Categoria: Desafios

Quem não tem quando pode, não vai poder quando quiser.

família

Dei por mim a escrever, rescrever e riscar este texto muitas vezes.

Porque é pessoal e porque é delicado.

Apesar de não ter nada de mal e de ser algo em que penso muitas vezes, todos os dias, várias vezes, é a minha opinião sobre um assunto importante e que me é muito querido porque tem tudo a ver com a fase em que me encontro na vida: a parentalidade/maternidade.

A verdade é que cheguei à conclusão que, não sendo nenhum crime (muito pelo contrário!), partilhar o que tenho a dizer até pode ser útil e ajudar quem esteja a passar pelo que me aconteceu, de certa forma.

Afinal, é para isto que serve um blog, não é? É isto que faço sempre: partilho conteúdos com os quais me identifico de uma forma ou de outra. Senti que era bom partilhar um bocadinho desta questão que é tão pessoal.

O melhor que aconteceu na minha vida foi o nascimento da minha filha Teresa.

Tenho a certeza que a maior parte de vós que me lê neste momento e tem descendência irá concordar que ter filhos é a melhor coisa do mundo.

Compreendo, porém, que haja quem pense de forma diferente e respeito muito as decisões dos outros. Só assim é que posso pedir que compreendam e respeitem as minhas.

Acredito que tenham uma ideia, no geral, da minha história, mas cá vai uma partilha que pode ajudar a compreender o rumo inesperado (mas bom) que a minha vida tomou.

Porque há fofocas e mimimis. Porque é desconfortável enfrentar juízos alheios quando não os pedimos. Porque devemos partir do pressuposto que uma pessoa adulta assume a responsabilidade dos seus actos e sabe o que é melhor para si e para os seus.

Porque não temos de ser todos carreiristas nem viver sob o domínio de trabalhos e dinheiros, na angústia de pensar que o futuro nos trará as condições que queremos dar aos nossos filhos.

Porque é muito feio ouvir os “oh, tão nova?” que as pessoas que não conheço de lado nenhum e que, face à minha intervenção, respondem que não me dariam mais que 16 anos.

Mesmo que só tivesse 16 anos, ou que tivesse 50 anos, cada um sabe o que é melhor para si e para os seus e se, ainda por cima, os estranhos não estão sequer na disposição se está tudo bem ou como podem ajudar, mais vale não dar nenhum palpite.

Acima de tudo, se há sempre histórias más e desfechos maus, quero passar um testemunho de que também se constroem finais felizes mesmo quando, no início da jornada, o futuro parece negro e complicado.

Acima de tudo, devemos fazer o que nos parece melhor para ficarmos de consciência tranquila e manter a nossa integridade. Nossa. O que os outros dizem não deve ser o nosso foco e não podem ser eles a decidir o que fazer da nossa vida.

A minha gravidez não foi planeada.

É irónico, no mínimo. Como é que, em pleno século XXI, com métodos contraceptivos (quase) infalíveis, uma estudante de enfermagem no fim da licenciatura se mete numa embrulhada destas? Não foi por desinformação. Não foi por descuido.

Apercebi-me muito cedo. Senti-me diferente e quis logo saber o que estava a acontecer no meu corpo. Confirmou-se: pelas contas, estaria grávida de 5 semanas.

Apesar de estar num relacionamento recente, decidimos que queríamos muito um futuro em comum e com filhos. A Teresa não foi planeada mas foi muito desejada por nós, desde sempre.

família

Inicialmente, houve muita pressão e muitas decisões difíceis para tomar. É nestas alturas que conhecemos devidamente a nossa família e os nossos amigos.

Acreditem: virão forças de onde não imaginavam, mas também vão descobrir que muitas pessoas que, até aqui, pareciam próximas irão desaparecer. Deixem-nas ir, porque não precisam delas. Foquem-se em vós, repito.

É nestas alturas que é mais importante olharmos para nós e não dispersar.

Se há clichés pessimistas (e se passam/passaram por algo semelhante, têm conhecimento de muitos destes), deixem-me destacar um cliché muito positivo e optimista: as condições criam-se.

Isto aplica-se a qualquer decisão que tomem e é mesmo verdade. Podem crer que quando queremos muito algo, é meio caminho andado para que o objectivo seja cumprido. E nós estávamos decididos a ser bem sucedidos na missão de trazer a Teresa ao mundo.

