Categoria: Estórias

Abençoado 13 de Maio

pastorinhos fátima

Eu e a religião não somos lá muito amigas, mas gosto de estar de bem com as divindades todas.

Se são bênçãos, eu quero. Se é respeito, eu tenho. Sou agnóstica, a minha família é católica e, só pela graça, tenho as minhas simpatias com alguns símbolos relevantes. E posso não ser religiosa mas tenho muita fé.

Bem sabem, tenho o meu carinho pelo Santo António. O número 13 é uma coisa cá nossa e, desde o ano passado, o 13 de Maio passou a ser uma data especial. Pastorinhos, Nossas Senhoras e Papas de lado, o 13 de Maio para nós foi, na verdade, o habemus casa.

Foi há um ano atrás. 13 de Maio, sexta-feira. Sexta-feira 13.

Ligam a estas coisas? Bom, andávamos há meses a lutar pela nossa casinha linda que é mais do que alguma vez poderíamos ter imaginado. Eu estava grávida, bem grávida. As burocracias eram muitas e o tempo era pouco.

Houve mais pessoas interessadas. Não tínhamos assim tantas hipóteses. Estávamos a ficar assustados, desesperados. Contrariamente ao que seria de prever, a casa é nossa.

Foi neste dia, há um ano atrás, que tudo ficou formalizado. A casa é nossa! Ainda está longe de ficar perfeita, à nossa maneira, mas é nossa, tem as nossas coisas, arrumadas ao nosso jeito, conforme as nossas regras. Tem o nosso cheiro. É o nosso lar.

O que se seguiu foi engraçado. Começámos as obras e limpezas no dia 14 de Maio. Mudámo-nos a 14 de Junho. A Teresa nasceu a 14 de Julho. Se fosse de propósito, não teria acontecido assim! Mas estas são histórias que ficam para outro dia. 2016 foi um ano do caraças!

O dia em que o meu irmão quis adoptar um mini porco

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Porquinho fofo. Imagem de origem desconhecida.

Reza a história que, há uns dias, o meu irmão chegou a casa com ideias de trazer um mini porco.

Que era pequenino, fofinho, de tamanho mini, que era um colega que tinha uma quinta e que lhe dava um se quisesse. A minha mãe não se opôs muito à ideia (aiii, que diz que não fica muito grande!). O meu pai, por sua vez, ditou logo que tal bicho só poderia habitar no panelão.

Faça-se aqui uma pausa: eu também sou doidivanas e garanti ao meu irmão que, caso trouxesse o piglet fofo, que eu não o deixaria ficar desalojado.

O L. disse logo que um porco é um bom “investimento”, que sempre se aproveita para febras e enchidos. Claro que eu nunca deixaria que tal catástrofe acontecesse, parece-me que até deixaria de comer carne de porco.

Até fiz logo o baptismo do bicho mesmo sem o ter por cá: por que não chamar-lhe Jámon, ou Kevin (ai o trocadilho…)? Chouriço também era uma boa hipótese, e se fosse fêmea sempre haveria a possibilidade de chamar-se Febra ou Bochecha. Por que não Dobradinha?

Não sendo um cão, e sendo um filhote, aposto que até a Nina se derretia com o porquinho e ainda o adoptava.

Imaginei-me a levá-lo à veterinária: ela já deve pensar que somos doidos, que já tivemos dois coelhos bravos. Já sugeriu que ficássemos com dois “exóticos” que lá foram parar, uma gaivota e um porco espinho.

A Nina, sendo um dos casos mais antigos e bicudos por lá, já faz furor. Imaginem se aparecesse com um mini porco!

No fim da história, houve aquela parte chata em que nos enchemos de bom senso e decidimos que não podia ser e que não iria ser justo para o suíno fofo. Iria precisar de um quintal, que não temos.

Iria precisar de muito método na sua alimentação e educação, que não temos. Já estou mesmo a ver no que daria deixar um animal pequenino dormir nas nossas camas para depois lhe dizer, em crescido, que já não pode ser.

Iria de precisar de muito espaço dentro de casa, que não temos. E um mini pig é bicho para pesar, no mínimo, 40 ou 50kg em adulto (ronda só o meu peso habitual!).

Talvez um dia, quando for uma velhota do campo reformada, ou quando me sair o Euromilhões e puder, efectivamente, viver numa zona mais rural na periferia de Lisboa se concretize esta ideia…

Das misérias que me acontecem

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Contando a história, ninguém acredita.

Sou a campeã das solas de sapatos perdidas. Juro! Já perdi a conta às vezes em que os meus sapatos (que, por sinal, são sempre bem estimados) se desintegram em plena rua.

