Categoria: Moda

Será exagero?

Imagem recolhida do Tumblr. Fonte desconhecida.
Imagem recolhida do Tumblr. Fonte desconhecida.

Sou exagerada e friorenta em proporções quase iguais. Durmo de botija e, se preciso for, em Agosto não esqueço as meias de lã. Ninguém merece ter os pés frios. Contudo, não posso sentir no ar os aromas da Primavera nem ver um raio de sol, que quero logo andar de perna ao léu e pés semi-descalços.

É simples: não gosto da cor de lula do tempo frio e tampouco me sinto confortável de meias que se colam à pele. E os collants terríveis que teimam em esburacar-se num ápice? Não há quem aguente.

Consta que até ao final da semana as temperaturas serão amenas durante o dia. Preocupa-me estagiar num local mais fresco que a restante Lisboa, mas para o tempo que levo a sair de lá e deslocar-me para qualquer outro sítio, acho que já dá para arriscar.

Eu bem sei que ainda regressará o tempo frio, mas nos tempos que correm há que aproveitar as abébias que o São Pedro nos dá, certo? Tenho tantas sandálias e sabrinas bonitas, já para não mencionar as sapatilhas de lona, que pedem tempo assim para poderem sair à rua. Estou farta de botas, que martírio. Serei a única? Será exagero?

Primavera Mel

Eu sei que ainda está um frio de rachar e que mesmo que venha tempo mais ameno, está longe de ser uma constante. Não gosto do Inverno nem com molho de tomate, e para piorar este meu ódio de estimação, já começam a aparecer nas lojas as novas colecções para as estações quentes.

No que toca ao calçado, pela originalidade e pela qualidade aliada ao facto de se tratar de calçado de fácil limpeza e manutenção, uma das marcas que gosto de espreitar com frequência é a Mel. É simples, os modelitos são de babar, ficam em conta, e se não corremos logo para o que pretendemos o mais certo é daí a pouco já não termos essa oportunidade porque os sapatos são tão giros que toda a gente os quer.

Pop VII
Pop VII
Pitanga
Pitanga

Acabei de espreitar as sabrinas e sandálias para a Primavera e fiquei com vontade de mandar vir logo quatro pares. Diria o meu pai, como é barato, vem logo à dúzia. Mas não pode ser, não é sustentável e não se justifica. Já tenho umas parecidas com as Move (embora em preto, com a flor branca) e sabrinas pretas também tenho de sobra. Não vou descansar enquanto não tiver as Pitanga (são ou não são sandálias lindas?) e as Pop VIII. Aiii, que sarilho!

Move
Move

Pop VIII
Pop VIII

Boa Compañia para o Meu Roupeiro

Bem sei que tem estado um frio desgraçado e que o mais provável é estarmos a milhas de dias quentes (a menos que o termostato do São Pedro avarie, ainda que já não espantasse ninguém), mas é impossível não pensar neles quando, ao deambular pelas lojas do costume, encontramos roupa muito bonita e fresquinha a preços que dão vontade de comprar tudo. E vivam os saldos!

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Falo por mim, já conheço a Compañia Fantástica há algum tempo e a verdade é que, regra geral, é a minha cara. Na verdade, não encontraria um adjectivo que melhor caracterizasse a marca: fantástica, sim, que até hoje, acho que não lhes vi uma peça que não tenha gostado. Têm sempre modelitos e padrões tão bonitos e femininos, e nunca ascendem a preços inacessíveis.

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Com a Nádia Basto (Coisas da Nadya) e a Sara Meess (Diary of Fashion), que não tinha melhor foto para vos mostrar um bocadinho do bendito vestido.

