Categoria: Infância

Gravidez 101 – Burocracias

A gravidez é sinónimo de incursões à Segurança Social (SS)

E não só! Entre outras maroscas, todas sabemos que há uma série de questões e estatutos a tratar durante o período da gravidez (e após o parto) e nunca ninguém nos explica muito bem tudo o que é preciso fazer. Portanto, decidi fazer um resumo do que me lembrei de ter tratado.

Não me perguntem sobre como, quando e onde é preciso informar as entidades empregadoras, porque para além ser trabalhadora independente, há um ano atrás estava a terminar a minha licenciatura. Alguns dos itens que menciono a seguir podem ser afectados pelo valor dos rendimentos do vosso agregado familiar, pelo que o melhor é sempre consultarem as fontes oficiais.

pré natal

O ponto de interesse aqui é tomar conhecimento de informações que, de outra forma, estariam dispersas (falo por mim, que se não fossem as amigas e alguns fóruns, se me fiasse pela SS nem saberia como me mexer). Ora, se contribuímos e cumprimos com os nossos deveres de contribuintes, também temos direitos e era bonito que estivessem clarificados em locais bem visíveis e de facílimo acesso. Aconselho, também, a que façam marcações online e que se dirijam às repartições da SS pessoalmente, que online já se sabe que nada funciona. É um mistério!

A reter:

  • Durante a gravidez, a mulher tem isenção das taxas moderadoras do SNS. É só tratar no centro de saúde.
  • No âmbito do acompanhamento da saúde materna, as grávidas seguidas no SNS também têm direito a 3 cheques-dentista para a realização de alguns procedimentos, sendo o primeiro atribuído pelo médico de família e os restantes (caso sejam necessários) por um dentista aderente (podem consultar a lista aqui). Não há desculpas para dizerem que a gravidez estraga os dentes!
  • A partir da 13ª semana de gestação, podem pedir a atribuição do Abono Pré-Natal à SS, para ajudar com as despesas inerentes à preparação da chegada do bebé. Para tal, têm de pedir ao médico de família a respectiva credencial que comprova o tempo de gestação. Esta prestação familiar terá, em princípio, o mesmo valor que o abono de família nos primeiros 12 meses de vida do bebé e irá depender do escalão em que se encontrarem.
  • Pelo caminho: ponderem e decidam onde vão ficar os vossos bebés quando vocês tiverem que ir trabalhar. É numa creche? Numa ama? Aos 3/4 meses de gestação, convém ter uma ideia e ir contactando sítios. Eventualmente, façam já a pré-inscrição.
  • Depois de o bebé nascer, também devem requerer o Abono de Família. É pegar na certidão de nascimento e ir à SS.
  • Quanto à licença de maternidade, têm de comunicar à entidade empregadora o nascimento do bebé e quanto tempo de licença irão gozar. Aconselho a leitura deste artigo e que ponderem muito bem antes de tomar uma decisão, sendo que podem comunicar alterações à SS no decorrer do vosso período de licença. O que têm de fazer assim que possível após o nascimento do bebé é ir à SS e submeter o vosso pedido de subsídio de maternidade em conjunto com o pai (se for caso disso), se tiverem mais de 6 meses de descontos seguidos ou interpolados. Fica o alerta de que demoram séculos a pagar as licenças, pelo que se puderem poupar a contar com 2 ou 3 meses de despesas, façam-no.
    • No caso de não terem e os rendimentos do vosso agregado familiar serem baixos, podem sempre tentar recorrer ao Subsídio Social Parental.
  • Não têm de ir a correr tratar do Cartão de Cidadão do bebé (alguns hospitais já dispõem do serviço Nascer Cidadão), mas eu aconselhar-vos-ia a fazê-lo cedo. Assim, têm logo os dados todos num só local e escusam de andar com a Certidão de Nascimento, folhinha com os dados de utente do SNS, NISS e afins atrás.

