Categoria: Infância

Coisas que os aliens raptaram #11 – Belville e Scala

Quem cresceu nos anos 90, decerto se lembra dos Lego Belville e Scala. Eram Lego para meninas, que juntavam o útil ao agradável ao juntar o mundo dos blocos de encaixe com o das bonecas. Confesso que não liguei muito aos Belville, porque eram quadradões de mais para o meu gosto e a meu ver não eram nem carne nem peixe. Ou brincava com as Barbies ou brincava com os Legos.

Com a Scala, foi diferente. Tinha oito anos quando chegaram a Portugal e pedi tanto, tanto, que quando fiz nove anos me ofereceram a loja de roupa. E que delícia era brincar com aquilo! Ainda hoje, guardo as minhas Scala todas porque são algo que quero passar à descendência.

Acho que nunca mais vi nada disto à venda, o que é uma pena. Podem argumentar que é porque os miúdos de hoje em dia não querem saber de brinquedos, e eu concordo até certo ponto. Há coisas que nunca irão cair em desgosto, como o Lego. E quando as crianças não gostarem de Lego, gostam os adultos.

Sabem o que é que gostei de saber, apesar de tudo isto? Que nem tudo está perdido, agora há as Lego Friends. Há para todos os gostos: são cinco amigas (Andrea, Emma, Mia, Olivia e Stephanie) que vivem em Heartlake City e todas elas são muito diferentes entre si. Há aventureiras, cientistas, artistas, empreendedoras… Estou mortinha por ver isto tudo nos supermercados e lojas de brinquedos. Há vários conjuntos, e talvez compre um só para matar saudades visto que os preços também não são nada do outro mundo – o conjunto mais barato custa cerca de 6,50€.

Esta é também uma boa sugestão para quem tem pequeninas queridas e quer oferecer um presente no Dia da Criança, que é daqui a menos de um mês.

O bom de não ter Internet…

… É ter tempo para organizar os arquivos e jogar. Muita jogatana!

Já tinha saudades do Sims 3 e das expansões. E desengane-se quem pensa que é só para construir casas e vestir bonecos. Ok, não oferece a mesma dificuldade que outros jogos, mas mesmo assim tem uns desafios catita de serem feitos sem batota. Vejam bem que, no jogo, já sou uma agricultora xpto e posso plantar oveiras, queijeiras, bifeiras e hamburgueiras.

É verdade, alguém já experimentou a última expansão?

Que jogos de computador vos agradam mais?

Penso que um dos sonhos de qualquer fanática por batons é ter uma paleta de cores infinita à mão de semear, independentemente da estação do ano, das tendências de cor ou dos gostos. Afinal, ter um batom de cor bizarra pode fazer jeito, sabe-se lá!

Pois bem, não tarda este sonho vai tornar-se realidade, quando os Pout Paints da Sleek chegarem à Sephora, no começo de Abril. Já vos tinha mostrado a minha primeira criação, feita durante o focus group da marca, a cor de batom que baptizei de OrGuídea.

No total, chegarão às lojas onze cores de Pout Paint, já no começo de 2012.

Por ora, tive acesso a cinco cores. Da esquerda para a direita: Port, Peekablo, Pinkini, Pin Up e Milkshake. Mas quero as restantes e por isso vou a correr à Sephora assim que descobrir que lá estão todas!

Logicamente, as cores podem ser usadas sozinhas (bom, alguém arrisca o azul?). No entanto, o que tem piada é misturá-las e criar os nossos batons exclusivos. O produto tem boa durabilidade se o deixarmos em frasquinhos fechados, pelo que podem arriscar fazer uma série de cores ao mesmo tempo para usar no espaço de alguns meses (cuidado, muito cuidado com as alterações de textura, cheiro e cor. Já sabem que caso se verifique alguma destas características alteradas é sinónimo de ter de mandar tudo para o lixo, certo?). Sinto-me que nem uma criança a seguir ao Natal! Lembro-me que quando andava na escola primária havia um brinquedo (da Barbie?) que nos permitia justamente fabricar glosses de diversas cores.

Encontrar frasquinhos para estas experiências foi o mais complicado. Podia ter usado frascos vazios de amostras, mas queria algo transparente que desse para ver bem a mistura contida no interior. Procurei, procurei, até que há uns dias encontrei uma loja chinesa que vendia packs de doze frasquinhos por 1.10€. Pareceu-me muito bem!

Não é genial?

Quando era pequenina… #2

Quem me conhece (e vocês que me lêem já vão sabendo algumas coisas sobre mim) sabe que sou extremamente nostálgica, para o bem e para o mal. Depois do post dos sapatos da minha infância, e de ter mencionado levemente o que o bom gosto da minha mamã fez por mim, fiquei a pensar numa série de coisas da moda dos meus tempos de pequena.

