Categoria: Faça Você Mesmo

Tiras caseiras para remover pontos negros

pontos negros

Tempo para uma dica rápida e fácil, caseira, daquelas que a minha gente gosta.

Já ando aqui com isto enrolado há algum tempo, mas depois de ver a coisa posta em prática pela Michelle Phan, lá decidi fazer eu também e tirar as minhas próprias conclusões.
Ninguém gosta de ter pontos negros, só de pensar no assunto vemos uma imagem feia, nojentinha, asquerosa dessas coisas malvadas que nos dão cabo do juízo.
Nós investimos em montes de produtos, fazemos saunas, fazemos trinta por uma linha. Até há daquelas tirinhas especiais de corrida que trazem tudo atrás, mas são caras, não é verdade?

Pois bem: existe uma solução equivalente mas muito mais barata – gelatina.

Leram bem!
  • Num copinho, misturem uma colher de gelatina neutra em pó e outra de leite. Mexam e levem ao microondas por 10 segundos.
  • Depois, é esperar um nadinha, certificarmo-nos de que a mistura não queima e… Aplicar nas zonas afectadas pelos pontos negros!
  • O resto é conversa, basta esperar que fique tudo bem seco para depois arrancar, tal como as tais tirinhas que encontramos no supermercado.
A Guida garante, o resultado é o mesmíssimo mas a experiência sai bem mais em conta.

Anel Rosa Negra

rosa negra

Quem não tem cão, caça com gato.

As pessoas pequenas chegam onde as grandes não chegam, mas têm dificuldades tremendas nalgumas coisas. Encontrar roupa, sapatos e alguns acessórios, como é o caso dos anéis, pode ser bastante complicado.

Anéis, disse eu.

Não costumo usá-los muito, pois para além de ter os dedos pequenos e finos e quase nunca encontrar algum que me sirva, não acho que sejam práticos. No entanto, de quando em vez, gosto de ter anéis bonitos para usar. E ultimamente ando com um pancadão que nem imaginam!

Os padrões florais andam em alta em tudo o que possamos imaginar, e apareceram por aí montanhas de anéis lindos com rosas em metal ou pretas. Foi amor à primeira vista e um grande drama ao mesmo tempo.

Corri tudo, tudo à procura de um anel com uma rosa negra e não encontrei. Nem na Asos! Era tudo enorme para mim. Até que, duh, ocorreu-me que podia ser eu a fazê-lo.

E aí o têm.

Moldei as pétalas em massa FIMO, levei ao forno, envernizei (mesmo com verniz das unhas transparentes, pois não tinha outro) e colei a uma base de anel com resina. Foi fácil, rápido e eficaz!

Primers para tudo

Imagem recolhida em http://swrites.com/must-have-accessories-in-your-hand-bag/
Imagem recolhida no blog S Writes

Ora, já rocei no assunto dos primers aqui e aqui, mas relembrar não faz mal a ninguém o que foi dito noutras andanças.

Para quem não sabe, o primer da maquilhagem é como o primeiro que damos nas paredes e portas antes de as pintar: serve para uniformizar e deixar o nosso trabalho mais bonito, mas por si só não faz a diferença.

Confesso que é algo que me passa ao lado algumas vezes, e aposto que muitas das pessoas que por aqui passam nem sequer ouviram falar de tal produto.

Como nós gostamos de andar informadinh@s da silva sobre tudo e mais alguma coisa e a maquilhagem e as mariquices não são excepção, achei por bem deixar aqui algumas informações e ajudas no que toca aos primers. Afinal, que tipos de primer existem e o que é que fazem?

Primer facial

Na minha opinião, este é o mais importante e o que faz a maior diferença. Aplica-se antes da base ou fond de teint e serve para alisar a pele, isto é, para conferir à pele já com base um aspecto mais uniforme.

Os poros diminuem visivelmente, bem como outras imperfeições. Para além disso, este tipo de primer tem a função de proteger a pele na medida em que impede que esta fique em contacto directo com a maquilhagem. E sabem que num frasco de maquilhagem há montanhas de coisas que fazem mal, não é?