Que mais vos posso dizer? Se virem que há demoras estranhas por parte da Segurança Social, insistam e façam por se manterem informadas. Não são raras as histórias de pessoas induzidas em erro ou de pedidos que se perdem no limbo e nunca chegam a dar entrada no sistema informático. Não deixem arrastar o que pode ser tratado cedo.

É muito mau, mas é verdade: nós, enquanto contribuintes, temos de cumprir prazos e bem vimos os nossos ganhos sofrerem talhadas enormes em impostos; o Estado, por sua vez, concede-nos “direitos” (no caso da licença de maternidade, não é direito nenhum porque até descontámos para ela) e demora a cumprir com a sua parte.

Por isso, e por pessimista que possa parecer, é mesmo assim: tenham em conta que podem não ver os vossos salários durante 2 ou 3 meses após o nascimento do bebé (embora vos seja pago mais tarde na íntegra); é triste e ridículo ter que estar a contar com fundos extra numa época tão especial, especialmente para quem não tem família/amigos dispostos a ajudar.

Mães de serviço, esqueci-me de algum detalhe? Espero ter ajudado alguém neste processo de papeladas típico da gravidez.

É Carnaval, ninguém leva a mal!

bebé carnaval

Tinha mesmo de mostrar a minha Minnie. Porque eu nem era eu se não mostrasse à minha filha, logo de pequenina, o que é o Carnaval. Porque ela pode ser 7 meses de gente, mas já alinha nas minhas macacadas. É uma vaidosa, é a minha princesa!

Para quem diz ah e tal, que é difícil encontrar disfarces de Carnaval para bebés: ilustres, do pouco se faz muito! Encontrámos um vestido com saia de tule a 3.99€ na H&M (há-de servir para outras trapalhadas), as orelhinhas com laçarote comprámos no chinês – vinham numa bandolete, mas a minha mãe retirou-as e coseu numa fita de cabelo. O casaco (feito pela minha mãe para mim, já tem quase 30 anos!) e os collants (e os sapatos, aqui estava descalça mas usa sempre sapatos tal e qual gente crescida) são da roupa que veste normalmente.

Ficou ou não ficou a Minnie mais amorosa de todas?

E agora, vá, vamos tod@s limpar a baba e seguir com as nossas vidas.

10 do Momento

Comecei por ter um blog de beleza,

Embora considere que grande parte da essência do blog passe por aí mesmo. Só decidi que me daria à liberdade de escrever sobre o que quisesse e, às tantas, acabo por me esquecer que vocês gostam tanto quanto eu de saber das lides dos betumes e tintas. Verdade ou mentira?

Vai daí, desde Junho de 2015 que não faço um apanhado dos 10 cosméticos que mais tenho gostado ultimamente. Está na hora de partilhar convosco os meus aliados e desenganem-se se pensam que, com os tempos, se mudam todas as vontades. Só mudam algumas!

favoritos beleza
Os meus 10 favoritos actuais. Da esquerda para a direita, de cima para baixo.

Eis o meu top, sem ordem específica.

