Categoria: Decoração

Muitos emails recebe a Guida de gente cusca que quer saber como é que a maquilhagem está arrumada deste lado. Pensando bem, é legítimo quererem saber visto que dou palpites sobre as coisas regularmente. Apercebi-me também que tinha aqui umas peças giras que nunca vos mostrei. Hoje é o dia!

Acredito que haja quem tenha reparado que, na foto, está tudo em cima da minha cama. Bom, na realidade as coisas não são assim. Só mudei tudo de sítio para ter a vida facilitada na hora de tirar umas fotografias para vos mostrar!

Comecemos então com um grande conselho: às vezes, não vale a pena pensar em grandes toucadores nem sistemas de gavetas quando a solução pode ser bem mais simples e ecológica. Por que não aproveitar recipientes já existentes? Já vão entender que por aqui há uma grande ginástica de reciclagem.

Com o espaço 1. vocês já se familiarizaram neste post. É a minha caixa dos batons e glosses. Mesmo com limpezas pelo caminho, a colecção cresceu muito. O que vocês não sabem é que esta é uma caixa aproveitada, trazia qualquer coisa da Dior e eu não deixei deitarem-na fora.

Mesmo à frente da caixa dos batons, tenho o espaço 2., que é o tabuleiro das maquilhagens (uma pechincha e giro à brava!) que mais uso no dia-a-dia. Acho que é muito mais prático ter alguns produtos organizados assim do que perder horas à procura de qualquer coisa nas gavetas ou caixas. Também tenho uma caneca com os pincéis que não têm estojo.

Eis que entramos no módulo e o espaço 3. serve para guardar purpurinas e outras coisas brilhantes aplicáveis em maquilhagens mais artísticas, esponjas, curvadores de pestanas, afias e esponjas. Também existem algumas amostras de desmaquilhantes perdidas.

Na gaveta do meio, espaço 4., guardo tudo o que é sombras e pestanas postiças e confesso que começa a faltar espaço. Aliás, tenho duas paletas enormes (uma de 120 cores e uma outra da Yves Rocher) que costumam ficar escondidas por baixo da caixa dos batons porque não cabem aqui.

Na gaveta de baixo, espaço 5., ficam os primers e correctores, bem como as bases. Não há muito a dissertar sobre esta gaveta – à excepção do facto de ter bases a mais e caras a menos para as utilizar a todas.

Saindo do módulo, no topo de tudo, à direita, tenho o espaço 6., que é a caixa (da mesma colecção que o tabuleiro) onde arrumo tudo o que é rímel e lápis delineador. Como sobra algum espaço de lado, é aqui que guardo também algumas tintas de pinturas faciais.

No espaço 7., tenho uma garrafa de Perrier Jouët. Estou a brincar! É só mesmo a caixa. É tão cor-de-rosinha, tão fofinha, com gaveta, que não podia ir para o lixo depois de darmos conta da garrafa de luxo. Então ficou a servir para guardar os pós compactos.

Finalmente, o espaço 8. é a caixa/gaveta onde guardo os blushes, bronzers e iluminadores. Como podem reparar, é mais uma caixa de cartão. É a caixa onde vinham os sapatos Irregular Choice que vos mostrei aqui.

E é assim que se encontra tudo no meu quarto. Ah, querem detalhes do tabuleiro, da caixa e da caneca, não é?

Sim, a caneca onde tenho os pincéis tem a forma de um elefante. Desconheço a proveniência, mas foi um presente oferecido por uma pessoa muito, muito especial para mim. Sabem que adoro elefantes, não é? Antes que se pudesse partir a uso de gente incauta na cozinha, pareceu-me melhor mantê-la no quarto com uma finalidade bem mais pacífica.

A caixa e o tabuleiro foram achados que fiz numa loja bem mimosa que há aqui perto de mim. Penso que a caixa custou 1,50€ e o tabuleiro 1,75€, e com motivos assim tinha mesmo de os trazer. Havia mais caixas, tabuleiros maiores e mais pequenos, copos, necessaires (tenho uma!)…

Aliando estes mimos a caixas bonitas que andam perdidas em casa, é possível construir um espaço de arrumação prático e funcional e não se gasta muito dinheiro.

E vocês, como arrumam as vossas maquilhagens? Vou deixar que partilhem links das vossas arrumações nos comentários!

E o Papel?

