Categoria: Infância

Calçado Mãe & Filha

pisamonas

Sempre quis ser mãe de uma menina.

Antes sequer de sonhar com a Teresa, dizia que ter uma menina me permitiria voltar a brincar às bonecas e oferecer-lhe aquilo que gostava de ter para mim mas já não considero adequado ou não existe para o meu tamanho.

Bom, a parte da adequação é subjectiva, confesso: sou aquela mãe que não tem vergonha ne-nhu-ma de andar igual à filha. Não é sempre, mas há dias em que é a coisa mais fofa do mundo! Torna-se ainda mais engraçado porque a minha menina, embora pequenina, é muito vaidosa e percebe muito bem o que se passa à sua volta. Adora quando a deixamos imitar quem somos, o que fazemos ou o que vestimos.

Nem sempre é fácil alimentar esta coisa de mãe e filha, embora eu encontre muitos artigos na secção infantil.

É complicado encontrar, por vezes, moda gira para bebés abaixo dos 12 meses. Ainda por cima, a Teresa é uma bebé mais pequena que a média. No que toca ao calçado, torna-se tudo pior – o mesmo número de calçado nunca corresponde ao mesmo tamanho entre marcas e a maior parte dos sítios ainda nos pede os olhos da cara por algo que só será útil por um par de meses.

É terrível procurar calçado bonito que não pareça pantufos e modelos abaixo do tamanho 20 que se adequem a uma bebé que começa a querer dar os primeiros passos.

pisamonas

Já tinha ouvido falar da Pisamonas e recentemente fiz uma encomenda que me deixou muito satisfeita. Primeiro li e depois constatei que tinham calçado com uma óptima relação qualidade/preço. Apesar do meu receio com as diferenças de tamanho, se houvesse algum problema, o processo de envios, trocas e devoluções é rápido e gratuito.

Há modelos, cores e materiais para todos os gostos, muitos deles desde os tamanhos mais pequenos de bebé até aos maiores de adulto.

Encomendei justamente o que precisava e procurava, sem extravagâncias:

  • Botas safari, intemporais e úteis em todas as estações do ano, para mim e para a Teresa. Sim, na mesma cor e tudo.
  • Menorquinas em nobuck, castanhas, super básicas e bonitas, ficam bem com tudo, também para mim e para a Teresa. As dela têm uma fivela em velcro para não fugirem do pé (adoro esta adaptação do modelo para os mais pequeninos).
  • Merceditas em branco e rosa brilhante para a Teresa. Não vieram iguais para mim porque não havia, senão…

pisamonas

Fiquei surpreendida porque passadas menos de 48h após a minha encomenda, tinha um estafeta a entregar tudo muito bem empacotado à porta de casa.

Escusado será dizer que a vaidosa mais pequenina quis logo bisbilhotar o conteúdo e ficou toda contente quando percebeu que tinha sapatinhos novos!

Gostei muito de constatar que os modelos que escolhi para a bebé correspondem ao tamanho esperado e não têm diferenças entre si. Todas as peças são de óptima qualidade e algumas delas chegam a ser cerca de 20€ mais baratas relativamente a outros locais onde procurei.

Sem dúvida, a Pisamonas ganha aqui uma família de clientes – graúdos e miúda! Defendo que as crianças não devem ter calçado em excesso, mas quero assegurar que há alternativas para os imprevistos do quotidiano e para as ocasiões especiais e esta loja online é um bom sítio para o fazer.

pisamonas

As melhores fraldas – PÁRA TUDO!

Não passou assim tanto tempo desde que partilhei convosco a minha experiência no que toca a escolher as melhores fraldas para os nossos bebés. O post que dá pelo título de Bebés 101: Escolher Fraldas condensou tudo o que tinha aferido em meio ano de maternidade.

Novas experiências merecem actualizações.

Não testei muito mais marcas, na verdade houve mais duas experiências:

  • Referi, nos comentários, que iria experimentar as Dodot Activity. Não são as piores, mas não diria que acrescentam algo às do Continente. São caras e não fazem nada a mais que as outras por estes lados.
  • Falaram-me das Nunex, falaram-me tanto das Nunex, eu andava tão curiosa com elas que foi ver para crer. Não há sequer concorrência à altura! Imaginem os piores dos xixis e dos cocós, nas piores noites, daquelas em que tudo transborda. Com as Nunex, simplesmente não acontece.

nunex

Ficam em conta, são portuguesas, são óptimas e é o que a Teresa passou a usar sempre. São fofas, não ficam demasiado húmidas junto à pele, têm pacotes mensais muito maiores que os que usávamos, incluem toalhitas e o melhor é que, por vezes, até estão em promoção (aí então não há mesmo como encontrar mais barato).