  • Bio Oil – Comecei a utilizar quando estava grávida e nunca mais o larguei. Até no rosto o utilizo, à laia de sérum. Nunca fui muito rigorosa (sei que há grávidas que têm todo um ritual de aplicação de cremes e mistelas 2 ou 3 vezes por dia, mas eu que sou preguiçosa tinha dias em que nem sequer utilizava nada), mas o facto é que a pele se mantém elástica, hidratada e sem estrias.
  • Quenching Serum SOS, Caudalíe – Não me canso de falar dele, se não se lembram podem espreitar o que já disse aquiaqui, aqui e aqui. Preciso de dizer mais alguma coisa?
  • BB Cream Beyond the Solution, Lioele – Não é novo e já falei dele neste post. Agora, mais que nunca, dou-lhe o devido valor. Muito boa cobertura, hidratante, não fica empoado tipo estuque mas também não me deixa com cara de fritadeira. Agora tenho menos tempo que antes para me arranjar, pelo que gosto de atalhar caminho no que diz respeito à preparação da pele para a maquilhagem.
  • Protector Solar SPF 50 gel-creme para peles oleosas, Youth Lab – Foi a Ana que mo deu a conhecer e nunca mais o larguei. Todos, mas todos os dias, faça chuva ou faça sol, utilizo protector solar. Se já tinha todo um historial de alergias ao sol, a gravidez deu-me a conhecer a realidade das manchas e rugas. Mais vale prevenir do que remediar, e este protector solar é o melhor do mundo para o rosto porque não pesa, não tem aquele cheiro a “sintético” a praia nem fica todo oleoso na cara. Como bónus, tem uma ligeira corzinha. Há dias em que acabo por nem aplicar mais nada no rosto.
  • Poudre de Riz de Java, Bourjois – É uma reedição do famoso produto da Bourjois, em comemoração dos seus 150 anos. É um pó solto translúcido com subtis cintilâncias que nos deixam o rosto com um ar polido e iluminado. Não acumula nem tende a ficar oleoso. A embalagem é prática, contendo uma patilha “doseadora” que não deixa que saia demasiado pó do compartimento. Esta parte é completamente secundária mas também tem de ser referida: tem um cheirinho tão bom!
  • Batom Color Sensational Vivid Matte, Maybelline – Eu sei que não tem uma durabilidade imaculada, que nem sequer fica mate e que só chegaram 4 cores a Portugal. Se procuram um daqueles batons líquidos mate à prova de tudo, esqueçam. Ainda assim, são dos que mais tenho usado, especialmente a cor 50 (Nude Thrill). A aplicação é super confortável, não resseca os lábios, efectivamente confere o conforto de um gloss sem ser pegajoso nem brilhante. E tem um sabor/aroma bastante agradável.
  • Blindagem Capilar, Novex – Já falei dela aqui e nem me vou alongar mais que isto: poupa-se muito tempo na secagem e preservação do penteado. Xô, humidade!
  • Emulsão de Banho, Anjinho – Só para contextualizar, a Anjinho/Angelito/Babyheart (há-de ter outros nomes noutros países) é a marca de produtos de higiene para bebé do Aldi e está muito subvalorizada. É mesmo muito boa e muito barata e volta e meia trago alguns produtos para a Teresa. A emulsão de banho é um deles e também a utilizo. Adoro! Não resseca a pele no banho, é um mimo. Se tiverem um Aldi por perto, não olhem para este produto (nem para o resto da marca) de lado!
  • Gel de Limpeza 2 em 1 Pure Active, Garnier – É para peles oleosas e surpreendeu-me muito porque é delicado. Não arde nem resseca a pele – palminhas por terem compreendido que as peles oleosas podem ser sensíveis e desidratadas e criarem um produto que respeita estas características! É eficaz, é prático e é económico (a embalagem é gigantesca para o que é habitual num gel de limpeza de rosto – tem 200ml).
  • Purelan, Medela – Este é aquele produto do qual possivelmente nunca ouviriam falar se não estivessem grávidas/fossem mães. O Purelan é um creme muito espesso e hidratante de lanolina pura. Tipicamente, utiliza-se nos mamilos quando estão gretados/sensibilizados pela amamentação. Mas também serve para muitas outras coisas! Para peles muito secas e sensíveis (como os lábios), garanto-vos que não há melhor que isto. Há quem gaste muito pouco, ao longo da amamentação. Eu já vou na segunda bisnaga à conta da função multi-usos.

E é o que tenho para dizer por agora. Pode parecer aborrecido, mas é mesmo o que mais tenho utilizado e que mais me tem surpreendido. E nem é necessário dizer que utilizo tudo exaustivamente, pois não?

Bebés 101: Escolher Fraldas

Escolher as melhores fraldas (e restantes produtos associados à muda) para os nossos bebés é um grande desafio.

Lembro-me que, quando estava grávida e pensava nas compras que tinha de fazer para a Teresa, as fraldas eram um dos produtos que maiores dúvidas levantava. Queremos aproveitar as promoções, mas por outro lado nunca sabemos quais são as melhores, nem se os bebés farão alergia ou quais os tamanhos a trazer.