Poder-se-ia dar a desculpa de que a qualidade tem-se em directa proporção para com o que pagamos, mas já me aconteceram catástrofes destas com sapatos bem caros de lojas e marcas conhecidas.

Adiante, que desta feita até nem foi o caso.

Tinha uns sapatos bonitos, como os da imagem, que foram um achado. Pensava eu. Baratos, muito bonitos e super confortáveis. Deixavam-me com altura de gente e com uma pernoca jeitosa.

Então não é que ontem, quando dei por ela, tinha as malditas das plataformas a descolarem-se? Não me estatelei no chão porque não calhou e salvou-me o papá, que teve de me resgatar da bela Lisboa e da sua calçada maravilhosa.

Agora estou triste, muito triste, que não quero dar reforma aos sapatos mas também não sei se há remédio que lhes valha. Há cola, pois há, mas até que ponto é que é eficaz?

Já fiz a experiência com outros pares de sapatos de plataforma, como estes, e nunca serviu de muito, nem com intervenções do sapateiro. Alguém sabe de uma solução milagrosa ou devo mesmo dizer-lhes adeus e pensar em comprar uns substitutos como deve ser?

Haja Força

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Não só de vontade, mas também da outra.

Isto de querer ser uma pessoa mais saudável e activa tem muito que se lhe diga.

Decidi que queria correr.

Há muito tempo, há tempo de mais. É muito motivante ver as conquistas alheias, autênticos cachalotes humanos que se transformam em sereias, estados de saúde que melhoram drasticamente com a prática regular de exercício físico… É comovente ver o que se consegue com a determinação, e se os outros conseguem, que me falta a mim?

Tinha os recursos mínimos para embarcar nesta mudança fantástica de estilo de vida: não foi preciso gastar em apetrechos nem ginásios, que quaisquer ténis bastam e o país é rico em espaços minimamente compostos para a prática de exercícios exteriores, para além de que o melhor é aproveitar a juventude, quando as engenhocas do nosso corpo ainda funcionam em pleno, para apostar neste investimento a longo prazo.

Daí à prática, bom, faltava não sei o quê.

Só ontem é que me deu a tal pancada que é preciso para começar.

Não sei se foi a avalanche de vídeos de mudanças radicais com que me tenho deparado ultimamente, se os regimes alimentares interessantes (ou não) que tenho conhecido, se o facto de ter de me deslocar rapidamente a um local e não ter a menor paciência para esperar por autocarros que àquela hora eram coisa escassa pela zona. Quando dei por mim, estava de ténis calçados e com trajes pouco apelativos mas propícios à prática desportiva. E lá fui eu.

Ao princípio, mesmo, mesmo, ao princípio, pareceu fácil de mais.

Ena ‘pá, ainda sei correr, olhem para mim a ir vila abaixo de tal forma que até o Bolt ficaria invejoso. Nem dois minutos depois, achei que ia cair para o lado. Não foi um bom começo. Estou tão enferrujada, tão podre, que não consigo correr, seja a que velocidade for, por muito mais de um minuto.

Ok, vamos mudar de estratégia. Levava comigo o mp3, e decidi que ia correr música sim, música não. Missão falhada, pois claro, que os timings tramaram-me logo à partida. Eu não sou pessoa de desistir facilmente, mas tenho de reconhecer alguns limites, estabelecer prioridades e decidir o que é ou não razoável.

Por ora, pareceu-me sensato não abusar nem ficar desiludida. Consegui fazer 2,5km em menos de meia hora, entre corrida e caminhada. Não foi muito, mas foi muito mais do que o habitual para mim nos últimos anos. Senti-me toda partidinha, e pensei cá para mim que se me desse o piripaque, estava no sítio certo (visto que, por acaso, o meu destino era um estabelecimento de saúde).

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Mandem-me andar, que eu ando durante muito tempo sem me queixar.

Correr, correr é outra história! Pareço uma pata-choca e nunca gostei deste tipo de actividades, sempre fui a pior aluna a Educação Física, mas a verdade é que sinto certa falta delas. A idade não perdoa, e já lá vão cinco anos desde que terminei essas miseráveis aulas. Não quero envelhecer a lamentar-me pelos maus hábitos que fui adoptando e pelas suas consequências na minha saúde, e é agora que tenho de intervir por um futuro melhor.

Posso não fazer grandes proezas do exercício, mas com certeza melhorarei e farei sempre mais do que na vez anterior. Não tenho grandes ambições no que toca aos objectivos porque, tal como disse, o que importa é mudar para melhor e fazer mais do que ontem. Se isto servir para mandar uns quilos ao ar (não mais que cinco), também não me queixo.