Os únicos contras…

Deveriam ser vendidas em todo o lado, mas de momento só estão disponíveis online ou no Jumbo, que para mim fica fora de mão.

Para além disso, (ainda) não disponibilizam fraldas-cueca, que seriam um espectáculo para bebés que já começam a utilizar o bacio/sanita – caso da princesa cá de casa, porque decidimos dar uma oportunidade à elimination communication (higiene natural) há coisa de 2 meses e, apesar de não termos esperado grandes resultados, temos sido bem sucedidos.

Está a escapar-nos alguma coisa importante no maravilhoso mundo das fraldas? Contem tudo!

Gravidez 101 – A mala de maternidade

Não convém que falte nada quando o bebé nascer!

Considero, porém, que há muito stress desnecessariamente em torno da arrumação da mala de maternidade. Por isso, vamos por partes:

  • Não sejam como eu (que só deixei tudo pronto 1 ou 2 dias antes de a Teresa nascer), assegurem-se que está tudo pronto ali por volta das 30 semanas. Nunca se sabe o que pode acontecer a partir daí!
  • Não se esqueçam que está previsto passarem cerca de 48h no internamento após o parto. Não vão passar férias no hospital. Uma mochila para vocês e o saco do bebé está mais do que bem.

Cada hospital terá a sua a lista para nos ajudar a organizar tudo, mas há sempre adaptações e experiências de amigas e familiares que nos ajudam a decidir o que levar. Não se incomodem com a possibilidade de esquecerem algo importante, que entre família/amigos e o próprio hospital, haverá alguma solução para remediar. Se vos der conforto, eu e a Teresa só vimos as nossas coisas depois das 12h do dia seguinte ao seu nascimento. Por quê? Porque a miss nasceu fora de horas e o hospital (foi o Hospital Beatriz Ângelo, em Loures) só permitiu que o Luís nos levasse as malas durante o horário de visitas. Não foi lá muito agradável, mas o hospital providenciou tudo aquilo de que poderíamos necessitar durante as primeiras horas. E o que é que levámos, afinal?

Mala da mãe

O hospital fornece toalhas, pelo que não levei nenhuma comigo. Levei uma malinha de fim-de-semana (mas serve qualquer mochila ou saco de ginásio) apetrechada com:

  • 3 camisas de dormir – só usei 1, mas mais vale jogar pelo seguro. Se soubesse o que sei hoje, teria dado preferência a pijamas (com calças, mesmo) folgados. Façam como se sentirem mais confortáveis, mas levem 2 ou 3 mudas. Ah, e esqueçam aquela treta que as lojas nos querem impingir de camisas brancas. Evitem o branco, a sério!
  • Roupão – fino, hoje em dia os serviços hospitalares têm quase todos ar condicionado. Não precisei do meu.
  • 3 sutiãs de dormir – ou tops, qualquer coisa que vos dê conforto nestes primeiros dias.
  • Muitas cuecas de algodão – devo ter levado umas 10, usei cerca de metade. Mas mais vale jogar pelo seguro.
  • Pensos higiénicos super absorventes, nocturnos, com alas, o mais seguro que encontrarem… Mas finos e com acabamento de algodãozinho – Se servir de referência, aqui optei pelos Renova First Silk Sensation Noite. Não pesco nada de pensos higiénicos, optei por estes um pouco às cegas (porque atendiam às características que procurava e eram os mais baratos na altura) e não me arrependi. Combinados com as cuecas de algodão, são mesmo o mais confortável de se usar no pós-parto (na minha opinião).
  • Chinelos de banho e chinelos de quarto – sim, 2 pares diferentes, não vão querer passear pelo quarto/serviço de pés molhados depois do banho (não sejam idiotas como eu).
  • Bolsa de higiene – com escova e pasta de dentes, desodorizante, miniaturas dos vossos hidratantes habituais, gel de banho e champô (sim, vão querer lavar a cabeça). Levem também uns artigos básicos de maquilhagem (bb cream, blush e máscara), juro que vão sentir-se mais compostas com uma tintinha na cara. Mesmo que permaneçam de pijama. Levem também elásticos/ganchos para o cabelo. Não levem secadores, é perda de tempo, não vão pegar neles.
  • Snacks – Eu não o fiz, mas a família tratou de me trazer um fornecimento de frutas, docinhos e petiscos. Ninguém vos vai fazer passar fome no hospital, vocês é que vão ter a iniciativa de não tocar na comida quando olharem para o aspecto dela.
  • Entretenimento – Não vão ter grande tempo ou vontade de pegar neles, mas levem a máquina fotográfica, o MP3, o tablet, o telemóvel, um livro, um caderno, os carregadores… Bom: eu dei muito uso à máquina fotográfica e escrevi qualquer coisa. Mas fui mais carregada do que devia!