Se vão ser mães pela primeira vez ou acabaram de dar à luz e ainda andam aos apalpões, deixem-me ajudar-vos com este post. Começo por vos dar um conselho de amiga (a sério, podem dizer-vos o contrário, mas isto é o que tenho verificado):

Não façam stocks de fraldas antes de os bebés nascerem.

A sério. Em primeiro lugar, não se deixem iludir pelas histórias de promoções e feiras de bebés. Salvo raríssimas excepções, não compensam. Vão ter os mesmos ou melhores descontos ao longo do resto do ano. Depois, já viram se investem tudo numa determinada marca e vai na volta o bebé é alérgico ou nem sequer gostam da marca? Não vale a pena fazer fretes. O que sugiro é que tenham 1 ou 2 pacotes de tamanho 1 a jeito para quando a criança nascer. Tenho quase a certeza que, numa aflição, o hospital (se for esta a vossa opção) onde nasce o bebé também vos fornece algumas fraldas. Referi o tamanho 1 porque é o que faz mais sentido na maior parte dos casos:

  • Abrange um leque de pesos que apanha a maior parte dos recém-nascidos;
  • Há marcas que já disponibilizam o tamanho 0 (para bebés abaixo dos 3kg), como as Dodot Sensitive – se necessitarem, dá perfeitamente para comprar já depois de o bebé nascer e assim não ficam com fraldas empatadas para os Nenucos;
  • Mesmo que tenham um bebé grande, acreditem que é provável darem conta de um pacote de fraldas T1 num instante. Os recém-nascidos tendem a ser muito cagõezinhos!

Stocks de fraldas só se fazem quando já conseguimos prever mais ou menos o crescimento dos nossos bebés. É o meu conselho de amiga!

Quanto a marcas, segue abaixo a minha crítica.

Comecemos por desmistificar o descartável vs pano. Até podem ter óptimas intenções para com o ambiente, mas quando começarem a ver as fraldas de pano/reutilizáveis todas feias e a ter de as lavar à velocidade da luz, vão desistir dessa ideia. Felizmente, hoje em dia o mercado oferece-nos opções de fraldas descartáveis para todos os gostos, ideologias e bolsos. Há que salientar que só posso falar das que conheço, pelo que fico à espera de ouvir outras opiniões nos comentários. Felizmente, a Teresa nunca fez alergia a coisíssima nenhuma e espero que assim se mantenha.

  • Bambino – eram as do hospital. Já as conhecia de outras andanças. São razoáveis. Não transbordam mas são muito “plásticas”.
  • Chicco Dry Fit Advanced – Foram as que comprei em primeiro lugar e foram as melhores. Estão frequentemente com 50% de desconto. São fofas, respiráveis, ajustam-se bem e não transbordam. Recomendo muito!
  • Continente – No que diz respeito às marcas brancas, são as que mais gostamos (e as que mais compramos). Não devem muito às da Chicco. Só não me parecem tão fofas e, consequentemente, um pouco menos absorventes. É frequente terem packs mensais a cerca de 11€. Querem melhor?
  • Lidl – Não são más, mas não se ajustam tão bem ao corpo do bebé. São muito “rígidas”. Se os cocós forem muito líquidos, estas fraldas transbordam especialmente pelas costas, já que o rebordo não tem elasticidade.
  • Libero – Fujam! A sério. Ouvi dizer muito bem delas, nem sei bem como. Transbordam, trespassam, são um horror. E o pior é que a humidade também se mantém à superfície. Resultado: muitos rabinhos assados.
  • Dodot Sensitive – Não percebo, também, o alarido feito em torno desta linha. As fraldas são boas. Mas poderiam ser melhores! Parecem-me muito “plastificadas” no interior. Têm uma espécie de rede. E retêm muita humidade nessa camada, o que resulta numa espécie de caldinho a refogar e acaba por originar o mesmo que as Libero.

Aparte: gostava muito de experimentar as Nunex, mas nunca calhou. São portuguesas e ouvi falar muito bem delas. Confere?

