Categoria: Infância

Zé Franco

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Há muito tempo que não passeávamos, pelo que na sexta-feira passada decidimos rumar à Ericeira, com direito a passagem pela Aldeia Típica do Zé Franco, no Sobreiro.

Nem o frio nos impediu! Como podem ver, o casaco de pêlo sintético que era da minha avó pode não ser o casaco mais bonito do mundo, mas nunca passei frio com ele vestido.

Decidimos ir por estradas velhas, enchemos os pulmões de verde e matámos saudades dos tempos de infância.

Fomos depois do almoço, e apesar de estarmos de estômago aconchegado, não resistimos ao melhor pão com chouriço do mundo: o que há no Zé Franco.

É enooorme, é saboroso, é barato e ainda por cima está sempre quentinho. Demos uma volta para matar saudades das miniaturas e obras e, vejam bem, até redescobrimos um boticário por lá. Acho-lhe uma piada enorme e remeto-me sempre para outro Boticário!

Hoje, sei que a maior parte das pessoas da minha geração e daí para baixo já não conhecem o Zé Franco. Prometo que quando tiver filhos os levo lá com frequência!

ericeira

Já na Ericeira, pareceu-nos que o mar estava melhor do que em muitos dias de Verão.

Pareceu-nos! Cá fora, o termómetro marcava 15ºC. Eram só mais 11ºC do que perto de casa! Ainda assim, estávamos gelados e pareceu-nos melhor ficar no carro a apreciar as sobras de pão com chouriço do que passear no areal.

Depois disto tudo, ainda fomos às compras.

Foi, com certeza, um bom começo de fim-de-semana.

Monchichis – Coisas que os aliens raptaram

monchichi

Depois de ter visto a Ana na Suécia falar das Barriguitas, lembrei-me de outro brinquedo emblemático do tempo de quem era pequenino pelos anos 80 e 90.

Lembram-se dos Monchichis?

Na verdade, escreve-se Monchhichis. Ainda tenho um ou dois primos destes macaquinhos, adoro-os e não sei como é que conseguem fazer desaparecer a bonecada toda, que era tão engraçada.

Nem sei o que é melhor, fazê-los desaparecer ou dar-lhes nova cara. É que se pensarmos nas Polly Pocket (de que já falei aqui), Barbies e Barriguitas… Mais vale mesmo estarem quietos.

Mattel, o que fizeste tu aos Monchichis?

Galak Buttons – Coisas que os aliens raptaram

galak buttonsOk, isto é o fim do mundo e vamos todos morrer.

Numa destas noites, à conversa com a Marta, apercebi-me que já não existem Galak Buttons.

E o pior é que tenho muitas, muitas saudades destas pastilhas de chocolate branco.

Não entendi! Lembro-me que durante os meus tempos de Secundário ainda existia, pelo menos em bastão, que é a última recordação que tenho do Galak. Mas os botões é que eram…

Nestlé, o que é que vos passou pela cabeça? Isto é um crime!

É que o Galak não era simples chocolate branco… Era O Chocolate Branco.

Sou só eu ou há por aí mais gente à espera de satisfações pela desaparição do chocolate do golfinho?

Facebook Kids

facebook criançasOntem descobri que as minhas primas de dez anos têm perfis no Facebook.

Os pais têm conhecimento, é certo, mas mesmo assim não deixa de ser medonho.

Ambas têm fotografias. Uma delas nem sequer deixa adicionar amigos, o que me deixa um nadinha mais aliviada. A outra, tem o mural à mercê de quem passa, pois nem sequer controla a visibilidade do que escreve.

Bem sei que as coisas mudam e que quando eu tinha a idade delas mal havia Internet.

Tive o meu primeiro blog aos doze anos. Nessa altura, ninguém pensava em redes sociais. Havia os chats, o mIRC ainda tinha algum peso e era por lá que se conversava.

Mas numa época em que quase ninguém tinha câmaras digitais e os telemóveis só serviam para telefonar e mandar mensagens, não havia essa preocupação. Até porque o mais provável era utilizar um nickname hoje, outro amanhã e por aí fora.

Sou sincera, criança minha não teria autorização para criar um perfil na Internet tão cedo.

Em primeiro lugar, os miúdos são novos de mais para andarem agarrados a computadores. Nem sequer falando na saúde deles, acho que é desde cedo que se aprendem os valores importantes da vida.

Como é possível esperar que tenham força de vontade e que sejam seres amigáveis se têm a liberdade de alapar em frente ao monitor? Acho que aos dez anos socializar significa algo mais do que passear pelo Facebook.

No meu tempo, saltava-se à corda, andava-se de bicicleta, brincava-se. Também se jogava no Gameboy e na Playstation, mas enjoávamos de tudo isso muito depressa. Hoje em dia, joga-se no Farmville, Cityville e outros villes.

Na minha escolinha, teríamos gosto por ter uma horta num canteiro algures. Já estes miúdos, ficam contentes por ter uma horta virtual. Pergunto-me se sabem que o leite vem da vaca e que os morangos não vêm das árvores.

Depois, há a questão da segurança.

Não me venham dizer que os pais controlam, porque não acredito que algum pai tenha controlo total sobre os seus filhos durante todos os minutos do dia. Não me enganem, todos passámos por lá, todos sabemos o que a casa gasta.

E os azares acontecem, muitas vezes porque damos abébias.

Se há coisas em que acredito que quanto mais cedo lidarmos com elas, melhor, esta não é uma delas. Sabem, vejo muitos adultos que deviam ser proibidos de estar em redes sociais pelas atitudes que têm.