Assim sendo, apesar da sensação de tortura, vou continuar a exercitar este corpinho de lontra que fui alimentando ao longo dos tempos. Fiquei com vontade de fazer mais, e preciso muito. Sinto que hoje até vou dormir melhor, e com menos stress. E, já sabem, vou partilhando por aqui o que achar relevante.

Se tiverem por aí dicas úteis ou se passaram pelo mesmo, gostava muito de ouvir o que têm para me dizer sobre o assunto. Se estão por aí parad@s e à espera que as galinhas ganhem dentes para mudar de vida, desafio-vos a vestirem roupa confortável, calçar os ténis e ir para a rua correr. Sem grandes expectativas.

Se vos apetecer ir agora, vão agora. Se for às cinco da manhã, vão na mesma. Vão, simplesmente, vão andando e correndo, que os passos de hoje transformam-se em quilómetros amanhã e mesmo que façam pouca coisa, vão ver que no fim é gratificante.

O meu quarto desarruma-se sozinho.

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Depois de uma semana extremamente cansativa e com viroses à mistura, posso dizer que não descansei grande coisa durante o fim-de-semana.

O que mais me apetecia ontem era ter chegado a casa e ir dormir, sem ter de perder grande tempo com tarefas de organização e preparação da semana que se avizinha.

Deparo-me com o seguinte cenário: imaginem que passou um furacão dentro dos vossos quartos.

Pois, é o que acontece por aqui. Quase todos os dias, invariavelmente.

É verdade que, nos meus genes, corre uma tal obsessão com espaços super kitsch, cheios de bibelotes e montes de outras quinquilharias que, no meu entender, denunciam um espaço bem vivido e bem amado.

Para mim, as casas querem-se bem cheias de memórias e vivências e mais vale ter coisas a mais do que coisas a menos.

Voltando ao meu quarto, há que dizer que é um caso particular. Não o queiram ver neste momento. Mal vejo o chão, porque há sapatos por todo o lado. Há livros e apontamentos quase até ao tecto, e roupa também.

São coisas que se arrumam com relativa facilidade, dentro do possível (que isto de dividir o quarto e ter muitas coisas em pouco espaço tem muito que se lhe diga), mas que se desarrumam sem sequer me aperceber.

Só de olhar para o caos, fico desorientada.

Penso que, um dia, quando pensar em comprar ou alugar uma casa, um dos critérios de escolha vai ser o número de quartos. Preciso de, no mínimo, um quarto para dormir, um closet e um bom escritório.

Quer dizer, também preciso de uma sala e de uma cozinha gigante para poder ter os meus pequenos museus de tesourinhos bem organizados.

Eu sei, isto tudo dá imenso trabalho a limpar, e mesmo que tenha dinheiro para pagar a uma mulher a dias, não quero ninguém a meter o bedelho nas minhas tralhas. Quem corre por gosto, não cansa.

Vai sonhando, Guida, vai sonhando…

Para Sempre

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Estou a gostar mais de responder à TAG das 28 Perguntas e Respostas Sobre Amor do que imaginava inicialmente.

Hoje calhou responder à pergunta:

Achas que o amor pode durar para sempre?

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Costumam dizer que o amor é para sempre enquanto dura.

Há “sempres” muito efémeros. Por muito que custe, é mesmo assim. As pessoas costumam levar o que dizem e prometem de ânimo leve e muitas vezes esquecem-se ou falham com o seu propósito.

Hoje em dia, somos muito inconsequentes. Apesar de tudo, do alto da minha ingenuidade, acredito que o amor verdadeiro e incondicional existe e pode e deve durar para sempre.

Basta haver vontade mútua e muito respeito e admiração um pelo outro.

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Quando houver dúvidas, pensar duas vezes antes de dizer ou fazer o que quer que seja não é suficiente. Pensem mais vezes. Pensem nas coisas boas e nas coisas más da vossa relação. Pensem no que pode ser resolvido.

Pensem em vários cenários de vida diferentes, mesmo que sejam algo extremos ou dramáticos e pensem, sinceramente,  se estariam dispostos a ficar com a vossa companhia e cuidar dela.

Pode ser uma parvoíce minha, mas tenho sempre isto em conta. Maluquices!

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Tal filha, tal mãe – Vero Moda

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Já vos tinha contado que andava a namorar esta camisa da Vero Moda há algum tempo.

E assim que pude fiz com que viesse parar cá a casa. Ainda não a estreei, e a intenção é guardá-la para a véspera ou para o dia de Natal.

No entanto, quando faço encomendas para mim no Spartoo, gosto de as mostrar à minha mãe porque também gosto das vezes em que ela faz o mesmo comigo.