Passando ao capítulo da limpeza, impera o seguinte conceito (especialmente nos primeiros tempos de vida do bebé): façam-na da forma mais simples possível. O ideal é utilizar compressas com água, mas este formato nem sempre é o mais prático.

Por aqui, adoramos as Water Wipes (são toalhitas praticamente só com água). Com o passar do tempo, após verificarmos que não havia reacções adversas, começámos a intercalar com as Huggies Pure e com a Johnson’s Baby Gentle Cleansing. Já experimentámos todas as variedades da Dodot, marca branca Continente e Lidl, outras variedades de Huggies e todas elas tendem a deixar o rabinho da Teresa irritado.

Sei que há várias marcas no mercado que disponibilizam linimentos, mas eu diria que é um produto dispensável (de qualquer forma, gosto do da Uriage).

O que fica a faltar nesta conversa? Ah, os cremes da muda da fralda. Aqui tenho uma opinião muito vincada e uma experiência muito positiva com determinados produtos, pelo que me recuso a experimentar outros:

  • Quando a pele está íntegra, com bom aspecto, não aplico sempre creme. Aplico a pasta d’água da Bioderma uma ou duas vezes por dia e chega. Quando vejo que o rabinho está a ficar vermelho, siga deste belo produto em todas as mudas!
  • Quando a coisa é mais séria (muito xixi, cocós mais ácidos), aí recorro à pomada Nutraisdin ZN40 da Isdin. É do melhor que há neste mundo.
  • Uma boa dica caso por cima disto necessitem de um produto tipo talco para ajudar a “secar”: utilizem farinha Maizena. A sério, tal como se fosse pó de talco. Faz-se disto há séculos, está estudado e tem bom resultado.

Penso que não me esqueci de nada do que considero ser importante sobre a temática das fraldas, mas caso tenham dúvidas ou sugestões a fazer é só escrever. Espero ter ajudado alguém com a minha experiência!

Bolachas para toda a família

Do bebé de 6 meses até ao velhote da família. A sério.

Sou mãe de uma menina muito boa de boca. Amamentei em livre demanda e de forma exclusiva até aos 4 meses da Teresa. Depois disso, tive pena da piquena, que tinha os seus ataques quando nos via comer e não lhe dávamos nada. Introduzi, então, sem grandes regras quanto a horários e quantidades, a sopa e a fruta. Foi um sucesso! Comeu muitos vegetais diferentes e só não achou grande piada às nabiças. A esta altura do campeonato já fez a introdução de alguns cereais e da carne.

Estou a transitar das sopinhas e purés (a Teresa ainda mama quando lhe apetece e não me parece que vá mudar em breve) para uma espécie de baby led weaning (BLW). Mais tarde, falarei melhor disto, mas o BLW consiste, por alto, em dar autonomia ao bebé para que coma o que lhe apetecer, com as suas mãos.

bolachas saudáveis
Feito por mim: bolachas de banana, aveia e coco.

Por um lado, a Teresa adora a sopa e nem faria sentido tirá-la da sua dieta dado que até nós devoramos sopa nesta casa. Neste momento, a sopa até me ajuda a quantificar o que a Teresa come. Noutra medida, a bebé adora ter os seus bocadinhos de alimentos no tabuleiro para explorar. Como decidimos que, pelo menos até a Teresa fazer 1 ano, ficarei em casa com ela, temos todo o tempo do mundo para que possa descobrir a comida à vontade.

Não tenho quaisquer intenções que a Teresa coma bolachas maria, ou outras semelhantes carregadas de açúcar. Mas a bela da bolacha sempre ajuda a coçar o dente! Ora, no outro dia a Carla partilhou algo que veio mesmo a calhar: bolachas de banana, aveia e coco compatíveis com toda a família. São tão simples de fazer e foram um sucesso para a filha e para o pai. Duvidam? Precisam de:

  • 3 bananas maduras
  • 150g de flocos de aveia
  • 50g de coco ralado
biscoitos
As minhas bolachas antes de irem ao forno.