Podem, também, levar uma muda de roupa para a alta, mas eu optei por pedir ao Luís que a trouxesse mais tarde, depois de perceber como tinha ficado o meu corpo no pós-parto.

Mala de bebé

Mais uma vez, não incluí toalhas (nem produtos de banho) porque o hospital disponibilizava e, na verdade, a Teresa só tomou uma banhoca lá antes de vir para casa. Eis o que é necessário:

  • 1ª muda de roupa – esta deve ir convosco para o bloco. Convém ser algo prático e sem grandes rococós, tal como as restantes mudas.
  • 5 mudas de roupa – compostas (à semelhança da primeira muda) por body, roupa exterior (blusa + calas/cueiro/babygrow), meias/collants e, dependendo da estação do ano, casaquinho/camisola e gorro. Na verdade, só usei duas. Mas mais vale jogar pelo seguro!
  • Estojo de higiene – Não é nada de mais, mas vale a pena levar um pente ou escova (escusado será dizer que a nossa carequinha não precisou), corta-unhas/tesoura (esqueçam a ideia da lima, não funciona com unhas fininhas e minúsculas) e creme para a muda da fralda.
  • Fraldas e toalhitas – não é grave se não levarem, mas levem. Sabe muito bem ter opção de escolha para os nossos bebés. Façam uma média de 8 fraldas por dia (podem precisar de menos, ou de mais, mas é uma boa média).
  • Chucha – Ah e tal que não se deve dar a chucha nas primeiras horas de vida porque compromete não sei o quê, então venham de lá os senhores enfermeiros tentar acalmar o bebé cada vez que ele chorar quando muitas das vezes seria algo muito simples de resolver com uma chucha. A sério, levem.

Creio que não me esqueci de nada, mas gostava que partilhassem também as vossas ideias! Já referi que a Teresa nasceu no Hospital Beatriz Ângelo mas vou deixar para outro post o relato da nossa experiência por lá. Como sei que pode fazer a diferença para algumas leitoras, deixo já aqui o spoiler: não podíamos ter sido melhor tratadas, tudo decorreu impecavelmente e as instalações são luxuosas!

Gravidez 101 – Burocracias

A gravidez é sinónimo de incursões à Segurança Social (SS)

E não só! Entre outras maroscas, todas sabemos que há uma série de questões e estatutos a tratar durante o período da gravidez (e após o parto) e nunca ninguém nos explica muito bem tudo o que é preciso fazer. Portanto, decidi fazer um resumo do que me lembrei de ter tratado.

Não me perguntem sobre como, quando e onde é preciso informar as entidades empregadoras, porque para além ser trabalhadora independente, há um ano atrás estava a terminar a minha licenciatura. Alguns dos itens que menciono a seguir podem ser afectados pelo valor dos rendimentos do vosso agregado familiar, pelo que o melhor é sempre consultarem as fontes oficiais.

pré natal

O ponto de interesse aqui é tomar conhecimento de informações que, de outra forma, estariam dispersas (falo por mim, que se não fossem as amigas e alguns fóruns, se me fiasse pela SS nem saberia como me mexer). Ora, se contribuímos e cumprimos com os nossos deveres de contribuintes, também temos direitos e era bonito que estivessem clarificados em locais bem visíveis e de facílimo acesso. Aconselho, também, a que façam marcações online e que se dirijam às repartições da SS pessoalmente, que online já se sabe que nada funciona. É um mistério!

A reter:

  • Durante a gravidez, a mulher tem isenção das taxas moderadoras do SNS. É só tratar no centro de saúde.
  • No âmbito do acompanhamento da saúde materna, as grávidas seguidas no SNS também têm direito a 3 cheques-dentista para a realização de alguns procedimentos, sendo o primeiro atribuído pelo médico de família e os restantes (caso sejam necessários) por um dentista aderente (podem consultar a lista aqui). Não há desculpas para dizerem que a gravidez estraga os dentes!
  • A partir da 13ª semana de gestação, podem pedir a atribuição do Abono Pré-Natal à SS, para ajudar com as despesas inerentes à preparação da chegada do bebé. Para tal, têm de pedir ao médico de família a respectiva credencial que comprova o tempo de gestação. Esta prestação familiar terá, em princípio, o mesmo valor que o abono de família nos primeiros 12 meses de vida do bebé e irá depender do escalão em que se encontrarem.
  • Pelo caminho: ponderem e decidam onde vão ficar os vossos bebés quando vocês tiverem que ir trabalhar. É numa creche? Numa ama? Aos 3/4 meses de gestação, convém ter uma ideia e ir contactando sítios. Eventualmente, façam já a pré-inscrição.
  • Depois de o bebé nascer, também devem requerer o Abono de Família. É pegar na certidão de nascimento e ir à SS.
  • Quanto à licença de maternidade, têm de comunicar à entidade empregadora o nascimento do bebé e quanto tempo de licença irão gozar. Aconselho a leitura deste artigo e que ponderem muito bem antes de tomar uma decisão, sendo que podem comunicar alterações à SS no decorrer do vosso período de licença. O que têm de fazer assim que possível após o nascimento do bebé é ir à SS e submeter o vosso pedido de subsídio de maternidade em conjunto com o pai (se for caso disso), se tiverem mais de 6 meses de descontos seguidos ou interpolados. Fica o alerta de que demoram séculos a pagar as licenças, pelo que se puderem poupar a contar com 2 ou 3 meses de despesas, façam-no.
    • No caso de não terem e os rendimentos do vosso agregado familiar serem baixos, podem sempre tentar recorrer ao Subsídio Social Parental.
  • Não têm de ir a correr tratar do Cartão de Cidadão do bebé (alguns hospitais já dispõem do serviço Nascer Cidadão), mas eu aconselhar-vos-ia a fazê-lo cedo. Assim, têm logo os dados todos num só local e escusam de andar com a Certidão de Nascimento, folhinha com os dados de utente do SNS, NISS e afins atrás.

Que mais vos posso dizer? Se virem que há demoras estranhas por parte da Segurança Social, insistam e façam por se manterem informadas. Não são raras as histórias de pessoas induzidas em erro ou de pedidos que se perdem no limbo e nunca chegam a dar entrada no sistema informático. Não deixem arrastar o que pode ser tratado cedo.

É muito mau, mas é verdade: nós, enquanto contribuintes, temos de cumprir prazos e bem vimos os nossos ganhos sofrerem talhadas enormes em impostos; o Estado, por sua vez, concede-nos “direitos” (no caso da licença de maternidade, não é direito nenhum porque até descontámos para ela) e demora a cumprir com a sua parte.

Por isso, e por pessimista que possa parecer, é mesmo assim: tenham em conta que podem não ver os vossos salários durante 2 ou 3 meses após o nascimento do bebé (embora vos seja pago mais tarde na íntegra); é triste e ridículo ter que estar a contar com fundos extra numa época tão especial, especialmente para quem não tem família/amigos dispostos a ajudar.

Mães de serviço, esqueci-me de algum detalhe? Espero ter ajudado alguém neste processo de papeladas típico da gravidez.

É Carnaval, ninguém leva a mal!

bebé carnaval

Tinha mesmo de mostrar a minha Minnie. Porque eu nem era eu se não mostrasse à minha filha, logo de pequenina, o que é o Carnaval. Porque ela pode ser 7 meses de gente, mas já alinha nas minhas macacadas. É uma vaidosa, é a minha princesa!

Para quem diz ah e tal, que é difícil encontrar disfarces de Carnaval para bebés: ilustres, do pouco se faz muito! Encontrámos um vestido com saia de tule a 3.99€ na H&M (há-de servir para outras trapalhadas), as orelhinhas com laçarote comprámos no chinês – vinham numa bandolete, mas a minha mãe retirou-as e coseu numa fita de cabelo. O casaco (feito pela minha mãe para mim, já tem quase 30 anos!) e os collants (e os sapatos, aqui estava descalça mas usa sempre sapatos tal e qual gente crescida) são da roupa que veste normalmente.

Ficou ou não ficou a Minnie mais amorosa de todas?

E agora, vá, vamos tod@s limpar a baba e seguir com as nossas vidas.

10 do Momento

Comecei por ter um blog de beleza,

Embora considere que grande parte da essência do blog passe por aí mesmo. Só decidi que me daria à liberdade de escrever sobre o que quisesse e, às tantas, acabo por me esquecer que vocês gostam tanto quanto eu de saber das lides dos betumes e tintas. Verdade ou mentira?

Vai daí, desde Junho de 2015 que não faço um apanhado dos 10 cosméticos que mais tenho gostado ultimamente. Está na hora de partilhar convosco os meus aliados e desenganem-se se pensam que, com os tempos, se mudam todas as vontades. Só mudam algumas!

favoritos beleza
Os meus 10 favoritos actuais. Da esquerda para a direita, de cima para baixo.