Bem sei que as peças são da colecção do ano passado, mas por isso mesmo é que aparecem agora nos saldos e na minha humilde opinião (e vocês concordam, right?) não há aqui nada que tenha caído ou que possa cair em desuso rapidamente. Aliás, o segundo vestido – com padrão de ananás – já me faz compañia desde a Primavera de 2014 e somos felizes e havemos de continuar juntos por muito tempo. Na altura, foi cerca de 45€ e agora está a 26,40€. Com sorte, ainda baixa mais um bocadinho. Se gostarem, têm a saia com o mesmo padrão. Não têm de quê!

Cachecol em 30 Minutos

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À prova de aselhas! Gostava de ter partilhado umas poucas ideias destas convosco antes do Natal e não vim a tempo, mas há preciosidades que são bem vindas a qualquer altura.

Logo após o Verão, comecei a ver imensas referências nas redes sociais sobre um suposto cachecol infinito em tricô que seria feito com os braços, em coisa de meia hora. Fiquei intrigada, está claro, e deixei o assunto em stand by porque aguardava encontrar uma lã gorducha e bonita para utilizar neste feito.

Pela altura do Natal, ao passear por um shopping da minha zona, encontrei a lã de que necessitava (se quiserem a referência e a marca, avisem, que logo procuro os papelitos dos novelos) e meti mãos e braços à obra. Olhem, não podia ser mais simples! É tal e qual como explicam no vídeo do Handimania. Não é preciso fugirem se não souberem tricotar, porque está mesmo tudo muito bem explicado e é muito simples, tão simples que até as crianças podem fazer.

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Aqui fica uma ideia para presentes rápidos que agradam a toda a gente, para terem o cachecol/gola mais giro de todos, ou quiçá para aplicar a ideia a outras peças de vestuário. Já conheciam esta ideia? Já alguém experimentou?

Dramas, dramas…

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Sou daquelas pessoas que tem pouca paciência para fazer compras de roupa. Gosto de caçar bons negócios e fazer bons achados, mas tenho aversão a multidões, confusão e provadores. Compro quase toda a minha roupa a olhómetro. É claro que, no final, acabo por ter de trocar umas quantas poucas coisas porque o tamanho não era bem aquele que escolhi. Ups.

Também há situações em que se torna necessário fazer pequenos arranjos, mas esse é um mal menor, no geral. Só me aborrece quando as peças são muito elaboradas ou de materiais complicados de trabalhar, como as napas e peles. Já vos disse que andava (e ando, bolas!) à procura de um blusão preto, não já? Na verdade,  o que quero é um biker jacket. 

É triste, pode parecer tarefa simples encontrar um que seja perfeito com facilidade, já que as lojas transbordam deles nos tempos que correm. Minhas amigas, desenganem-se, que tem sido uma chatice procurar. Há sempre algum inconveniente: ou o tamanho das mangas (geralmente compridas de mais), ou a cintura (gigante, sem forma), ou o material que é manhoso, ou o preço que não compensa, ou a cor dos metais.

Estou a pensar em comprar o da imagem, que é da BT London. Conheço os tamanhos da marca, tenho agasalhos, e até agora tem corrido tudo bem. Mas… Não sei. Em boa verdade, se não gostar posso sempre devolver. Mas o tempo que se perde nestes processos é chato. Que acham? O mesmo blusão existe com os fechos em prateado, mas acho o douradinho mais fancy. Já vi peças semelhantes a cerca de 120€ e este casaco custa 51€. E agora? Arrisco, ou quê?

Das misérias que me acontecem

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Contando a história, ninguém acredita. Sou a campeã das solas de sapatos perdidas. Juro! Já perdi a conta às vezes em que os meus sapatos (que, por sinal, são sempre bem estimados) se desintegram em plena rua. Poder-se-ia dar a desculpa de que a qualidade tem-se em directa proporção para com o que pagamos, mas já me aconteceram catástrofes destas com sapatos bem caros de lojas e marcas conhecidas.

