consigo dar aquele olá básico nas redes sociais, que ajuda a deixar toda a gente mais descansada. Mais uns dias, mais uns dias e parece-me que tudo volta a entrar nos eixos. Por quanto tempo? Não sei.

Ora, está tudo muito longe de estar pronto e a minha filhota estará aqui connosco a qualquer momento. Dizem que as últimas semanas são as que mais demoram a passar, mas a mim parece-me que o tempo continua a voar.

Tendo em conta todos os sintomas e queixas habituais desta fase, deixem-me que vos diga que tenho vivido uma gravidez santa: nada de enjoos, há várias semanas que não sei o que é a azia, nada de incontinência e durmo na maior, com excepção feita a algumas cãibras (que já eram minhas conhecidas anteriormente) e viagens à casa de banho.

Ecografia 3º Trimestre
Imagem da ecografia do último trimestre, às 32 semanas.

Sabem que mais? Das 33 semanas para agora, até perdi peso e volume. Ainda assim, não consegui escapar ao edema de que vos falei. Agravou-se, e embora tenha algum controlo, os meus pés parecem paiolas.

Com a miss Teresa, também não há muitas novidades.

Não, ainda não nasceu. Assim que acontecer, estejam descansad@s, eu aviso! Continua a mexer-se muito, é uma crescida (na ecografia das 32 semanas, tinha uma estimativa de peso de 2130g), está posicionada nos conformes para nascer e tem umas grandes bochechas, tal mãe, tal pai. CTG? Só para depois das 38 semanas.

O quarto dela não está pronto, nem perto disso. Não estou muito preocupada porque, quando ela nascer, não é lá que dorme. A cómoda está pronta e arrumada, o ovo a jeito e o saco pronto. O dela! O meu ainda está a ser arrumado.

Gravidez 35 Semanas
Fotografia tirada às 35 semanas + 4 dias.

Contrariamente ao que podem pensar pelas fotos, se fiz 3 horinhas de piscina este ano, já foi muito. Gostava de ter tempo para mais, que a água fresca sabe que nem ginjas!

Estou a atravessar um dilema: por um lado, o calor é insuportável e começo a sentir alguns entraves à mobilidade habitual. Por outro, dava mesmo muito jeito que a miúda se mantivesse cá dentro, no seu T0 amniótico, até às 40 semanas.