Eis o meu top, sem ordem específica.

  • Bio Oil – Comecei a utilizar quando estava grávida e nunca mais o larguei. Até no rosto o utilizo, à laia de sérum. Nunca fui muito rigorosa (sei que há grávidas que têm todo um ritual de aplicação de cremes e mistelas 2 ou 3 vezes por dia, mas eu que sou preguiçosa tinha dias em que nem sequer utilizava nada), mas o facto é que a pele se mantém elástica, hidratada e sem estrias.
  • Quenching Serum SOS, Caudalíe – Não me canso de falar dele, se não se lembram podem espreitar o que já disse aquiaqui, aqui e aqui. Preciso de dizer mais alguma coisa?
  • BB Cream Beyond the Solution, Lioele – Não é novo e já falei dele neste post. Agora, mais que nunca, dou-lhe o devido valor. Muito boa cobertura, hidratante, não fica empoado tipo estuque mas também não me deixa com cara de fritadeira. Agora tenho menos tempo que antes para me arranjar, pelo que gosto de atalhar caminho no que diz respeito à preparação da pele para a maquilhagem.
  • Protector Solar SPF 50 gel-creme para peles oleosas, Youth Lab – Foi a Ana que mo deu a conhecer e nunca mais o larguei. Todos, mas todos os dias, faça chuva ou faça sol, utilizo protector solar. Se já tinha todo um historial de alergias ao sol, a gravidez deu-me a conhecer a realidade das manchas e rugas. Mais vale prevenir do que remediar, e este protector solar é o melhor do mundo para o rosto porque não pesa, não tem aquele cheiro a “sintético” a praia nem fica todo oleoso na cara. Como bónus, tem uma ligeira corzinha. Há dias em que acabo por nem aplicar mais nada no rosto.
  • Poudre de Riz de Java, Bourjois – É uma reedição do famoso produto da Bourjois, em comemoração dos seus 150 anos. É um pó solto translúcido com subtis cintilâncias que nos deixam o rosto com um ar polido e iluminado. Não acumula nem tende a ficar oleoso. A embalagem é prática, contendo uma patilha “doseadora” que não deixa que saia demasiado pó do compartimento. Esta parte é completamente secundária mas também tem de ser referida: tem um cheirinho tão bom!
  • Batom Color Sensational Vivid Matte, Maybelline – Eu sei que não tem uma durabilidade imaculada, que nem sequer fica mate e que só chegaram 4 cores a Portugal. Se procuram um daqueles batons líquidos mate à prova de tudo, esqueçam. Ainda assim, são dos que mais tenho usado, especialmente a cor 50 (Nude Thrill). A aplicação é super confortável, não resseca os lábios, efectivamente confere o conforto de um gloss sem ser pegajoso nem brilhante. E tem um sabor/aroma bastante agradável.
  • Blindagem Capilar, Novex – Já falei dela aqui e nem me vou alongar mais que isto: poupa-se muito tempo na secagem e preservação do penteado. Xô, humidade!
  • Emulsão de Banho, Anjinho – Só para contextualizar, a Anjinho/Angelito/Babyheart (há-de ter outros nomes noutros países) é a marca de produtos de higiene para bebé do Aldi e está muito subvalorizada. É mesmo muito boa e muito barata e volta e meia trago alguns produtos para a Teresa. A emulsão de banho é um deles e também a utilizo. Adoro! Não resseca a pele no banho, é um mimo. Se tiverem um Aldi por perto, não olhem para este produto (nem para o resto da marca) de lado!
  • Gel de Limpeza 2 em 1 Pure Active, Garnier – É para peles oleosas e surpreendeu-me muito porque é delicado. Não arde nem resseca a pele – palminhas por terem compreendido que as peles oleosas podem ser sensíveis e desidratadas e criarem um produto que respeita estas características! É eficaz, é prático e é económico (a embalagem é gigantesca para o que é habitual num gel de limpeza de rosto – tem 200ml).
  • Purelan, Medela – Este é aquele produto do qual possivelmente nunca ouviriam falar se não estivessem grávidas/fossem mães. O Purelan é um creme muito espesso e hidratante de lanolina pura. Tipicamente, utiliza-se nos mamilos quando estão gretados/sensibilizados pela amamentação. Mas também serve para muitas outras coisas! Para peles muito secas e sensíveis (como os lábios), garanto-vos que não há melhor que isto. Há quem gaste muito pouco, ao longo da amamentação. Eu já vou na segunda bisnaga à conta da função multi-usos.