Adiante, que desta feita até nem foi o caso. Tinha uns sapatos bonitos, como os da imagem, que foram um achado. Pensava eu. Baratos, muito bonitos e super confortáveis. Deixavam-me com altura de gente e com uma pernoca jeitosa. Então não é que ontem, quando dei por ela, tinha as malditas das plataformas a descolarem-se? Não me estatelei no chão porque não calhou e salvou-me o papá, que teve de me resgatar da bela Lisboa e da sua calçada maravilhosa.

Agora estou triste, muito triste, que não quero dar reforma aos sapatos mas também não sei se há remédio que lhes valha. Há cola, pois há, mas até que ponto é que é eficaz? Já fiz a experiência com outros pares de sapatos de plataforma, como estes, e nunca serviu de muito, nem com intervenções do sapateiro. Alguém sabe de uma solução milagrosa ou devo mesmo dizer-lhes adeus e pensar em comprar uns substitutos como deve ser?

Barroco Tropical

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Agora que já estamos em modo outonal e que se espera que os dias refresquem (que, apesar de o Verão não ter sido assim tão simpático, a verdade é que já começamos a ter uma amplitude térmica maior), faz todo o sentido começar a pensar nas modas para o tempo frio. Quem fala em moda, fala em cosméticos. Afinal, tendemos a escolher produtos diferentes consoante o clima, e o calor que pede leveza já está a ir embora.

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De há uns anos para cá, possivelmente em consequência da crise, a inspiração no barroco tem sido uma aposta muito forte na indústria da moda. Os detalhes de cores ricas, o dourado, as texturas aveludadas e acetinadas, as rendas e todos outros exageros que transparecem uma certa prosperidade ajudam a distrair-nos do que de menos bom se passa. Teorias à parte, eu que adoro a riqueza de detalhes ando encantada.

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Recentemente, O Boticário apresentou uma das suas propostas de maquilhagem de Inverno na edição limitada Make B Barroco Tropical, em parceria com o estilista Ronaldo Fraga. Predominam as cores fortes e profundas e, como não poderia deixar de ser, muitos brilhos, dourado e muitos detalhes em relevo. Há, até, uma fragrância chipre frutal deliciosa e três pincéis de maquilhagem para complementarem a linha de maquilhagem, que é constituída por quatro vernizes, um blush, duas sombras em creme cintilantes, um lápis de olhos, três trios de sombras, dois duos de batom/gloss e um duo de máscara/eyeliner.

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Originalmente, no Brasil, saíram também uns quantos batons que não sobreviveram a tempo de chegar a Portugal. Ficamos muito tristes, por cá, mas já é bom ter o resto da linha. Tenho comigo o trio de sombras Bordô Renascença e o Duo Labial Laranja Imperial e o que posso dizer-vos é que, como podem ver nas fotografias, não precisam de ter medo das cores (se for esse o caso), porque são pigmentadas qb, para que seja fácil utilizá-las mesmo quando não temos muita experiência com a maquilhagem e/ou não queremos nada carregado. Há sempre a opção de utilizar as sombras com um pincel húmido e obter uma maior intensidade de cor. Estou a namorar as sombras em creme e os pincéis. E vocês, de que artigos gostaram mais?

Pop aveludado

Podia desatar a falar de música por estas bandas, mas consta que o post  agrada mais à vista do que aos ouvidos. Escusam de fugir, se estavam a pensar em fazê-lo. Se, pelo contrário, até estavam na expectativa de encontrar cantorias, mais tarde posso partilhar convosco um pouco do que tenho ouvido ultimamente.

Estava eu a pôr em dia a minha leitura dos blogs num destes dias (e que tosca sou que não me lembro onde foi que vi, mas se a pessoa em causa ler isto que se acuse!) quando vi uma das propostas da Mel para este Outono. Eu até costumo estar em cima do acontecimento, que acho piada aos modelitos e, apesar de o material levantar certas dúvidas inicialmente (que, já se sabe, Melissa, Mel e afins são todas feitas de plásticos e borrachas), não tenho queixas a apresentar de nenhum dos pares dos quais me fiz proprietária.