Não foi nada fácil, mas pegámos no que a vida nos deu e lutámos pelo que é nosso. Imaginem: um casal jovem sem poupanças e a ter de construir tudo do zero numa questão de meses.

Se conseguíamos dar conta de tudo sozinhos, os dois?

Não sei. Tivemos muita ajuda, é um facto. Tivemos muita sorte e considero que foi uma bênção ter quem se preocupasse connosco e pudesse dar a mão.

Mas também temos muito mérito pela nossa determinação, empenho e trabalho. Faço aqui um aparte para as mães solteiras deste mundo: vocês valem por mil mulheres numa só! Sozinha, então, eu não conseguiria dar conta do recado.

Um ano depois do início desta aventura, ainda há arestas para limar (quem não as tem em início de vida de adulto?), mas posso dizer-vos que cumprimos os nossos objectivos. Conseguimos!

Temos a nossa família linda, temos a nossa casa, temos as nossas coisas, estamos organizados, somos autónomos e felizes. Temos muito mais do que muita gente que se massacra a matutar no tal futuro melhor e propício à família.

Eu não me imagino mais feliz do que sou agora!

Tenho cá para mim que a Natureza se encarrega de equilibrar tudo à sua maneira. A taxa de natalidade estava a descer a pique nos últimos anos e, de repente, há bebés em todo o lado.

Sem dúvida, ter um filho é uma decisão muito importante e de muita responsabilidade. Não condeno quem não os quer ter e dá prioridade a outras decisões, mas nesta questão da maternidade eu considero que não sou eu quem deve decidir sobre outra vida que não a minha. Felizmente, não fiquei sozinha.

Tudo acontece por um motivo.

Para mim, ter filhos é uma bênção e, sem dúvida, um grande marco na realização pessoal. Se era agora o momento ideal? Se há coisas que gostava de ter feito e não fiz?

Ser mãe não faz com que outros objectivos caiam por terra e, como referi antes, as condições são algo que se cria e as oportunidades são para agarrar quando surgem.

Quem não quer quando pode, não vai poder quando quiser.

Pensem em quantas pessoas adiam o sonho da maternidade, pelos mais variados motivos. Pensem nas pessoas (muitas delas até podem estar dentro dos nossos círculos de amigos) que tentam ter filhos e não conseguem.

Pesquisem sobre as estatísticas relacionadas com a reprodução e vejam para onde caminhamos com tantas preocupações. Temos filhos cada vez mais tarde e, muitas vezes, já nem os conseguimos fazer como antigamente.

Vejam os números relativos às consultas de reprodução assistida em hospitais e clínicas privadas.

Deste lado, optámos por ser muito felizes com a sorte que nos calhou.

Como devem calcular, o último ano foi uma (boa) montanha russa e é por causa de tudo o que há de novo que tenho estado ausente.

Optámos por mudar um bocadinho os nossos caminhos, as nossas vidas deram uma volta de 180º, mas eu não poderia estar mais realizada. Ser mãe é mesmo, mesmo a melhor coisa do mundo!

(Quase) 3 Meses Depois

baby girl
A minha Teresa, já com dois meses e meio, a ficar com muito cabelinho.

Ainda não estou operacional.

O que quero dizer é que, olhem, bem, não sei muito bem o que quero dizer.

Estou um bocado (grande!) desorganizada nesta nova logística da maternidade.

Até era menina para escrever que admiro muito as mães que conseguem fazer 1001 coisas sozinhas, muitas vezes com mais que um filho.

Já descobri (em boa parte, pelos milhentos baby blogs que existem hoje em dia) que é tudo uma grande peta e que não há cá histórias de milagres e mares de rosas: há poses para as fotografias e, quase sempre, empregadas domésticas pelo caminho.

família

Já nasceu a Teresinha!

Não é novidade para vocês, já que fui minando o Instagram e o Facebook com fotografias que acusam a existência da minha pequenina linda.

O parto custou um bocadinho, mas correu tudo muito bem, recuperei rápido e tem sido uma alegria. Logo explico tudo, tudo. É que isto de voltar à escrita é muito bonito, mas tenho muito para contar e pouco tempo para escrever.