E é o que tenho para dizer por agora. Pode parecer aborrecido, mas é mesmo o que mais tenho utilizado e que mais me tem surpreendido. E nem é necessário dizer que utilizo tudo exaustivamente, pois não?

Bebés 101: Escolher Fraldas

Escolher as melhores fraldas (e restantes produtos associados à muda) para os nossos bebés é um grande desafio.

Lembro-me que, quando estava grávida e pensava nas compras que tinha de fazer para a Teresa, as fraldas eram um dos produtos que maiores dúvidas levantava. Queremos aproveitar as promoções, mas por outro lado nunca sabemos quais são as melhores, nem se os bebés farão alergia ou quais os tamanhos a trazer.

Se vão ser mães pela primeira vez ou acabaram de dar à luz e ainda andam aos apalpões, deixem-me ajudar-vos com este post. Começo por vos dar um conselho de amiga (a sério, podem dizer-vos o contrário, mas isto é o que tenho verificado):

Não façam stocks de fraldas antes de os bebés nascerem.

A sério. Em primeiro lugar, não se deixem iludir pelas histórias de promoções e feiras de bebés. Salvo raríssimas excepções, não compensam. Vão ter os mesmos ou melhores descontos ao longo do resto do ano. Depois, já viram se investem tudo numa determinada marca e vai na volta o bebé é alérgico ou nem sequer gostam da marca? Não vale a pena fazer fretes. O que sugiro é que tenham 1 ou 2 pacotes de tamanho 1 a jeito para quando a criança nascer. Tenho quase a certeza que, numa aflição, o hospital (se for esta a vossa opção) onde nasce o bebé também vos fornece algumas fraldas. Referi o tamanho 1 porque é o que faz mais sentido na maior parte dos casos:

  • Abrange um leque de pesos que apanha a maior parte dos recém-nascidos;
  • Há marcas que já disponibilizam o tamanho 0 (para bebés abaixo dos 3kg), como as Dodot Sensitive – se necessitarem, dá perfeitamente para comprar já depois de o bebé nascer e assim não ficam com fraldas empatadas para os Nenucos;
  • Mesmo que tenham um bebé grande, acreditem que é provável darem conta de um pacote de fraldas T1 num instante. Os recém-nascidos tendem a ser muito cagõezinhos!

Stocks de fraldas só se fazem quando já conseguimos prever mais ou menos o crescimento dos nossos bebés. É o meu conselho de amiga!

Quanto a marcas, segue abaixo a minha crítica.

Comecemos por desmistificar o descartável vs pano. Até podem ter óptimas intenções para com o ambiente, mas quando começarem a ver as fraldas de pano/reutilizáveis todas feias e a ter de as lavar à velocidade da luz, vão desistir dessa ideia. Felizmente, hoje em dia o mercado oferece-nos opções de fraldas descartáveis para todos os gostos, ideologias e bolsos. Há que salientar que só posso falar das que conheço, pelo que fico à espera de ouvir outras opiniões nos comentários. Felizmente, a Teresa nunca fez alergia a coisíssima nenhuma e espero que assim se mantenha.

  • Bambino – eram as do hospital. Já as conhecia de outras andanças. São razoáveis. Não transbordam mas são muito “plásticas”.
  • Chicco Dry Fit Advanced – Foram as que comprei em primeiro lugar e foram as melhores. Estão frequentemente com 50% de desconto. São fofas, respiráveis, ajustam-se bem e não transbordam. Recomendo muito!
  • Continente – No que diz respeito às marcas brancas, são as que mais gostamos (e as que mais compramos). Não devem muito às da Chicco. Só não me parecem tão fofas e, consequentemente, um pouco menos absorventes. É frequente terem packs mensais a cerca de 11€. Querem melhor?
  • Lidl – Não são más, mas não se ajustam tão bem ao corpo do bebé. São muito “rígidas”. Se os cocós forem muito líquidos, estas fraldas transbordam especialmente pelas costas, já que o rebordo não tem elasticidade.
  • Libero – Fujam! A sério. Ouvi dizer muito bem delas, nem sei bem como. Transbordam, trespassam, são um horror. E o pior é que a humidade também se mantém à superfície. Resultado: muitos rabinhos assados.
  • Dodot Sensitive – Não percebo, também, o alarido feito em torno desta linha. As fraldas são boas. Mas poderiam ser melhores! Parecem-me muito “plastificadas” no interior. Têm uma espécie de rede. E retêm muita humidade nessa camada, o que resulta numa espécie de caldinho a refogar e acaba por originar o mesmo que as Libero.

Aparte: gostava muito de experimentar as Nunex, mas nunca calhou. São portuguesas e ouvi falar muito bem delas. Confere?