Sugestão pessoal: Há montanhas de marcas e já ouvi dizer bem de uma série delas. Quanto às minhas experiências, aconselho o da Sephora, de frasquinho transparente. Tem um bom preço, dura muito (apesar de o frasco ser pequeno) e ainda por cima controla o brilho da pele.

Primer de sombras

Não é essencial, mas pode determinar ou não o sucesso da maquilhagem de olhos. É importante utilizá-lo antes de aplicar as sombras pois vai fazer com que estas adiram melhor e, consequentemente, vai puxar pela cor. Gosto dele especialmente quando quero usar sombras pouco pigmentadas.

Sugestão pessoal: Experimentem o face primer da Oriflame. Detestei-o na cara, mas experimentei-o nos olhos depois de ver este teste da Marisa e adorei! Para quem não quer gastar dinheiro, o mixing medium caseiro ainda é uma boa opção (e é o melhor potenciador de cor, para mim!). Podem ainda usar sombras cremosas, costumam funcionar bem.

Primer de pestanas

Sim, isto existe! Para quem usa rímeis em duo, não há nada de novo aqui. Basicamente, o primer de pestanas serve para lhes dar volume e comprimento. Passo bem sem ele, mas quando quero umas super pestanas de boneca prefiro-o a debater-me com umas pestanas falsas.

Sugestão pessoal: Há muitas lojas que ainda têm as coisas da Essence que saíram de linha. Se tiverem oportunidade e passarem numa dessas, experimentem a base para rímel deles, a do tubo branco.

Primer para lábios

Não se deixem enganar, pessoas bonitas! Se vos quiserem vender gato por lebre, não liguem. Este primer tem como finalidade deixar os lábios hidratados para a aplicação do batom. E isto soa a quê, hã?…

Sugestão pessoal: Usem o vosso batom do cieiro habitual antes do batom de cor.

Agora que já sabem estas coisinhas sobre primers, primeirizem-se!

Os mimos da Massu

encomenda

Já tinha referido aqui que tinha sido uma das vencedoras do sorteio que a Massu fez no blogue dela, o Mylanqolia.

Sabia que havia de encontrar um envelope relativamente volumoso na caixa do Correio, mas não esperava que fosse tão cedo, nem tão volumoso! Só me têm acontecido surpresas destas: quando vou a sair de casa para ir para a faculdade, abro a caixa do correio e pumba, caem-me nas mãos cartas e embrulhos, todos dirigidos à minha pessoa!

Isto só pode ser compensação divina, dado que há montes de tempo não recebia correspondência escrita e palpável!

maquilhagem

Cá têm o suposto prémio, mas olhem que no meio de toda a surpresa até foi o menos! Começo por listar o que fazia parte do prémio inicial:

  • Quatro sapatinhos em pendente feitos à mão pela Massuma. Ela é uma tonta, pois como vão poder verificar numa das imagens abaixo, ela escreveu que se eu não gostasse, podia deitá-los fora. Ora bolas, não gostar? Isso não é possível. Eles são lindos! E já tenho utilidade para eles, hei-de mostrar.
  • Um gloss (fazia parte do prémio previsto) da Essence. Penso que faz parte da lista de produtos que vão deixar de existir. Tive que o experimentar assim que o abri, glosses neutros ou incolores são sempre bem-vindos. Este tem a particularidade de saber a caramelo!
  • Três sombras mono, duas da Alverde (a lilás e a púrpura – estava mesmo a precisar, pelo menos, de uma mono sombra púrpura!), que é uma marca que não há cá, e uma da Essence, também das que vão deixar de existir. As três sombras também faziam parte do prémio inicial!
  • Um delineador verde metalizado da Essence. Também fazia parte do prémio e fazia-me falta. Tenho imensa falta destas coisas simples e fáceis de aplicar, que fazem sucesso sozinhas.

desenhos

Prendada como a Massu é (podem ver pelos desenhos lá no blogue e pelas imagens acima), não se ficou pelo que estava previsto e decidiu enviar mais uns mimos.