Quem inventou a licença de maternidade deveria ter-lhe chamado licença de adaptação a pequenos seres com muita personalidade e muito dependentes da mamã/mama!

Há meses que digo “é hoje que vou postar”.

Tenho rascunhos e tenho ideias. Quando olho para o relógio, passou mais um dia e eu continuo com muitas tarefas pendentes. Sigam o meu conselho: não combinem mudanças com ter filhos.

Guardem estas aventuras para momentos diferentes da vida, ou darão por vós como eu, que já cá tenho a garota e a minha casa ainda parece um estaleiro de obras.

Escusado será dizer que a Teresa nasceu em Julho e em Outubro ainda não tem o seu quarto pronto. Sabem que mais? É porque também não lhe faz falta, que ainda dorme comigo e com o papá no nosso quarto.

Resumidamente, muito resumidamente, é isto que vos digo.

Os meus dias consistem em cuidar e mimar muito a Teresa, tentar descansar qualquer coisa (acreditem que é muito complicado quando há uma bebé linda mas muito chatinha e que mama exclusivamente e em livre demanda) e fazer algo pela casa.

Só agora é que começo a ver tudo mais composto e, ainda assim, escrevo-vos quase às 3 da manhã de um feriado.

Estou de volta!

E espero que vocês não tenham fugido. Muito obrigada pela vossa compreensão.

babywear

Meia cá, meia lá.

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Querem um resumo dos meus últimos dias?

Ora, cá vai ele: eu e a Teresinha estamos bem, mas andamos envolvidas em grandes empreendimentos e a alta velocidade. Tento manter-me calma, mas nem sempre é fácil.

Faltam menos de 10 semanas para a madame nascer e só na sexta-feira passada é que iniciámos as limpezas e mudanças para o palácio. Imaginam o caos? Mais tarde, falarei melhor sobre esta odisseia.

Não me envolvo em esforços enormes, mas tenho de fazer o máximo dentro daquilo que ainda consigo e é claro que a família tem sido imprescindível e impecável ao longo do processo.

Ando cansada e toda marreca, mas também consigo dormir melhor.

E estou confiante e optimista, e sei que tudo estará nos conformes quando for altura de a Teresa nascer.

E se eu consigo, fica aqui o meu incentivo para quem está a passar por situações semelhantes (de voltas muito drásticas na vida que nos levam a questionar se somos capazes de dar conta do recado): vocês também conseguem, que com jeitinho e boa vontade tudo se compõe.

Força!

E é isto. Basicamente, o que vos queria transmitir é que está tudo bem mas que mal tenho tido tempo para escrever, concluir rascunhos, enfim… Dar conta do recado! Obrigada por estarem desse lado ♥

Sem Assunto – Meia Dúzia de Dicas que Geram Ideias

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É sexta-feira à noite, não há vontade de sair e a lontrice doméstica deu para actualizar o blog.

Mas há um problema: sobre o que escrever?

Sim, este é um post para os meus leitores e leitoras que também gostam de escrever e partilhar online.


Estão com falta de inspiração? Eu também.


E assim decidi aproveitar um não-assunto e transformá-lo num assunto. Porque, com jeitinho, tudo o que vos possa passar pela cabeça pode dar um post daqueles.

A sério, é um grande desafio à criatividade e pode parecer estranho debitar umas linhas sobre, hipoteticamente, a maçaneta da porta, mas desde que haja vontade e algum brain storming, tudo é possível.

Quem sabe, a partir daqui, ficam com um montão de ideias de posts. Eu explico!


Peguem no computador, num caderno, post its e numa caneta. Ou lápis.


O que se pretende não é desatar a encher chouriços como se não houvesse amanhã.