Passando ao capítulo da limpeza, impera o seguinte conceito (especialmente nos primeiros tempos de vida do bebé): façam-na da forma mais simples possível. O ideal é utilizar compressas com água, mas este formato nem sempre é o mais prático.

Por aqui, adoramos as Water Wipes (são toalhitas praticamente só com água). Com o passar do tempo, após verificarmos que não havia reacções adversas, começámos a intercalar com as Huggies Pure e com a Johnson’s Baby Gentle Cleansing. Já experimentámos todas as variedades da Dodot, marca branca Continente e Lidl, outras variedades de Huggies e todas elas tendem a deixar o rabinho da Teresa irritado.

Sei que há várias marcas no mercado que disponibilizam linimentos, mas eu diria que é um produto dispensável (de qualquer forma, gosto do da Uriage).

O que fica a faltar nesta conversa? Ah, os cremes da muda da fralda. Aqui tenho uma opinião muito vincada e uma experiência muito positiva com determinados produtos, pelo que me recuso a experimentar outros:

  • Quando a pele está íntegra, com bom aspecto, não aplico sempre creme. Aplico a pasta d’água da Bioderma uma ou duas vezes por dia e chega. Quando vejo que o rabinho está a ficar vermelho, siga deste belo produto em todas as mudas!
  • Quando a coisa é mais séria (muito xixi, cocós mais ácidos), aí recorro à pomada Nutraisdin ZN40 da Isdin. É do melhor que há neste mundo.
  • Uma boa dica caso por cima disto necessitem de um produto tipo talco para ajudar a “secar”: utilizem farinha Maizena. A sério, tal como se fosse pó de talco. Faz-se disto há séculos, está estudado e tem bom resultado.

Penso que não me esqueci de nada do que considero ser importante sobre a temática das fraldas, mas caso tenham dúvidas ou sugestões a fazer é só escrever. Espero ter ajudado alguém com a minha experiência!

Bolachas para toda a família

Do bebé de 6 meses até ao velhote da família. A sério.

Sou mãe de uma menina muito boa de boca. Amamentei em livre demanda e de forma exclusiva até aos 4 meses da Teresa. Depois disso, tive pena da piquena, que tinha os seus ataques quando nos via comer e não lhe dávamos nada. Introduzi, então, sem grandes regras quanto a horários e quantidades, a sopa e a fruta. Foi um sucesso! Comeu muitos vegetais diferentes e só não achou grande piada às nabiças. A esta altura do campeonato já fez a introdução de alguns cereais e da carne.

Estou a transitar das sopinhas e purés (a Teresa ainda mama quando lhe apetece e não me parece que vá mudar em breve) para uma espécie de baby led weaning (BLW). Mais tarde, falarei melhor disto, mas o BLW consiste, por alto, em dar autonomia ao bebé para que coma o que lhe apetecer, com as suas mãos.

bolachas saudáveis
Feito por mim: bolachas de banana, aveia e coco.

Por um lado, a Teresa adora a sopa e nem faria sentido tirá-la da sua dieta dado que até nós devoramos sopa nesta casa. Neste momento, a sopa até me ajuda a quantificar o que a Teresa come. Noutra medida, a bebé adora ter os seus bocadinhos de alimentos no tabuleiro para explorar. Como decidimos que, pelo menos até a Teresa fazer 1 ano, ficarei em casa com ela, temos todo o tempo do mundo para que possa descobrir a comida à vontade.

Não tenho quaisquer intenções que a Teresa coma bolachas maria, ou outras semelhantes carregadas de açúcar. Mas a bela da bolacha sempre ajuda a coçar o dente! Ora, no outro dia a Carla partilhou algo que veio mesmo a calhar: bolachas de banana, aveia e coco compatíveis com toda a família. São tão simples de fazer e foram um sucesso para a filha e para o pai. Duvidam? Precisam de:

  • 3 bananas maduras
  • 150g de flocos de aveia
  • 50g de coco ralado
biscoitos
As minhas bolachas antes de irem ao forno.

Esmaguem a banana com um garfo (ou, se forem impacientes, triturem). Envolvam-na muito bem com os flocos de aveia e com o coco ralado. moldem bolas e achatem (para ficar em forma de bolacha), disponham num tabuleiro forrado com papel vegetal e levem ao forno por coisa de 15 a 20 minutos (quando as bolachas estiverem tostadas por fora, já está).

E agora, contem-me: são ou não são saborosas? O que dizem os vossos miúdos?

O Álbum da Teresa

álbum de bebé

Os primeiros tempos da vida de um bebé passam a correr.