Qual papel? – Ah, Gato Fedorento, que nostalgia. Igualmente nostálgicos são os álbuns fotográficos impressos, que com a chegada das câmaras digitais acabaram por ficar meio esquecidos porque com a possibilidade de visualizar as fotos assim que as tiramos deixou de haver correrias ao fotógrafo para revelar o rolo.

Eu, com infinitas pastas minadas de fotografias tiradas desde 2004, dei por mim armada em filha ciumenta a queixar-me à minha mamã que, sim senhora, mostrava muitas fotos e gaba-se muito do filho às colegas/amigas mas da Joana Margarida, que é boa e bonita, está quieto, Belchior. E eis que a mãe Guida responde “eu mostrava fotos, se as tivesse”.

Que lamentável! Nesta casa não havia fotos minhas desde 2004? Como é possível? É claro que tive de remediar. E eis que surgiu a oportunidade de fazer um Livro Foto Prestígio Quadrado no Photobox.

De si, o formato do álbum fazia-me lembrar os livros infantis, sabem? Pequeninos, bonitos, coloridos. Agradou-me de todo, e por que não começar ao jeito das histórias se ao fim ao cabo este era um livro “meu”, com bocadinhos de mim? As opções de personalização, essas, são intermináveis. Têm 30 páginas mais a capa de cartão rijo para avariarem com as imensas opções de cores e padrões, combinações de fotos, etc. É a perdição, acreditem que escolher as fotos para o álbum acaba por nem ser a maior aventura.

Para que reclamações não pudessem haver, pimbas. Levas com fotos das mais antigas às mais recentes.

Parece que não, mas 30 páginas dão meeesmo para muitas fotos. Até dão para as pessoas que tornam os meus dias mais coloridos. Para mais tarde recordar, sim!

Fiquei super satisfeita por ter direito a um álbum só para mim e agora ando a pensar em imprimir tudo o que anda pelo arquivo cá de casa, para ter os momentos bonitos sempre à mão. E assim fica-se com uma colecção de álbuns lindos! A qualidade de impressão é muito boa, vem tudo com acabamento perfeito.

O Photobox disponibiliza muitas outras opções de álbuns, posters e objectos para terem registos “palpáveis” memoráveis das vossas fotos, o que acaba por ser muito bom também quando chega a altura de oferecer um presente a alguém próximo mas não se sabe bem o quê. Quem não gosta de recordar bons momentos?

Se não souberem bem se as vossas fotos têm qualidade suficiente para ficarem bonitas na impressão, não se preocupem. A aplicação do site encarrega-se de assinalar em cada foto se está apta ou não a sair com boa qualidade, para que possam substituir aquelas que não estão assim tão bem.

Quanto ao envio, é rápido, mesmo a pensar nos presentes de (quase) última hora. Em coisa de cinco dias têm a encomenda em casa, super bem embalada. No caso dos álbuns, vêm dentro de uma caixa de cartão à medida, envoltos em papel bolha, dentro de um envelope-bolha. Super bem acondicionado, hã?

Assim, com tudo composto e bonito, até dá gosto mandar imprimir fotos. E vocês? A que era pertencem? À das fotos “palpáveis” ou à das molduras digitais?

Artimanhas e Projectos dos Blogues, com Cheiro a Primavera!

Ultimamente, não tenho tido muito tempo nem para o meu blogue nem para os dos outros. A bem ou a mal, ando com outros projectos em mãos e nem sempre consigo reservar um minutinho para por aqui passar a dar sinais de vida. Muito francamente, confesso que (e espero ninguém leve a mal!) acabei também por me aborrecer um pouco com tantos blogues que em pouco ou nada diferem uns dos outros, sempre sobre os mesmos temas, sempre com as mesmas coisas, as mesmas revistas, os mesmos produtos, as mesmas críticas, as mesmas cores, so on

Assim, sempre que posso, tenho passado pelos cantinhos do costume (embora nem sempre dê um alô) e no raro tempo em que não ando de volta do resto das coisas que são prioritárias para mim, ando com atenção aos trabalhos alheios. Àqueles de quem realmente mete as mãos na massa

Hoje achei por bem mostrar aqui uma mão cheia de coisas bonitas para se inspirarem. A meu ver, todas elas são relativamente simples de pôr em prática.

Em primeiro lugar, o cabide/chaveiro que me anda a encantar. Ando com a pulga atrás da orelha e a fazer todos os esforços para me lembrar que apanhar um tronquinho um dia destes. Cada um decora à sua maneira. No fim, enverniza-se (ou não, porque… Cada um faz à sua maneira!), colocam-se os camarões e parede com o belo do cabide. Creio que só alterava uma coisa: em vez de aparafusar o meu à parede, vou querer que fique preso por ganchos.