É dar uma ajudinha a quem gosta de escrever mas não tem uma gaveta de ideias. O que aqui partilho é o que funciona comigo e que fui aprendendo por conta própria e através da observação de outros blogs. Sigam as dicas:

  1. Léxico. Peguem numa palavra ou tema, preferencialmente dentro do que costumam abordar habitualmente. Agora, tentem lembrar-se de outras palavras relacionadas e o que poderiam dizer sobre elas.
  2. Recombinar. Já se perguntaram se disseram tudo o que havia a dizer, ou tudo o que tinham para partilhar sobre um determinado assunto? Existem imensas abordagens e interpretações diferentes para o mesmo foco.
  3. Perguntar. Se têm um blog, têm audiência. O mais provável é terem presença nas redes sociais. Criam interacção (que é óptima para o crescimento do vosso projecto!) e ao mesmo tempo têm a ajuda dos leitores. Mesmo que não queiram perguntar directamente, consultem as estatísticas relativas à vossa audiência e aposto que vão descobrir dados interessantes que vos darão novas ideias.
  4. Tags. Sem exagero! Sabem aquelas “correntes” em que fulano nomeia beltrano para responder a uma série de perguntas de ordens diversas? Há algumas engraçadas e dão pano para mangas.
  5. “Bengalas” online. Não subestimem o poder do Google Trends, e se não conhecem o Gerador de Ideias da Portent (um bocadinho como o que vos disse no ponto 2, mas mais eficiente!) e o Gerador de Assuntos do Hubspot, está mais que na hora de darem uma vista de olhos.
  6. Inspiração espontânea. Aqui a conversa é outra: tragam sempre papel e caneta convosco. Durmam com papel e caneta ao vosso lado. É quando menos esperamos que surgem algumas das nossas melhores ideias, e se não as registamos logo, muitas vezes vamos esquecer-nos. Não pode ser!

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Experimentem fazer como sugeri e depois contem-me se teve ou não resultado. Aqui, há uma pasta cheia de papelinhos e rascunhos com ideias que nunca mais acabam.

Por vezes, o difícil é gerir o tempo e escolher no que pegar.

Boa escrita!

Os Meus Segredos de Beleza

Hoje partilho convosco alguns dos meus segredos de beleza.

A convite da La Femme d’Argent, respondi a umas poucas questões sobre os meus hábitos e rotinas no que toca aos assuntos da vaidade. O resultado está a vista no vídeo acima. O vídeo é curtinho e creio que fui objectiva.

O batom é um dos que mostro neste post e prometo que em breve partilho convosco as máscaras de que falei. Agora que as hormonas andam aos saltos e a minha pele ficou seca e ainda mais desidratada, têm feito milagres!

Para quem ainda não conhecia, espero que gostem e que sigam o canal, tenho a certeza que encontram por lá dicas preciosas de beleza e maquilhagem.

Testado – Kérastase Résistance Thérapiste

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Através do Youzz, tive a oportunidade de experimentar a nova linha de cuidados capilares da Kérastase, a linha Résistance Thérapiste.

Tenho muitas coisas para vos contar sobre cabelos e nem estava bem nos meus planos experimentar novos produtos para já, que estava muito satisfeita com a rotina que mantinha.

Só que convites destes não se recusam e, assim sendo, estou há um mês a experimentar esta novidade, em conjunto com a minha mãe.

Esta linha destina-se a cabelos muito danificados e submetidos a processos químicos.

Tanto eu como a minha mãe (ela mais que eu), temos cabelos super ruins. Espessos, muito secos, rebeldes, sujeitos a colorações frequentes, muito calor e, no meu caso, um alisamento (melhor tomada de decisão de sempre!).

Recebi três produtos para testar:

  • Bain Thérapiste, que é o “champô”;
  • Masque Thérapiste;
  • Sérum Thérapiste.

Recebi, também, um montão de amostras de cada produto para distribuir.

O champô tem uma textura inovadora para o que estava habituada: assemelha-se mais a um condicionador consistente e quase não produz espuma (ainda menos que os champôs sem sulfatos habituais, sim!). Não deixa o cabelo ressequido.

A máscara é super consistente e hidratante, mas não tanto como a que utilizava anteriormente.

O sérum é eficaz, ajuda a texturizar o cabelo deixando-o solto mas domado, sem pesar, mas não considero que traga algo de novo.

Toda a linha tem uma fragrância intensa e característica, que fica no cabelo por dias. A

grada-me ter o cabelo super bem cheiroso, mas não sei até que ponto a fragrância não poderá ser responsável por eventuais irritações do couro cabeludo.

Posso dizer que esperava mais desta linha. Não é má, de todo, mas face à rotina que já tinha adoptado antes de conhecer a Résistance Thérapiste, ficou abaixo das minhas expectativas.