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Para quem não gostou dos sapatos do ano passado (como estes, que fiz questão de encomendar para mim), que ficavam algures entre as sabrinas e as pantufas da avó que tanto se têm utilizado, vejam as Mel Pop flocadas lindas (e, já agora, o resto dos modelos, que dá vontade de ter tudo!) que existem agora. Eu adorei as azuis, mas existem noutras cores.

Escusado será dizer que estas terão de vir morar cá para casa…

P.S. – Podem ver aqui no Just Makeup & Beauty o post de que vos falei, com fotografias lindas das Mel em causa.

Verão Rio Sixties

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Apesar de este ano o Verão estar bastante tímido por terras lusas, não podia ter começado de melhor forma que em companhia de grandes amigos, num óptimo dia de convívio. O que pode ser melhor do que uma grande festa de celebração do Verão e da beleza em modo sixties, com tanta gente que comunga do mesmo interesse?

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Foi assim que começou a minha estação do ano preferida, nas Portas do Sol (café/bar super fancy!), a convite d’O Boticário. Na ordem dos trabalhos, se é que me entendem, esteve a apresentação/demonstração da linha Make B Rio Sixties pelo grande Fernando Torquatto, maquilhador responsável pela criação de toda a linha Make B e consultor da rede Globo.

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A linha de maquilhagem em si já chegou a Portugal há mais tempo, mas nem por isso ficou descontextualizada, já que é inspirada no calçadão do Rio de Janeiro e nas tendências dos anos 60, pelo que é a cara do Verão. Foram feitas demonstrações de looks de maquilhagem na Vanessa Martins (actriz), na Margarida Almeida (blog Style it Up) e, oh yeah, na vossa Guida. Euzinha mesma! Já posso gabar-me de ter sido maquilhada pelo super maquilhador das estrelas, e ainda tirámos uma selfie. Foi um grande privilégio, e apesar de eu ter ido vestida e maquilhada a preceito para a ocasião, as sombras utilizadas no meu look foram a cereja no topo do bolo.

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Entre conversa, abraços, e muita diversão, seguiu-se um almoço bastante descontraído. Deu para rever tantas amigas e matar saudades, que já se sabe que nem sempre a correria do dia-a-dia e a distância (sim, as giraças do Porto também vieram!) nos permitem ver as pessoas de quem tanto gostamos com frequência. A família O Boticário cresce, mas nem por isso se perdem os bons hábitos típicos de quem cultiva sempre o carinho e a beleza nas pessoas. Duvidam? Ora vejam o vídeo abaixo, mas não me responsabilizo se depois desejarem ter lá estado.

Vêem por que é que gosto tanto desta família?

Vestido – Vintage, feito pela minha avó

Sandálias – Mel

Brincos – Vintage

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Victoria, Victoria

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Não se acaba a história porque ainda mal começou. Sendo eu uma pessoa que não nutre especial carinho por ténis e sapatilhas, sempre consegui tolerar modelos mais ligeirinhos e versáteis, compatíveis com o meu vestuário diário. Há sempre muitas cores bonitas para escolher, mas opto sempre pelas mais básicas porque, na verdade, eu gosto mesmo é de modelos incomuns e à falta deles prefiro jogar pelo seguro.

Gosto da espanhola Victoria, que é barata e a qualidade não desilude, e apesar de até ter uns dunks super coloridos da marca, o modelo tradicional era dos tais mais básicos. Sempre em lona, de cores lisas e sola branca. De há uns tempos para cá, finalmente, há novidades nas cores e materiais e eu já conto com alguns modelitos na minha colecção.

Fui espreitar o que há actualmente (com os saldos no ar, quem é que não aproveitou para procurar itens da wishlist?) e se, por um lado, em três pares gasto o mesmo que gastaria nuns ténis semelhantes de outras marcas, por outro não há justificação para comprar três pares de ténis de uma só vez. Por isso, estou aqui com as minhas indecisões. Qual é o modelo que mais vos agrada da imagem acima?