Com calma logo chego a tudo, mas ainda dentro do capítulo do calçado lembrei-me dos All Star. Lembrei-me que raras foram as ocasiões em que tive outro tipo de ténis. Lembrei-me de ter montes de pares de cores diferentes e lembrei-me que muitas vezes não os queria calçar.

Tenho visto que (infelizmente) a moda dos ténis com luzinhas regressou e está nos pés de muita pequenada. Mais uma vez, a minha sábia mãe não me deixou fazer figuras tristes e o que na altura me pareceu uma afronta (por que é que eu não podia ter uns ténis cor-de-rosa com luzes iguais aos das minhas amigas da escolinha?), hoje em dia faz grande sentido. Que coisa horrível! Até nessa altura os All Star estiveram presentes na minha vida e lembro-me que me ofereceram uns personalizados: eram rosa-choque e tinham strass e atacadores prateados. Eram pirosos, sim, mas com estilo!

Nos anos seguintes, os belos dos ténis ficaram esquecidos. Não sei o que se passou, era quase impossível encontrar os chucks à venda e só se viam ténis horríveis: primeiro, eram muito volumosos e tinham atacadores gigantes. Depois, surgiram os modelos manhosos da Nike. Tudo isto acompanhava as calças largas da Resina e camisolas da Fubu que o povo vestia. Que triste foi a entrada no novo milénio no que toca às tendências de vestuário das camadas mais jovens. Eu, como sempre tinha acontecido, tinha a mamã a escolher a roupa. Ufa!

Só no final do meu Ensino Básico é que os Chuck Taylor All-Stars voltaram a estar em alta e lembro-me de comprar pares de stocks antigos a 15€, que usei até ficarem sem solas. Hoje em dia tenho uns ténis desse género que eu própria personalizei (logo vos mostro, se quiserem), mas sinto falta de um bom par da Converse. Ainda por cima vem aí a Primavera e é mais do que óptima altura para voltar a calçar os ténis que não são bem ténis.

A dúvida é: de que cor? Azul marinho, rosa ou lilás?



Talvez encomende dois pares. Ainda por cima, com a nova colecção vieram códigos promocionais bons dos quais podemos usufruir:

SPARTOOPT1-M – 5% (a partir de 60€)
SPARTOOPT2-M – 10% (a partir de 80€)
SPARTOOPT3-M – 15% (a partir de 100€)
SPARTOOPT4-M – 20 % (a partir de 150€)

Quando era pequenina…

… Lembro-me de ter, durante toda a minha infância, pares e pares de sapatos como os da imagem. Não que agora seja muito grande, mas o facto é que já não encontro nada disto no tamanho 35. Pela primeira vez, sinto que tenho os pés grandes. Não sei se os meus sapatos eram da mesma marca, a Aster, mas lembro com muito carinho os recortes na parte superior do sapato. Tinha-os de várias cores e lembro-me que a dada altura não os queria calçar. Estava farta dos sapatos de boneca. Como me arrependo! Por vezes, quando somos pequenos, não damos valor ao que é bom.

Que saudades tenho deste tipo de sapatos, de outros sapatos com fivelas, das socas baixinhas, dos chupa-cocós, dos casacos e camisolas de lã, dos vestidos floridos com gola que a minha avó costurava para mim, das jardineiras e dos calções com mil e um padrões diferentes… Tenho saudades de tudo isso. Lembro-me de fazer fita para vestir algumas dessas coisas, mas hoje tenho de reconhecer que tinha (e tenho, felizmente!) uma mamã com muito bom gosto que se esforçava por me manter bastante apresentável.

Deixemos as piroseiras de infância para outro post.



 Consegui encontrar estas fotos aqui no arquivo e achei por bem partilhá-las convosco. São poucos dos muitos disfarces e palhaçadas que fui fazendo ao longo dos anos. Também me mascarei de princesa, de bruxa, de noiva, de padeira, de peixeira, de minhota, de espanhola, de enfermeira, de Beatriz Costa, de Cleópatra, de velhota, entre outras coisas. E as vezes que optei por sair à rua de pijama, já que ninguém leva a mal?

Que vergonha, agora que penso no assunto não me mascaro para o Carnaval há três anos.

E vocês, de que é que já se mascararam?

A sério, eu ainda sou do tempo em que todas as crianças se mascaravam de palhaço pelo menos uma vez entre a sexta-feira antes do Carnaval e o dia de Carnaval (que a folia começava com os desfiles escolares e só terminava no próprio dia).

De há uns anos para cá não me lembro de ver os pequeninos vestidos de palhaço. Este ano, já vi chineses pouco chineses, já vi abelhas (com meias de liga? Não eram crianças, eram moças dos seus 15 anos…), já vi polícias, já vi bruxas, homens aranha…

Que aconteceu ao popular disfarce de palhaço?