Sinto que, a nível de hidratação, não cumpre todas as necessidades do meu cabelo, e ainda menos as do cabelo da minha mãe. Sou eu que penteio o cabelo dela e bem noto a diferença! O cabelo não está tão maleável como antes, parece mais áspero.

Das pessoas a quem distribuí as amostras, obtive dois tipos de opiniões (ah, é de salientar que os pacotinhos tinham tamanhos generosos e cada amostra deu para duas utilizações, no geral):

  • as semelhantes à nossa cá de casa;
  • as das amigas com cabelos mais “normais” mas ainda assim secos, que adoraram os produtos e que os apresentavam visivelmente mais brilhantes, macios e domados.

Neste momento, só sobra o champô para contar a história.

Este é um dos dramas de quem tem cabelos complicados e que as marcas ainda não entenderam: gastamos máscaras e produtos complementares à velocidade da luz. Adorava que pensassem nisto e concebessem embalagens maiores.

Resumindo e concluindo, é uma linha boa mas não creio que justifique o valor que lhe está associado.

Ainda assim, caso estejam interessadas em experimentar (recomendo o champô, o champô!), podem encontrar tudo em salões de cabeleireiro. Em breve, sim, contem com um post com a rotina que deixa o meu cabelo super feliz!

Calavera

De ano para ano, a adesão à celebração da Noite das Bruxas tem aumentado em Portugal.

Conflitos culturais à parte, sou da opinião que qualquer pretexto para haver festa e máscaras é bom.

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Este ano decidi ficar por casa, mas nem por isso deixei de fazer uma maquilhagem à altura da ocasião.

Eu até ia ficar quietinha e vestir o pijama. Mas para além de a Black Rose me ter desafiado a mostrar a minha maquilhagem de Halloween, nunca se sabe quando aparece a miudagem à porta a pedir o Pão por Deus.

No meu tempo, era coisa que só se pedia no dia 1 de Novembro, mas adiante…

Espero que não esteja ninguém a ler este post na noite de 31 para 1, que o ideal seria estar toda a gente a divertir-se fora de casa. Já que eu não fiz nada (a não ser a bela da calavera) para celebrar, aproveitem e divirtam-se por mim.

Têm o hábito de celebrar o Halloween? Qual foi a vossa máscara deste ano?

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Ah, a título de curiosidade, fiz isto num ápice e sem grandes recursos: utilizei um lápis branco, um kajal preto, a paleta Acid da Sleek e uma sombra azul da Stargazer.

Os brilhantes foram comprados numa loja chinesa há muito tempo e apliquei-os com cola de pestanas. Simples, não?

Top 5 da Princesa Anna (Frozen)

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Fui desafiada pelo Body Shop Mania a escolher uma princesa Disney e a indicar quais seriam, na minha opinião, os produtos ideais para ela.

A escolha era muito grande, e eu tive certas dúvidas, mas acabei por optar por uma das princesas mais recentes, a princesa Anna do filme Frozen.

Se ainda não o viram, tratem de remediar esse assunto rapidamente, porque é excelente.

Costumo preferir vilões, mas não vieram a jogo e, em boa verdade, duvido que as bruxas da Disney cuidem da beleza – que, aliás, é um atributo que não têm. Quem me conhece, há-de perceber por que é que escolhi a princesa Anna.

Passando às escolhas e justificações, considero que, apesar de ser feminina, a princesa Anna é uma donzela pragmática. Para além disso, já é linda naturalmente.

Não me parece que seja adepta de grandes maquilhagens, e o cabelo é longo e está sempre bem tratado, entre múltiplos penteados.

Assim sendo, escolhi os produtos que apresento na imagem.

  • O 1. é a Big and Curvy Mascara, que os pestanões da Anna são um dos pontos a destacar e só se consegue um efeito destes com uma máscara à maneira.
  • O 2. Lip & Cheek Stain é o outro essencial de maquilhagem da princesa, que tem um arzinho de saúde mas sem grandes cores e alaridos.
  • Como disse, ela é muito pragmática e a sua maquilhagem é muito simples.
  • O truque para o cabelo brilhante e sedoso, bem tratado e resistente às mudanças de penteado é o 3. Rainforest Radiance Detangling Spray, que ajuda a proteger a cor arruivada do sol e de outras adversidades enquanto desembaraça eficazmente.
  • O melhor é que cheira a mirtilos, e a princesa Anna adora, com toda a certeza, as fragrâncias dos frutos do bosque.
  • Por isso mesmo, o seu perfume de eleição é o 4. Early-harvest Rasperry EDT. O nome fala por si!
  • Como em Arendelle pode fazer muito frio, e o frio tende a deixar-nos com a pele do rosto com aparência estranha e pouco saudável no que toca à cor, tenho a certeza que a princesa utiliza o item 5. Vitamin E Cool BB Cream para assegurar a hidratação da pele ao mesmo tempo que uniformiza a sua tonalidade.