Acabamos sempre por cobiçar a roupa e os sapatos uma da outra e, infelizmente, não dá para partilhar quase nada porque temos tamanhos muito diferentes.

Por vezes, lá tenho autorização para usar um ou outro acessório. Mais raramente, as minhas coisas também são catrapiscadas.

E é desta forma que acabamos por ter algumas peças iguais, e o mais engraçado é quando vestimos peças iguais ao mesmo tempo sem termos combinado.

Bem sei que não tem o mesmo impacto que se eu fosse uma criança pequena, mas não deixa de ser interessante que eu com 22 anos e a minha mãe com 53 acabemos a gostar das mesmas coisas.

E não, acho que nenhuma de nós está desenquadrada nem veste coisas desadequadas à idade. Ok, por vezes visto roupa da secção infantil, admito, mas acho que isso não tem mal nenhum.

Está visto que em breve terei de oferecer uma camisa igual à minha, porque cada vez que se fala no assunto cá em casa oiço logo algo do género a tua camisa é mesmo muito gira, hás-de ver se há tamanhos maiores.

Coração com Concreto

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Se há marca de roupa que me lembro de vestir quando comecei a ter tamanho de gente e que ainda hoje está presente no meu roupeiro é a Concreto.

Já tinha partilhado esta inconfidência convosco há uns tempos atrás. Atrevo-me a dizer que tenho peças que contam com dez anos em cima e que estão como novas.

Ultimamente, a loja do costume já não tem Concreto e acabei por não estar tão atenta às novidades de há cerca de dois anos para cá.

Preguiça minha, que bem podia ter procurado melhor em Lisboa. Mas não faz mal. Por um lado, as peças são de tão boa qualidade que as que tenho estão todas impecáveis.

Por outro, já redescobri a marca há algum tempo no Facebook e por vezes até é possível encontrar Concreto em campanhas online. Que reencontro bom foi este!

Embora a Concreto tenha gangas, t-shirts, tops e outro tipo de peças feitas de tecidos que não são malhas e lãs, são estas últimas que conheço desde sempre e que constituem parte do meu encanto com a marca.

É complicado encontrar malhas e lãs que não deformem e não ganhem borboto, e a Concreto serve perfeitamente as minhas exigências.

Para além do mais, mesmo as camisolas mais fofas e quentes não picam. E eu tenho aversão a lãs que picam!

O casaco cor-de-rosa dos frisos que tanto adoro é da Concreto, e tenho-o comigo há cinco anos. A camisola dos losangos era a minha favorita aos 17/18 anos.

Não imaginam o que lhe aconteceu. Mãe é mãe, é humana e de vez em quando também se engana. Um dia, a bendita da camisola foi lavada no programa errado e encolheu. Ainda hoje estou traumatizada com este episódio.

As melhores calças à boca de sino que tive (e que não estão nestas fotos, mas logo vos mostro) são da Concreto. A ganga é óptima, devo dizer.

Usava-as aos 14 anos e fiz questão de as manter comigo durante estes anos todos, mesmo estando os skinny jeans em alta. Estão impecáveis e voltei a usá-las.

As minhas t-shirts/tops preferidos eram da Concreto. Assentavam que nem luvas e sentia-me confortável. Também tenho cachecóis a condizer com camisolas e casacos que tenho da marca.

Tenho pena de não ter muitas mais fotografias a vestir Concreto, porque na verdade constituía boa parte do meu roupeiro há uns anos atrás.

Há dez anos atrás, ainda me lembro de haver pessoas a meterem-se comigo porque quase todos os dias tinha roupa igual à de alguma personagem dos Morangos com Açúcar (sim, eles vestiam Concreto! Hoje em dia, aparecem algumas peças na novela Dancin’ Days).

É com carinho que olho para estas fotografias que tenho. Afinal, em Portugal faz-se roupa boa e bonita!

Para este Inverno, já comecei a munir-me de roupa nova e em breve mostro-vos duas peças lindas que me vão ajudar a suportar o tempo frio em grande estilo.

Já espreitaram a colecção de Inverno da Concreto? Conseguem adivinhar quais são as peças que vos vou mostrar?

Rita Abecasis, acuse-se.

Há pessoas que só não perdem a cabeça porque está agarrada ao corpo.

Eu sou a pessoa que não só não perco nada do que tenho como ainda guardo as coisas dos outros.

Há pouco, estava a fazer uma limpeza à carteira e encontrei o passe de uma pessoa totalmente desconhecida.

Rita Abecasis, chama-se ela. Não faço a mais pálida ideia de quem seja nem de como é que o passe veio aqui parar.

Só a mim é que acontecem coisas destas…