Ora, vejam a minha cara no autocarro, depois de já ter babado este mundo e o outro com o envelope, os desenhos e o postal/carta, quando começo a desembrulhar tudo e me apercebo que há montes de coisas que não esperava encontrar! São elas:

  • O delineador verde escuro (o da caixinha), que já tinha feito os meus olhos brilhar quando vi um igual lá no Mylanqolia. Faz parte de uma edição limitada da P2 (marca que não existe cá), a Stylish Gueisha (podem visualizar aqui e aqui e, vá, concordem comigo e digam que é injusto não termos destas coisas cá!). Ainda para mais, o pincelinho biselado que vem na caixa é super prático.
  • O lápis grafite para delinear os olhos, com esponjinha para esfumar/esbater, também da P2. Ok, começo a achar que a Massu é bruxa. Estava a pensar em comprar um lápis assim algures entre o prata e o preto, e assim já tenho o assunto arrumado!
  • O lápis delineador castanho da edição limitada Made With Love da Essence. Era outro item que fazia falta na minha colecção, e este lápis ainda tem outro bónus, as pluminhas super fofas na tampa!
  • Duas amostras de creme de mãos da Weleda, que é uma marca que também não existe cá. Vão fazer imenso jeito no tempo frio que se avizinha, e já estão dentro da necessaire. Não vá o diabo tecê-las…
  • Um molhinho de elásticos lindos, lindos, lindos. Todos cor-de-rosa, mas cada par tem uma decoração diferente. Vou ter pena de os usar com medo de estragar, mas hão-de andar no pulso, por vezes, e outras vezes nas tranças e totós.

encomenda

Até a carta foi feita com montes de pormenores, super perfeita e com muito carinho! Dá ou não dá vontade de receber cartas assim todos os dias?

Estou mortinha por experimentar tudo e mostrar-vos as minhas aventuras com as prendas da Massu, e isso há-de acontecer!

Entretanto, estou cá a meditar porque não gosto de receber prendas sem fazer ricochete. Posso demorar tempo, mas gosto de retribuir a simpatia. Está decidido que vou ser eu a fazer a prenda, só ainda não sei o quê. Sugestões, há?

Unhas Cintilantes

glitter

Já devem ter passado por situações em que não vos apetece usar nenhum dos vernizes da enorme colecção que têm em casa e que o que calhava mesmo era algo diferente e chocante.

O que fazer nessas alturas? Usar purpurina.

Esta é uma maneira rápida e divertida de tratar das unhas. Precisam de um verniz branco ou transparente, de um pincel fofo e de purpurina (quanto mais fina, melhor). Não se ralem se o verniz ficar com falhas, porque os brilhantes vão tapar tudo.

Então, passem uma camada generosa de verniz e, com o pincel fofo, apliquem a purpurina e espalhem. Quando a unha estiver coberta, sacudam o excesso.

Esperem que a vossa aventura seque e passem uma camada de verniz transparente por cima, para deixar tudo mais brilhante e uniforme.

E é isto. Conseguem ter unhas diferentes e bem feitas em coisa de cinco minutos!

Roupa em Segunda Mão – Não é lixo!

emilie bjork
Foto de Emilie Björk

Há-de chegar uma altura em que nos vamos fartar de tudo o que temos no roupeiro ou a roupa vai deixar de servir.

Quando esse dia chegar, sabem o que fazer?

Tudo, menos deitar a roupa fora. Podemos dar a roupa a amig@s ou familiares que queiram ou precisem, podemos doar a uma instituição, remodelar, organizar trocas ou vender.

A Sara escreveu-me durante as férias:

Preciso da tua ajuda. Tenho uma montanha de roupa para vender (8 sacos de 1 metro).

Já procurei em vários sítios em Lisboa e arredores, mas não encontro estabelecimentos. Ou melhor, encontrei dois mas só aceitam roupa de marca (ex.: Dior, Yves Saint Laurent). Destas marcas mais caras não possuo nenhuma peça. Tenho é muita roupa da Benetton.

A razão da venda é o facto de ter engordado cerca de 20 kg. Vestia 34 ou 36 e agora passei para os 40/42/44.
Sei que não voltarei ao meu peso antigo, pois foi por questões médicas que ele foi alterado – doença crónica, o que tenho (e terei) que tomar TODOS os dias varias doses de cortisona.