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Concordam com as minhas escolhas? Qual é a vossa princesa Disney preferida?

A história da Guida na blogosfera

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Reza a lenda que não respondo a muitas tags, mas a Fashion Killer desafiou-me a responder a umas quantas questões interessantes e eu não podia deixar de o fazer.

Há coisas que, de certeza, já sabiam sobre mim e sobre o blog, mas assim condensa-se tudo. Sintam-se à vontade para responder a esta tag nos vossos blogs!

1. Por que criaste um blog?

Há que salientar, em primeiro lugar, que este não é o meu primeiro blog.

Desde os 12 anos que mantenho blogs, depois de ter lido sobre o Blogger numa revista juvenil e ter achado muita piada ao facto de poder ter uma espécie de diário online.

Sempre gostei muito de escrever e de falar, e nunca tive medo de partilhar o que penso com os outros. Sem grandes ambições, pensei que a possibilidade de ter outras pessoas a ler o que eu tinha para oferecer poderia gerar boas discussões e novas aprendizagens.

Este blog foi o último que criei e o que dura há mais tempo, e surgiu da vontade de querer partilhar algumas coisas do mundo feminino. Nessa altura, não havia muitos blogs do género e apeteceu-me escrever o que gostaria de ler.

Por que não fazê-lo no outro blog que tinha nessa época? Porque não quis misturar esta nova vontade com os textos mais pessoais que já escrevia.

2. Tinhas pensado nalgum nome diferente para o teu blog? Por que é que escolheste o nome actual?

Antes de criar o blog, tentei pensar milimetricamente em todos os aspectos da sua criação. Durante a fase de brainstorming, surgiu espontaneamente “A Guida É que Sabe”.

Pensei que podia ser “O da Joana”, mas já que quase ninguém me conhece (nem eu gosto) pelo primeiro nome, não fazia sentido algum. Por outro lado, o título actual tem duplo sentido.

Para além de eu ter as minhas manias de sabichona, a minha mãe também é Guida e… As Guidas é que sabem!

3. Ao início, preferiste um design fácil para o blog?

Há cinco anos e tal atrás, não estavam ao dispor todos os editores user friendly que existem hoje para modificar o aspecto dos blogs. Contudo, eu gostava de fazer tudo ao meu jeito e lia tudo o que pudesse para o fazer.

Nunca gostei dos temas predefinidos do Blogger (onde comecei), e por isso alterava tudo o que podia. Ah, é importante lembrar que os gifs, os players de música e outras aplicações estavam na moda e… Eu aderia a tudo!

Ainda hoje não gosto dos temas mais básicos e minimalistas. Na verdade, faz-me certa confusão que a maior parte dos blogs femininos do nosso país (ou pelo menos os “mais conhecidos”) sejam todos iguais, básicos e impessoais: fundo completamente branco e um cabeçalho com letras cor-de-rosa.

4. Preferiste um blog mais pessoal (com assuntos sobre os quais estivesses à vontade)? Se sim, porquê?

Acho que a resposta a esta questão está à vista! Pessoais, pessoais, eram os conteúdos dos meus outros blogs.

Quando A Guida começou a ficar relativamente conhecida, tive de os apagar porque comecei a notar que havia pessoas mal-intencionadas a acompanhar a minha vida perto de mais. Porque eu deixava.

Quanto à actualidade, partilho uma pequena porção da minha vida, uma minoria dos meus interesses, mas sempre com o meu cunho pessoal. Se os conteúdos não tivessem significado para mim, não faria sentido produzi-los e partilhá-los com ninguém!

5. Como foi quando escreveste o teu primeiro post? O que sentiste?

Nunca fiquei muito nervosa ou emocionada com nenhuma das primeiras publicações que fiz em diversas plataformas online.