Ainda no Semi, estas coisas bonitas a que chamam ear wraps ou ear cuffs. Até há um tutorial aqui, mas fica a dica para as mais preguiçosas: existem para venda aqui, feitas de outra forma. Assim, agrada-se a toda a gente.

E para as rendinhas perdidas lá por casa, qual é o fim? Colares lindos e golas, pois claro! Aqui no Ruffles and Stuff, mais simples que isto não há.

Já a pensar no tempo mais quente, fica aqui a dica para uns vestidos jeitosos e sem grande engenho. Lenços grandes é o que não falta nas casas das pessoas por esse mundo fora (e por que não adaptar pedaços de tecido da mesma forma? Na Feira dos Tecidos até costumam haver caixas com peças pequenas, muitas delas servem para este projecto) e assim sempre temos vestidos únicos e lenços reaproveitados.

Por último, outro colar para arrasar. Tem flores de metal fingido, é tudo fácil de fazer e está tudo explicado neste tutorial. Se espreitarem lá para o meio, também explica como fazer as flores. No caso de não encontrarem aquela história do adesivo metalizado, dá para usar pacotes de leite. Já alguém tinha pensado nisto?

Não sei que dizem vocês, eu adoro estas coisas giras e adoro o facto de não serem muito complexas de fazer. Só tenho mesmo pena, muita pena, de não poder dedicar tanto tempo quanto gostaria a projectos catita como estes que acabei de vos mostrar.

Tendências: Fernando Pessoa

Chamem-me maluca, ou chamem maluca à minha mãe, porque um dia destes quando lhe estava a contar sobre as coisas bonitas mas excêntricas que tenho visto na Internet, ela disse muito naturalmente que “anda tudo numa onda de Fernando Pessoa”! E tem razão.
Estão cépticos em relação ao assunto? Então, vejam.

You may say me or my mother are crazy. One of these days, when I was telling her about some awesome and odd stuff I’ve been watching lately on the Internet, she said “people are going through a Fernando Pessoa wave”! And she’s right.
Got doubts about it? Then, see.

Para começar, dou destaque aos mochos. Ultimamente é possível encontrá-los em tudo o que é sítio: estampados ou bordados em vestuário ou roupa para a casa, pintados ou esculpidos em mobiliário, sob a forma de bolinhos, peluches ou mesmo acessórios e joalharia. Por que é que nos levam até ao Pessoa? Por causa dos olhos, talvez devido aos óculos.

So, let’s start with the owls. Nowadays it’s possible to find them everywhere: on clothes, furniture, cakes, plushies and even accesories and jewelry. Why do they remind me of Pessoa? Look at their eyes, maybe it’s just Pessoa’s eyewear.

Depois, há os bigodes. Estes aparecem igualmente num rol interminável de coisas. Acho especial piada aos pendentes em forma de bigode, aos bonecos para lápis, pensos e canecas. Quem sabe, ainda voltam a estar na moda os homens com bigode (amor, amor, ficas desde já proibido de cometer tal proeza!).

Then, we have the mustaches. These ones still appear on everything you can imagine. I specially love mustache pendants, mustache pencils, bandages and mugs. Who knows, men with mustache will become fashionable again (I hope my boyfriend doesn’t even try to put this in practice).

Passamos aos óculos, que não são necessariamente à Pessoa, mas não deixam de ser vintage. De há uns tempos para cá, parece que andamos a desviar os óculos dos nossos pais e avós. Eu falo por mim, ando mesmo! Usurpei a maior parte dos óculos que eram da minha avó e já coloquei lentes escuras nuns e transparentes noutros. Quero ver se coloco lentes graduadas nalguns deles. Os meus preferidos? São mesmo os antigos óculos “de ver” da minha mãe, em massa tartaruga, redondinhos. Substituí as lentes por umas escuras e agora tenho os óculos de sol mais lindos do mundo!

Now, the glasses. They don’t have to be like Pessoa’s ones, but they’re vintage. It seems we’ve been stealing our grandparents and parents glasses lately. I can tell I really did that! I got almost all my grandma’s eyewear and replaced the lenses, now I have lots of different sunglasses. I put some transparent lenses in some of them too, and I’m tinking about converting some of them into “seeing” glasses, as far as I need them. My favorite ones? My mum’s old glasses, round turtle. I replaced its lenses and now I have the most beautiful sunglasses ever!