Espero estar a responder a tempo de ajudar, e de dar dicas à altura! E de dar algumas dicas às restantes pessoas, visto que o tempo do calor não vai durar assim tanto e daqui a nada estamos a pôr à mão a nossa roupa de Inverno.

  • Não estou a par de todas as lojas de artigos em segunda mão que há em Lisboa nem da maneira como funcionam.
  • Se a Sara quer mesmo vender a roupa toda que tem e já não vai vestir, sugiro então outra coisa: por que não vender no Ebay ou mesmo criar um blogue para esse efeito?
  • Já tenho visto alguns blogues portugueses e muitos brasileiros que são usados para a venda de artigos usados e alguns até se safam bem!
  • Para ter uma ideia, pesquise sobre brechós no Google. Outra boa opção pode ser visitar o Sótão, que segundo sei tem bom funcionamento!
  • Outra maneira de vender o que já não queremos é organizar as típicas vendas de garagem. Convide vizinhos, amigos e conhecidos a espreitar, tenho a certeza de que vai conseguir escoar algumas coisas.
  • Se não tiver um espaço disponível, por que não experimentar vender na Feira da Ladra? Não sei se é preciso pagar o espaço, mas creio que se for ocasionalmente não tem qualquer custo.

De ponderar são também as trocas. Por que é que não organiza uma troca com as amigas?

Numa tarde, juntem-se em casa. Cada uma leva aquilo que já não quer e assim as restantes escolhem o que querem levar. É uma forma de escoar algumas coisas e ganhar outras novas!

  • Se tiver meninas na família que vistam o mesmo número, creio que haviam de ficar bastante felizes se as deixasse escolher roupa para elas. Falo por mim, que adoro quando a minha prima me dá a roupa que já não quer, ou quando encontro roupa que era da minha avó, tias e mãe guardadas!
  • Em último caso, e por que há quem precise de roupa e não tenha como a comprar, por que não doar a roupa a famílias desfavorecidas que conheçamos ou até mesmo a instituições? Infelizmente, é bastante fácil encontrar quem precise.
  • Até nas igrejas costumam aceitar roupa. Pense nisso, até porque o Inverno frio não tarda muito a bater à porta!
  • Creio que neste caso não dá para aplicar esta dica, mas nunca é de mais sugerir: que tal remodelar? Há detalhes que fazem toda a diferença e transformam a nossa roupa velha em roupa linda e nova, que dura mais uns anos até ir para a reforma.
  • Espreitem este post do mini-saia e esta tag do Craftzine para mais inspiração!
  • Quando a roupa está mesmo estragada e não dá para utilizar, também há remédio. Em vez de a mandar fora, por que é que não aproveitam o tecido? Dá para fazer tanta coisa: panos para limpeza, missangas forradas, cuequinhas como as que mostrei nesta selecção, macacos de meia

Façam o que a vossa imaginação ditar.

Não se esqueçam que mandar fora, desperdiçar e poluir são sempre as últimas opções!

O meu primeiro trabalho em tricô

tricot

Não é grande espingarda, não é perfeito, não foi complicado de fazer nem é assim tãooo original.

É um cachecol, que querem?

Para pôr em prática os conhecimentos que a mamã transmitiu, e porque adoro cachecóis, cá vem mais um para a colecção. Foi feito em ponto meia e tricô, às riscas.

Não é muito comprido (até porque os novelos não deram para mais), mas chega para dar duas voltas ao pescoço e deixar o resto caído para a frente. Já cá tinha os novelos há algum tempo para este propósito.

Não quis gastar muito dinheiro com a lã, pois tive medo de a estragar. Esta malhada cinza/lilás e rosa veio de uma loja chinesa qualquer, achei-a linda e muito em contra: cinco novelos custaram 1€. Se é de qualidade? Prefiro nem pensar nisso!

Recomeçar os Estudos em Grande

escola

Na hora de voltar aos estudos, nem sempre é fácil escolher os materiais a comprar nem encontrar coisas do nosso agrado.

Pela minha experiência, venho falar do que penso serem as melhores escolhas a tomar e que hão-de agradar à maior parte das pessoas. Este post é, então, dedicado à malta que ainda estuda, embora possa ser aproveitado por quem trabalha em escritórios ou simplesmente gosta de andar apetrechada.