No caso do blog, já sabia como é que as coisas funcionavam, já estava habituada, e quis só apresentar o espaço. Com a certeza, porém, que ninguém iria ler o que eu tinha escrito, pelo menos durante os primeiros tempos.

Ainda assim, desde o início, tive a preocupação de escrever algo que eu, enquanto leitora, gostasse de ler.

6. Divulgaste logo o teu trabalho nas redes sociais?

Sim, e tratei logo dos contadores de visitas, e fiz questão de comentar muito nos outros blogs. Aliás, já lia e comentava há muito tempo, mas fiz questão de (nos espaços devidos) divulgar o meu projecto mais recente.

A melhor maneira de darmos a conhecer o nosso trabalho é apoiar o trabalho dos outros e participar activamente nas comunidades.

7. Para os posts, no que pensavas e onde encontravas inspiração?

O mundo dos blogs femininos era, para mim, algo muito recente e pouco explorado. Obviamente, o que eu lia serviu de inspiração e ainda hoje acompanho.

Lia o Mini-Saia, que me foi apresentado pela minha professora de Português do Secundário, e adorava. Ainda hoje admiro muito o trabalho da Mónica!

Então, tinha-a como referência no que diz respeito à qualidade da escrita e ao formato. E colocava a mim mesma a questão: o que é que eu gostava que as revistas femininas publicassem e não publicam? Que truques é que eu conheço e acho que merecem ser partilhados?

Ao mesmo tempo, aproveitava para partilhar os meus gostos e tentar encontrar quem gostasse do mesmo que eu. Pode parecer que não é relevante, mas é muito importante especialmente no meio das pessoas mais jovens.

Nem sempre temos por perto quem compreenda e aceite os nossos gostos e decisões, e os blog também acabam por ser um escape ao mundo real, se nós quisermos. Ainda hoje, creio que funciono assim.

8. Sentiste imediatamente o apoio por parte dos leitores?

A comunidade de blogs em Portugal era muito mais pequena do que é actualmente, e por isso era muito mais fácil conhecer as pessoas. Mais do que leitores, eram amigos. Mais do que bloggers, eram amigos.

Por isso, desde o início, senti-me apoiada por quem lia o que eu escrevia. E havia pessoas a escrever sobre as mais variadas temáticas! Também houve alguns anónimos idiotas (como sempre), mas quanto a eles foi sempre muito simples decidir o que fazer: ignorar.

9. Como começaste a criar parcerias?

Quando criei este blog, não fazia ideia dessa tal história das parcerias. Essa foi uma questão que só surgiu muito mais tarde, e quase sempre por iniciativa das marcas.

A minha primeira parceria foi acidental, e já toda a gente sabe como é que aconteceu: houve uma blogger brasileira (a Meire Linhares) que publicou uma opinião sobre um produto d’O Boticário, e eu comentei a dizer que concordava com ela quando dizia que o produto era óptimo, mas que a embalagem estava muito mal concebida e criava dificuldades de utilização.

Meses depois, fui contactada pelo director da marca em Portugal e quiseram ouvir o que eu tinha para dizer e mostrar todas as mudanças que estavam a acontecer. Desde então, nunca mais nos largámos!

10. E agora, como defines o blog?

Mais do que um hobby, o blog tornou-se no meu emprego e numa das minhas principais prioridades.

Só faz sentido porque adoro escrever, adoro escrever sobre os assuntos que aqui publico, e faço questão de ser eu a ter total domínio de tudo o que aqui se passa.

Continuo a escrever o que gostaria de ler, sempre com sinceridade e com a esperança de ajudar alguém – e de ter alguma ajuda, porque os leitores também fazem parte da vida dos bloggers e não há melhores sentimentos do que o reconhecimento, o carinho e aconchego que nos dão.

O blog, hoje em dia, tornou-se numa espécie de ponto de encontro. Permitiu-me conhecer pessoas fantásticas, todos vocês que lêem o que escrevo, e que são quem confere todo o sentido a este espaço.

Obrigada por existirem!

Haja Força

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Não só de vontade, mas também da outra.

Isto de querer ser uma pessoa mais saudável e activa tem muito que se lhe diga.

Decidi que queria correr.