Esmaguem a banana com um garfo (ou, se forem impacientes, triturem). Envolvam-na muito bem com os flocos de aveia e com o coco ralado. moldem bolas e achatem (para ficar em forma de bolacha), disponham num tabuleiro forrado com papel vegetal e levem ao forno por coisa de 15 a 20 minutos (quando as bolachas estiverem tostadas por fora, já está).

E agora, contem-me: são ou não são saborosas? O que dizem os vossos miúdos?

O Álbum da Teresa

álbum de bebé

Os primeiros tempos da vida de um bebé passam a correr.

Parece um cliché, mas garanto que é verdade. Todos os dias os petizes aprendem coisas novas e, nos primeiros meses, crescem visivelmente da noite para o dia. Acreditem quando vos digo que há coisas importantes que, se não registamos, acabamos por esquecer muito rápido.

Eu faço questão de tirar muitas fotos, gravar vídeos e registar momentos da Teresa. Como um arquivo que não é tratado é uma espécie de arquivo morto, faz todo o sentido manter e organizar um álbum (mais álbuns, mas um como “resumo”) do primeiro ano de vida.

Antes de a cachuchinha nascer, pedi-vos ajuda na escolha do melhor álbum. Bom, até poderia ter sido eu a fazê-lo, mas já tinha assuntos a mais em mãos. Vi álbuns para todos os gostos: artesanais, produzidos em série, incompletos, com floreados a mais, a custarem os dois rins, baratos e feios… Até álbuns com fotografias de outros bebés na decoração eu encontrei. Qual é o sentido? Não é suposto serem os nossos bebés os protagonistas destas recordações?

álbum aiaimatilde

Acabei por optar pelo álbum da Aiaimatilde. Tenho vários artigos desta marca portuguesa, adoro todos e o álbum de bebé ia de encontro a tudo o que procurava: é lindo, tem um formato prático de manusear e compor, dá para registar tudo o que é mais relevante, não é caro (custa 12.50€) e sei que a Teresa vai adorar folheá-lo quando for mais crescida.

Há para menino e para menina, e só me arrependo de não ter pedido para personalizar a capa com o nome da minha pequenina.

Açúcar na Papa

Estou longe de ser a pessoa mais fundamentalista com a alimentação da minha filha. Tal como tudo na vida, o equilíbrio é um bom princípio. Ainda assim, preocupo-me muito com a saúde dela e sei que é importante ter cuidado com o que lhe ponho no prato.

Mantivemos o aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses. Depois disso, apesar de não ter sido muito rígida, fui introduzindo a sopa e a fruta no regime alimentar da Teresa. Poderia (e deveria, talvez) ter mantido a amamentação exclusiva até aos 6 meses, mas angustiava-me ver a pequenina toda interessada em ver-nos comer e ficar triste por não poder comer nada. Parecia que queria saltar da cadeira e fazia (e faz, ainda faz…) caretas quando via talheres ou copos a passar à frente dela.

Sem stress nenhum, decidimos avançar com a introdução dos alimentos e foi um sucesso. Adora tudo o que lhe damos. Como sempre teve uma óptima progressão de peso, ainda não lhe dei a conhecer as papas. Achei que não faria sentido algum introduzir farinhas tão cedo. Porém, com o aproximar dos 6 meses, planeio dar-lhe mais alimentos novos e, finalmente, experimentar as papas. Preferencialmente feitas em casa!

Repito, não sou fundamentalista com a alimentação da Teresa. Sei bem que, fora de casa, pode ser necessário recorrer a um desses malfadados produtos de compra, pré feitos. Não estou assustada com essa parte e eu própria faço questão que ela coma de tudo. O problema para mim é que, segundo a indústria alimentar, o que deveria ser uma excepção transformou-se na regra.

papa bebé
Constituição de uma papa à venda no mercado, para bebés a partir dos 4 meses.