Pais que têm filhos a ir para a escola, leiam vocês também porque pode ser útil.

Pessoas bonitas, eu sei do que falo e às vezes convém darmos mais uns € e trazer algo que é bom do que comprar no chinês e ter que voltar às compras porque o que trouxemos não presta. E, afinal, os conselhos que vos vão dar nem são os mais caros – tentei escolher os produtos que melhor qualidade tinham a preços acessíveis.

Vamos começar pelos materiais de pintura. Nem vou muito longe, nem sequer falo de guaches e tintas, mas se precisarem de ajuda basta dizerem nos comentários ou enviar as vossas dúvidas por email. Isto é o básico para quem anda no Ensino Básico e para a malta que, como eu, gosta de desenhar e pintar quando não tem mais nada para fazer.

Cá por casa param milhentas caixas de lápis e canetas das mais variadas marcas, umas mais caras que outras, umas melhores que outras (ei, pessoal, neste caso o mais caro é mesmo o melhor – dependendo das necessidades de cada um – e os meus favoritos são os Caran D’Ache):

  • Comecemos pelos lápis de cor. Os do ponto 1. são Faber Castell. Escolhi-os porque são óptimos, a mina é bastante pigmentada e macia, não parte com facilidade se os lápis andarem a chocalhar num estojo e não são caros. Podem encontrá-los noutras variedades, eu gosto do mais simples que há nas papelarias (e provavelmente supermercados);
  • Quanto a canetas de feltro – a minha maior desilusão quando era criança – não há muitas marcas que me agradem, e aqui estão as que mais gosto. De facto, as Staedtler do ponto 3. são as melhores para mim porque não gastam com facilidade, não esborratam, a ponta não se estraga e ainda são ergonómicas. Canetas maricas, é o que lhes chamo!
  • No entanto, para a malta do Ensino Básico as Giotto do ponto 2. também são muito boas e são mais baratas, para além de serem MESMO laváveis. É para os filhos que não ligam muito a estas coisas? Optem pelas da Giotto;
  • E chegámos aos lápis de cera. Tive a sorte de ter uns papás que sempre me apoiaram e foram investindo em materiais, inclusivamente naqueles que nunca uso muito, e por isso ganhei uma caixa de lápis de cera da Caran D’Ache quando ainda andava na escola primária;
  • Agora, vamos com calma. Estes lápis do ponto 4. são aguareláveis (quer dizer que dissolvem em água) e são óptimos para uns trabalhos e péssimos para outros. Querem mesmo fazer algo tipo aguarela? Estes são apropriados para o efeito. Sem dissolver, ficam com um aspecto muito pesado e do mesmo tipo encontram lápis da Staedtler e também já vi uns do mesmo género nos chineses (milagre!), com embalagem branca e rótulo azul escuro;
  • Querem efeito cera? Não gastem dinheiro em vão. Se querem lápis de cera que são mesmo lápis de cera, optem pelos do ponto 6. (falha sempre alguma coisa, desta vez esqueci-me do 5.), os famosos Crayola. Não se deixem levar pelas imitações dos chineses, porque lá os lápis são uma bela bodega e quase não pintam;
  • Se são pais e estão a ler isto, por favor, não gozem com os vossos filhos. A melhor maneira de os desmotivarem em relação às Artes é dizendo-lhes que não têm jeito e oferecendo mau material. Não se deixem enganar também pelos pseudo lápis de cera, aqueles que são mais plástico que cera, redondinhos perfeitinhos.

Ali perdido no meio do resto das coisas, anda o ponto 7., que é um corrector. Não o considero material de escrita nem de pintura nem de coisa que o valha. Para ser sincera, raramente o uso. É só mesmo em caso de necessidade extrema, e escolhi aquele corrector em caneta por ser o mais prático.

É que parece mesmo uma caneta! E por que é que raramente o uso? Prefiro ter um caderno riscado do que um caderno com corrector. O destino mais frequente dos meus cadernos usados é o papelão e sempre me ensinaram que o corrector impossibilita que o papel seja reciclado. Sabiam? Evitem ao máximo.