Não se apercebem de que qualquer pessoa pode ver o que escrevem e por vezes dizem as maiores barbaridades. Sim, temos liberdade de expressão. Mas também é verdade que a nossa liberdade termina onde começa a dos outros, e muita gente não se apercebe dos limites.

Se é este o exemplo que as pessoas grandes dão, como esperam que os mais novos tenham bom senso? Nem falo dos falsos perfis de adultos mal intencionados.

Falo de pessoas relativamente influentes, que sabem que há malta miúda a vê-las e que ainda assim jogam muitos palavrões para o ar, a par de afirmações grotescas (como pessoa tal que há tempos afirmava que quando as jovens se vestem de forma “provocatória” merecem o assédio de que sofrem por vezes).

É que, a meu ver, grande parte da nossa formação humana vem dos exemplos que tivemos. Por vezes, não conseguimos distinguir o exemplo bom do exemplo mau.

Chamem-me forreta, mas a isto eu faço “não gosto”.

Missangas de engomar

missangas ikea

Sei que a Hama é a marca que criou este tipo de missanga, e não tenho mesmo outro nome para lhes chamar.

As missangas Hama lembram-me os tempos de infância, quando brincava com uns tabuleiros onde podia encaixar uns pinos coloridos e construir figuras. Quem não se lembra disso?

Neste caso, é o tabuleiro que tem umas saliências onde podemos encaixar as missangas para construir figuras. Depois, passa-se tudo a ferro, as missangas derretem e podemos retirar as nossas figuras, inteiras, do tabuleiro e usá-las.

No quê? Bom, no que bem entenderem.

É importante referir que procuro estas missangas há anos. Sei que, supostamente, existe um representante da Hama em Portugal e que até fica perto de mim, mas nunca o encontrei.

Hoje, ao passear pelo IKEA, encontrei destes frascos gigantes por 4,99€ e os tabuleiros por 1,99€. Pulei de contente e é claro que tive de trazer para experimentar.

Em tempo de crise e com o Natal a aproximar-se, até pode ser uma boa ideia para oferecer. Ou oferecer coisas bonitas produzidas por nós com este material!

Tia das Ameixas

tia maria

Desde pequena que gosto de ameixas.

Apesar de não serem a minha fruta preferida, há alturas em que as devoro. Também há alturas em que me esqueço completamente delas, e é um frete gigante ter de as comer.

De agora para a frente, acho que vou passar a olhar para as ameixas de outra forma.

Tenho comigo uma caixa gigante, estou deliciada a comê-las (com alguma moderação, que isto dá dores de barriga!) e o melhor é que me lembram de boa parte da minha infância, lembram-me de quando a tia Maria nos dava ameixas do quintal dela.

Era a tia das ameixas.

Agora, as ameixas vêm com mais saudade. A tia das ameixas foi embora há dois dias, tinha 90 e muitos anos.

Para além de super nutritiva e saborosa, a ameixa passou a ser nostálgica.

Paparotes

amorasQuando era mais novinha, lembro-me que a certa altura do ano, quando fazia calor, havia paparotes.

Tenho a certeza que muit@s de vós passaram pela mesma experiência e, para quem não sabe, os paparotes são uma mistura de amoras esmagadas com açúcar.

Há quem os coma nas folhas ou, para as pessoas mais niquentas (como eu, claro está), vai à colher, da tigela.

Agora é raro encontrar amoras por aí e as do supermercado custam os olhos da cara, tal como qualquer outro fruto silvestre.

Para além disso, nem sequer sabem ao mesmo. As congeladas e os doces de amora não são opção, nem sugiram tal blasfémia.

Fazer o quê? Ficam na memória até à próxima vez…

Ó Barbie,

ken barbie

explica-me como é que aos 52 anos é possível gostar de um tipo que parece o Zac Efron.

Foi alguma crise de meia idade ou foram estes planos de mudança de imagem que deram origem ao vosso divórcio há uns tempos atrás?

(Sim, pessoas lindas cá do blogue, este é o novo Ken. Até morri quando vi disto às toneladas no Toys’r’Us ontem à tarde! Eu, Joana Margarida, eu que já nem do antigo gostava e então vai de o trocar pelos Action Men do mano…)

Melhor que trocar cromos

 shakira

Apesar de toda a gente saber que não gosto de carneiradas, olaré!

Já lá vão uns bons meses desde que as pulseiras malucas começaram a aparecer por todo o lado, graças à dona Shakira e à capa do seu último CD, e eu gosto.

Acho piada à ideia de andar com uma série de pulseirinhas de formas diferentes no braço.

Há de animais, letras, bonecos, tudo o que possam imaginar. Consta até que há por aí um site que tem pulseiras destas com posições do Kamasutra.

Compõe-se um arco-íris gigante e irregular e ainda há a possibilidade de trocar as repetidas, tal e qual como os cromos e tazos.

É verdade que não são charmosas e lindas, não ficam bem com tudo e são super infantilóides. Mas é aí que reside o gozo!

Tenho tantas saudades de coleccionar e trocar tazos, cromos, pega-monstros e afins que esta pancadona é nostalgia da boa.

Trouxe dois pacotes de bichos diferentes e, na verdade, fui ajudada a escolher por duas pessoas pequenas que andavam à caça do mesmo na loja.

Agora, vá, toca a usar, usem à vontade, abusem porque há aqui lagartixas e elefantes repetidos que pedem troca urgente!