Na consulta dos 4 meses, quando discuti a introdução dos alimentos com a enfermeira que nos acompanha, foi-me dito que poderia apostar em papas de compra adequadas à idade da bebé. Infelizmente, pasmem-se, também se fala assim nas escolas. Ora bolas, poder até posso! Mas quem é que, no seu perfeito juízo e preocupação, sabendo ler um rótulo e interpretar a informação que tem à sua frente vai encharcar um bebé com açúcar e óleos da treta sem que haja um bom motivo (não vejo motivos, mas…)? Eu não!

É mesmo uma questão de desinformação, porque nem o argumento da disponibilidade económica é válido – sai muito mais barato comprar os ingredientes e fazer as papas em casa, como deve ser. Ainda não sei bem para onde me virar, mas o que não falta actualmente (porque é um assunto cada vez mais debatido, felizmente) são manuais e sítios com receitas para bebés.

Fica no ar a questão: como se admite às marcas que, em pleno século XXI e após décadas de lutas neste domínio, continuem a lucrar com a disseminação de informações erróneas e produtos que não fazem, de todo, bem à saúde dos nossos bebés? Eles adoram-nas, sem dúvida, são tão doces! Raríssimas são as marcas no mercado que disponibilizam papas com uma constituição minimamente decente.

E olhem que vos escreve uma pessoa que adora toda a espécie de papas doces…

A Teresa é uma Boti Baby

Eu sei, não me batam! Ultimamente mal postei e, quando posto, é só Teresinha, só Teresinha… Já pareço um baby blog e vocês já não aguentam tanto mel. Peço-vos alguma compreensão porque ela é, literalmente, a menina dos meus olhos e o motivo que me tem mantido afastada do resto do mundo. Prometo que não vamos falar só da Teresa, mas também tenho de a incluir por estas bandas!

Tão pequenina e já tão vaidosa…

Mesmo antes de a Teresa nascer, eu já tinha tomado uma série de decisões no que toca aos seus cuidados de higiene e beleza. Sim, beleza, que é de pequenino que se torce o pepino e as verdadeiras princesas já nascem coquetes. Eu já sabia que produtos escolheria, de que marcas e quando os utilizar, porque quero o melhor para a minha filha.

baby boti

Não sou maluquinha, calma! Pensei nos básicos, que hei-de partilhar convosco. Há de tudo, para todos os gostos e carteiras (que nem sempre o produto melhor é o mais caro).

Até disse, cá para mim, que água de colónia não seria algo a entrar em circulação logo à nascença e, portanto, nem sequer coloquei nenhuma no toucador da miss. Aliás, não poderia ser uma colónia qualquer: a primeira teria de ser Baby Boti, que vocês sabem que eu adoro (se não se lembram, dêem uma espreitadela aqui e aqui).

Para um recém-nascido, por muito tentador que possa ser enchê-lo de cheirinhos e perfuminhos bons, o melhor é mesmo evitar ao máximo as fragrâncias. Assim sendo, quando aferisse que era relativamente seguro utilizar colónia na pele/roupa da pequenina, logo trataria de a trazer para casa. Tolice a minha, porque quando a Teresa nasceu, O Boticário tratou logo de a apadrinhar.

Quando é que os vossos bebés começaram a utilizar água de colónia?

Só com quatro meses é que a Teresa começou e decidi liberar a utilização de alguns produtos de higiene mais cheirosos (sempre com cautela), mas já que teve o privilégio de receber como primeiro presente de princesa bonita e vaidosa um conjunto Baby Boti, com colónia, gel de banho, hidratante e protector solar, e apesar de me conter, não resisti a utilizar o protector solar logo nos primeiros tempos de vida.

O cheirinho a bebé é o mesmo e devo dizer quefoi de preciosa ajuda logo no primeiro mês da pequena – como os dias eram bons, fizemos questão de a levar a passear quase sempre, ao fim da tarde e com as devidas precauções.

Resumindo e concluindo: posso afirmar que a minha filha chegou a este mundo em beleza e não poderia andar mais bem cheirosa. Miminhos destes são mais um motivo para dizer que O Boticário é mesmo aquela marca do coração.

Muito obrigada, desta mamã que só quer dar ainda mais beijinhos à sua filhota bem cheirosa!

