Categoria: Cultura

O que Fica de 2009

Parece que está no fim mais um ano, ano este que passou a correr, mais do que os anteriores. Tenho cá a impressão de que esta efemeridade é algo que se ganha com a idade: quanto mais velhos ficamos, mais depressa passa o tempo.

No entanto, acho que 2009 foi um ano cheio de coisas importantes, daqueles que não vou esquecer facilmente. E quando eu for “grande”, tiver filhotes e eles me perguntarem como foram as coisas no meu tempo, eu vou falar-lhes de 2009 porque…

It seems another year is over, and this one seemed to be so much shorter than the rest of the years I’ve lived. I think this feeling of time running faster is something we get through the aging process: time runs faster as we get older.

However, I think 2009 was a great year, full of important things I’ll never forget. And when I “grow up”, have children and they ask me how things were when I was younger, I’ll tell them about 2009 because…

 

Foto do Google

… Votei pela primeira vez, e descobri que afinal não é assim tão emocionante.

… I voted for the first time, and I figured out it’s not so fun as it seems.

… Entrei para a faculdade. Depois de muitas confusões, indecisões e desilusões, lá decidi o que queria para mim, com muita calma. E é com certeza que digo que quero ser enfermeira e que, apesar de todos os entraves e de todos os imprevistos com que nós estamos a apanhar na ESEL, gosto muito do meu curso.

… I went to the university. After lots of confusions, doubts and delusions, I finally decided what I want, with all the room I needed. And now I can say I want to be a nurse and, even with all the things we’re going through in my university, I like my course.

… Abri a minha conta no banco. E é tão bom saber que já não dependemos do porquinho (que no meu caso é uma galinha!) mealheiro… É mais um passo a caminho da liberdade!

… I opened my first bank account. Feeling that you no longer depend on your piggy (here it’s a hen!) bank is so good! Freedom seems to be closer!

… Apanhei o maior susto da minha vida, até agora, com o sismo do passado dia 17.

… I felt frightened for the rest of my life, or at least I hope I won’t feel anything worse, with the earthquake we had.

… Um dos meus blogues, este blogue, o blogue da Guida, ganhou terreno. Nunca esperei alcançar os 300 seguidores. Segundo as contas que fiz em Junho, até ao final do ano estimava cerca de 90000 visitas, se tanto. Já viram? Acabo com cerca de 95000 visitas. Obrigada a tod@s!

… One of my blogs, this blog, Guida’s blog, has got “famous”. I never thought I’d ever have 300 followers. I’ve been calculating how many visits I’d have until the end of 2009, in June, and I was hoping I could have 90000 visitors. See? I’m close to 95000 visits. Thank you all!

Foto encontrada através do Dainty Squid

… Aprendi a fazer tricô. É muito bom saber que se os senhores das lojas de roupa decidirem fechar, havemos de saber fazer as nossas roupinhas quentes.

… I learned to knit. It’s cool to know we’d survive making our own warm clothes if the clothing stores decided to close.

… O Obama ganhou o Nobel da Paz.

… Obama won The Nobel Peace Prize.

… Morreu o rei da Pop AKA Michael Jackson, e apesar de não ser o meu artista de eleição, não deixa de ser um dos preferidos. Para além disso, era das tais pessoas que imaginava vivas até aos 200 anos, nem que fosse tipo vegetal, ligado a uma máquina. Confesso que fiquei lelé por uns momentos.

… The king of Pop AKA Michael Jackson died. Though he wasn’t my favorite artist, he was still one of my favorites. He was one of those people I could imagine alive until 200, even it it was like a vegetable, depending on machines. I felt dumb, dizzy for a while.

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E tenho a certeza que eles vão ter muita, muita invejazinha por não ter vivido no mesmo tempo que eu.

Feliz 2010 para tod@s vós!

And I’m sure they’ll be so, but so jealous of me because they haven’t lived the same things as I.

Happy 2010 to you all!

* What Remains From 2009

FIA 2009 e sandálias malditas

Tal como em anos anteriores, hoje fui à Feira Internacional do Artesanato.

A FIA está na FIL até dia 5 de Julho.

Este ano foi um bocado feio para a FIA, que já foi fantástica em anos anteriores. No ano passado já se notou um decréscimo na quantidade de stands e na presença dos verdadeiros artesãos, mas este ano foi drástico.

Fiquei triste, não vi alguns dos artesãos do costume nem a banca enorme da Acrilex. Pareceu-me que não há tantos workshops este ano e, surpresa!, este ano a banca gigante das missangas brasileira desapareceu.

Por outro lado, apostou-se numa coisa gira, quiosques maiores que representavam uma série de países diferentes. Só foi uma pena que não tivessem muita coisa. Ainda poisei no quiosque do Japão a perguntar se tinham papel de origami e acabei por lá ficar a conversar e a aprender a fazer coelhinhos!

Agora sou assessora da Oriflame (mesmo que seja para consumo próprio, compensa!).