Por fim, há os Moleskines (até eu tenho um para as coisas do blogue, e acreditem que é útil!), onde gostamos de escrever o que nos dá na veneta e colar meia dúzia de coisas, os Post-its, o scrapbooking e encher as nossas paredes de colagens está em alta. Somos peritos dos recortes e colagens. Lembrem-se que o nosso querido Fernando Pessoa escrevia imenso em guardanapos e papelinhos.

Sabem que mais? Esta onda agrada-me.

TRANSLATION

Trends: Fernando Pessoa

Last but not least, there are Moleskines (I have one for this blog subjects, believe me, it’s useful!), where we like to write what we want and paste some goodies, post-its, scrapbooking and using our walls as frames is hot. We’re pros on scrapbooking, we really do. Remember that our sweet Fernando Pessoa used to write a lot on napkings and random papers.

You know what? I like this trend.

Arrumações a Pensar no Regresso ao Trabalho/Escola

Agosto já está a poucos dias do fim e o regresso à escola e ao trabalho está cada vez mais próximo. Assim, e porque é muito importante arrumar as ideias (e outras tantas coisas), vamos dedicar-nos à arrumação de um sítio que toma o primeiro plano nesta altura: a secretária e o resto do espaço de trabalho ou estudo.
Não vou falar de escritórios mas sim de pequenos espaços em salas de estar ou quartos.

Como é importante manter a concentração enquanto se trabalha, o local a ser escolhido deve estar minimamente isolado do resto das tralhas e confusões da casa. Convém que seja também um espaço bastante iluminado e amplo o suficiente para que consigamos ter o material necessário à nossa frente sem encafuar tudo. No entanto, há que ter cuidado para não dispersar tudo pelo resto da divisão sob o risco de gerarmos um caos onde não nos orientamos. Convém que haja clareza!

Tendo o parágrafo anterior em conta, devemos fazer assim:

– Já se disse que o espaço de trabalho deve estar bem iluminado. Assim, é óptimo que fique perto de janelas. Se a luz vier do lado esquerdo, um tanto melhor! Como não temos a luz do sol durante todo o dia, há que investir na iluminação artificial. A luz do candeeiro do tecto nem sempre é suficiente e, por isso, não devemos dispensar os candeeiros de secretária. Os candeeiros da imagem carregam com luz solar, vejam bem! Também pode ser boa ideia não utilizar tons muito escuros nas paredes que envolvem o nosso espaço de estudo/trabalho;
– Agora que temos luz, convém que nos sentemos adequadamente. A nossa cadeira não pode ser demasiado alta nem demasiado baixa. Se der para regular, melhor ainda! A cadeira da foto é esta. No entanto, não devemos permanecer sentad@s durante muito tempo. De hora a hora, convém mexermos as pernas e descontrair;
– A arrumação é outro factor que tem que estar bem presente nas nossas cabecinhas se queremos estar em paz enquanto não podemos descansar. Ninguém gosta de trabalhar em espaços desarrumados, geram stress! Por isso, convém ter uma secretária minimamente espaçosa onde dê para organizar tudo. A da foto não é gigante e dá para arrumar quase em qualquer espaço livre lá por casa. Além do mais, dá para arrumar dossiers, livros (estes dois podem ficar mais direitinhos em separadores como os da imagem ou feitos a partir de caixas de cereais) ou caixas (ou isto tudo!). Há também uma gaveta para os materiais de escrita e recorte, bem como CDs (que podem ainda ser arrumados em caixas ou latas de comida lavadas, que até podem ser pintadas). A papelada e as folhas de impressão devem ir parar aos organizadores. Não devemos deixar muita tralha acumulada em cima da nossa secretária, pelo que pode ser uma boa ideia ter um balde do lixo por perto. Uma vez por semana, devemos dar uma arrumação mais a fundo e limpar o pó e eventuais migalhas que se tenham acumulado.
Se necessitarem de arrumar mais tralha, por que é que não investem num módulo de gavetas?
– Não é obrigatório, mas na maior parte dos casos creio que o espaço de estudo/trabalho é comum ao espaço onde temos os nossos computadores. Quando não são portáteis, convém não deixar a caixa encostada à parede e fazer uma limpeza regular, pois isto permite o bom funcionamento das ventoinhas e evita o sobreaquecimento da máquina, que pode queimar. Se houver cabos à solta, não há nada como uma cesta ou caixinha em cima do computador para os arrumar. Acreditem que há menos confusão;
– Se há periféricos do computador para arrumar, como scanners e impressoras, que não cabem na secretária, dá sempre para organizá-los por cima dum módulo de gavetas ou pequena mesa debaixo da secretária, ao lado do sítio onde se arruma a cadeira. Desta forma, não há encontrões nem confusões;
– Se têm tarefas e prazos a cumprir, por que não ter um bloco de notas a jeito, aberto, num sítio bem visível da secretária? Ou post-its. Ao escreverem, há menos probabilidade de falharem e esquecerem os compromissos. Esta pode ser também uma boa maneira de estudar. Ao fazermos pequenos esquemas e resumos que deixamos num sítio para onde olhamos frequentemente, vamos estudar sem que nos apercebamos.