Parece um cliché, mas garanto que é verdade. Todos os dias os petizes aprendem coisas novas e, nos primeiros meses, crescem visivelmente da noite para o dia. Acreditem quando vos digo que há coisas importantes que, se não registamos, acabamos por esquecer muito rápido.

Eu faço questão de tirar muitas fotos, gravar vídeos e registar momentos da Teresa. Como um arquivo que não é tratado é uma espécie de arquivo morto, faz todo o sentido manter e organizar um álbum (mais álbuns, mas um como “resumo”) do primeiro ano de vida.

Antes de a cachuchinha nascer, pedi-vos ajuda na escolha do melhor álbum. Bom, até poderia ter sido eu a fazê-lo, mas já tinha assuntos a mais em mãos. Vi álbuns para todos os gostos: artesanais, produzidos em série, incompletos, com floreados a mais, a custarem os dois rins, baratos e feios… Até álbuns com fotografias de outros bebés na decoração eu encontrei. Qual é o sentido? Não é suposto serem os nossos bebés os protagonistas destas recordações?

álbum aiaimatilde

Acabei por optar pelo álbum da Aiaimatilde. Tenho vários artigos desta marca portuguesa, adoro todos e o álbum de bebé ia de encontro a tudo o que procurava: é lindo, tem um formato prático de manusear e compor, dá para registar tudo o que é mais relevante, não é caro (custa 12.50€) e sei que a Teresa vai adorar folheá-lo quando for mais crescida.

Há para menino e para menina, e só me arrependo de não ter pedido para personalizar a capa com o nome da minha pequenina.

Açúcar na Papa

Estou longe de ser a pessoa mais fundamentalista com a alimentação da minha filha. Tal como tudo na vida, o equilíbrio é um bom princípio. Ainda assim, preocupo-me muito com a saúde dela e sei que é importante ter cuidado com o que lhe ponho no prato.

Mantivemos o aleitamento materno exclusivo até aos 4 meses. Depois disso, apesar de não ter sido muito rígida, fui introduzindo a sopa e a fruta no regime alimentar da Teresa. Poderia (e deveria, talvez) ter mantido a amamentação exclusiva até aos 6 meses, mas angustiava-me ver a pequenina toda interessada em ver-nos comer e ficar triste por não poder comer nada. Parecia que queria saltar da cadeira e fazia (e faz, ainda faz…) caretas quando via talheres ou copos a passar à frente dela.

Sem stress nenhum, decidimos avançar com a introdução dos alimentos e foi um sucesso. Adora tudo o que lhe damos. Como sempre teve uma óptima progressão de peso, ainda não lhe dei a conhecer as papas. Achei que não faria sentido algum introduzir farinhas tão cedo. Porém, com o aproximar dos 6 meses, planeio dar-lhe mais alimentos novos e, finalmente, experimentar as papas. Preferencialmente feitas em casa!

Repito, não sou fundamentalista com a alimentação da Teresa. Sei bem que, fora de casa, pode ser necessário recorrer a um desses malfadados produtos de compra, pré feitos. Não estou assustada com essa parte e eu própria faço questão que ela coma de tudo. O problema para mim é que, segundo a indústria alimentar, o que deveria ser uma excepção transformou-se na regra.

papa bebé
Constituição de uma papa à venda no mercado, para bebés a partir dos 4 meses.

Na consulta dos 4 meses, quando discuti a introdução dos alimentos com a enfermeira que nos acompanha, foi-me dito que poderia apostar em papas de compra adequadas à idade da bebé. Infelizmente, pasmem-se, também se fala assim nas escolas. Ora bolas, poder até posso! Mas quem é que, no seu perfeito juízo e preocupação, sabendo ler um rótulo e interpretar a informação que tem à sua frente vai encharcar um bebé com açúcar e óleos da treta sem que haja um bom motivo (não vejo motivos, mas…)? Eu não!

É mesmo uma questão de desinformação, porque nem o argumento da disponibilidade económica é válido – sai muito mais barato comprar os ingredientes e fazer as papas em casa, como deve ser. Ainda não sei bem para onde me virar, mas o que não falta actualmente (porque é um assunto cada vez mais debatido, felizmente) são manuais e sítios com receitas para bebés.

Fica no ar a questão: como se admite às marcas que, em pleno século XXI e após décadas de lutas neste domínio, continuem a lucrar com a disseminação de informações erróneas e produtos que não fazem, de todo, bem à saúde dos nossos bebés? Eles adoram-nas, sem dúvida, são tão doces! Raríssimas são as marcas no mercado que disponibilizam papas com uma constituição minimamente decente.

E olhem que vos escreve uma pessoa que adora toda a espécie de papas doces…