Há muito tempo, há tempo de mais. É muito motivante ver as conquistas alheias, autênticos cachalotes humanos que se transformam em sereias, estados de saúde que melhoram drasticamente com a prática regular de exercício físico… É comovente ver o que se consegue com a determinação, e se os outros conseguem, que me falta a mim?

Tinha os recursos mínimos para embarcar nesta mudança fantástica de estilo de vida: não foi preciso gastar em apetrechos nem ginásios, que quaisquer ténis bastam e o país é rico em espaços minimamente compostos para a prática de exercícios exteriores, para além de que o melhor é aproveitar a juventude, quando as engenhocas do nosso corpo ainda funcionam em pleno, para apostar neste investimento a longo prazo.

Daí à prática, bom, faltava não sei o quê.

Só ontem é que me deu a tal pancada que é preciso para começar.

Não sei se foi a avalanche de vídeos de mudanças radicais com que me tenho deparado ultimamente, se os regimes alimentares interessantes (ou não) que tenho conhecido, se o facto de ter de me deslocar rapidamente a um local e não ter a menor paciência para esperar por autocarros que àquela hora eram coisa escassa pela zona. Quando dei por mim, estava de ténis calçados e com trajes pouco apelativos mas propícios à prática desportiva. E lá fui eu.

Ao princípio, mesmo, mesmo, ao princípio, pareceu fácil de mais.

Ena ‘pá, ainda sei correr, olhem para mim a ir vila abaixo de tal forma que até o Bolt ficaria invejoso. Nem dois minutos depois, achei que ia cair para o lado. Não foi um bom começo. Estou tão enferrujada, tão podre, que não consigo correr, seja a que velocidade for, por muito mais de um minuto.

Ok, vamos mudar de estratégia. Levava comigo o mp3, e decidi que ia correr música sim, música não. Missão falhada, pois claro, que os timings tramaram-me logo à partida. Eu não sou pessoa de desistir facilmente, mas tenho de reconhecer alguns limites, estabelecer prioridades e decidir o que é ou não razoável.

Por ora, pareceu-me sensato não abusar nem ficar desiludida. Consegui fazer 2,5km em menos de meia hora, entre corrida e caminhada. Não foi muito, mas foi muito mais do que o habitual para mim nos últimos anos. Senti-me toda partidinha, e pensei cá para mim que se me desse o piripaque, estava no sítio certo (visto que, por acaso, o meu destino era um estabelecimento de saúde).

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Mandem-me andar, que eu ando durante muito tempo sem me queixar.

Correr, correr é outra história! Pareço uma pata-choca e nunca gostei deste tipo de actividades, sempre fui a pior aluna a Educação Física, mas a verdade é que sinto certa falta delas. A idade não perdoa, e já lá vão cinco anos desde que terminei essas miseráveis aulas. Não quero envelhecer a lamentar-me pelos maus hábitos que fui adoptando e pelas suas consequências na minha saúde, e é agora que tenho de intervir por um futuro melhor.

Posso não fazer grandes proezas do exercício, mas com certeza melhorarei e farei sempre mais do que na vez anterior. Não tenho grandes ambições no que toca aos objectivos porque, tal como disse, o que importa é mudar para melhor e fazer mais do que ontem. Se isto servir para mandar uns quilos ao ar (não mais que cinco), também não me queixo.

Assim sendo, apesar da sensação de tortura, vou continuar a exercitar este corpinho de lontra que fui alimentando ao longo dos tempos. Fiquei com vontade de fazer mais, e preciso muito. Sinto que hoje até vou dormir melhor, e com menos stress. E, já sabem, vou partilhando por aqui o que achar relevante.

Se tiverem por aí dicas úteis ou se passaram pelo mesmo, gostava muito de ouvir o que têm para me dizer sobre o assunto. Se estão por aí parad@s e à espera que as galinhas ganhem dentes para mudar de vida, desafio-vos a vestirem roupa confortável, calçar os ténis e ir para a rua correr. Sem grandes expectativas.

Se vos apetecer ir agora, vão agora. Se for às cinco da manhã, vão na mesma. Vão, simplesmente, vão andando e correndo, que os passos de hoje transformam-se em quilómetros amanhã e mesmo que façam pouca coisa, vão ver que no fim é gratificante.