Com estas recomendações todas, espero ajudar-vos a começar o ano de trabalho em grande e mais calmamente!

Revistas & Recortes

Cá estou eu, após uma viagem para a terra e não sei quantos séculos para pôr o portátil e a Internet a funcionar!

É verdade, verdadinha que ontem também não postei, mas foi porque estive em arrumações e a dar a volta a uma pilha enorme de revistas e jornais antes de mandar tudo para o papelão.
E vocês deviam fazer o mesmo!

Antes de mandar tudo para o papelão, pensem nas montanhas de coisas que ainda podem fazer com as vossas revistas:

Aventurem-se e descubram outras maneiras de reciclar antes de reciclar! Não se sentem mal quando compram revistas da treta que ao fim de uma semana ou coisa assim são descartadas?

Obras no Quarto

Imagem encontrada num blogue interessante cujo link eu perdi.

Há uns dias, recebi um comentário de uma leitora a pedir sugestões de decoração para o quarto da sua filha mais velha, de 11 anos. Apesar de ter algumas coisas em mente, resolvi pensar melhor no assunto para organizar tudo e ter um leque mais vasto de ideias.

Já tinha falado do assunto aqui, e reforço a ideia de que nem sempre é preciso trocar a mobília toda para que a nossa divisão pareça nova em folha.
Não conheço o espaço nem sei que recursos estão disponíveis, nem conheço os gostos da menina. Mas vou tentar dar uma ajuda!

Não sei se ela gosta de cores fortes ou não, pelo que apostaria em tons pastel. Ficam bem as combinações rosa-branco, rosa-verde, rosa-lilás, verde-azul, azul-branco, verde-lilás, por exemplo. No caso de se optar por uma cor (rosa, por exemplo) e branco, dá para trabalhar as paredes, mobília e roupas dentro da mesma cor, mas noutras tonalidades. Para isso, podem ser usados stencils ou mesmo desenhando ou colando motivos nas paredes. Convém ter o cuidado de não “complicar” as paredes todas, ou o quarto ficará com um ar bastante pesado e talvez desarrumado.
A leitora disse que a nossa menina de 11 anos gosta dos actores Disney do momento, como o Zac Efron, e que “se for pela dela basta forrar o quarto com posteres”. Não vamos cair em exageros, mas por que não criar um painel? Não gosto de paredes com posteres colados por todo o lado, mas neste caso não era mal pensado numa das paredes, a uma certa distância lateral de uma estante ou secretária, pintar uma faixa vertical com largura suficiente para colocar os posteres (ou postais, bilhetes, fotos) colados com bostik, como sugere a imagem. Desta forma, a pequena poderá mudar os conteúdos da faixa sempre que lhe apetecer sem grandes complicações.

Como a faixa não ficará preenchida até ao chão, sugiro que se ocupe o espaço restante com uma pequena mesinha de gavetas (a da imagem é da IKEA), útil para guardar papelada, canetas, acessórios ou quaisquer outras coisas pequenas que não devam andar à solta.
Não deverá faltar um espaço de estudo, pelo que a secretária é uma peça essencial. É preferível optar por uma que tenha espaço suficiente para o computador e seus periféricos e para os livros e cadernos. Novamente, a IKEA apresenta uma boa opção que não ocupa muito espaço: esta secretária tanto pode ser facilmente arrumada como ficar a tempo inteiro montada. Para além disso, oferece prateleiras óptimas para a arrumação de livros e outros materiais de estudo.

Não sei como é o roupeiro. Se for dos embutidos na parede, dá para fazer muita coisa: no caso de as portas serem de espelhos, podem ser feitos stencils ou colados autocolantes. Sugiro ainda que se faça outra coisa: os espelhos são óptimos para escrever apontamentos ou lembretes, ou para fazer desenhos, com marcadores daqueles que se usam nos quadros brancos.
Se as portas forem tipo portada, não se faz grande coisa, acho que já são bonitos assim. Se forem portas de correr de madeira lisas, dá para fazer decoupage ou pintar de cores a condizer com o resto do quarto.
Se o roupeiro for dos normais, armário, pode ser pintado e pode ser feita decoupage.

