Categoria: Cultura

Lembram-se do Ferrari Amarelo?

Lembram-se de me ter queixado do desaparecimento do Ferrari Amarelo do Gabriel, O Pensador?

Pois é, graças a um comentário anónimo (seja ele quem for, aqui fica o meu profundo agradecimento!), descobri que afinal o Ferrari Amarelo não era do Gabriel mas sim do Big Beto.

Acontece que o tal Big Beto pegou numa música do Gabriel (O Resto do Mundo) e fez esta, até foi processado e tudo! Fica o vídeo.

Conspiração Católica?

Tal como muito boa gente por aí, eu também tenho uma terrinha.

E venho cá passar todas as santas festividades porque é tudo mais bonito do que em Lisboa e porque temos de cuidar das nossas coisas por cá.

Em Mação, entre procissões e outras tradições, no Domingo de Páscoa é hábito o padre ou os diáconos ou outro representante da Igreja visitar as pessoas casa a casa e trazer a cruz com Jesus Cristo para darmos uma beijoca no ventre do dito cujo.

Quem me conhece, nem precisa de imaginar a minha cara de nojo cada vez que penso ou falo neste assunto.

É claro que é muito bonito fazerem a visita pascal e trazerem o Senhor com eles e abençoarem as casas e essa lengalenga toda que vocês já conhecem. Mas imaginem a quantidade de doenças e micróbios que passam de boca em boca!

Principalmente hoje em dia, que há tudo e mais alguma coisa maléfica a pairar no ar e ninguém conhece ninguém, e que temos todos os meios de prevenir doenças e que costumamos implicar por males bem menores. É claro que temos também a opção de tocar no Senhor na cruz, que é o que eu faço apesar de não ser católica.

Mas as pessoas fazem-nos caretas feias! Lembro-me que quando a minha avó ainda era viva, há muito tempo, fui repreendida por não dar um beijinho ao Jesus:

– Então não dás um beijinho ao Senhor?
– Não, está porco!

E o padre disse:

– Não está sujo, menina! A gente limpa com um paninho!

Limpam com um paninho? O caraças é que limpam!

Usam o mesmo lencinho minúsculo, sem desinfectante, durante todas as visitas, e limpam sempre com o mesmo sítio. Devo dizer que isto me faz imensa confusão porque é muito pouco higiénico e pode ser uma maneira de andar por aí a cultivar doenças pelo mundo fora!

E é nestas alturas que pergunto onde é que andam as autoridades competentes, a ASAE, o Ministério da Saúde, sei lá! Em vez de andarem a proibir a venda de muita coisa boa e que não faz mal a ninguém, não deviam intervir em casos destes?

Ou será que é feio porque se trata da Igreja?

O Dilema da Sexta-Feira Santa

Hoje é Sexta-feira Santa e as pessoas não podem comer carne.

Ou não devem, se acreditarem nesta história toda que roda à volta de Jesus Cristo e da cruz e dos apóstolos e as coisas todas que daí derivam e sequer pagaram a bula.

É o que reza a História. Confesso que, apesar de ter ido à missa todos os domingos durante mais de 10 anos, de ser crismada, de concordar com uma série de coisas e de valores que aprendi na igreja (não é preciso ir à igreja para adquirir certas capacidades que temos que ter para viver em sociedade!), sou agnóstica.

Na minha opinião, acho que não se adequa tentarmos incutir ideologias que requerem uma certa maturidade para que haja reflexão a crianças. Assim, por volta dos 15 ou 16 anos, deixei de acreditar e de apoiar muito do que tinha aprendido, passei a questionar o que me rodeia, o que teve um ênfase ainda maior quando comecei a perceber as patranhas dos pontífices da Igreja.

Sobre este assunto, ainda tenho que acrescentar o facto de parte dos católicos que conheço serem uma fraude. Não quero ofender ninguém: são uma fraude na medida em que vão à missa uma vez numa década, rezam quando estão em apuros e sem sentimento e muitos são pessoas pouco humildes.

Assim, conheço pessoas muito mais “católicas” que estas, sem que sigam esta religião, ou mesmo que afirmem que não têm religião. Ser humano fica bem a toda a gente e, tenham vergonha, uma coisa que aprendi na igreja é que devemos dar sem esperar receber, e muitos dos católicos que conheço não aprenderam esta lição.

E é no meio disto e de outras discussões sobre este assunto que dá pano para mangas que acontece aquilo a que chamo o dilema da Sexta-feira Santa.