Quanto a colas, UHU. Não se ponham a inventar com chinesices. A UHU não falha, oferece milhentas opções e nenhuma delas nos deixa os bolsos estoirados. Sempre fui a menina que tem a cola e a tesoura no estojo: toda a gente goza mas a dada altura precisam e já sabem a quem pedem.

Têm em bisnaga, como no ponto 8. (faz muita peganhice para o meu gosto mas por vezes é necessária), e convém ter cuidado porque estas bisnagas têm muita tendência a rebentar em malas e estojos, no ponto 9. vem em caneta, que é óptima para colar pontinhas pequeninas, em bastão em 10., a mais aconselhável para os meninos mais pequeninos, embora possam usar a caneta 11. que é muito fácil para trabalhar e não faz muita porcaria.

Passando ao material de escrita, deixem-me dizer que de esferográficas e lapiseiras qualquer coisa serve.

Gosto de esferográficas cheias de bonecos, mas não me ralo por escrever com canetas Bic. Nunca falham, apesar de me darem cabo dos dedos ao fim de algum tempo a escrever.

Se vão pôr crianças a escrever com lapiseiras, deixem-me apenas aconselhar uma que não tenha ponta metálica estreitinha – é perigosa e os pequeninos dão cabo dela com facilidade. O melhor mesmo é optarem por lápis de carvão e nisso os velhinhos Staedtler 2HB do ponto 14. ou os Viarco do ponto 15. continuam a ser os melhores.

Novamente, nada de chinesices, pois a minha parte-se com facilidade e assim passamos a vida a afiar lápis. Quanto a afias, qualquer afia metálico, de preferência com caixinha, serve. Sei que a partir do 5º ano começam a ser exigidos outros lápis, e eu aconselho os da Staedtler. Não são caros e duram imenso.

Gostam de fazer desenhinhos e querem algo mais que o lápis normal? Sugiro o 4B. Se querem algo mais pesadote (mas menos fácil de apagar, vá), atrevam-se a um 8B.

Quanto a apaganços, nada bate a borracha 13., a Hi-Polymer da Pentel. Se quiserem borracha em caneta, optem pelas da Pentel também. Para mim, são as melhores.

Falámos do material de escrita e pintura, mas falta o papel. Vão desenhar e pintar? Normalmente, o Papel Cavalinho serve. Papel Cavalinho!!! É mais caro que o resto do papel pseudo Cavalinho, mas é melhor. É diferente! Tem outra cor.

Quanto a cadernos, comprem o mais simples que houver, de preferência cadernos de capa preta. Podem forrá-los com colagens, flores secas (vejam uma decoupage de cadernos aqui) ou com tecidos, como os da Rosa Pomar que estão na imagem. Sigam a vossa imaginação e comecem o ano com cadernos lindos e únicos! O mesmo se aplica às capas.

Para terminar, e se não tiverem estojos para guardar as vossas coisinhas todas, por que é que não experimentam fazer como este, que até pode ser cosido à mão (e eu prometo que não precisam de muita paciência) e feitos com restos de tecido?

Inspirem-se e regressem aos estudos em grande!

As Visitas da Guida São Estranhas

mortalhasOu chegam cá ao blogue quando pesquisam as coisas mais insólitas!

Ao longo destes meses todos, tenho-me apercebido que há gente que aparece por estas bandas ao procurar as coisas mais insólitas que possam imaginar. A melhor de todas foi:

“O que enrolar quando não há mortalhas?”

Eu juro que não quero fomentar maus hábitos nem nada do género. Às vezes, rio-me às gargalhadas com estas coisas que o Statcounter me conta.

Prometo que a pergunta terá resposta, prometo!

Convido @s leitor@s que entendem do assunto (que fumam, portanto) a dar uma ajudinha que eu de tabaco e outras coisas da família das chaminés não sei muito.

Arrumações- Regresso à Escola

material escritório

Agosto já está a poucos dias do fim e o regresso à escola e ao trabalho está cada vez mais próximo.