Passemos à parte mais importante, a cama. Esta é uma peça que, para mim, deve ser bem escolhida porque pode trazer bastante arrumação. Gosto das que têm espaço por baixo, para arrumar caixas. Ou então das que têm gavetas! Novamente, como se vê na imagem, a IKEA oferece uma super opção. Escolhi toda a mobília em branco porque dá com qualquer cor que se escolha para a parede e com qualquer roupa de quarto. E porquê a IKEA? Porque é barata e porque com os devidos cuidados a mobília pode durar imenso. Esta cama tem ainda a particularidade de dar para fazer algo da espécie da faixa dos posters na madeira em volta. Por baixo, sobra espaço colocar caixas que servem para arrumar sapatos, malas e outras coisas.

E, assim, estão tratadas as coisas básicas. Se sobrar espaço, sugeria a ocupação com uma ou outra estante ou puffs. Podem, também, ser feitas cortinas, tapete e colcha (e se der, forrar os candeeiros), com o mesmo tecido (os da foto são todos da retrosaria online Rosa Pomar).

Não sei se a menina gosta destas coisas, mas no futuro pode ser útil montar um espacinho para os cosméticos e maquilhagens dela. Não são difíceis de montar, e um exemplo de espaço bem conseguido é o da Rita. O que se pretende é um espaço não muito grande, que dê apenas para a pessoa se mexer sem dificuldades, com boa iluminação (o espelho é essencial) e com tudo à mão. Dá até para montar a partir de uma tábua e de um suporte de mesas, gavetas pequenas mas em grande número, um espelho simples e um sistema de lâmpadas.

Espero ter conseguido ajudar, se for preciso mais qualquer coisinha é pedir e dar pormenores!

Decorar com Pedras

pedras

Não sei se vocês são do tipo de pessoas que desprezam o que por aí encontramos, como pedras e calhaus. Se são, passem a olhar para os sítios por onde passam com mais atenção. Nunca pensaram que os seixos da praia podem dar bons elementos decorativos? Olhem para a imagem. Não são mais do que pedras pintadas com tinta acrílica. Também podem decorá-las com folha de ouro, ou pintar animaizinhos ou o que vos der na veneta.

Convido-vos a experimentar! Os vossos pequeninos também irão gostar. Só têm que ter cuidado e ter sempre olho neles.

Meia Dúzia de Coisas Sobre Botões

Olhos de botões. Retirado do filme Coraline and the Secret Door.
Olhos de botões. Retirado do filme Coraline and the Secret Door.

Botões. Todos nós os temos à solta por casa fora do sítio onde deviam estar. O que lhes podemos fazer?

1. Comecemos por mantê-los bem presos à roupa. Para isso, convém que estejam bem cosidos e, se for preciso, pôr uma gotinha de verniz transparente bem no centro, onde se juntam as linhas. Desta forma, o risco de se descoserem é muito menor.
2. Também ajuda se formos meiguinh@s quando engomamos a roupa! Pode dar jeito engomar os sítios próximos dos botões com uma placa de alisar cabelo. Assim, para além de não abandalharmos as linhas, também não expomos botões ao calor, o que lhes dá um aumento significativo da durabilidade.
3. Caíram os botões ou há por aí botões sem utilidade? Que tal usá-los para guardar os brincos? Em vez de andarmos à procura dos pares no meio de uma caixa cheia de brincos, é mais fácil se os prendermos em botões. Convém que tenham, no mínimo, dois buracos (logicamente).
4. E por que não fazer mesmo brincos com botões, como se vê aqui e aqui?
5. Quem fala em brincos, fala em colares, pulseiras, roupa, acessórios e coisas para a casa. Inspirem-se aqui, dêem asas à imaginação e, eventualmente, leiam este blogue que até tem um livro.
6. Para terminar, e esta é para quem gosta de coisas mais personalizadas, dá sempre para “inventar” botões. É possível pegar em tecidos que gostemos para mandar forrar botões na retrosaria ou fazê-los com massa FIMO, ou de outra maneira qualquer. Para fazer qualquer uma das sugestões acima ou para substituírem os botões feios e vulgares da vossa roupa!

Divirtam-se!