Quanto a tasquinhas, não tivemos tempo de as apreciar *pena três mil vezes seguidas*.

No final da brincadeira vim de lá com dois pares de brincos novos e pouco mais do que isso, mas amanhã a gente conversa melhor, até porque tenho montes de coisas para vos mostrar, e agora tenho que ir tratar dos meus pezinhos amassados.

No melhor pano cai a nódoa, e eu que vos digo mil e uma coisas sobre sapatos e caminhadas e essas coisas, decidi ir para a FIL de sandálias novas, com quase 10cm de tacão. Right, é tacão, mas são novas! Não tenho bolhas nem feridas, mas tenho os pés tão cansaditos… Repitam comigo, muito alto: não se levam sapatos novos calçados quando temos que andar muito.

O que é que posso fazer agora? Meter os pés de molho em muita água, massajar muito, secar sem grande violência e aplicar um creme qualquer de alfazema ou mentol. Ah, e nada de grandes aventuras com sapatos amanhã: é o mais aberto e confortável possível (vai ser mesmo havaianas porque não vou a lado nenhum importante nem preciso de formalidades).

Não se esqueçam que faltam menos de duas horas para terminar o sorteio!

Lembram-se do Ferrari Amarelo?

Lembram-se de me ter queixado do desaparecimento do Ferrari Amarelo do Gabriel, O Pensador?

Pois é, graças a um comentário anónimo (seja ele quem for, aqui fica o meu profundo agradecimento!), descobri que afinal o Ferrari Amarelo não era do Gabriel mas sim do Big Beto.

Acontece que o tal Big Beto pegou numa música do Gabriel (O Resto do Mundo) e fez esta, até foi processado e tudo! Fica o vídeo.

Conspiração Católica?

Tal como muito boa gente por aí, eu também tenho uma terrinha.

E venho cá passar todas as santas festividades porque é tudo mais bonito do que em Lisboa e porque temos de cuidar das nossas coisas por cá.

Em Mação, entre procissões e outras tradições, no Domingo de Páscoa é hábito o padre ou os diáconos ou outro representante da Igreja visitar as pessoas casa a casa e trazer a cruz com Jesus Cristo para darmos uma beijoca no ventre do dito cujo.

Quem me conhece, nem precisa de imaginar a minha cara de nojo cada vez que penso ou falo neste assunto.

É claro que é muito bonito fazerem a visita pascal e trazerem o Senhor com eles e abençoarem as casas e essa lengalenga toda que vocês já conhecem. Mas imaginem a quantidade de doenças e micróbios que passam de boca em boca!

Principalmente hoje em dia, que há tudo e mais alguma coisa maléfica a pairar no ar e ninguém conhece ninguém, e que temos todos os meios de prevenir doenças e que costumamos implicar por males bem menores. É claro que temos também a opção de tocar no Senhor na cruz, que é o que eu faço apesar de não ser católica.

Mas as pessoas fazem-nos caretas feias! Lembro-me que quando a minha avó ainda era viva, há muito tempo, fui repreendida por não dar um beijinho ao Jesus:

– Então não dás um beijinho ao Senhor?
– Não, está porco!

E o padre disse:

– Não está sujo, menina! A gente limpa com um paninho!

Limpam com um paninho? O caraças é que limpam!

Usam o mesmo lencinho minúsculo, sem desinfectante, durante todas as visitas, e limpam sempre com o mesmo sítio. Devo dizer que isto me faz imensa confusão porque é muito pouco higiénico e pode ser uma maneira de andar por aí a cultivar doenças pelo mundo fora!

E é nestas alturas que pergunto onde é que andam as autoridades competentes, a ASAE, o Ministério da Saúde, sei lá! Em vez de andarem a proibir a venda de muita coisa boa e que não faz mal a ninguém, não deviam intervir em casos destes?

Ou será que é feio porque se trata da Igreja?

O Dilema da Sexta-Feira Santa

Hoje é Sexta-feira Santa e as pessoas não podem comer carne.

Ou não devem, se acreditarem nesta história toda que roda à volta de Jesus Cristo e da cruz e dos apóstolos e as coisas todas que daí derivam e sequer pagaram a bula.

É o que reza a História. Confesso que, apesar de ter ido à missa todos os domingos durante mais de 10 anos, de ser crismada, de concordar com uma série de coisas e de valores que aprendi na igreja (não é preciso ir à igreja para adquirir certas capacidades que temos que ter para viver em sociedade!), sou agnóstica.

Na minha opinião, acho que não se adequa tentarmos incutir ideologias que requerem uma certa maturidade para que haja reflexão a crianças. Assim, por volta dos 15 ou 16 anos, deixei de acreditar e de apoiar muito do que tinha aprendido, passei a questionar o que me rodeia, o que teve um ênfase ainda maior quando comecei a perceber as patranhas dos pontífices da Igreja.

Sobre este assunto, ainda tenho que acrescentar o facto de parte dos católicos que conheço serem uma fraude. Não quero ofender ninguém: são uma fraude na medida em que vão à missa uma vez numa década, rezam quando estão em apuros e sem sentimento e muitos são pessoas pouco humildes.