Não acredito na história do católico praticante ou não praticante: ou somos católicos, ou não somos. E se somos, cumprimos certos hábitos desta religião (e o mesmo se passa com qualquer outra religião!), para além de sermos pessoas boas e pensarmos nos outros, como toda a gente deve fazer.

Cá em casa, os meus pais afirmam que são católicos, bem como os meus tios e primos e por aí fora. Acontece que há anos que não os vejo pôr os pés numa igreja nem dar o devido valor ao Natal e outras datas marcantes do catolicismo.

Ainda assim, o meu pai diz que hoje não se pode comer carne cá em casa! Mas obriga-me a comer peixe. E eu contra-argumento:

1. O meu pai come peixe porque é bonito comer peixe neste dia e não atribui nenhum significado. Quando lhe perguntei por que é que se come peixe na Sexta-feira Santa, ele não me soube dar uma razão válida. Ora, cheira-me que se queria ser mais papista que o Papa, devia saber que a Quaresma é uma época de sacrifício pelos motivos que toda a gente sabe e a tradição seria fazer um jejum de toda a carne pelo menos durante a Semana Santa. Mas não sejamos tão extremistas, pelos vistos a maior parte das pessoas opta mesmo pelo suposto jejum só hoje.

2. Ainda assim, peixe é carne. É animal, é carne! É carne branca, bem sei, mas assim o peixe é tão carne como qualquer frango, com a diferença que são animais completamente diferentes! Se querem tanto fazer jejum à carne, hoje as mesas deviam ter comida vegetariana!

Junto ainda o facto de eu detestar peixe. Detesto a Sexta-Feira Santa!

O Complexo do Arafat

Hoje venho falar-vos de um assunto que já tem dado pano para muitas mangas, ou babetes, e que tem enchido os ouvidos das pessoas que me conhecem.

De há uns tempos para cá, verifico que toda a gente passou a usar aquilo a que vulgarmente chamamos lenços à Arafat desmesuradamente, sem qualquer preocupação alguma sobre a forma como o colocam ou se se adequa ao tipo de roupa que trazem vestida.

arafat

Não quero parecer snob com o que vou comentar neste post. Acontece que estou farta de ver tanta poluição visual. Sim, eu gostava (e continuo a gostar!) de ver os ditos arafats (ou keffiehs) nos senhores palestinianos (política de lado, quando se pensa em Palestina pensa-se em senhores com keffiehs!) e aplicados ao vestuário do resto da população mundial… Quando são devidamente utilizados!

Caros leitores, sobre o uso dos arafats e semelhantes lencinhos mal utilizados (na minha humilde opinião!) tenho a dizer que:

  • Usar um arafat sem saber a história do mesmo só mostra (muita) ignorância por parte de quem o usa. É verdade, estes lenços começaram por ser usados pelos beduínos para que pudessem ser identificados como elementos da mesma comunidade, e era extremamente útil porque os protegia das tempestades de areia, típicas do deserto, e de outros fenómenos meteorológicos. Nos dias que correm, os keffiehs são símbolos nacionalistas da Palestina;
  • A sério, se o item acima não vos faz mudar de opinião, pelo amor de Deus, (e penso que esta parte é mais importante para as meninas ou mulheres) digam-me onde é que fica o encanto de um vestido, por exemplo, com o lencinho à volta do pescoço a estragar a “paisagem”. Sim, a moda somos nós que a fazemos, mas os arafats com vestuário feminino não me entram pelos olhos dentro. Desculpem!
  • Por último, e não menos importante, não há coisa pior do que ver os lencinhos mal-enjorcados à volta do pescoço. Se ninguém disse isto antes, digo eu: esses lenços xadrez que as pessoas, principalmente os jovens, gostam tanto, parecem umas toalhas de piquenique ou babetes! Provavelmente, a nossa sociedade está a tornar-se tão activa que, para perder ainda menos tempo com mariquices, principalmente à hora da refeição, anda de babete a tempo inteiro!
SOCORRO, tirem-me deste filme e ponham-me num desenho animado, porque os meus olhos não suportam tamanha desgraça! É como acordar e ver o mundo de pernas para o ar!
P.S. – Com este post, não pretendo, de forma alguma, ofender ninguém com crenças e opiniões diferentes da minha! Pelo contrário, gosto do debate e se têm algo diferente do que aqui escrevi para dizer, o botão dos comentários fica mesmo aqui por baixo!