Guida guarda-tudo a investir na descendência

caixa bebé
A caixa da Teresa, obra da Kandandus da Avó Filó.

Filho de peixe sabe nadar. Posso dizer, com orgulho, que muitos dos meus brinquedos e colecções estão guardados e em boas condições para que a Teresa possa divertir-se como eu me diverti. Quem diz brinquedos, diz roupas e bugigangas.

Da mesma forma que a Teresa herda o que é meu, eu também herdei coisas da mãe, das avós, das primas e das tias. Se está nas minhas mãos, é garantido que vai ser bem estimado. Se está em bom estado ou tem remédio, gosto de guardar.

Disse algo novo até agora?

Deixem-me acrescentar que adoro que os meus pais tenham guardado muitas recordações da minha infância (há álbuns fotográficos intermináveis, o cordão umbilical, a primeira madeixa de cabelo cortada, o primeiro desenho) e lamento pelas que se perderam. Dá para imaginar que, há coisa de 20 anos, quando nos assaltaram a casa levaram os meus dentes de leite?

Dêem-me o desafio de completar colecções, que eu aceito sem pestanejar. Especialmente se for para a minha Teresocas, e espero que ela dê o devido valor um dia e lhe ganhe o gosto. Havia coisas que queria guardar e que não são compatíveis com os típicos álbuns de bebé, e longe estava eu de imaginar que há caixas destinadas a este fim.

É certo que não cheguei a investigar muito, porque fui surpreendida pela minha vizinha e amiga Filó com a caixa que vos mostro na foto. Não é amorosa? E tem espaço para as coisinhas bonitas que queria guardar da minha menina: no interior, tem 4 caixinhas com bonequinhos em biscuit nas respectivas tampas, para guardar a pulseira da maternidade, o cordão umbilical, a primeira madeixa de cabelo e os dentinhos de leite.

É um projecto a longo prazo daqueles que vai ser delicioso rever daqui a muitos anos.

A caixa exterior é personalizável e adorei a aproximação às características físicas. Será que vai ser mesmo assim? Foi uma surpresa e pêras ♥♥♥

Achei a ideia giríssima e é uma óptima sugestão para aquelas pessoas próximas que vão ter bebés e não sabemos o que oferecer. Aliás, se espreitarem a página Kandandus da Avó Filó, o que não falta são ideias e projectos giríssimos que merecem mesmo uma visita. E eu sou da opinião que os presentes feitos à mão são muito mais bonitos!

8 ou 80

Eu sei que sou uma queixinhas que só sei dizer que está mal, que está tudo mal. Sou mesmo. E já que tenho a fama, ao menos que venha com o proveito e quero ter direito ao usufruto total deste meu estatuto. Falemos dos tamanhos de roupa, aliás, dos tamanhos de calçado para bebés.

Mães que me estão a ler, certo? Estamos sintonizadas? Certo. Marcas e lojas, atentem aqui um bocadinho. Nós, mães, estamos fartas de procurar sapatinhos minúsculos que, de tão minúsculos, nunca estão contemplados nas vossas colecções. Temos filhos e filhas que querem pôr os pés no chão e merecem ter o que calçar abaixo do tamanho 15. Mais, querem saber? Já está na hora de serem uniformes nas poucas opções que disponibilizam. Exemplo: tanto tenho sapatinhos de tamanho 12/13 que são grandes para os pés da Teresa, como sapatos do tamanho acima que não lhe servem. Da mesma marca. How come? 

pés bebé
Pés de Teresinha e suas aventuras.

Outra que me anda atravessada, porque nem todos os miúdos começam a querer andar  (nada contra, queridas “colegas”, que cada bebé leva o seu tempo e está tudo muito bem) lá para os 10 meses: que tal disponibilizarem tamanhos mínimos com sola mais rija? Abaixo do 18, é quase impossível de encontrar e acreditem que pode dar uma ajuda valente aos petizes.

Por hoje, é só isto. E já é muito. Mães que me lêem: se tiveram/têm este problema, como o contornaram/contornam? Onde compram os sapatos para os vossos bebés?