Assim, conheço pessoas muito mais “católicas” que estas, sem que sigam esta religião, ou mesmo que afirmem que não têm religião. Ser humano fica bem a toda a gente e, tenham vergonha, uma coisa que aprendi na igreja é que devemos dar sem esperar receber, e muitos dos católicos que conheço não aprenderam esta lição.

E é no meio disto e de outras discussões sobre este assunto que dá pano para mangas que acontece aquilo a que chamo o dilema da Sexta-feira Santa.

Não acredito na história do católico praticante ou não praticante: ou somos católicos, ou não somos. E se somos, cumprimos certos hábitos desta religião (e o mesmo se passa com qualquer outra religião!), para além de sermos pessoas boas e pensarmos nos outros, como toda a gente deve fazer.

Cá em casa, os meus pais afirmam que são católicos, bem como os meus tios e primos e por aí fora. Acontece que há anos que não os vejo pôr os pés numa igreja nem dar o devido valor ao Natal e outras datas marcantes do catolicismo.

Ainda assim, o meu pai diz que hoje não se pode comer carne cá em casa! Mas obriga-me a comer peixe. E eu contra-argumento:

1. O meu pai come peixe porque é bonito comer peixe neste dia e não atribui nenhum significado. Quando lhe perguntei por que é que se come peixe na Sexta-feira Santa, ele não me soube dar uma razão válida. Ora, cheira-me que se queria ser mais papista que o Papa, devia saber que a Quaresma é uma época de sacrifício pelos motivos que toda a gente sabe e a tradição seria fazer um jejum de toda a carne pelo menos durante a Semana Santa. Mas não sejamos tão extremistas, pelos vistos a maior parte das pessoas opta mesmo pelo suposto jejum só hoje.

2. Ainda assim, peixe é carne. É animal, é carne! É carne branca, bem sei, mas assim o peixe é tão carne como qualquer frango, com a diferença que são animais completamente diferentes! Se querem tanto fazer jejum à carne, hoje as mesas deviam ter comida vegetariana!

Junto ainda o facto de eu detestar peixe. Detesto a Sexta-Feira Santa!

O Complexo do Arafat

Hoje venho falar-vos de um assunto que já tem dado pano para muitas mangas, ou babetes, e que tem enchido os ouvidos das pessoas que me conhecem.

De há uns tempos para cá, verifico que toda a gente passou a usar aquilo a que vulgarmente chamamos lenços à Arafat desmesuradamente, sem qualquer preocupação alguma sobre a forma como o colocam ou se se adequa ao tipo de roupa que trazem vestida.

arafat

Não quero parecer snob com o que vou comentar neste post. Acontece que estou farta de ver tanta poluição visual. Sim, eu gostava (e continuo a gostar!) de ver os ditos arafats (ou keffiehs) nos senhores palestinianos (política de lado, quando se pensa em Palestina pensa-se em senhores com keffiehs!) e aplicados ao vestuário do resto da população mundial… Quando são devidamente utilizados!

Caros leitores, sobre o uso dos arafats e semelhantes lencinhos mal utilizados (na minha humilde opinião!) tenho a dizer que:

  • Usar um arafat sem saber a história do mesmo só mostra (muita) ignorância por parte de quem o usa. É verdade, estes lenços começaram por ser usados pelos beduínos para que pudessem ser identificados como elementos da mesma comunidade, e era extremamente útil porque os protegia das tempestades de areia, típicas do deserto, e de outros fenómenos meteorológicos. Nos dias que correm, os keffiehs são símbolos nacionalistas da Palestina;
  • A sério, se o item acima não vos faz mudar de opinião, pelo amor de Deus, (e penso que esta parte é mais importante para as meninas ou mulheres) digam-me onde é que fica o encanto de um vestido, por exemplo, com o lencinho à volta do pescoço a estragar a “paisagem”. Sim, a moda somos nós que a fazemos, mas os arafats com vestuário feminino não me entram pelos olhos dentro. Desculpem!
  • Por último, e não menos importante, não há coisa pior do que ver os lencinhos mal-enjorcados à volta do pescoço. Se ninguém disse isto antes, digo eu: esses lenços xadrez que as pessoas, principalmente os jovens, gostam tanto, parecem umas toalhas de piquenique ou babetes! Provavelmente, a nossa sociedade está a tornar-se tão activa que, para perder ainda menos tempo com mariquices, principalmente à hora da refeição, anda de babete a tempo inteiro!
SOCORRO, tirem-me deste filme e ponham-me num desenho animado, porque os meus olhos não suportam tamanha desgraça! É como acordar e ver o mundo de pernas para o ar!
P.S. – Com este post, não pretendo, de forma alguma, ofender ninguém com crenças e opiniões diferentes da minha! Pelo contrário, gosto do debate e se têm algo diferente do que aqui escrevi para dizer, o botão dos comentários fica mesmo aqui por baixo!