Assim, e porque é muito importante arrumar as ideias (e outras tantas coisas), vamos dedicar-nos à arrumação de um sítio que toma o primeiro plano nesta altura: a secretária e o resto do espaço de trabalho ou estudo.

Não vou falar de escritórios mas sim de pequenos espaços em salas de estar ou quartos.

Como é importante manter a concentração enquanto se trabalha, o local a ser escolhido deve estar minimamente isolado do resto das tralhas e confusões da casa.

Convém que seja também um espaço bastante iluminado e amplo o suficiente para que consigamos ter o material necessário à nossa frente sem encafuar tudo. No entanto, há que ter cuidado para não dispersar tudo pelo resto da divisão sob o risco de gerarmos um caos onde não nos orientamos. Convém que haja clareza!

Tendo o parágrafo anterior em conta, devemos fazer assim:

  • Já se disse que o espaço de trabalho deve estar bem iluminado. Assim, é óptimo que fique perto de janelas.
  • Como não temos a luz do sol durante todo o dia, há que investir na iluminação artificial. A luz do candeeiro do tecto nem sempre é suficiente e, por isso, não devemos dispensar os candeeiros de secretária. Os candeeiros da imagem carregam com luz solar, vejam bem! Também pode ser boa ideia não utilizar tons muito escuros nas paredes que envolvem o nosso espaço de estudo/trabalho.
  • Agora que temos luz, convém que nos sentemos adequadamente. A nossa cadeira não pode ser demasiado alta nem demasiado baixa. Se der para regular, melhor ainda! A cadeira da foto é esta.
  • No entanto, não devemos permanecer sentad@s durante muito tempo. De hora a hora, convém mexermos as pernas e descontrair.
  • A arrumação é outro factor que tem que estar bem presente nas nossas cabecinhas se queremos estar em paz enquanto não podemos descansar. Ninguém gosta de trabalhar em espaços desarrumados, geram stress! Por isso, convém ter uma secretária minimamente espaçosa onde dê para organizar tudo.
  • A da foto não é gigante e dá para arrumar quase em qualquer espaço livre lá por casa. Além do mais, dá para arrumar dossiers, livros (estes dois podem ficar mais direitinhos em separadores como os da imagem ou feitos a partir de caixas de cereais) ou caixas (ou isto tudo!).
  • Há também uma gaveta para os materiais de escrita e recorte, bem como CDs (que podem ainda ser arrumados em caixas ou latas de comida lavadas, que até podem ser pintadas). A papelada e as folhas de impressão devem ir parar aos organizadores.
  • Não devemos deixar muita tralha acumulada em cima da nossa secretária, pelo que pode ser uma boa ideia ter um balde do lixo por perto. Uma vez por semana, devemos dar uma arrumação mais a fundo e limpar o pó e eventuais migalhas que se tenham acumulado.

Se necessitarem de arrumar mais tralha, por que é que não investem num módulo de gavetas?

  • Não é obrigatório, mas na maior parte dos casos creio que o espaço de estudo/trabalho é comum ao espaço onde temos os nossos computadores. Quando não são portáteis, convém não deixar a caixa encostada à parede e fazer uma limpeza regular, pois isto permite o bom funcionamento das ventoinhas e evita o sobreaquecimento da máquina, que pode queimar.
  • Se houver cabos à solta, não há nada como uma cesta ou caixinha em cima do computador para os arrumar. Acreditem que há menos confusão.
  • Se há periféricos do computador para arrumar, como scanners e impressoras, que não cabem na secretária, dá sempre para organizá-los por cima dum módulo de gavetas ou pequena mesa debaixo da secretária, ao lado do sítio onde se arruma a cadeira. Desta forma, não há encontrões nem confusões.
  • Se têm tarefas e prazos a cumprir, por que não ter um bloco de notas a jeito, aberto, num sítio bem visível da secretária? Ou post-its. Ao escreverem, há menos probabilidade de falharem e esquecerem os compromissos.
  • Esta pode ser também uma boa maneira de estudar. Ao fazermos pequenos esquemas e resumos que deixamos num sítio para onde olhamos frequentemente, vamos estudar sem que nos apercebamos.

Com estas recomendações todas, espero ajudar-vos a começar o ano de trabalho em grande e mais calmamente!